Eleitores que estarão viajando nos dias 4 e 25 de outubro podem solicitar a mudança temporária do local de votação até o dia 20
Os eleitores que estarão fora de seu domicílio eleitoral durante o primeiro turno das eleições de 2026, marcado para o dia 4 de outubro, têm até esta quinta-feira (20) para solicitar o voto em trânsito.
O prazo também vale para quem pretende votar fora de sua cidade em um eventual segundo turno, marcado para 25 de outubro.
O voto em trânsito permite que o eleitor solicite temporariamente a transferência do local de votação para outro município habilitado pela Justiça Eleitoral durante o período das eleições.
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Para os eleitores que já possuem biometria cadastrada, o pedido pode ser feito por meio do autoatendimento da Justiça Eleitoral. No caso do Rio de Janeiro, o serviço também está disponível pelo site do Tribunal Regional Eleitoral do estado.
Durante a solicitação online, é necessário realizar a validação facial por meio do aplicativo e-Título.
O requerimento também pode ser feito presencialmente nas unidades de atendimento ao eleitor, mediante a apresentação de um documento oficial com foto.
O que é possível votar?
O eleitor que solicitar o voto em trânsito para outro município dentro do mesmo estado onde possui domicílio eleitoral poderá votar em todos os cargos em disputa.
Isso inclui:
deputado federal;
deputado estadual;
senadores;
governador;
presidente da República.
Já quem solicitar o voto em trânsito em outro estado poderá votar apenas para presidente da República.
Municípios precisam ter mais de 100 mil eleitores
A votação em trânsito está disponível na capital e em municípios com pelo menos 100 mil eleitores aptos, conforme as regras divulgadas pela Justiça Eleitoral.
No estado do Rio de Janeiro, além da capital, estão habilitados municípios como Duque de Caxias, São Gonçalo, Nova Iguaçu, São João de Meriti, Campos dos Goytacazes, Belford Roxo, Niterói, Volta Redonda, Petrópolis, Macaé, Magé, Itaboraí, Cabo Frio, Maricá, Angra dos Reis, Nova Friburgo, Barra Mansa, Teresópolis, Mesquita, Nilópolis, Queimados, Araruama, Rio das Ostras e Itaguaí.
Assim, o eleitor fluminense que estiver viajando poderá votar para todos os cargos apenas se escolher uma das cidades habilitadas dentro do próprio estado.
Quem optar por votar em outro estado terá o voto restrito à eleição para presidente da República.
Dados atualizados pelo TSE mostram redução de 8,7 mil pedidos em relação às eleições de 2022; deputado estadual concentra o maior número de registros
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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) registrou 20.530 pedidos de registro de candidatura para as eleições de 2026, segundo dados atualizados na manhã desta terça-feira (18).
O número representa uma redução de 8.732 pedidos em comparação com as eleições de 2022.
As solicitações envolvem candidatos aos cargos de presidente e vice-presidente da República, governador e vice-governador, senador e suplentes, deputado federal, deputado estadual e deputado distrital.
Do total de pedidos registrados, 13.374, ou 65%, são de pessoas do sexo masculino, enquanto 7.156, equivalentes a 35%, são de pessoas do sexo feminino.
Deputado estadual lidera número de candidaturas
O cargo de deputado estadual concentra a maior quantidade de pedidos de registro, com 11.103 candidaturas.
Na sequência aparecem:
Deputado federal: 7.636 pedidos;
Deputado distrital: 420;
Governador e vice-governador: 196;
Senador: 315;
Presidência da República: 13.
Na relação entre o número de candidatos e as vagas disponíveis, o cargo de deputado distrital apresenta a maior concorrência, com 17,5 candidatos por vaga.
Para deputado federal, a média é de 14,88 candidatos por vaga.
Empresários lideram entre as ocupações
Os empresários formam o maior grupo profissional entre os candidatos que solicitaram registro, com 2.576 pessoas.
Os advogados aparecem na sequência, com 1.691 candidatos.
Também estão entre as ocupações mais frequentes:
Deputados: 874;
Vereadores: 811;
Policiais militares: 569;
Médicos: 558;
Servidores públicos estaduais: 541.
Outros 2.709 candidatos foram classificados pelo TSE na categoria de outras ocupações.
Maioria declarou ensino superior completo
Em relação ao grau de instrução, a maior parte dos candidatos declarou possuir ensino superior completo, representando 58,57% dos pedidos.
Em seguida aparecem os candidatos com:
Ensino médio completo: 21,41%;
Ensino superior incompleto: 10,58%;
Ensino médio incompleto: 3,56%;
Ensino fundamental incompleto: 2,94%;
Ensino fundamental completo: 2,58%.
Segundo os dados, 73 candidatos declararam apenas saber ler e escrever.
Faixa etária e cor ou raça
A faixa etária com o maior número de pedidos de candidatura é a de 45 a 49 anos, com 3.538 registros.
Na sequência estão os candidatos com idade entre:
50 e 54 anos: 3.176;
40 e 44 anos: 2.986;
55 e 59 anos: 2.581.
Em relação à declaração de cor ou raça, 10.013 candidatos, ou 48,77% do total, se declararam brancos.
Outros 7.418 se declararam pardos, representando 36,13%, enquanto cerca de 2,8 mil se declararam pretos, o equivalente a 13,64%.
Também foram registrados 191 candidatos indígenas e 108 candidatos que se declararam amarelos.
Candidaturas ainda passam por análise
Os pedidos registrados pelo TSE ainda fazem parte do processo de análise da Justiça Eleitoral.
O registro formaliza as candidaturas escolhidas pelos partidos, federações e coligações durante as convenções partidárias, mas a situação de cada candidato depende da análise dos documentos apresentados e do cumprimento dos requisitos previstos na legislação eleitoral.
Os números, portanto, mostram o retrato inicial das candidaturas apresentadas para a disputa das eleições de 2026.
Presidente aparece com 41% contra 36% do senador no primeiro turno; em eventual segundo turno, diferença de três pontos fica dentro da margem de erro
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera a disputa pela Presidência da República no primeiro turno das eleições de 2026, mas encontra um cenário mais equilibrado contra Flávio Bolsonaro (PL) em uma eventual segunda etapa da disputa, segundo pesquisa BTG Pactual/Nexus divulgada nesta segunda-feira (17).
No primeiro turno, Lula aparece com 41% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro soma 36%. O senador está cinco pontos percentuais atrás do presidente.
Ronaldo Caiado (PSD) aparece em terceiro lugar, com 5%. Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo) têm 4% cada. Outros 5% dos entrevistados afirmaram que votariam em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos.
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Disputa fica mais apertada no segundo turno
Quando o levantamento considera um eventual segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, a distância diminui.
Lula aparece com 47%, enquanto Flávio Bolsonaro registra 44%. A diferença de três pontos percentuais está dentro da margem de erro da pesquisa, que é de dois pontos para mais ou para menos.
O resultado indica um cenário de empate técnico, embora Lula apresente vantagem numérica no levantamento.
Lula também lidera contra outros adversários
A pesquisa testou ainda outros cenários de segundo turno.
Contra Romeu Zema, Lula aparece com 46%, enquanto o governador de Goiás tem 41%. Em uma disputa contra Renan Santos, o presidente registra 47%, ante 36% do candidato do Missão.
Já no cenário entre Lula e Ronaldo Caiado, o petista tem 45%, contra 42% do ex-governador de Goiás.
Pesquisa foi realizada no início da campanha
O levantamento foi realizado por telefone entre os dias 14 e 16 de agosto, com 2.003 eleitores.
A margem de erro é de dois pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-03317/2026.
A divulgação ocorre um dia após o início oficial da campanha eleitoral nas ruas, que começou neste domingo (16), colocando os candidatos diante de um cenário de disputa nacional ainda marcado por forte polarização.
Empresário e influenciador foi terceiro colocado na eleição para prefeito de São Paulo em 2024 e agora tenta disputar o Palácio do Planalto; registro ainda será analisado pela Justiça Eleitoral
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O empresário e influenciador Pablo Marçal registrou sua candidatura à Presidência da República pelo PRTB para as eleições de 2026. O pedido foi protocolado no sábado (15), último dia do prazo estabelecido pela Justiça Eleitoral.
A candidatura, no entanto, ainda depende de análise da Justiça Eleitoral. Marçal permanece inelegível em razão de uma condenação do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), que manteve a pena de oito anos de inelegibilidade relacionada à campanha para a Prefeitura de São Paulo em 2024.
O registro só foi possível após uma decisão judicial que autorizou Marçal a retornar ao PRTB, com efeitos retroativos à data-limite de filiação partidária. O presidente nacional da legenda, Leonardo Avalanche, que havia sido anunciado como candidato à Presidência, passou a integrar a chapa como candidato a vice.
Da eleição em São Paulo para a disputa nacional
A candidatura presidencial ocorre menos de dois anos depois de Marçal ter protagonizado uma das disputas mais acirradas pela Prefeitura de São Paulo.
Em 2024, ele terminou o primeiro turno na terceira colocação, com 1,719 milhão de votos, ou 28,14% dos votos válidos. Ricardo Nunes ficou em primeiro, com 29,48%, enquanto Guilherme Boulos obteve 29,07% e avançou ao segundo turno.
A diferença para Boulos foi de aproximadamente 56 mil votos, o que deixou Marçal muito próximo de uma vaga no segundo turno.
Além do resultado geral, o empresário foi o candidato mais votado em 20 das 57 zonas eleitorais da capital. Na Vila Formosa, na Zona Leste, alcançou 34,59% dos votos, seu melhor desempenho proporcional entre as zonas eleitorais.
A ligação com Alphaville
Marçal também mantém uma relação conhecida com Alphaville, região localizada entre Barueri e Santana de Parnaíba e que se tornou uma das bases de sua atuação empresarial.
Reportagens publicadas durante a campanha de 2024 apontaram Alphaville como local de residência e concentração de empresas e atividades ligadas ao empresário.
A conexão ganha relevância para a região porque Marçal construiu parte de sua trajetória empresarial e de comunicação justamente a partir desse território, antes de ampliar sua atuação para a política.
Candidatura ainda depende da Justiça
Apesar do registro, Marçal não está automaticamente habilitado a disputar a eleição.
O TRE-SP manteve a condenação que determinou sua inelegibilidade por oito anos. A decisão ainda pode ser questionada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e o pedido de registro da candidatura presidencial será analisado pela Justiça Eleitoral.
Enquanto não houver decisão definitiva sobre o registro, a candidatura permanece em processo de análise.
São Paulo terá duas cadeiras em disputa nas eleições de outubro; eleitor poderá escolher dois candidatos ao Senado
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São Paulo terá 14 candidatos na disputa por duas vagas ao Senado Federal nas eleições de 2026. O prazo para registro das candidaturas terminou no sábado (15), e a votação do primeiro turno está marcada para 4 de outubro.
Diferentemente da eleição para governador e presidente, em que o eleitor escolhe apenas um nome no primeiro turno, neste ano os paulistas deverão votar em dois candidatos ao Senado.
A disputa ocorre em um dos maiores colégios eleitorais do país. São Paulo reúne cerca de 34,1 milhões de eleitores, o equivalente a 21,48% do eleitorado brasileiro, segundo dados compilados pelo Poder360.
Quem são os candidatos
Os 14 nomes registrados para a disputa são:
André do Prado (PL)
Dra. Eliana Ferreira (PSTU)
Ednelson Cesaretti (PCO)
Geraldo Rufino (Podemos)
Guilherme Derrite (PP)
Maíra de Souza (UP)
Márcio Alves (UP)
Marina Silva (Rede)
Petter Maahs (PCB)
Ricardo Salles (Novo)
Simone Tebet (PSB)
Soninha Francine (Cidadania)
Weller Gonçalves (PSTU)
William Teixeira (Agir)
A relação foi divulgada após o encerramento do prazo para registro das candidaturas. As informações apresentadas à Justiça Eleitoral são de responsabilidade dos candidatos e dos partidos e ainda podem sofrer alterações em razão de eventuais questionamentos judiciais.
Disputa reúne nomes conhecidos da política paulista
A corrida pelas duas cadeiras reúne políticos com trajetórias distintas e diferentes posicionamentos no espectro político.
Entre os nomes de maior projeção estão a ex-ministra Simone Tebet, candidata pelo PSB, a ministra Marina Silva, da Rede, o deputado federal Guilherme Derrite, do PP, o presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, André do Prado, do PL, e o deputado federal Ricardo Salles, do Novo.
Também concorrem nomes com atuação em diferentes áreas políticas e sociais, ampliando o número de alternativas oferecidas ao eleitor paulista.
Eleitor terá dois votos para o Senado
Em 2026, dois terços do Senado Federal serão renovados. Ao todo, 54 das 81 cadeiras estarão em disputa, com duas vagas destinadas a cada unidade da Federação.
Em São Paulo, os dois candidatos mais votados serão eleitos para mandatos de oito anos.
Por isso, o eleitor paulista deverá prestar atenção à segunda escolha na urna. Será necessário votar em dois nomes diferentes para o Senado.
A propaganda eleitoral já está liberada desde domingo (16), conforme o calendário das eleições de 2026.
Lista foi definida após o encerramento do prazo para registro; estado tem 34,1 milhões de eleitores aptos a votar, sendo 9,1 milhões na capital
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A disputa pelo governo de São Paulo terá sete candidatos nas eleições de 2026. A lista foi definida após o encerramento do prazo para registro das candidaturas, às 19h deste sábado (15), conforme o calendário eleitoral.
São Paulo é o maior colégio eleitoral do país, com 34.104.226 eleitores aptos a votar, o equivalente a 21,48% do eleitorado brasileiro. Somente a capital paulista reúne 9.135.407 eleitores, correspondentes a 26,7% do eleitorado estadual.
O primeiro turno das eleições está marcado para 4 de outubro. Caso nenhum candidato ao governo alcance a maioria dos votos válidos, haverá segundo turno em 25 de outubro.
Os sete nomes registrados para a disputa são Carlos Machado (PCB), Fernando Haddad (PT), Izadora Dias (PCO), Policial Edjane (Agir), Tarcísio de Freitas (Republicanos), Vera Lúcia (PSTU) e Vivian Mendes (UP).
Quem são os candidatos ao governo de São Paulo
Carlos Machado — PCB
Carlos Alberto Machado é professor da rede pública estadual e formado em História pela Universidade de Franca. Segundo a Exame, nasceu e cresceu em Franca, trabalhou em fábricas de calçados e posteriormente na construção civil.
Sua trajetória política começou no movimento estudantil e passou por organizações ligadas à educação popular e movimentos sociais. Em 2024, foi candidato a vice-prefeito de Franca pelo PCB.
A chapa do partido tem Felipe de Oliveira Queiroz como candidato a vice-governador.
Fernando Haddad — PT
Fernando Haddad, 63 anos, é advogado, professor e político. Formado em Direito pela USP, também possui mestrado em Economia e doutorado em Filosofia.
Foi prefeito de São Paulo entre 2013 e 2016 e ministro da Educação entre 2005 e 2012. Em 2018, disputou a Presidência da República pelo PT.
Mais recentemente, comandou o Ministério da Fazenda e, em 2026, foi escolhido pelo PT para disputar novamente o governo paulista. Seu candidato a vice é Márcio França (PSB).
Izadora Dias — PCO
Izadora Cristina Dias da Silva, 27 anos, nasceu em Barra Bonita, no interior de São Paulo, e é militante do PCO desde 2018.
Estudante de Letras da USP, atua no coletivo de mulheres Rosa Luxemburgo e participa da militância do partido no estado. Também trabalha como colunista do Diário Causa Operária e apresentadora do programa Reunião de Pauta, da Causa Operária TV.
Já foi candidata a vereadora de Barra Bonita, em 2020, e a deputada federal, em 2022. Nivaldo Orlandi é o candidato a vice-governador na chapa.
Policial Edjane — Agir
Edjane Lima de Sousa, identificada na disputa eleitoral como Policial Edjane, concorre pelo Agir.
O registro eleitoral apresentado para a disputa indica Edjane como candidata ao governo paulista pelo partido. A chapa aparece entre as sete candidaturas registradas para o cargo.
Observação: o material da Exame consultado apresenta os outros seis candidatos em perfis individuais, mas não traz informações biográficas sobre Policial Edjane. Por isso, não acrescentamos dados sobre sua trajetória sem uma fonte que os confirme.
Tarcísio de Freitas — Republicanos
Tarcísio Gomes de Freitas, 51 anos, é o atual governador de São Paulo e disputa a reeleição.
Engenheiro civil, nasceu no Rio de Janeiro e também serviu no Exército. Antes da carreira política, passou pela Controladoria-Geral da União, pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes e pela Câmara dos Deputados.
Entre 2019 e 2022, foi ministro da Infraestrutura no governo Jair Bolsonaro. Em 2022, foi eleito governador de São Paulo no segundo turno, derrotando Fernando Haddad.
Para a eleição deste ano, Tarcísio mantém Felicio Ramuth (MDB) como candidato a vice-governador.
Vera Lúcia — PSTU
Vera Lúcia Pereira da Silva Salgado é candidata pelo PSTU. Natural de Inajá, no sertão de Pernambuco, mudou-se ainda criança com a família para Sergipe.
Começou a trabalhar em uma fábrica de calçados aos 19 anos e posteriormente construiu sua trajetória no movimento sindical e no PSTU. É formada em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Sergipe.
Vera já disputou a Presidência da República em 2018 e 2022 e foi candidata à Prefeitura de São Paulo em 2020. Para o governo paulista, sua vice é Renata França.
Vivian Mendes — UP
Vivian Mendes da Silva, 45 anos, é formada em Comunicação e uma das fundadoras da Unidade Popular (UP).
Também participou da criação do Movimento de Mulheres Olga Benario. Trabalhou desde os 16 anos e construiu sua trajetória política em movimentos sociais.
Em 2022, disputou uma vaga ao Senado por São Paulo e recebeu 280.460 votos. Para a eleição de 2026, Marcelo Pereira é o candidato a vice-governador em sua chapa.
Quando será a eleição para governador?
O primeiro turno das eleições de 2026 acontece em 4 de outubro, quando os eleitores paulistas escolherão governador, vice-governador, senador, deputados federais e deputados estaduais.
Se nenhum candidato ao governo obtiver maioria dos votos válidos, os dois mais votados avançarão para o segundo turno, marcado para 25 de outubro.
Os planos de governo dos candidatos podem ser consultados no sistema DivulgaCandContas, da Justiça Eleitoral.
Prazo para registro terminou neste sábado (15); partidos, federações e coligações agora entram na fase de campanha eleitoral
Um total de 1.395 candidatos disputa 94 vagas na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) nas eleições de 2026. O prazo para partidos políticos, federações e coligações solicitarem o registro das candidaturas terminou às 19h deste sábado (15).
O prazo estabelecido pela Justiça Eleitoral valeu para os cargos de presidente e vice-presidente da República, governador e vice-governador, senador e suplentes, deputado federal e deputado estadual.
Para a Alesp, a relação entre o número de registros e as cadeiras disponíveis mostra o tamanho da concorrência pela próxima legislatura.
O registro é a etapa que formaliza perante a Justiça Eleitoral as candidaturas escolhidas nas convenções partidárias. Após o protocolo, são analisados documentos, condições de elegibilidade e demais requisitos previstos na legislação eleitoral.
PL, DC e Novo aparecem entre os partidos com mais candidatos
Entre as legendas com maior número de candidaturas para deputado estadual estão PL, Democracia Cristã (DC) e Novo, com 95 registros cada, segundo os dados apresentados no levantamento.
Os partidos ligados aos dois principais candidatos ao governo de São Paulo citados na disputa, aparecem com um número menor de nomes registrados para concorrer a uma cadeira na Alesp.
O Republicanos, partido do governador Tarcísio de Freitas, registrou 67 candidatos. Já o PT, legenda do ex-prefeito Fernando Haddad, apresentou 77 candidaturas.
No caso do PT, entretanto, o número precisa ser analisado dentro da Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV. Considerada a federação, o grupo reúne 86 candidaturas para a Alesp, de acordo com os dados apresentados.
Partidos com menor número de candidaturas
Na outra ponta, PV e UP aparecem com dois candidatos cada, enquanto Democrata e PSTU registraram três candidaturas cada, conforme os dados fornecidos para o levantamento.
A diferença entre os números individuais dos partidos e aqueles considerados por federações é relevante porque as federações funcionam como uma unidade partidária para determinados efeitos eleitorais.
Campanha eleitoral começa neste domingo
Com o encerramento do prazo para registro, a disputa entra oficialmente na fase de campanha.
A propaganda eleitoral passou a ser permitida a partir deste domingo (16), inclusive na internet, conforme o calendário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A partir de agora, os candidatos poderão apresentar propostas, participar de atos de campanha e utilizar os meios de propaganda autorizados pela legislação eleitoral.
Os pedidos registrados neste momento ainda passam pela análise da Justiça Eleitoral. Portanto, o número de 1.395 corresponde aos registros apresentados e não significa, necessariamente, que todos os candidatos já tenham seus registros definitivamente deferidos.
Primeiros atos ocorreram em diferentes regiões do país, com candidatos destacando temas como segurança pública, economia, saúde e soberania
A campanha eleitoral para a Presidência da República começou oficialmente neste domingo (16), primeiro dia em que a propaganda eleitoral passou a ser permitida pela Justiça Eleitoral. Os candidatos realizaram atos em diferentes regiões do país e apresentaram as principais mensagens que devem marcar a disputa até outubro.
Entre os principais nomes, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) iniciou a campanha em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) escolheu a Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão), Augusto Cury (Avante) e Hertz Dias (PSTU) também realizaram os primeiros atos eleitorais.
Lula inicia campanha em São Bernardo do Campo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva começou oficialmente a busca pelo quarto mandato em um comício no Estádio da Vila Euclides, em São Bernardo do Campo.
A escolha do local está relacionada à trajetória política do petista e à história das mobilizações dos trabalhadores do ABC paulista. No discurso, Lula destacou a defesa da soberania nacional, políticas sociais e diferenças entre os campos político e ideológico que disputam a eleição.
Na segurança pública, o presidente defendeu medidas como a criação do Ministério da Segurança Pública e o combate às organizações criminosas, com atenção também aos responsáveis pelo financiamento dessas atividades.
A largada em São Bernardo foi marcada ainda pela presença de políticos do PT de diferentes regiões do país. A cidade tem forte relação com a trajetória sindical e política de Lula.
Flávio Bolsonaro escolhe Copacabana
Flávio Bolsonaro iniciou sua campanha na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, tradicional ponto de manifestações do campo bolsonarista.
Flávio Bolsonaro iniciou sua campanha na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. | Foto: Fernando Frazão/Ag. brasil
Acompanhado do candidato a vice, Alfredo Gaspar, de familiares e apoiadores, o senador destacou o legado do ex-presidente Jair Bolsonaro e fez críticas ao atual governo.
A segurança pública foi um dos principais temas do discurso. Flávio defendeu medidas mais duras contra organizações criminosas e milícias, além de propostas relacionadas à redução da maioridade penal e ao combate ao feminicídio.
Na economia, criticou a atual taxa básica de juros e defendeu redução de gastos públicos e de cargos na administração federal.
O início da campanha ocorreu em um cenário de disputa acirrada entre Lula e Flávio. Pesquisa Quaest divulgada na sexta-feira (14) apontou Lula com 38% das intenções de voto no primeiro turno, contra 31% de Flávio.
Caiado percorre cidades de Goiás
Ronaldo Caiado escolheu Goiás para iniciar sua campanha. O candidato percorreu municípios do entorno do Distrito Federal, passando por Águas Lindas de Goiás, Santo Antônio do Descoberto, Novo Gama, Valparaíso e Cidade Ocidental, antes de encerrar a agenda em Luziânia.
O ex-governador afirmou que pretende disputar o segundo turno e fez críticas ao PT e ao governo Lula.
Caiado também destacou resultados de sua administração em Goiás nas áreas de segurança pública, educação e saúde e defendeu responsabilidade orçamentária e equilíbrio fiscal.
Zema começa campanha em Montes Claros
Romeu Zema iniciou a campanha em Montes Claros, no Norte de Minas Gerais.
O candidato do Novo participou de uma missa e, posteriormente, de um almoço com candidatos de seu partido ao Legislativo.
Durante o ato, criticou o governo Lula e apresentou como prioridades temas como segurança pública e combate à corrupção.
Renan Santos faz primeiro ato em São Paulo
Renan Santos, do Missão, escolheu o Largo São Francisco, no centro de São Paulo, para iniciar sua campanha.
O evento contou com a presença de apoiadores e integrantes do partido. O candidato concentrou o discurso em temas como segurança pública, empreendedorismo e críticas ao modelo de assistência social.
Augusto Cury inicia campanha em Minas
Augusto Cury, candidato do Avante, começou a campanha em Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
Durante o ato, apresentou propostas relacionadas principalmente à área da saúde e afirmou que pretende adotar uma postura de maior proximidade com a população.
Cury também procurou se afastar da polarização entre direita e esquerda e apresentou sua candidatura como uma alternativa aos dois principais campos políticos.
Hertz Dias realiza atos em São Paulo
Hertz Dias, candidato do PSTU, iniciou a campanha com atividades na Avenida Paulista, em São Paulo, e também em São José dos Campos.
O candidato apresentou entre suas principais propostas a reestatização de empresas consideradas estratégicas e fez críticas à concentração de riqueza no país.
Governador fará primeiro ato no domingo, enquanto ex-prefeito terá lançamento oficial na segunda-feira, no centro da capital
Os dois principais candidatos ao governo de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT), definiram as agendas para o início da campanha eleitoral.
Tarcísio fará o primeiro ato no domingo (16), às 10h, em Osasco, na Grande São Paulo. A cidade é um dos principais redutos políticos do deputado estadual Rogério Lins, ex-prefeito do município e aliado do governador. O atual prefeito de Osasco também apoia a candidatura à reeleição.
A estratégia anunciada pela campanha de Tarcísio é priorizar eventos com capilaridade regional, reunindo diferentes grupos políticos e lideranças de diversas regiões do estado.
Tarcísio começa campanha em Osasco
A região metropolitana deve ter papel importante na estratégia eleitoral do governador. Segundo o material divulgado pela campanha, Tarcísio se reuniu nesta semana com 38 dos 39 prefeitos da região, que teriam manifestado apoio à sua candidatura.
Parte dessas lideranças deverá participar do ato de domingo em Osasco.
A campanha também prevê a participação de Tarcísio em eventos regionais ao longo da disputa. Entre os compromissos previstos está a Festa do Peão de Barretos, no dia 22, onde o governador deverá estar ao lado do senador Flávio Bolsonaro (PL).
Haddad fará lançamento na Praça da República
Fernando Haddad também terá agenda no domingo, mas participará do evento de lançamento da campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Presidência da República.
O lançamento oficial da candidatura de Haddad ao governo paulista ocorrerá na segunda-feira (17), às 10h30, na Praça da República, no centro de São Paulo.
O ato será integrado à Caminhada das Mulheres com Haddad, que seguirá até o Teatro Municipal.
A programação deverá contar com a participação das ex-ministras e candidatas ao Senado Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede), além do candidato a vice-governador Márcio França (PSB) e de Ana Estela Haddad, esposa do candidato.
Campanhas terão estratégias diferentes
A escolha do evento voltado ao público feminino é apresentada pela campanha de Haddad como parte da estratégia para o início da disputa.
Segundo o material, o candidato deverá concentrar parte dos primeiros movimentos eleitorais nesse segmento do eleitorado.
As campanhas também deverão adotar diferentes estratégias de distribuição geográfica dos eventos.
Enquanto Tarcísio pretende priorizar grandes eventos regionais, Haddad deverá viajar pelo interior paulista já na próxima semana, buscando ampliar sua presença em áreas onde o atual governador possui maior apoio eleitoral, segundo a estratégia apresentada pela campanha petista.
Senador apareceu no sistema da Justiça Eleitoral como filiado ao Missão desde quarta-feira (12), o que impediu o registro pelo PL; campanha pretende pedir investigação
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) não conseguiu registrar nesta quinta-feira (13) sua candidatura à Presidência da República pelo Partido Liberal após aparecer no sistema da Justiça Eleitoral como filiado ao Missão, legenda de Renan Santos, que também disputa o Palácio do Planalto.
A mudança consta no cadastro eleitoral desde quarta-feira (12). Com isso, o PL não conseguiu concluir o registro da candidatura dentro do sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A equipe de Flávio afirma que a filiação ao Missão ocorreu sem autorização e pretende solicitar a investigação do caso pela Polícia Federal.
Segundo informações atribuídas ao TSE, não houve hackeamento do sistema da Justiça Eleitoral. O tribunal informou que a filiação de Flávio ao Missão foi realizada por um representante da própria legenda. O partido ainda não havia se manifestado sobre o episódio no momento da publicação.
A alteração também aparece na certidão de filiação partidária do senador. O documento registra a saída do PL e a entrada no Missão em 12 de agosto. Apesar da mudança, a situação eleitoral de Flávio permanece registrada como regular.
Campanha tenta reverter mudança
Os representantes de Flávio deverão pedir à Justiça Eleitoral o restabelecimento da filiação ao PL. A equipe também pretende solicitar a abertura de um inquérito para apurar como a alteração foi realizada.
A situação ganhou urgência porque o prazo para o registro das candidaturas termina neste sábado (15), às 19h. Além disso, segundo as informações divulgadas, as convenções partidárias já foram encerradas, o que dificulta uma eventual candidatura por outra legenda.
A legislação eleitoral exige vínculo partidário dentro do prazo estabelecido para que o candidato possa disputar a eleição pela legenda. A mudança registrada às vésperas do encerramento dos registros, portanto, criou um obstáculo para a candidatura presidencial de Flávio pelo PL.
Até o momento, outros candidatos à Presidência já haviam registrado suas candidaturas no TSE, entre eles Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Hertz Dias (PSTU), Samara Martins (UP), Wilson Grassi (Democrata), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão).