Como aproveitar a Black Friday para vender qualquer serviço ou produto – por Adriana Vasconcellos

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A Black Friday deixou de ser uma data restrita ao varejo. Hoje, ela representa uma das maiores oportunidades do ano para marcas, empresas e profissionais de todos os setores, inclusive prestadores de serviço, clínicas, escolas e consultorias, se conectarem com o público e aumentarem o faturamento. O segredo está em entender que vender bem nessa época vai muito além de oferecer descontos.

A Black Friday é, antes de tudo, um evento de comunicação. É o momento de chamar a atenção, gerar interesse e se tornar memorável para o consumidor. Em um mercado saturado de ofertas, o diferencial está na estratégia e na forma como a marca se posiciona.

1. Planejamento é tudo

Quem começa a planejar suas ações com antecedência chega na Black Friday com vantagem competitiva. Isso inclui revisar produtos e serviços com maior margem de lucro, ajustar preços, preparar estoques e, principalmente, desenhar campanhas integradas entre redes sociais, anúncios, assessoria de imprensa e e-mail marketing.

A antecipação permite criar expectativa e nutrir o público até o momento da compra. É nesse processo que a confiança é construída.

2. Mais do que desconto, valor percebido

O consumidor atual busca mais do que preço baixo. Ele quer sentir que está fazendo um bom negócio. Isso significa mostrar o valor do que está sendo vendido: benefícios, diferenciais, credibilidade e propósito da marca.

Para serviços, como consultorias, clínicas, cursos e academias, o foco deve estar em destacar resultados, experiências e vantagens exclusivas. Uma sessão gratuita, um bônus ou um combo especial podem gerar mais conversões do que um simples desconto.

3. Reforce a presença digital e a autoridade da marca

Durante o período da Black Friday, o volume de buscas cresce exponencialmente. Estar presente nas redes sociais e em outros canais digitais é essencial para ser lembrado. A assessoria de imprensa pode ajudar a posicionar a marca em matérias e portais relevantes, enquanto o conteúdo estratégico nas redes reforça autoridade e confiança. Depoimentos, bastidores, cases e provas sociais fortalecem o argumento de compra.

4. Invista em campanhas de mídia e remarketing

Anúncios segmentados no Google, Meta Ads ou LinkedIn são poderosos aliados. O segredo está no uso inteligente dos dados e no remarketing, que permite alcançar novamente quem demonstrou interesse, mas ainda não comprou. Na semana da Black Friday, o custo por clique tende a subir, por isso o ideal é começar a impulsionar com antecedência, criando reconhecimento antes da fase de decisão.

5. Crie experiências e histórias, não apenas ofertas

O apelo emocional é determinante na decisão de compra. Campanhas que contam boas histórias e se conectam com valores reais têm mais impacto do que posts genéricos de “descontos imperdíveis”.

Uma clínica pode associar a Black Friday à saúde preventiva. Um escritório de advocacia pode usar o momento para falar sobre segurança jurídica e oferecer consultorias estratégicas. Uma escola pode reforçar o valor do aprendizado contínuo. Tudo depende de como a mensagem é construída.

6. Mantenha a consistência e o relacionamento após a campanha

A venda não termina na Black Friday. O período pós-campanha é ideal para fidelizar novos clientes e fortalecer o vínculo com os atuais. Um bom pós-venda, contato personalizado e conteúdo de valor mantêm a marca viva na mente do público.

A consistência é o que transforma o pico de vendas em crescimento sustentável.

Black Friday é visibilidade estratégica

A Black Friday não é apenas sobre liquidação, mas sobre visibilidade. É o momento em que o mercado inteiro está olhando para as marcas que se comunicam bem. E quem sabe unir marketing, assessoria de imprensa e conteúdo estratégico não apenas vende mais, como conquista espaço e autoridade. Afinal, quem é visto é lembrado e quem é lembrado, vende.

No fim das contas, não se trata de aparecer o tempo todo. O que realmente importa é aparecer da maneira certa, nos lugares certos e com uma mensagem que gere valor. Ser visto com propósito, lembrado com admiração e escolhido com confiança. A grande reflexão é: o que você tem feito para garantir que sua marca seja não apenas vista, mas lembrada pelas razões certas?


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.


Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal.

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Saúde mental feminina e sobrecarga emocional de mulheres – por Dra. Vera Resende

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Dados recentes do Ministério da Saúde indicam que mais da metade dos brasileiros considera a saúde mental o principal problema de saúde do país. Entre as mulheres, esse número é ainda maior. Esses índices convidam a refletir sobre os fatores que contribuem para tamanha vulnerabilidade emocional.

A saúde mental feminina é atravessada por múltiplos elementos. Há uma articulação complexa entre aspectos biológicos, papéis sociais e experiências de vida. Mesmo com transformações significativas na sociedade, a mulher permanece submetida à chamada tripla jornada. A rotina envolve responsabilidades profissionais, cuidados com os filhos, gestão da casa e, muitas vezes, a função de apoio emocional da família. Essa sobrecarga não é apenas física. É psíquica.

Além disso, é frequente que essas exigências venham acompanhadas de situações de violência de gênero em suas diversas formas, como críticas recorrentes, desqualificação, desrespeito e pressões que fragilizam sua autoestima. A expectativa social de que a mulher consiga manter o controle de tudo, de maneira impecável, apenas intensifica seu sofrimento.

Cuidar da saúde mental das mulheres exige reconhecer suas especificidades e promover ações que favoreçam acolhimento, acesso a serviços qualificados e políticas públicas que sustentem essa demanda. Também é necessário desconstruir a ideia de que a mulher precisa corresponder a padrões irreais de desempenho, estabilidade emocional e disponibilidade constante.

A construção de um ambiente mais saudável passa pela mudança cultural e pela consciência coletiva de que nenhuma mulher deve carregar sozinha aquilo que pertence a toda a sociedade.


Dra. Vera Resende – Psicóloga clínica (CRP 06-2353), mestre e doutora em Psicologia Clínica pela PUC-SP. Com sólida trajetória acadêmica, foi professora e supervisora de estágio clínico na Unesp, ministrou aulas na pós-graduação, orientou teses, integrou grupos de pesquisa e coordenou cursos de especialização e extensão. Atuou no Instituto Sedes Sapientiae, participando de seminários e publicações na área de psicanálise da criança. Atualmente, mantém consultório próprio, oferecendo atendimentos, supervisão clínica e aperfeiçoamento para psicólogos iniciantes.


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COP – 30. Esperança apesar de tudo – por Celso Tracco

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As mudanças climáticas podem ser naturais, mas desde meados do século XIX, as atividades humanas têm sido o principal impulsionador da aceleração dessas mudanças, principalmente devido à queima de combustíveis fósseis como carvão, petróleo e gás. A queima desses materiais gera gases que produzem, na atmosfera, o chamado efeito estufa. É como se fosse um grande cobertor em torno da Terra, retendo o calor do Sol e aumentando a temperatura. Os principais gases que contribuem para o efeito estufa são o dióxido de carbono, CO2, e o gás metano.

O desmatamento de florestas, contribui para liberar mais CO2 para a atmosfera, pois os vegetais, plantas e árvores, através do fenômeno denominado fotossíntese, captam o CO2 do ar, retendo as moléculas de carbono, que serve como seu alimento e liberam as moléculas de oxigênio, essencial para todas as formas de vida no planeta. No caso do gás metano, uma grande contribuição para sua liberação na atmosfera são os aterros sanitários. Como as atividades humanas demandam produções cada vez maiores de energia, bens industriais, transporte, edificações e o uso intensivo da agricultura e pecuária, continuam aumentando as emissões de gases que geram o efeito estufa. Como resultado a Terra está aquecendo mais rápido do que se estimava em 2015. O ano de 2024 foi o ano mais quente, em termos globais, já registrado na história.

Muitas pessoas acham que as mudanças climáticas significam principalmente temperaturas mais altas. Não, isso é apenas o começo de uma catástrofe já anunciada. O aumento constante da temperatura afeta outras áreas dos nossos ecossistemas como secas severas, escassez de água, (comum no estado de São Paulo), incêndios florestais pelo mundo todo, aumento do nível do mar, inundações pelo planeta, derretimento das calotas polares, tempestades extremas (ciclones, furacões, tufões) cada vez mais constantes e declínio da biodiversidade.

O combate às mudanças climáticas é um dever de toda a humanidade, é uma questão de sobrevivência. Já existe uma concordância que são três, as principais categorias de ação:

  • Redução das emissões dos gases CO2 e metano, mudando os sistemas de energia de combustíveis fósseis, (petróleo), para renováveis, (etanol) e eliminar aterros sanitários.
  • Intensa e contínua atividade de reflorestamento. Impedir a devastação dos biomas ambientais e reflorestando áreas degradadas. O Brasil tem vasta experiência nesta área.
  • Adaptação às consequências climáticas – proteger vidas e propriedades, casas, empresas, meios de subsistência, infraestrutura e ecossistemas naturais. A adaptação deve começar já e priorizar para populações e lugares mais vulneráveis. Sistemas de alerta precoce para desastres podem salvar vidas e propriedades. Os alertas via celular por exemplo devem ser levados a sério, mesmo que pareçam exagerados. O custo pela negligência pode ser muito alto, pode ser a morte.

Financiar investimentos de reflorestamento intenso, mudança da matriz energética, mudanças nos modais de mobilidade, podem parecer caros, mas devemos avaliar que o custo da reconstrução após um desastre climático anunciado será muitíssimo maior, sem contar o número de vidas humanas que podem se perder. Devemos ter a consciência que este é um trabalho de todos que habitam este planeta. O trabalho já está atrasado. Não devemos pensar em não agir, porque outros estão parados ou neguem as mudanças climáticas. É fundamental o trabalho de conscientização de todos, ricos e pobres, operários e patrões, homens e mulheres, crianças e idosos, governantes e governados. A Terra e os terráqueos estamos enfrentando uma batalha pela sobrevivência. A ameaças climáticas não obedecem a fronteiras, estamos todos interligados, precisamos e devemos nos engajar neste combate. Coopere, divulgue, atue, da maneira que você puder. Sejamos agentes desta necessária transformação, a vida futura lhe agradece. Aproveite seu dia.


Celso Tracco é economista, mestre em Teologia Sistemática, escritor, consultor e palestrante (www.celsotracco.com.br). Com ampla experiência como executivo em empresas nacionais e internacionais, é especialista em marketing, vendas e comportamento humano. Atuou como professor universitário e tem três livros publicados. Em sua coluna, abordará temas como política, economia e sociedade.


*Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Zero Hora Digital.

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Necessidade de reforma na Segurança Pública – por Ramon Soares

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O número de policiais militares (PMs) na ativa no Brasil caiu 6,8% entre 2013 e 2023, segundo estudo do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).

Essa redução no efetivo vai na contramão do crescimento populacional. Entre 2010 e 2022 — anos das duas últimas edições do Censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) —, a população brasileira aumentou 6,5%.

Não há uma causa única para essa diminuição, que chega a 31,5% no Distrito Federal e 22,5% no Rio Grande do Sul. Esse déficit não mostra a separação do Corpo de Bombeiros da estrutura da Polícia Militar, mas evidencia uma necessidade urgente de reforma no modelo de policiamento ostensivo e preventivo, que é, essencialmente, o principal redutor dos índices criminais e a base da segurança pública.

Em São Paulo, por exemplo, os concursos públicos não conseguem preencher todas as vagas disponíveis, e não há perspectiva de reversão desse quadro. No último certame, das 2.700 vagas ofertadas, apenas 1.079 candidatos foram considerados aptos para a posse. Muitos, no entanto, não permanecem na carreira devido ao baixo salário inicial, pouco superior a R$ 4.000,00, o que faz com que a profissão seja vista apenas como uma etapa temporária até a migração para outras áreas com melhores remunerações.

Mesmo sendo o estado com maior arrecadação do país, São Paulo carece de uma política estadual de segurança pública consistente, sobretudo para os municípios menores ou fora das regiões metropolitanas. A principal alternativa adotada tem sido a “Atividade Delegada”, que permite que policiais vendam suas horas de folga para continuar trabalhando — uma medida que, na prática, incentiva a sobrecarga de trabalho e não resolve o problema da falta de efetivo.

Ainda assim, mesmo com a Atividade Delegada, há escassez de policiamento em grande parte dos municípios paulistas, exceto nas regiões centrais da capital e em algumas cidades de maior porte.

Atualmente, tramita a PEC 18/2025 (Proposta de Emenda Constitucional), que prevê algumas mudanças estruturais. Contudo, dificilmente seus efeitos serão percebidos pela população no curto ou médio prazo. O debate em torno da proposta tem se concentrado em defesas corporativistas e disputas políticas, com governadores e parlamentares argumentando que haveria uma indevida intervenção da União nos estados, o que tem dificultado o avanço da matéria.

Segundo pesquisa do Datafolha (abril de 2025), 58% dos brasileiros percebem aumento da criminalidade. Já o Atlas da Violência 2025, elaborado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em parceria com o FBSP, destaca a interiorização do crime e o avanço de facções criminosas para cidades médias e pequenas do país.

Diante desse cenário, há uma demanda urgente para que o governo federal, os estados e municípios  atualizem o modelo de segurança pública vigente.

Esse novo modelo deve priorizar a valorização do agente policial, tornando a carreira mais atrativa, com melhores condições de trabalho, formação e remuneração. Atualmente, a falta de políticas de qualificação e reconhecimento faz com que o policial não seja visto como referência profissional.

Além disso, o país carece de serviços de inteligência integrados e sincronizados entre União, estados e municípios, o que compromete a eficiência das ações de combate ao crime.

Assim, o Brasil segue com um modelo de segurança defasado e insustentável, marcado por policiais desmotivados, submetidos a escalas desumanas, e por um efetivo em constante diminuição — refletindo diretamente em uma população que não se sente segura e, de fato, não está segura.


Ramon Soares é Guarda Municipal em Barueri, bacharel em Direito pela UNIFIEO e vice-presidente da AGM Brasil. Palestrante e instrutor, coautor do projeto “Segurança Pública Básica” e possui certificado internacional em Segurança Escolar, obtido em Indianápolis (EUA).


*Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Zero Hora Digital.

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“Num paçei nu enem” – por Tom Moisés

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“vô postá essa mensage aqui no grupo da familha pra voceis mim da uma forssa e para reflequição. num foi dessa veiz galera. Num paçei nu enem. fui mau em ciencias, fui muito mau em umanas, péçimo em matemática e fui mais mau ainda na redassão. é que eu sempre isqueço as coisas que eu num lembro. sô o único cupado porque eu num istudei e quando dava vontade di istudá, eu deitava e esperava a vontade passá. Mim arrependi de ter ido fazê a prova. fazê prova sem estudá épió do que enchugá jelo. i num to quereno justificá naum, mais é qui as pessoa da minha fachetária ficarão muito prejudicadas dimais cum a pandemia, pois tinha menas aulas e as pocas aula que tinha era só de eadê. mais num vô desanimá naum. ano novo qui vem tem mais e aí vai sê otra istoria. Agaranto. Claro que concerteza vou precisá de reforsso escolar, pois minha educassão está orrivel. mais eu vô pra cima. se você pará pra pensá, você pensa parado. minha mãe sempre mim ensinou que até um pé na bunda impurra a gente pra frenti. é isso aí, a vida tem que c pra frenti. vou me esforçá e sei que vou vencê mais essa. as coisas pra mim só vai dá certo quando pará de dá errado. Amanhã será um novo dia para fazê tudo melhor. Obrigado familha. Tamojunto. nada é impocível para aquele que vê”. Assinado:
K. Godói (por favor, sem piadinhas com meu nome, não estou com hemorróidas)

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Quem não é visto não é lembrado. Quem não é lembrado, não vende. – por Adriana Vasconcellos

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Quem não é visto não é lembrado. E quem não é lembrado, não vende. A frase atribuída a Philip Kotler, pai do marketing, é uma das mais poderosas do marketing moderno porque traduz uma verdade simples e implacável sobre o mundo dos negócios. Visibilidade é poder. Em um mercado saturado de informações, produtos e promessas, ser lembrado é o que separa as marcas que crescem daquelas que desaparecem.

Vivemos em uma era hiperconectada, na qual o público está constantemente exposto a novos estímulos, ideias e ofertas. Nesse cenário, não basta ter um bom produto ou prestar um bom serviço. É preciso ter presença e relevância.

Estar online deixou de ser uma escolha. Hoje, é uma questão de sobrevivência.

Mas presença sozinha não garante resultados. Muitos empreendedores acreditam que basta postar nas redes sociais ou ter um site para estar presentes. Na prática, o que faz uma marca se destacar é a combinação entre estratégia, consistência e autenticidade. Ser visto é o primeiro passo, mas ser lembrado é o que realmente constrói autoridade e gera vendas.

Então, como aparecer de forma estratégica e relevante?

O primeiro canal para conquistar o público com credibilidade é a assessoria de imprensa. Estar em veículos de comunicação confiáveis, como portais de notícias, jornais, revistas e programas de TV, amplia a autoridade e apresenta a marca a públicos que ainda não a conhecem, influenciando decisões de compra de forma natural e orgânica.

O segundo canal é o marketing digital, com destaque para as redes sociais. Plataformas como Instagram, LinkedIn e TikTok funcionam como vitrines diárias da marca. Mais do que divulgar produtos, elas permitem mostrar bastidores, compartilhar conhecimento e criar conexão humana com o público. Uma presença consistente, com conteúdo de valor e identidade visual bem alinhada, mantém a marca viva na memória das pessoas.

Outro canal importante é a mídia paga, com anúncios no Google, nas redes sociais e até em veículos segmentados. Eles ajudam a ampliar o alcance e a atrair o público certo. A diferença está na estratégia. Anúncios sem propósito geram tráfego passageiro. Já campanhas bem planejadas criam lembrança e relacionamento.

Além disso, parcerias estratégicas, eventos, palestras e participações em podcasts são excelentes oportunidades para reforçar a presença da marca em diferentes contextos. Cada aparição fortalece a reputação e amplia o alcance.

O site institucional e um blog também seguem como pilares essenciais. Esses espaços permitem posicionar a marca com profundidade, compartilhar cases, artigos e conteúdos que demonstram autoridade. Quando bem otimizados, ainda ajudam a marca a ser encontrada nos buscadores, algo fundamental em tempos de inteligência artificial e buscas automatizadas.

Com tantas possibilidades, o segredo está no equilíbrio e na coerência. As marcas mais fortes comunicam a mesma essência em todos os pontos de contato. Uma comunicação integrada, que una assessoria de imprensa, marketing, publicidade e recursos humanos, garante clareza, consistência e impacto. É isso que transforma visibilidade em reputação, e reputação em vendas.

No fim das contas, não se trata de aparecer o tempo todo. O que realmente importa é aparecer da maneira certa, nos lugares certos e com uma mensagem que gere valor. Ser visto com propósito, lembrado com admiração e escolhido com confiança. A grande reflexão é: o que você tem feito para garantir que sua marca seja não apenas vista, mas lembrada pelas razões certas?


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.


Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Zero Hora Digital.

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Recebi a indicação de prótese do quadril. E agora? Um guia para seus próximos passos – por Dr. Guilherme Falótico

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Receber a indicação para uma prótese total do quadril costuma despertar uma mistura de alívio e apreensão. De um lado, surge a esperança de se livrar de uma dor que há tempos limita sua rotina. De outro, aparecem as dúvidas: “Será que é a hora certa?”, “A cirurgia é segura?”, “Como será minha vida depois?”.

Se você está se sentindo assim, saiba que é completamente normal. Essa é uma decisão importante, e compreender cada etapa do processo é o primeiro passo para uma recuperação bem-sucedida.

Neste guia, você vai conhecer as etapas essenciais após a indicação da prótese, transformando incertezas em confiança para tomar a melhor decisão.

Passo 1 – Entenda o motivo da indicação

A artrose avançada, que causa desgaste da cartilagem, é o principal motivo para a recomendação da prótese de quadril. A cirurgia costuma trazer grandes benefícios para quem apresenta situações como:

  • Dor persistente mesmo com uso regular de analgésicos.
  • Dificuldade para dormir por causa da dor.
  • Limitação para atividades simples, como cortar as unhas dos pés ou entrar no carro.
  • Abandono de atividades prazerosas devido à limitação física.
  • Falta de resposta satisfatória a fisioterapia e medicamentos.

Passo 2 – Faça as perguntas certas na consulta

Chegue preparado para conversar com o seu médico. Leve suas dúvidas anotadas e peça explicações detalhadas sobre o que esperar antes, durante e depois da cirurgia.

Sobre o procedimento:

  • Qual técnica cirúrgica será utilizada?
  • Que tipo de prótese será implantada e por quê?
  • Qual o risco real de desgaste ou soltura, considerando minha idade?

Sobre a recuperação:

  • Quanto tempo precisarei usar muletas?
  • Quando poderei dirigir?
  • Como será o plano de fisioterapia?
  • Quando poderei voltar ao trabalho, de acordo com minha atividade?

Sobre os riscos:

  • Quais são as complicações mais comuns e como são prevenidas?
  • Qual é a taxa de infecção?
  • Como será o controle da dor no pós-operatório?

Passo 3 – Prepare-se para a recuperação

Fortaleça o corpo antes da cirurgia:

  • Exercite os membros superiores, que serão importantes no uso das muletas.
  • Mantenha ou ganhe força na perna não operada.
  • Controle o peso corporal: cada quilo a menos representa cerca de 4 kg a menos de carga sobre o quadril.

Organize sua rede de apoio:

  • Deixe sua casa livre de obstáculos (retire tapetes e crie corredores desobstruídos).
  • Combine ajuda para compras, transporte e companhia nas primeiras semanas.

Passo 4 – Conheça os números que trazem tranquilidade

  • 95% de satisfação: a artroplastia de quadril está entre as cirurgias com maiores índices de sucesso.
  • 20 a 30 anos de duração: as próteses modernas têm longa vida útil.
  • Alta hospitalar em 1 a 3 dias: a recuperação inicial costuma ser rápida.
  • 95% dos pacientes retornam às atividades normais.

Passo 5 – O que esperar do pós-operatório

Primeiras 2 semanas: controle da dor, cuidados com o curativo e exercícios leves.
De 2 a 6 semanas: ganho de autonomia com uso das muletas e fisioterapia constante.
De 6 semanas a 3 meses: retorno gradual às atividades e possível abandono das muletas.
De 3 a 6 meses: retomada completa das atividades, incluindo esportes de baixo impacto.

Passo 6 – Verdades sobre os medos mais comuns

“E se a prótese soltar?”
As técnicas modernas de fixação são altamente seguras. A soltura asséptica é rara e tende a ocorrer apenas após muitos anos.

“Vou andar mancando para sempre?”
A melhora da marcha é um dos principais objetivos da cirurgia. Com fisioterapia adequada, a maioria dos pacientes recupera o caminhar normal.

“Nunca mais poderei me agachar ou cruzar as pernas?”
Algumas restrições de amplitude de movimento podem existir, dependendo da técnica utilizada, mas a qualidade de vida melhora significativamente após o procedimento.

A indicação da prótese não é um ponto final, mas um recomeço. Este é o momento de se informar e participar ativamente de cada decisão sobre seu tratamento.

Lembre-se: milhares de pessoas recuperam sua qualidade de vida todos os anos graças à artroplastia do quadril. Com preparo e expectativas realistas, você também pode dar esse passo em direção a uma vida sem dor.

A decisão informada é sempre a melhor decisão. Invista no seu entendimento!


Dr. Guilherme Falótico – Ortopedista especialista em cirurgia do quadril (CRM 128925). Formado e professor adjunto na Escola Paulista de Medicina/UNIFESP, é mestre e doutor em Ciências, com Fellowship no Rothman Institute (EUA), onde se especializou em via anterior do quadril e infecções em artroplastias. Certificado em cirurgia robótica (Robô Mako) e membro da SBOT e SBQ, é reconhecido pela atuação de excelência aliada à ciência e à inovação na ortopedia.


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COP – 30.  Seja agente da transformação – por Celso Tracco

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Inicia-se nesta semana em Belém – PA a COP – 30. A sigla COP, em uma tradução literal significa “Conferência Das Partes”. É a trigésima vez que sob os auspícios da ONU os países se reúnem para debater sobre as mudanças climáticas que estão ocorrendo em todo planeta. Todos os países que fazem parte da ONU são convidados a participar, porém, por diversas razões, nem todos comparecem. As reuniões de trabalho especificas e técnicas sobre as mudanças climáticas começam na próxima segunda-feira, 10. Porém, nos dias 6 e 7 de novembro, ocorrem as reuniões, gerais e paralelas, entre os chefes de Estado ou de seus representantes designados. Além dos chefes de Estado, ministros, diplomatas, representantes das agências da ONU, participam também da Conferência, cientistas, pesquisadores, ONGs, entidades e membros da sociedade civil empenhados em discutir soluções para os graves problemas que a população mundial está enfrentando como resultado das mudanças climáticas e dos fenômenos meteorológicos extremos. O principal objetivo mensurável desta Conferência, já decidido na COP-21 é manter o aumento médio da temperatura global limitado a 1,5° C, em comparação com os índices obtidos entre 1850 – 1900. Um objetivo bastante otimista, na opinião de pesquisadores e especialistas climáticos. O ano de 2024 é considerado o ano mais quente desde quando se começaram as medições, e ultrapassou a meta dos 1,5° C.

Um ponto que quero destacar: o tema das mudanças climáticas, não deve ser restrito aos ambientes acadêmicos, ou aos gabinetes oficiais de qualquer governo constituído. Claro que os órgãos especializados são superimportantes e devem ser os condutores e executores das ações que visam inibir as mudanças climáticas. Porém, principalmente as representantes da sociedade civil, conselhos municipais do meio ambiente, por exemplo, devem participar e dialogar com o campo científico com o objetivo de prevenção de tragédias climáticas que em geral ocorrem em ambientes urbanos, cidades e municípios, como já aconteceu, recentemente, em São Sebastião e Porto Alegre, além de outros municípios gaúchos.

O Prof. Dr. Pedro Jacobi, coordenador do grupo de estudos de meio ambiente e sociedade do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo, com formação em economia e sociologia, será o editor-revisor do capítulo sobre impactos, vulnerabilidades e riscos que a COP-30, irá emitir após o término dos trabalhos. Ele afirmou em uma entrevista ao jornal O Estado de São Paulo que a “ciência não tem que estar numa bolha, e sim ir até a comunidade” (cf. O Estado de São Paulo – edição de 26/10/2025; pg. D10 caderno especial COP -30). Para ele, com larga experiência em questões sociais urbanas é fundamental ouvir as comunidades e debater os riscos, por exemplo das ocupações habitacionais de áreas alagáveis, encostas e outros lugares de risco socioambiental. Não adianta apenas culpar os governos depois das tragédias, temos de ter em mente que prevenir é uma tarefa de todos, entidades privadas e públicas, acadêmicas e da sociedade civil. Ações de prevenção para mitigar os efeitos da mudança climática, como a criação de “cidades esponja”, podem salvar vidas e propriedades. Por outro lado, devemos contribuir para a diminuição de emissão de gás carbono (CO2), restringir o uso de combustíveis fósseis, promover reflorestamento intensivo, combater incêndios florestais.

Estamos diante de uma nova realidade ambiental. O aumento da temperatura da Terra é um fato. Devemos nos adaptar a essa nova realidade, e combater as causas provocadas pela humanidade. O planeta Terra, mais do que nunca, precisa de nossa ajuda. Somos todos chamados a ser agentes da transformação. Aproveite seu dia.


Celso Tracco é economista, mestre em Teologia Sistemática, escritor, consultor e palestrante (www.celsotracco.com.br). Com ampla experiência como executivo em empresas nacionais e internacionais, é especialista em marketing, vendas e comportamento humano. Atuou como professor universitário e tem três livros publicados. Em sua coluna, abordará temas como política, economia e sociedade.


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As Guardas Municipais são as verdadeiras Polícias Municipais – por Reinaldo Monteiro

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Diante das últimas discussões acaloradas sobre segurança pública e, em especial a tramitação da PEC 18 – PEC DA SEGURANÇA PÚBLICA que tramita na Câmara dos Deputados, o presente artigo analisa criticamente a omissão do poder público, em especial dos municípios, diante do papel constitucional das Guardas Municipais e das competências municipais decorrentes do pacto federativo.

A Constituição Federal de 1988 atribui aos municípios autonomia político-administrativa e competência para legislar sobre assuntos de interesse local, bem como para organizar e prestar diretamente os serviços públicos de interesse local, dentre os quais a segurança pública básica. No entanto, observa-se a negligência dos entes locais em fortalecer suas Guardas Municipais — instituições que, à luz da legislação e da jurisprudência da Suprema Corte, são verdadeiras Polícias Municipais.

A partir da análise normativa e do contexto urbano brasileiro, demonstra-se que o abandono municipal, aliado à falta de ordenamento urbano e fiscalização, contribui para o crescimento desordenado das cidades, o aumento das favelas e a consolidação de territórios dominados pelo crime organizado. Conclui-se pela urgência de reconhecer as Guardas Municipais como instrumento essencial de governança urbana, cidadania e segurança pública local.

A Constituição da República de 1988 consolidou o município como ente federativo autônomo, dotado de competências legislativas, administrativas e financeiras. Essa autonomia confere ao poder local a prerrogativa de legislar sobre assuntos de interesse local e organizar e prestar diretamente os serviços públicos de sua responsabilidade, conforme o artigo 30 da Carta Magna. Entre esses serviços, inclui-se a segurança pública básica, uma dimensão essencial da vida urbana e da efetividade dos direitos fundamentais. Contudo, a realidade brasileira mostra que muitos municípios renunciaram ao exercício de suas competências, adotando uma postura de dependência em relação aos governos estaduais e federal. Essa omissão revela um grave descompasso entre o pacto federativo e a prática administrativa, sobretudo no que se refere ao papel das Guardas Municipais, que permanecem marginalizadas das políticas de segurança pública, apesar de possuírem base legal e institucional para atuarem como polícias municipais de fato e de direito.

As competências municipais na estrutura federativa

    A autonomia municipal, assegurada pelos artigos 18 e 30 da Constituição Federal, não é apenas formal; ela representa a responsabilidade de governar o território local com efetividade. Isso inclui legislar sobre ordenamento urbano, uso e ocupação do solo, código de posturas, fiscalização do comércio, proteção de bens públicos e organização de serviços essenciais. O interesse local é o núcleo da competência municipal, e a segurança pública básica integra esse conceito, pois sem segurança não há convivência social nem desenvolvimento urbano sustentável. Assim, a omissão municipal em planejar, fiscalizar e proteger o espaço urbano constitui uma violação do pacto federativo, que exige de cada ente o cumprimento de suas atribuições constitucionais.

    As Guardas Municipais e sua natureza de Polícia Municipal

      A Lei nº 13.022/2014, conhecida como Estatuto Geral das Guardas Municipais, consolidou um marco jurídico de grande importância ao estabelecer dezoito competências específicas para essas instituições. Entre elas, destacam-se: prevenir infrações penais, atuar na proteção da comunidade, colaborar com os demais órgãos de segurança pública, fiscalizar o uso dos bens municipais e desenvolver ações de mediação de conflitos e policiamento comunitário. Na prática, as Guardas Municipais exercem atividades típicas de polícia ostensiva, realizando prisões em flagrante, buscas pessoais, veiculares e domiciliares, além de ações de patrulhamento preventivo e operações conjuntas com forças estaduais e federais. O Supremo Tribunal Federal já reconheceu que as Guardas Municipais possuem poder de polícia administrativa e ostensiva, desde que voltadas à proteção do interesse público e ao exercício das competências municipais (ADPF 995, RE 846.854/DF e RE 608.588/SP). Dessa forma, é possível afirmar que as GUARDAS MUNICIPAIS SÃO AS VERDADEIRAS POLÍCIAS MUNICIPAIS, pois estão mais próximas da população, possuem caráter comunitário e representam o elo mais direto entre o cidadão e o Estado no nível local. QUANDO O ASSUNTO É POLICIAMENTO OSTENSIVO COMUNITÁRIO, SÃO, DE FATO, AS MAIS “POLÍCIAS” DE TODAS AS POLÍCIAS.

      A omissão do poder público e o desgoverno urbano

        A ausência de uma política estruturada de segurança pública local alinhada ao urbanismo social tem gerado consequências devastadoras para as cidades brasileiras. A inércia dos governos municipais em exercer o controle do território urbano — por meio da fiscalização, do planejamento e da presença institucional — contribui diretamente para o crescimento desordenado, o aumento das ocupações irregulares e o fortalecimento das facções criminosas. As GUARDAS MUNICIPAIS, que podem e devem atuar de forma preventiva e integrada, permanecem subaproveitadas, subfinanciadas e desprestigiadas. Esse cenário reflete uma cultura política de omissão e transferência de responsabilidades, onde os gestores locais preferem alegar falta de competência legal para justificar a inércia administrativa e de forma pouco inteligente transferem recursos financeiros para pagamento de horas extras de policiais militares, bancam construções de batalhões, compra de viaturas, equipamentos, etc. O resultado é a proliferação de áreas dominadas por grupos criminosos, a fragilização do controle urbano e o aumento da insegurança pública. Essa omissão configura não apenas um erro de gestão, mas um rompimento do pacto federativo na prática, uma vez que o município abdica de exercer seu papel constitucional e entrega o controle do território à informalidade, ao crime e à desordem.

        Conclusão

        O pacto federativo brasileiro confere aos municípios não apenas autonomia, mas também responsabilidade direta pela gestão da segurança pública básica e da ordem urbana. Entretanto, a realidade demonstra que muitos prefeitos e câmaras municipais negligenciam essas competências, resultando em cidades desorganizadas, vulneráveis e dominadas por interesses ilícitos. As Guardas Municipais, legalmente estruturadas e operantes, são o instrumento legítimo de concretização da segurança pública local e de defesa da cidadania. Ignorá-las é perpetuar a desordem, o abandono das periferias e a expansão do crime organizado. É imprescindível que o Congresso Nacional repare essa omissão legislativa que perdura a mais de 37 anos e por meio da PEC 18 – PEC DA SEGURANÇA PÚBLICA atualize o texto constitucional conforme a realidade das guardas municipais, a evolução social e a atual jurisprudência da Suprema Corte, reconhecendo as Guardas Municipais como Polícias Municipais de fato e de direito, dotando-as de meios, estrutura e respaldo político para exercerem plenamente suas funções constitucionais. Sem isso, continuará a prevalecer o abandono urbano, a omissão estatal e a subversão da ordem pública, com consequências irreversíveis para o desenvolvimento das cidades brasileiras.


        Reinaldo Monteiro, GCM de Barueri-SP, Presidente da AGM BRASIL, Bacharel em Direito com especialização em Direito Constitucional e Administrativo, Consultor em Segurança Pública, Palestrante e ex-Diretor da Secretaria Nacional de Direitos Humanos.


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        A criação humana como diferencial em um mundo dominado pela Inteligência Artificial – por Adriana Vasconcellos

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        A Inteligência Artificial já está em todo lugar. Ferramentas como ChatGPT, Gemini, Copilot e Midjourney se tornaram tão comuns que seis em cada dez brasileiros já utilizaram algum recurso de IA generativa. Ela escreve, cria imagens, analisa dados e até ajuda na tomada de decisões. No entanto, em meio a tantas automações, uma pergunta se torna inevitável: o que ainda torna o humano insubstituível? A resposta está na criação.

        A IA é poderosa para reconhecer padrões, gerar variações e otimizar processos, mas seu ponto de partida é sempre o mesmo: o que já existe. Ela replica o passado para projetar o futuro. Já a criatividade humana nasce do inesperado, da emoção, da intuição, da imperfeição, da experiência e da subjetividade. É justamente esse conjunto de nuances que dá às nossas criações autenticidade e propósito. Em um mundo onde a IA pode produzir quase tudo, o toque humano passa a ser o que diferencia, emociona e conecta.

        De acordo com pesquisa da Nexus, 37% dos brasileiros já tiveram uma decisão de compra influenciada por alguma ferramenta de Inteligência Artificial. Ou seja, a tecnologia já interfere diretamente em como as pessoas consomem, estudam e se relacionam com marcas. No entanto, o mesmo estudo mostra que essa influência não substitui a necessidade de conexões reais.

        A campanha global da Heineken, “Real Friends Are Not Artificial”, captou exatamente esse sentimento. Em um momento em que os algoritmos tentam reproduzir vínculos humanos, a marca escolheu celebrar o oposto: as amizades de verdade. Com humor e ironia, a mensagem é simples e poderosa, “desligue os bots e ligue para os amigos”.  A ação é um lembrete importante para empresas e profissionais: quanto mais avançada for a tecnologia, maior será o valor daquilo que ela não consegue reproduzir: empatia, criatividade e emoção.

        Criar é mais do que combinar informações. É interpretar o mundo e transformá-lo com significado. É o que diferencia uma resposta correta de uma ideia marcante. Enquanto a IA entrega eficiência, o ser humano entrega essência.

        As marcas que entendem isso saem na frente. Elas usam a Inteligência Artificial como ferramenta, não como substituta. Permitem que a tecnologia amplie o alcance, mas mantêm o conteúdo, o propósito e a sensibilidade no centro da estratégia.

        Na prática, isso significa investir em narrativas autênticas, em campanhas que valorizem pessoas reais, em lideranças que se comuniquem com empatia. Significa usar a IA para potencializar o pensamento humano, e não para substituí-lo. Estamos entrando em uma era em que a originalidade será o verdadeiro diferencial competitivo. Ideias criadas com sensibilidade, propósito e emoção serão as que continuarão inspirando pessoas, mesmo em meio a milhões de respostas automatizadas. A IA pode ser a ferramenta, mas a sensibilidade humana será sempre o diferencial.


        Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.


        Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Zero Hora Digital.

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