Humildade! Por onde andas? – por Celso Tracco

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Estamos vivendo em uma sociedade caótica. Somos diariamente expostos a fatos e notícias onde a ética, moral, respeito mútuo, compaixão, solidariedade, inclusão, entre outras virtudes sociais, não fazem parte do conteúdo noticiado. Ademais, as perspectivas futuras, não são nada animadoras. Será que estamos em um caminho sem volta, rumo ao caos? Prefiro pensar de um modo, digamos, mais otimista, afinal a humanidade já passou por muitos períodos turbulentos e conseguiu superá-los. Toda e qualquer anormalidade social, envolve todos os indivíduos pertencentes a essa sociedade. Portanto, penso ser muito importante termos consciência que se há um problema, somos parte deste problema e civilizadamente, devemos ser parte da solução.

Iniciando nossa reflexão, julgo ser importante desenvolvermos para a nossa vida cotidiana, uma virtude muito difícil de se encontrar hoje em dia: a humildade. Desde logo deixo claro que ser humilde, não significa ser uma pessoa passiva, inerte, contemplativa, alienada do mundo e de suas contradições. Pelo contrário, a humildade deve ser uma característica de uma pessoa ativa, participante e envolvida com sua comunidade. Ter atitude humilde e coerente, não é fácil, primeiro requer uma profunda reflexão interna sobre nós mesmos. A humildade é uma atitude que deve vir de dentro de nós. Coração, mente e espírito em comunhão. Não é apenas racional ou emocional, é algo maior com uma ampla dose de espiritualidade. A humildade não deve ser ocasional, mas um modo de vida. Uma atitude consciente e coerente com o nosso viver. Requer muita energia interna, muita reflexão e muita força de vontade. Parece desanimador? Sim, não é fácil, mas os ganhos podem ser incalculáveis. Paz e serenidade com você mesmo, não tem preço.

Reconhecer que somos seres humanos iguais a qualquer outro, nem melhores, nem piores, é um gesto de coragem e nobreza. Tendemos a pensar que quem não tem a nossa cor da pele, nossa confissão religiosa, nosso grau de instrução, nossa opção sexual, nossa ideologia, não está do “lado certo da história”. Ser humilde é construir “pontes” e não “muros”. É tratar, no dia a dia, qualquer ser humano de qualquer etnia, sexo ou idade, com a mesma dignidade e atenção que gostaríamos de sermos tratados. Ser humilde é respeitar, por princípio, a individualidade de cada pessoa humana.

Exercer a humildade, também é uma chave para aumentar nosso conhecimento. A ativa comunicação com os demais, desde que livre de preconceitos e de parâmetros pré-estabelecidos, nos leva a enxergar uma realidade com outros olhos. E surpresa! Esse novo olhar pode ser mais adequado que o anterior. Para novos conhecimentos é preciso ter o pensamento aberto para recebê-los. Caso já saiba de tudo, não preciso aprender mais nada e fecho a possibilidade de um possível crescimento intelectual.

Quem pratica a humildade tende a ver o mundo com muito mais amor, compaixão, sobriedade, equilíbrio, equidade, dando e recebendo dignidade no contato com outras pessoas. Agir com humildade torna a convivência, muito mais humanizada, equilibrada e pacífica. Não somos melhores que ninguém, evidente que somos diferentes, que pensamos diferente, que vivemos de modo diferente, mas isso não significa que não possamos conviver com o diferente de maneira cordial e convergente. A atitude humilde pode nos afastar da barbárie que a sociedade atual, parece querer nos impor. Amigo leitor, amiga leitora aproveite seu dia.


Celso Tracco é economista, mestre em Teologia Sistemática, escritor, consultor e palestrante. Com ampla experiência como executivo em empresas nacionais e internacionais, é especialista em marketing, vendas e comportamento humano. Atuou como professor universitário e tem três livros publicados. Em sua coluna, abordará temas como política, economia e sociedade.


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A embriaguez ao volante e a omissão dos municípios – por Ramon Soares

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Em 2021, um ano após o auge da pandemia, o Brasil registrou quase 11 mil óbitos e 76 mil hospitalizações em decorrência de acidentes de trânsito provocados pelo consumo de álcool. Somente nos anos de 2023 e 2024, a combinação entre álcool e direção causou a morte de mais de 2.400 pessoas no país, segundo dados do Jornal da USP.

A embriaguez ao volante, crime previsto no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), ocorre quando alguém conduz um veículo sob a influência de álcool ou de substâncias psicoativas que alterem a capacidade psicomotora. As penalidades incluem detenção de seis meses a três anos, multa e suspensão do direito de dirigir por 12 meses. Trata-se de um crime de perigo abstrato, ou seja, não exige a comprovação de um dano concreto para sua caracterização.

Mais recentemente, no último dia 17, uma menina de 11 anos morreu após ser atropelada por uma caminhonete cujo condutor, embriagado, fugiu do local. Ele foi preso pouco depois pela polícia, no município de Itaquaquecetuba (SP).

As estatísticas relacionadas a esse tipo de ocorrência, no entanto, não são em sua maioria confiáveis, já que muitos acidentes não são registrados quando não há vítimas fatais. Isso se deve, principalmente, à falta de estrutura policial e de delegacias para o registro de ocorrências em diversos municípios do país.

No que diz respeito aos municípios, estes têm competência legal para atuar na fiscalização e na educação com foco na prevenção de mortes no trânsito — especialmente envolvendo motoristas embriagados. A prevenção, afinal, é sempre a melhor medida.

Segundo a Constituição Federal, compete aos municípios organizar e prestar, direta ou indiretamente, os serviços públicos de interesse local. Entre esses serviços está o trânsito. Ao integrar o Sistema Nacional de Trânsito, o município assume a responsabilidade pela gestão do tráfego local, incluindo planejamento, fiscalização e educação — o que, na prática, infelizmente nem sempre ocorre.

Com a vigência da Lei nº 14.599/2023, os municípios passaram a ter a obrigação de fiscalizar, por meio de suas instituições (como agentes de trânsito e guardas municipais), a condução de veículos por motoristas embriagados. São esses motoristas os responsáveis por verdadeiras tragédias familiares, como no caso da menina de 11 anos — entre tantos outros que se repetem ano após ano.

O SUSP – Sistema Único de Segurança Pública – foi instituído em 2018 por meio da Lei nº 13.675. De acordo com o próprio SUSP, os municípios são considerados entes estratégicos na área da segurança pública, ou seja, são responsáveis por definir estratégias dentro do âmbito de suas competências.

As Guardas Municipais e os Departamentos de Trânsito, por sua vez, são classificados pelo SUSP como órgãos operacionais. Vale lembrar que a Constituição Federal estabelece a segurança como um direito fundamental e social do cidadão, atribuindo aos municípios a responsabilidade pela prevenção primária em tudo aquilo que envolve o interesse local.

Diante disso, surge um questionamento: por que os municípios ainda não atuam de forma efetiva na segurança do trânsito, visando à redução de danos, mortes e crimes em geral? Por que essa inércia? Já passou da hora de os municípios assumirem, de fato, o papel que lhes foi conferido pela Constituição Federal.

É imprescindível que a fiscalização e a educação no trânsito sejam priorizadas pelos municípios, sobretudo no que diz respeito à embriaguez ao volante — um comportamento ainda comum e, de certa forma, aceito socialmente enquanto não provoca mortes de inocentes.

Na realidade, porém, a situação é outra, como se pode observar:

  • Não somos surpreendidos, enquanto motoristas, por operações, bloqueios ou blitzes policiais com o objetivo de prevenção ou repressão, promovidas por policiais ou agentes de trânsito munidos de talonários de multa e bafômetros;
  • Não vemos campanhas educativas em bares, baladas e estabelecimentos noturnos;
  • O tema raramente é abordado nas escolas, mesmo entre adolescentes prestes a se tornarem adultos e potenciais motoristas;
  • O assunto é praticamente inexistente em espaços culturais como teatros, cinemas, shows públicos ou privados.

Os gestores de Segurança Pública e Trânsito dos municípios devem — e esse é o verbo correto — se empenhar de forma ativa na fiscalização do trânsito, sem esperar que ocorram tragédias para, só então, agir.


Ramon Soares é Guarda Municipal em Barueri, bacharel em Direito pela UNIFIEO e vice-presidente da AGM Brasil. Palestrante e instrutor, coautor do projeto “Segurança Pública Básica” e possui certificado internacional em Segurança Escolar, obtido em Indianápolis (EUA).


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Sua marca pessoal fala por você antes mesmo que você diga qualquer coisa – por Adriana Vasconcellos

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Você sabia que 55% da primeira impressão que causamos nas pessoas se baseia na nossa aparência, 38% no tom de voz e apenas 7% no conteúdo do que falamos? Esse dado, muitas vezes subestimado, revela uma verdade poderosa: sua imagem comunica antes mesmo de você abrir a boca.

Mais do que aparência física, marca pessoal é o conjunto daquilo que você é, demonstra e transmite. É o reflexo direto da sua identidade, seus valores, sua postura e da forma como você se relaciona com o mundo. Ter um brand pessoal bem definido é essencial, não apenas para quem ocupa cargos de liderança ou atua como influenciador, mas para qualquer profissional que queira crescer com autenticidade, consistência e reputação.

A primeira impressão: rápida, emocional e duradoura

Estudos apontam que levamos cerca de 10 segundos para formar uma impressão sobre alguém. Isso inclui não só aparência, mas comportamento, tom de voz, expressões faciais e postura. O que você transmite nos seus primeiros instantes de contato pode abrir (ou fechar) portas sem que você perceba.

Em um mundo hiperconectado e visual, sua marca pessoal é seu maior ativo. Ela influencia diretamente:

  • Sua credibilidade e capacidade de gerar confiança;
  • A força e a qualidade do seu networking e dos seus relacionamentos profissionais;
  • Sua valorização no mercado e a percepção do seu diferencial competitivo;
  • A efetividade da sua comunicação e clareza da sua mensagem;
  • E, não menos importante, sua autoestima e bem-estar.

Hoje, não há separação entre o mundo físico e o digital. O modo como você se apresenta no LinkedIn, Instagram, WhatsApp, em reuniões presenciais ou num simples café com colegas compõe sua narrativa pessoal e profissional. Tudo está interligado. Se você deseja crescer na carreira, atrair oportunidades de negócios, ser lembrado por aquilo que faz de melhor e se destacar de forma ética e verdadeira, precisa investir em construir e cuidar da sua marca pessoal.

E isso começa com algumas perguntas simples, mas fundamentais:

  • Quem é você?
  • Quais são os seus valores inegociáveis?
  • Que tipo de impressão você deseja causar?
  • Como deseja ser lembrado?

O poder da marca pessoal nas mídias sociais e fora delas também

As redes sociais são, sem dúvida, os maiores palcos para a construção e fortalecimento de uma marca pessoal. Seja no LinkedIn, Instagram, TikTok ou outras plataformas, elas permitem que você seja visto, ouvido e lembrado. Mas estar presente não basta. É preciso ter posicionamento, estratégia e consistência.

E, para quem quer dar um passo além, a assessoria de imprensa é uma aliada poderosa nessa jornada de visibilidade e reputação. Enquanto as redes sociais constroem sua imagem por meio de conteúdo próprio, a presença na mídia tradicional agrega autoridade e validação externa. Ser mencionado por jornais, revistas, sites e programas de TV ou rádio fortalece sua credibilidade, amplia seu alcance e ajuda a consolidar sua imagem como referência no que você faz.

A combinação de posicionamento digital com aparições estratégicas na imprensa é o que diferencia perfis comuns de marcas pessoais memoráveis. A seguir, alguns passos essenciais:

  • Defina sua marca pessoal: Antes de qualquer postagem ou aparição, tenha clareza sobre quem você é, seus valores e a mensagem que deseja transmitir.
  • Escolha as plataformas certas: LinkedIn é excelente para posicionamento profissional, enquanto Instagram favorece uma abordagem mais visual e emocional. Conheça seu público e esteja onde ele está.
  • Crie conteúdo de valor: Compartilhe histórias reais, bastidores, aprendizados e temas que estejam alinhados à sua expertise. Isso gera conexão e identificação.
  • Seja consistente: Marcas fortes se constroem com frequência, não com postagens esporádicas. Mantenha ritmo, coerência e presença contínua.
  • Engaje com sua audiência: Responda, interaja, agradeça. Construir marca pessoal é, antes de tudo, sobre relacionamento.
  • Monitore e cuide da sua reputação: Avalie como está sendo percebido, responda críticas com inteligência e esteja atento a possíveis crises.
  • Invista em assessoria de imprensa: Ser notícia em veículos respeitados reforça sua autoridade de forma orgânica e espontânea. A assessoria ajuda a transformar sua trajetória, ideias e diferenciais em pautas de interesse público, posicionando você como fonte confiável no seu setor. Lembre-se! Quem quer se destacar precisa estar nas redes. Mas também precisa ser reconhecido fora delas. A união entre imagem digital e presença na mídia fortalece sua marca pessoal em todas as direções.

E para empresas? A lógica é a mesma

Assim como pessoas, empresas precisam construir e manter sua marca de forma profissional. Isso passa por identidade visual clara, tom de voz consistente, presença digital bem gerida e imagem institucional alinhada aos seus valores. Quando bem-feita, a comunicação corporativa transmite confiança, qualidade e solidez.

Tenha em mente que ter um brand pessoal bem definido não é vaidade. É visão de futuro. Sua marca pessoal fala por você quando você entra em uma sala. Mas também quando você sai. Ela abre portas, constrói reputação e torna sua trajetória profissional mais coerente, humana e reconhecida. A pergunta que fica é: você está deixando a sua marca ou apenas passando despercebido?


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.


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É conversando que a gente se entende – por Celso Tracco

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Em 17 de julho celebramos o Dia Mundial da Escuta. Uma data que nos convida à reflexão sobre uma característica que mais nos distingue como seres humanos, porém está cada vez mais raro: ouvir atentamente quem nos fala. Diz um antigo ditado popular que temos dois ouvidos e uma boca, deste modo deveríamos ouvir pelo menos o dobro, do que falamos. Mas, isso não acontece na realidade, muito pelo contrário, falamos muito mais do que ouvimos. Num mundo tão barulhento realmente fica difícil ouvir, todos os sons parecem agredir nossos conturbados tímpanos. Além do imenso barulho externo, também convivemos com o “barulho interno”. Vivemos em um mundo cada vez mais dinâmico, agitado, sempre com pressa, não paramos para pensar, queremos estar bem-informados, saber de tudo. Ouvir tornou-se uma tarefa cansativa. O cérebro não descansa nem quando estamos dormindo.

O individualismo é impulsionado pela tecnologia da comunicação. O avanço dos aparelhos moveis, celulares e tablets especificamente, levam, ainda que de modo indireto, ao desenvolvimento do individualismo. É muito comum vermos no transporte coletivo a maioria das pessoas com seus fones de ouvido. Certamente estão “aproveitando” o tempo, ouvindo o que desejam ouvir, mas ao mesmo tempo isso representa, para os demais, que aquela pessoa não está disposta a escutar e dialogar. Corremos o risco, como humanidade de viver em uma bolha do egocentrismo, deixando a boa prática do conviver. Conviver é, necessariamente, a interlocução entre duas ou mais pessoas, falando e ouvindo, no seu devido tempo.

 Sem uma escuta atenta, não posso conhecer o meu próximo, não posso saber o que ele pensa, qual sua opinião sobre determinado assunto, se ele precisa de ajuda. Sem escutar o que o outro está falando, não haverá possibilidade de diálogo. Certamente é muito importante o diálogo, principalmente nos dias de hoje, neste mundo carente de gentilezas, troca de ideias, convergência. Em uma sociedade marcada pela famigerada radicalização de opiniões, apenas o diálogo é a chave para o franco entendimento. Saber ouvir atentamente é fundamental para um diálogo construtivo. Ouvir é mais do que captar sons, ouvir é acolher, é conhecer a outra pessoa. Sem uma escuta atenta, não há compreensão e sem compreensão não há diálogo.   Escutar atentamente é abrir espaço para a existência da outra pessoa. Para que as suas ideias, perspectivas e emoções se manifestem. É dar oportunidade para que a diversidade, se incorpore no nosso dia a dia, e enriqueça nossa vida, modificando nossas atitudes.

Vamos praticar uma boa conversa de pé de ouvido, ao redor de uma mesa, de um café. Falar e ser ouvido, expor ideias, sem se importar com julgamentos preconcebidos. Ouvir atentamente, sem interromper quem está falando, e falar quando for adequado. Sempre buscando uma convergência. Uma conversa acolhedora, aquela que não dá vontade de parar. Num mundo que fala cada vez mais com máquinas, precisamos reaprender a conversar entre nós. Ouvir sem julgamento, com atenção e curiosidade genuína, é próprio da convivência humana.   A escuta atenta é um ato de coragem e generosidade. Que tal praticar esse silêncio ativo e generoso? Quem sabe, por meio dele, podemos reencontrar a nós mesmos, e tornar nossa existência mais compreensiva, inclusiva e dialogante.  Aproveite seu dia.


Celso Tracco é economista, mestre em Teologia Sistemática, escritor, consultor e palestrante. Com ampla experiência como executivo em empresas nacionais e internacionais, é especialista em marketing, vendas e comportamento humano. Atuou como professor universitário e tem três livros publicados. Em sua coluna, abordará temas como política, economia e sociedade.


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Segurança Pública Municipal e Urbanismo Social: Caminhos integrados para a cidadania e prevenção da violência – por Reinaldo Monteiro

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O presente artigo analisa a intersecção entre a segurança pública municipal e o urbanismo social, com enfoque na importância da atuação integrada entre políticas de segurança e estratégias de desenvolvimento urbano voltadas à inclusão social. Considerando o papel constitucional dos municípios e o protagonismo das Guardas Municipais no contexto da Lei 13.022/2014, discute-se como o planejamento urbano pode ser uma ferramenta eficaz de prevenção à violência e promoção da cidadania. O texto propõe ainda uma abordagem sistêmica, preventiva e comunitária para a construção de cidades mais seguras e humanas.

A segurança pública, historicamente vista como responsabilidade exclusiva dos estados e da União, tem passado por uma ressignificação importante, especialmente após o reconhecimento do papel dos municípios na promoção de ambientes seguros e organizados. Em paralelo, o conceito de urbanismo social surge como uma estratégia de transformação urbana focada na inclusão, participação cidadã e melhoria da qualidade de vida em territórios vulneráveis. A articulação entre esses dois campos é essencial para uma política de segurança mais eficiente, preventiva e democrática.

O Papel dos Municípios na Segurança Pública

A Constituição Federal de 1988 atribui aos municípios competências relacionadas à organização do espaço urbano (art. 30) e à proteção dos bens, serviços e instalações públicas (art. 144, §8º), função exercida pelas Guardas Municipais. A Lei 13.022/2014, conhecida como Estatuto Geral das Guardas Municipais, reforça esse protagonismo ao estabelecer que essas instituições devem atuar com base nos princípios da prevenção, proximidade e promoção dos direitos fundamentais.

Nesse contexto, a segurança pública municipal deve ser entendida para além da repressão ao crime, incluindo ações integradas com políticas sociais, educativas, urbanísticas e ambientais.

Urbanismo Social: conceito e aplicação prática

Urbanismo social é uma abordagem de planejamento urbano que coloca as pessoas e suas necessidades no centro da política pública. Inspirado por experiências bem-sucedidas em cidades latino-americanas, como Medellín (Colômbia), o urbanismo social busca revitalizar áreas vulneráveis por meio de obras de infraestrutura, criação de espaços públicos de convivência, equipamentos sociais, mobilidade urbana e políticas de participação popular.

Esse modelo parte do princípio de que o espaço urbano qualificado reduz desigualdades e inibe dinâmicas de violência, promovendo pertencimento e cidadania.

Integração entre Segurança Pública Municipal e Urbanismo Social

A integração entre segurança pública municipal e urbanismo social exige um planejamento territorial estratégico, pautado em diagnósticos locais e participação comunitária. A presença das Guardas Municipais em ações de urbanismo preventivo pode fortalecer vínculos com a comunidade e melhorar a percepção de segurança, especialmente em áreas marcadas pela vulnerabilidade social.

Essa integração pode ocorrer de diversas formas:

  • Implantação de Planos Municipais de Segurança Pública com base em dados urbanos e sociais;
  • Participação das Guardas em projetos de requalificação de espaços públicos;
  • Apoio a programas de mediação de conflitos comunitários;
  • Inserção da segurança cidadã no contexto de políticas urbanas inclusivas.

Desafios e Oportunidades

Entre os desafios, destacam-se a escassez de recursos nos municípios, a ausência de políticas intersetoriais e a resistência cultural à mudança de paradigma em segurança. Por outro lado, há oportunidades claras:

  • Captação de recursos federais via SUSP – Sistema Único de Segurança Pública;
  • Estabelecimento de parcerias público-privadas para projetos de reurbanização;
  • Fortalecimento institucional das Guardas Municipais com base na legislação federal vigente.

Considerações Finais

A construção de cidades mais seguras passa, necessariamente, pela valorização do papel dos municípios na gestão da segurança e pela adoção de políticas urbanas centradas na dignidade humana. O urbanismo social, ao lado da segurança pública cidadã, oferece um caminho viável para combater a violência estrutural de forma preventiva, participativa e sustentável. Cabe aos gestores municipais e aos agentes públicos envolvidos no planejamento urbano e na segurança pública promover essa integração de forma planejada, estratégica e centrada nos direitos fundamentais da população.


Reinaldo Monteiro, GCM de Barueri-SP, Presidente da AGM BRASIL, Bacharel em Direito com especialização em Direito Constitucional e Administrativo, Consultor em Segurança Pública, Palestrante e ex-Diretor da Secretaria Nacional de Direitos Humanos.


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Sua marca está onde o seu cliente está? A importância de um perfil profissional nas redes sociais – por Adriana Vasconcellos

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Se você ainda trata as redes sociais como algo secundário para o seu negócio, é hora de rever suas prioridades. No Brasil, mais de 80% da população está conectada às redes sociais e o país ocupa o 3º lugar no ranking mundial de uso diário dessas plataformas. Os brasileiros passam, em média, 4 horas por dia nas redes — um número que nenhum empresário pode ignorar.

O comportamento do consumidor mudou. Ele descobre, compara, comenta, compartilha e decide pelo celular — muitas vezes antes mesmo de pisar em uma loja ou acessar o site oficial de uma empresa. Nesse novo cenário, ter um perfil profissional nas redes sociais não é mais uma vantagem. É uma necessidade estratégica.

Instagram: sua vitrine está acesa?

O Instagram, é um bom exemplo. Ele, é hoje uma das plataformas mais relevantes no processo de descoberta e decisão de compra. Mais de 70% dos usuários dizem usar a rede para conhecer novos produtos ou marcas. A plataforma é visual, dinâmica e, acima de tudo, emocional — exatamente como o consumo moderno. Mas atenção: não basta estar presente. É preciso estar com propósito, planejamento e consistência. Um perfil desatualizado, com conteúdo desalinhado e sem estratégia prejudica a imagem da marca e transmite amadorismo. Por outro lado, um perfil bem estruturado se torna uma vitrine digital viva, que comunica, engaja e vende.

Costumo dizer que o Instagram pode ser tanto uma Oscar Freire quanto uma 25 de Março — depende de como sua marca se posiciona e de quem ela deseja atrair. Em segmentos como varejo, gastronomia, saúde, beleza, moda e serviços, a rede social é o primeiro ponto de contato com o público. Ali nasce o interesse, ali se constrói a confiança e, muitas vezes, ali começa a jornada de compra.

Recursos como Reels, Stories, Lives e o Instagram Shopping oferecem às marcas ferramentas concretas para gerar visibilidade, conectar-se com seu público e, principalmente, transformar seguidores em clientes e até em Fandoms (comunidades de fãs apaixonados por uma marca, produto, celebridade ou qualquer tipo de conteúdo que compartilham interesses em comum).

Comunicação é investimento, não despesa

Uma presença estratégica nas redes sociais não se improvisa. Exige identidade visual consistente, conteúdo relevante, linguagem adequada e acompanhamento de métricas. Isso significa que sua empresa precisa profissionalizar essa presença, seja com uma equipe interna ou com apoio de uma agência especializada. Um perfil bem gerenciado pode atrair parcerias, fidelizar clientes, melhorar a percepção da marca e impulsionar vendas. Isso sem falar no ganho reputacional — essencial em tempos em que a reputação digital impacta diretamente no valor percebido do seu negócio.

As redes sociais se consolidaram como espaços de decisão, influência e relacionamento. Estar fora delas — ou presente de forma amadora — significa perder visibilidade, oportunidades e espaço no mercado.

A pergunta que todo empresário deve se fazer hoje é simples: sua marca está sendo vista pelo público certo, do jeito certo, no lugar certo?

Se a resposta for não, talvez esteja na hora de acender a luz da sua vitrine digital.


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.


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Redes Sociais – um mundo nebuloso – por Celso Tracco       

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A humanidade sempre buscou pelo conhecimento. Muitas descobertas modificaram o modo de vida da população. Na área da comunicação, por exemplo, a criação da escrita proporcionou a quem sabia ler e escrever um grande destaque dentro da comunidade em que vivia; a invenção da impressão gráfica expandiu a divulgação da informação e do conhecimento, a leitura tornou-se muito mais acessível e abrangente. Tanto saber ler e escrever, como a impressão gráfica, revolucionaram a divulgação do conhecimento, da cultura, da informação, da comunicação. Quem dominava a leitura e tinha acesso aos livros e documentos impressos, se sobressaia perante a sociedade da época.

Hoje, estamos vivendo uma nova era nas comunicações: a era digital, com uma nova linguagem, empoderada pelas redes sociais. Uma das características das redes sociais é o acesso para qualquer pessoa, de qualquer idade, em qualquer lugar do mundo, às informações. Nas redes sociais temos a possibilidade de manifestar livremente nossos pensamentos e opiniões. Bom que assim seja e que assim permaneça. Qualquer restrição à liberdade de expressão, é uma ofensa a nossa dignidade. Porém como qualquer criação humana, a rede social tem seu lado bom e seu lado ruim. Ela traz a velocidade instantânea da comunicação, porém ao mesmo tempo, traz a “verdade” dos chamados influencers, pessoas que possuem milhões de seguidores, e ganham muito dinheiro com isso. Sinais de nosso tempo. No entanto, conhecemos bem o conteúdo da comunicação/ informação que estamos consumindo? Em especial, sabemos e concordamos com o que ou com quem nossas crianças e jovens estão se comunicando?

Exercendo minha liberdade de expressão, gostaria de discutir a necessidade de conhecermos e entendermos plenamente o que estamos lendo, vendo e ouvindo nas redes sociais. Creio que sem um grau de conhecimento adequado desta forma de comunicação, corremos o risco de sermos levados ao engano, ou mesmo entender de modo equivocado determinado assunto. Sem conhecimento e sem discernimento adequado, agimos dentro do “efeito manada”, podemos ser conduzidos por oportunistas, farsantes ou lunáticos. Corremos o risco da alienação social, ser apenas seguidores e não protagonistas de acordo com a nossa forma de pensar. Lembre-se a internet dá poder ao desconhecido.

Algumas desculpas são recorrentes: as escolas são deficientes, o ensino é fraco, a internet deveria ter regras claras, o que está errado deveria ser coibido, e por aí vai. Mesmo que esses argumentos sejam verdadeiros, devemos primeiro rever a nossa parcela de responsabilidade. Quais são nossas prioridades? Como posso adquirir mais conhecimento e o que devo transmitir para meus familiares e amigos? Como eu me comunico? Assumo as minhas responsabilidades?

A família deve influenciar no que seus filhos podem ter acesso nas redes sociais, não apenas a escola. Os responsáveis devem se interessar sempre, não importa a idade, pelas atividades culturais de seus filhos e netos. A cultura do conhecimento começa em casa, e não na escola. A escola por melhor que seja jamais irá substituir o zelo amoroso dos pais pelos seus filhos. Participar da vida de quem você ama é grande ato de amor. Pode ser difícil, trabalhoso, mas a recompensa será enorme

Torne a educação e a cultura do conhecimento uma prioridade alegre e prazerosa para toda a sua vida. Você formará cidadãos e cidadãs conscientes que contribuirão com o crescimento da sociedade.


Celso Tracco é economista, mestre em Teologia Sistemática, escritor, consultor e palestrante. Com ampla experiência como executivo em empresas nacionais e internacionais, é especialista em marketing, vendas e comportamento humano. Atuou como professor universitário e tem três livros publicados. Em sua coluna, abordará temas como política, economia e sociedade.


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A obrigação dos municípios no âmbito da segurança pública – por Ramon Soares

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Periodicamente, os gestores estaduais divulgam à população os principais índices de criminalidade. Cada redução — por menor que seja — é apresentada como um grande feito, promovida com apelo de marketing quase publicitário, como se fosse uma medalha de ouro olímpica.

No primeiro bimestre de 2025, a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo informou uma redução de 25% nos casos de latrocínio (roubo seguido de morte): foram 12 ocorrências em 2024, contra 9 neste ano.

Diante disso, comandantes da Polícia Militar, delegados e o próprio secretário de segurança agem como se esse resultado fosse fruto direto do esforço conjunto das forças de segurança. Em certa medida, isso pode até ter alguma relação, mas não se sustenta como um fato absoluto.

Um exemplo recente que ilustra essa realidade ocorreu em 13 de fevereiro: o ciclista Felisberto Medrado foi assassinado em frente ao Parque do Povo, no Itaim Bibi, sem reagir e sem qualquer gesto brusco. Foi alvejado por criminosos em uma motocicleta — um caso que, infelizmente, está longe de ser isolado. Ocorrências semelhantes se repetem diariamente. Muitas, inclusive, têm sua natureza reclassificada para se ajustar melhor às estatísticas, como bem retratado no filme Tropa de Elite. Ainda assim, cabe ao Estado justificar, perante a população, os “porquês” por trás dos números da criminalidade.

Mas, diante dessa tragédia cotidiana, cabe a pergunta: o que o município pode — e deve — fazer?

É fundamental lembrar aos burocratas que atuam à distância da realidade, confortavelmente instalados em salas com ar-condicionado, que a segurança pública também é responsabilidade dos municípios. E essa responsabilidade está expressamente prevista na Constituição Federal.

A segurança pública figura entre os direitos sociais e fundamentais de todos os brasileiros. Segundo o artigo 30 da Constituição, compete aos municípios legislar sobre assuntos de interesse local e prestar os serviços públicos correspondentes. ORA, SE A SEGURANÇA PÚBLICA NÃO É UMA COMPETÊNCIA EXCLUSIVA DOS ESTADOS, E SENDO ELA CLARAMENTE DE INTERESSE LOCAL, ENTÃO OS MUNICÍPIOS TÊM O DEVER DE OFERECER SUPORTE NESSA ÁREA, CONFORME ESTABELECE A LEI 13.022/14.

Já passou da hora de cada município manter seu próprio banco de dados com o registro de todas as ocorrências, desde o furto de uma galinha até crimes mais graves como o latrocínio. Isso permitiria gerar estatísticas consistentes em todo o país, em vez de contar apenas com dados genéricos e pouco representativos.

Com esse conhecimento, seria possível desenvolver políticas públicas municipais de segurança claras, objetivas e de fácil compreensão pela população — algo que está longe de ser realidade hoje.

Segurança pública se faz, acima de tudo, com presença, ocupação de espaços e estratégias eficazes de prevenção ao crime. E, para elaborar essas estratégias, é indispensável conhecer profundamente a realidade local: entender as demandas específicas de cada região do município e tratar os problemas da população com abordagem integral.

Não podemos continuar a enxergar a segurança pública exclusivamente sob a ótica dos estados. O crime acontece nos municípios, e são eles que, por obrigação constitucional, devem garantir a paz em seus territórios.


Ramon Soares é Guarda Municipal em Barueri, bacharel em Direito pela UNIFIEO e vice-presidente da AGM Brasil. Palestrante e instrutor, coautor do projeto “Segurança Pública Básica” e possui certificado internacional em Segurança Escolar, obtido em Indianápolis (EUA).


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Tornar sua marca, produto ou serviço mais visível exige estratégia, criatividade e ajuda profissional – por Adriana Vasconcellos

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Em um cenário econômico competitivo e com consumidores cada vez mais conectados e exigentes, fazer com que sua marca, produto ou serviço ganhe visibilidade deixou de ser uma tarefa espontânea. Hoje, quem quer se destacar precisa mais do que boas ideias: é preciso investir em comunicação estratégica, construir autoridade e buscar apoio profissional para transformar esforço em resultado. Seja você um pequeno empreendedor, profissional liberal ou gestor de uma grande empresa, um ponto é inegociável: visibilidade gera negócios. E para que ela seja positiva e duradoura, é preciso explorar diferentes frentes de forma integrada. Veja, a seguir, alguns caminhos eficazes para aumentar a sua presença no mercado:

Presença Digital: visibilidade no dia a dia do consumidor

As redes sociais tornaram-se vitrines poderosas para empresas de todos os tamanhos. Estar presente nelas é fundamental, mas estar com estratégia é o que realmente faz diferença.

Invista em anúncios segmentados, crie campanhas promocionais criativas na sua fanpage, participe de eventos virtuais e, sempre que possível, capture os contatos (como e-mails) dos participantes para construir uma base ativa. Envie conteúdos relevantes, promoções e dicas que aproximem o consumidor da sua marca, produto ou serviço. A comunicação digital, quando bem planejada, constrói relacionamento e gera vendas.

O poder do boca a boca – e como provocá-lo

Nada substitui a boa e velha indicação. Mas, ao contrário do que muitos pensam, o “boca a boca” pode – e deve – ser planejado. Crie ações que surpreendam e encantem, como brindes inusitados ou promoções com impacto emocional. Um exemplo simples e eficaz? Distribuir mudas de árvores com descontos para quem plantar. Além de vincular sua marca a uma causa ambiental, você desperta empatia, engajamento e naturalmente faz com que as pessoas falem sobre você.

Eventos: criar ou participar, o importante é estar presente

Eventos são excelentes oportunidades de aproximação com o público. Não é preciso, necessariamente, começar com algo grandioso. Um encontro temático, uma live com especialistas ou uma ação em parceria com outros negócios já é o suficiente para gerar visibilidade.

A dica é pensar nos eventos como pontos de contato reais com pessoas interessadas no que você oferece — e, claro, usá-los para gerar conteúdo e atrair mais público nas redes sociais.

Torne-se um especialista: autoridade gera confiança

As marcas mais fortes são aquelas que se tornam referência no seu segmento. Ensinar algo relevante ao seu público é uma das formas mais eficazes de construir essa autoridade. Se você vende cosméticos naturais, por que não ensinar como montar uma rotina de cuidados com a pele? Se você é um advogado, por que não explicar mudanças simples na legislação que impactam no dia a dia? Esse tipo de conteúdo gera valor real e aproxima sua marca do consumidor.

Para ampliar ainda mais o alcance dessa autoridade, vale investir em assessoria de imprensa, uma das ferramentas mais estratégicas quando o objetivo é construir reputação e consolidar uma imagem de referência em seu segmento. Uma assessoria de imprensa qualificada atua como ponte entre a sua marca e os veículos de comunicação, posicionando você ou sua empresa nas páginas de jornais e revistas, nas pautas de rádio e TV, nos sites de notícias e colunas de opinião. Ao ser citado como fonte confiável por um veículo respeitado, você conquista algo que a publicidade sozinha não consegue: credibilidade espontânea.

Essa presença na mídia tradicional não apenas amplia o alcance da sua mensagem, como também gera um efeito de validação pública — afinal, se você foi notícia, é porque tem relevância. Além disso, uma boa matéria pode ser reaproveitada em outras frentes de comunicação, como redes sociais, e-mail marketing, apresentações institucionais e propostas comerciais, reforçando o valor da sua marca em diferentes contextos. Em um mercado competitivo, essa visibilidade estratégica é muitas vezes o diferencial que coloca você à frente.

Fortaleça suas parcerias

Nenhum negócio cresce sozinho. Buscar parceiros locais ou do seu segmento pode ampliar sua capacidade de divulgação. Pense em ações conjuntas que beneficiem ambos os públicos – como descontos cruzados, sorteios ou eventos co-branded. Um co-branding é a união estratégica de marcas para criar valor, e quando isso acontece em forma de evento, é uma oportunidade concreta de crescimento conjunto. Use e abuse dos canais disponíveis: redes sociais, blogs, e-mail marketing e, novamente, a imprensa. Quando a ação é bem comunicada, o resultado é maior para todos os envolvidos.

Networking: a força das conexões

Relacionamento é uma das moedas mais valiosas no mundo dos negócios. Manter uma rede de contatos ativa e colaborativa abre portas, gera parcerias e aumenta a visibilidade da sua marca de forma orgânica.

Participe de eventos setoriais, converse com outros profissionais, ofereça ajuda, compartilhe informações úteis. O networking é uma via de mão dupla: quanto mais valor você entrega, mais portas se abrem.

Comunicação profissional é investimento, não custo

Se existe um ponto em comum entre todas essas estratégias é a necessidade de planejamento, consistência e ajuda profissional. A comunicação bem-feita não acontece por acaso. Ela exige conhecimento, sensibilidade e visão de longo prazo. Contratar uma assessoria especializada pode ser o passo que faltava para sua empresa crescer de forma sustentável, conquistar novos públicos e se destacar em um mercado cada vez mais ruidoso.

Afinal, se a sua marca é boa, ela merece ser vista — e bem falada.


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.


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Especialista em segurança pública, Ramon Soares integra o time de colunistas do Zero Hora Digital

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O portal Zero Hora Digital acaba de reforçar seu time de colunistas com a chegada de Ramon Soares, que passa a assinar conteúdos quinzenais sobre segurança pública.

Guarda Municipal de Barueri, Ramon possui ampla experiência na área, tendo atuado também como GCM na capital paulista. Ele é vice-presidente da AGM Brasil (Associação de Guardas Municipais) e coautor do projeto nacional “Segurança Pública Básica”, iniciativa que visa fortalecer a atuação das guardas municipais em todo o país.

Bacharel em Direito pela UNIFIEO, Ramon também atua como palestrante sobre Segurança Pública Municipal, instrutor em cursos de formação de Guardas Municipais, com foco em disciplinas jurídicas, e instrutor de armamento e tiro. Em seu currículo, destaca-se ainda o certificado internacional em Segurança Escolar, conquistado durante conferência realizada em Indianápolis, nos Estados Unidos.

Ao lado de Reinaldo Monteiro, presidente da AGM Brasil e também colunista do portal, Ramon trará análises, artigos e reflexões sobre os desafios e avanços da segurança pública em âmbito municipal, estadual e nacional.

As colunas de Ramon Soares poderão ser acompanhadas no Zero Hora Digital a partir deste mês.

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Foto: Divulgação

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