São Paulo aplica mais de 1 milhão de vacinas em duas semanas

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Campanha de multivacinação registrou mais de 795 mil doses contra o sarampo; capital já confirmou 20 casos da doença em 2026

A cidade de São Paulo ultrapassou a marca de 1 milhão de doses de vacinas aplicadas desde o início da Campanha de Multivacinação – De Olho na Carteirinha 2026, iniciada no dia 3 de agosto.

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Até o último sábado (15), foram aplicadas 795.418 doses contra o sarampo e outras 252.382 de diferentes imunizantes, totalizando mais de 1,04 milhão de aplicações em pouco mais de duas semanas.

O resultado ocorre em meio à preocupação com os casos de sarampo registrados na capital. Segundo a Secretaria Municipal da Saúde, 20 pessoas tiveram a doença confirmada em São Paulo neste ano. Outros 376 casos seguem em investigação, enquanto 275 foram descartados. Até o momento, não há registro de mortes.

A campanha busca ampliar a vacinação contra o sarampo e, ao mesmo tempo, atualizar a caderneta de crianças, adolescentes, adultos e idosos.

Segundo a Secretaria Municipal da Saúde, o número de doses aplicadas nas primeiras semanas reforça a importância da imunização como estratégia de prevenção contra o sarampo e outras doenças.

Dose para crianças de até 11 meses continua disponível

Além das doses previstas no calendário regular de vacinação, a capital mantém disponível a chamada dose zero contra o sarampo para crianças de 6 a 11 meses de idade.

Desde 29 de junho, foram aplicadas 43.281 doses nesse público. A Secretaria Municipal da Saúde ressalta que essa aplicação adicional não substitui as vacinas previstas no Calendário Nacional de Vacinação, que devem ser administradas aos 12 e aos 15 meses.

O secretário municipal da Saúde, Luiz Carlos Zamarco, afirmou que a mobilização tem como objetivo ampliar a proteção da população e garantir que a caderneta de vacinação esteja atualizada.

Vacinas estão disponíveis em 483 UBSs

As vacinas são oferecidas nas 483 Unidades Básicas de Saúde da capital, de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h. Aos sábados, o atendimento ocorre nas AMAs/UBSs Integradas, também no mesmo horário.

Para facilitar o acesso, a Prefeitura orienta os moradores a consultarem a plataforma De Olho na Fila, que informa as unidades com doses disponíveis durante o horário de funcionamento.

A unidade de saúde mais próxima também pode ser localizada pela plataforma Busca Saúde.

A recomendação é levar um documento de identificação e, sempre que possível, a caderneta de vacinação.

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Sarampo chega a 23 casos em SP e vacinação é reforçada na Grande São Paulo

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Moradores de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo entre 6 meses e 59 anos são orientados a procurar as UBSs; 16 dos pacientes não tinham vacinação ou estavam com esquema incompleto

O estado de São Paulo chegou a 23 casos confirmados de sarampo em 2026, levando as autoridades de saúde a reforçar a vacinação da população de 6 meses a 59 anos nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo. A estratégia foi adotada para reduzir o risco de disseminação do vírus e inclui a vacinação mesmo de pessoas que já tenham recebido doses anteriormente, conforme a orientação epidemiológica.

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde (SES-SP), dois dos casos são importados e os demais estão relacionados à importação, embora a fonte de infecção ainda não tenha sido identificada. Entre os 23 pacientes, 16 não tinham histórico de vacinação ou apresentavam esquema vacinal incompleto, cenário que reforça a preocupação das autoridades com a existência de pessoas suscetíveis à doença.

A vacinação está disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). A orientação também deve ser observada por quem mora em outros municípios, mas trabalha, estuda ou pretende passar temporariamente por São Paulo, Guarulhos ou São Bernardo do Campo, devido à intensa circulação de pessoas entre as cidades da região metropolitana.

A recomendação de vacinação indiscriminada foi adotada nos três municípios que concentram os casos como uma medida para ampliar rapidamente a proteção da população e dificultar a formação de novas cadeias de transmissão. O Ministério da Saúde já havia orientado, em julho, a ampliação da vacinação para pessoas de 6 meses a 59 anos nessas três cidades.

Quem deve tomar a vacina contra o sarampo

A vacina utilizada para proteção contra o sarampo é a tríplice viral, que também protege contra caxumba e rubéola. No cenário atual, a estratégia adotada nos municípios com recomendação específica amplia a vacinação para a faixa de 6 meses a 59 anos.

Para bebês entre 6 e 11 meses, a dose aplicada em situações de risco epidemiológico é conhecida como dose zero. Ela não substitui as doses previstas no calendário de rotina, que devem continuar sendo aplicadas posteriormente.

Na rotina de vacinação, crianças recebem as doses previstas pelo Programa Nacional de Imunizações, enquanto adolescentes e adultos devem verificar o histórico vacinal para identificar a necessidade de iniciar ou completar o esquema. Em São Paulo, a recomendação publicada pela Secretaria Municipal de Saúde prevê duas doses para pessoas de 12 meses a 29 anos e uma dose para a faixa de 30 a 59 anos, conforme o histórico de vacinação.

A recomendação é que o cidadão leve a caderneta de vacinação à UBS para que um profissional de saúde avalie quais doses são necessárias. A vacina é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Há, porém, situações em que a vacinação não é indicada. Gestantes não devem receber a tríplice viral, por se tratar de uma vacina produzida com vírus atenuados. Pessoas com imunodeficiência grave ou histórico de reação alérgica grave a algum componente da fórmula também precisam de avaliação específica.

Já mulheres que estão amamentando podem ser vacinadas normalmente. A amamentação não precisa ser interrompida após a aplicação do imunizante.

Por que o sarampo voltou a preocupar

O sarampo é uma das doenças infecciosas de maior transmissibilidade. Uma pessoa infectada pode transmitir o vírus para várias pessoas não imunizadas, o que torna a manutenção de uma cobertura vacinal elevada uma das principais estratégias para evitar surtos.

A atual situação em São Paulo está relacionada à circulação de vírus introduzidos por pessoas infectadas fora do país e à presença de grupos sem vacinação ou com esquemas incompletos. O Ministério da Saúde destaca que o intenso fluxo internacional de pessoas aumenta o risco de reintrodução do vírus, especialmente em locais onde a cobertura vacinal não alcança níveis considerados adequados.

Apesar do aumento de casos, o Brasil mantém o status de país livre da circulação endêmica do sarampo. O Ministério da Saúde ressalta que casos isolados ou importados não significam, por si só, o retorno da doença como problema de saúde pública, mas exigem vigilância e manutenção de altas coberturas vacinais.

A vice-presidente da Regional São Paulo da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm-SP), Melissa Palmier, explica que o controle depende de uma resposta rápida das autoridades diante de casos suspeitos e confirmados. Entre as medidas estão a identificação dos contatos e o chamado bloqueio vacinal, com o objetivo de interromper a transmissão.

A atenção é especialmente importante diante dos sintomas característicos da doença. Febre alta, manchas vermelhas pelo corpo, tosse, coriza e conjuntivite estão entre os principais sinais. Em caso de suspeita, a orientação é procurar atendimento de saúde e informar possíveis viagens ou contato com pessoas que tenham circulado em locais com transmissão do vírus.

A situação reforça a importância de conferir a caderneta de vacinação, especialmente para quem circula diariamente entre os municípios da Grande São Paulo. A vacinação continua sendo a principal medida de prevenção contra o sarampo e está disponível gratuitamente na rede pública.

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Foto: Fernando Frazão/Ag. Brasil

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Febre maculosa mata 18 em SP; veja sintomas e como evitar

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O estado de São Paulo registrou 19 casos confirmados e 18 mortes por febre maculosa em 2026, segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde (SES-SP). O número chama atenção para uma doença que pode evoluir rapidamente e exige diagnóstico e tratamento precoces.

A febre maculosa é causada pela bactéria Rickettsia rickettsii e transmitida pela picada de carrapatos infectados. Entre os locais associados aos casos registrados no Estado estão as regiões de Piracicaba, Campinas, Sorocaba, Santo André e São José dos Campos.

A doença pode atingir pessoas de qualquer idade. Os primeiros sintomas, porém, são pouco específicos e podem ser confundidos com dengue, viroses ou outras infecções.

Por isso, o histórico do paciente é fundamental. Quem apresentar sintomas depois de frequentar áreas de mata, florestas, fazendas, trilhas ou locais com presença de carrapatos deve informar essa exposição ao profissional de saúde.

Sintomas podem aparecer nos primeiros dias

Os sinais iniciais mais comuns são febre alta de início súbito, dor de cabeça, dores no corpo, fraqueza e mal-estar. As manchas avermelhadas na pele podem aparecer posteriormente e, em alguns casos, não estão presentes no início da doença.

Segundo o Ministério da Saúde, o tratamento deve ser iniciado imediatamente diante da suspeita clínica, mesmo que o resultado dos exames laboratoriais ainda não esteja disponível. O atraso pode favorecer o agravamento do quadro e aumentar o risco de morte.

A orientação é especialmente importante porque a confirmação laboratorial pode levar tempo, enquanto a evolução da doença pode ser rápida.

Por isso, ao apresentar sintomas compatíveis após uma possível exposição a carrapatos, o paciente deve procurar atendimento médico e relatar onde esteve nos dias anteriores.

Como evitar o contato com carrapatos

A principal forma de prevenção é reduzir o contato com carrapatos em locais de risco.

Quem precisar entrar em áreas de vegetação deve usar calças compridas, botas e blusas de mangas longas, preferencialmente de cores claras, que facilitam a identificação dos carrapatos. Também é recomendado evitar caminhar ou permanecer em locais com grama ou vegetação alta.

Depois de retornar de uma área de risco, é importante verificar cuidadosamente o corpo e as roupas. A inspeção deve incluir regiões como couro cabeludo, orelhas, axilas, virilha e outras áreas de difícil visualização.

Os animais domésticos também merecem atenção. Cães podem entrar em áreas com vegetação e retornar para casa carregando carrapatos, contribuindo para levar o parasita ao ambiente doméstico. Por isso, é importante verificar regularmente a presença de carrapatos nos animais e manter o acompanhamento veterinário.

Encontrou um carrapato? Veja o que fazer

Se um carrapato estiver preso à pele, a recomendação é removê-lo com uma pinça, segurando-o próximo à pele e retirando-o com cuidado e firmeza, sem esmagá-lo.

O Ministério da Saúde orienta não utilizar métodos como fósforos, cigarros ou outros objetos aquecidos para tentar retirar o carrapato. Depois da remoção, a região deve ser lavada com água e sabão ou álcool.

Quanto mais rapidamente o carrapato for retirado, menor tende a ser o risco de transmissão da doença.

As orientações oficiais também recomendam colocar as roupas utilizadas em áreas de risco em água fervente para eliminar possíveis carrapatos que ainda estejam presos ao tecido.

Atenção especial na Região Metropolitana

A presença de áreas verdes, rios e animais que podem participar do ciclo dos carrapatos faz com que a prevenção também seja relevante em municípios da Grande São Paulo.

Na região Oeste, por exemplo, capivaras são frequentemente observadas em áreas próximas ao Rio Tietê e outros espaços de vegetação. Os animais não transmitem diretamente a febre maculosa, mas podem participar do ciclo do carrapato-estrela, o que reforça a necessidade de evitar contato com carrapatos e adotar medidas preventivas em áreas de risco.

A recomendação, portanto, não é evitar simplesmente um animal específico, mas impedir o contato com carrapatos e procurar atendimento médico rapidamente diante de sintomas após uma possível exposição.

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Foto: Divulgação/Pref. de Jundiaí

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Anvisa libera venda de medicamentos no iFood, Rappi e Mercado Livre

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) revogou nesta segunda-feira (10) medidas que proibiam a comercialização e a propaganda de medicamentos em plataformas como iFood, Rappi, Mercado Livre, Submarino e Americanas.

A decisão também alcança a Shopee, que teve a proibição revogada pela agência na última quinta-feira (6).

A mudança abre caminho para que medicamentos possam ser comercializados por meio dessas plataformas, mas não significa que a venda esteja automaticamente autorizada a partir desta segunda-feira. Segundo a Anvisa, ainda será necessária uma regulamentação específica para estabelecer como a nova modalidade deverá funcionar.

A agência destacou que as plataformas continuam obrigadas a cumprir integralmente as normas sanitárias em vigor. A revogação das medidas também não representa uma autorização automática para a comercialização de produtos farmacêuticos.

Nova lei mudou regras para entrega de medicamentos

A decisão da Anvisa ocorre após a entrada em vigor da Lei 15.357/2026, que passou a permitir que farmácias e drogarias regularmente licenciadas contratem canais digitais e plataformas de comércio eletrônico para realizar a logística e a entrega de medicamentos aos consumidores.

A aplicação prática da nova legislação, entretanto, depende das regras que serão estabelecidas pela própria Anvisa.

Na prática, a agência precisará definir os procedimentos e requisitos que deverão ser observados pelas empresas, farmácias e drogarias que utilizarem plataformas digitais para comercializar e entregar medicamentos.

A mudança pode ampliar as opções de compra e entrega de medicamentos para os consumidores, mas a regulamentação sanitária continuará sendo obrigatória.

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Foto: Marcello Casal Jr/Ag. Brasil

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Metrô de SP terá vacinação contra sarampo em cinco estações

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Passageiros do Metrô de São Paulo poderão aproveitar o deslocamento pela cidade para atualizar a vacinação contra sarampo, caxumba e rubéola. Uma campanha realizada em parceria entre o Metrô e a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) terá postos em cinco estações entre os dias 10 e 28 de agosto.

A iniciativa busca ampliar o acesso à imunização e facilitar a atualização da situação vacinal da população. A vacinação é apontada como a principal forma de prevenção contra o sarampo, doença de alta transmissibilidade que pode provocar complicações graves.

A campanha terá ações em diferentes dias e horários nas estações Tucuruvi, Vila Prudente, Vila Matilde, Corinthians-Itaquera e São Mateus.

Tucuruvi terá período maior de vacinação

A Estação Tucuruvi, na Zona Norte, terá atendimento entre os dias 10 e 14 e de 17 a 21 de agosto, das 10h às 16h.

Segundo as informações da campanha, a região registra casos recentes de sarampo, o que aumenta a importância da vacinação como medida de prevenção e controle da doença.

Nas estações Corinthians-Itaquera e São Mateus, os postos funcionarão nos dias 17, 19 e 21 de agosto, das 10h às 20h.

Já na Estação Vila Prudente, a vacinação será realizada entre 17 e 21 de agosto, das 10h às 16h. Na Vila Matilde, o atendimento ocorrerá nos dias 27 e 28 de agosto, também das 10h às 16h.

A recomendação é que a população mantenha a caderneta de vacinação atualizada, contribuindo para reduzir o risco de transmissão e evitar novos casos.

Onde haverá vacinação

EstaçãoDatasHorário
Tucuruvi10 a 14 e 17 a 21 de agosto10h às 16h
Vila Prudente17 a 21 de agosto10h às 16h
Corinthians-Itaquera17, 19 e 21 de agosto10h às 20h
São Mateus17, 19 e 21 de agosto10h às 20h
Vila Matilde27 e 28 de agosto10h às 16h

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Foto: Flickr/Cia Metrô de SP

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Barueri destaca prevenção e qualidade de vida no Dia Nacional da Saúde

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Celebrado nesta quarta-feira (5), o Dia Nacional da Saúde busca conscientizar a população sobre a importância da prevenção de doenças, da promoção da qualidade de vida e da adoção de hábitos saudáveis.

A data também presta homenagem ao médico e sanitarista Oswaldo Cruz, nascido em 5 de agosto de 1872, reconhecido por sua atuação no combate às epidemias e pela contribuição para o fortalecimento da saúde pública no Brasil.

Em Barueri, a Secretaria Municipal de Saúde aproveitou a ocasião para reforçar a importância da prevenção como uma das principais estratégias para reduzir o surgimento de doenças e melhorar o bem-estar da população.

Pequenas mudanças fazem diferença

Segundo a Secretaria de Saúde, atitudes simples incorporadas ao dia a dia podem trazer benefícios duradouros para a saúde física e mental.

Entre as principais recomendações estão:

  • praticar atividades físicas regularmente;
  • manter uma alimentação equilibrada;
  • dormir bem;
  • manter a vacinação em dia;
  • realizar consultas médicas periódicas;
  • fazer exames preventivos regularmente.

Esses cuidados contribuem para o diagnóstico precoce de diversas doenças e aumentam as chances de tratamento eficaz.

Saúde mental também merece atenção

Além dos cuidados com o corpo, especialistas destacam que a saúde mental deve receber a mesma atenção.

Manter o equilíbrio emocional, controlar o estresse e buscar ajuda profissional quando necessário são medidas que contribuem para a prevenção de doenças e para uma melhor qualidade de vida.

Datas reforçam conscientização

Além do Dia Nacional da Saúde, celebrado em 5 de agosto, o calendário também marca o Dia Mundial da Saúde, comemorado em 7 de abril por iniciativa da Organização Mundial da Saúde (OMS).

As duas datas têm como objetivo incentivar a população a adotar hábitos saudáveis e fortalecer a conscientização sobre a importância da prevenção e do acesso aos serviços de saúde.

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Foto: Divulgação/SESP/PMB

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SUS amplia para 100 mil atendimentos mensais a pessoas viciadas em apostas

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O Sistema Único de Saúde (SUS) ampliou para até 100 mil teleatendimentos por mês a capacidade de atendimento a pessoas que enfrentam problemas relacionados a jogos e apostas online. A expansão entrou em vigor nesta terça-feira (4) e busca atender ao aumento da procura pelo serviço.

Disponível por meio do aplicativo Meu SUS Digital, o atendimento é remoto, sigiloso e oferece acolhimento profissional para pessoas que apresentam sinais de dependência em apostas. A iniciativa é realizada em parceria com o Ministério da Fazenda e a Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS).

Procura pelo serviço aumentou

O serviço começou a ser oferecido em março deste ano e realizava, em média, cerca de 600 teleatendimentos mensais.

Segundo o Ministério da Saúde, a ampliação foi necessária devido ao crescimento da demanda por apoio especializado.

Além do acolhimento inicial, o atendimento funciona como porta de entrada para a Rede de Atenção Psicossocial (Raps), responsável pelo acompanhamento de pessoas com transtornos relacionados à saúde mental.

Mais de 1 milhão pediram bloqueio em sites de apostas

Dados divulgados pelo Ministério da Saúde mostram que mais de 1 milhão de pessoas solicitaram a autoexclusão do CPF de plataformas de apostas por meio da Plataforma Centralizada de Autoexclusão, disponível no Observatório Saúde Brasil de Apostas Eletrônicas.

Segundo a pasta, 35% dos usuários informaram que recorreram ao bloqueio por terem perdido o controle sobre as apostas.

Quais são os sinais de alerta?

O Ministério da Saúde orienta que alguns comportamentos podem indicar que o jogo deixou de ser uma forma de entretenimento e passou a representar um problema de saúde.

Entre os principais sinais estão:

  • mudanças no sono, na alimentação ou no humor;
  • mentir para familiares e amigos sobre as apostas;
  • sentimento frequente de culpa ou vergonha;
  • ansiedade, irritabilidade ou inquietação quando não consegue jogar;
  • dificuldade para reduzir ou interromper as apostas;
  • utilização dos jogos como forma de aliviar estresse ou frustrações;
  • prejuízo nas relações familiares, sociais ou profissionais;
  • aumento do consumo de álcool ou outras drogas;
  • comprometimento do orçamento pessoal ou familiar.

Fatores que aumentam o risco

O Ministério da Saúde também destaca fatores que podem favorecer o desenvolvimento da dependência em jogos de apostas.

Entre eles estão:

  • contato precoce com jogos de aposta;
  • facilidade de acesso às plataformas digitais;
  • busca por alívio emocional;
  • histórico de depressão, ansiedade ou outros transtornos mentais;
  • impulsividade;
  • influência social e cultural favorável às apostas;
  • isolamento social;
  • vulnerabilidade socioeconômica.

Como buscar ajuda

O atendimento pode ser solicitado pelo aplicativo Meu SUS Digital e é realizado de forma remota, preservando o sigilo do paciente.

Caso seja necessário, o usuário é encaminhado para acompanhamento presencial na Rede de Atenção Psicossocial (Raps), que integra os serviços especializados do Sistema Único de Saúde.

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Foto: Tânia Rêgo/Ag. Brasil

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Audiência pública debate violência contra profissionais de enfermagem em São Paulo

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Levantamento do Coren-SP aponta que oito em cada dez profissionais já sofreram algum tipo de agressão no ambiente de trabalho

A violência contra profissionais de enfermagem será tema de uma audiência pública nesta segunda-feira (4), na Câmara Municipal de São Paulo. O encontro, promovido para discutir medidas de prevenção e proteção à categoria, acontece das 11h às 12h, no Salão Nobre da Casa Legislativa, na Bela Vista.

O debate ocorre em meio a um cenário preocupante. Segundo levantamento do Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo (Coren-SP), 80% dos profissionais de enfermagem do estado afirmam já ter sofrido algum tipo de violência no ambiente de trabalho, incluindo agressões verbais, físicas, psicológicas e sexuais. A capital paulista concentra o maior número de ocorrências registradas.

Outro dado que chama atenção é a subnotificação dos casos. De acordo com a pesquisa, 70,2% dos profissionais não denunciam as agressões, principalmente por medo de represálias ou pela sensação de impunidade. Além disso, 57% afirmam não receber apoio da instituição onde trabalham após sofrerem violência.

Para o presidente do Coren-SP, Sérgio Cleto, a audiência representa uma oportunidade para ampliar o debate e buscar soluções que garantam mais segurança aos profissionais.

“A violência contra a enfermagem tem impacto direto também na população, que muitas vezes deixa de ser assistida quando o profissional precisa ser afastado para se recuperar. Podemos até chegar em casa cansados, mas não vamos mais aceitar chegar agredidos”, afirmou.

A expectativa é que o encontro contribua para fortalecer políticas públicas voltadas à prevenção da violência, incentivar a denúncia dos casos e promover ambientes de trabalho mais seguros para os profissionais da enfermagem.

Serviço

Audiência Pública – Enfrentamento à violência contra os profissionais de enfermagem

  • Data: 4 de agosto (segunda-feira)
  • Horário: das 11h às 12h
  • Local: Câmara Municipal de São Paulo – Salão Nobre
  • Endereço: Viaduto Jacareí, 100 – Bela Vista

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Após perder mais de 100 kg, Thaís Carla se prepara para cirurgias reparadoras

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Depois de eliminar mais de 100 quilos, a influenciadora Thaís Carla revelou que pretende passar por cirurgias reparadoras para retirar o excesso de pele causado pelo emagrecimento. A nova etapa da transformação corporal também levanta uma dúvida comum entre pacientes que passaram por cirurgia bariátrica ou perderam muito peso: quando é o momento ideal para realizar esse tipo de procedimento?

Segundo o cirurgião plástico Dr. Régis Ramos, a resposta vai muito além do número indicado na balança. Antes da cirurgia, é necessário avaliar a estabilidade do peso, a condição nutricional e o estado geral de saúde do paciente.

Peso estável é um dos principais critérios

De acordo com o especialista, a cirurgia reparadora só deve ser considerada quando o paciente mantém o peso estável por, no mínimo, entre três e seis meses.

Nos casos de cirurgia bariátrica, a recomendação é aguardar entre 12 e 18 meses após o procedimento, período em que a fase mais intensa do emagrecimento costuma ser concluída.

Além disso, a indicação depende da avaliação da equipe multidisciplinar responsável pelo acompanhamento, que pode incluir endocrinologista, cirurgião bariátrico, nutricionista, psicólogo e cirurgião plástico.

Estado nutricional influencia a recuperação

Outro ponto considerado essencial é a condição nutricional do paciente.

Segundo Régis Ramos, pessoas que passaram por grandes perdas de peso podem apresentar deficiência de proteínas, ferro, zinco e vitaminas importantes para a cicatrização.

Sem a reposição adequada desses nutrientes, aumentam os riscos de complicações como abertura dos pontos, infecções, necrose da pele e cicatrizes de pior qualidade.

O especialista também alerta que operar antes da estabilização do peso pode comprometer o resultado estético. Se o paciente continuar emagrecendo, novas sobras de pele podem surgir. Já um eventual ganho de peso pode distender novamente a pele operada.

Cirurgias costumam ser realizadas em etapas

O excesso de pele após um emagrecimento expressivo pode atingir diferentes regiões do corpo, como abdômen, braços, mamas, costas, coxas e glúteos.

Embora muitos pacientes desejem corrigir todas essas áreas em um único procedimento, o médico explica que o planejamento costuma ser dividido em etapas para reduzir riscos.

Cirurgias muito extensas aumentam o tempo de anestesia, a perda de sangue e o estresse sobre o organismo, além de elevar o risco de complicações como trombose venosa profunda e embolia pulmonar.

Em geral, o tratamento começa pela região que provoca maior desconforto físico ou funcional, deixando outras áreas para procedimentos posteriores.

Excesso de pele pode causar problemas de saúde

Além da questão estética, o excesso de pele pode provocar dermatites, infecções, micoses, feridas recorrentes e dificuldade de higiene.

O peso do tecido excedente também pode favorecer dores na coluna, alterar a postura e limitar atividades físicas e tarefas do dia a dia.

Segundo o especialista, quando essas complicações comprometem a qualidade de vida, a cirurgia passa a ter caráter reparador e funcional.

Cicatrizes fazem parte do tratamento

A retirada de grandes quantidades de pele exige incisões amplas, tornando inevitável a presença de cicatrizes.

O cirurgião explica que essas marcas são planejadas para permanecer em regiões estratégicas e que o objetivo do procedimento é melhorar o conforto, a mobilidade e o contorno corporal, e não eliminar completamente os sinais deixados pelo emagrecimento.

A recuperação também exige disciplina do paciente, com uso de malhas compressivas, restrição de esforços e acompanhamento médico. Dependendo da cirurgia realizada, o período de cuidados mais intensos pode variar entre 30 e 45 dias.

Expectativas devem ser realistas

Para Régis Ramos, alinhar as expectativas é parte importante do tratamento.

Segundo ele, a cirurgia reparadora não busca a perfeição estética, mas sim proporcionar mais conforto, funcionalidade e qualidade de vida para quem passou por uma transformação significativa do corpo.

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SP inicia campanha para atualizar vacinação de crianças e adolescentes na segunda

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Mobilização acontece nos 645 municípios paulistas e busca colocar em dia a caderneta de vacinação de menores de 15 anos

O Governo de São Paulo inicia na próxima segunda-feira (3) a Campanha de Multivacinação para atualização da caderneta de vacinação de crianças e adolescentes menores de 15 anos. A ação será realizada nos 645 municípios paulistas e tem como objetivo identificar e aplicar as doses em atraso previstas no Calendário Nacional de Vacinação.

Pais e responsáveis devem levar os filhos até uma Unidade Básica de Saúde (UBS) com a caderneta de vacinação para que as equipes avaliem a necessidade de novas doses. Os horários de atendimento serão definidos por cada município.

Vacinação contra o sarampo será ampliada

Além da campanha de multivacinação, o Governo do Estado adotará uma estratégia especial de combate ao sarampo na capital paulista, em Guarulhos e São Bernardo do Campo.

Nessas três cidades, a vacina tríplice viral será oferecida a pessoas entre 6 meses e 59 anos, independentemente da situação vacinal.

A medida foi anunciada após a confirmação do 15º caso de sarampo em São Paulo neste ano. O caso mais recente foi registrado em Guarulhos e envolve uma criança que não havia sido vacinada.

Cobertura vacinal segue abaixo da meta

Dados preliminares da Secretaria de Estado da Saúde apontam cobertura de 77,5% para a primeira dose da vacina tríplice viral e de 65,5% para a segunda dose, índices abaixo da meta de 95% estabelecida pelo Ministério da Saúde.

Segundo a diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE), Tatiana Lang, manter a caderneta atualizada é fundamental para prevenir doenças imunopreveníveis e reduzir o risco de transmissão do sarampo.

Diversas vacinas estarão disponíveis

Durante a campanha, as Unidades Básicas de Saúde disponibilizarão todas as vacinas previstas no Calendário Nacional de Vacinação, conforme a idade e o histórico de cada paciente.

Entre os imunizantes oferecidos estão vacinas contra hepatite B, poliomielite, meningite, influenza, Covid-19, febre amarela, sarampo, caxumba, rubéola, varicela, hepatite A e HPV, entre outras.

A Secretaria de Estado da Saúde também mantém o portal Vacina 100 Dúvidas, que reúne informações sobre segurança, eficácia e esclarecimentos sobre os principais questionamentos relacionados à vacinação.

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