Zero Hora Digital anuncia Reinaldo Monteiro como novo colunista de segurança pública

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O portal Zero Hora Digital passa a contar, a partir de julho, com colunas exclusivas sobre segurança pública assinadas por Reinaldo Monteiro, um dos principais especialistas do país no tema. Monteiro é presidente da AGM Brasil (Associação Nacional de Guardas Municipais) e possui ampla experiência na área, o que contribuirá com análises aprofundadas e uma visão estratégica sobre os desafios enfrentados pelas cidades brasileiras no combate à criminalidade e na promoção da ordem pública.

As colunas serão publicadas quinzenalmente, com possibilidade de frequência semanal, e trarão reflexões sobre políticas públicas, atuação das guardas municipais, legislação, direitos humanos e o papel dos municípios no Sistema Único de Segurança Pública (SUSP).

Com mais de 21 anos de atuação como Guarda Municipal Classe Especial em Barueri (SP), Monteiro é bacharel em Direito, com aprovação na OAB, e pós-graduado em Direito Constitucional e Administrativo. Além disso, é fundador do Instituto Nacional de Ensino, Pesquisas e Projetos sobre Segurança Pública, Promoção e Defesa dos Direitos Humanos (INEPSP) e foi diretor nacional da Secretaria de Direitos Humanos, em Brasília.

Também é instrutor credenciado pela Polícia Federal em disciplinas como Gerenciamento de Crises, Legislação Aplicada e Direitos Humanos. Atuou como membro titular do Grupo de Trabalho do Ministério da Justiça e Segurança Pública sobre uso da força por agentes de segurança e é coautor do livro Segurança Pública Básica: Direitos Humanos, Violência e Cidadania.

Reconhecido nacionalmente como palestrante e consultor, Reinaldo Monteiro trará ao público do Zero Hora Digital uma abordagem técnica, crítica e fundamentada para enriquecer o debate público sobre segurança.

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Foto: Divulgação

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Como lidar com comentários negativos nas redes sociais de forma profissional – por Adriana Vasconcellos

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Em um ambiente digital cada vez mais dinâmico e interativo, lidar com comentários negativos nas redes sociais se tornou uma habilidade essencial para empresas, empresários, profissionais liberais, profissionais de comunicação e até políticos. Mais do que apagar incêndios, saber gerenciar essas interações com maturidade e estratégia pode se transformar em uma oportunidade valiosa de fortalecer a imagem da marca, melhorar a experiência do cliente e demonstrar, na prática, o compromisso da empresa com seus públicos.

O primeiro passo é responder com agilidade e equilíbrio emocional. A rapidez na resposta mostra atenção e respeito com o cliente/seguidor — mesmo quando a crítica é dura ou injusta. No entanto, é fundamental manter a calma e evitar respostas impulsivas ou defensivas. Uma abordagem profissional, empática e respeitosa ajuda a reduzir tensões e evita que a situação ganhe proporções desnecessárias.

Antes de propor soluções, busque compreender a fundo o problema. Perguntar educadamente por mais detalhes e ouvir com atenção é um sinal claro de interesse genuíno. Além disso, essa postura permite entender se houve realmente uma falha ou apenas um mal-entendido, que pode ser resolvido com uma explicação clara e cordial.

Ao entender o contexto, ofereça soluções viáveis e objetivas. Dependendo do tipo de comentário, pode ser mais adequado conduzir a conversa para o privado — via mensagem direta ou e-mail — garantindo uma resolução mais detalhada e respeitosa. Ainda assim, é importante registrar publicamente, mesmo que de forma breve, que a empresa está cuidando do caso. Essa transparência demonstra compromisso com a resolução e evita interpretações negativas por parte de outros usuários.

Mais do que resolver uma situação pontual, é preciso transformar o feedback em aprendizado. Reclamações recorrentes devem ser levadas a sério e analisadas com atenção por toda a equipe. Muitas vezes, um comentário negativo revela falhas de processo, comunicação ou atendimento que, se corrigidas, melhoram a experiência geral dos clientes e evitam novas crises.

É igualmente importante que a empresa tenha um plano de ação claro para casos mais complexos. Ter uma política de moderação bem definida, com orientações sobre tom de voz, prazos e limites, ajuda a equipe a agir com segurança mesmo diante de críticas mais duras ou injustas. Em situações de maior repercussão, contar com um fluxo de aprovação ágil e porta-vozes preparados é essencial para proteger a reputação da marca.

Em resumo, responder com rapidez, escuta ativa e foco em soluções transforma um cenário potencialmente negativo em uma oportunidade de fortalecimento da marca. Mais do que evitar danos, a forma como lidamos com críticas públicas revela muito sobre a cultura e os valores de uma empresa.

Se você sente que sua empresa ainda não está preparada para enfrentar essas situações de forma estratégica, saiba que é possível se antecipar. A Six Comunicação Integrada desenvolve estratégias personalizadas para ajudar marcas a se posicionarem com firmeza, empatia e coerência em todos os canais. Transformar desafios em oportunidades é o que fazemos todos os dias.


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.


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O planeta Terra está pedindo ajuda. E eu com isso? – por Celso Tracco

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Segundo os últimos estudos feitos por cientistas consagrados, o planeta Terra tem cerca de 5 BILHÕES de anos. Também, segundo a ciência, já ocorreram 5 extinções em massa em nosso planeta. Ou seja, por 5 vezes cerca de 90% de todas as espécies, animais e vegetais, da Terra desapareceram. A mais famosa, ocorreu há 65 MILHÕES de anos, exterminou os dinossauros. A nossa espécie, SAPIENS, apareceu por volta de 1 MILHÃO de anos atrás. Importante: os humanos (homo sapiens) desenvolveram um órgão que nenhuma outra espécie conseguiu na mesma proporção: o cérebro. Eles perceberam que a vida ficaria muito mais fácil e produtiva ajudando-se mutuamente, pois fisicamente eram muito inferiores às outras espécies que coabitavam a Terra. A colaboração entre os SAPIENS tornou a espécie tão poderosa que ela dominou todo planeta.

Mas essa história pode terminar mais cedo do que se imagina. Meu prezado leitor, minha prezada leitora, me refiro à poluição ambiental que nós, seres humanos, estamos produzindo, na terra, na água e no ar. E isso tem a ver com todos nós. O que podemos fazer para deixar de ser parte do problema e fazer parte da solução? Creio que o principal deve ser uma mudança radical de nossas atitudes; ter a conscientização que precisamos ser agentes dessa mudança. 

Com certeza vocês, leitores e leitoras, já ouviram e quiçá já praticam algumas atitudes que combatem a poluição. Mesmo correndo o risco de ser repetitivo, descrevo:

  • Não desperdiçar água, se possível usar água de reuso.
  • Não desperdiçar energia, seja ela elétrica, gás, ou de combustíveis fósseis   
  • Não desperdiçar alimentos
  • Descartar adequadamente plásticos, vidro, papel, óleo de cozinha, restos de madeiras, podas, remédios vencidos, pilhas, lixo eletrônico
  • Doar, adequadamente, roupas, agasalhos, calçados, utensílios domésticos
  • Aderir à economia circular – reduzir, reutilizar, reciclar
  • Colaborar com plantio de árvores e outros tipos de vegetação, sempre seguindo orientação profissional
  • Não jogar lixo nas ruas, calçadas, bueiros, córregos, rios, praias, praças públicas

Certamente a grande maioria de nós já sabe o que deve ser feito! E por que ainda não fazemos? Me atrevo a responder: porque não damos a devida prioridade. Apenas nós podemos mudar nossos hábitos de consumo e nosso comportamento ecológico. Isto significa ter plena conscientização que essa mudança de atitude fará diferença no ecossistema no qual eu vivo (minha família, meu trabalho, meu lazer, meu bairro, minha cidade).  Voltando à pergunta do título desta coluna: E eu com isso? Nós, eu e você, temos tudo a ver com isso. Boas práticas ecológicas, também, dependem de nós. Somos moradores deste planeta, que está, já há algum tempo, pedindo ajuda. Cuidar de nossa casa comum não é uma opção, é uma obrigação. Aproveite seu dia.


Celso Tracco é economista, mestre em Teologia Sistemática, escritor, consultor e palestrante. Com ampla experiência como executivo em empresas nacionais e internacionais, é especialista em marketing, vendas e comportamento humano. Atuou como professor universitário e tem três livros publicados. Em sua coluna, abordará temas como política, economia e sociedade.


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Adriana Vasconcellos é a nova colunista do Zero Hora Digital

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A jornalista Adriana Vasconcellos Soares é a nova colunista do Zero Hora Digital. Formada em Jornalismo pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero, Adriana traz para o portal uma ampla experiência na área de comunicação.

Com carreira iniciada em 2000, ela é também sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada na criação de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços, aumentando a eficácia na construção de suas marcas e na atração de novos negócios, enquanto fortalece a imagem junto à imprensa e nas redes sociais.

A chegada de Adriana Vasconcellos representa um reforço importante para o Zero Hora Digital, que passa a ampliar o leque de conteúdos, abordando temas como comunicação, assessoria de imprensa, imagem institucional e mídias digitais.

Para conhecer mais sobre Adriana Vasconcellos, siga o seu perfil no Instagram – Clique aqui.

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Sociedade solidária. Uma utopia? – por Celso Tracco

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A sociedade atual se caracteriza pela cultura do individualismo, do ódio, da exclusão social, da agressividade cotidiana, da sensação de insegurança, da falência das instituições. Uma sociedade onde os meios justificam os fins e os valores morais e éticos cedem espaços ao monetário. O que vale é ter dinheiro. Talvez, se possa argumentar que desde que o mundo é mundo isto sempre foi assim. Concordo. Porém hoje existe um agravante: a comunicação digital, ela amplifica em escala exponencial as atitudes da sociedade.

Parece claro que há uma tendência a um isolacionismo, cada um se fechar em seu mundo particular. E isto é péssimo. O ser humano é um ser gregário, precisa dos outros para viver e conviver. Precisa trocar ideias e experiências, angústias e alegrias, êxitos e fracassos, precisa ouvir e ser ouvido. É a essência da humanidade, precisamos uns dos outros, em um intercâmbio de opiniões, ajuda, amor, carinho, compaixão, enfim solidariedade.

A proposta para uma sociedade mais humanizada, passa pela prática da solidariedade como uma atitude de vida. Devemos e necessitamos ser solidários em nosso dia a dia. Solidariedade significa, por exemplo, dar atenção aos filhos, não apenas dar conforto material, mas proporcionar a eles uma estabilidade emocional. Perguntar e ajudar nas tarefas escolares, informar que a internet pode ser muito boa, mas também é perigosa. Os filhos e filhas devem ter a liberdade para falar qualquer assunto com o pai ou mãe.

A solidariedade, também, deve extrapolar os limites do lar. Precisamos nos preocupar com quem mais precisa, com os idosos, ou com quem necessita de cuidados especiais. Além das pessoas, devemos ser solidários com a natureza, fauna e flora. Nossa casa comum, o planeta Terra, está pedindo ajuda, está dando sinais de doença. Uma boa prática é não desperdiçar alimentos, não apenas por economia, mas porque os recursos naturais estão se esgotando.

Pode parecer utópico em uma sociedade que tem uma cultura de agressividade, de radicalização, de antagonismo, pregar a solidariedade e a boa vontade com quem quer que seja. Porém, creio que é mais agradável, além de mais barato nos ajudarmos mutuamente do que devotar a vida na luta constante contra “inimigos” imagináveis. Um simples cumprimento afetuoso, pode fazer uma enorme diferença para alguém.

Um excelente dia a todos e todas.


Celso Tracco é economista, mestre em Teologia Sistemática, escritor, consultor e palestrante. Com ampla experiência como executivo em empresas nacionais e internacionais, é especialista em marketing, vendas e comportamento humano. Atuou como professor universitário e tem três livros publicados. Em sua coluna, abordará temas como política, economia e sociedade.


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Praticar cidadania, mais do que um direito é um dever; por Celso Tracco

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Nada é mais comum do que falarmos mal de nossos governantes. Sempre e em todo lugar. Nos esquecemos que eles foram eleitos por nós mesmos. Podemos ter até muitas discordâncias sobre o sistema político eleitoral do Brasil, mas ele é democrático portanto, os governantes foram eleitos de forma legítima. A nós, povo cabe a tarefa de uma permanente vigilância sobre as atitudes e atos dos eleitos. Afinal eles são servidores públicos, estão para servirem, da melhor maneira possível o povo que os elegeu, seja no governo municipal, estadual ou federal. 

Todos nós moramos em um município. Por uma definição institucional o governo municipal deveria ter se preocupar com a qualidade de vida de seus munícipes, principalmente a respeito da educação, saúde, segurança, mobilidade urbana. Como você avalia o seu município nestas questões? Mais importante, como você age no seu papel de morador e pagador de impostos ao município?

Exercer sua cidadania aqui pode fazer toda diferença. Por exemplo: você participa das reuniões de pais e mestres na escola onde seus filhos estão matriculados? Você conhece os Conselhos Municipais, tais como o Tutelar, Criança e Adolescente, Segurança, Saúde, entre outros? Você sabia que os conselheiros são eleitos em eleições que se realizam, geralmente há cada dois anos? O comparecimento para votar não é obrigatório, mas qualquer habitante do município, com o título de eleitor válido, pode votar. Os membros dos Conselhos não precisam pertencer a nenhum partido político, apenas se disponibilizar ao trabalho voluntário. A participação da população nessas eleições, faz toda a diferença.

Há muitas formas de exercer a cidadania. Por exemplo: participar de uma associação de amigos de bairro, de entidades beneficentes, de ajuda aos animais, a preocupação com a interação de idosos na sociedade, entre muitas outras oportunidades.

O fato é, não adianta apenas reclamar de quem não faz, ou faz malfeito. É preciso participar e lutar para modificar o que você pensa que está ruim. Se nós não participamos e não lutamos pelo que acreditamos, os outros tomarão decisões por nós. Apenas reclamar não vai adiantar.  Pratique sua cidadania, a sociedade civil agradece.


Celso Tracco é economista, mestre em Teologia Sistemática, escritor, consultor e palestrante. Com ampla experiência como executivo em empresas nacionais e internacionais, é especialista em marketing, vendas e comportamento humano. Atuou como professor universitário e tem três livros publicados. Em sua coluna, abordará temas como política, economia e sociedade.


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Celso Tracco é o novo colunista do Zero Hora Digital

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O portal Zero Hora Digital passa a contar com um reforço de peso em seu time de colunistas: o escritor, economista e teólogo Celso Tracco. Com uma carreira marcada pela versatilidade e profundidade intelectual, Tracco trará para o site reflexões e análises sobre política, economia e sociedade, temas que domina com propriedade.

Com uma sólida formação acadêmica, Celso Tracco é economista com diversos cursos de especialização realizados ao longo de sua carreira no setor corporativo. Também é mestre em Teologia Sistemática, além de escritor, consultor, palestrante e master coach, destacando-se por sua atuação multidisciplinar em diferentes esferas do conhecimento.

No mundo corporativo, acumulou décadas de experiência como executivo em grandes empresas nacionais e multinacionais, tanto no Brasil quanto no exterior, sempre em cargos de liderança nas áreas de marketing de varejo, vendas, promoções, publicidade e relações públicas.

Tracco também foi professor universitário em cursos de graduação e extensão, e tem três livros publicados, além de diversos artigos e capítulos de obras coletivas. Seu foco temático é o comportamento humano e as relações no ambiente de trabalho.

Na área de consultoria, atuou junto a pequenas e médias empresas em projetos de planejamento estratégico, formação de equipes, desenvolvimento humano e comportamento organizacional. Soma ainda ampla experiência como palestrante motivacional e facilitador de workshops voltados à capacitação profissional.

A partir de agora, seus textos e análises estarão disponíveis no Zero Hora Digital, ampliando o debate sobre os grandes temas da atualidade com a marca de quem alia experiência prática, formação sólida e olhar crítico sobre o mundo.

Para conhecer mais sobre Celso Tracco, siga o seu perfil no Instagram – Clique aqui.

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Julgamento no STF discute papel das Guardas Municipais na Segurança Pública; por Reinaldo Monteiro

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O Supremo Tribunal começou a julgar o Recurso Extraordinário (RE) 608588, que discute se os municípios têm competência legislativa para instituir guarda civil para fazer policiamento preventivo e comunitário. Na sessão do dia 23 de novembro, o relator, ministro Luiz Fux, apresentou um resumo da controvérsia e foram ouvidas as partes e terceiros interessados, instituições admitidas no processo para contribuir com a discussão. A continuação do julgamento ocorreu no dia seguinte, 24 de novembro com o voto do Relator favorável as Guardas Municipais e a  segurança pública do cidadão por meio do policiamento comunitário e preventivo realizado pelas Guardas Municipais.

O recurso foi apresentado pela Câmara Municipal de São Paulo contra decisão do Tribunal de Justiça (TJ-SP) que julgou inconstitucional uma lei que dava à Guarda Civil Metropolitana o poder de fazer policiamento preventivo e comunitário para proteger bens, serviços e instalações municipais e para fazer prisões em flagrante por qualquer delito.

Para a AGM BRASIL – Associação Nacional de Guardas Municipais e demais representantes das Guardas Municipais, os guardas civis integram o sistema constitucional de segurança pública, e a atribuição de policiamento preventivo e comunitário é constitucional, conforme defendido pelo Advogado da AGM BRASIL – Associação Nacional de Guardas Municipais Dr. Eduardo Pazinato, em sua sustentação oral. (https://www.youtube.com/live/nCbcemca2zk?si=R87AgBMyS1vYI_je).

O Presidente da AGM BRASIL – Associação Nacional de Guardas Municipais Reinaldo Monteiro, faz um relato do contexto em que estão inseridas as guardas municipais de forma clara e objetiva:

“SEGURANÇA é um dos direitos sociais previstos na CF art. 6º e como direito social é DEVER DE TODO MUNICÍPIO prover esse direito ao seu cidadão, nos limites de suas competências constitucionais, leis infraconstitucionais e decisões judiciais.

O Constituinte foi claro em dizer no Caput do art. 144 da CF “SEGURANÇA PÚBLICA É DEVER DO ESTADO”, ou seja, é um dever de todos os entes federados. Já no §8º o constituinte jamais citou apenas patrimônio público municipal e sim: “PROTEÇÃO DE BENS, SERVIÇOS E INSTALAÇÕES”, que vai muito além de ser apenas patrimônio, basta verificar a definição de bens públicos no Código Civil para constatarmos que isso dentro de um município é quase 100%, e quando falamos de serviços é necessário lembrar que a maioria dos serviços oferecidos pelo município estão ligados a atenção primária e, por força da CF quem deve garantir a proteção desses serviços é o próprio município, por meio de sua guarda municipal.

Devemos lembrar que em 2014 o §8º do art. 144 da CF foi devidamente regulamentado pela Lei Federal nº 13.022, pacificando de uma vez por todas as competências e atribuições das guardas municipais, sendo que, o art. 5º da referida lei conferiu as guardas municipais 18 competências específicas, e destaco o inciso III “ATUAR, PREVENTIVA E PERMANENTEMENTE, NO TERRITÓRIO DO MUNICÍPIO, PARA A PROTEÇÃO SISTÊMICA DA POPULAÇÃO QUE UTILIZA OS BENS, SERVIÇOS E INSTALAÇÕES MUNICIPAIS”.

Em 2018 foi criado o SUSP por meio da Lei Federal 13.675 e deixou clara a participação dos municípios como integrantes estratégicos e as guardas municipais como integrantes operacionais de segurança pública no SUSP.

Vale destacar que a Lei nº 13.022/14 foi questionada no STF por meio da ADI 5780 o qual a Suprema Corte decidiu pela constitucionalidade, portanto, inexiste dúvidas sobre as atribuições dessas corporações. Ainda em sede de controle concentrado de constitucionalidade o STF julgou a ADI 5948 em relação ao Estatuto do Desarmamento e derrubou o critério de quantitativo populacional dos municípios para que as guardas municipais pudessem portar arma de fogo, ou seja, independentemente do tamanho do município a guarda municipal pode trabalhar armada.

Recentemente o STF julgou a ADPF 995 e reconheceu as guardas municipais como órgãos de segurança pública, inclusive reforçando que, independentemente da localização topográfica no art. 144 da CF, as guardas municipais são órgãos de segurança pública: “Ocorre que o deslocamento topográfico da disciplina das guardas municipais no texto constitucional não implica a desconfiguração do órgão como agente de segurança pública, ao argumento de que não estaria inclusa em pretenso rol taxativo dos órgãos de segurança” (Min. Alexandre de Moraes).

No julgamento da ADI 6621 o STF decidiu que o rol de órgãos de segurança pública previsto nos incisos do art. 144 da CF são meramente exemplificativos e não taxativos, “Rompe-se com a anterior fórmula de organização que encontrava amparo neste Tribunal, qual seja, a de repartição federativa, com descentralização e engessamento. Em seu lugar, o Sistema Único promove centralização do planejamento estratégico, e flexibilidade das atribuições dos órgãos responsáveis pela segurança pública, retirando, portanto, a taxatividade do caput do art. 144 da CRFB/88”.

Em dezembro de 2023 foi publicado o Decreto 11.841 que regulamentou os incisos IV, XIII e XIV do caput e o parágrafo único do art. 5º da Lei nº 13.022/14, para dispor sobre a cooperação das guardas municipais com os órgãos de segurança pública da União, dos Estados e do Distrito Federal.

Além dessa vasta legislação e decisões judiciais da Suprema Corte, não podemos esquecer que os municípios possuem competência para organizar e prestar diretamente serviços públicos de interesse local (Art. 30, V, CF), sendo a “SEGURANÇA PÚBLICA BÁSICA” um interesse local, fica realmente muito claro o papel dos municípios e das guardas municipais na proteção sistêmica da população.

Para enterrar a narrativa de que as guardas municipais não possuem fiscalização externa, em 09 de setembro de 2024 a AGM BRASIL – Associação Nacional de Guardas Municipais do Brasil assinou um ACT com Conselho Nacional do Ministério Público no âmbito da Ouvidoria Nacional de Combate à Violência Policial para coibir qualquer tipo de violência policial por parte dos policiais das guardas municipais.(https://www.cnmp.mp.br/portal/todas-as-noticias/17846-cnmp-lanca-ouvidoria-de-combate-a-violencia-policial-e-firma-parceria-com-a-associacao-nacional-de-guardas-municipais-do-brasil).

Ainda no âmbito do Conselho Nacional do Ministério Público – CNMP, no último dia 21 de novembro foi lançado o Manual de Atuação do Ministério Público no Controle Externo da Atividade Policial e de forma clara e expressa as Guardas Municipais são citadas e incluídas no mesmo patamar de qualquer outro órgão policial no que diz respeito ao controle externo da atividade policial por parte do Ministério Público.(https://www.cnmp.mp.br/portal/todas-as-noticias/18068-comissao-do-cnmp-lanca-manual-de-atuacao-do-ministerio-publico-no-controle-externo-da-atividade-policial).”

Diante de todo o exposto e de acordo com a jurisprudência da Suprema Corte, Reinaldo Monteiro acredita que o julgamento do RE 608.588 pautado para ser julgado no STF dia 12 de dezembro de 2024, será mais uma vitória da sociedade brasileira, e em especial das Guardas Municipais e dos mais de 1.400 municípios brasileiros que possuem suas guardas municipais e investem no POLICIAMENTO COMUNITÁRIO E PREVENTIVO para garantir o direito social do cidadão à SEGURANÇA PÚBLICA BÁSICA.

Leia também: Prefeitura de Carapicuíba abre inscrições para concurso da Guarda Civil Municipal


Texto por: Reinaldo Monteiro, GCM de Barueri-SP, Presidente da AGM BRASIL, Bacharel em Direito com especialização em Direito Constitucional e Administrativo, Consultor em Segurança Pública, Palestrante e Ex-Diretor da Secretaria Nacional de Direitos Humanos.

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