Na semana passada participei de um curso sobre GEO (Otimização para Mecanismos de IA Generativa)* e quero compartilhar com você um pouco do que aprendi. Essa transformação muda não só a forma como as pessoas buscam informações, mas também como as marcas são descobertas e lembradas.
Por mais de vinte anos, o Google foi o centro das atenções. Toda estratégia de marketing digital girava em torno de uma pergunta: como aparecer no topo da busca? Mas em 2025 esse jogo mudou. Hoje, quando alguém quer uma resposta rápida e confiável, muitas vezes não vai mais ao Google, e sim a ferramentas de inteligência artificial como ChatGPT, Gemini, Perplexity ou Copilot.
E aqui está a grande diferença: enquanto o Google mostra uma lista de links, a IA já entrega uma resposta pronta, construída com base em várias fontes. Ou seja: a disputa agora não é só para aparecer na primeira página, mas para estar dentro da resposta. Se sua empresa não aparece, para o consumidor você simplesmente não existe.
É nesse contexto que surge o GEO. Ele não substitui o SEO tradicional (aquele usado para aparecer no Google)*, mas amplia a estratégia. Agora, não basta estar bem ranqueado: é preciso ser reconhecido como referência por essas ferramentas de IA. Para isso, três pontos fazem diferença:
• Autoridade: sua empresa é mencionada em veículos de credibilidade?
• Consistência digital: sua marca está presente de forma coerente em diferentes canais?
• Utilidade real: seu conteúdo é claro, objetivo e realmente ajuda o público?
Aqui entra a força da assessoria de imprensa. Antes, o objetivo era “sair na mídia”. Hoje, a exposição em veículos relevantes também aumenta as chances de a sua empresa ser usada como fonte pelas IAs. Um médico citado em portais de saúde, um advogado ouvido em reportagens jurídicas ou uma empresa mencionada em sites de economia ganham mais espaço como resposta quando alguém faz perguntas sobre esses temas.
No fundo, essa mudança exige que empresas e profissionais deixem de pensar só em tráfego ou posição no ranking. É preciso pensar em presença estratégica: estar citado nas respostas, ser lembrado como referência e acelerar o caminho até o cliente.
Esse novo cenário traz implicações diretas em três áreas:
• Marca e reputação: cada vez que sua empresa é citada por uma IA, sua autoridade cresce.
• Aquisição de clientes: aparecer em mais respostas significa mais pontos de contato com quem procura soluções.
• Vendas: estar presente desde o início até a recomendação final encurta a jornada de compra.
O futuro da busca é híbrido: parte tráfego, parte presença. O ranking no Google continua importante, mas não basta. Quem não for lembrado pelas IAs corre o risco de ficar invisível.
Por isso, o recado é simples: prepare-se agora. Estruture conteúdos que realmente ajudem, construa autoridade para ser citado e invista em assessoria de imprensa como ferramenta estratégica. No novo jogo da atenção, não basta ser encontrado: é preciso ser reconhecido.
Dicionário rápido (para você não se perder nos termos):
• SEO (Search Engine Optimization) – técnicas para melhorar a posição de um site no Google.
• GEO (Generative Engine Optimization) – adaptação do SEO para ferramentas de IA, que passam a entregar respostas prontas em vez de links.
Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.
Você sabia que uma simples queda pode ser muito mais perigosa com o avanço da idade? A explicação está, muitas vezes, na osteoporose, uma doença silenciosa que fragiliza os ossos e aumenta de forma significativa o risco de fraturas, sobretudo no quadril.
Essa fratura é considerada um evento grave, capaz de transformar a rotina do paciente e da família. No entanto, existem formas eficazes de prevenção, diagnóstico precoce e tratamento, que ajudam a evitar complicações e preservam a qualidade de vida.
O que é a osteoporose e por que o quadril é tão vulnerável?
A osteoporose enfraquece os ossos de maneira progressiva, tornando-os porosos e quebradiços, sem causar sintomas até o momento em que ocorre a fratura. O quadril é especialmente vulnerável porque suporta grande parte do peso do corpo. Em casos avançados, não apenas quedas, mas até movimentos bruscos podem resultar em fratura.
Um problema de saúde pública
A osteoporose atinge cerca de 10 milhões de brasileiros, a maioria mulheres após a menopausa, em razão da queda dos níveis de estrogênio. Globalmente, uma fratura osteoporótica acontece a cada 3 segundos. Após os 50 anos, uma em cada três mulheres e um em cada cinco homens terão algum tipo de fratura relacionada à doença.
As fraturas do quadril têm impacto profundo: cerca de 40% dos pacientes não voltam a caminhar sozinhos e, infelizmente, essa condição é uma das principais causas de mortalidade em idosos.
Como identificar ossos enfraquecidos?
A principal ferramenta de diagnóstico é a densitometria óssea, exame rápido, indolor e não invasivo que avalia a densidade mineral dos ossos, especialmente da coluna e do quadril. Ele permite identificar precocemente a perda óssea e monitorar a resposta ao tratamento.
Exames laboratoriais e a análise do histórico clínico também auxiliam no diagnóstico, ajudando a descartar outras causas metabólicas de fragilidade óssea.
Estratégias de prevenção e tratamento
O cuidado com a saúde óssea tem dois objetivos principais: fortalecer os ossos e prevenir quedas.
1. Medidas não medicamentosas
Alimentação rica em cálcio: leite, queijos, iogurtes, vegetais verde-escuros (como couve e brócolis) e sardinha.
Vitamina D: obtida por meio de exposição solar segura (cerca de 15 minutos diários) e, se necessário, suplementação.
Atividade física regular: exercícios com impacto, como caminhada e musculação, são fundamentais para estimular a formação óssea e melhorar equilíbrio e força muscular.
Evitar tabagismo e consumo excessivo de álcool.
2. Tratamento medicamentoso Em alguns casos, é necessário o uso de suplementação de cálcio e vitamina D, além de medicamentos modernos, que podem reduzir a perda óssea (antirreabsortivos) ou estimular a formação de osso novo.
A osteoporose é silenciosa, mas suas consequências podem ser devastadoras. Investir na saúde dos ossos é uma forma de garantir mais independência, autonomia e qualidade de vida no futuro. Não espere uma fratura para agir. A prevenção continua sendo o melhor tratamento.
Dr. Guilherme Falótico – Ortopedista especialista em cirurgia do quadril (CRM 128925). Formado e professor adjunto na Escola Paulista de Medicina/UNIFESP, é mestre e doutor em Ciências, com Fellowship no Rothman Institute (EUA), onde se especializou em via anterior do quadril e infecções em artroplastias. Certificado em cirurgia robótica (Robô Mako) e membro da SBOT e SBQ, é reconhecido pela atuação de excelência aliada à ciência e à inovação na ortopedia.
Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Zero Hora Digital.
A vida está muito agitada, corrida, estressante. Daqui a pouco já é dezembro de novo. Parece que não sobra tempo para mais nada, não é verdade? Tendo a discordar! Sempre existe a possibilidade de enxergarmos novos horizontes, e entre tantas possibilidades pode-se até pensar em ajudar o próximo, sendo um(a) voluntário (a) em alguma ação social. Ser voluntário pode, inclusive, abrir muitas portas, pois é um trabalho temporário que não deixa de ser uma fonte de novos aprendizados.
Ajudar os menos favorecidos, ainda mais de forma desinteressada, fará muito bem a quem recebe, mas fará muito mais para quem está doando, seu tempo, seu conhecimento, suas habilidades. Pode até ajudar o /a voluntário (a) a encontrar um sentido, digamos, mais elevado na sua vida. Fazer o bem ao próximo, faz bem à alma, no sentido mais elevado do termo. Ajuda a refletir o que realmente é essencial em nossa vida. O voluntariado permite que cada participante receba, individualmente, pela sua própria percepção, lições de vida que jamais teria em outro lugar.
Há quatro pontos fundamentais em qualquer atividade de voluntariado:
O respeito à dignidade humana. Tratar o outro como ser humano, como seu semelhante, respeitando de forma integral a dignidade de sua vida, não importando classe social, ou intelectualidade, os fatores psicológicos opção religiosa. Ele ou ela é um ser humano, valorizo a pessoa em si, apenas isso.
A solidariedade. Ajudar a quem precisa, podendo ser de forma material, espiritual, apenas ouvir, aconselhar, cuidar, auxiliar, ensinar, servir, aprender. Sempre vai depender da necessidade de cada um. Trabalho não vai faltar nesta sociedade carente de compaixão e com exemplos de desumanidade diária. “A solidariedade é o sentimento que melhor expressa o respeito pela dignidade humana” – Franz Kafka
A subsidiariedade. O trabalho do voluntário pode levar a valores que transformam a vida da pessoa assistida. Como um elo de uma corrente de solidariedade, ela pode se tornar um sujeito de uma nova ação e não apenas ser o receptor. A onda produzida por se fazer o bem, torna-se duradoura e transformadora da realidade.
O bem comum. O voluntariado tem a possibilidade de transcender a ação em si. Ele pode alavancar o bem para aqueles que estão à sua volta: sua família, amigos, colegas de trabalho, companheiros de lazer. Fazer o bem, compreendendo o outro, passa a ser um hábito. E isto é transformador em um mundo tão necessitado de amor.
O voluntariado pode ir muito além de uma doação de seu tempo, pode ser uma verdadeira transformação de seu entorno. A chave para isso é o amor, traduzido em gentileza, carinho e doação, sem esperar nada em troca sem esperar recompensas. Não acredita? Tente! Afinal não há nada a perder, apenas uma pequenina parte do seu tempo. E tem muito a ganhar! Não há felicidade maior que um sorriso aberto de uma criança, ou um abraço apertado de um idoso. São gestos na vida que valem muito mais do que qualquer dinheiro. Pessoalmente, trabalhei em vários projetos sociais como voluntário, sinceramente, foi um enorme aprendizado. 28 de agosto é o Dia Nacional do Voluntariado. Se você já é voluntário, parabéns. Escreva para nós, contando sua experiência. Se ainda não é voluntário (a), não perca tempo, seja. Aproveite seu dia.
Celso Tracco é economista, mestre em Teologia Sistemática, escritor, consultor e palestrante (www.celsotracco.com.br). Com ampla experiência como executivo em empresas nacionais e internacionais, é especialista em marketing, vendas e comportamento humano. Atuou como professor universitário e tem três livros publicados. Em sua coluna, abordará temas como política, economia e sociedade.
Infelizmente estamos vivendo tempos de muita hipocrisia, falta de conhecimento, falta de espírito público e muita policagem. No Congresso Nacional tramitam várias PEC’s com objetivo de incluir as Guardas Municipais no inciso VII do artigo 144 da Constituição Federal e ouvimos constantemente parlamentares dizendo: não podemos ferir o pacto federativo! Olha, cuidado, essa PEC invade competência dos estados! Nossa, os municípoios não podem ter suas próprias polícias! Os argumentos são os mais diversos.
O que salta aos olhos é a falta de conhecimento da Carta Magna e do tão falado por eles, do PACTO FEDERATIVO. Se os municípios cumprissem apenas aquilo que está previsto na Constituição Federal respeitando o pacto federativo, a Lei 13.022 de 2014 ( Estatuto Geral das Guardas Municipais), a Lei 13.675 de 2018 ( Sistema Único de Segurança Pública – SUSP), a Lei 10.826 de 2003 (Estatuto do Desarmamento) e as decisões do Supremo Tribunal Federal – STF, afirmo com tranquilidade, o Brasil estaria em uma situação de segurança pública muito melhor.
Quando eu lembro do trecho da música do Titãs, eu fico me perguntando: Se os municípios de fato exercerem o seu papel constitucional no que diz respeito a segurança pública, quem terá segurança? O povo pobre da periferia? Quem irá perder a reserva de mercado? E como ficará o discurso sensacionalista? Políca para quem? Quem precisa de Polícia?
Ainda na linha da reflexão inicial, onde moram e vivem as autoridades, os políticos, os promotores, os Ministros, os Prefeitos, os grandes empresários brasileiros? Na sua grande maioria em condomínios de casas luxuosas e muito bem seguras, com vigilantes fazendo rondas 24h por dia, com controle de acesso de pedestres, de veículos, prestadores de serviços, monitoramento e toda infraestrutura que o dinheiro pode pagar. Por que será que toda essa gente não abre mão dessa segurança? Ora! Se pensarmos bem, um condomínio de casas luxuosas com vias públicas patrulhadas por vigilantes armados com viaturas caracterizadas e atendendo os pequenos conflitos da vida cotidiana daquele condomínio não seria intese inconstitucional? Por que será que ninguém reclama?
A Falta de Compromisso dos Prefeitos com o Pacto Federativo e a Segurança Pública Básica
Após essas breves considerações acima com algumas reflexões, precisamos tratar daquilo que é limpido e cristalino, porém, algumas pessoas, autoridades, veículos de imprensa e parlamentares insistem em não querer enxergar que desde de 1988 os municípios possuem o DEVER de prover a SEGURANÇA PÚBLICA BÁSICA.
A Constituição Federal de 1988 estabeleceu o pacto federativo como um dos pilares da organização do Estado brasileiro, distribuindo competências entre União, Estados. Distrito Federal e Municípios. Dentro dessa estrutura, o município possue autonomia político-administrativa com papel fundamental na organização e prestação direta de serviços públicos de interesse local. O legislador constituinte reservou aos municipios a competência de legislar, organizar e prestar diretamente serviços públicos de interesse local, portanto, reservou aos municípios a competência de organizar e prestar diretamente serviços de segurança pública, a menos que segurança pública não seja de interesse local.
No entanto, apesar de os municípios possuírem autonomia constitucional para legislar sobre assuntos de interesse local, organizar e prestar diretamente seus serviços, muitos prefeitos demonstram omissão ao não cumprir com seu papel constitucional, qual seja, garantir o direito fundamental e social do seu cidadão à segurança, garantir a segurança pública, a incolumidade das pessoas e do patrimõnio por meio de seu órgão municipal de segurança pública, investir na criação e capacitação de Guardas Municipais pata a proteção sistêmica da população que utiliza bens, serviços e instalações municipais. Tal descaso compromete não apenas a efetividade da segurança pública local, mas todo o sistema de segurança pública do país, pois, a partir do momento que cada município cumprir com seu papel constitucional respeitando o pacto federativo, as forças de segurança pública dos estados poderão atuar com mais efetividade no comabte ao crime organizado e nos crimes regionais e transnacionais.
1. O que os números mostram: omissão sistêmica
Segundo dados da MUNIC/IBGE 2023, dos 5.570 municípios brasileiros, apenas 1.322 possuem Guarda Municipal — ou seja, 76,3% ainda não estruturaram essa instituição básica de proteção local. Em números absolutos, são 4.248 cidades sem GM. Além disso, somente 30% das Guardas existentes utilizam armamento de fogo (396 corporações), um crescimento em relação a 2019 (22,4%), mas ainda insuficiente frente aos desafios da segurança pública.
Gráfico 1 – Municípios com e sem Guarda Municipal (IBGE/MUNIC 2023)
Gráfico 2 – Guardas Municipais com arma de fogo (2019 vs 2023)
2. Pacto federativo, dever municipal e base legal
O pacto federativo atribui ao município a competência de legislar, organizar e prestar diretamente serviços públicos de interesse local (CF/88, art. 30). A Lei 13.022/2014 institui normas gerais para as Guardas Municipais; a Lei 13.675/2018 integrou as Guardas Municipais ao Sistema Único de Segurança Pública – SUSP; e o Decreto 11.841/2023 disciplinou a cooperação das Guardas Municipais com os demais órgãos de segurança pública. O STF, no julgamento do RE 608.588 (Tema 656), reconheceu a constitucionalidade de leis municipais que autorizem ações de segurança urbana e policiamento ostensivo comunitário.
3. Formação, padronização e armamento: não é opcional
A Matriz Curricular Nacional para Formação das Guardas Municipais (SENASP) estabelece diretrizes formativas e perfil profissional, com cerca de 500 horas de formação inicial e continuada por meio dos cursos de aperfeiçoamento anual de no mínimo 80 horas. O Estatuto Geral das Guardas Municipais é claro em estabelecer que as Guardas Municipais são orgãos de caráter civil, uniformizadas e armadas, portanto, não é opcional.
4. Investimento importa (e dá resultado)
Exemplos como o de Santana de Parnaíba (SP), que liderou o eixo Segurança no Connected Smart Cities 2024, demonstram que investimento consistente gera resultados. A cidade investiu R$ 280 per capita em segurança, obtendo avanços expressivos na proteção sistêmica da população e redução de índices criminais.
5. Agenda mínima para prefeitos comprometidos
Instituir ou fortalecer as Guardas Municipais com base na Lei 13.022/2014 e na lei 13.675/2018 -SUSP;
Adotar a Matriz SENASP, garantindo formação inicial e continuada;
Estabelecer metas, indicadores e integrar tecnologias modernas;
Harmonizar a legislação municipal com a jurisprudência do STF e o Decreto 11.841/2023;
Garantir orçamento previsível e priorizar formação, equipamentos e governança;
Criação e implementação dos planos municipais de segurança pública.
Conclusão
Os dados deixam claro: 76% dos municípios não possuem Guarda Municipal, apenas 30% das existentes estão armadas e a formação ainda é desigual. A base legal, constitucional e jurisprudencial está consolidada — o que falta é vontade política. Bons exemplos mostram que investir em Guardas Municipais estruturadas, treinadas e integradas gera retorno direto na ordem urbana, na segurança e na proteção sistêmica da população que utiliza bens, serviços e instalaçoes municipais.
Polícia para quem precisa e quem precisa de polícia é o trabalhador que acorda às 05 horas da manhã para ir trabalhar em coletivos lotados, os estudantes que estão vulneráveis nas escolas das periferias, os pequenos comerciantes, as pessoas que não conseguem dormir por conta da perturbação do sossego, o cidadão que tem que conviver com territórios dominados pelo tráfico de drogas e tudo isso é de interesse local, portanto, OS MUNICÍPIOS POR MEIO DE SUAS GUARDAS MUNICPAIS DEVEM REALIZAR O POLICIAMENTO OSTENSIVO COMUNITÁRIO para garantir o direito social do cidadão a SEGURANÇA PÚBLICA BÁSICA.
Reinaldo Monteiro, GCM de Barueri-SP, Presidente da AGM BRASIL, Bacharel em Direito com especialização em Direito Constitucional e Administrativo, Consultor em Segurança Pública, Palestrante e ex-Diretor da Secretaria Nacional de Direitos Humanos.
Vivemos na era da atenção. Em um mundo hiperconectado, onde milhares de estímulos disputam nossa mente a cada segundo, atrair e manter o foco das pessoas se tornou o ativo mais valioso da atualidade. Não é exagero dizer que quem conquista atenção conquista também influência, valor e resultados de negócio. Mais do que cliques, curtidas ou visualizações, a atenção é a verdadeira porta de entrada para o consumo, para a criação de vínculos duradouros e para a construção de autoridade. Sem ela, nenhuma estratégia se sustenta.
A atenção funciona como um ativo flutuante: cada dia oferece uma nova janela de oportunidade que pode ser aproveitada ou desperdiçada. A lógica das redes sociais mudou, e essa janela está cada vez mais descentralizada. A neurociência cognitiva mostra que o cérebro humano opera sob economia de energia, filtrando automaticamente o que merece foco. Por isso, atenção exógena*, contraste perceptual e surpresa se tornam ferramentas essenciais em estratégias de marketing digital. Enquanto a atenção endógena* depende de objetivos conscientes do consumidor, a atenção exógena é capturada por estímulos sensoriais inesperados — cores, movimentos, sons ou formatos que rompem o padrão do ambiente. O uso intencional desses elementos em campanhas digitais, stories, reels ou transmissões ao vivo aumenta significativamente a retenção da atenção e a lembrança da marca.
Os grandes cases de negócios mostram como isso funciona na prática. Uber, Airbnb, Alibaba e Instagram são gigantes sem possuírem frota, imóveis, estoques ou conteúdo próprio. O que todas têm em comum? Conquistaram a atenção das pessoas. Afinal, como se diz, o dinheiro flui para onde vai a atenção.
Nesse cenário, não basta estar presente nas redes sociais. É preciso entregar conteúdo de valor, que informe, inspire ou resolva dores reais. As pessoas não querem discursos engessados, e sim histórias reais e relevantes. É justamente nesse ponto que a assessoria de imprensa se torna estratégica. Enquanto o marketing digital trabalha a conquista da atenção nas redes sociais, a assessoria de imprensa amplia essa visibilidade em veículos de credibilidade, como jornais, revistas, portais e TV. Estar na mídia tradicional ainda gera um impacto poderoso, pois reforça autoridade, aumenta a confiança e diferencia a marca em meio a tantos concorrentes. A imprensa oferece o que poucos canais digitais entregam: legitimidade. Quando um cliente vê um profissional citado em uma matéria jornalística, essa atenção se transforma em respeito e lembrança de marca.
Ignorar essa realidade pode ser fatal. Blockbuster e Kodak são exemplos de empresas que não acompanharam as mudanças na forma como o consumidor distribui sua atenção. O resultado foi a irrelevância. Bill Gates já dizia: existirão apenas dois tipos de empresas, as que fazem negócios pela internet e as que estão fora dos negócios.
A atenção é o novo ouro.
Ela é o ponto de partida para gerar influência, confiança e resultados. O desafio está em aprender a conquistá-la e mantê-la.
A grande questão é: como você está atraindo a atenção das pessoas para o seu negócio?
*A atenção exógena é o tipo de atenção que é capturada de forma automática por estímulos externos, sem que a pessoa precise querer ou se esforçar conscientemente para prestar atenção. Ou seja, algo no ambiente “puxa” sua atenção.
* A atenção endógena é o oposto da atenção exógena. Ela é voluntária e controlada conscientemente, ou seja, você decide focar em algo com base em seus objetivos, interesses ou intenções.
Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.
É comum ouvir queixas de famílias sobre dificuldades em conter e orientar crianças e adolescentes. Muitos acreditam que o problema seja exclusivo da nossa época, resultado das tecnologias e das transformações sociais. No entanto, se resgatarmos nossas próprias experiências na juventude e as compararmos às vividas por nossos pais e avós, veremos que tais desafios sempre existiram. O confronto sempre fez parte das estratégias de algumas famílias.
Tudo se tornaria mais simples se os adultos compreendessem que crianças e adolescentes não apenas acatam, mas questionam normas e regras. Isso não ocorre por desrespeito, mas pelo desejo de compreender o mundo em que vivem e as relações que o regem. As crises surgem porque eles percebem os sentimentos dos adultos e os utilizam para sustentar suas posições. Se os pais não encararem cada episódio como uma batalha, mas mantiverem o controle emocional, será possível contornar as dificuldades sem grandes dramas.
É essencial considerar tanto os sentimentos quanto as circunstâncias. Há emoções que podem trair os pais e comprometer sua autoridade, sendo a culpa a mais perigosa delas. Quando não passam o tempo que acreditam ser ideal com os filhos, muitos tendem a compensar essa ausência com concessões. Se essa atitude se repete ao longo da convivência, os jovens aprendem a se beneficiar dessa fragilidade. O mesmo ocorre em situações de guarda compartilhada, quando o adulto evita impor limites ou exigir responsabilidades para “não estragar” o tempo junto. Nesse cenário, abre-se um vácuo de autoridade que os filhos rapidamente preenchem.
Outro fator que fragiliza a autoridade parental é a insegurança em relação aos próprios valores. Pais que não estão firmes em suas convicções terão mais dificuldade para transmiti-las e para organizar rotinas familiares.
Regras são indispensáveis. Sem elas, não há coordenação possível entre os membros de uma sociedade. Deixar crianças sem regras significa arriscar que se tornem adultos egocêntricos, incapazes de dialogar e cooperar. Os limites não devem ser vistos apenas como proibições ultrapassadas. Pelo contrário, devem ser entendidos como referências positivas: situam a criança, dão consciência de seu lugar na família, na escola e na sociedade.
Atitudes coerentes reduzem resistências. Isso acontece quando o adulto é capaz de refletir sobre as normas que deseja estabelecer: ele próprio as cumpre? Considera-as justas? Elas se baseiam em princípios ou apenas expressam intolerância e preconceito?
A verdadeira autoridade se estabelece no amor e no respeito.
Dra. Vera Resende– Psicóloga clínica (CRP 06-2353), mestre e doutora em Psicologia Clínica pela PUC-SP. Com sólida trajetória acadêmica, foi professora e supervisora de estágio clínico na Unesp, ministrou aulas na pós-graduação, orientou teses, integrou grupos de pesquisa e coordenou cursos de especialização e extensão. Atuou no Instituto Sedes Sapientiae, participando de seminários e publicações na área de psicanálise da criança. Atualmente, mantém consultório próprio, oferecendo atendimentos, supervisão clínica e aperfeiçoamento para psicólogos iniciantes.
Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Zero Hora Digital.
Constantemente ecoam notícias que estamos próximos do “fim do mundo”. Profecias (falsas, na minha opinião) de todos os cantos do planeta, dão conta que o mundo vai acabar em tal data. Videntes anunciam o apocalipse nas redes sociais de tempos em tempos. Deixando de lado essas bizarrices, várias análises, baseadas em dados científicos, preveem o colapso da atual forma de vida no planeta Terra, caso a humanidade não mude alguns hábitos. Exemplos:
A mudança climática já está gerando eventos extremos em todo planeta. Chuvas torrenciais em todos os continentes, períodos de seca e de calor escaldante constante, temperatura mais elevada nos oceanos, derretimento das geleiras e da cobertura polar, desaparecimento de lagos e rios, ameaça de aumento do nível do mar causando o desaparecimento de países insulares. A mudança climática também pode extinguir a cultura de alimentos amplamente consumidos em nosso dia a dia.
O mundo está assistindo inúmeros conflitos e guerras declaradas na Europa, Oriente Médio, África e Sudeste da Ásia, e sempre surgem no horizonte ameaças do uso de armas nucleares, o que seria realmente catastrófico para humanidade.
O crime organizado que se tornou uma empresa multinacional. Tráfico de drogas em submarinos, uso de aviões próprios, troca de malas com cocaína e outros entorpecentes em aeroportos importantes, tráfico de qualquer tipo de armamento, ameaçam a paz diariamente.
Além das ações cada vez mais violentas e letais, ainda temos decisões políticas que não contribuem com a vida e matam em silêncio. Os governantes da grande maioria dos países, cortam investimentos nas áreas de educação, saúde, saneamento básico, transportes, moradias populares, mas investem em armamentos, novos contingentes policiais, novos aparelhos de vigilância que visam combater a violência urbana, sempre com mais violência ostensiva. Não combatem efetivamente as causas da violência, como o tráfico de armas, de drogas, de dinheiro ilícito. Neste confronto urbano vemos que muitos inocentes, adultos e crianças, morrem ou são feridos por balas “perdidas”. Uma tragédia que infelizmente a sociedade está normalizando. Vemos vários países que constroem ou estão projetando construir muros em suas fronteiras, um grande crescimento da xenofobia, que só irá gerar mais violência. As cenas de milhares de inocentes famintos, que alguém poderoso decidiu impedir de terem acesso a alimentos, deveria constranger e envergonhar qualquer ser humano. São contínuos os aumentos de mortes e perseguições por intolerância religiosa, por motivos ideológicos e por questões econômicas.
Sim a situação geral parece ser muito desanimadora. O que fazer? Sentar e aceitar em contemplação passiva todos os desmandos gerados pela irracionalidade humana, ou manifestar-se em favor de uma cultura de paz, fraternidade e solidariedade?
Quero ser otimista, mesmo que pareça utópico. Creio que a solução está na própria humanidade, pois o ser humano é a única espécie viva no planeta que tem a capacidade de discernir e agir para, pelo menos, tentar evitar o caos. A pergunta novamente é: a humanidade quer se unir de fato, e salvar o planeta ou continuar a expor características como: arrogância, soberba, prepotência, egocentrismo e continuar indiferente, pensando apenas em si e não na coletividade? Não me atrevo a prever o futuro, apenas penso que temos o poder de torná-lo melhor do que se apresenta hoje. Depende apenas de nós, do nosso comportamento e de nossas atitudes perante a sociedade, seus problemas e seus governantes. Aproveite seu dia.
Celso Tracco é economista, mestre em Teologia Sistemática, escritor, consultor e palestrante (www.celsotracco.com.br). Com ampla experiência como executivo em empresas nacionais e internacionais, é especialista em marketing, vendas e comportamento humano. Atuou como professor universitário e tem três livros publicados. Em sua coluna, abordará temas como política, economia e sociedade.
Diariamente, somos confrontados com notícias de roubos e furtos de motocicletas, e consequentes vítimas em razão da resistência no ímpeto de frustrarem a ação de bandidos na subtração do bem.
As motocicletas são excelentes meios de transporte, especialmente nas grandes cidades e regiões metropolitanas, tanto para cidadãos de bem quanto, infelizmente, para criminosos. Estes se aproveitam da agilidade e discrição do veículo para abordar vítimas e fugir rapidamente, dificultando a ação policial, tanto na repressão quanto na investigação dos crimes.
As mortes se multiplicam dia após dia, muitas vezes sem que a vítima sequer reaja. Pessoas inocentes têm sido executadas friamente, como se fossem descartáveis — mortas sem qualquer piedade, como aves em abatedouros.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, Em 2024, 6.759 ocorrências foram registradas no primeiro trimestre, enquanto em 2025 foram contabilizados 7.547. Isso representa um aumento alarmante de 10,5 em relação ao mesmo período de 2024. Em termos práticos, significa que, em média, quatro motocicletas são levadas por hora no estado.
Apesar desse crescimento expressivo, a Secretaria ainda não apresentou uma explicação concreta para o aumento. Por outro lado, tem divulgado ações que considera investimentos em segurança pública. Um exemplo é a aquisição de 180 novas motocicletas para patrulhamento, com um custo de R$ 24 milhões.
No entanto, essa resposta segue um padrão já conhecido: discursos bem elaborados, apresentações de currículos e conhecimento técnico por parte das autoridades, mas pouca ação concreta. As entrevistas em telejornais parecem ser, para muitos gestores, mais importantes que a própria gestão operacional voltada à redução dos índices criminais.
Percebemos uma reação imediatista, como se apenas a exposição pública bastasse. A compra de viaturas e motocicletas é tratada como solução mágica, empurrada goela abaixo da sociedade, como se apenas isso fosse suficiente para ampliar a presença policial — seja da Polícia Militar no estado ou das Guardas Municipais nos municípios.
A realidade é que o efetivo policial está reduzido ou mal distribuído, e não existe, nem no estado de São Paulo nem nos municípios, uma política pública séria, planejada e eficaz para combater esse tipo de crime — e tantos outros. As medidas continuam paliativas, quando não meramente simbólicas, como a compra de veículos, que, além de tudo, depende de um processo burocrático demorado.
Mas por que também responsabilizar os municípios pelos crimes praticados com uso de motocicletas, além dos furtos e roubos?
Porque os municípios têm a obrigação de cuidar da segurança de suas populações. Isso está previsto no parágrafo 8º do artigo 144 da Constituição Federal, regulamentado pela Lei 13.022/14, que estabelece, entre as 18 competências das Guardas Municipais, a atuação preventiva e permanente no território do município para proteger a população que utiliza bens, serviços e instalações públicas.
Fica evidente que não há, por parte do Estado de São Paulo (pois buscamos os dados da Secretaria de Segurança paulista) nem dos municípios, qualquer medida séria, inteligente e coordenada para reduzir as mortes de trabalhadores e os prejuízos causados à população. O que vemos é uma fórmula repetida: entrevistas de gestores de segurança pública, promessas de mais viaturas — como se isso dispensasse a valorização do policial —, apresentação de estatísticas que não confortam famílias enlutadas e os bordões eleitorais de sempre, como “bandido aqui não se cria”, ou “aqui tem polícia”.
Ramon Soares é Guarda Municipal em Barueri, bacharel em Direito pela UNIFIEO e vice-presidente da AGM Brasil. Palestrante e instrutor, coautor do projeto “Segurança Pública Básica” e possui certificado internacional em Segurança Escolar, obtido em Indianápolis (EUA).
Na semana passada, abordamos aqui o novo comportamento da Geração Z nas redes sociais. Hoje, vamos mostrar por que a assessoria de imprensa continua sendo essencial diante dessas mudanças. O avanço do social commerce, aliado à transformação digital dessa geração, tem levado empresas a revisarem suas estratégias de comunicação. Com menos foco no feed e maior preferência por interações privadas e conteúdos efêmeros, muitos gestores questionam se métodos tradicionais, como a assessoria de imprensa, ainda são eficazes. A resposta definitiva é: SIM. Na verdade, esse serviço se torna ainda mais fundamental nesse novo contexto.
A Geração Z, formada por jovens nascidos entre 1997 e 2012, cresceu imersa na tecnologia, mas hoje faz um uso mais seletivo e intencional das redes sociais. A tendência do “feed zero”, em que perfis permanecem praticamente vazios, não significa desconexão, mas sim a busca por autenticidade, privacidade e espontaneidade. Essa geração valoriza marcas que transmitam credibilidade e estabeleçam conexões reais, filtrando com rigor o que consome e ignorando rapidamente o que parece artificial ou excessivamente publicitário.
É justamente nesse ponto que a assessoria de imprensa mostra sua força. Ao trabalhar de forma estratégica para construir reputação, ela posiciona marcas e profissionais de forma natural nos canais onde a Geração Z busca informação, ampliando a visibilidade sem recorrer a táticas invasivas.
Ao contrário dos anúncios pagos, facilmente identificados e muitas vezes ignorados, uma reportagem em um portal de credibilidade, uma entrevista em um podcast ou um artigo de opinião em um veículo especializado carregam peso e confiança. Para a Geração Z, a validação por meio da mídia é um sinal claro de autoridade.
A assessoria de imprensa cria histórias que vão além da propaganda. As pautas são construídas com base em dados, fatos e propósitos, transmitindo mensagens mais humanas e consistentes. É o tipo de abordagem que ressoa com uma geração cansada de imagens polidas e textos engessados, e que prefere conhecer o lado verdadeiro das marcas. Indo muito além da mídia tradicional como veículos impressos, rádio e TV, a assessoria atua também nas mídias digitais, conecta marcas e profissionais a blogs, podcasts e influenciadores, e transforma pautas jornalísticas em conteúdos adaptados para Reels, TikTok e stories, garantindo que a mensagem chegue aos formatos e espaços mais consumidos pela Geração Z.
Mais do que apenas vender, essa geração busca diálogo e posicionamento genuíno. Releases, entrevistas e artigos de opinião, produzidos pela assessoria de imprensa, ajudam a fortalecer relações e a construir uma imagem sólida, o que contribui para o engajamento e a fidelização. Para atingir esse público, a assessoria de imprensa precisa atuar de forma integrada, incorporando influenciadores que tenham identificação verdadeira com a audiência, humanizando as narrativas e valorizando causas e propósitos relevantes para esse grupo. Marcas que se posicionam de maneira clara e coerente têm muito mais chances de serem lembradas e recomendadas.
Portanto, investir em assessoria de imprensa é essencial para marcas e profissionais que desejam se destacar e se conectar de forma verdadeira com a Geração Z. Em um cenário de constante transformação digital, essa estratégia se torna um diferencial competitivo, capaz de gerar credibilidade, fortalecer a autoridade e construir relacionamentos duradouros com um público cada vez mais exigente. Quem não se adaptar a essa realidade corre o risco de ficar invisível no mercado.
Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.
Você sente dor na virilha ou na coxa ao caminhar, subir escadas ou até mesmo para levantar-se da cama? Esses sintomas podem indicar osteoartrose do quadril, uma doença degenerativa que afeta milhões de pessoas e, se não tratada adequadamente, pode limitar severamente a qualidade de vida.
A osteoartrose, também conhecida como osteoartrite degenerativa, é caracterizada pelo desgaste progressivo da cartilagem que reveste a articulação do quadril. Essa cartilagem tem a função de proteger os ossos e permitir o movimento suave da articulação. Com o avanço da doença, o desgaste pode causar atrito direto entre os ossos, resultando em dor intensa, rigidez e perda da mobilidade.
Embora seja mais comum em pessoas acima dos 50 anos, a osteoartrose do quadril pode afetar adultos mais jovens, principalmente aqueles com fatores de risco como obesidade, síndrome metabólica, histórico de lesões articulares ou predisposição genética. As mulheres são particularmente mais suscetíveis, representando cerca de 10% da população com mais de 60 anos.
O diagnóstico correto começa pela avaliação clínica, quando o médico examina os sintomas, histórico de saúde e realiza testes físicos para identificar limitações. Exames de imagem, como o raio-X, ajudam a confirmar o diagnóstico e a avaliar a extensão do desgaste, sendo complementados por outros exames conforme necessário.
O tratamento da osteoartrose do quadril é personalizado conforme a gravidade dos sintomas e o impacto na funcionalidade do paciente. Inicialmente, adotam-se medidas conservadoras que incluem o uso de medicamentos anti-inflamatórios e analgésicos para controle da dor, sessões de fisioterapia para fortalecimento muscular e melhora da mobilidade, além de infiltrações com ácido hialurônico ou corticoides para reduzir a inflamação local. Mudanças no estilo de vida, como a perda de peso e a evitar atividades que causam impacto excessivo na articulação, são fundamentais para aliviar a sobrecarga e minimizar a progressão da doença.
Quando esses tratamentos não são suficientes, a cirurgia de prótese de quadril (artroplastia) pode ser indicada. Esse procedimento consiste na substituição da articulação danificada por uma prótese e possui alta taxa de sucesso, proporcionando excelente recuperação funcional. Inclusive, em 2007, a cirurgia de artroplastia foi eleita a “cirurgia do século” em uma publicação da revista científica Lancet, destacando seu impacto positivo na qualidade de vida dos pacientes.
Se você sente dores no quadril que limitam seu dia a dia, não adie a busca por um diagnóstico especializado. O tratamento adequado pode devolver sua mobilidade e autonomia, permitindo que você viva com menos dor e mais qualidade.
Dr. Guilherme Falótico – Ortopedista especialista em cirurgia do quadril (CRM 128925). Formado e professor adjunto na Escola Paulista de Medicina/UNIFESP, é mestre e doutor em Ciências, com Fellowship no Rothman Institute (EUA), onde se especializou em via anterior do quadril e infecções em artroplastias. Certificado em cirurgia robótica (Robô Mako) e membro da SBOT e SBQ, é reconhecido pela atuação de excelência aliada à ciência e à inovação na ortopedia.
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