Economia prateada movimenta trilhões, mas segue invisível na publicidade e no mercado de trabalho – por Adriana Vasconcellos

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Eles têm experiência, estabilidade financeira e representam quase um terço do consumo brasileiro. Mesmo assim, continuam invisíveis na publicidade e no mercado de trabalho. Estamos falando da geração 50+, que movimenta cifras bilionárias e segue sendo tratada como coadjuvante nas estratégias das empresas.

O Brasil está envelhecendo em ritmo acelerado. Até 2044, serão 75 milhões de pessoas acima dos 60 anos, responsáveis por 35% de todo o consumo nacional. Só em 2024, a chamada economia prateada girou R$ 1,8 trilhão e deve dobrar em apenas 20 anos. Hoje, esse público já representa 20% do consumo brasileiro, segundo o Sebrae, e desperta a atenção de empresas em diversos setores.

Apesar desse potencial gigantesco, a contradição persiste: enquanto são essenciais como consumidores, profissionais 50+ enfrentam invisibilidade no mercado de trabalho e na comunicação. Para muitas empresas, ainda somos “novos para aposentar, mas velhos para contratar”. O resultado? Pessoas experientes que poderiam impulsionar resultados estratégicos permanecem subutilizadas, enquanto marcas perdem a chance de se conectar de forma genuína com o público maduro.

Inclusão é estratégia, não caridade

A inclusão de profissionais maduros não é apenas uma pauta social; é uma decisão estratégica. Ter pessoas acima de 40, 50, 60 ou até 70 anos em posições operacionais, médias ou de decisão permite compreender melhor o comportamento desse consumidor e construir ofertas mais relevantes. Além disso, a geração prateada traz atributos que impactam diretamente na performance: comprometimento, responsabilidade, inteligência emocional, disciplina e prudência.

Empresas que sabem valorizar essas qualidades aumentam a produtividade, reduzem retrabalho e formam equipes mais engajadas. É um diferencial competitivo que não pode ser ignorado.

Como integrar essa geração à comunicação das marcas

Não basta contratar, é preciso dar voz e visibilidade a esses profissionais. Veja alguns caminhos práticos:

  • Campanhas publicitárias inclusivas: mostrar pessoas maduras usando produtos ou serviços reforça representatividade e gera identificação.
  • Conteúdos educativos: profissionais 50+ podem compartilhar conhecimento técnico em vídeos, artigos, webinars e podcasts, humanizando a marca.
  • Porta-vozes experientes: executivos mais velhos podem assumir protagonismo em entrevistas e matérias, fortalecendo a credibilidade institucional.
  • Mentorias e programas internos: integrar colaboradores maduros em treinamentos reforça expertise e cria histórias inspiradoras para a comunicação externa.
  • Marketing segmentado: campanhas digitais voltadas ao público 50+ mostram que a marca fala diretamente com eles, de forma autêntica e relevante.

O mundo já aponta caminhos

Marcas globais como Dove, L’Oréal e Nike já apostaram em campanhas que valorizam a diversidade geracional e mostraram resultados positivos de engajamento e reputação. Se o mercado internacional entendeu que inclusão vende, por que ainda insistimos em tratar esse público como invisível?

A decisão está nas mãos das empresas

As marcas que compreenderem o poder da economia prateada saem na frente. Não se trata apenas de empatia ou responsabilidade social, mas de estratégia para acessar um mercado trilionário que busca representatividade e identificação.

A economia prateada não é o futuro, é o presente.

A questão é: sua empresa vai continuar ignorando esse público ou vai liderar a transformação?


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.


Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Zero Hora Digital.

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Atividade física é o melhor remédio para prevenir dores e lesões ortopédicas – por Dr. Guilherme Falótico

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Você sabia que a chave para evitar dores nas costas, lesões no joelho e desgaste articular pode estar mais próxima do que se imagina? A resposta não está necessariamente em remédios ou procedimentos complexos, mas em um hábito simples e acessível: a prática regular de atividade física.

Embora ainda exista a ideia de que se movimentar pode “gastar” as articulações, estudos mostram justamente o contrário. O corpo humano foi feito para se movimentar e o exercício cumpre papel fundamental na manutenção da saúde musculoesquelética.

Explico abaixo por que a atividade física é a sua maior aliada na prevenção de problemas ortopédicos em todas as fases da vida.

Por que o movimento é essencial

A atividade física regular atua como uma forma de “manutenção preventiva” do sistema ortopédico:

  • Fortalece a musculatura: músculos fortes funcionam como suporte para ossos e articulações, absorvendo impactos e reduzindo a sobrecarga.
  • Melhora a densidade óssea: exercícios com carga controlada, como caminhada e musculação, estimulam a formação de massa óssea, ajudando a prevenir a osteoporose.
  • Nutre as articulações: o movimento favorece a circulação do líquido sinovial, responsável por lubrificar e nutrir as cartilagens.
  • Mantém a flexibilidade: alongamentos e exercícios de amplitude preservam a elasticidade muscular e a mobilidade articular.

Sedentarismo e seus impactos

Os efeitos da falta de movimento atingem diferentes perfis:

  • Adultos que passam muitas horas sentados: a inatividade enfraquece a musculatura lombar, aumentando os casos de dor nas costas.
  • Pessoas acima do peso: o excesso de carga sobre joelhos, quadril e tornozelos acelera o desgaste das articulações e favorece a artrose.
  • Idosos: a perda natural de massa muscular (sarcopenia) e óssea (osteoporose) torna o exercício ainda mais decisivo para manter independência e qualidade de vida.

Qual a dose ideal de exercício

A Organização Mundial da Saúde recomenda pelo menos 150 minutos semanais de atividade aeróbica moderada, como caminhada rápida, natação ou ciclismo, além de duas a três sessões semanais de fortalecimento muscular, incluindo modalidades como musculação, pilates ou treino funcional. A regularidade é mais importante que a intensidade.

E quem já sente dores?

Mesmo em casos de dores ou condições ortopédicas, o movimento continua sendo aliado. A prática orientada é parte essencial do tratamento, desde que respeite os limites de cada paciente. Um ortopedista especializado pode indicar quais atividades são seguras e, muitas vezes, a fisioterapia especializada utiliza o exercício/movimento como ferramenta de reabilitação, fortalecendo a região afetada sem agravar a lesão.

A mensagem central é clara: movimentar-se é uma estratégia eficaz e acessível para preservar a saúde ortopédica em todas as fases da vida. Cada passo dado hoje representa um investimento valioso na qualidade de vida do futuro.

Consulte um ortopedista para uma avaliação personalizada e orientações sobre quais atividades são mais indicadas para o seu biotipo, idade e objetivos. Agende uma consulta e comece hoje mesmo a transformar sua saúde ortopédica. Seu futuro agradecerá por cada passo que você der agora!


Dr. Guilherme Falótico – Ortopedista especialista em cirurgia do quadril (CRM 128925). Formado e professor adjunto na Escola Paulista de Medicina/UNIFESP, é mestre e doutor em Ciências, com Fellowship no Rothman Institute (EUA), onde se especializou em via anterior do quadril e infecções em artroplastias. Certificado em cirurgia robótica (Robô Mako) e membro da SBOT e SBQ, é reconhecido pela atuação de excelência aliada à ciência e à inovação na ortopedia.


Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Zero Hora Digital.

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Tempos de Primavera – por Celso Tracco

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No hemisfério sul, entre os dias 22 e 23 de setembro, tem início a primavera, a estação das flores. No Brasil, no dia 21 de setembro comemoramos o Dia da Árvore. A data foi instituída e oficializada em 1965, porém deste os primórdios do século XX tem-se notícias de festas populares, em São Paulo, celebrando o início da primavera e o dia da Árvore.

Com uma certa dose de saudade, lembro dos bons tempos de minha infância que nesse dia sempre alguma pessoa de destaque na comunidade, uma professora ou o diretor da escola, pública obviamente, plantava ainda que simbolicamente, uma pequena muda que com o tempo iria se transformar, em uma grande árvore. Ela iria crescer forte e silenciosamente, traria sombra, abrigo e alimento para outras espécies animais. Os alunos eram incentivados a cuidar, proteger as pequenas árvores. Hoje esses gestos continuam a ser louváveis e necessários, a grande maioria das prefeituras estimula o plantio de arvores, mas já não bastam. Em geral nossas cidades são cinza pelo concreto dos edifícios, quase não deixamos espaço para as pobres árvores, que para crescer, tem de se espremer entre muralhas de cimento. Não podemos nos dar ao luxo de falar poeticamente da importância de se preservar o verde.  O tema atualmente não é “apenas” a preservação do verde, mas muito mais ampliado. Precisamos falar de ecologia.

Ecologia, palavra derivada do grego que, numa tradução livre, significa estudo da casa. Assim podemos definir como estudo da casa, ou de modo mais genérico como o cuidado do lugar onde se vive. A ecologia está ligada ao estudo da vida, da casa da humanidade, do nosso planeta Terra.

Estamos cuidando bem de nossa casa? Estamos nos importando com aquilo que a mãe natureza nos proporcionou, graciosamente, para vivermos? Qual é a sua opinião. Para mim, parece claro que estamos sendo relapsos e desleixados com a nossa casa.

Senão vejamos: qual é situação dos rios e riachos que atravessam nossa cidade? Estão límpidos e podemos beber de suas águas, sem medo? Temos cuidado e consciência do lixo, orgânico e inorgânico que produzimos? De seu descarte adequado? Seu município tem ecopontos? Você sabe onde ficam? Já utilizou? Quando você se alimenta na rua, você tem o cuidado de descartar, adequadamente os resíduos produzidos, por sua ação? Ou simplesmente deixa na calçada, ou pior em algum bueiro?

 Estamos vivendo como se a destruição de nossa casa não nos afetasse. Sujamos o ar, a água, o solo, com uma enorme quantidade de lixo.  Qual é a herança que queremos deixar para nossos filhos e netos? Afinal eles não terão outro lar para viver.

O que podemos fazer? Primeiro devemos tomar consciência de nossos deveres e responsabilidades. Gastar menos recursos naturais, produzir menos poluição, reciclar, reutilizar o que for possível. Devemos incentivar e apoiar todas as iniciativas para despoluir nossas águas, mar, lagoas, lagos, rios e ribeirões. Devemos reciclar nosso lixo, quer seja industrial ou doméstico. Devemos procurar comprar produtos que verdadeiramente são amigos do meio-ambiente. Devemos nos reeducar para sermos parte da solução, uma vez que já somos parte do problema. Nossa casa comum está gritando por ajuda. Vamos cuidar dela o melhor possível. Afinal quem não gosta de morar em uma casa limpa, bem cheirosa, bonita e agradável? Conservar o meio ambiente e a natureza é conservar a vida, a nossa vida. Não é uma opção, é uma necessidade. Aproveite seu dia.


Celso Tracco é economista, mestre em Teologia Sistemática, escritor, consultor e palestrante (www.celsotracco.com.br). Com ampla experiência como executivo em empresas nacionais e internacionais, é especialista em marketing, vendas e comportamento humano. Atuou como professor universitário e tem três livros publicados. Em sua coluna, abordará temas como política, economia e sociedade.


*Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Zero Hora Digital.

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PEC da Blindagem X PEC da Segurança Pública: A prioridade invertida da Câmara dos Deputados – por Reinaldo Monteiro

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Enquanto o Brasil enfrenta uma escalada alarmante na violência urbana, no tráfico de drogas, nos crimes contra a vida e no colapso da segurança pública em diversos estados, a Câmara dos Deputados parece caminhar em sentido contrário ao clamor popular. Em vez de acelerar o trâmite da chamada PEC da Segurança Pública, que busca fortalecer a atuação das forças policiais, garantir recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública para todos os entes federados sem contingenciamento, organizar os Sistema Único de Segurança Pública – SUSP com atuação mais efetiva dos municípios na segurança pública básica e ampliar a proteção ao cidadão de bem, o Parlamento brasileiro resolveu dedicar sua atenção a uma proposta que escancara o fosso entre representantes e representados: a PEC da Blindagem.

O que é a PEC da Blindagem?

Apelidada assim por diversos veículos da imprensa e juristas críticos à proposta, essa Proposta de Emenda à Constituição visa alterar o rito de julgamento de parlamentares por crimes comuns, estabelecendo exigências mais rigorosas para que decisões judiciais não possam atingir deputados e senadores. Na prática, torna ainda mais difícil que um parlamentar seja investigado, processado ou punido pela Justiça — criando uma espécie de escudo institucional contra o combate à corrupção e ao crime, além favorecer a entrada do crime organizado no Congresso Nacional por meio de mandatos eletivos.

Sob o pretexto de “preservar a independência entre os Poderes”, a PEC da Blindagem cria mecanismos que podem obstruir ações penais contra políticos e até presidentes nacionais de partidos políticos, exigindo autorizações prévias do próprio Legislativo por meio do voto secreto para medidas que, em relação a qualquer outro cidadão, são regidas por princípios constitucionais da isonomia e do devido processo legal. Uma proposta que revela a total falta de espírito público, de responsabilidade de respeito aos eleitores e extrema desconexão com a realidade da maioria do povo brasileiro

A PEC da Segurança Pública: A invisível

Em contrapartida, está quase parada nas comissões e nos escaninhos da burocracia legislativa a PEC da Segurança Pública, uma proposta de interesse direto da população brasileira. Ela trata de temas urgentes: fortalecimento das guardas municipais, ampliação de recursos para policiamento ostensivo, maior organização e integração entre os diversos órgãos de segurança pública e entes federados, melhor e maior compartilhamentos de dados e informações para reforçar o combate ao crime organizado, além de outras medidas que buscam responder à sensação generalizada de impunidade e vulnerabilidade que toma conta das cidades brasileiras.

Por que essa proposta, tão necessária, permanece esquecida? A resposta está no desalinhamento entre o que o povo espera de seus representantes e o que esses representantes efetivamente fazem com o poder que recebem, ou seja, de forma inequívoca esses parlamentares demonstram que não estão preocupados com a segurança da população, pois, com o poder que receberam do povo por meio do voto deveriam aprovar projetos e propostas de interesse do eleitor que deu seu voto de confiança para ter suas demandas atendidas e, não ver a Câmara dos Deputados usar o mandato para proteger políticos que cometem crimes.

Falta de espírito público e a desconectividade com a realidade

A atuação da Câmara dos Deputados ao priorizar uma PEC que protege políticos em detrimento de uma que protege o povo revela a falência do espírito público que deveria guiar o mandato parlamentar. O espírito público é o comprometimento com o bem coletivo, com a justiça social, com o interesse nacional — e não com a autopreservação da classe política.

Em um momento em que milhões de brasileiros vivem reféns da criminalidade, quando mães enterram filhos vítimas da violência e policiais morrem em confronto com facções criminosas cada vez mais organizadas, é injustificável que a prioridade legislativa seja uma norma que dificulta a punição de criminosos de colarinho branco travestidos de representantes do povo.

Mais do que uma inversão de prioridades, isso revela uma desconexão completa com a necessidade da população. A sociedade quer proteção, justiça, segurança. Quer ver bandidos punidos — estejam eles nas ruas ou nos gabinetes em Brasília. Mas o Parlamento parece querer blindagem, foro privilegiado, e impunidade institucionalizada.

A mensagem perigosa: “Quem tem poder, tem escudo”

Ao promover a PEC da Blindagem, a Câmara envia uma mensagem simbólica devastadora: “quem tem poder, tem escudo”. Isso mina a confiança da população na democracia, alimenta discursos radicais, e enfraquece o próprio Estado de Direito. Afinal, se o próprio Legislativo age para proteger possíveis criminosos com mandato eletivo, como esperar que a população acredite que haverá justiça para o cidadão comum?

Conclusão: O Brasil precisa de parlamentares, não de cúmplices

A população brasileira clama por líderes comprometidos com o interesse público — não por cúmplices do crime organizado, da corrupção ou da impunidade. A inversão de prioridades entre a PEC da Blindagem e a PEC da Segurança Pública é um sintoma de um problema muito maior: o distanciamento entre representantes, sociedade e vida real, pois, não é de hoje que muitos políticos vivem em uma bolha e de dentro de seus gabinetes chiques, mansões e condomínios de luxo não conseguem enxergar o Brasil dos brasileiros.

É preciso que a sociedade civil organizada, a imprensa, os juristas, as entidades de classe e os cidadãos comuns pressionem o Congresso Nacional para que a PEC da Blindagem seja rejeitada e para que a PEC da Segurança Pública receba o protagonismo e a celeridade que merece. Segurança não pode ser um tema secundário em um país que conta corpos diariamente e tem seus policiais massacrados pelo crime organizado e, por vezes pelo próprio estado que não consegue garantir nem a segurança e a saúde de seus agentes.

Enquanto o Legislativo legisla em causa própria, o povo segue desprotegido — e a democracia, enfraquecida.


Reinaldo Monteiro, GCM de Barueri-SP, Presidente da AGM BRASIL, Bacharel em Direito com especialização em Direito Constitucional e Administrativo, Consultor em Segurança Pública, Palestrante e ex-Diretor da Secretaria Nacional de Direitos Humanos.


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Você é uma pessoa de sorte? – por Tom Moisés

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Eu sou uma pessoa de sorte, principalmente em dar azar. Depois de 25 anos jogando na mega sena, até que enfim acertei uma quadra. O prêmio era de R$ 300,00 e só gastei R$ 150,00. Mas, quando fui buscá-lo descobri que era um bolão dividido por 20 pessoas e eu só teria direito a R$ 15,00. Isso é que é sorte.

Considero os jogos importantes, pois custeiam parte significativa do interesse público e, joga quem quer. Eu só jogo porque tenho sorte. Um dia fui trabalhar num autódromo para ganhar uma diária de R$ 60,00; isso foi no dia 06/06. Naquele dia eu acordei atrasado, às 6 pra 6h, me arrumei em 6 minutos, saí de casa às 6h e fiquei 66 minutos no trânsito. Passando próximo à fila de apostas perguntei para uma moça quem venceria e ela disse “aposta no carro nº 6”. Era muita coincidência tantos números 6. Fiquei na dúvida se deveria apostar os R$ 60,00 da diária, mas no mesmo instante me ligou uma pessoa que eu considerava uma besta quadrada. Se besta é igual 666, a ligação foi um sinal, apostei tudo. O carro 6 saiu na frente e liderou a corrida. Mas, na reta de chegada fundiu o motor e chegou em 6º.

Rifa, eu só compro para ajudar. Se eu marco o nome Roberval, dá Robervalda. No bingo sempre fico por um número. Se preciso do 10, vem o 01; se preciso do 96, vem o 69. Baralho, loterias, dados, bolas numeradas, cassinos, enfim, sempre dou sorte com o azar e ainda bem, assim não corro o risco de ficar psicologicamente viciado. Até no consórcio tenho sorte, ganhei um carro. Paguei 60 prestações esperando mês a mês ser sorteado e não fui. Depois de 5 anos pagando, quando encerrou o grupo, a empresa faliu. Mas a minha sorte brilhou, pois minha mãe ficou sensibilizada e me deu um carro de presente, um Peugeot 206 ano 1999. Nunca bateu, só apanhou; coitado. Estava com o motor fumando e a caixa de marcha engripada. Fora isso, estava bonito; amarelo, desbotado. O apelido dele era “pálido”.

Teve um dia que eu achei que ganharia uma bolada e ganhei. Eu estava do lado direito atrás do gol quando o cara bateu o pênalti. Foi uma bolada e tanto, pegou bem na minha cara. Perdemos o jogo e perdi a aposta, mas pelo menos eu ganhei, uma bolada.

E você, também é uma pessoa de sorte?


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Inteligência sem visibilidade não gera autoridade digital- por Adriana Vasconcellos

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Já reparou como profissionais medianos dominam a internet, enquanto especialistas altamente preparados permanecem invisíveis? Não é falta de conhecimento. A explicação é outra: autocrítica em excesso.

Quanto maior o nível de preparo, maior a tendência de travar diante do processo criativo. O especialista revisa, ajusta, adia. Pensa que o áudio não está perfeito, que a luz não favorece, que o cenário não condiz. Resultado: o conteúdo nunca vai ao ar. Enquanto isso, quem não carrega esse filtro simplesmente publica. Não espera o momento ideal, não se paralisa com inseguranças, não complica o processo. E justamente por isso, cresce, aparece e vende.

A lógica é simples: o algoritmo não recompensa inteligência, premia constância. Quem aparece mais, é lembrado mais. E quem é lembrado, vende mais.

Pense em uma médica referência, com pesquisas publicadas e anos de experiência. No consultório, é reconhecida pelos pares. Mas, no digital, quase não existe porque nunca grava um vídeo rápido ou compartilha uma reflexão simples. Quem ocupa o espaço são profissionais menos preparados, porém muito mais consistentes na exposição.

No mundo dos negócios, encontramos casos semelhantes. Fundadores de startups sem currículo brilhante se tornam referência porque entenderam cedo: visibilidade gera oportunidades. Enquanto isso, empreendedores mais competentes permanecem no anonimato, esperando que a autoridade fale sozinha.

Segundo a Nielsen (2023), 92% das pessoas confiam mais em especialistas que aparecem com frequência. A HubSpot mostrou que empresas que publicam conteúdo regularmente geram 67% mais leads do que as que postam de vez em quando. E o Edelman Trust Barometer (2024) confirma: visibilidade consistente é o que constrói credibilidade digital.

Constância sem profundidade não sustenta

Apesar de o algoritmo favorecer quem posta mais, aparecer sem consistência não garante credibilidade. Engaja no curto prazo, mas não sustenta no longo. Se você deseja ser reconhecido como referência, precisa unir frequência com conteúdo sólido. É essa combinação que transforma conhecimento em autoridade, seguidores em comunidade. A presença faz você ser lembrado, a profundidade faz você ser respeitado. Quem equilibra os dois conquista visibilidade constante e credibilidade duradoura.

O mundo digital valoriza clareza. Traduzir complexidade em linguagem acessível não é perder profundidade; é mostrar domínio. É essa a combinação que diferencia especialistas que crescem daqueles que permanecem invisíveis.

No fim, a pergunta não é “por que pessoas medianas crescem mais na internet?”.

A questão real é: até quando você, que tem preparo e conhecimento, vai continuar escondido atrás da sua própria autocrítica?


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.


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Às voltas com a adolescência – por Dra. Vera Resende

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A adolescência é apenas uma das fases do desenvolvimento humano. No entanto, família, escola e sociedade tendem a colocá-la no centro das discussões sempre que problemas sérios envolvem jovens. Em vez de olharem para o indivíduo que rompeu alguma norma, regra ou entrou em conflito com a lei, fazem referências a uma geração inteira, como se todos os adolescentes agissem da mesma forma. Isso não acontece com os adultos. Se o infrator estiver na faixa dos 30 ou 40 anos, não se atribui rebeldia, irresponsabilidade ou agressividade à sua geração.

Há inúmeras hipóteses para explicar esse tipo de atitude. Não pretendo explorá-las em detalhe neste espaço, mas convido o leitor a refletir sobre o universo de pessoas que ainda percebem a adolescência como um símbolo de liberdade. Muitos suspiram de saudade ao lembrar da própria juventude; entretanto, no papel de pais ou educadores, mostram-se ansiosos e até hostis diante da inquietação e dos questionamentos característicos dessa fase.

A expressão “aborrecente”, a meu ver, é agressiva. Ela traduz o descompasso entre as necessidades emocionais do jovem e a predisposição do adulto para acolhê-las, tornando a convivência mais difícil. Além disso, denuncia a dificuldade de muitos pais em assumir seu papel. Mas afinal, qual seria esse papel?

Enquanto etapa do desenvolvimento psicoafetivo, a adolescência exige o acolhimento de um luto: a perda do lugar na infância, do corpo infantil que rapidamente se transforma, da referência dos pais que oscilam entre manter a costumeira proteção e cobrar responsabilidades. A insegurança aumenta porque nada é oferecido em troca: a tão sonhada liberdade de escolha ainda não é plenamente concedida.

Diante disso, o adolescente se sente incompleto, inadequado e, por vezes, incapaz. Sem encontrar seu lugar, pode reagir de forma ruidosa e quase histérica ou, em outras situações, de modo depressivo e silencioso.

Que tal começarmos a ouvir, de fato, nossos adolescentes?


Dra. Vera Resende – Psicóloga clínica (CRP 06-2353), mestre e doutora em Psicologia Clínica pela PUC-SP. Com sólida trajetória acadêmica, foi professora e supervisora de estágio clínico na Unesp, ministrou aulas na pós-graduação, orientou teses, integrou grupos de pesquisa e coordenou cursos de especialização e extensão. Atuou no Instituto Sedes Sapientiae, participando de seminários e publicações na área de psicanálise da criança. Atualmente, mantém consultório próprio, oferecendo atendimentos, supervisão clínica e aperfeiçoamento para psicólogos iniciantes.


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Ser político – por Celso Tracco

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A palavra política vem do grego politikós e tem como origem o termo polis, o qual podemos traduzir por comunidade/agrupamento de pessoas. Portanto toda pessoa que vive em comunidade e se interessa pelas coisas públicas desta comunidade, é, por definição, um ser político.

A manifestação política de todos os habitantes de uma comunidade, de uma cidade, estado, região ou país deveria ser frequente e contínua. Dentro de um sistema político democrático, esta prática é assegurada pelas eleições regulares e constitucionais, nas quais legítimos representantes do povo são eleitos para exercerem seus mandatos nos poderes executivo e legislativo.

Entretanto, se lançarmos um olhar mais criterioso para a história de nosso país, facilmente verificamos que a efetiva participação política de nosso povo é mínima. Podemos enumerar várias razões que justificam esse desinteresse, tais como: imposições de vontades autoritárias e absolutistas, baixa escolaridade da população, centralização e concentração do poder em mãos de pequenos grupos familiares, uma sociedade elitizada, baixíssima experiência democrática com uma sucessão de golpes e tentativas de golpes de estado.

Sem dúvida, os fatores citados acima, além de reiterados e contínuos casos de corrupção, trouxeram ao longo do tempo, a percepção de que o exercer político, em especial a política partidária, é um mal social. O povo não confia nos representantes que ele próprio elegeu. Uma tragédia. Tem-se a sensação de que os partidos políticos apenas agem de acordo com os seus próprios objetivos, ou dos objetivos pessoais de seus dirigentes. Eles não estão preocupados em promover o bem-estar dos seus eleitores. Deste modo o povo em geral, não se interessa em sequer debater sobre política. Há um sentimento de inutilidade e até de desprezo, quando se fala sobre política partidária.

Mas, a não participação dos eleitores na política, em que pesem as várias restrições sistêmicas e estruturais, é um grave erro da sociedade brasileira. Temos o dever de participar, cobrar e fiscalizar o trabalho dos eleitos. Nossa recente experiência democrática tem apenas 35 anos, e parece que já estamos cansados e desiludidos com a prática democrática. Continuamos aguardando um “salvador da pátria”, alguém que resolva de imediato, todos os problemas estruturais acumulados em séculos de nossa história. Não vai acontecer. Apenas a livre, plural e democrática manifestação de todos os segmentos de uma comunidade irá aprimorar e solidificar as instituições políticas, evitando o personalismo anacrônico e nefasto em que ainda vivemos. Uma sociedade só será forte, segura, próspera, se a maioria de seus integrantes forem conscientemente participantes ativos, trabalhando para o bem comum.

Pode parecer utópico, mas encaremos a utopia como algo muito difícil, mas possível de ser realizado. Se não trabalharmos duramente, nada irá mudar, e a sensação real de uma classe política inepta, corrupta, servil aos seus próprios interesses só irá aumentar. A manifestação política dos cidadãos, através das inúmeras entidades da sociedade civil requer muita abnegação, mudança de hábitos, de posturas e certamente sacrifícios, mas ainda assim, será o melhor caminho para construirmos uma sociedade mais justa, mais igualitária, mais solidária e humanizada para todos. Exercite sua cidadania, faz bem e não tem contra indicação.


Celso Tracco é economista, mestre em Teologia Sistemática, escritor, consultor e palestrante (www.celsotracco.com.br). Com ampla experiência como executivo em empresas nacionais e internacionais, é especialista em marketing, vendas e comportamento humano. Atuou como professor universitário e tem três livros publicados. Em sua coluna, abordará temas como política, economia e sociedade.


*Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Zero Hora Digital.

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Violência doméstica em alta e prevenção em baixa – por Ramon Soares

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Os telejornais diários de fim de tarde nos remetem àqueles jornais impressos das décadas de 1980 e 1990, famosos por causarem impacto com suas manchetes sensacionalistas a ponto de se dizer que, “se fossem torcidos, sairia sangue”, não apenas pelos textos, mas principalmente pelas fotos, muitas vezes sem qualquer tipo de censura.

Poderia ser apenas uma comparação nostálgica, mas, infelizmente, é a realidade. Todos os dias, sobram matérias nos noticiários sobre mulheres assassinadas por seus companheiros ou ex-companheiros homens que se julgam donos dessas mulheres e as sentenciam à morte pelo simples fato de não aceitarem o fim de um relacionamento. Esse triste “espetáculo” é exibido em horário nobre na televisão brasileira, como se fosse apenas mais uma notícia. Mas, está lá, “mais um corpo estendido no chão”.

Em pleno 2025, no estado mais rico da federação, São Paulo, dados da Secretaria de Segurança Pública revelam uma média de 21 feminicídios por mês. E isso sem contar os casos em que as vítimas sobrevivem ou aqueles que sequer são registrados — seja por medo, por fatores culturais, pela ausência de aparato policial ou pela ineficiência do sistema em muitos locais.

Este texto não tem a pretensão de apresentar uma solução definitiva para esse tipo de crime. A complexidade do problema exige uma abordagem personalizada de acordo com as características de cada região do país, tanto no que diz respeito à prevenção quanto à repressão. O que se pretende aqui é escancarar a ausência de uma política pública de prevenção estruturada e contínua.

Atualmente, existe um trabalho relevante realizado pelas Guardas Municipais e Polícias Militares, conhecido como Patrulha Maria da Penha. Trata-se de uma ação que visa proteger mulheres que já possuem medidas protetivas, muitas delas em risco real de serem assassinadas por seus agressores. As instituições policiais, nesse caso, atuam na manutenção dessas medidas, com empenho e dedicação — um trabalho que, de fato, salva vidas.

Apesar disso, há uma falha evidente por parte dos governos: a ausência de uma política de Estado voltada à prevenção da violência doméstica.

A prevenção deveria começar cedo, talvez ainda na pré-escola (dependendo das diretrizes pedagógicas), seguir no ensino fundamental, médio, nas universidades, empresas, comunidades e até em condomínios — inclusive os de alto padrão.

Existe uma urgente necessidade de mudança cultural, de transformação dos padrões sociais. Não se pode mais aceitar essa realidade como algo “normal”. Uma sociedade que permite a morte sistemática de suas mulheres está inevitavelmente condenada ao colapso moral.

Não se trata de acreditar em uma solução mágica ou imediata, mas é evidente que pouco ou, quase nada tem sido feito de forma concreta.

Talvez no futuro surja alguma nova campanha, um mês temático para colorir o calendário, como já acontece com o Março Lilás ou o Outubro Rosa. Mas, provavelmente, será apenas mais um mês “colorido”, sem ações efetivas que mudem a realidade de fato.


Ramon Soares é Guarda Municipal em Barueri, bacharel em Direito pela UNIFIEO e vice-presidente da AGM Brasil. Palestrante e instrutor, coautor do projeto “Segurança Pública Básica” e possui certificado internacional em Segurança Escolar, obtido em Indianápolis (EUA).


*Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Zero Hora Digital.

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Por que algumas pessoas escrevem o 7 cortado? – por Tom Moisés

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Você já percebeu que algumas pessoas escrevem o sete cortado? Escrevem normalmente o numeral 7, mas depois dão um traço no meio dele. Pois é, há várias versões. A mais sensata é que no processo de alfabetização corta-se o 7 para diferenciá-lo do número 1 e evitar confusão visual na escrita manual. Isso é muito importante no ambiente de aprendizado, sobretudo escolar.

Mas, vamos tratar isso com imaginação e um pouco mais de bom humor. Reza a lenda que o verdadeiro motivo é outro. Dizem que, quando o profeta Moisés foi ler a tábua dos 10 mandamentos, ele reuniu o povo e disse:

– “Pessoal, é o seguinte: para disciplinar a conduta das pessoas na sociedade vamos ter que estabelecer algumas regrinhas básicas de conduta e comportamento; isso para manter uma melhor organização, ok? Então, anotem aí:”

Bem, todas as pessoas que desejavam uma sociedade melhor, mais justa e igualitária gostaram da ideia. Mas, os críticos de plantão já discordaram logo de cara e disseram.

– “Pera lá… Vamos ver se a gente vai concordar ou não”.

Com o pessoal reunido, Moisés começou a dizer.

– “1º mandamento: amar a Deus sobre todas as coisas”.

Todos concordaram e Moisés continuou:

– “2º mandamento: não chamar o nome de Deus em vão”.

Todos concordaram e Moisés continuou:

– “3º mandamento: honra teu pai e tua mãe para que se prolonguem os seus dias na terra”.

Ótimo! Concordância unânime.  

E depois Moisés leu o 4º, 5º e 6º, sem contestações.

Mas, quando chegou no sétimo, disse o profeta:

– “sétimo: não desejarás a mulher do próximo”

Então os homens disseram.

– “Opa! Esse corta”.


Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Zero Hora Digital.

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