Taxa nacional recuou de 6,1% para 5,4% no segundo trimestre; Santa Catarina registrou o menor índice, com 2,1%
A taxa de desemprego caiu no Brasil no segundo trimestre de 2026 e chegou a 5,4%, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada nesta sexta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O índice representa uma redução em relação aos 6,1% registrados no primeiro trimestre. Entre as 27 unidades da federação, 11 apresentaram taxas abaixo da média nacional. Em cinco estados, o desemprego ficou abaixo de 3%.
Santa Catarina registrou a menor taxa do país, com 2,1%, seguido por Mato Grosso (2,2%), Espírito Santo (2,3%), Rondônia (2,6%) e Mato Grosso do Sul (2,7%).
São Paulo terminou o segundo trimestre com 5,4%, exatamente na média nacional.
Veja as taxas de desemprego por estado
- Santa Catarina: 2,1%
- Mato Grosso: 2,2%
- Espírito Santo: 2,3%
- Rondônia: 2,6%
- Mato Grosso do Sul: 2,7%
- Paraná: 3,1%
- Minas Gerais: 3,8%
- Goiás: 4,0%
- Tocantins: 4,1%
- Rio Grande do Sul: 4,2%
- Roraima: 5,0%
- Brasil: 5,4%
- Paraíba: 5,4%
- São Paulo: 5,4%
- Rio Grande do Norte: 5,6%
- Maranhão: 6,0%
- Pará: 6,2%
- Distrito Federal: 6,5%
- Acre: 6,6%
- Ceará: 6,6%
- Rio de Janeiro: 7,1%
- Amazonas: 7,5%
- Alagoas: 7,9%
- Sergipe: 7,9%
- Piauí: 8,3%
- Pernambuco: 8,3%
- Bahia: 9,1%
- Amapá: 9,8%
Segundo o analista da pesquisa, William Kratochwill, as diferenças entre os estados estão relacionadas a fatores como nível de industrialização, evolução da atividade econômica e escolaridade da população.
De acordo com o pesquisador, os estados do Sul apresentam índices de desemprego mais baixos do que os registrados nas regiões Norte e Nordeste.
Desemprego caiu em 13 estados
A taxa de desemprego diminuiu em 13 unidades da federação no segundo trimestre. Nas demais, o indicador permaneceu estável.
As maiores quedas foram registradas no Rio Grande do Norte, com redução de 1,9 ponto percentual, no Acre (-1,6 p.p.) e em Tocantins (-1,5 p.p.).
Também houve recuo em Alagoas (-1,3 p.p.), Minas Gerais (-1,2 p.p.), Mato Grosso do Sul (-1,1 p.p.), Goiás (-1 p.p.), Rondônia (-1 p.p.), Maranhão (-0,9 p.p.), Espírito Santo (-0,9 p.p.), Mato Grosso (-0,9 p.p.), Santa Catarina (-0,6 p.p.) e Paraíba (-1,6 p.p.).
Menor número de desempregados de longo prazo
A Pnad Contínua também apontou uma redução no número de pessoas que estão há dois anos ou mais procurando emprego.
No segundo trimestre, 1,06 milhão de pessoas estavam nessa situação, o menor contingente registrado desde o início da série histórica, em 2012.
Na comparação com o mesmo período de 2025, houve queda de 15,6% nesse grupo.
Mulheres e população preta e parda têm taxas maiores
O levantamento também mostra diferenças na taxa de desemprego de acordo com sexo e cor.
Entre os homens, o índice ficou em 4,6%, abaixo da média nacional. Entre as mulheres, chegou a 6,4%.
Por cor, a taxa foi de 6,9% entre pessoas pretas, 6,1% entre pardas e 4,2% entre brancas.
A pesquisa do IBGE utiliza as categorias de cor ou raça autodeclaradas. Segundo o Estatuto da Igualdade Racial, a população negra é formada pelo conjunto de pessoas que se autodeclaram pretas e pardas.
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Foto; Marcello Casal Jr/Ag. Brasil
