São Paulo aparece entre os 50 melhores destinos de compras

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Ranking da Travel And Tour World destaca a diversidade comercial da capital, que reúne desde mercados populares até áreas de luxo

São Paulo ocupa a 33ª posição entre os 50 principais destinos de compras do mundo em 2026, segundo ranking elaborado pela plataforma internacional Travel And Tour World (TTW). A capital paulista é a única cidade brasileira entre as 50 selecionadas e aparece como destaque na América Latina.

A lista considera cidades onde as compras estão associadas não apenas ao varejo, mas também à moda, ao design, ao artesanato, à gastronomia e à identidade cultural de cada destino.

No ranking global, São Paulo aparece atrás de cidades como Londres, Milão, Nova York, Xangai, Paris, Tóquio, Zurique, Sydney, Seul e Viena.

Capital reúne diferentes perfis de compras

Entre os destaques apontados pela TTW estão a Rua Oscar Freire, os Jardins, a Avenida Paulista, a Rua 25 de Março e o Iguatemi São Paulo.

A cidade combina lojas de marcas internacionais e brasileiras, centros de compras, comércio popular, mercados de rua, galerias, estúdios de design e estabelecimentos especializados.

A plataforma cita como produtos de destaque a moda brasileira, artigos de couro, joias, pedras preciosas, café, artesanato, obras de arte, cosméticos e produtos gastronômicos locais.

A diversidade também aparece na diferença entre os polos comerciais. Enquanto regiões como Oscar Freire concentram lojas de moda, design e produtos de maior valor agregado, áreas como 25 de Março e Brás são conhecidas pela grande variedade de mercadorias e pelas opções voltadas a diferentes faixas de preço.

São Paulo aparece em 3º nas Américas

Em outro ranking divulgado pela própria TTW, específico para destinos de compras das Américas e Caribe em 2026, São Paulo aparece na 3ª posição, atrás de Nova York e Toronto.

Segundo a metodologia apresentada pela publicação, a avaliação considera a amplitude e as características da oferta comercial, incluindo moda de luxo, distritos comerciais, lojas de departamento, shopping centers, marcas independentes, mercados tradicionais, produtos regionais, artesanato e a experiência proporcionada aos visitantes.

A TTW afirma que a proposta é avaliar o papel das compras dentro da experiência turística, e não apenas o volume de vendas ou a concentração de lojas de luxo.

Comércio se conecta ao turismo

O ranking destaca que o perfil de compras de São Paulo combina influências internacionais com moda brasileira, design local, criadores independentes e mercados de rua.

Essa característica faz com que diferentes regiões da capital funcionem como experiências comerciais distintas dentro da mesma cidade. A TTW cita, por exemplo, a combinação entre o comércio popular da 25 de Março, o perfil de moda de Oscar Freire e os grandes centros de compras da capital.

Para o presidente da São Paulo Turismo (SPTuris), Coronel Marcelo Salles, essa diversidade é um dos diferenciais da cidade para os visitantes, ao reunir grandes marcas, shopping centers, centros de compras populares e ruas especializadas.

A avaliação da TTW coloca São Paulo ao lado de alguns dos principais polos comerciais e turísticos do mundo e reforça a presença da capital brasileira no segmento de turismo de compras.

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CNJ manda cancelar R$ 4,7 bilhões em precatórios do Master

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Corregedoria Nacional determinou o cancelamento de 16 títulos emitidos pelo TRF1 e a devolução dos valores à União; créditos envolvem empresas do setor sucroalcooleiro.

A Corregedoria Nacional de Justiça determinou nesta quarta-feira (23) o cancelamento de 16 precatórios que somam cerca de R$ 4,7 bilhões, emitidos pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1). A decisão também determina a devolução dos valores depositados em contas judiciais para a Conta Única do Tesouro Nacional.

A decisão foi assinada pelo corregedor nacional de Justiça, ministro Benedito Gonçalves, em resposta a uma medida apresentada pela Advocacia-Geral da União (AGU).

Segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), os precatórios foram expedidos antes do trânsito em julgado da fase de execução dos processos que reconheceram as dívidas da União. Para a Corregedoria, não há previsão legal para a manutenção desses títulos na condição de “precatórios bloqueados”.

Os valores permaneciam bloqueados em contas judiciais desde dezembro de 2023. Pela determinação, a Presidência do TRF1 e a Coordenadoria de Execução Judicial terão cinco dias para cancelar os precatórios, devolver os recursos à União, incluindo os rendimentos, e comprovar o cumprimento da decisão.

Os créditos envolvem as empresas Companhia Açucareira Usina Capricho, Una Agroindustrial S/A e Companhia Açucareira Vale do Ceará Mirim, todas relacionadas ao setor sucroalcooleiro.

Relação com o Banco Master

O caso ganhou repercussão porque os créditos foram negociados com o Banco Master. A operação passou a ser investigada no contexto das apurações envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Reportagens também revelaram a existência de um contrato de R$ 427 milhões entre o banco e um escritório de advocacia que atua em processos relacionados aos precatórios do setor sucroalcooleiro. O documento foi localizado pela Polícia Federal no celular de Vorcaro, conforme as informações divulgadas sobre a investigação.

O escritório Queiroga, Vieira, Queiroz e Ramos confirmou a existência de contrato com o Master para atuar nos processos, mas afirmou que não recebeu valores a título de pró-labore ou de êxito. Segundo a banca, havia previsão de remuneração de 5% em caso de êxito.

As informações sobre o contrato e as relações mencionadas nas investigações não significam, por si só, que tenha havido irregularidade por parte dos envolvidos. As circunstâncias são objeto de apurações e devem ser tratadas conforme as conclusões das autoridades responsáveis.

Decisão do CNJ

A decisão desta quarta-feira não trata de eventual irregularidade na negociação dos créditos com o Banco Master. O fundamento apresentado pelo CNJ está relacionado à expedição dos precatórios antes do trânsito em julgado da fase de execução e à manutenção dos valores em contas judiciais.

O CNJ informou que o entendimento segue decisões anteriores do próprio Conselho sobre precatórios expedidos sem o trânsito em julgado e menciona a necessidade de preservar a autoridade das decisões administrativas e evitar risco de prejuízo ao erário.

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Empregados rejeitam proposta e greve da Caixa continua

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Decisão foi tomada em assembleia virtual nesta segunda-feira (21); Saúde Caixa está entre os principais pontos de divergência nas negociações.

Os empregados da Caixa Econômica Federal decidiram manter a greve nacional iniciada em 10 de setembro após rejeitarem a proposta apresentada pela empresa para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). A decisão foi tomada em assembleia virtual realizada nesta segunda-feira (21).

O comando da greve deve anunciar os próximos passos do movimento. Segundo a Comissão Executiva dos Empregados (CEE), mais de 90% das bases sindicais haviam rejeitado a proposta apresentada pela Caixa.

Entre os principais pontos de divergência está o Saúde Caixa, plano de assistência médica dos empregados. A questão vem sendo discutida nas negociações do acordo coletivo desde junho.

Na proposta apresentada pela Caixa, o limite de participação da empresa no custeio do Saúde Caixa passaria de 6,5% para 9% da folha de pagamento, com vigência prevista para 2027. A instituição também propôs mudanças no modelo de contribuição dos beneficiários.

A proposta final apresentada pela empresa para o ACT 2026/2028 também previa reajuste pelo INPC acrescido de 0,6% sobre salários, vantagens pessoais, funções de confiança e demais referências remuneratórias em 2026 e 2027.

Com a rejeição da proposta, a paralisação nacional dos empregados da Caixa continua. Novas decisões sobre o movimento deverão ser anunciadas pelas entidades que representam os trabalhadores.

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50 maiores devedores de SP acumulam R$ 54,2 bilhões

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Grupo Itaú responde por R$ 20,1 bilhões do total; lista atualizada em agosto reúne instituições financeiras, empresas de tecnologia, saúde e telecomunicações.

Os 50 maiores devedores inscritos na Dívida Ativa do Município de São Paulo acumulam R$ 54,2 bilhões em débitos tributários e não tributários, segundo a lista atualizada pela Prefeitura em agosto de 2026.

O grupo Itaú aparece na primeira posição, com R$ 20,1 bilhões em débitos distribuídos entre seis empresas. O valor representa 37,2% do total acumulado pelos 50 maiores devedores.

A maior dívida individual da relação é atribuída ao Banco Itaucard S.A., com R$ 9,6 bilhões. Na sequência aparece o Banco Itauleasing S.A., com R$ 5,8 bilhões.

Entre os nomes que aparecem na relação estão instituições financeiras, empresas de tecnologia, operadoras de saúde, companhias de telecomunicações e outros grandes grupos empresariais.

Quem aparece entre os maiores devedores

Considerando os grupos econômicos identificados na relação, o Banco do Brasil aparece em segundo lugar, com R$ 2,75 bilhões, seguido por NotreDame, com R$ 2,66 bilhões.

Também estão entre os grupos com maiores valores inscritos na Dívida Ativa Santander, com R$ 1,14 bilhão; Bradesco, com R$ 1,06 bilhão; Vivo, com R$ 797,4 milhões; Ânima, com R$ 766,4 milhões; KPMG, com R$ 756,2 milhões; Volkswagen, com R$ 735,1 milhões; e Unisys, com R$ 625,9 milhões.

A relação ainda inclui Citi, Safra e J.P. Morgan.

Somados, os grupos econômicos identificados no levantamento representam R$ 32,5 bilhões.

Como a lista é calculada

A relação é elaborada pela Procuradoria Geral do Município de São Paulo (PGM/SP) e considera débitos tributários e não tributários atualizados, inscritos em Dívida Ativa e consolidados pelo CNPJ-base do devedor principal.

Os valores consideram os débitos independentemente da existência de garantias judiciais ou de causas suspensivas da exigibilidade do crédito. Débitos em parcelamento ficam fora da relação.

Segundo a PGM, a publicação integra a política de transparência do município e também busca ampliar o acesso da população às informações sobre os créditos inscritos na Dívida Ativa.

A Prefeitura afirma que a consolidação dos dados passou a contar com recursos tecnológicos que permitem maior segurança e confiabilidade na elaboração da lista.

A relação dos maiores devedores e as consultas individualizadas sobre débitos inscritos podem ser feitas no Portal da Dívida Ativa da Prefeitura de São Paulo.

Principais grupos da lista

GrupoDívida inscrita
ItaúR$ 20,15 bilhões
Banco do BrasilR$ 2,76 bilhões
NotreDameR$ 2,66 bilhões
SantanderR$ 1,15 bilhão
BradescoR$ 1,07 bilhão
VivoR$ 797,4 milhões
ÂnimaR$ 766,5 milhões
KPMGR$ 756,2 milhões
VolkswagenR$ 735,1 milhões
UnisysR$ 625,9 milhões
CitiR$ 435,7 milhões
SafraR$ 355,1 milhões
J.P. MorganR$ 280,8 milhões

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Foto: Guilherme Cunha/ Setur-SP

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Diesel sobe R$ 1 na Petrobras, mas subsídio evita aumento; entenda

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Reajuste entra em vigor nesta quinta-feira (17), mas subvenção econômica de R$ 1 por litro terá o mesmo valor e neutralizará a alta por 30 dias.

A Petrobras anunciou nesta quarta-feira (16) um aumento de R$ 1 por litro no preço do diesel nas refinarias, com validade a partir desta quinta-feira (17). Apesar do reajuste, o valor do combustível será mantido, segundo a estatal, por causa de uma subvenção econômica de mesmo valor.

A compensação está prevista na Portaria MF 2.813/2026, publicada nesta quarta-feira, e terá vigência imediata pelo prazo de 30 dias.

Com a subvenção de R$ 1 por litro, o aumento anunciado pela Petrobras será integralmente neutralizado durante o período. Na prática, a companhia informou que o diesel continuará sendo vendido pelo mesmo preço nas refinarias.

A adesão ao programa de subvenção econômica é facultativa. Segundo a Petrobras, a companhia considera a participação compatível com seus interesses.

A estatal afirmou ainda que mantém uma estratégia comercial voltada à participação de mercado, à otimização de seus ativos de refino e à rentabilidade, buscando evitar o repasse imediato aos preços internos das oscilações das cotações internacionais e do câmbio.

A medida anunciada nesta quarta-feira tem duração prevista de 30 dias, conforme a portaria do Ministério da Fazenda.

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Lula sanciona lei que amplia acesso ao crédito do Move Brasil

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta segunda-feira (14) a lei que garante a continuidade do programa Move Brasil, voltado ao financiamento de veículos novos para profissionais que trabalham com transporte de passageiros e entregas.

A nova legislação também amplia o alcance do programa. Entre as mudanças está a redução de 12 para seis meses no período mínimo de atividade exigido de motoristas de aplicativo que desejam participar da modalidade.

Para se habilitar, o motorista deverá comprovar pelo menos seis meses de atividade na mesma plataforma e ter realizado, no mínimo, 100 corridas nesse período. A comprovação é feita a partir do cadastro na plataforma gov.br.

A mudança permite que profissionais que não atendiam ao antigo requisito de 12 meses possam tentar novamente a habilitação.

A Lei nº 15.503, de 14 de setembro de 2026, foi publicada no Diário Oficial da União e entrou em vigor na data de sua publicação.

Quem pode usar o Move Brasil

O programa contempla motoristas de aplicativo, taxistas e entregadores, além de outras categorias incluídas na legislação.

Para motoristas de aplicativo e taxistas, podem ser financiados carros novos movidos a etanol, flex, elétricos e híbridos, com valor de até R$ 200 mil, conforme as regras do programa. O prazo pode chegar a 84 meses, com carência de até seis meses para o início do pagamento do principal.

As taxas informadas para essa modalidade são de 12,6% ao ano para homens e 11,5% ao ano para mulheres.

No caso dos entregadores e profissionais de motoapp, o programa permite financiar motocicletas, motonetas, ciclomotores e bicicletas elétricas que atendam aos critérios de produção ou montagem nacional estabelecidos pelas regras.

A modalidade prevê prazo de até 48 meses e carência de dois meses. Entre os requisitos estão seis meses de atividade em plataforma e pelo menos 100 corridas ou entregas no período.

Crédito não é aprovação automática

A habilitação no Move Brasil não significa que o financiamento será automaticamente concedido.

Depois de ser considerado elegível, o profissional ainda precisa procurar uma instituição financeira habilitada, que fará sua própria análise de crédito, levando em conta critérios como histórico financeiro e capacidade de pagamento.

O programa também prevê financiamento para veículos destinados ao transporte escolar e de cargas, além de adaptações veiculares para pessoas com deficiência, conforme as regras e regulamentações aplicáveis.

Para os veículos utilitários, as condições específicas de habilitação e financiamento dependem da regulamentação correspondente.

Como participar

O primeiro passo é realizar o cadastro pela plataforma oficial do Move Brasil no gov.br. Após a análise dos dados, o profissional recebe a confirmação sobre sua elegibilidade e, se aprovado nessa etapa, pode procurar uma instituição financeira habilitada para solicitar o financiamento.

A aprovação final do crédito depende da análise do banco ou instituição financeira.

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Barueri é 3ª cidade de SP em ranking nacional de competitividade

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Barueri está entre as dez cidades mais competitivas do Brasil, segundo a 7ª edição do Ranking de Competitividade dos Municípios, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP). O município ficou na 10ª posição entre 423 cidades avaliadas e recebeu nota 60,53.

No ranking, Barueri aparece à frente de municípios como Blumenau (11º), Indaiatuba (12º), Belo Horizonte (14º), Santos (15º), São Bernardo do Campo (17º), Jundiaí (18º), Joinville (19º) e Osasco (24º).

Entre os dez primeiros colocados, Barueri é a terceira cidade paulista, atrás apenas de São Paulo, na 5ª posição, e São Caetano do Sul, na 6ª.

O primeiro lugar ficou com Vitória (ES), seguida por Florianópolis (SC), Porto Alegre (RS) e Curitiba (PR).

Barueri se destaca no mercado de trabalho

O desempenho do município é ainda mais expressivo em alguns dos indicadores analisados pelo ranking.

Barueri ocupa a 3ª posição nacional no pilar de Inserção Econômica, uma colocação acima da edição anterior. Dentro desse grupo de indicadores, o município alcançou o 1º lugar em Formalidade no Mercado de Trabalho, que considera a proporção de trabalhadores com vínculos formais.

A cidade também aparece na 9ª posição nos indicadores de Funcionamento da Máquina Pública e Sustentabilidade Fiscal, que fazem parte da dimensão Instituições.

Com 330.737 habitantes, segundo estimativa do IBGE para 2025, Barueri tem no setor de serviços uma das principais bases de sua economia e se consolidou como polo empresarial e de desenvolvimento na região metropolitana de São Paulo.

Ranking avalia 423 municípios

A edição de 2026 do Ranking de Competitividade dos Municípios avaliou 423 cidades brasileiras com população superior a 80 mil habitantes, considerando a estimativa populacional do IBGE de 2025.

Juntos, esses municípios representam 60,50% da população brasileira.

O levantamento utiliza 65 indicadores distribuídos em 13 pilares temáticos. Entre os aspectos analisados estão sustentabilidade fiscal, funcionamento da máquina pública, saúde, educação, segurança, saneamento, meio ambiente, inserção econômica, inovação e dinamismo econômico, capital humano e telecomunicações.

O objetivo do estudo é apresentar um diagnóstico sobre a capacidade dos municípios de promover o bem-estar da população e criar condições favoráveis ao desenvolvimento econômico e social.

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Foto: Cauber Drone/PMB

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São Paulo supera Londres e Paris no turismo corporativo

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São Paulo aparece como o segundo principal destino do mundo para viagens corporativas e o primeiro da América Latina, segundo uma pesquisa da plataforma Hoteis.com. A capital paulista foi escolhida por 37% dos brasileiros entrevistados que viajaram a trabalho, ficando atrás apenas de Nova York, com 42%.

O levantamento ouviu 1.000 brasileiros que realizaram viagens profissionais, nacionais ou internacionais, nos últimos três anos. Na lista, São Paulo aparece à frente de Londres, citada por 26% dos participantes, e de Madri e Paris, ambas com 16%.

A infraestrutura é um dos fatores mais valorizados pelos viajantes corporativos. Para 77% dos entrevistados, bons transportes, hotéis e conveniência são importantes na escolha do destino. Outros 69% consideram relevante a existência de estrutura para reuniões e eventos.

O acesso à internet também pesa na decisão: 66% afirmam considerar importante contar com Wi-Fi rápido e gratuito nos hotéis.

Turismo de negócios movimenta a capital

A posição de São Paulo no levantamento acompanha uma agenda expressiva de eventos corporativos. Dados do Observatório de Turismo e Eventos da São Paulo Turismo (SPTuris), em parceria com a Ubrafe, mostram que a cidade recebeu 81 eventos de médio e grande porte em julho de 2026, com cerca de 819 mil participantes.

Foram 26 feiras de negócios, 17 congressos, cinco convenções e 33 outros eventos.

Entre janeiro e julho, a capital recebeu 673 eventos, que reuniram aproximadamente 3,85 milhões de participantes. O calendário incluiu 114 feiras de negócios, 95 congressos, 42 convenções e 422 outros eventos.

O movimento ajuda a reduzir os efeitos da sazonalidade no setor turístico, já que os eventos corporativos atraem visitantes mesmo em períodos tradicionalmente menos movimentados.

Segundo Marcelo Salles, presidente da SPTuris, o turismo de negócios movimenta uma cadeia que inclui hotelaria, transporte, alimentação, compras, vida noturna e entretenimento.

Viagens de trabalho também incluem lazer

A pesquisa mostra ainda uma mudança no comportamento dos viajantes corporativos. Para 59% dos entrevistados, é importante conseguir combinar compromissos profissionais com momentos de lazer durante a viagem, prática conhecida como bleisure.

Além disso, 56% afirmam viajar a trabalho com mais frequência do que antes da pandemia. Metade dos entrevistados realiza pelo menos três viagens corporativas por ano.

A infraestrutura urbana também aparece como parte da experiência desses visitantes, especialmente em uma cidade que recebe grandes eventos e concentra atividades empresariais, culturais e de entretenimento.

Mercado movimenta bilhões

A importância de São Paulo no turismo corporativo também aparece em dados da Global Business Travel Association (GBTA).

Segundo levantamento da entidade, as viagens corporativas para e dentro de São Paulo movimentaram mais de US$ 3,4 bilhões em receitas relacionadas a viagens de negócios em 2024.

O valor representa cerca de 10% do mercado brasileiro de viagens corporativas, estimado pela entidade em US$ 35,8 bilhões.

O cenário reforça o peso do turismo de negócios para a economia paulistana, com impacto direto em setores como hospedagem, transporte, alimentação, eventos e entretenimento.

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Foto: Divulgação/Pref. de SP

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Caixa rejeita proposta e mantém greve nacional

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Os empregados da Caixa Econômica Federal rejeitaram a proposta final apresentada pelo banco e decidiram manter a greve nacional, iniciada na quinta-feira (10). A paralisação segue por tempo indeterminado enquanto as entidades sindicais buscam retomar as negociações.

Na base do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região, 68% dos trabalhadores votaram contra a proposta em assembleia encerrada às 23h desta sexta-feira (11).

O principal ponto de divergência é o Saúde Caixa, plano de assistência médica dos empregados. A proposta apresentada pela instituição previa mudanças no modelo de custeio e nas regras de coparticipação.

Entre as alterações estavam contribuições dos empregados de acordo com a faixa etária, cobrança por dependente, aumento do teto anual de coparticipação e pagamento de 13 mensalidades.

A proposta também previa elevar de 6,5% para 8% o limite de participação da Caixa no custeio do Saúde Caixa, além de medidas relacionadas à prevenção em saúde e à criação de grupos de trabalho para discutir o funcionamento e novas fontes de financiamento do plano.

Antes da votação, a Caixa havia informado que a proposta era final e indicado a possibilidade de recorrer à Justiça do Trabalho caso o texto fosse rejeitado.

Uma das alternativas é o ajuizamento de dissídio coletivo, instrumento pelo qual a Justiça do Trabalho pode estabelecer condições para solucionar o impasse entre trabalhadores e instituição.

Apesar da rejeição, a Caixa afirmou que mantém o diálogo aberto com as entidades representativas e pretende buscar um entendimento.

A greve começou na quinta-feira, depois que os trabalhadores rejeitaram uma proposta anterior para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), mais de 90% das bases sindicais haviam rejeitado o texto anterior.

Atendimento aos clientes

Durante a paralisação, a Caixa orienta os clientes a priorizarem os canais digitais e remotos. Entre as alternativas estão o aplicativo Caixa, internet banking, WhatsApp Caixa, Caixa Tem, aplicativos específicos de serviços, caixas eletrônicos, Banco24Horas, lotéricas e correspondentes Caixa Aqui.

O atendimento telefônico pelo Alô Caixa também permanece disponível pelos números 4004-0104, para capitais e regiões metropolitanas, e 0800-104-0104, para as demais localidades.

Banco do Brasil

A situação no Banco do Brasil é diferente. Na maior parte das bases sindicais, os trabalhadores aprovaram a proposta apresentada pela instituição e voltaram ao trabalho.

A paralisação, no entanto, permanece em 18 bases sindicais onde os empregados não encerraram o movimento.

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Caixa entra em greve por tempo indeterminado nesta quinta

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Paralisação começou nesta quinta-feira (10), após negociações trabalhistas; clientes devem priorizar canais digitais, caixas eletrônicos e correspondentes.

Funcionários da Caixa Econômica Federal iniciaram nesta quinta-feira (10) uma greve nacional por tempo indeterminado. No Banco do Brasil, a paralisação ocorre de forma parcial, nas bases sindicais que rejeitaram a proposta de acordo da categoria.

As mobilizações acontecem após meses de negociações entre os bancos e representantes dos trabalhadores. Na quarta-feira (9), a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e as entidades sindicais assinaram a nova Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), válida para bancários de todo o país.

O acordo prevê reposição integral da inflação medida pelo INPC, mais aumento real de 0,6% em 2026 e 2027. O reajuste também será aplicado a benefícios como vale-refeição, vale-alimentação, Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e auxílios.

Na Caixa, porém, os empregados também negociam um acordo coletivo específico com o banco. A categoria rejeitou a proposta de renovação do ACT e decidiu iniciar a paralisação nacional.

Segundo a Comissão Executiva dos Empregados (CEE), mais de 90% das bases sindicais rejeitaram a proposta apresentada pela instituição.

Entre os principais pontos de divergência está o Saúde Caixa, plano de assistência médica dos empregados. Também estão em discussão temas relacionados às condições de trabalho e outros itens do acordo específico, negociados desde junho.

A Caixa retomou as negociações com os representantes dos funcionários e marcou uma nova rodada para esta quinta-feira (10). As entidades sindicais, no entanto, orientaram os trabalhadores a manter a greve até que eventuais avanços sejam novamente submetidos às assembleias.

Em nota, a Caixa informou que mantém o diálogo com as entidades representativas e que retornou à mesa de negociação com o objetivo de buscar um entendimento entre as partes.

Banco do Brasil tem paralisação parcial

No Banco do Brasil, a mobilização não ocorre em todo o país. A paralisação está restrita às bases sindicais que rejeitaram a proposta da categoria.

Entre as localidades que não aprovaram a convenção estão Brasília, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Pernambuco e Florianópolis. Outras bases aprovaram o acordo, que já foi assinado.

O Banco do Brasil informou que participa das negociações gerais conduzidas pela Fenaban e mantém também uma mesa específica com as entidades sindicais para tratar das questões próprias dos funcionários da instituição.

O que muda para os clientes

Durante a paralisação, o atendimento presencial nas unidades que aderirem ao movimento pode ser afetado. A orientação dos bancos é que os clientes priorizem os aplicativos, internet banking, caixas eletrônicos e demais canais digitais.

Na Caixa, continuam disponíveis o aplicativo Caixa, internet banking, WhatsApp Caixa, Caixa Tem e outros aplicativos da instituição. Também podem ser utilizados caixas eletrônicos, a rede Banco24Horas, casas lotéricas e correspondentes Caixa Aqui.

O atendimento telefônico da Caixa está disponível pelo 4004-0104, para capitais e regiões metropolitanas, e pelo 0800-104-0104, para as demais localidades.

No Banco do Brasil, permanecem disponíveis o aplicativo, internet banking, correspondentes bancários, Central de Relacionamento e WhatsApp.

Os telefones informados pelo banco são 4004-0001, para capitais e regiões metropolitanas, e 0800-729-0001, para as demais localidades.

A paralisação das agências, por si só, não interrompe o pagamento de benefícios. Serviços que podem ser realizados por canais digitais e eletrônicos continuam disponíveis, enquanto operações que dependam do atendimento presencial podem ser afetadas de acordo com a adesão dos funcionários à greve.

O que prevê o novo acordo dos bancários

A nova Convenção Coletiva de Trabalho tem vigência até 31 de agosto de 2028 e abrange aproximadamente 414 mil bancários, de cerca de 3,6 mil municípios.

O acordo reúne 171 bancos e foi assinado por 245 entidades sindicais. Além da reposição integral do INPC e do aumento real de 0,6%, estão previstos reajustes para salários, PLR, vale-refeição, vale-alimentação e auxílio-creche ou babá.

A convenção também estabelece medidas relacionadas à saúde mental, combate ao assédio e direito à desconexão fora do horário de trabalho.

O texto prevê ainda regras de transparência e limites para o monitoramento digital dos empregados, além da criação de um programa de qualificação e recolocação profissional.

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Foto: Marcelo Camargo/Ag. Brasil

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