Os dilemas do empregado – por Tom Moisés

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Não é nada fácil ser empregado:
Se está procurando emprego ………. não tá procurando trabalho.
Se está num trabalho ruim ………. ruim mesmo é ter que trabalhar. 
Se fala alguma coisa certa ………. está ganhando pra isso.
Se fala alguma coisa errada ………. é um burro e idiota.
Se cumpre estritamente as normas ………. não tem iniciativa.
Se faz além das normas ………. tá querendo aparecer.
Se chama o chefe de “senhor” ………. é formal demais.
Se chama o chefe de você ………. é muito folgado.
Se faz tudo certinho ………. não faz mais do que a obrigação.
Se comete um pequeno erro ………. é bastante incompetente.
Se questiona alguma coisa ………. é indisciplinado.
Se concorda com tudo ………. não tem opinião própria.
Se critica alguém ou alguma coisa ………. é insubordinado.
Se elogia ………. é puxa-saco.
Se se diz satisfeito ………. é falso.
Se se diz insatisfeito ………. é ingrato.
Se não tem trabalho ………. é porque não procura.
Se tem muito trabalho ………. é desorganizado e lento.
Se faz cursos ………. tá querendo “dar um migué” pra sair.
Se não faz cursos ………. não tem vontade de crescer.
Se não paquera ninguém ………. não gosta da fruta.
Se paquera alguém ………. é abusado e comete assédio
Se procura conhecer outros serviços ………. não é focado.
Se entende apenas do seu serviço ………. é acomodado.
Se ouve opinião dos outros ………. não tem personalidade própria.
Se não ouve ninguém ………. é prepotente e dono da razão.
Se fica só de boca fechada ………. não é participativo. 
Se abre a boca ………. alguém diz que tem mal hálito.
Se fala na reunião ………. é chamado de Aparício.
Se não fala nada na reunião ………. é desnecessário.  
Se frequenta a sala do chefe ………. é bajulador.
Se não frequenta ………. está na lista de dispensa.
Se vai embora no horário certo ………. é sem comprometimento.
Se fica até mais tarde ………. está com algum esqueminha.
Se quer trabalhar só no home-office ………. é antissocial.
Se vai presencialmente na empresa ………. tá pegando alguém.
Se ri da piadinha do chefe ………. é puxa-saco.
Se não ri ………. é demitido.

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A força da assessoria de imprensa nos pequenos negócios – por Adriana Vasconcellos

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Ainda é comum que pequenos empreendedores pensem que a assessoria de imprensa é um recurso reservado às grandes empresas. No entanto, é justamente entre os pequenos negócios que esse serviço revela seu maior potencial de transformação. Em um mercado cada vez mais competitivo, a visibilidade conquistada por meio da imprensa pode ser o diferencial entre ser mais um ou se tornar uma referência no seu segmento.

A imprensa tem um poder que vai além da divulgação, pois valida o que você faz. Quando um pequeno negócio conquista espaço em portais de notícias, revistas, rádios ou programas de TV, não está apenas promovendo um produto ou serviço. Está construindo reputação e credibilidade, dois pilares fundamentais para o crescimento sustentável. A exposição em um veículo de comunicação reconhecido desperta confiança no público, atrai novas oportunidades e posiciona a marca como autoridade no assunto.

Os resultados mostram claramente o alcance e o impacto dessa estratégia. Em outubro de 2025, o médico ortopedista Dr. Guilherme Falótico, cliente da Six Comunicação Integrada, teve matérias publicadas em veículos como Boa Forma, Zero Hora Digital, Webrun e Diário do Noroeste, alcançando juntos centenas de milhares de leitores e uma equivalência publicitária que ultrapassa R$ 23 mil em mídia espontânea. Já a psicóloga Sirlene Ferreira, também cliente da Six Comunicação Integrada, foi destaque em uma matéria no UOL, veículo com mais de 84 milhões de visitantes mensais, o que representa um retorno estimado de R$ 2,4 milhões em visibilidade, tudo isso sem investir em anúncios pagos.

Esses resultados mostram o quanto a assessoria de imprensa é uma ferramenta de excelente custo-benefício. Diferente da publicidade tradicional, que exige investimento direto para gerar alcance, a assessoria trabalha com credibilidade editorial, construindo pontes entre marcas e jornalistas. Quando um profissional ou empresa se torna fonte de informação, passa a ocupar um espaço de confiança junto ao público e à mídia.

Outro ponto importante é que a assessoria de imprensa se adapta ao porte e ao momento de cada negócio. Pequenas empresas e profissionais autônomos podem contar com estratégias sob medida, alinhadas à sua realidade e aos seus objetivos. É possível começar com ações pontuais, como o envio de releases e artigos assinados, e avançar para planejamentos mais amplos que envolvem relacionamento contínuo com a imprensa e fortalecimento da imagem pública.

Mais do que divulgar produtos, a assessoria ajuda o empreendedor a contar boas histórias, reais e com propósito, que despertam identificação e interesse. Pequenas empresas e profissionais liberais com propósito claro e posicionamento coerente têm mais chances de se destacar, conquistar espaço na mídia e transformar visibilidade em crescimento.

Em um cenário em que a atenção do público é disputada por milhares de marcas e profissionais de valor, aparecer na imprensa não é mais um luxo. É uma estratégia inteligente e acessível para quem quer crescer com consistência, construir autoridade e consolidar sua presença no mercado. Pequenas empresas com grandes histórias são as que mais têm potencial para ganhar espaço na mídia. Basta transformar propósito em pauta e deixar que a comunicação trabalhe a seu favor. Por isso, a assessoria de imprensa é um investimento estratégico que gera resultados reais de visibilidade, credibilidade e crescimento, especialmente para quem ainda está construindo sua marca.

Quer entender como aplicar isso na prática e fortalecer a presença da sua marca? Fale comigo. Juntos, podemos construir uma comunicação que gera resultados de verdade.


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.


Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Zero Hora Digital.

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Artroscopia do Quadril: a cirurgia minimamente invasiva que melhorou o tratamento de lesões não degenerativas do quadril – por Dr. Guilherme Falótico

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Você sente dor no quadril ao caminhar, cruzar as pernas ou se levantar de uma cadeira? Já recebeu diagnósticos de “bursite” ou “artrose inicial”, mas a dor persiste, mesmo com fisioterapia e medicamentos? O problema pode estar em lesões específicas do quadril que, até poucos anos atrás, passavam despercebidas e não tinham tratamento adequado.

A boa notícia é que a medicina evoluiu, e hoje a artroscopia do quadril oferece uma solução precisa e minimamente invasiva para diversos problemas que antes exigiam cirurgias abertas e recuperações prolongadas.

Neste artigo, vou explicar como essa técnica revolucionária está ajudando milhares de pessoas – inclusive atletas e jovens adultos – a recuperarem sua qualidade de vida sem dor.

O que é a Artroscopia do Quadril?

A artroscopia é um procedimento cirúrgico realizado através de pequenas incisões de aproximadamente 1 centímetro. Por essas micro aberturas, o cirurgião introduz uma câmera (artroscópio) e instrumentos especiais para visualizar e tratar problemas dentro da articulação.

As principais vantagens desta técnica incluem:

  • Menor dano tecidual: Preserva músculos.
  • Visualização ampliada: Permite diagnóstico e tratamento mais preciso.
  • Recuperação mais rápida: Retorno mais breve às atividades diárias
  • Menos dor pós-operatória: comparada às cirurgias tradicionais abertas

Quais Problemas Podem Ser Tratados com a Artroscopia?

1. Impacto Fêmoro-Acetabular (IFA)

É a causa mais comum de dor no quadril em adultos jovens. Ocorre quando há um conflito mecânico entre a cabeça do fêmur e a borda do acetábulo (encaixe do quadril), causando:

  • Dor na virilha ao flexionar o quadril
  • Estalos ou sensação de travamento
  • Limitação progressiva dos movimentos

2. Lesões do Lábio Acetabular

O lábio é uma estrutura de fibrocartilagem que funciona como um “amortecedor” natural do quadril. Suas lesões causam dor e limitação, principalmente na prática esportiva.

3. Remoção de corpos livres articulares

4. Tratamento de tumores sinoviais

Quem Pode se Beneficiar Deste Tratamento?

  • Adultos jovens (20-50 anos) com dor persistente no quadril
  • Atletas que sentem dor durante ou após a prática esportiva
  • Pacientes com diagnóstico de IFA/ lesão labial
  • Pessoas que não melhoraram com tratamento conservador (fisioterapia, medicamentos)

Como é o Processo de Recuperação?

A recuperação varia conforme o procedimento realizado, mas geralmente inclui:

  • Alta hospitalar no mesmo dia ou 24 horas após a cirurgia.
  • Uso de muletas por 2 a 4 semanas.
  • Fisioterapia iniciada imediatamente.
  • Retorno às atividades leves em 4-6 semanas.
  • Retorno aos esportes entre 4 e 6 meses.

Não Aceite Conviver com a Dor no Quadril!

Muitas pessoas passam anos adaptando sua vida à dor, acreditando que não há solução ou que a única alternativa seria uma prótese total – o que não é verdade para a maioria dos casos de IFA e lesões labiais.

Agende uma consulta com um especialista em quadril e descubra se a artroscopia pode ser a solução para você voltar a se movimentar sem limitações.


Dr. Guilherme Falótico – Ortopedista especialista em cirurgia do quadril (CRM 128925). Formado e professor adjunto na Escola Paulista de Medicina/UNIFESP, é mestre e doutor em Ciências, com Fellowship no Rothman Institute (EUA), onde se especializou em via anterior do quadril e infecções em artroplastias. Certificado em cirurgia robótica (Robô Mako) e membro da SBOT e SBQ, é reconhecido pela atuação de excelência aliada à ciência e à inovação na ortopedia.


Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Zero Hora Digital.

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O difícil equilíbrio financeiro – por Celso Tracco

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Recentes pesquisas divulgadas pela imprensa indicam que o endividamento das famílias brasileiras está crescendo. Os números mostram que cerca de 80% das famílias têm alguma dívida a pagar. Porém, 30,5% das famílias que tem dívidas estão inadimplentes, ou seja, tem parcelas ou pagamentos vencidos e não pagos. Número recorde da série histórica que iniciou em 2010. Outro dado da pesquisa revela que a inadimplência é crescente entre as famílias que tem uma renda, considerada média pelo IBGE, entre 5 e 10 salários-mínimos. Das famílias inadimplentes, 13% declaram que não têm como pagar suas dívidas, o que também é um recorde. O principal meio de endividamento, mas não o único, são os cartões de crédito, quer sejam de entidades financeiras, quer sejam de lojas de produtos de varejo. Os carnês vêm em segundo lugar.  Vale sempre lembrar: no Brasil, os juros dos cartões de crédito rotativos, são campeões inquestionáveis quando falamos de compras parceladas.

Importante destacar que ter dívidas, por princípio, não é um problema. Os economistas definem o Crédito com o oxigênio da Economia. Sem crédito a economia não vive.  Porém, deve-se ter muito cuidado e sabedoria antes de tomar um empréstimo. Se contrair dívida não é um problema de per si, não honrar com as parcelas contratadas, sim será um enorme problema. “Se alguém quer construir uma torre, será que não vai primeiro sentar-se e calcular os gastos, para ver se tem o suficiente para terminar?” (cf. Lc 14, 28). Parto deste versículo bíblico para entrar no ponto central desta coluna: todas as famílias devem e precisam ter um orçamento financeiro mensal. Para viver em equilíbrio emocional saudável, o ser humano precisa cuidar de quatro dimensões essenciais: uma vida familiar adequada; uma vocação profissional sustentável, um equilíbrio financeiro e uma espiritualidade transcendente.  Justamente o equilíbrio financeiro requer um esforço constante para não se gastar o que não poderá ser pago. E para isso é preciso um orçamento minimamente estruturado e que deve ser rigorosamente cumprido. Este é o lado econômico e financeiro da questão. Uma proposta simples e superficial. Mas não é o único lado a ser observado.

O outro lado importante é o social. Partindo do princípio que nem todas as situações de inadimplência acontecem “apenas” por um pequeno descontrole passageiro de fluxo de caixa familiar, que poderia ser solucionado por exemplo com: uma redução de despesas ou repactuar a dívida ou ainda conseguir alguma receita extra, devemos analisar casos que são bem mais complexos e sinceramente, não me parecem de fácil solução. De saída deve-se ter em conta que o sistema bancário brasileiro é um dos mais rentáveis do mundo. E o banco existe para emprestar dinheiro, e cobrar taxas e juros de acordo com o risco do empréstimo. Isto está bem explícito, por exemplo, nas faturas do cartão de crédito, e acredito que qualquer ente bancário que opere legalmente no Brasil, explica todos os pormenores das prestações a serem pagas quando alguém toma um empréstimo. Portanto, o que falta a grande parte da população, é a consciência que a economia brasileira tem um grau de previsibilidade muito baixo. Apostar que posso pagar meus empréstimos sem ter um bom lastro financeiro é um erro grave, com consequências que podem ser desastrosas. Cautela e prudência em finanças, não são apenas necessárias são indispensáveis. Como já disse um ex-ministro da economia: no Brasil até o passado é improvável. Ter um equilíbrio financeiro é fundamental para uma vida saudável. Aproveite seu dia.


Celso Tracco é economista, mestre em Teologia Sistemática, escritor, consultor e palestrante (www.celsotracco.com.br). Com ampla experiência como executivo em empresas nacionais e internacionais, é especialista em marketing, vendas e comportamento humano. Atuou como professor universitário e tem três livros publicados. Em sua coluna, abordará temas como política, economia e sociedade.


*Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Zero Hora Digital.

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O mercado das apostas on-line e o lobby das “Bets” no Congresso Nacional – por Reinaldo Monteiro

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Quando a regulação produz cargas tributárias injustas e agrava riscos sociais

Este artigo analisa o impacto econômico, político e social do mercado de apostas on-line no Brasil e a influência exercida por grupos empresariais (“bets”) durante o processo legislativo que resultou na Lei n.º 14.790/2023. Argumenta-se que o modelo tributário adotado é regressivo, ao concentrar a carga no apostador individual e preservar margens elevadas para as operadoras, ao mesmo tempo em que ignora as externalidades negativas geradas pelo vício em jogos e pelo endividamento das famílias.

O artigo baseia-se em dados oficiais do Banco Central e do Ministério da Fazenda, além de análise normativa e bibliográfica. Conclui-se que é possível — e socialmente necessário — vincular parte da arrecadação já existente à segurança pública municipal com ênfase no urbanismo social, financiando a formação, estrutura e tecnologia das Guardas Municipais como resposta federativa à vulnerabilidade social agravada pelo próprio fenômeno das apostas.

1. Introdução

O avanço das plataformas de apostas esportivas transformou-se em fenômeno econômico e cultural de grandes proporções. O Brasil, que até 2018 não dispunha de regulação, tornou-se um dos maiores mercados mundiais do setor. Em 2023, sob intensa pressão de grupos privados, o Congresso Nacional aprovou a Lei 14.790/2023, legalizando e tributando as apostas de quota fixa.

A questão central deste estudo é compreender como o lobby das empresas de apostas influenciou a estrutura tributária e por que o modelo vigente gera distorções e injustiças fiscais que recaem sobre a sociedade. O artigo propõe, ainda, uma alternativa de reversão social dos recursos, especialmente para a segurança pública municipal com foco na cidadania por meio do urbanismo social.

2. Desenvolvimento

2.1 O crescimento do mercado de apostas

Dados do Banco Central (EE 119/2024) estimam movimentação entre R$ 18 e 21 bilhões por mês em apostas, com retenção média de 15% pelas operadoras.

Aproximadamente 24 milhões de pessoas apostam regularmente, e cerca de 5 milhões de beneficiários do Bolsa Família enviaram R$ 3 bilhões às plataformas em agosto de 2024. Trata-se, portanto, de um mercado de massa, concentrado em camadas de baixa renda.

2.2 Regulação e carga tributária

A Lei 14.790/2023 fixou tributação de 12% sobre o GGR (receita bruta do jogo) e 15% de IRPF sobre o prêmio líquido do apostador. O modelo penaliza o pequeno ganhador e preserva margens empresariais altas.

A destinação dos recursos é dispersa, sem critérios claros de repasse para políticas compensatórias. Essa estrutura cria carga tributária injusta e falha em reduzir os impactos sociais do jogo.

2.3 O lobby das “bets” no Congresso Nacional

Durante a tramitação do PL 3.626/2023, observou-se forte influência de agentes econômicos: campanhas publicitárias, patrocínios esportivos e presença ostensiva em audiências públicas.

O discurso predominante de “modernização e arrecadação” ocultou o desequilíbrio social e a ausência de vinculações orçamentárias efetivas para mitigação de danos.

2.4 Riscos sociais e ausência de políticas públicas em especial voltadas para cidadania

O jogo on-line gera dependência, endividamento e perda de renda. Jovens e famílias vulneráveis são as principais vítimas. A publicidade massiva e o fácil acesso via aplicativos ampliam o alcance e o risco.

O Estado, contudo, mantém postura reativa, limitando-se à arrecadação fiscal sem retorno social estruturado.

3. Financiamento da segurança pública básica com ênfase no urbanismo social

Com base nas estimativas oficiais, é possível calcular:

  • Volume apostado mensal: R$ 20 bilhões
  • GGR médio (15%): R$ 3 bilhões/mês
  • Tributação/ “destinação” de 12%: R$ 360 milhões/mês

Se 12,6% dessa arrecadação for destinada à segurança pública, o potencial anual é de aproximadamente R$ 540 milhões. Esse montante poderia ser canalizado para um Fundo Nacional de Segurança Pública Básica e Urbanismo Social, gerido em subconta do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP), com repasses automáticos e critérios objetivos:

  1. População e vulnerabilidade social;
  2. Adesão à Matriz Curricular da SENASP;
  3. Execução de Plano Municipal de Segurança Pública; e
  4. Prestação de contas em portal público.

O uso seria restrito a:

  • Formação e capacitação das Guardas Municipais;
  • Equipamentos, tecnologia e viaturas;
  • Ações preventivas (patrulhas escolares, saúde mental, urbanismo social);
  • Implantação dos planos municipais de segurança pública e urbanismo social com base em pelo menos dez eixos temáticos:
  • Proteção e Defesa da Mulher/Combate a Violência Doméstica;
  • Policiamento Escolar e Proteção da Comunidade Escolar;
  • Proteção e Defesa da Criança e Adolescente;
  • Proteção e Defesa da Pessoa Idosa;
  • Policiamento, Segurança Viária e Educação no Trânsito;
  • Palestras Educativas;
  • Proteção Ambiental, Cultural e Arquitetônica;
  • Pacificação de Conflitos.
  • Política de Prevenção a Crimes Violentos; e
  • Política de Preservação da Tranquilidade da Sociedade (redução da perturbação do sossego).

Tal arranjo realizaria o princípio federativo da corresponsabilidade garantindo condições financeiras mínimas para que os municípios possam cumprir com o dever constitucional previsto no pacto federativo de prestar e organizar diretamente serviços públicos de interesse local, em especial no âmbito da segurança pública e, isso transformaria uma atividade de risco em fonte legítima de financiamento para a segurança pública básica, além de criar condições para que os Governadores possam utilizar seus recursos materiais, financeiros e humanos para focar no combate ao crime organizado de forma integrada e em parceria com a União.

4. Conclusão

O mercado de apostas on-line é hoje uma realidade inescapável, mas sua regulação revelou forte captura legislativa. O lobby das “bets” garantiu uma tributação leniente para empresas e regressiva para consumidores.

A ausência de vinculação efetiva de recursos aprofunda a injustiça fiscal e perpetua os riscos sociais do jogo com impactos negativos para todos os entes federados.

Entretanto, os mesmos números que hoje demonstram desigualdade podem sustentar uma política redistributiva e protetiva. Destinar parte do GGR aos municípios para investimentos direto na implantação de políticas públicas de urbanismo social e segurança pública básica com a participação efetiva das Guardas Municipais, via fundo vinculado, é medida de justiça fiscal, prevenção social, cidadania e fortalecimento do pacto federativo.

Em síntese, quem lucra com o risco deve contribuir para financiar a política de urbanismo social e segurança pública básica com foco na proteção sistêmica da população que utiliza bens, serviços e instalações municipais — convertendo o jogo em investimento na vida, na evolução social da sociedade e na cidadania.


Referências

  • BRASIL. Lei nº 14.790, de 29 de dezembro de 2023. Dispõe sobre apostas de quota fixa.
  • BRASIL. Lei nº 13.756, de 12 de dezembro de 2018. Institui o Fundo Nacional de Segurança Pública.
  • BANCO CENTRAL DO BRASIL. Análise técnica sobre o mercado de apostas on-line no Brasil e o perfil dos apostadores. Relatório EE 119/2024.
  • MINISTÉRIO DA FAZENDA. Portaria SPA/MF nº 1.212/2024.

Organização Mundial da Saúde. Gambling disorder as addictive behavior. Genebra, 2023


Reinaldo Monteiro, GCM de Barueri-SP, Presidente da AGM BRASIL, Bacharel em Direito com especialização em Direito Constitucional e Administrativo, Consultor em Segurança Pública, Palestrante e ex-Diretor da Secretaria Nacional de Direitos Humanos.


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NOMES E OCUPAÇÕES – por Tom Moisés

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H. Ramos = professor de judô
Ana Lisa = técnica de laboratório
P. Lúcia = fabricante de bichinhos
Pinto Solto = fabricante de cuecas
Marcos Dias = fabricante de calendários
Olavo Pires = balconista de lanchonete
Décio Machado = infrator ambiental
H. Lopes = professor de hipismo
Oscar Romeu = colecionador de automóveis
Hélvio Lino = professor de música
K. Godói = paciente com hemorroidas
Alberta Alceu Pinto = garota do job
Eudes Penteado = funcionário que não se penteia
Edson Forte = baterista
Jamil Jonas Costa = urologista
Iná Lemos = pneumologista
Ema Thomas = traumatologista
Sara Dores da Costa = reumatologista
Armando Pinto = artista de filmes adultos
Amado Pinto Furtado= artista de filmes adultos que era muito querido, mas se aposentou
Alceu Prazeres = cozinheiro
Pablo Picasso = pintor bem dotado de talentos e habilidades
Edu Rolo = aprendiz de negociante
João Rolista = negociante nato
Alexa = funcionário que só faz alguma coisa quando alguém manda
Paulo César Vara Grande = juiz
Beatriz do Rego Dourado = passista de escola de samba coberta por purpurina
Jacinto Rego Secco = deve ser parente da Débora Secco
Deborah Kerr = consumidora compulsiva que descartou acrescentar em seu nome o sobrenome do pretendente Julian Pinto
H. Romeu Pinto = sem comentários.

E você, também já se deparou com nomes diferentes?
Se sim, comente aqui pra gente saber.

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O que é comunicação empresarial e por que sua empresa precisa de uma estratégia integrada – por Adriana Vasconcellos

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Em um mercado cada vez mais competitivo, a forma como sua empresa se comunica deixou de ser apenas uma questão de imagem. Hoje, é uma verdadeira estratégia de crescimento. Ter uma comunicação empresarial integrada significa alinhar todas as áreas da organização, como Assessoria de Imprensa, Marketing, Recursos Humanos e Atendimento, para que cada mensagem transmitida tenha clareza, coerência e impacto.

Não importa se você lidera uma clínica, um consultório, um escritório de advocacia, uma loja ou uma indústria de grande empresa. A comunicação integrada fortalece a reputação, amplia a credibilidade e gera resultados consistentes.

Toda empresa comunica, mesmo quando não fala. O modo como um cliente é atendido, a forma como os colaboradores se relacionam e até o conteúdo publicado nas redes sociais revelam muito sobre a marca. Por isso, comunicar-se de forma integrada deixou de ser um diferencial e se tornou uma necessidade estratégica. Mais do que transmitir mensagens, a comunicação integrada alinha objetivos, fortalece a cultura organizacional e constrói uma reputação sólida, tanto dentro quanto fora da empresa.

O que é comunicação empresarial integrada?

A comunicação empresarial, também chamada de comunicação corporativa, é o conjunto de ações e estratégias que uma organização utiliza para dialogar com seus diferentes públicos. Isso inclui clientes, colaboradores, investidores, imprensa, fornecedores e a sociedade em geral. Ela é o elo que conecta pessoas, valores e resultados.

Dentro desse universo, existem diferentes tipos de comunicação que, quando atuam de forma integrada, transformam a percepção e o desempenho de uma marca.

A comunicação interna mantém o time alinhado, engajado e conectado aos propósitos da empresa. A comunicação externa projeta a imagem da marca no mercado e fortalece o relacionamento com clientes, parceiros e imprensa. A comunicação vertical aproxima lideranças e equipes, promovendo o diálogo entre gestão e colaboradores. A comunicação horizontal estimula a troca entre áreas, reduz ruídos e aumenta a eficiência. E a comunicação informal flui naturalmente nas conversas e grupos, fortalecendo vínculos e aproximando pessoas. Quando todos os canais e áreas falam a mesma língua, a empresa transmite consistência, transparência e confiabilidade.

O papel das áreas na comunicação integrada

Cada área de desempenha um importante papel na engrenagem. A Assessoria de Imprensa transforma a expertise e o propósito da empresa em histórias que geram credibilidade e alcance.

Enquanto o Marketing planeja e executa campanhas que engajam o público, divulgam produtos e reforçam o posicionamento da marca, a imprensa faz o mercado falar sobre ela, consolidando autoridade e reconhecimento. Juntos, criam uma presença consistente e estratégica, unindo conteúdo de valor, visibilidade e credibilidade, o que, para médicos, clínicas, advogados, empreendedores e grandes empresas, significa ser visto como referência e fonte confiável.

Já o setor de Recursos Humanos garante que a comunicação interna esteja alinhada aos objetivos estratégicos e à cultura organizacional. Colaboradores bem-informados e engajados tornam-se defensores da marca, fortalecendo a marca do empregador e contribuindo para um ambiente produtivo e colaborativo.

Por que a comunicação integrada é essencial?

Mensagens desencontradas confundem clientes e colaboradores, enfraquecem a imagem da marca e comprometem resultados. Quando Marketing, Assessoria de Imprensa e Recursos Humanos atuam de forma conjunta, os benefícios são evidentes.

A imagem da marca se fortalece, transmitindo credibilidade e confiança em todos os canais. O discurso e o tom de voz tornam-se unificados, garantindo consistência na comunicação interna e externa. A empresa passa a atrair e reter talentos, transformando colaboradores em verdadeiros embaixadores da marca. A gestão de crises se torna mais eficiente, com respostas rápidas e alinhadas que protegem a reputação. E, como consequência, os resultados de negócio se ampliam, com maior visibilidade, geração de leads e crescimento nas vendas.

A chegada da Inteligência Artificial também transformou a forma como buscamos e consumimos informações. Ferramentas como ChatGPT e Perplexity já influenciam a visibilidade digital, mas um estudo da Web Estratégica mostra que apenas 0,5% do tráfego de sites no Brasil veio de IA entre julho de 2024 e agosto de 2025. Enquanto isso, o Google e outros buscadores tradicionais continuam dominando, com 23,85% do tráfego.

Esse cenário evidencia que a presença em fontes confiáveis ainda é decisiva. E é justamente nesse ponto que a comunicação integrada ganha força. A Assessoria de Imprensa posiciona a marca como referência em veículos de credibilidade, fazendo com que os algoritmos de IA a reconheçam como fonte de autoridade. O Marketing produz conteúdo estruturado e relevante, capaz de alimentar tanto jornalistas quanto sistemas de inteligência artificial. Já o setor de Recursos Humanos reforça a narrativa sobre cultura e valores, fortalecendo a reputação interna e externa.

Assim, empresas e profissionais não apenas ganham visibilidade, mas constroem credibilidade digital. Menções em veículos confiáveis aumentam as chances de uma marca ser reconhecida por sistemas de IA, fortalecendo sua autoridade, reputação e relevância.

Como implementar uma estratégia integrada?

O primeiro passo é mapear os canais e públicos, compreendendo como a empresa se comunica atualmente. Em seguida, é essencial definir objetivos claros, considerando reputação, engajamento, vendas e relacionamento. Depois, é preciso estabelecer um tom de voz único, que conecte Marketing, Assessoria de Imprensa e Recursos Humanos. Também é importante promover uma comunicação de mão dupla, incentivando feedbacks de colaboradores e clientes. Por fim, é necessário monitorar e ajustar constantemente os resultados, a reputação e a presença digital.

Contar com especialistas em comunicação integrada acelera esse processo e garante planejamento estratégico e execução consistente. Em um mercado competitivo, empresas bem comunicadas não apenas são vistas. Elas são lembradas e respeitadas.

Na era digital e da Inteligência Artificial, a comunicação integrada é mais estratégica do que nunca. Assessoria de Imprensa, Marketing e Recursos Humanos precisam atuar de forma alinhada, unindo credibilidade, visibilidade e cultura organizacional. Para clínicas, consultórios, escritórios ou grandes empresas, essa integração é o que transforma presença em reputação e comunicação em resultado.

Quer entender como aplicar isso na prática e fortalecer a presença da sua marca? Fale comigo. Juntos, podemos construir uma comunicação que gera resultados de verdade.


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.


Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Zero Hora Digital.

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Uma homenagem aos Professores – por Dra. Vera Resende

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Quem é o professor na vida de cada um de nós? E na vida dos seus filhos?

Ao compararmos as experiências escolares de diferentes gerações, percebemos uma imensa lacuna entre o período anterior às redes sociais e o atual.

As histórias que ouvíamos sobre a escola nos faziam sonhar com ela. Hoje, infelizmente, escola e professores tornaram-se, muitas vezes, alvos de críticas e desconfiança, reflexos das mesmas fragilidades que afetam toda a sociedade.

Sem a intenção de atribuir à tecnologia a culpa exclusiva pelo enfraquecimento das relações entre professor e aluno, é possível reconhecer que o uso inadequado das redes sociais tem alterado a maneira como a sociedade enxerga o papel da escola e de seus educadores.

Perdeu-se, em parte, o sentido profundo da relação professor/aluno, que antes era tecida por sonhos, expectativas, medos e descobertas levadas nas mochilas no primeiro dia de aula. A escola era percebida como um organismo vivo, um espaço que acolhia a diversidade de habilidades, limites, possibilidades e histórias de vida. Seu propósito ia além do aprendizado teórico: era um ambiente de convivência humana, respeito, pertencimento e inclusão.

A imagem da escola como espaço de crescimento e de relações saudáveis precisa ser resgatada. Como pais e como alunos, precisamos enxergá-la novamente como um lugar vivo, que pulsa e transforma. Só assim poderemos nos reconectar com o melhor de nós, despertando o desejo genuíno de viver em sociedade.

Enquanto adultos, quando levamos nossos filhos à escola, levamos também uma parte de nós mesmos: o sonho de crescer, aprender, descobrir e evoluir. Carregamos conosco a esperança de que nossas aspirações individuais possam contribuir para uma sociedade mais justa e consciente.

Que possamos, portanto, retomar o diálogo, as trocas saudáveis e o respeito mútuo. Que a tecnologia seja usada para aproximar, enriquecer o aprendizado e fortalecer a construção de um mundo mais humano, seguro e tolerante.


Dra. Vera Resende – Psicóloga clínica (CRP 06-2353), mestre e doutora em Psicologia Clínica pela PUC-SP. Com sólida trajetória acadêmica, foi professora e supervisora de estágio clínico na Unesp, ministrou aulas na pós-graduação, orientou teses, integrou grupos de pesquisa e coordenou cursos de especialização e extensão. Atuou no Instituto Sedes Sapientiae, participando de seminários e publicações na área de psicanálise da criança. Atualmente, mantém consultório próprio, oferecendo atendimentos, supervisão clínica e aperfeiçoamento para psicólogos iniciantes.


Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Zero Hora Digital.

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Homenagem aos Professores (as) – por Celso Tracco

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Um professor de filosofia, em determinada aula e sem dizer uma só palavra aos seus alunos, pegou um pote de vidro, grande e vazio, colocou sobre sua mesa e começou a enchê-lo, até a boca, com bolas de tênis. Em seguida, perguntou aos seus alunos se o frasco estava cheio e imediatamente todos disseram que sim. O professor então pegou uma caixa de bolinhas de gude e esvaziou-a dentro do pote. As bolas de gude encheram todos os vazios entre as bolas de tênis.

O professor voltou a perguntar se o frasco estava cheio e voltou a ouvir de seus alunos que sim.

Imediatamente, pegou um saco com areia e esvaziou-a dentro do pote. A areia preencheu os espaços vazios que ainda restavam e ele perguntou novamente aos alunos, que responderam que o pote agora sim, estava cheio. O professor então de modo teatral e ainda sem dizer nada, pegou sua garrafa térmica, que continha o café que ele tomava durante as aulas e derramou sobre o pote umedecendo a areia.

Os estudantes observavam a situação, esperando a pergunta do professor. Mas, sem nada perguntar o professor ensinou:

Quero que entendam que o pote de vidro representa nossas vidas. As bolas de tênis são os elementos mais importantes: a família, seus verdadeiros amigos, sua vocação profissional, sua espiritualidade, suas crenças, Deus. Elas representam o que é essencial em nossas vidas. Nelas estão contidas nossos princípios e valores. Valores e princípios que devemos cuidar em primeiro lugar, pois elas nos conduzem à felicidade plena. Sem elas nossas vidas serão vazias, sem um propósito definido.

As bolas de gude são as outras coisas que importam: o trabalho, um bom lugar onde morar, o carro novo, o estudo que satisfaz, como ocupo minhas horas livres. São importantes, mas não são determinantes na vida.

A areia representa todas as pequenas coisas, agradáveis e desagradáveis que acontecem todos os dias na vida de qualquer ser humano: cervejinha de sexta-feira, passeios na natureza, contas para pagar, compromissos chatos e obrigatórios, contratempos e momentos de prazer. Sua importância é relativa, não determinante portanto, devemos tratá-los com a significância que eles têm, quase nula.

Mas atenção, o professor elevou a voz provocando a atenção dos alunos, se a areia fosse colocada em primeiro lugar no pote, não haveria espaço para todas as bolas de tênis e nem para as de gude. O mesmo ocorre com nossas vidas. Se gastamos todo nosso tempo e energia com as pequenas coisas não teremos espaço e tempo para as coisas realmente importantes.

Assim devemos prestar atenção nas coisas que são primordiais para a nossa felicidade. Brincar com os nossos filhos, sair para se divertir com a família e com os amigos, dedicar um tempo a nós mesmos, buscar conhecimento, estudar sempre, cuidar da saúde, viajar, ser fiel a nossa crença.

Sempre haverá tempo para as outras coisas, mas devemos nos ocupar primeiro das bolas de tênis, depois das de gude, pois o resto é areia.

Um aluno se levantou e perguntou: professor, o que representa o café?

Com um sorriso contido, o professor respondeu: Excelente pergunta. O café serve apenas para demonstrar que não importa quão ocupada esteja nossa vida, sempre haverá lugar para tomar um café com um amigo.

Um grande e forte abraço e até nosso próximo café. Aproveite seu dia.


Celso Tracco é economista, mestre em Teologia Sistemática, escritor, consultor e palestrante (www.celsotracco.com.br). Com ampla experiência como executivo em empresas nacionais e internacionais, é especialista em marketing, vendas e comportamento humano. Atuou como professor universitário e tem três livros publicados. Em sua coluna, abordará temas como política, economia e sociedade.


*Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Zero Hora Digital.

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A PEC da Segurança Pública e o desentendimento conveniente – por Ramon Soares

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A Constituição Federal de 1988 já foi alterada 136 vezes — e, possivelmente, isso ainda está longe de acabar. Já não faz sentido manter um texto antigo para uma sociedade moderna e ávida por mudanças. Essas mudanças são, na essência, uma necessidade para garantir uma vida melhor e, consequentemente, o desenvolvimento nas áreas da educação, saúde e habitação.

Trata-se, portanto, de um texto com clara necessidade de atualização, visando a um melhor entendimento, reconhecimento e ampliação dos direitos individuais e coletivos. É nesse contexto que surgem as emendas constitucionais.

As emendas à Constituição são uma ótima ferramenta para os parlamentares apresentarem suas bandeiras, projetos e apoios — ou mesmo para se posicionarem como oposição — e, assim, se manterem em um mandato praticamente “infinito”, legislatura após legislatura.

No primeiro semestre deste ano, o governo federal apresentou a Proposta de Emenda à Constituição nº 18/2025, com foco exclusivo na Segurança Pública — se é que podemos entender dessa forma. Aqui, trataremos especificamente da Polícia Militar e das Guardas Municipais.

Governadores de oposição manifestaram-se contrários à proposta, alegando interferência do governo federal nas competências dos estados. Já os oficiais das Polícias Militares (embora não haja unanimidade entre eles) argumentam que, com a aprovação da PEC, as Guardas Municipais se tornariam concorrentes das Polícias Militares, o que, segundo esses opositores, levaria à extinção das PMs.

A proposta, em resumo, busca constitucionalizar o Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), criado em 2018 pela Lei nº 13.675. O objetivo é reforçar a atuação federal na segurança, ampliando o papel da União na formulação de políticas nacionais e no combate ao crime organizado.

Até aqui, tudo dentro da normalidade: um projeto do governo com a oposição contrária, e o debate político seguindo seu curso. O que não está no texto, no entanto, são as inverdades — principalmente por parte de quem se diz defensor da segurança pública, como alguns deputados federais que são policiais militares e foram eleitos com esse discurso, mas que não concordam com o possível fortalecimento das Guardas Municipais. Alegam que isso poderia interferir nas competências da Polícia Militar.

Enquanto isso, a população clama por segurança. A segurança pública é, hoje, a maior preocupação dos brasileiros, segundo pesquisa da Quaest divulgada no dia 2 de abril.

O cidadão brasileiro, de todas as classes sociais, não escolhe em um “cardápio” o tipo de polícia que deseja, de acordo com o tipo de malfeitor que deparar. Muito menos está disposto a abrir mão de qualquer ampliação na segurança que possui — que, como todos sabemos, está longe do ideal.

O estado de São Paulo, por exemplo, não dispõe de uma segurança pública exemplar:

  • A Polícia Civil apresenta um déficit de mais de 15.000 agentes;
  • A Polícia Militar tem déficit superior a 20.000 agentes;
  • A estrutura da Polícia Civil, incluindo delegacias, muitas vezes é mantida pelos próprios municípios, inclusive com funcionários cedidos;
  • A Polícia Militar, por meio de seus coronéis, solicita que os prefeitos contratem policiais de folga via atividade delegada — talvez como forma de manter esses profissionais ocupados e evitar que tenham tempo para reclamar das condições a que são submetidos.

A segurança pública é, de longe, um dos setores mais ineficientes do Estado. E não podemos aceitar que o governo se recuse a submetê-la a uma reforma.

Vejamos, por exemplo, o policiamento preventivo — que é o mais importante para o cidadão comum.

Qual é a função do policial militar, segundo a Constituição Federal?

A função do policial militar é o patrulhamento ostensivo (modalidade) e preventivo, podendo realizar apenas prisões em flagrante delito, conforme o artigo 5º, inciso LXI, da Constituição Federal.

Qual é a função do guarda municipal, segundo a Constituição Federal?

A função do guarda municipal também é o patrulhamento ostensivo e preventivo, com a mesma limitação quanto às prisões em flagrante (art. 5º, inciso LXI), além de atuar em fiscalizações de posturas municipais.

Os municípios que têm Guardas Municipais — e a boa parte pode constituí-las — frequentemente apresentam efetivos muito superiores aos da Polícia Militar local. Isso contribui para a ampliação da segurança na região, sem que haja qualquer sobreposição de funções, exceto pelo contingente.

O debate em torno da PEC da Segurança Pública nos leva a algumas reflexões importantes:

  • A aprovação da PEC não muda, na prática, as atribuições das polícias;
  • A Polícia Militar não será extinta, como muitos têm pregado;
  • As Guardas Municipais não se tornarão concorrentes das Polícias Militares;
  • A população sairá beneficiada com essa emenda?
  • A criminalidade será, de fato, reduzida?
  • O governo está realmente preocupado com a população?

E assim prosseguimos com mais uma alteração da Constituição Federal — talvez, se nada mudar, a 137ª — e só saberemos seus efeitos reais daqui a alguns anos.


Ramon Soares é Guarda Municipal em Barueri, bacharel em Direito pela UNIFIEO e vice-presidente da AGM Brasil. Palestrante e instrutor, coautor do projeto “Segurança Pública Básica” e possui certificado internacional em Segurança Escolar, obtido em Indianápolis (EUA).


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