Redes sociais no Brasil em 2026, o panorama e como se destacar – por Adriana Vasconcellos

0 0
Read Time:5 Minute, 25 Second

O Brasil segue entre os países mais conectados e ativos nas redes sociais globalmente. Segundo levantamento recente da DataReportal – Global Digital Insights, há cerca de 150 milhões de “identidades” usando redes sociais no país, equivalente a 70,4% da população total. Além disso, mais de 81% dos usuários de internet acessavam pelo menos uma rede social em outubro/2025.

Com esse nível de penetração, as redes sociais continuam sendo peças fundamentais para marcas, negócios, serviços e criadores de conteúdo, sendo decisivo saber em quais plataformas estar e como atuar.

Por que esse contexto torna a escolha da rede ainda mais estratégica

  • Um levantamento global do Ecommerce Update aponta que o Brasil é um dos países onde as pessoas passam mais tempo conectadas a redes sociais. Em um estudo de 2024/2025, a combinação de tempo online e diversidade de uso reforça que estar presente já não é suficiente: é preciso aparecer no lugar certo, com a mensagem certa.
  • Plataformas consolidadas seguem dominando: Segundo o site Statista, em 2024, mais de 93% dos internautas usavam o WhatsApp; já o Instagram e o Facebook também mantêm penetrações muito altas, reforçando a importância de estar nessas redes.

Esses dados mostram que o ambiente digital no Brasil permanece vibrante, competitivo e em constante expansão, o que exige estratégia, consistência e adaptação.

Principais redes em 2026 e como se destacar em cada uma

WhatsApp

Ainda de acordo com dados do Statista, a penetração entre os internautas é próxima a 94% no Brasil. Ideal para: atendimento, vendas diretas, relacionamento com clientes e comunidade.

Para se destacar

  • Forme listas segmentadas para clientes, leads, parceiros.
  • Use linguagem clara, direta e humana.
  • Ofereça atendimento ágil e personalizado.
  • Produza conteúdos leves, objetivos, com mensagens de valor, sem “ruído”.
  • Organize comunidades ou grupos para fomentar engajamento e fidelização.

YouTube

Plataforma consolidada para consumo de vídeo. Com grande penetração entre usuários de internet, ideal para conteúdos mais longos e educativos.

Para se destacar

  • Produza vídeos que respondam perguntas reais do seu público.
  • Aposte em títulos claros, miniaturas atraentes e conteúdo bem estruturado.
  • Organize séries ou playlists, que geram expectativa e retenção.
  • Use Shorts para alcançar audiência que prefere consumo rápido.
  • Tenha consistência: publique com regularidade.

Instagram

Com um público muito expressivo no Brasil, o Instagram continua sendo essencial para marcas visuais. Dados recentes do DataReportal – Global Digital Insights indicam que a plataforma alcançava cerca de 147 milhões de usuários no país no fim de 2025.

Para se destacar

  • Invista em Reels dinâmicos e envolventes.
  • Use Stories para aproximar, mostrar bastidores, humanizar a marca.
  • Carrosséis com conteúdo útil funcionam bem para engajar.
  • Mantenha uma identidade visual consistente.
  • Teste formatos simples e publique com frequência.

Facebook

Embora tenha perdido espaço entre os mais jovens, continua relevante para públicos mais maduros. Grupos e o Marketplace mantêm a utilidade da rede no Brasil.

Para se destacar

  • Atue em grupos ativos da sua área, participe, comente, ajude.
  • Produza conteúdo voltado a públicos 35+.
  • Mantenha página atualizada.
  • Use anúncios segmentados com foco local ou de nicho.

TikTok

Com forte crescimento entre jovens e adultos jovens, o TikTok permanece relevante para conteúdos curtos, criativos e virais.

Para se destacar

  • Crie vídeos diretos e com começo impactante.
  • Aposte em autenticidade, cotidiano, tendências e humor.
  • Use músicas, desafios e colaborações para maximizar alcance.
  • Foque em identidade própria, não apenas seguir fórmulas.

Telegram, Messenger, Kwai, LinkedIn, X e outros

Redes menores ou de nicho também têm espaço, especialmente quando você conhece bem seu público ou seu objetivo.

  • Telegram: ótimo para comunidade, informação segmentada, conteúdo exclusivo.
  • Messenger: bom canal de atendimento rápido, suporte e automação.
  • Kwai: similar ao TikTok, com bom potencial de viralização em nichos específicos.
  • LinkedIn: ideal para marca pessoal, autoridade, networking e conteúdos mais profissionais.
  • X (antigo Twitter): útil para debates, posicionamento rápido, notícias e presença em tempo real.

Cada plataforma exige linguagem e estratégia específica. Escolher bem depende de quem você quer atingir e como.

Como escolher a(s) rede(s) ideal(is) para o seu negócio

1. Conheça seu público

Idade, interesses, hábitos de consumo digital. Tudo isso define onde vale estar.

Por exemplo:

produto para jovens – TikTok/Instagram;

serviço profissional ou corporativo – LinkedIn/Facebook;

suporte ou atendimento – WhatsApp/Telegram.

2. Entenda o formato do conteúdo que você produz

Vídeos longos → YouTube.

Vídeos curtos → TikTok, Instagram Reels, Kwai.

Informação rápida e direta → WhatsApp ou Stories.

Debate e posicionamento → X ou LinkedIn.

3. Defina objetivos claros

Seu objetivo é reconhecimento de marca, tráfego para site, vendas diretas, autoridade, relacionamento? Cada meta demanda redes diferentes.

4. Consistência e presença constante

Não adianta publicar esporadicamente. Quem se mantém presente e entrega valor tende a ganhar mais relevância. Plataformas priorizam consistência.

5. Mensure resultados

Acompanhe métricas: alcance, engajamento, conversão, retorno sobre investimento. Dados ajudam a ajustar foco e estratégia. Use para decidir onde vale seguir investindo.

Tendências que definirão 2026

  • A influência da inteligência artificial nas recomendações, priorizando conteúdos bem estruturados, relevantes e otimizados para algoritmos, favorecendo quem produz com consistência e clareza.
  • Crescimento contínuo da penetração de redes sociais com aumento da base de usuários e maior diversidade demográfica.
  • A combinação de mídia social, mensagem direta, vídeo, comunidade e automação convergindo como parte de um ecossistema unificado de comunicação.

O Brasil em 2026 permanece como um dos mercados digitais mais promissores do mundo. Redes como WhatsApp, YouTube, Instagram e TikTok seguirão dominando, mas outras plataformas e mídias complementares continuarão importantes. A diferença estará em quem entende o funcionamento de cada rede, quem fala com clareza para seu público, mantém consistência e mede resultados.

Para profissionais, marcas e empresas, a mensagem é clara: não basta estar presente em muitas redes. É preciso estar nas redes certas, com estratégia, propósito e qualidade. Quem fizer isso vai conquistar visibilidade, autoridade e resultados reais, mesmo em meio a tanta competição.


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.


Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Hora de S. Paulo.

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Happy
Happy
0 %
Sad
Sad
0 %
Excited
Excited
0 %
Sleepy
Sleepy
0 %
Angry
Angry
0 %
Surprise
Surprise
0 %

Fraturas de quadril: entender o problema para agir rapidamente – Dr. Guilherme Falótico

0 0
Read Time:2 Minute, 20 Second

As fraturas de quadril representam um dos maiores desafios de saúde pública entre os idosos. No Brasil, estima-se que mais de 100 mil pessoas sofram esse tipo de lesão todos os anos — um número que cresce conforme a população vive mais. O que muitas famílias não sabem é que, na maioria das vezes, a fratura acontece após uma queda simples, dentro de casa, durante atividades rotineiras.

Os sinais costumam ser claros: dor forte ao tentar levantar ou apoiar o pé no chão, dificuldade para caminhar e, em alguns casos, a perna pode parecer virada para o lado de fora. Esses sintomas não devem ser ignorados. A avaliação médica imediata é essencial para evitar complicações. O diagnóstico geralmente começa com um raio-X, exame rápido e acessível. Se houver dúvida, a tomografia computadoriza/ressonância magnética podem ajudar a identificar detalhes que orientam o melhor tipo de tratamento.

A abordagem varia conforme o tipo de fratura e as condições de saúde do paciente, mas, na maior parte dos casos, a cirurgia é necessária e deve ser realizada de forma precoce para minimizar os riscos decorrentes do paciente ficar imóvel na cama.

 Hoje, as técnicas cirúrgicas permitem uma recuperação mais segura e eficiente. Dependendo da fratura, podem ser usados parafusos, placas, hastes ou, em situações específicas, uma prótese no quadril. A decisão é sempre individualizada, considerando o que traz mais estabilidade e melhor retorno às atividades.

A fase após a cirurgia é tão importante quanto o procedimento. A fisioterapia precoce reduz riscos, devolve mobilidade e ajuda o paciente a recuperar a confiança para caminhar. Com bons cuidados, muitas pessoas retomam suas rotinas com segurança, porém trata-se de uma lesão grave com alta mortalidade reportada em virtude de complicações clínicas. Portanto, prevenir continua sendo o melhor caminho. Um ambiente doméstico bem iluminado, livre de obstáculos, acompanhado de exercícios regulares e tratamento adequado da osteoporose, reduz de forma significativa o risco de quedas.

Diante de uma queda com dor no quadril, agir rápido faz diferença no resultado e na qualidade de vida de quem sofre a lesão. Contar com orientação especializada ajuda a enfrentar esse momento com mais tranquilidade e melhores chances de recuperação.


Dr. Guilherme Falótico – Ortopedista especialista em cirurgia do quadril (CRM 128925). Formado e professor adjunto na Escola Paulista de Medicina/UNIFESP, é mestre e doutor em Ciências, com Fellowship no Rothman Institute (EUA), onde se especializou em via anterior do quadril e infecções em artroplastias. Certificado em cirurgia robótica (Robô Mako) e membro da SBOT e SBQ, é reconhecido pela atuação de excelência aliada à ciência e à inovação na ortopedia.


Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Hora de S. Paulo.

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Happy
Happy
0 %
Sad
Sad
0 %
Excited
Excited
0 %
Sleepy
Sleepy
0 %
Angry
Angry
0 %
Surprise
Surprise
0 %

Dezembro, pura emoção! – por Celso Tracco

2 0
Read Time:3 Minute, 26 Second

Dezembro me traz lindas e agradáveis lembranças, do meu tempo de criança/adolescente. Que maravilha, primeira semana de dezembro! Férias escolares. O dia todo para brincar, livre na rua. A rua era um verdadeiro parque de diversões, jogo de peão, taco, bolinha de gude, carrinho de rolimã, futebol onde o gol era marcado por pedras ou um par de chinelos. Bons tempos! Praticamente não havia carros nos bairros periféricos da grande cidade. Quando algum se aproximava, o motorista gentilmente buzinava e todos corriam para os lados. Após a passagem do veículo todos voltavam para os lugares que estavam e a brincadeira continuava. Uma pausa momentânea. Além disso tinha a preparação para o Natal. Ainda era uma festa cristã e católica por excelência. Obrigatório ir à missa na igreja da paróquia. Missa do Galo, começando à meia-noite do dia 24, as crianças podiam dormir tarde nessa noite, ou nem dormiam, porque na manhã do dia 25 começava a busca dos presentes, que os pais e parentes, escondiam pela casa toda. A diversão era achar seus presentes, embaixo de camas, dentro de armários ou em cima de alguma árvore do quintal. Uma experiência inesquecível. A vida era bela, agradável, feliz. Sim, felicidade existia e morava no meu endereço. Bons tempos, que deixaram muitas saudades. Nem sabia o que era estresse, esse vocábulo “gringo”, aportuguesado. Era feliz e ponto.   

Agora, já avançado na idade, sinto uma certa pena dos adultos responsáveis que têm tantas obrigações e deveres nesta época do ano. Primeiro, aos que impõem promessas sobre seus ombros, que por várias razões não puderam cumprir durante o ano que está findando. Não se sintam culpados, fracassados, frustrados por” falharem”, vocês não falharam, apenas colocaram o sarrafo em uma altura, não compatível com o seu salto. O pior verdugo é a sua consciência. Segundo, quanta correria com data marcada: fazer sacolinhas para crianças necessitadas, preparar reuniões com diversos amigos e parentes, organizar visitas a algumas pessoas, comprar presentes, amigo secreto no trabalho, na escola, no trabalho voluntário. Ufa, o mundo vai acabar amanhã e não vai dar tempo para tudo. Quanto estresse. Ah, sem falar do trânsito, lembra daquela rua sem carro? Hoje ela não existe nem no Polo Norte. Mas não vamos reclamar, hoje temos a internet e podemos comprar quase tudo por celular! Tranquilo? Mais ou menos, e os golpes diurnos e noturnos, as falsificações, as entregas erradas, a clonagem do cartão? Você está exagerando, as coisas não são bem assim, dizem meus amigos otimistas. Talvez não sejam mesmo, talvez eu seja pessimista demais e só vejo o lado ruim das coisas. Exemplo: no ano passado, em dezembro, eu e minha esposa levamos nossos netos, num sábado, para um passeio em um conhecido Shopping Center de São Paulo. Levei uma hora, dentro do estacionamento para achar uma vaga, e só achei porque fui ajudado por um colega de infortúnio. Um idoso que estava indo em direção ao seu carro estacionado, viu meu desânimo, se aproximou e disse:

– Amigo, está procurando vaga, temos que nos ajudar, siga-me.

Pensei, será que mereço essa sorte. Quem se preocupa com o outro? O nobre senhor, fez a gentileza de retirar o seu carro, de modo que nenhum outro ocupasse a vaga que ele me destinou. Agradeci de todo coração. Meu anjo da guarda estava atento e de plantão naquele fim de semana. Nem preciso dizer como estava o Shopping, filas pelos corredores para ir ao banheiro. Vida moderna, tudo à mão e tão distante, um estresse para cada dia. A vida pode ser bela, mesmo em dezembro, depende de você.


Celso Tracco é economista, mestre em Teologia Sistemática, escritor, consultor e palestrante (www.celsotracco.com.br). Com ampla experiência como executivo em empresas nacionais e internacionais, é especialista em marketing, vendas e comportamento humano. Atuou como professor universitário e tem três livros publicados. Em sua coluna, abordará temas como política, economia e sociedade.


*Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Hora de S. Paulo.

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Happy
Happy
0 %
Sad
Sad
0 %
Excited
Excited
100 %
Sleepy
Sleepy
0 %
Angry
Angry
0 %
Surprise
Surprise
0 %

Desinformação e preconceito institucional: uma reflexão sobre a fala do Deputado Capitão Augusto – por Reinaldo Monteiro

0 0
Read Time:4 Minute, 54 Second

O papel constitucional das Guardas Municipais

A recente declaração do Deputado Federal Capitão Augusto, durante a audiência pública da Comissão Especial da Câmara dos Deputados que discute a PEC da Segurança Pública (PEC 18/2025), causou perplexidade e profunda indignação em gestores públicos, especialistas e profissionais que atuam na área de segurança pública em todo o Brasil.

Ao insinuar que o reconhecimento das guardas municpais como polícias municipais representaria uma “temeridade”, e que prefeitos poderiam “aliciar guardas municipais para perseguir opositores políticos”, o parlamentar não apenas ofendeu milhares de profissionais das Guardas Municipais, mas também desrespeitou o pacto federativo, a autonomia constitucional dos municípios brasileiros e os milhares de prefeitos e prefeitas do Brasil.

A fala e o preconceito institucionalizado

As palavras do deputado revelam uma visão ultrapassada, arcaica, centralizadora e impregnada de desconfiança quanto à capacidade administrativa dos municípios e dos prefeitos. Tal postura ignora o fato de que o artigo 30 da Constituição Federal confere aos municípios a competência para “organizar e prestar, diretamente, serviços públicos de interesse local”, e entre esses serviços está, inegavelmente, a segurança pública básica, preventiva e comunitária.

A fala do parlamentar é, além de ofensiva, incompatível com a realidade democrática. Ao sugerir que prefeitos possam utilizar guardas municipais como instrumentos de perseguição política, o deputado desconsidera completamente os mecanismos de controle institucional já existentes — como Ministério Público, Câmaras Municipais, Tribunais de Contas, Conselhos de Segurança e o próprio Poder Judiciário —, que impedem qualquer uso indevido de forças públicas.

A importância das Guardas Municipais como Polícias de Proximidade

As Guardas Municipais são, hoje, instituições legítimas, capacitadas e reconhecidas pelo Supremo Tribunal Federal (ADPF 995/2022 e RE 608.588 – Tema 656) como polícias municipais competentes para realizar o policiamento ostensivo e comunitário no âmbito dos municípios, dotadas de poder de polícia administrativa e de atuação na proteção sistêmica da população que utiliza bens, serviços e instalações do município.

Em centenas de cidades brasileiras, as Guardas desempenham funções essenciais e inadiáveis de atendimento a população como, o policiamento ostensivo comunitário, policiamento e proteção escolar, policiamento preventivo e de proteção à mulheres vítimas de violência, apoio à fiscalização urbana, defesa civil e monitoramento de áres de riscos. São forças policiais de proximidade, enraizadas nas comunidades e mais próximas das demandas sociais que os cidadãos vivenciam diariamente.

Ignorar essa realidade é fechar os olhos para a evolução da segurança pública no Brasil, que precisa ser pensada de forma integrada, federativa e participativa, conforme os princípios do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP) instituído pela Lei nº 13.675/2018.

A falta de espírito público e o divórcio com a sociedade

Enquanto o país enfrenta crises de segurança, com aumento de crimes violentos, ausência de efetivo policial e fragilidade nas políticas preventivas, é lamentável que parte do Parlamento se dedique a discursos baseados no medo e na desinformação, ao invés de propor soluções concretas.

A fala do Deputado Capitão Augusto traduz uma falta de espírito público, uma desconexão com a realidade das cidades, uma resistência em reconhecer o papel transformador dos municípios na segurança cidadã e pior, uma total INDIGÊNCIA INTELECTUAL, o que nos faz refletir sobre a formação e a capacitação desse parlamentar para representar de fato os interesses do povo.

A população brasileira exige ações coordenadas, integração entre os entes federados e fortalecimento das estruturas locais. O preconceito institucional contra as Guardas Municipais é um obstáculo político e ideológico que precisa ser superado, sob pena de perpetuar um modelo ultrapassado, concentrador, ineficiente e extremamente caro para a sociedade e para os agentes de segurança pública, uma vez que o atual modelo tem uma tendência a privilegiar apenas os oficiais, mantendo um sistema de mizerabilidade institucional para quem atua na ponta.

O papel constitucional dos municípios na segurança pública

O modelo federativo brasileiro consagra a autonomia dos municípios como entes federados plenos, com competências próprias, receitas e deveres.
Negar aos municípios o direito de organizar e estruturar suas forças de segurança é negar a própria essência do Estado Democrático de Direito e da organização político-administrativa do nosso país.

As Guardas Municipais não são milícias, nem apêndices de poder político local. São instituições públicas formais, submetidas à lei, à Constituição e ao controle social. Reconhê-las como polícias municipais — como propõe a PEC da Segurança Pública — é apenas reconhecer juridicamente o que, na prática, já ocorre no país em mais de 1.400 cidades: os municípios têm papel indispensável na prevenção, proteção e manutenção da ordem pública.

O desafio da verdade institucional

A democracia exige responsabilidade no discurso e respeito às instituições.
A fala do Deputado Capitão Augusto, ao generalizar e estigmatizar os prefeitos e as Guardas Municipais, fragiliza o debate público e contribui para a desinformação social e para o caos nas cidades.

O Brasil precisa de uma reforma constitucional que fortaleça a segurança pública como um direito social, reconhecendo o protagonismo dos municípios e valorizando os profissionais que, com poucos recursos, arriscam suas vidas diariamente em defesa da população.

A PEC da Segurança Pública (PEC 18/2025) representa essa oportunidade histórica — de corrigir uma omissão legislativa que perdura mais de 37 anos, fortalecer o pacto federativo e consolidar um novo paradigma de segurança cidadã.

O Parlamento deve escolher: ou permanece cativo do medo e da retórica corporativa, ou assume o compromisso republicano com o povo brasileiro e com os municípios que constroem, na prática, a verdadeira segurança pública do país.

Link da audiência pública realizada dia 02 de dezembro de 2025:


Reinaldo Monteiro, GCM de Barueri-SP, Presidente da AGM BRASIL, Bacharel em Direito com especialização em Direito Constitucional e Administrativo, Consultor em Segurança Pública, Palestrante e ex-Diretor da Secretaria Nacional de Direitos Humanos.


Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Hora de São Paulo.

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Happy
Happy
100 %
Sad
Sad
0 %
Excited
Excited
0 %
Sleepy
Sleepy
0 %
Angry
Angry
0 %
Surprise
Surprise
0 %

Chatgpt Personal Shopper e o impacto na comunicação das empresas – por Adriana Vasconcellos

0 0
Read Time:2 Minute, 43 Second

A OpenAI apresentou o chatgpt personal shopper em plena semana de Black Friday, um período em que o comportamento de consumo fica ainda mais acelerado. O lançamento chega no momento certo, já que transforma a maneira como as pessoas buscam, comparam e escolhem o que comprar. A ferramenta atua como um assistente capaz de entender preferências, analisar alternativas e oferecer recomendações personalizadas. Ela encurta caminhos, facilita decisões e cria uma jornada mais direta, algo que antes exigia tempo, comparação manual e navegação por diferentes canais.

Para o marketing e a assessoria de imprensa, essa tecnologia vai além de uma novidade. Ela reforça o movimento que tenho destacado nas últimas semanas sobre a importância de uma comunicação integrada e sobre as mudanças no comportamento do público. As pessoas buscam respostas rápidas, orientação confiável e experiências personalizadas. Quando um consumidor interage com uma IA que compreende suas necessidades, ele passa a esperar o mesmo padrão de clareza, objetividade e relevância das marcas.

Empresas e profissionais que não se adaptarem a essa nova lógica tendem a perder espaço. A comunicação precisa ser mais estratégica, integrada e orientada por dados. Conteúdos vagos deixam de funcionar, porque a IA aprende a identificar o que é relevante de verdade para cada pessoa. Isso significa que marcas terão de investir em informações consistentes, claras e facilmente interpretáveis pelos algoritmos. A reputação digital passa a depender tanto da percepção humana quanto da forma como as máquinas compreendem e classificam esse conteúdo.

A assessoria de imprensa também entra em uma nova fase. Releases, artigos e posicionamentos agora precisam dialogar com dois públicos: pessoas e sistemas inteligentes. Quanto mais a empresa aparece em veículos confiáveis, mais material de qualidade a IA tem para analisar e usar como referência. Essa construção fortalece a autoridade, aumenta a presença digital e melhora a compreensão da marca em buscas conversacionais.

No marketing, a mudança é ainda mais evidente. As empresas precisarão trabalhar com estratégias contínuas de conteúdo, SEO, anúncios, redes sociais e otimização de funis, criando um ecossistema completo para que a IA tenha material suficiente para recomendar seus produtos e serviços. Se o chatgpt personal shopper indica soluções com base na relevância e na confiabilidade, cada ponto de contato vira uma oportunidade para reforçar presença, reputação e credibilidade.

O resultado é um mercado mais competitivo, em que aparecer não é suficiente. É necessário ser encontrado, compreendido e reconhecido como uma escolha confiável tanto pelo público quanto pelos sistemas de recomendação. Quem percebe essa dinâmica e se movimenta agora conquista vantagem. Para avançar, vale investir no trabalho de um assessor de imprensa qualificado e manter uma produção consistente de conteúdo para as redes sociais e para o blog.


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.


Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Hora de S. Paulo.

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Happy
Happy
0 %
Sad
Sad
0 %
Excited
Excited
0 %
Sleepy
Sleepy
0 %
Angry
Angry
0 %
Surprise
Surprise
0 %

A sobrecarga que ninguém vê e que adoece tantas mulheres – por Dra. Vera Resende

0 0
Read Time:2 Minute, 23 Second

Ao reconhecer que múltiplos fatores contribuem para a deterioração da saúde mental da mulher, percebemos que este não é um tema que possa ficar esquecido em arquivos, retomado apenas ocasionalmente. O bem-estar de uma sociedade depende da saúde integral de seus membros. Trata-se de uma questão de ecologia humana, que envolve equilíbrio emocional e relações saudáveis entre as pessoas.

É fundamental que todos estejam atentos ao problema para que ele seja compreendido em seus vários aspectos e para que os cuidados necessários possam ser discutidos, avaliados e transformados em responsabilidade coletiva. Somente assim políticas públicas efetivas poderão ser construídas.

Entre os fatores mais citados como responsáveis pela quebra do equilíbrio emocional feminino, destaca-se um ponto crítico que exige mudanças profundas na mentalidade da sociedade como um todo: a sobrecarga de tarefas que recai sobre as mulheres. Essa sobrecarga se mantém na forma como se concebe a família e, por consequência, na visão sobre os papéis de homens e mulheres, historicamente definidos.

Apesar de já ser possível perceber mudanças nas relações conjugais, com casais que dividem tarefas domésticas e responsabilidades com os filhos, ainda persiste grande volume de demandas dirigidas à mulher. Essas cobranças são impulsionadas por expectativas sociais sobre o papel feminino, expectativas que continuam vivas no imaginário coletivo. O quadro se agrava porque muitas mulheres, mesmo sem intenção, também reforçam esse imaginário.

Como isso acontece?

Mulheres em posições de liderança podem, por vezes, esquecer o quanto é difícil conciliar trabalho e responsabilidades domésticas. Não é incomum ouvir queixas de falta de empatia ou apoio quando mulheres respondem a outras mulheres em ambientes profissionais. Sendo um problema social, seria desejável que aquelas que ocupam postos de comando contribuíssem para repensar modelos de trabalho e apoiar iniciativas como estruturas adequadas de acolhimento infantil.

Além disso, ainda é frequente que mulheres critiquem outras mulheres que trabalham fora, como se o exercício profissional representasse abandono dos filhos. O zelo excessivo pela manutenção da casa costuma ser mais cobrado por amigas e parentes do que por outras pessoas. O mesmo ocorre com expectativas relacionadas à aparência. Essas exigências acabam sendo internalizadas, levando muitas mulheres a se autocriticarem e se exigirem perfeição e disponibilidade em todas as áreas da vida.


Dra. Vera Resende – Psicóloga clínica (CRP 06-2353), mestre e doutora em Psicologia Clínica pela PUC-SP. Com sólida trajetória acadêmica, foi professora e supervisora de estágio clínico na Unesp, ministrou aulas na pós-graduação, orientou teses, integrou grupos de pesquisa e coordenou cursos de especialização e extensão. Atuou no Instituto Sedes Sapientiae, participando de seminários e publicações na área de psicanálise da criança. Atualmente, mantém consultório próprio, oferecendo atendimentos, supervisão clínica e aperfeiçoamento para psicólogos iniciantes.


Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Hora de S. Paulo.

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Happy
Happy
0 %
Sad
Sad
0 %
Excited
Excited
0 %
Sleepy
Sleepy
0 %
Angry
Angry
0 %
Surprise
Surprise
0 %

60+ Viva a Vida! – por Celso Tracco

1 1
Read Time:3 Minute, 4 Second

A sociedade brasileira está vivenciando uma boa e silenciosa revolução cultural, a quebra do paradigma que após os 60 anos a vida produtiva acabou. Segundo os últimos dados disponíveis mais de 8 milhões de cidadãos e cidadãs brasileiras com mais de 60 anos, estão no mercado de trabalho formal. Ou seja, exercem uma atividade sistemática e remunerada. Lembro que há alguns anos, tinha-se a convicção que havia pouquíssima chance de uma pessoa empregar-se após os 60 anos. A enorme maioria das ofertas de emprego, na descrição das qualidades requeridas para a vaga, deixava muito claro a restrição de idade. Hoje, pode-se dizer que é o contrário. Inúmeras empresas financeiras, industriais e comerciais, de vários setores da economia fazem questão de não restringir a idade do candidato à vaga, ou até, para certos trabalhos, dão preferência para os 60+, a geração ativa e “prateada”. Com o natural envelhecimento da população, a tendência é de que cada vez mais pessoas na faixa dos 60+ busquem uma colocação no mercado de trabalho, prolongando sua vida ativa e trazendo enormes benefícios para a sociedade como um todo, como veremos a seguir.

  • Ajuda a retardar o colapso do sistema previdenciário, mantendo o trabalhador ativo por mais tempo, oferecendo uma grande contribuição para as empresas em função de sua experiencia e excelência de trabalho.
  • Para os idosos que estão no mercado de trabalho, faz com que se mantenham atualizados com novas tendências profissionais; se interessem pelas novas tecnologias digitais, aumentem sua rede de contatos; desenvolvam novas habilidades; sirvam de exemplo e estímulo para outros. Não se trata “apenas” de ganhar dinheiro, que continua muito importante principalmente em um país política e economicamente instável, como o Brasil, mas proporciona à quem já cuidou durante a sua vida de muitas pessoas, possa se dedicar mais tempo a si próprio. Isso aumenta a autoestima, a dignidade e sem dúvida, contribui para uma saudável saúde mental.  
  • As empresas que adotam uma política efetiva de contratar colaboradores 60+, também nada tem a reclamar, ou seja, estão ganhando com isso. Os idosos agregam, além de suas competências técnicas, outras competências emocionais, cada vez mais importante atualmente, tais como: estabilidade, comprometimento, relacionamentos interpessoais, sabedoria em situações mais complexas, e podem acrescentar diversidade de pensamento, resultantes de sua experiência de vida.

Enfim, a sociedade brasileira, a exemplo do que já acontece com vários países mais avançados que o nosso, está aprendendo que os idosos, não são necessariamente um estorvo, um peso, um custo para seus familiares, e podem ser, com sua experiencia acumulada uma fonte de lucro para si, sua família, e seu local de trabalho. É certo que nem tudo são flores, ainda há preconceito contra os idosos, o chamado etarismo, mas tal qual outras minorias, quem quer faz acontecer. Afinal quem já venceu tantas dificuldades, situações adversas, não irá esmorecer, por estupidez preconceituosa. Vai à luta e vence!

Desenvolver em nós a arte de mudar para melhor é a maneira mais eficiente de trabalhar para um amanhã mais enriquecedor do que o hoje. A geração dos 60+ comprova na prática, que o importante na vida é o que se busca, e não o que se tem. Aproveite seu dia.


Celso Tracco é economista, mestre em Teologia Sistemática, escritor, consultor e palestrante (www.celsotracco.com.br). Com ampla experiência como executivo em empresas nacionais e internacionais, é especialista em marketing, vendas e comportamento humano. Atuou como professor universitário e tem três livros publicados. Em sua coluna, abordará temas como política, economia e sociedade.


*Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal.

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Happy
Happy
0 %
Sad
Sad
0 %
Excited
Excited
0 %
Sleepy
Sleepy
0 %
Angry
Angry
0 %
Surprise
Surprise
0 %

O papel das Guardas Municipais – por Ramon Soares

0 0
Read Time:4 Minute, 15 Second

A Guarda Municipal é uma instituição fundamental para a segurança pública nos municípios, com atribuições claras e específicas, e desempenha papel crucial na manutenção da ordem e da segurança, sendo a base do Sistema Único de Segurança Pública.

O romantismo que nos envolve na infância em torno da figura da polícia e do ladrão — como nas histórias em quadrinhos dos Irmãos Metralha cede espaço, com o tempo, a uma compreensão mais madura da estrutura estatal. Aquela visão infantil dá lugar ao entendimento do que é legal dentro de um Estado Democrático de Direito, com suas normas e deveres.

Para quem vive em países que possuem uma única polícia, geralmente de ciclo completo, comunitária, preventiva, científica e judiciária , o papel da instituição policial é facilmente compreendido.

Para nós, brasileiros, porém, torna-se difícil entender as funções de cada polícia prevista na Constituição Federal, e mais ainda suas repartições e departamentos. Somam-se a isso instituições que sequer estão previstas constitucionalmente, criando um verdadeiro nó na cabeça da população.

Entre todas, a Polícia Militar tornou-se a mais popular e presente em todo o território nacional. Naturalmente, está gravada no inconsciente coletivo como a polícia de acesso imediato, sobretudo por causa do número de emergência (190).

Nesse cenário, as Guardas Municipais surgiram timidamente após a promulgação da Constituição Federal, com um caráter de mera zeladoria, a chamada “vigilância patrimonial”, ou seja, o cuidado exclusivo com o patrimônio municipal. Essa narrativa foi “plantada” no imaginário social.

Da mesma forma, consolidou-se a ideia de que os estados seriam os únicos responsáveis pela segurança pública, por meio de suas polícias civil e militar.

Entretanto, os estados se mostraram incapazes de manter efetivos suficientes nas polícias civil, científica e militar. Como consequência, convivemos com uma prevenção quase inexistente, repressão violenta e investigações de homicídios extremamente deficitárias.

Diante dessa deficiência e da edição do Estatuto Geral das Guardas Municipais (Lei 13.022/2014), essas instituições cresceram 35,7% na última década (Fonte: Fórum Brasileiro de Segurança Pública), revelando um novo comportamento dos prefeitos que passaram a atuar como aliados quando na situação, e críticos quando na oposição aos governos estaduais.

Nesse contexto, as Guardas Municipais assumiram a função da segurança pública primária: a Segurança Pública Básica dos municípios. Embora essa atribuição não tenha sido amplamente divulgada, ela já estava prevista no art. 144, § 8º da Constituição Federal:

“Os Municípios poderão constituir guardas municipais destinadas à proteção de seus bens, serviços e instalações, conforme dispuser a lei”.

Com esse papel, as guardas municipais passaram a restabelecer a paz social em inúmeras cidades, suprindo uma lacuna que os estados não conseguiam preencher. A cada ano, essa tarefa se torna mais complexa.

O Estatuto Geral das Guardas Municipais detalhou e ampliou as competências antes previstas na Constituição, oferecendo aos municípios a possibilidade de se dedicarem, de fato, à proteção de suas populações por meio do policiamento preventivo, um dos 18 princípios e competências definidos pela legislação.

A singularidade da Guarda Municipal está em suas atribuições: essencialmente preventivas. Essa característica gera, de maneira gradual, maior legitimidade e reconhecimento por parte da população, especialmente daqueles que desejam um novo modelo de polícia.

Para compreender o verdadeiro papel das Guardas Municipais, podemos recorrer a uma analogia com a saúde e a educação. Nessas áreas, cabe ao município o atendimento primário — a “saúde básica” e a “educação básica” — previstas nos artigos 196 e 205 da Constituição. Nada mais coerente que, na segurança pública, ocorra o mesmo, conforme estabelece o caput do art. 144:

“A segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos…”

A Lei 13.022/14 define como princípios mínimos de atuação das Guardas Municipais a proteção dos direitos humanos fundamentais, o exercício da cidadania e das liberdades públicas; a preservação da vida; a redução do sofrimento; a diminuição das perdas; e o patrulhamento preventivo.

Entre suas competências específicas sempre respeitando as atribuições federais e estaduais, estão: zelar pelos bens, equipamentos e prédios públicos; atuar de forma preventiva e permanente em todo o território municipal; proteger sistemicamente a população que utiliza bens, serviços e instalações municipais; e exercer competências de trânsito quando autorizadas pelo Código de Trânsito Brasileiro ou mediante convênio com órgãos estaduais ou municipais.

As Guardas Municipais já são realidade em mais de 1.400 cidades e não há mais possibilidade de retrocesso. Com raras exceções, prestam um serviço indispensável às populações mais vulneráveis. Os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário têm dado sinais de ampliação de suas atribuições.

Em síntese, a Guarda Municipal é uma instituição essencial para a segurança pública municipal. Com funções claras e específicas, exerce papel crucial na manutenção da ordem e da proteção social, consolidando-se como base do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP).


Ramon Soares é Guarda Municipal em Barueri, bacharel em Direito pela UNIFIEO e vice-presidente da AGM Brasil. Palestrante e instrutor, coautor do projeto “Segurança Pública Básica” e possui certificado internacional em Segurança Escolar, obtido em Indianápolis (EUA).


*Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Hora de São Paulo.

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Happy
Happy
0 %
Sad
Sad
0 %
Excited
Excited
100 %
Sleepy
Sleepy
0 %
Angry
Angry
0 %
Surprise
Surprise
0 %

Só acho que a “Black Friday” deveria mudar de nome – por Tom Moisés

0 0
Read Time:1 Minute, 54 Second

Esse texto é para reflexão. Semana passada o Brasil celebrou o “Dia da Consciência Negra”. Foi feriado, para marcar e homenagear a história, luta e resistência da população negra no país. A data chama atenção para conscientização acerca do racismo e da desigualdade social.

Felizmente, ao longo dos anos, expressões racistas estão caindo em desuso e, graças a Deus, desaparecendo dos textos e vocabulários. Hoje em dia não se admite mais dizer ou ouvir coisas do tipo: “a coisa está preta”, “denegrir”, “ovelha negra”, “lista negra”, “serviço de preto”, “criado mudo”. Pelo amor de Deus, nunca diga ou escreva isso, a menos que seja para advertir ou orientar as pessoas a respeito. Todas essas expressões são deselegantes, inconvenientes e racistas; em alguns casos podem até ser consideradas como crime. Em Joinville, SC, a Câmara de Vereadores trocou as etiquetas nas garrafas de café após reclamações de um munícipe que viu racismo nas expressões “preto amargo” e “preto doce” que indicavam café puro e com açúcar. A sociedade está mudando.

Aí para divulgar uma data que marca a temporada de compras para o natal, com um movimento intenso de consumidores, chamam a data de “Black Friday” que traduzindo para o português significa “sexta-feira negra”. No passado, a palavra “negra” foi muito utilizada, incorretamente, para demonstrar coisas negativas. Segundo pesquisas, policiais americanos começaram a usar a expressão “Black Friday” para descrever o alvoroço de gente, tumulto, trânsito caótico, ruas lotadas e confusão geral causadas pelo grande volume de pessoas, carros e compras, com uma conotação bastante negativa.

Talvez a “Black Friday” pudesse ser chamada de “Green Friday” dando sinal verde para as compras. Ou de “Red Friday” advertindo os consumidores a terem cautela e não ficarem no vermelho. Independente do nome, até que surgem boas promoções. Eu pretendo aproveitar a data para comprar uma TV nova, já visando a Copa do Mundo do ano que vem. Embora quem tem criança em casa sabe que a gente nunca consegue assistir nada, pois as crianças têm preferência, cabendo aos pais decidirem os conteúdos, priorizando os educativos e de lazer. Enfim, vamos às compras?

ÚLTIMAS NOTÍCIAS


*Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal.

Happy
Happy
0 %
Sad
Sad
0 %
Excited
Excited
0 %
Sleepy
Sleepy
0 %
Angry
Angry
0 %
Surprise
Surprise
0 %

O papel da assessoria de imprensa no novo ecossistema da comunicação integrada – por Adriana Vasconcellos

0 0
Read Time:3 Minute, 23 Second

A chegada da TV 3.0 inaugura um capítulo decisivo para o mercado da comunicação. A televisão deixa de ser apenas uma plataforma de transmissão para se tornar um ambiente interativo, conectado e guiado por dados. O público passa a escolher ângulos de câmera, participar de enquetes, acessar conteúdos complementares e até comprar pela própria tela. Essa transformação aproxima TV e internet e cria um cenário em que credibilidade, engajamento e mensuração passam a caminhar juntos.

Esse movimento altera profundamente o papel de marcas, agências e profissionais de comunicação. Não se trata apenas de uma inovação tecnológica, mas de uma nova lógica de relacionamento com o público, em que a união entre assessoria de imprensa, marketing digital e produção de conteúdo se torna indispensável. A TV 3.0 consolida um ecossistema integrado, no qual cada área contribui para fortalecer a presença das marcas e gerar resultados reais.

A credibilidade construída pelos veículos tradicionais ganha ainda mais relevância quando combinada com a precisão das métricas digitais. Pela primeira vez, será possível medir com clareza o impacto de uma reportagem, entrevista ou ação institucional de TV, observando em tempo real como a audiência reage e se engaja. Essa leitura permite ajustar mensagens, narrativas e campanhas com o mesmo nível de detalhamento já comum nas redes sociais.

Nesse contexto, a assessoria de imprensa assume papel estratégico. Ela garante que as marcas apareçam nas pautas certas, sejam reconhecidas como fontes confiáveis e mantenham coerência no discurso institucional. Ao mesmo tempo, o marketing digital interpreta dados, analisa comportamentos e transforma visibilidade editorial em engajamento e conversão. A produção de conteúdo conecta as duas frentes, criando histórias relevantes que circulam entre TV, redes sociais, blogs, newsletters, podcasts e qualquer outro canal de contato com o público.

Separadas, essas áreas têm impacto limitado. Integradas, constroem uma narrativa sólida que fortalece reputação, amplia alcance e gera resultados mensuráveis. A TV 3.0 reforça essa necessidade de integração. Ela oferece métricas detalhadas sobre o comportamento da audiência e permite que a comunicação seja ajustada com precisão. Isso exige equipes capazes de unir dados, narrativa e estratégia em torno de um propósito comum.

A personalização de conteúdo também cria oportunidades para jornalistas, produtores e criadores independentes. As marcas precisarão de profissionais que dominem storytelling, análise de dados e gestão de reputação. A demanda por conteúdo qualificado, exclusivo e alinhado ao perfil do público cresce, abrindo espaço para novas formas de atuação dentro desse ecossistema.

Essa evolução tecnológica exige ainda mais responsabilidade. A coleta de dados em tempo real traz desafios relacionados à transparência, à segurança e ao uso ético das informações. A credibilidade editorial e a consistência narrativa tornam-se ativos fundamentais em um ambiente em que o público está mais informado e mais exigente.

A TV 3.0 revela que o futuro da comunicação não está em escolher entre imprensa, conteúdo ou publicidade. Está em integrar tudo isso de forma estratégica. A credibilidade jornalística sustenta a reputação. O conteúdo transforma visibilidade em relacionamento. O marketing analítico converte essa relação em resultados. Juntos, esses pilares constroem marcas fortes, lembradas e conectadas com o que realmente importa.

Empresas que entenderem essa nova lógica sairão na frente. Serão reconhecidas não apenas por suas ofertas, mas pela relevância das histórias que contam, pela confiança que geram e pela capacidade de ocupar espaços estratégicos em um mercado cada vez mais orientado por dados e experiências. O futuro da comunicação é integrado, colaborativo e guiado por propósito. E a assessoria de imprensa está no centro dessa transformação.


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.


Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal.

ÚLTIMAS NOTÍCIAS


Happy
Happy
0 %
Sad
Sad
0 %
Excited
Excited
0 %
Sleepy
Sleepy
0 %
Angry
Angry
0 %
Surprise
Surprise
0 %
1 5 6 7 8 9 18
error: