Dor no quadril pode ser sinal de osteoartrose e tem solução – por Dr. Guilherme Falótico

4 0
Read Time:2 Minute, 33 Second

Você sente dor na virilha ou na coxa ao caminhar, subir escadas ou até mesmo para levantar-se da cama? Esses sintomas podem indicar osteoartrose do quadril, uma doença degenerativa que afeta milhões de pessoas e, se não tratada adequadamente, pode limitar severamente a qualidade de vida.

A osteoartrose, também conhecida como osteoartrite degenerativa, é caracterizada pelo desgaste progressivo da cartilagem que reveste a articulação do quadril. Essa cartilagem tem a função de proteger os ossos e permitir o movimento suave da articulação. Com o avanço da doença, o desgaste pode causar atrito direto entre os ossos, resultando em dor intensa, rigidez e perda da mobilidade.

Embora seja mais comum em pessoas acima dos 50 anos, a osteoartrose do quadril pode afetar adultos mais jovens, principalmente aqueles com fatores de risco como obesidade, síndrome metabólica, histórico de lesões articulares ou predisposição genética. As mulheres são particularmente mais suscetíveis, representando cerca de 10% da população com mais de 60 anos.

O diagnóstico correto começa pela avaliação clínica, quando o médico examina os sintomas, histórico de saúde e realiza testes físicos para identificar limitações. Exames de imagem, como o raio-X, ajudam a confirmar o diagnóstico e a avaliar a extensão do desgaste, sendo complementados por outros exames conforme necessário.

O tratamento da osteoartrose do quadril é personalizado conforme a gravidade dos sintomas e o impacto na funcionalidade do paciente. Inicialmente, adotam-se medidas conservadoras que incluem o uso de medicamentos anti-inflamatórios e analgésicos para controle da dor, sessões de fisioterapia para fortalecimento muscular e melhora da mobilidade, além de infiltrações com ácido hialurônico ou corticoides para reduzir a inflamação local. Mudanças no estilo de vida, como a perda de peso e a evitar atividades que causam impacto excessivo na articulação, são fundamentais para aliviar a sobrecarga e minimizar a progressão da doença.

Quando esses tratamentos não são suficientes, a cirurgia de prótese de quadril (artroplastia) pode ser indicada. Esse procedimento consiste na substituição da articulação danificada por uma prótese e possui alta taxa de sucesso, proporcionando excelente recuperação funcional. Inclusive, em 2007, a cirurgia de artroplastia foi eleita a “cirurgia do século” em uma publicação da revista científica Lancet, destacando seu impacto positivo na qualidade de vida dos pacientes.

Se você sente dores no quadril que limitam seu dia a dia, não adie a busca por um diagnóstico especializado. O tratamento adequado pode devolver sua mobilidade e autonomia, permitindo que você viva com menos dor e mais qualidade.


Dr. Guilherme Falótico – Ortopedista especialista em cirurgia do quadril (CRM 128925). Formado e professor adjunto na Escola Paulista de Medicina/UNIFESP, é mestre e doutor em Ciências, com Fellowship no Rothman Institute (EUA), onde se especializou em via anterior do quadril e infecções em artroplastias. Certificado em cirurgia robótica (Robô Mako) e membro da SBOT e SBQ, é reconhecido pela atuação de excelência aliada à ciência e à inovação na ortopedia.


Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Zero Hora Digital.

Happy
Happy
100 %
Sad
Sad
0 %
Excited
Excited
0 %
Sleepy
Sleepy
0 %
Angry
Angry
0 %
Surprise
Surprise
0 %

Fazer o bem, sempre! – por Celso Tracco

0 0
Read Time:3 Minute, 8 Second

A humanidade é, dentre todas as espécies que já habitaram a Terra ao longo de seus bilhões de anos de existência, a que possui o maior poder de destruição. E não estou me referindo apenas ao vasto e diversificado arsenal de armamentos militares que existem em muitos países ao redor do planeta. Me refiro à própria índole do ser humano, maldosa por natureza.

Como é possível que alguém, diante de uma tragédia ambiental, se aproveite da situação para roubar e saquear propriedades desprotegidas, ou desviar recursos e doações destinados à população atingida? É verdade que em geral, frente a uma calamidade, se forma uma imensa corrente de solidariedade: órgãos oficiais, ONGs, igrejas, clubes, comunidades, e até mesmo cidadãos comuns, tornam-se voluntários doando seu tempo e suas habilidades, às vezes até arriscando suas vidas em favor de pessoas que nem conhecem. No entanto, o mal persiste em ofuscar o bem. Como explicar que milhares de pessoas, muitas delas idosas, se recusem a deixar suas casas, pequenos comércios e armazéns por medo de serem saqueadas? Para mim, isso reflete a degradação máxima do ser humano.

Aqueles que agem dessa maneira não têm caráter algum e são ainda piores do que os animais ditos irracionais, pois estes não atacam, roubam ou matam deliberadamente sua própria espécie. Sinceramente, sinto-me indignado como ser humano e, indo contra todas as minhas crenças, penso que aqueles que abusam dos que já perderam praticamente tudo, não merecem fazer parte da comunidade e não merecem uma segunda chance. Infelizmente, muitos dos que praticam esses atos, são pessoas comuns, homens e mulheres que não têm o roubo como meio de vida.

Essas pessoas não se manifestam apenas em grandes catástrofes, mas também episodicamente no cotidiano. Todos nós já testemunhamos acidentes rodoviários envolvendo carretas que transportam alimentos, eletrônicos ou qualquer outro bem de valor. Dezenas de pessoas comuns surgem do nada, como um cardume de piranhas atacando um animal ferido e indefeso, dilacerando-o até a morte. A carga da carreta acidentada é saqueada em questão de minutos, e nem se preocupam em saber se alguém ficou ferido devido ao acidente. Como chegamos a esse estado de barbárie?

Será a desumanidade de viver em cidades gigantescas, onde tudo é difícil e precário para a maioria de seus habitantes? Será a impunidade que assola este país há séculos? Será o inconsciente coletivo, onde pensamos que se eu não roubo, outros vão roubar, e chega de sermos ingênuos? Ou será porque não temos em nossa cultura a formação adequada de valores verdadeiramente humanos? Afinal, tenho certeza de que a imensa maioria das pessoas com mais de 10 anos sabe que roubar algo ou alguém não é correto, talvez não saibam que é um crime, mas sabem que é errado. Não devemos amenizar a punição para quem comete esse tipo de delito.

Acredito que estamos chegando a um ponto de não retorno. Ou retomamos o caminho de uma cultura de paz, solidariedade, responsabilidade social e convivência pacífica e ordeira, onde os livros devem ser mais acessíveis do que as armas e onde a comunicação seja baseada em princípios éticos e não em desinformação. Ou então vai prevalecer a lei do mais forte, a barbárie, a selvageria e a total desumanidade. A ausência de qualquer tipo de lei ou ordem, se tornará mais um novo normal. Alguns desses cenários, infelizmente, já estão fazendo parte do nosso cotidiano. Ainda assim, sinceramente, aproveite seu dia.


Celso Tracco é economista, mestre em Teologia Sistemática, escritor, consultor e palestrante (www.celsotracco.com.br). Com ampla experiência como executivo em empresas nacionais e internacionais, é especialista em marketing, vendas e comportamento humano. Atuou como professor universitário e tem três livros publicados. Em sua coluna, abordará temas como política, economia e sociedade.


ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Happy
Happy
0 %
Sad
Sad
0 %
Excited
Excited
0 %
Sleepy
Sleepy
0 %
Angry
Angry
0 %
Surprise
Surprise
0 %

Segurança Pública Municipal: Avanços, dever constitucional e garantia de direitos – por Reinaldo Monteiro

3 0
Read Time:6 Minute, 51 Second

A recente matéria jornalística intitulada “Prefeitos turbinam guardas com fuzis, tropas de elite e poder de polícia” transmite à sociedade a ideia de que o fortalecimento das Guardas Municipais representa uma militarização excessiva ou um desvio de função. No entanto, tal narrativa desconsidera aspectos jurídicos, constitucionais e sociais que sustentam a ampliação da atuação destas instituições como parte integrante do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP).

Este artigo tem como objetivo esclarecer o papel das Guardas Municipais no contexto constitucional, rebater equívocos recorrentes no debate público e demonstrar que o investimento em capacitação e equipamentos visa a proteção da população e a valorização dos profissionais de segurança pública.

Base Constitucional e Legal das Guardas Municipais

A Constituição Federal de 1988, nos artigos 5º e 6º fez questão de elencar como direito fundamental e social do cidadão a segurança, também deixou claro que aos municípios compete legislar, organizar e prestar diretamente serviços públicos de interesse local, já em seu artigo 144, § 8º, autorizou os municípios a constituírem Guardas Municipais para a proteção de seus bens, serviços e instalações. Com o advento da Lei nº 13.022/2014 – Estatuto Geral das Guardas Municipais –, consolidou-se um rol de competências que vai além da simples proteção patrimonial, incluindo:

  • Proteção sistêmica da população que utiliza bens e serviços municipais;
  • Colaboração com os demais órgãos de segurança pública;
  • Atuação preventiva e comunitária, em harmonia com os princípios dos direitos humanos.

A integração das Guardas Municipais ao SUSP (Lei nº 13.675/2018) reforça seu papel como polícia de proximidade, com atuação focada na prevenção e mediação de conflitos, sem excluir a possibilidade de intervenção em situações de flagrante delito, conforme prevê o Código de Processo Penal (art. 301).

Equipamentos e Estrutura: Responsabilidade e Necessidade

O uso de armamento de maior calibre, como fuzis, não é um capricho administrativo, mas uma resposta proporcional a cenários de alto risco enfrentados em determinadas regiões, como:

  • Ocorrências envolvendo criminosos fortemente armados;
  • Apoio em operações integradas com outras forças de segurança;
  • Proteção de eventos e locais de grande concentração de pessoas.

Importante frisar que o porte e uso de armas por Guardas Municipais são regulados pela Polícia Federal, conforme a Lei nº 10.826/2003 (Estatuto do Desarmamento) e normativos correlatos, o que implica rigorosos critérios de habilitação, treinamento e controle.

Formação e Tropas Especializadas

A criação de unidades especializadas dentro das Guardas Municipais segue modelos já consolidados em polícias comunitárias e de apoio tático, tendo como objetivo:

  • Atender ocorrências de maior complexidade;
  • Dar suporte a patrulhas convencionais;
  • Realizar intervenções técnicas que demandam pessoal altamente treinado.

Longe de significar “militarização” indiscriminada, essas unidades representam a especialização necessária para proteger vidas em contextos críticos, sem prejuízo da função preventiva.

Poder de Polícia Administrativa e Colaboração

A expressão “poder de polícia” muitas vezes é utilizada equivocadamente no debate público. No âmbito municipal, trata-se de poder de polícia administrativa, exercido para garantir o cumprimento de leis, regulamentos e posturas municipais.
No entanto, diante de flagrantes delitos, qualquer cidadão – e, por consequência, agentes da Guarda Municipal – têm a obrigação legal de agir para cessar o crime, preservando a integridade física das vítimas e assegurando a ordem pública.

Considerações importantes

O fortalecimento das Guardas Municipais com equipamentos modernos, treinamento especializado e integração no SUSP não representa um risco à democracia ou aos direitos fundamentais. Pelo contrário, traduz-se no cumprimento do dever constitucional do município de prover a segurança pública para preservação da ordem pública, da incolumidade das pessoas, do patrimônio, dos bens, serviços e instalações organizando e prestando diretamente serviços públicos de interesse local no âmbito da segurança pública.

A narrativa que reduz essa política pública à mera “turbinagem” ignora que segurança pública é um direito fundamental e social e que a proximidade da Guarda Municipal com a comunidade é um fator estratégico para a redução da criminalidade e a promoção da paz social.

Guardas Municipais fortalecidas: política de proximidade, profissionalização e redução da criminalidade em Santana de Parnaíba

Em vez de “turbinagem”, o aumento da estrutura e das funções das Guardas Municipais, faço questão de destacar a cidade de Santana de Parnaíba que apresenta resultados concretos. A cidade, classificada como a mais segura do Brasil, apresenta quedas expressivas em diversos indicadores criminais, reflexo de estratégias integradas, treinamento, tecnologia e investimento contínuo.

Contexto e base institucional

Embora possa soar alarmante, a modernização e capacitação da Guarda Municipal não correspondem a militarização, mas a profissionalização e resposta proporcional à complexidade dos desafios de segurança local. Santana de Parnaíba, com população superior a 100 mil habitantes, é parte da Região Metropolitana de São Paulo.

Santana de Parnaíba: cidade mais segura do Brasil

  • O ranking Connected Smart Cities 2025 apontou Santana de Parnaíba como a cidade mais segura do país, entre 656 avaliadas, considerando critérios como número de homicídios, gasto em segurança, monitoramento e efetivo policial por habitante.
  • Em 2024, o município manteve o primeiro lugar também no critério “segurança”, dentre cidades com 100 a 500 mil habitantes.

Indicadores criminais em queda

Comparativo 2023 vs. 2024:

  • Redução de 40% nos homicídios dolosos (índice caiu de 3,18 para 1,9 por 100 mil habitantes) — uma das mais baixas do país.
  • Diminuíram também: tentativa de homicídio (−20%), roubos de carga (−18,18%), outros roubos (−11,64%), furto de veículos (−4,30%) e nenhum latrocínio registrado.

Primeiro quadrimestre de 2024 vs. 2023:

  • Homicídio doloso zerado (queda de 100%)
  • Redução de 31,67% nos roubos, 25% em furto de veículos, e nenhum latrocínio registrado.

Últimos meses (até maio de 2025):

  • Queda de 25% em tentativas de homicídio, 40% em estupro, 13,21% em roubo, 50% em roubo de cargas, 7,89% em furto de veículos.
  • Sem registro de estupro, latrocínio, homicídio doloso, tentativa de homicídio, roubo de veículos e de cargas em maio.
  • Violência doméstica registrou redução de 31%, chegando até 41% em junho.

Indicadores adicionais:

  • Não houve registros recentes de seis tipos de crimes: homicídio doloso, latrocínio, roubos a banco, roubos de carga, estupro de vulnerável e furtos a instituições financeiras.

Investimentos, estrutura e profissionalização

As baixas taxas criminais não são fruto do acaso, mas consequência direta de políticas públicas estruturadas:

  • Operações como “Impacto” e “Cidade Segura”, com bloqueios estratégicos, abordagens de pessoas com pendências judiciais, apreensão de drogas, armas e veículos ilegais.
  • Rondas preventivas contínuas realizadas pelas inspetorias operacionais e definição de metas em reuniões periódicas.
  • Investimentos em renovação da frota (viaturas, motos, SUVs), armas modernas (pistolas 9 mm, carabinas CTT 40 e fuzis 5.56), novo fardamento com coletes táticos, sistema dry fit, botinas respirável e estrutura canil.
  • Implantação de centro de controle e operações, iluminação pública em LED, inspetorias operacionais em pontos estratégicos.
  • Criação da Delegacia de Defesa da Mulher, o Espaço de Proteção e Amparo para Mulheres e a Patrulha Guardiã Maria da Penha, fortalecendo o atendimento e prevenção à violência de gênero.
  • Construção de nova base da Guarda Municipal, com cerca de 4 mil m², incluindo estande de tiro, academia, canil, quadra e garagem para viaturas.
  • Inauguração de novas sedes: Delegacia de Polícia Civil e Delegacia de Defesa da Mulher com infraestrutura moderna.

Conclusão

O fortalecimento da Guarda Municipal em Santana de Parnaíba representa uma política pública eficaz, alinhada com os princípios da segurança cidadã e da prevenção, e não uma militarização descontrolada.

  • Ao investir em treinamento, tecnologia, estrutura e integração com uso de dados e inteligência, a prefeitura apresenta resultados concretos: reduções drásticas em homicídios, roubos, violência doméstica e outros crimes graves.
  • Equipamentos modernos, como fuzis e viaturas, estão associados a respostas proporcionais e legalmente autorizadas, conduzidas com rigor técnico.
  • A prioridade está na proteção da população, na proximidade com as comunidades e na resolução de conflitos de forma preventiva.

Em vez de “turbinagem”, o que se observa em Santana de Parnaíba é reforço técnico, profissional e estratégico para garantir o direito à segurança. O recuo dos índices criminais é resultado dessa política pública consistente e planejada. O caso deve ser visto como inspiração para outros municípios, não como objeto de desconfiança midiática. A imprensa tem o dever de reportar com profundidade, não com simplificação ou condescendência.


Reinaldo Monteiro, GCM de Barueri-SP, Presidente da AGM BRASIL, Bacharel em Direito com especialização em Direito Constitucional e Administrativo, Consultor em Segurança Pública, Palestrante e ex-Diretor da Secretaria Nacional de Direitos Humanos.


ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Happy
Happy
100 %
Sad
Sad
0 %
Excited
Excited
0 %
Sleepy
Sleepy
0 %
Angry
Angry
0 %
Surprise
Surprise
0 %

Geração Z, “feed zero” e o futuro das vendas nas redes sociais – por Adriana Vasconcellos

0 0
Read Time:3 Minute, 37 Second

A Geração Z, também conhecida como Zoomers (pessoas nascidas entre meados da década de 1990 e início de 2010), está mudando as regras do jogo digital e das vendas. Nativa das redes, essa geração cresceu cercada pela tecnologia, mas agora começa a utilizar as plataformas de um jeito diferente. Surge, então, uma tendência em ascensão: o “feed zero”, em que os perfis permanecem quase vazios, embora seus donos continuem ativos em stories, mensagens diretas e grupos privados.

Esse comportamento mostra que os jovens priorizam interações mais autênticas, privadas e efêmeras, o que impacta diretamente a forma como as marcas se conectam com eles e vendem seus produtos. A decisão de abandonar o feed tradicional não é aleatória, ela reflete mudanças profundas na maneira como a Geração Z enxerga o ambiente digital.

Muitos demonstram cansaço com a superexposição e a constante comparação, já que a pressão por curtidas e validação social pode gerar ansiedade, levando-os a evitar o julgamento público. Soma-se a isso a preocupação com privacidade e rastros digitais, que os faz reduzir conteúdos permanentes. Essa geração também busca autenticidade e espontaneidade, valorizando momentos reais compartilhados em formatos rápidos, como stories e mensagens privadas. Além disso, o desgaste com algoritmos e conteúdos excessivamente perfeitos desestimula a publicação no feed, reforçando a preferência por interações mais orgânicas e menos planejadas.

O resultado é um uso das redes mais seletivo, onde o conteúdo efêmero e as interações privadas ganham destaque. A Geração Z não está desconectada, apenas escolhe ambientes digitais que ofereçam controle, proximidade e menor exposição pública. Essa tendência já força mudanças nas próprias plataformas, que investem cada vez mais em stories, transmissões ao vivo e vídeos curtos, reforçando a experiência espontânea que os jovens buscam.

E como esse comportamento afeta as vendas nas redes sociais?

As redes sociais continuam sendo uma vitrine poderosa para as marcas. Costumo dizer que o Instagram pode ser tanto a 25 de Março quanto a Oscar Freire, dependendo do produto ou serviço que está sendo oferecido. Segundo o Relatório do Varejo 2025, divulgado pela Adyen, 55% dos brasileiros compram pelas redes e 37% tendem a adquirir produtos que estão em alta. No entanto, o novo comportamento da Geração Z está transformando a dinâmica das vendas. Com menos atenção no feed, anúncios estáticos e excessivamente produzidos perdem efeito. Essa geração é rápida em identificar conteúdos que parecem “forçados” e tende a ignorá-los.

Em contrapartida, a Geração Z valoriza conteúdos autênticos. Campanhas que mostram bastidores, depoimentos reais e situações do dia a dia têm muito mais chances de engajar. Nesse cenário, parcerias com microinfluenciadores e conteúdo colaborativo (UGC) se tornam estratégias poderosas. Outro fator é a expansão dos formatos efêmeros. Stories, Reels e TikTok são os espaços onde as marcas precisam estar, já que vídeos curtos, criativos e diretos geram maior conexão com esse público.

Apesar das oportunidades, existem desafios. Grande parte das interações acontece em grupos fechados e mensagens privadas, o que dificulta a mensuração de resultados. Isso exige maior investimento em dados, análise de comportamento e campanhas personalizadas. Além disso, não basta vender; é preciso construir relacionamento. A Geração Z espera que as marcas conversem, se posicionem e criem vínculos. Estratégias focadas apenas em conversão de vendas perdem força, abrindo espaço para um marketing/comunicação mais humano e participativo.

O “feed zero” e a preferência por interações privadas mostram que a Geração Z não rejeitou as redes sociais, mas demanda novas formas de conexão. Para as marcas, isso significa repensar anúncios, criar experiências autênticas e investir em formatos que gerem engajamento real.

As empresas que entenderem essa transformação terão vantagem no social commerce, que já movimenta bilhões e segue em crescimento. Portanto, este é o momento de adaptar sua estratégia, falar a língua dessa geração e transformar seguidores em clientes fiéis.

Investir nessas três frentes de forma coordenada não é luxo. É uma estratégia inteligente e cada vez mais indispensável para qualquer empresa ou profissional que queira se destacar.


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.


ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Happy
Happy
0 %
Sad
Sad
0 %
Excited
Excited
0 %
Sleepy
Sleepy
0 %
Angry
Angry
0 %
Surprise
Surprise
0 %

Dia do Novo Pai – por Vera Resende

2 0
Read Time:2 Minute, 24 Second

Uma espécie de silêncio, uma barreira invisível cercou, durante muito tempo, a relação do homem com seu filho. A ele, sempre foi vedada a liberdade para expressar qualquer sentimento e aventurar-se na interação com crianças. Atualmente, a despeito de mudanças nos papeis sociais de homens e mulheres, este silêncio ainda se perpetua entre um grupo significativo de homens, e é transmitido de uma geração para outra, sem ser questionado, ou mesmo percebido e interpretado por eles, ou pelo grupo familiar.

Este silencio ainda compromete possibilidades de diálogo, apoiado em uma cultura com resquícios do patriarcalismo, que reserva ao homem um lugar além e acima das questões domésticas, como se   mulher e criança fossem unidades independentes no grupo familiar extenso. Felizmente, esta posição, aparentemente cômoda, vem se modificando sob a égide das rápidas transformações que atravessam a sociedade e a família.

Contudo, tais mudanças não se mostraram suficientes para reduzir o vazio que se instala na rede de relações afetivas na maioria das famílias. Ainda há distanciamento entre o homem e demais membros do núcleo familiar, denunciado no modo frágil como é concebido o vínculo entre pais e filhos, fruto da tendência cultural, que delegou à mãe a exclusividade dos cuidados comuns ao recém-nascido.

Entre os que estão abertos a mudanças, nos deparamos com um novo homem, investido do papel e das funções de pai ele se envolve na tarefa de cuidar dos filhos e, assim, recupera aspectos essenciais de sua própria humanidade, se redescobre e, ao mesmo tempo fortalece o desenvolvimento emocional da criança. Este é o ganho da existência humana: ao tomar consciência da importância de estar mais ao lado da criança e acompanhar seu crescimento, o homem moderno se autoriza a reconhecer seus sentimentos e adquire recursos pessoais para propiciar uma interação mais compassiva e amorosa.

Este homem, podemos dizer, é mais feliz porque não precisa representar o Super Herói e sabe que sua presença fortalece a vida de seu filho e de sua filha, desenvolve o sentimento de segurança afetiva e de pertencimento. Por esta razão comemoramos o Dia dos Pais, felicitando os homens que souberam ver nas mudanças sociais, a oportunidade para resgatar o mais humano dos papeis que é gerar, criar e amar outro ser humano.


Dra. Vera Resende – Psicóloga clínica (CRP 06-2353), mestre e doutora em Psicologia Clínica pela PUC-SP. Com sólida trajetória acadêmica, foi professora e supervisora de estágio clínico na Unesp, ministrou aulas na pós-graduação, orientou teses, integrou grupos de pesquisa e coordenou cursos de especialização e extensão. Atuou no Instituto Sedes Sapientiae, participando de seminários e publicações na área de psicanálise da criança. Atualmente, mantém consultório próprio, oferecendo atendimentos, supervisão clínica e aperfeiçoamento para psicólogos iniciantes.


Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Zero Hora Digital.

Happy
Happy
0 %
Sad
Sad
0 %
Excited
Excited
0 %
Sleepy
Sleepy
0 %
Angry
Angry
0 %
Surprise
Surprise
0 %

Exemplos que dignificam a humanidade – por Celso Tracco

1 0
Read Time:3 Minute, 33 Second

Após o fracasso econômico dos países socialistas no final do século XX, o predomínio do pensamento capitalista, preconizado pelo Ocidente, tornou-se mundialmente dominante. Com raríssimas exceções o capitalismo, seja ele classificado como neoliberal, seja ele controlado pelo Estado ou ainda dito humanista, rege o modo de vida da nossa sociedade. A acumulação de riqueza, a busca pelo lucro, a força do poder econômico, a lei do mais forte, privilegia o deus Dinheiro em detrimento da dignidade e do bem-estar social do ser humano. Especialmente o sistema capitalista neoliberal traz em seu bojo, uma imensa desigualdade social que cresce a cada ano.  No mundo todo, milhões de seres humanos estão condenados a viver de forma indigna, onde as condições são precárias, desumanas, implacáveis e a expectativa de vida é baixa. Mas, onde há vida há esperança e eis que surgem alguns indivíduos que, por conta própria promovem ações que visam ao menos minorar as enormes dificuldades daqueles que vivem na exclusão social.

Meu primeiro exemplo vem do Brasil: O professor Stelio Marras, recebeu como herança de família, um prédio comercial avaliado em R$ 25 milhões. Por iniciativa própria ele doou este bem ao Fundo Patrimonial da USP, com a cláusula contratual que a arrecadação advinda dos aluguéis deve ser aplicada para ajudar estudantes de baixa renda. Diz o professor: “viver como um milionário é dar as costas para a sociedade e para o ambiente, e Deus me livre viver numa ilha milionária, cercada por um mar de pobreza e miséria. Não caberia na minha cabeça, na minha alma, fazer algo diferente. O mundo é muito desigual e o Brasil, como sabemos, é campeão nesse quesito”.  www.correiobraziliense.com.br (07/07/2024)

Meu segundo exemplo vem da Áustria: Marlene Engelhorn, uma austríaca de 31 anos decidiu doar 90% de sua herança, cerca de 25 milhões de euros. A herança veio com a morte da sua avó, acionista da multinacional alemã BASF. Argumenta Marlene: “herdei uma fortuna, sem ter feito nada para isso. E o Estado nem quer impostos sobre isso. Se os políticos não fazem o seu trabalho, e não redistribuem a renda, eu mesma redistribuirei a minha riqueza”. A Áustria não cobra impostos sobre heranças. Cinquenta pessoas, foram selecionadas de um universo de 10.000 cidadãos austríacos, escolhidos aleatoriamente, não importando idade (são maiores de 16 anos), sexo, gênero, etnia ou classe social. Ela determinou que essas 50 pessoas determinem como deve ser redistribuída sua herança. www.bbc.com/portuguese/ (12/01/2024)

Por último o exemplo de Bill Gates e sua ex-esposa, Melinda. Eles têm 3 filhos, cada filho terá direito a “apenas” US$ 10 milhões, cerca de 0,02% da herança, o restante ficará com a Fundação Bill e Melinda Gates, criada em 2.000 que atua em mais de 130 países, colaborando com as áreas de igualdade de gênero, crescimento econômico, desenvolvimento global e saúde. Gates já doou cerca de US$ 60 bilhões de sua fortuna. Mais ainda, criou um movimento que incentiva milionários a doar parte de suas fortunas para ações sociais, 240 multimilionários já aderiram a esse movimento. www.tudocelular.com (21/02/2024)

Estes são apenas alguns exemplos que foram notícia. Certamente existem muito mais pessoas neste mundo dilacerado por guerras, discórdia, notícias falsas, ambições, assassinatos, drogas, exploração de menores e outras calamidades, que estão promovendo uma justiça social. Estes seres iluminados não se deixam levar pela ganância e pelo acúmulo de riqueza, mesmo que, por lei, tenham direito a ela. Ao contrário, distribuem sem um padrão definido, mas com o objetivo final de proporcionar alguma dignidade a seres humanos que jamais poderão retribuir aos seus doadores. Esta é a definição do verdadeiro amor, doar sem esperar recompensa para si próprio. Que nos sirvam como exemplos. Penso que apenas a legitima solidariedade entre os humanos poderá atenuar a enorme pobreza material de milhões de pessoas excluídas deste rico e egoísta sistema econômico.


Celso Tracco é economista, mestre em Teologia Sistemática, escritor, consultor e palestrante (www.celsotracco.com.br). Com ampla experiência como executivo em empresas nacionais e internacionais, é especialista em marketing, vendas e comportamento humano. Atuou como professor universitário e tem três livros publicados. Em sua coluna, abordará temas como política, economia e sociedade.


ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Happy
Happy
0 %
Sad
Sad
0 %
Excited
Excited
0 %
Sleepy
Sleepy
0 %
Angry
Angry
0 %
Surprise
Surprise
0 %

A segurança pública e o crescimento urbano desordenado e clandestino – por Ramon Soares

0 0
Read Time:3 Minute, 1 Second

A segurança pública tem sido, historicamente, discutida sob a ótica da atuação policial por governantes de todos os níveis — prefeitos, governadores e presidentes. O foco mais comum entre os políticos gira em torno do tráfico de drogas, do crime organizado e da ostensiva presença de armas nas mãos de criminosos em comunidades.

A criminalidade, no entanto, costuma ser debatida como se não houvesse uma estrutura complexa por trás de sua atuação. Pouco se considera a logística do crime organizado, o que contribui para a perpetuação da criminalidade, especialmente quando criminosos planejam suas ações e utilizam comunidades como esconderijos.

Essas comunidades, em sua maioria, surgiram de ocupações feitas por pessoas simples, de baixa renda ou em situação de extrema vulnerabilidade frente ao Estado. Por conta dessa ausência do poder público, muitas dessas áreas tornaram-se verdadeiros refúgios para criminosos — especialmente traficantes —, que acabam usando os próprios moradores, pessoas de bem e trabalhadoras, como escudos humanos em confrontos com as forças de segurança.

O Estado, em especial no âmbito municipal, falha ao não atuar preventivamente na criação e ordenação dessas comunidades. Essa omissão está diretamente relacionada à ausência de planejamento urbano — um fator que pode parecer distante da temática da segurança, mas que, na prática, tem profunda conexão com os altos índices de violência. Cidades com maiores níveis de criminalidade, como a capital fluminense, demonstram que, onde o Estado não se faz presente — não apenas por meio da polícia, mas também por meio de infraestrutura, serviços e políticas públicas —, o crime se organiza e se fortalece.

Exemplo disso foi o caso da cidade do Guarujá, em 2023, onde uma operação da Polícia Militar paulista, a Operação Escudo, teve desdobramentos catastróficos, segundo dados da própria Secretaria de Segurança. Essa e outras operações, como a Operação Verão, realizadas até 2024, resultaram em mais de 84 mortes em confrontos, entre civis e policiais. Um número alarmante, que poderia ter sido evitado com fiscalização adequada e planejamento urbano eficaz, especialmente em áreas propensas à ocupação ilegal ou a loteamentos clandestinos.

É fundamental que os municípios possuam planos de urbanização capazes de orientar o crescimento e o desenvolvimento das cidades, estabelecendo diretrizes claras para o uso e ocupação do solo, infraestrutura, serviços públicos e qualidade de vida da população. Esses planos têm ligação direta com a segurança pública, principalmente na prevenção e redução da criminalidade.

A capital do Rio de Janeiro, por exemplo, conta com 813 comunidades, onde vivem cerca de 1,3 milhão de pessoas, tornando-se a cidade com o maior número de favelas do Brasil. Nessas áreas, facções criminosas mantêm um verdadeiro arsenal bélico, comparável ao de forças armadas, o que dificulta ou inibe ações de intervenção policial — não apenas pela resistência armada, mas também pela complexidade geográfica, arquitetônica e social dessas regiões.

A Constituição Federal, em seus artigos 182 e 183, regulamentados pela Lei nº 10.257/2001, estabelece que cabe aos municípios a responsabilidade pela execução da política urbana. Já o artigo 30, inciso VIII, determina que é competência municipal promover o adequado ordenamento territorial, por meio do planejamento e controle do uso, do parcelamento e da ocupação do solo urbano.

Dessa forma, é imprescindível que os governantes municipais sejam cobrados quanto ao ordenamento urbano, garantindo-se o livre acesso do Estado a todo o território — não apenas pelas forças policiais, mas também por meio dos serviços essenciais de saúde, educação e assistência social.


Ramon Soares é Guarda Municipal em Barueri, bacharel em Direito pela UNIFIEO e vice-presidente da AGM Brasil. Palestrante e instrutor, coautor do projeto “Segurança Pública Básica” e possui certificado internacional em Segurança Escolar, obtido em Indianápolis (EUA).


ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Happy
Happy
0 %
Sad
Sad
0 %
Excited
Excited
0 %
Sleepy
Sleepy
0 %
Angry
Angry
0 %
Surprise
Surprise
0 %

A Tríade Poderosa da Comunicação – por Adriana Vasconcellos

1 0
Read Time:3 Minute, 18 Second

Como Marketing, Branding e Assessoria de Imprensa constroem marcas fortes e impulsionam negócios

Em um cenário cada vez mais competitivo, em que a informação circula em alta velocidade e as marcas disputam atenção e credibilidade, saber como se posicionar e comunicar não é mais um diferencial, mas uma necessidade. Para alcançar visibilidade e gerar confiança, marketing, branding e assessoria de imprensa são ferramentas essenciais. E, embora complementares, cada uma cumpre uma função distinta dentro de uma estratégia de comunicação bem-sucedida.

O marketing é o conjunto de estratégias que aproxima o produto ou serviço do consumidor. Seu foco é comercial e orientado para resultados: gerar demanda, atrair atenção e estimular a compra. É por meio do marketing que as marcas se tornam visíveis, despertam interesse e geram engajamento nas redes sociais, campanhas digitais, anúncios e promoções.

Um bom exemplo é o lançamento de um novo restaurante. O marketing cria campanhas no Instagram, ativa influenciadores locais, promove sorteios e impulsiona posts patrocinados para atingir um público segmentado. O objetivo? Levar pessoas até o local, gerar movimento, fazer o negócio girar.

Diferente do marketing, o branding é o que constrói o significado da marca na mente das pessoas. Ele trabalha a percepção, o posicionamento, a identidade visual, os valores e o tom de voz. É o que responde à pergunta: “O que essa marca representa?”

Voltando ao exemplo do restaurante, o branding define se ele é um espaço sofisticado e intimista ou se é despojado e voltado para famílias. É ele quem escolhe as cores do ambiente, a linguagem do cardápio, o estilo da música ambiente e até o conteúdo publicado nas redes sociais. Um branding bem construído cria uma experiência coerente, que faz o cliente lembrar, recomendar e voltar.

Já a assessoria de imprensa atua em outra frente: conquistar espaço na mídia tradicional e digital para fortalecer a reputação e a credibilidade da marca. Ela transforma histórias e diferenciais de empresas, profissionais e projetos em pautas jornalísticas de interesse público.

Diferente de um anúncio pago, a assessoria de imprensa conquista visibilidade espontânea, com matérias em jornais, revistas, portais e programas de TV. Se o restaurante do nosso exemplo é comandado por um chef premiado ou tem um projeto social com impacto local, a assessoria é quem leva essa história à imprensa. E quando o público vê essa marca na mídia, a percepção de valor aumenta significativamente.

Embora cada ferramenta atue com focos distintos, o segredo está em integrar marketing, branding e assessoria de imprensa de forma estratégica. E mais: na ordem correta.

  1. Comece pelo branding: Antes de divulgar, é essencial entender quem a marca é. Uma marca sem identidade definida transmite mensagens confusas e não gera conexão emocional.
  1. Ative o marketing: Com a essência definida, é hora de colocar a marca em movimento, gerar presença e atrair clientes.
  1. Trabalhe a assessoria de imprensa: Agora, a história da marca pode ser levada à mídia com mais força e consistência. Isso amplia o alcance e fortalece sua reputação.

Essa tríade não é exclusiva para grandes empresas. Profissionais liberais como, por exemplo, médico e advogados, pequenos negócios e marcas pessoais também podem se beneficiar, e muito, dessa estratégia. O marketing vende, o branding conecta e a assessoria de imprensa valida. Separadas, cada uma entrega resultados importantes. Juntas, são uma combinação poderosa para quem quer ser lembrado da maneira certa, conquistar o respeito do mercado e crescer com consistência.

Investir nessas três frentes de forma coordenada não é luxo. É uma estratégia inteligente e cada vez mais indispensável para qualquer empresa ou profissional que queira se destacar.


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.


ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Happy
Happy
0 %
Sad
Sad
0 %
Excited
Excited
0 %
Sleepy
Sleepy
0 %
Angry
Angry
0 %
Surprise
Surprise
0 %

Novo normal? Ou total anormalidade? – por Celso Tracco

1 0
Read Time:3 Minute, 7 Second

Viver na Grande São Paulo é por si só um constante desafio. Para idosos, como eu, diria que é insano. Qualquer situação, seja para lazer, ou obrigação, como consultar um médico, exige uma grande dose de preparação, planejamento, paciência, resiliência. Locomover-se em São Paulo, seja a pé, de transporte público ou privado é tarefa para profissionais, senão vejamos por alternativas.

 Se a escolha for ir a pé, você precisa trajar-se e calçar-se adequadamente. E adequado não significa elegante. Seus pés devem se acomodar em um tênis apropriado para caminhadas por pisos bastante precários. São Paulo é bem conhecida pela qualidade de suas péssimas calçadas. Prepare-se para encontrar, vários tipos de pisos, incluindo a ausência deles. Inúmeros obstáculos desfiarão sua meta: lixo acumulado em lixeiras enormes ou mesmo fora delas, pontos de ônibus semidestruídos, postes em profusão, degraus e rampas feitas de forma aleatória, apropriação indevida do espaço público, além de entradas e saídas de veículos não sinalizadas, onde o veículo tem sempre preferência. Na parte da vestimenta, aconselha-se a usar um agasalho ou moletom sem identificações. Evidentemente não leve celular, carteira, bolsa, relógio, brincos, anéis ou aliança. Carregue pouco dinheiro, para o ladrão que lhe abordar não ficar frustrado e violento, um cartão de débito e um documento pessoal com foto. Vítimas de atropelamento, ou outros acidentes, como queda em bueiros mal tampados, são resgatadas pelo SAMU e conduzidas a um hospital público, o documento facilita a identificação. Última recomendação, tenha com você um número de telefone para emergência.

Caso sua opção seja o transporte público coletivo, as exigências e precauções são outras. Primeiro, considere que sua viagem pode levar mais tempo do que você imagina. Prepare-se para viajar em pé e, provavelmente apertado. Lugres para idosos existem e estão bem-sinalizados, mas em geral já estão ocupados. Também esteja sempre alerta com seus pertences e programe-se para deixar o coletivo pelo menos uma parada antes da sua. A viagem pode ser tensa, mas as emoções estão garantidas, trate de desfrutá-las. Ponto positivo, dependendo de sua idade a passagem e o desconforto são grátis.

Por último, você tomou coragem e resolveu ir com seu próprio carro. Se ele for um  SUV, blindado, com giroflex, sirenes, não importa se você está em uma atividade particular, todos vão pensar que você é uma autoridade e está trabalhando a serviço do bem-estar da comunidade. Os sons e luzes produzidos pelo seu veículo, obrigarão os demais condutores a “espremerem” seus carros, abrindo espaço para sua nobre passagem. Mas, se você for um dos milhões de motoristas em um carro comum, meus sentimentos. Sofrimento garantido, que São Cristóvão e o Waze lhe protejam e que você chegue ao seu destino, superando todos os obstáculos, na hora aprazada. Claro, você precisa estacionar. Sem problemas, os shoppings centers, como ilhas da fantasia em mares revoltos, estão aí para nos acolher. Não é de graça, mas o que fazer? Ok tudo terminado, missão cumprida, agora é só pegar o caminho de volta para casa. Que você se afaste das tentações, dos motoboys, dos apressadinhos, dos carros de aplicativo, das faixas de ônibus e dos VUCs. Tudo vai dar certo.

A mega São Paulo congestionada, poluída, insegura, mas rica, cosmopolita, moderna, atraente, culta, intrigante, em tudo caótica. Seu poder de sedução, certamente compensa as ameaças dos obstáculos, ela segue conquistando corações e mentes. Sigamos em frente. Aproveite seu dia.


Celso Tracco é economista, mestre em Teologia Sistemática, escritor, consultor e palestrante. Com ampla experiência como executivo em empresas nacionais e internacionais, é especialista em marketing, vendas e comportamento humano. Atuou como professor universitário e tem três livros publicados. Em sua coluna, abordará temas como política, economia e sociedade.


ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Happy
Happy
0 %
Sad
Sad
0 %
Excited
Excited
0 %
Sleepy
Sleepy
0 %
Angry
Angry
0 %
Surprise
Surprise
0 %

Perturbação do Sossego Público: Um dever constitucional dos municípios e das Guardas Municipais – por Reinaldo Monteiro

8 0
Read Time:4 Minute, 30 Second

A perturbação do sossego público é uma infração que afeta diretamente a qualidade de vida das pessoas, interferindo em seu direito ao descanso, à paz e à tranquilidade. Presente no cotidiano de áreas urbanas e rurais, o problema envolve condutas como som alto, brigas, algazarras, barulhos de veículos, entre outros comportamentos ruidosos que geram incômodo à coletividade.

No Brasil, essa conduta é tipificada como contravenção penal, mas seu impacto social e jurídico pode ser significativo, sendo alvo de diversas ações policiais e judiciais. Este artigo tem por objetivo abordar o conceito, a legislação aplicável, exemplos práticos, as possíveis formas de combate à perturbação do sossego público e de quem é o dever de coibir essa prática.

Conceito e Caracterização

Perturbar o sossego público significa gerar ruídos excessivos que interfiram no bem-estar de outras pessoas, especialmente em horários destinados ao descanso. A perturbação pode ocorrer de diversas formas:

  • Uso de aparelhos sonoros em volume excessivo;
  • Gritos, brigas ou algazarras em locais públicos ou privados;
  • Funcionamento de estabelecimentos com som além do permitido;
  • Ruídos de obras fora do horário legal.

Previsão Legal

A Lei das Contravenções Penais (Decreto-Lei nº 3.688/1941) trata da perturbação do sossego em seu artigo 42, que dispõe:

“Art. 42 – Perturbar alguém o trabalho ou o sossego alheios:

I – com gritaria ou algazarra; 
II – exercendo profissão incômoda ou ruidosa, em desacordo com as prescrições legais; 
III – abusando de instrumentos sonoros ou sinais acústicos; 
IV – provocando ou não procurando impedir barulho produzido por animal de que tem guarda:

Pena – prisão simples, de quinze dias a três meses, ou multa.”

Além disso, leis estaduais e municipais podem estabelecer regras mais específicas sobre limites de ruído, horários permitidos e fiscalização.

Implicações Sociais e Urbanas

A perturbação do sossego público é uma das queixas mais recorrentes recebidas por órgãos como a Polícia Militar, a Guarda Civil Municipal e as secretarias de meio ambiente ou fiscalização urbana. O problema é agravado pela falta de conscientização e pelo crescimento desordenado das cidades.

As principais vítimas são moradores de bairros residenciais próximos a bares, casas noturnas ou áreas de eventos, além de idosos, crianças e trabalhadores que precisam descansar.

Medidas de Prevenção e Combate

Diante da perturbação do sossego, o cidadão pode adotar as seguintes providências:

  1. Diálogo: Em casos leves, é recomendável tentar uma conversa amigável com os responsáveis.
  2. Acionamento da Guarda Civil Municipal ou da Polícia Militar: Em casos persistentes, pode-se acionar o 190 ou o número da guarda municipal.
  3. Boletim de Ocorrência: Em situações reincidentes, o registro de um Boletim de Ocorrência pode servir como prova para medidas posteriores.
  4. Ação Judicial: O prejudicado pode ingressar com uma ação civil por danos morais ou solicitar providências ao Ministério Público.
  5. Denúncia a órgãos municipais: Secretarias de meio ambiente ou fiscalização urbanística podem aplicar sanções administrativas.

Considerações finais: perturbação do sossego público é dever dos municípios

A perturbação do sossego público, embora muitas vezes vista como um problema menor, representa uma violação concreta ao direito ao bem-estar e à convivência pacífica. Cabe ao poder público, por meio de políticas de fiscalização e conscientização, e à população, por meio do respeito mútuo, promover ambientes mais saudáveis e silenciosos.

De acordo com a nossa Constituição Federal, os municípios possuem competências para legislar sobre assuntos de interesse local e, todos nós sabemos que perturbação do sossego público é um tema explicitamente de interesse local, portanto, os municípios DEVEM regulamentar, orientar, fiscalizar e autuar quem desrespeita as normas municipais acabando com a tranquilidade da sociedade gerando impactos significativos na segurança pública e na saúde da comunidade.

Na grande maioria dos municípios vivemos uma omissão legislativa e uma clara falta de espírito público por partes de nossos políticos, uma vez que as Câmaras Municipais possuem uma gigantesca capacidade para regulamentar e reduzir a perturbação do sossego nos municípios, bem como, os prefeitos são competentes para organizar e prestar diretamente serviços públicos de interesse local e por meio de suas Guardas Municipais poderiam fazer uma excelente fiscalização para garantir a tranquilidade da comunidade local.

Não podemos esquecer jamais que o SUSP – Sistema Único de Segurança Pública preconiza que os municípios são integrantes estratégicos de segurança pública e são obrigados a desenvolverem e implatarem planos municipais de segurança pública com políticas públicas de segurança que contemplem as especificidades e peculiaridades de suas populações de modo a garantir o direito fundamental e social do cidadão a segurança.

Dentro desse contexto é necessário lembrar que a lei nº 13.675 de 2018 que criou o SUSP deixa claro que as Guardas Municipais são órgãos operacionais de segurança pública e conforme prevê o Estatuto Geral das Guardas Municipais, esses órgãos possuem 18 competências específicas e dentre elas destaca-se: “integrar-se com os demais órgãos de poder de polícia administrativa, visando a contribuir para a normatização e a fiscalização das posturas e ordenamento urbano municipal”.

A busca por uma sociedade justa, livre e solidária, passa necessariamente, pelo papel dos municípios na gestão da segurança pública como atores principais e assumindo de uma vez por todas os seus deveres enquanto entes federados e autônomos com prefeitos e vereadores eleitos pelo povo para administrarem e legislarem respectivamente em favor dos interesses da sociedade.


Reinaldo Monteiro, GCM de Barueri-SP, Presidente da AGM BRASIL, Bacharel em Direito com especialização em Direito Constitucional e Administrativo, Consultor em Segurança Pública, Palestrante e ex-Diretor da Secretaria Nacional de Direitos Humanos.


ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Happy
Happy
0 %
Sad
Sad
0 %
Excited
Excited
0 %
Sleepy
Sleepy
0 %
Angry
Angry
0 %
Surprise
Surprise
0 %
erro: