O bom humor do Tom Moíses – Sem Veríssimo, vamos de “Tomzíssimo”

O bom humor do Tom Moíses – Sem Veríssimo, vamos de “Tomzíssimo”

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Certamente, Veríssimo ficará feliz de fazermos crônicas bem humoradas sobre sua vida e obra. Até porque pessoas como ele não morrem, vivem para sempre. Obrigado, Veríssimo! “Onde quer que você estiver, você sempre estará lá” (leia essa frase de novo; até parecer engraçada).

Sei que a maioria das pessoas dessa geração prefere os vídeos à leitura. São dois os objetivos desse texto: 1- homenagear e agradecer ao Luís Fernando Veríssimo por toda sua contribuição social; e 2- insistir sobre o valor da leitura, pois ler é conhecer melhor as palavras e se familiarizar com o idioma; é despertar o imaginário; viajar pelo universo sem sair do lugar; conhecer os vocábulos, falar melhor e interpretar melhor a vida. Insista com suas crianças para aprenderem a ler. Só assim vão ler para aprender e “uma pessoa que lê vale por duas” (título do meu primeiro livro).

Aliás, escrevi parte do meu primeiro livro inspirado em Veríssimo. Foi um sucesso. Vendeu 3 mil exemplares no mesmo dia do lançamento. Tudo bem que foi para a mesma pessoa, minha mãe; mas, sem dúvida, foi um fenômeno de vendas.

Luisinho se foi e agora é necessário que seus imitadores continuem escrevendo para homenageá-lo e confirmar que o princípio ativo do genérico pode fazer os mesmos efeitos que o original. Compradores da tadalafila 20mg que o digam.

Muita pretensão da minha parte querer imitar o mestre; mas, como seu discípulo, tenho que escrever e manter o bom humor em alta. Eu também já fui humorista. Mas, depois, virei gestor público e “fiquei mal-humorado; fiquei sério, com cara fechada”. Antes eu sorria de tudo, contava piadas, escrevia crônicas. Aprendi muito com Veríssimo, ele me inspirava. Mas, depois que virei gestor público perdi a graça. Imagina se o tribunal de contas da internet suportaria um gestor público exercendo habilidades humorísticas. Vão me chamar de palhaço, ou dizer que estou fazendo palhaçada, o que não me incomodo. O palhaço é um grande artista que se usa do humor para entreter, emocionar e provocar reflexões. É um cara legal.  

Hoje, tive uma recaída. Decidi escrever para agradecer e prestar uma homenagem a esse grande escritor que sempre promoveu o riso e a inteligência. Falei para Rebeca, minha mulher:

– “Decidi, vou voltar a escrever”.

Ela respondeu:

– “Ué, eu nem sabia que você tinha começado”.

Liguei para a produtora que comprava os meus textos. Falei que recomeçaria a escrever. Falei com o dono e ele gostou, ficou eufórico, animado, entusiasmado e me disse: 

– “Tem certeza? Ah, tá bom, legal. Pode mandar por e-mail. Não prometo nada, mas, se der tempo, se eu conseguir, vou tentar dar uma olhada”.

Aproveitei para cobrar.

– “Chefe, quero voltar a trabalhar; mas, o senhor que me desculpe, vocês ficaram me devendo três meses de salários atrasados”.

Ele respondeu:

– “Está desculpado. Pode voltar ao trabalho”.

Se você leu até aqui, parabéns, obrigado. Acompanhe os meus textos toda semana aqui no Zero Hora Digital. Escrevo para todos, especialmente para quem não gosta de ler. Se “quem não tem cão caça com gato”; sem Veríssimo, vamos de “Tomzíssimo”. É o que tem pra hoje. Mas, tudo bem, ler o Tom pode ser tudo de bom. Muito obrigado.


Foto: Reprodução

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