Entre ossos, máquinas e dúvidas – por Dr. Guilherme Falótico

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Há dias em que entro no consultório e sinto que a Medicina, aquela que aprendi entre livros pesados e salas de plantão, anda perdendo algo que não sei nomear. Talvez seja gesto, talvez seja silêncio, talvez seja aquilo que só se percebe quando falta. Falta como falta cálcio na vértebra fraturada do idoso, como falta chão ao paciente diante de um diagnóstico que muda a vida. A Medicina, essa senhora antiga, parece correr atrás de uma tecnologia que lhe acena com milagres, mas cobra caro e exige a essência.

Procedimentos novos brotam como se fossem descobertas definitivas. Prometem curas rápidas, sem risco, sem esforço, quase sem verdade. A ciência, que sempre pediu calma, método e confronto com o real, passa a ser tratada como pedra no caminho. E nós, médicos, às vezes nos deixamos impressionar pelo brilho do novo, como se tradição fosse atraso, quando na verdade é estrutura.

Na Ortopedia isso se mostra com clareza. A cada ano surge um aparelho mais sofisticado, uma técnica anunciada como revolucionária, um tratamento que, dizem, fará o paciente correr antes de reaprender a andar. Mas o corpo não é máquina que aceita atualização automática. É terreno antigo, com suas marcas, desvios e memórias. E a Medicina que nele se faz precisa de fundamento, não de espetáculo.A tecnologia não é inimiga. É aliada valiosa quando usada com critério. O risco nasce da pressa, a pressa de lucrar, de aparecer, de vender esperança embalando o incerto como certeza. Parece que criamos o homem atrás do homem atrás da máquina, e nesse empilhamento o cuidado ao paciente vai desaparecendo.

Manter princípios éticos virou quase ato de resistência. Exige dizer não quando o mercado empurra o sim. Exige escolher o caminho mais lento, mais estudado, mais seguro, ainda que renda menos aplausos, menos curtidas, menos cifras. Exige lembrar que, antes da técnica, há alguém que deposita em nós uma confiança silenciosa e desarmada.

A Medicina que me formou não cabia em slogans. Era feita de escuta, prudência e dúvidas. Talvez seja justamente isso que precisemos recuperar, a coragem de duvidar. Porque é a dúvida que nos mantém humanos e é a humanidade que sustenta a Medicina, mesmo neste tempo de algoritmos apressados. Salvar um princípio é como reduzir um osso deslocado, dói, exige firmeza, mas devolve função. E a função da Medicina, ontem e hoje, não é brilhar. É orientar e cuidar.


Dr. Guilherme Falótico – Ortopedista especialista em cirurgia do quadril (CRM 128925). Formado e professor adjunto na Escola Paulista de Medicina/UNIFESP, é mestre e doutor em Ciências, com Fellowship no Rothman Institute (EUA), onde se especializou em via anterior do quadril e infecções em artroplastias. Certificado em cirurgia robótica (Robô Mako) e membro da SBOT e SBQ, é reconhecido pela atuação de excelência aliada à ciência e à inovação na ortopedia.


Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal.

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Racismo Estrutural, até quando? – por Celso Tracco

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Por que, oficialmente, celebramos o Dia Nacional da Consciência Negra?

Uma das definições de consciência: Conjunto de valores morais que definem certos julgamentos, ações ou intenções relacionadas com alguém, ou grupo de indivíduos que tem algo em comum. Como os valores e padrões morais, culturais, artísticos, religiosos, da sociedade brasileira são predominantemente europeus e, portanto brancos, ainda hoje os valores da cultura africana, negra, são rejeitados por parte da nossa população. Depois de uma longa luta pelos seus direitos de cidadania plena, a população negra conseguiu em 2011 que o dia 20/11 fosse declarado o Dia Nacional da Consciência Negra. Em 2023, 20/11 foi decretado como feriado nacional. A data é uma homenagem à morte de Zumbi dos Palmares. São visíveis as manifestações contra este feriado, provando que o racismo, mesmo sendo um crime inafiançável e imprescritível, continua ocorrendo diariamente no nosso país. Cito dois exemplos desta semana, que viralizaram nas redes sociais: em um jogo de futebol, Avaí (SC) x Remo (PA), ocorrido em Florianópolis (SC) uma senhora branca, insultou reiteradamente, com gestos e palavras os torcedores do time do Remo, fazendo menção à condição social, pobreza, e a cor da pele deles, preta. Em outro caso ocorrido em São Paulo (SP), um pai de uma menina de 4 anos, que estuda em uma escola municipal, chamou a polícia militar porque a menina estava tendo uma “aula” sobre religião africana. E, lamentavelmente, quatro policiais armados entraram na escola infantil para verificar o ocorrido. Segundo relato, a professora explicou que a atividade não era sobre religião, mas sobre antirracismo, apresentando a cultura afro-brasileira para as crianças. No Brasil, inclusão social, seja no lazer ou na escola é caso de polícia, literalmente.

Durante 350 anos a economia brasileira dependeu do trabalho de pessoas africanas escravizadas. Em 1888, o trabalho escravo, foi oficialmente abolido por lei. Mas o que foi feito para que mais de 3 milhões de seres humanos fossem integrados à sociedade brasileira? Exatamente nada. As consequências dessa falta de política de inclusão social, apesar de terem melhorado recentemente, repercutem ainda hoje. A população preta e parda, é a que possui os mais baixos índices de empregos de qualidade, de salário, de renda, de ascensão social. Em contrapartida é a que mais é morta pelas forças policiais, e representa a maioria da população carcerária. Cabe uma reflexão: o Brasil tirou, por lei, a escravidão da sua sociedade, mas será que a sociedade tirou a escravidão dela mesma? Parece que, para uma parte da sociedade, ainda não. Na história humana, não foi o racismo que criou a escravidão, mas no Brasil a escravidão criou o racismo. E ele se tornou estrutural, faz parte do nosso dia a dia, e as atitudes racistas são normalizadas. Ocorrem em estádios de futebol, shows, empresas, supermercados, condomínios familiares, em qualquer lugar, vemos e ouvimos relatos de atitudes racistas. Pergunto: quando uma pessoa branca pensa em uma empregada doméstica, um gari, lavador de carro, ou um segurança particular, será que ela pensa em uma pessoa de origem europeia? Ou de origem africana?

As políticas públicas são reflexo das pressões vindas da sociedade, uma vez que vivemos em um estado democrático e nossos representantes são eleitos por essa mesma sociedade. A Câmara dos Deputados, o Poder Legislativo por excelência, tem apenas 27% de representantes pretos ou pardos. No entanto, pretos e pardos compõem 56% da população. Não é de estranhar que o Dia Nacional da Consciência Negra, ainda desagrade a tanta gente. A cultura negra faz parte da identidade brasileira, não deve ser apagada.


Celso Tracco é economista, mestre em Teologia Sistemática, escritor, consultor e palestrante (www.celsotracco.com.br). Com ampla experiência como executivo em empresas nacionais e internacionais, é especialista em marketing, vendas e comportamento humano. Atuou como professor universitário e tem três livros publicados. Em sua coluna, abordará temas como política, economia e sociedade.


*Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal.

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A evolução histórica da segurança pública nas Constituições Brasileiras – por Reinaldo Monteiro

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A evolução histórica da segurança pública nas Constituições Brasileiras (1824–1988): Centralização, autoritarismo e a urgência de um novo paradigma municipal

A história da segurança pública no Brasil é marcada por permanências e rupturas que refletem o próprio percurso político do país. Cada Constituição incorporou, de forma direta ou indireta, a tensão entre centralização e autonomia, militarização e cidadania, controle estatal e participação social. Um elemento, entretanto, permanece constante: a ausência de um modelo integrado e democrático capaz de garantir efetivamente a segurança pública como direito fundamental e social do cidadão.

A seguir, desenvolve-se uma análise crítica da trajetória constitucional brasileira, demonstrando como os dispositivos sobre segurança pública foram moldados por contextos políticos, disputas federativas e interesses institucionais — culminando na Constituição de 1988, que inaugura uma nova compreensão, embora incompleta, da segurança como dever do Estado e direito do cidadão, e ainda hoje deixa espaço para debates urgentes sobre o papel dos municípios e das Guardas Municipais.

1. A Segurança Pública na Constituição de 1824: o Império e a centralização absoluta

A primeira Constituição brasileira não possuía um capítulo específico sobre segurança pública, mas tratava do tema de maneira fragmentada. Os Arts. 145 e 146 disciplinavam a Força Militar e a Guarda Nacional, consolidando a ideia de que a manutenção da ordem era prerrogativa do Imperador.

O modelo era claramente centralizador. A polícia, já existente desde 1808, funcionava como mecanismo de controle social e político, e não como estrutura de proteção cidadã. A ordem pública era compreendida como preservação da autoridade imperial, o que inaugurou um legado de centralização e militarização que perpassaria todo o século XIX.

2. Constituição de 1891: a República e a autonomia dos Estados

Com a Proclamação da República e o federalismo, a Constituição de 1891 incorporou mudanças importantes. Continuava sem um capítulo de segurança pública, mas introduziu princípios federativos que impactaram diretamente o tema:

  • Art. 6º: garantia da “ordem e segurança internas”;
  • Instituição das Forças Públicas estaduais, embriões das atuais Polícias Militares;
  • A União mantinha o Exército e conservava o poder de intervenção.

A descentralização, entretanto, não significou democratização. Pelo contrário: cada Estado organizava suas forças públicas conforme interesses das elites regionais. Criou-se um mosaico de forças armadas estaduais altamente politizadas e, muitas vezes, usadas como instrumento de disputas oligárquicas.

3. Constituição de 1934: reorganização pós-Revolução de 1932

A Carta de 1934, marcada pelos efeitos da Revolução Constitucionalista, trouxe os primeiros contornos de um sistema nacional de segurança, embora ainda sem capítulo próprio.

Destacam-se:

  • Art. 5º: competência da União para manter a ordem interna;
  • Arts. 162 a 169: organização das Forças Armadas e das forças policiais estaduais;
  • Consolidação da Polícia Militar como “força auxiliar do Exército”, subordinada ao modelo militar.

Essa vinculação institucional, criada em contexto de instabilidade política, gerou uma dualidade que persiste até hoje: forças policiais estaduais estruturadas à semelhança do Exército, mesmo em tempos de paz e sob demanda de policiamento comunitário.

4. Constituição de 1937: o Estado Novo e a segurança como instrumento de repressão

A Constituição outorgada por Getúlio Vargas representou o ápice do autoritarismo constitucional no Brasil. A segurança interna foi profundamente centralizada:

  • Criação do Conselho de Segurança Nacional;
  • Ampliação do poder presidencial sobre a ordem interna;
  • Subordinação da polícia a um modelo abertamente autoritário.

A segurança pública deixou de ter qualquer vínculo com cidadania. Transformou-se em ferramenta de repressão política e social.

5. Constituição de 1946: retorno ao regime democrático, permanência do modelo policial militarizado

A Constituição de 1946 resgatou valores democráticos e abriu caminho para a reorganização institucional do país, mas manteve a estrutura policial herdada do Estado Novo:

  • Estados seguiam responsáveis por suas Polícias Civis e Militares;
  • As Polícias Militares permaneceram como forças auxiliares do Exército;
  • Não houve criação de um capítulo específico para segurança pública.

A estrutura policial brasileira, portanto, continuou presa ao paradigma militar e ao distanciamento da sociedade civil, mesmo sob um regime democrático.

6. Constituição de 1967 e o regime militar: segurança nacional acima da segurança pública

No período ditatorial, a segurança passou a ser tratada sob o rótulo de segurança nacional, com forte influência da doutrina anticomunista:

  • A segurança nacional recebeu capítulo próprio;
  • A Polícia Federal foi formalizada e reorganizada;
  • As polícias estaduais foram submetidas a rígidos controles militares;
  • O Decreto-Lei 667/1969 extinguiu Guardas Civis estaduais e polícias uniformizadas como a Polícia Marítima, militarizando ainda mais o sistema.

A segurança pública passou a ser entendida como defesa do regime, e não como serviço ao cidadão.

7. A Constituição de 1988: segurança como direito e dever do Estado — mas com lacunas estruturais

A Constituição Cidadã representou uma ruptura histórica ao estabelecer, finalmente, um capítulo próprio sobre segurança pública (Art. 144), reconhecendo-a como:

“dever do Estado, direito e responsabilidade de todos”.

Porém, apesar da conquista democrática, o modelo permaneceu fragmentado:

  • Reproduziu-se a divisão artificial entre Polícia Civil (investigativa) e Polícia Militar (ostensiva), criada no período ditatorial;
  • Os municípios foram excluídos da estrutura de segurança pública, reduzidos à função acessória de proteção de bens, serviços e instalações;
  • As Guardas Municipais, reconhecidas no §8º, não foram integradas ao Sistema Nacional de Segurança Pública como polícias municipais.

A Constituição de 1988 democratizou o discurso sobre segurança, mas manteve um modelo operacional arcaico, militarizado e incapaz de responder à complexidade da criminalidade contemporânea.

8. A urgência de um novo paradigma: municípios e Guardas Municipais na segurança pública básica

As cidades são hoje o principal palco da criminalidade. É nelas que:

  • O crime organizado disputa território;
  • O tráfico recruta jovens;
  • A violência letal se concentra;
  • A população demanda presença policial ostensiva, imediata e comunitária.

Nesse cenário, a exclusão dos municípios do eixo central da segurança pública tornou-se insustentável.

  • As Guardas Municipais, presentes em mais de 1.200 municípios, já desempenham, na prática:
  • Policiamento ostensivo comunitário e preventivo;
  • Prisões em flagrante;
  • Ações de busca pessoal e veicular;
  • Proteção de escolas, parques, patrimônios, eventos e vias públicas;
  • Apoio à Defesa Civil, Mobilidade Urbana e Assistência Social;
  • Fiscalização do Código de Posturas dos Municípios;
  • Preservação da tranquilidade da sociedade local;
  • Policiamento ambiental;
  • Pacificação de conflitos;
  • Fiscalização de construção irregulares e de áreas invadidas.

A legislação atual (Lei 13.022/2014 — Estatuto Geral das Guardas Municipais) já reconhece 18 competências específicas e estrutura jurídica que confirma seu papel de polícia municipal de caráter ostensivo comunitário e preventivo.

Negar a integração plena das Guardas Municipais ao sistema nacional de segurança significa negar eficiência, negar realidade e negar cidadania.

Conclusão: a segurança pública como dever de todos os entes federativos

A história constitucional brasileira revela que, por quase dois séculos, o país tratou segurança pública como instrumento de poder — imperial, oligárquico, autoritário ou militar. Apenas em 1988 ela passou a ser reconhecida como direito fundamental e social do povo.

Mas ainda falta o passo decisivo: reconhecer os municípios como protagonistas da segurança pública básica.

O combate ao crime organizado, a prevenção da violência, o policiamento comunitário e a proteção sistêmica da população não podem depender exclusivamente de estruturas estaduais e federais.

As Guardas Municipais são, hoje, a força mais próxima do cidadão. Por isso, precisam ser fortalecidas, integradas e reconhecidas como Polícias Municipais, com papel estratégico no policiamento ostensivo, comunitário e preventivo.

Sem a participação plena dos municípios, não haverá segurança pública eficaz, moderna e democrática. E sem Guardas Municipais fortalecidas, não haverá proteção real ao cidadão no lugar onde ele vive: a cidade.


Reinaldo Monteiro, GCM de Barueri-SP, Presidente da AGM BRASIL, Bacharel em Direito com especialização em Direito Constitucional e Administrativo, Consultor em Segurança Pública, Palestrante e ex-Diretor da Secretaria Nacional de Direitos Humanos.


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Segredos, fofocas e fake news sobre a Proclamação da República – por Tom Moisés

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Não faz muito tempo, foi em 1967 que Chico Buarque compôs e cantou “Carolina, maravilha de mulher”, música que hoje é mais conhecida na voz do Seu Jorge. De fato, toda “Carolina é menina bem difícil de esquecer”, mas talvez o Chico tenha se inspirado lá em 1889, em Ana Carolina Fonseca Jacques, a Baronesa do Triunfo, loira, linda e rica; que, segundo as más línguas, foi paquera e a grande paixão do Marechal Deodoro da Fonseca. Ela se tornou personagem decisiva para a Proclamação da República.

Em 1889 o foro (local de debates e discussões) não era nas redes sociais, mas na Rua do Ouvidor, ao lado da rua da Direita e das quitandas, no Rio de Janeiro; onde a sociedade se encontrava, disseminam-se os boatos e as fofocas se espalhavam pelo país em poucas horas. Naquela época só tinha um líder bom o bastante para comandar um golpe militar e tirar Dom Pedro do poder. Era o comandante geral do Exército, o militar Marechal Manuel Deodoro da Fonseca. Ele era contra a Proclamação da República, mas, virou a casaca a partir das fake news que o enganou.

Deodoro estava doente e de cama, quando Quintino Bocaiúva (suposto autor das falsas notícias) enviou Benjamim Constant com as fofocas:
-“Marechal, o senhor acha que Dom Pedro é seu amigo, mas não é. O Visconde do Rio Preto já deu ordem no Palácio para te prender.
Deodoro nem “deu ligança”:

  • “Esquece isso, Benja. Pedrinho é meu amigo, não faria isso”.
    E sabe quem virá comandar a sua prisão, te prender, tirar a sua roupa em público e te humilhar? Insistiu Benjamim.
  • “Quem”? Interessou-se o Marechal.
  • “Gaspar Martins, o gaúcho”
  • “Deixa ele vir. Vai ser porrada, pau e bomba”
  • Eu nem queria dizer, mas ele está dizendo por aí que está pegando aquela sua paquera da juventude, a Ana Carolina; debochando e dizendo “Mané perdeu”.
    Ao ouvir isso o Marechal, com cólera, dor de barriga, febre e sem forças, deu uma pirueta da cama e se levantou procurando suas botas para calçar:
  • “O quê? Pegando a Carolzinha? Isso não! Vamos lá proclamar essa república”.
    Assim disseram, que em 15 de novembro de 1889 o Marechal Deodoro da Fonseca proclamou a República do Brasil motivado por fake news e por um rabo de saia. Ele fez o certo?

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Como aproveitar a Black Friday para vender qualquer serviço ou produto – por Adriana Vasconcellos

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A Black Friday deixou de ser uma data restrita ao varejo. Hoje, ela representa uma das maiores oportunidades do ano para marcas, empresas e profissionais de todos os setores, inclusive prestadores de serviço, clínicas, escolas e consultorias, se conectarem com o público e aumentarem o faturamento. O segredo está em entender que vender bem nessa época vai muito além de oferecer descontos.

A Black Friday é, antes de tudo, um evento de comunicação. É o momento de chamar a atenção, gerar interesse e se tornar memorável para o consumidor. Em um mercado saturado de ofertas, o diferencial está na estratégia e na forma como a marca se posiciona.

1. Planejamento é tudo

Quem começa a planejar suas ações com antecedência chega na Black Friday com vantagem competitiva. Isso inclui revisar produtos e serviços com maior margem de lucro, ajustar preços, preparar estoques e, principalmente, desenhar campanhas integradas entre redes sociais, anúncios, assessoria de imprensa e e-mail marketing.

A antecipação permite criar expectativa e nutrir o público até o momento da compra. É nesse processo que a confiança é construída.

2. Mais do que desconto, valor percebido

O consumidor atual busca mais do que preço baixo. Ele quer sentir que está fazendo um bom negócio. Isso significa mostrar o valor do que está sendo vendido: benefícios, diferenciais, credibilidade e propósito da marca.

Para serviços, como consultorias, clínicas, cursos e academias, o foco deve estar em destacar resultados, experiências e vantagens exclusivas. Uma sessão gratuita, um bônus ou um combo especial podem gerar mais conversões do que um simples desconto.

3. Reforce a presença digital e a autoridade da marca

Durante o período da Black Friday, o volume de buscas cresce exponencialmente. Estar presente nas redes sociais e em outros canais digitais é essencial para ser lembrado. A assessoria de imprensa pode ajudar a posicionar a marca em matérias e portais relevantes, enquanto o conteúdo estratégico nas redes reforça autoridade e confiança. Depoimentos, bastidores, cases e provas sociais fortalecem o argumento de compra.

4. Invista em campanhas de mídia e remarketing

Anúncios segmentados no Google, Meta Ads ou LinkedIn são poderosos aliados. O segredo está no uso inteligente dos dados e no remarketing, que permite alcançar novamente quem demonstrou interesse, mas ainda não comprou. Na semana da Black Friday, o custo por clique tende a subir, por isso o ideal é começar a impulsionar com antecedência, criando reconhecimento antes da fase de decisão.

5. Crie experiências e histórias, não apenas ofertas

O apelo emocional é determinante na decisão de compra. Campanhas que contam boas histórias e se conectam com valores reais têm mais impacto do que posts genéricos de “descontos imperdíveis”.

Uma clínica pode associar a Black Friday à saúde preventiva. Um escritório de advocacia pode usar o momento para falar sobre segurança jurídica e oferecer consultorias estratégicas. Uma escola pode reforçar o valor do aprendizado contínuo. Tudo depende de como a mensagem é construída.

6. Mantenha a consistência e o relacionamento após a campanha

A venda não termina na Black Friday. O período pós-campanha é ideal para fidelizar novos clientes e fortalecer o vínculo com os atuais. Um bom pós-venda, contato personalizado e conteúdo de valor mantêm a marca viva na mente do público.

A consistência é o que transforma o pico de vendas em crescimento sustentável.

Black Friday é visibilidade estratégica

A Black Friday não é apenas sobre liquidação, mas sobre visibilidade. É o momento em que o mercado inteiro está olhando para as marcas que se comunicam bem. E quem sabe unir marketing, assessoria de imprensa e conteúdo estratégico não apenas vende mais, como conquista espaço e autoridade. Afinal, quem é visto é lembrado e quem é lembrado, vende.

No fim das contas, não se trata de aparecer o tempo todo. O que realmente importa é aparecer da maneira certa, nos lugares certos e com uma mensagem que gere valor. Ser visto com propósito, lembrado com admiração e escolhido com confiança. A grande reflexão é: o que você tem feito para garantir que sua marca seja não apenas vista, mas lembrada pelas razões certas?


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.


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Saúde mental feminina e sobrecarga emocional de mulheres – por Dra. Vera Resende

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Dados recentes do Ministério da Saúde indicam que mais da metade dos brasileiros considera a saúde mental o principal problema de saúde do país. Entre as mulheres, esse número é ainda maior. Esses índices convidam a refletir sobre os fatores que contribuem para tamanha vulnerabilidade emocional.

A saúde mental feminina é atravessada por múltiplos elementos. Há uma articulação complexa entre aspectos biológicos, papéis sociais e experiências de vida. Mesmo com transformações significativas na sociedade, a mulher permanece submetida à chamada tripla jornada. A rotina envolve responsabilidades profissionais, cuidados com os filhos, gestão da casa e, muitas vezes, a função de apoio emocional da família. Essa sobrecarga não é apenas física. É psíquica.

Além disso, é frequente que essas exigências venham acompanhadas de situações de violência de gênero em suas diversas formas, como críticas recorrentes, desqualificação, desrespeito e pressões que fragilizam sua autoestima. A expectativa social de que a mulher consiga manter o controle de tudo, de maneira impecável, apenas intensifica seu sofrimento.

Cuidar da saúde mental das mulheres exige reconhecer suas especificidades e promover ações que favoreçam acolhimento, acesso a serviços qualificados e políticas públicas que sustentem essa demanda. Também é necessário desconstruir a ideia de que a mulher precisa corresponder a padrões irreais de desempenho, estabilidade emocional e disponibilidade constante.

A construção de um ambiente mais saudável passa pela mudança cultural e pela consciência coletiva de que nenhuma mulher deve carregar sozinha aquilo que pertence a toda a sociedade.


Dra. Vera Resende – Psicóloga clínica (CRP 06-2353), mestre e doutora em Psicologia Clínica pela PUC-SP. Com sólida trajetória acadêmica, foi professora e supervisora de estágio clínico na Unesp, ministrou aulas na pós-graduação, orientou teses, integrou grupos de pesquisa e coordenou cursos de especialização e extensão. Atuou no Instituto Sedes Sapientiae, participando de seminários e publicações na área de psicanálise da criança. Atualmente, mantém consultório próprio, oferecendo atendimentos, supervisão clínica e aperfeiçoamento para psicólogos iniciantes.


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COP – 30. Esperança apesar de tudo – por Celso Tracco

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As mudanças climáticas podem ser naturais, mas desde meados do século XIX, as atividades humanas têm sido o principal impulsionador da aceleração dessas mudanças, principalmente devido à queima de combustíveis fósseis como carvão, petróleo e gás. A queima desses materiais gera gases que produzem, na atmosfera, o chamado efeito estufa. É como se fosse um grande cobertor em torno da Terra, retendo o calor do Sol e aumentando a temperatura. Os principais gases que contribuem para o efeito estufa são o dióxido de carbono, CO2, e o gás metano.

O desmatamento de florestas, contribui para liberar mais CO2 para a atmosfera, pois os vegetais, plantas e árvores, através do fenômeno denominado fotossíntese, captam o CO2 do ar, retendo as moléculas de carbono, que serve como seu alimento e liberam as moléculas de oxigênio, essencial para todas as formas de vida no planeta. No caso do gás metano, uma grande contribuição para sua liberação na atmosfera são os aterros sanitários. Como as atividades humanas demandam produções cada vez maiores de energia, bens industriais, transporte, edificações e o uso intensivo da agricultura e pecuária, continuam aumentando as emissões de gases que geram o efeito estufa. Como resultado a Terra está aquecendo mais rápido do que se estimava em 2015. O ano de 2024 foi o ano mais quente, em termos globais, já registrado na história.

Muitas pessoas acham que as mudanças climáticas significam principalmente temperaturas mais altas. Não, isso é apenas o começo de uma catástrofe já anunciada. O aumento constante da temperatura afeta outras áreas dos nossos ecossistemas como secas severas, escassez de água, (comum no estado de São Paulo), incêndios florestais pelo mundo todo, aumento do nível do mar, inundações pelo planeta, derretimento das calotas polares, tempestades extremas (ciclones, furacões, tufões) cada vez mais constantes e declínio da biodiversidade.

O combate às mudanças climáticas é um dever de toda a humanidade, é uma questão de sobrevivência. Já existe uma concordância que são três, as principais categorias de ação:

  • Redução das emissões dos gases CO2 e metano, mudando os sistemas de energia de combustíveis fósseis, (petróleo), para renováveis, (etanol) e eliminar aterros sanitários.
  • Intensa e contínua atividade de reflorestamento. Impedir a devastação dos biomas ambientais e reflorestando áreas degradadas. O Brasil tem vasta experiência nesta área.
  • Adaptação às consequências climáticas – proteger vidas e propriedades, casas, empresas, meios de subsistência, infraestrutura e ecossistemas naturais. A adaptação deve começar já e priorizar para populações e lugares mais vulneráveis. Sistemas de alerta precoce para desastres podem salvar vidas e propriedades. Os alertas via celular por exemplo devem ser levados a sério, mesmo que pareçam exagerados. O custo pela negligência pode ser muito alto, pode ser a morte.

Financiar investimentos de reflorestamento intenso, mudança da matriz energética, mudanças nos modais de mobilidade, podem parecer caros, mas devemos avaliar que o custo da reconstrução após um desastre climático anunciado será muitíssimo maior, sem contar o número de vidas humanas que podem se perder. Devemos ter a consciência que este é um trabalho de todos que habitam este planeta. O trabalho já está atrasado. Não devemos pensar em não agir, porque outros estão parados ou neguem as mudanças climáticas. É fundamental o trabalho de conscientização de todos, ricos e pobres, operários e patrões, homens e mulheres, crianças e idosos, governantes e governados. A Terra e os terráqueos estamos enfrentando uma batalha pela sobrevivência. A ameaças climáticas não obedecem a fronteiras, estamos todos interligados, precisamos e devemos nos engajar neste combate. Coopere, divulgue, atue, da maneira que você puder. Sejamos agentes desta necessária transformação, a vida futura lhe agradece. Aproveite seu dia.


Celso Tracco é economista, mestre em Teologia Sistemática, escritor, consultor e palestrante (www.celsotracco.com.br). Com ampla experiência como executivo em empresas nacionais e internacionais, é especialista em marketing, vendas e comportamento humano. Atuou como professor universitário e tem três livros publicados. Em sua coluna, abordará temas como política, economia e sociedade.


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Necessidade de reforma na Segurança Pública – por Ramon Soares

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O número de policiais militares (PMs) na ativa no Brasil caiu 6,8% entre 2013 e 2023, segundo estudo do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).

Essa redução no efetivo vai na contramão do crescimento populacional. Entre 2010 e 2022 — anos das duas últimas edições do Censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) —, a população brasileira aumentou 6,5%.

Não há uma causa única para essa diminuição, que chega a 31,5% no Distrito Federal e 22,5% no Rio Grande do Sul. Esse déficit não mostra a separação do Corpo de Bombeiros da estrutura da Polícia Militar, mas evidencia uma necessidade urgente de reforma no modelo de policiamento ostensivo e preventivo, que é, essencialmente, o principal redutor dos índices criminais e a base da segurança pública.

Em São Paulo, por exemplo, os concursos públicos não conseguem preencher todas as vagas disponíveis, e não há perspectiva de reversão desse quadro. No último certame, das 2.700 vagas ofertadas, apenas 1.079 candidatos foram considerados aptos para a posse. Muitos, no entanto, não permanecem na carreira devido ao baixo salário inicial, pouco superior a R$ 4.000,00, o que faz com que a profissão seja vista apenas como uma etapa temporária até a migração para outras áreas com melhores remunerações.

Mesmo sendo o estado com maior arrecadação do país, São Paulo carece de uma política estadual de segurança pública consistente, sobretudo para os municípios menores ou fora das regiões metropolitanas. A principal alternativa adotada tem sido a “Atividade Delegada”, que permite que policiais vendam suas horas de folga para continuar trabalhando — uma medida que, na prática, incentiva a sobrecarga de trabalho e não resolve o problema da falta de efetivo.

Ainda assim, mesmo com a Atividade Delegada, há escassez de policiamento em grande parte dos municípios paulistas, exceto nas regiões centrais da capital e em algumas cidades de maior porte.

Atualmente, tramita a PEC 18/2025 (Proposta de Emenda Constitucional), que prevê algumas mudanças estruturais. Contudo, dificilmente seus efeitos serão percebidos pela população no curto ou médio prazo. O debate em torno da proposta tem se concentrado em defesas corporativistas e disputas políticas, com governadores e parlamentares argumentando que haveria uma indevida intervenção da União nos estados, o que tem dificultado o avanço da matéria.

Segundo pesquisa do Datafolha (abril de 2025), 58% dos brasileiros percebem aumento da criminalidade. Já o Atlas da Violência 2025, elaborado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em parceria com o FBSP, destaca a interiorização do crime e o avanço de facções criminosas para cidades médias e pequenas do país.

Diante desse cenário, há uma demanda urgente para que o governo federal, os estados e municípios  atualizem o modelo de segurança pública vigente.

Esse novo modelo deve priorizar a valorização do agente policial, tornando a carreira mais atrativa, com melhores condições de trabalho, formação e remuneração. Atualmente, a falta de políticas de qualificação e reconhecimento faz com que o policial não seja visto como referência profissional.

Além disso, o país carece de serviços de inteligência integrados e sincronizados entre União, estados e municípios, o que compromete a eficiência das ações de combate ao crime.

Assim, o Brasil segue com um modelo de segurança defasado e insustentável, marcado por policiais desmotivados, submetidos a escalas desumanas, e por um efetivo em constante diminuição — refletindo diretamente em uma população que não se sente segura e, de fato, não está segura.


Ramon Soares é Guarda Municipal em Barueri, bacharel em Direito pela UNIFIEO e vice-presidente da AGM Brasil. Palestrante e instrutor, coautor do projeto “Segurança Pública Básica” e possui certificado internacional em Segurança Escolar, obtido em Indianápolis (EUA).


*Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Zero Hora Digital.

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“Num paçei nu enem” – por Tom Moisés

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“vô postá essa mensage aqui no grupo da familha pra voceis mim da uma forssa e para reflequição. num foi dessa veiz galera. Num paçei nu enem. fui mau em ciencias, fui muito mau em umanas, péçimo em matemática e fui mais mau ainda na redassão. é que eu sempre isqueço as coisas que eu num lembro. sô o único cupado porque eu num istudei e quando dava vontade di istudá, eu deitava e esperava a vontade passá. Mim arrependi de ter ido fazê a prova. fazê prova sem estudá épió do que enchugá jelo. i num to quereno justificá naum, mais é qui as pessoa da minha fachetária ficarão muito prejudicadas dimais cum a pandemia, pois tinha menas aulas e as pocas aula que tinha era só de eadê. mais num vô desanimá naum. ano novo qui vem tem mais e aí vai sê otra istoria. Agaranto. Claro que concerteza vou precisá de reforsso escolar, pois minha educassão está orrivel. mais eu vô pra cima. se você pará pra pensá, você pensa parado. minha mãe sempre mim ensinou que até um pé na bunda impurra a gente pra frenti. é isso aí, a vida tem que c pra frenti. vou me esforçá e sei que vou vencê mais essa. as coisas pra mim só vai dá certo quando pará de dá errado. Amanhã será um novo dia para fazê tudo melhor. Obrigado familha. Tamojunto. nada é impocível para aquele que vê”. Assinado:
K. Godói (por favor, sem piadinhas com meu nome, não estou com hemorróidas)

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Quem não é visto não é lembrado. Quem não é lembrado, não vende. – por Adriana Vasconcellos

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Quem não é visto não é lembrado. E quem não é lembrado, não vende. A frase atribuída a Philip Kotler, pai do marketing, é uma das mais poderosas do marketing moderno porque traduz uma verdade simples e implacável sobre o mundo dos negócios. Visibilidade é poder. Em um mercado saturado de informações, produtos e promessas, ser lembrado é o que separa as marcas que crescem daquelas que desaparecem.

Vivemos em uma era hiperconectada, na qual o público está constantemente exposto a novos estímulos, ideias e ofertas. Nesse cenário, não basta ter um bom produto ou prestar um bom serviço. É preciso ter presença e relevância.

Estar online deixou de ser uma escolha. Hoje, é uma questão de sobrevivência.

Mas presença sozinha não garante resultados. Muitos empreendedores acreditam que basta postar nas redes sociais ou ter um site para estar presentes. Na prática, o que faz uma marca se destacar é a combinação entre estratégia, consistência e autenticidade. Ser visto é o primeiro passo, mas ser lembrado é o que realmente constrói autoridade e gera vendas.

Então, como aparecer de forma estratégica e relevante?

O primeiro canal para conquistar o público com credibilidade é a assessoria de imprensa. Estar em veículos de comunicação confiáveis, como portais de notícias, jornais, revistas e programas de TV, amplia a autoridade e apresenta a marca a públicos que ainda não a conhecem, influenciando decisões de compra de forma natural e orgânica.

O segundo canal é o marketing digital, com destaque para as redes sociais. Plataformas como Instagram, LinkedIn e TikTok funcionam como vitrines diárias da marca. Mais do que divulgar produtos, elas permitem mostrar bastidores, compartilhar conhecimento e criar conexão humana com o público. Uma presença consistente, com conteúdo de valor e identidade visual bem alinhada, mantém a marca viva na memória das pessoas.

Outro canal importante é a mídia paga, com anúncios no Google, nas redes sociais e até em veículos segmentados. Eles ajudam a ampliar o alcance e a atrair o público certo. A diferença está na estratégia. Anúncios sem propósito geram tráfego passageiro. Já campanhas bem planejadas criam lembrança e relacionamento.

Além disso, parcerias estratégicas, eventos, palestras e participações em podcasts são excelentes oportunidades para reforçar a presença da marca em diferentes contextos. Cada aparição fortalece a reputação e amplia o alcance.

O site institucional e um blog também seguem como pilares essenciais. Esses espaços permitem posicionar a marca com profundidade, compartilhar cases, artigos e conteúdos que demonstram autoridade. Quando bem otimizados, ainda ajudam a marca a ser encontrada nos buscadores, algo fundamental em tempos de inteligência artificial e buscas automatizadas.

Com tantas possibilidades, o segredo está no equilíbrio e na coerência. As marcas mais fortes comunicam a mesma essência em todos os pontos de contato. Uma comunicação integrada, que una assessoria de imprensa, marketing, publicidade e recursos humanos, garante clareza, consistência e impacto. É isso que transforma visibilidade em reputação, e reputação em vendas.

No fim das contas, não se trata de aparecer o tempo todo. O que realmente importa é aparecer da maneira certa, nos lugares certos e com uma mensagem que gere valor. Ser visto com propósito, lembrado com admiração e escolhido com confiança. A grande reflexão é: o que você tem feito para garantir que sua marca seja não apenas vista, mas lembrada pelas razões certas?


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.


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