A vida está muito agitada, corrida, estressante. Daqui a pouco já é dezembro de novo. Parece que não sobra tempo para mais nada, não é verdade? Tendo a discordar! Sempre existe a possibilidade de enxergarmos novos horizontes, e entre tantas possibilidades pode-se até pensar em ajudar o próximo, sendo um(a) voluntário (a) em alguma ação social. Ser voluntário pode, inclusive, abrir muitas portas, pois é um trabalho temporário que não deixa de ser uma fonte de novos aprendizados.
Ajudar os menos favorecidos, ainda mais de forma desinteressada, fará muito bem a quem recebe, mas fará muito mais para quem está doando, seu tempo, seu conhecimento, suas habilidades. Pode até ajudar o /a voluntário (a) a encontrar um sentido, digamos, mais elevado na sua vida. Fazer o bem ao próximo, faz bem à alma, no sentido mais elevado do termo. Ajuda a refletir o que realmente é essencial em nossa vida. O voluntariado permite que cada participante receba, individualmente, pela sua própria percepção, lições de vida que jamais teria em outro lugar.
Há quatro pontos fundamentais em qualquer atividade de voluntariado:
- O respeito à dignidade humana. Tratar o outro como ser humano, como seu semelhante, respeitando de forma integral a dignidade de sua vida, não importando classe social, ou intelectualidade, os fatores psicológicos opção religiosa. Ele ou ela é um ser humano, valorizo a pessoa em si, apenas isso.
- A solidariedade. Ajudar a quem precisa, podendo ser de forma material, espiritual, apenas ouvir, aconselhar, cuidar, auxiliar, ensinar, servir, aprender. Sempre vai depender da necessidade de cada um. Trabalho não vai faltar nesta sociedade carente de compaixão e com exemplos de desumanidade diária. “A solidariedade é o sentimento que melhor expressa o respeito pela dignidade humana” – Franz Kafka
- A subsidiariedade. O trabalho do voluntário pode levar a valores que transformam a vida da pessoa assistida. Como um elo de uma corrente de solidariedade, ela pode se tornar um sujeito de uma nova ação e não apenas ser o receptor. A onda produzida por se fazer o bem, torna-se duradoura e transformadora da realidade.
- O bem comum. O voluntariado tem a possibilidade de transcender a ação em si. Ele pode alavancar o bem para aqueles que estão à sua volta: sua família, amigos, colegas de trabalho, companheiros de lazer. Fazer o bem, compreendendo o outro, passa a ser um hábito. E isto é transformador em um mundo tão necessitado de amor.
O voluntariado pode ir muito além de uma doação de seu tempo, pode ser uma verdadeira transformação de seu entorno. A chave para isso é o amor, traduzido em gentileza, carinho e doação, sem esperar nada em troca sem esperar recompensas. Não acredita? Tente! Afinal não há nada a perder, apenas uma pequenina parte do seu tempo. E tem muito a ganhar! Não há felicidade maior que um sorriso aberto de uma criança, ou um abraço apertado de um idoso. São gestos na vida que valem muito mais do que qualquer dinheiro. Pessoalmente, trabalhei em vários projetos sociais como voluntário, sinceramente, foi um enorme aprendizado. 28 de agosto é o Dia Nacional do Voluntariado. Se você já é voluntário, parabéns. Escreva para nós, contando sua experiência. Se ainda não é voluntário (a), não perca tempo, seja. Aproveite seu dia.

Celso Tracco é economista, mestre em Teologia Sistemática, escritor, consultor e palestrante (www.celsotracco.com.br). Com ampla experiência como executivo em empresas nacionais e internacionais, é especialista em marketing, vendas e comportamento humano. Atuou como professor universitário e tem três livros publicados. Em sua coluna, abordará temas como política, economia e sociedade.
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