Dólar mais baixo impulsiona vendas e comércio bate recorde no Brasil

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A queda do dólar frente ao real ajudou a impulsionar as vendas de produtos importados e levou o comércio brasileiro ao maior nível da série histórica em março, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O setor avançou 0,5% na passagem de fevereiro para março, registrando a terceira alta consecutiva e consolidando tendência de crescimento observada desde o fim de 2025.

Na comparação com março do ano passado, o comércio cresceu 4%. Já no acumulado de 12 meses, a expansão foi de 1,8%.

Os dados fazem parte da Pesquisa Mensal de Comércio, divulgada nesta quarta-feira (13) pelo IBGE.

Segundo o instituto, o principal destaque do mês foi o setor de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação, que registrou crescimento de 5,7%.

O avanço foi diretamente influenciado pela desvalorização do dólar, que reduziu o custo de produtos importados e estimulou promoções e recomposição de estoques pelas empresas.

Em março deste ano, a cotação média da moeda americana ficou em R$ 5,23. No mesmo período do ano passado, o dólar estava em R$ 5,75.

“O mês de março foi importante por causa dessas promoções. Equipamentos de informática têm forte ligação com o dólar”, explicou o analista do IBGE, Cristiano Santos.

Outro segmento que apresentou crescimento foi o de combustíveis e lubrificantes, com alta de 2,9%, mesmo em meio ao aumento dos preços provocado pelas tensões no Oriente Médio.

Segundo o IBGE, a demanda do consumidor permaneceu aquecida, fazendo a receita do setor subir 11,4% no mês.

Entre as atividades que também registraram crescimento aparecem:

  • outros artigos de uso pessoal e doméstico: 2,9%;
  • livros, jornais, revistas e papelaria: 0,7%;
  • artigos farmacêuticos e de perfumaria: 0,1%.

Já o segmento de hiper e supermercados, responsável por mais da metade do comércio varejista nacional, apresentou queda de 1,4%.

De acordo com o IBGE, o recuo foi influenciado pela inflação dos alimentos, que reduziu o ritmo de consumo das famílias.

Mesmo assim, o instituto avalia que o resultado negativo não representa tendência de queda prolongada, já que o setor vinha acumulando altas nos meses anteriores.

No varejo ampliado — que inclui veículos, material de construção e atacado alimentício — o crescimento foi de 0,3% em março.

Com o novo resultado positivo, o comércio brasileiro mantém trajetória de recuperação sustentada pelo mercado de trabalho, aumento da renda e maior circulação de consumo no país.

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Foto: Benjamim Sepulvida/PMB

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Renda média do brasileiro alcança maior valor da história

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O rendimento médio mensal real da população brasileira alcançou R$ 3.367 em 2025, o maior valor já registrado pela série histórica da PNAD Contínua, pesquisa do IBGE iniciada em 2012. O resultado representa crescimento de 5,4% em relação a 2024 e marca o quarto ano seguido de alta na renda dos brasileiros.

Os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a recuperação econômica iniciada após a pandemia continua refletindo no rendimento das famílias, impulsionada principalmente pelo avanço do mercado de trabalho e pelo aumento da massa salarial no país.

O rendimento médio proveniente do trabalho também atingiu recorde histórico. Em 2025, os brasileiros receberam, em média, R$ 3.560 por mês em seus empregos e atividades profissionais, alta de 5,7% em relação ao ano anterior. Na comparação com 2019, período anterior à pandemia, o crescimento acumulado foi de 11,1%.

Segundo o levantamento, cerca de 143 milhões de pessoas possuíam algum tipo de rendimento no Brasil em 2025, o equivalente a 67,2% da população. É o maior percentual já registrado pela pesquisa desde o início da série histórica.

A massa de rendimento do trabalho, que representa o total de dinheiro circulando na economia por meio dos salários e ocupações, também alcançou recorde. O valor chegou a R$ 361,7 bilhões em 2025, crescimento de 7,5% frente a 2024 e de 23,5% em relação a 2019.

O IBGE destaca que o avanço foi impulsionado tanto pelo aumento dos salários quanto pelo crescimento da população ocupada com rendimento, que chegou a 101,6 milhões de trabalhadores no país.

Apesar da melhora nos indicadores, a desigualdade de renda continua elevada. Segundo a pesquisa, os 10% mais ricos da população concentravam 40,3% de toda a massa de rendimento domiciliar do Brasil em 2025. Em média, esse grupo recebeu 13,8 vezes mais do que os 40% com menor renda.

O rendimento domiciliar per capita também bateu recorde e chegou a R$ 2.264 em 2025, alta de 6,9% na comparação com o ano anterior.

Entre as regiões do país, o Sul apresentou o maior rendimento domiciliar per capita, com média de R$ 2.734. Na sequência aparecem Centro-Oeste (R$ 2.712), Sudeste (R$ 2.669), Norte (R$ 1.558) e Nordeste (R$ 1.470).

Os dados também mostram que aposentadorias e pensões continuam sendo a principal fonte de renda fora do mercado de trabalho, alcançando 13,8% da população brasileira. Já os programas sociais do governo atenderam 9,1% dos brasileiros em 2025, com maior presença nas regiões Nordeste e Norte.

O valor médio recebido em programas sociais ficou em R$ 870 no ano passado, patamar semelhante ao de 2024, mas 71,3% superior ao registrado antes da pandemia.

Entre os domicílios atendidos pelo Bolsa Família, o rendimento médio domiciliar per capita foi de R$ 774 em 2025. Nas famílias sem o benefício, a média alcançou R$ 2.682.

Para especialistas, os números reforçam o avanço da renda no país após o período crítico da pandemia, mas também evidenciam que a desigualdade social segue como um dos principais desafios econômicos do Brasil.

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Foto: Marcello Casal Jr/Ag. Brasil

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IBGE abre inscrições para 9.590 vagas temporárias; salários chegam a R$ 3.379

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) abriu inscrições para 9.590 vagas temporárias destinadas às pesquisas domiciliares, econômicas e geocientíficas. Segundo o órgão, este é o maior processo seletivo já realizado para a rede de coleta regular. Os salários variam de R$ 2.676,24 a R$ 3.379.

As inscrições devem ser feitas pelo site da Fundação Getúlio Vargas (FGV) até 11 de dezembro de 2025. A seleção será realizada por meio de prova objetiva no dia 22 de fevereiro de 2026, com aplicação em todos os municípios que oferecem vagas.

Os candidatos poderão participar das provas para as duas funções disponíveis, já que a aplicação ocorrerá em dois turnos: pela manhã para Agente de Pesquisas e Mapeamento (APM) e à tarde para Supervisor de Coleta e Qualidade (SCQ).

De acordo com o presidente do IBGE, Marcio Pochmann, o processo atende a “uma demanda antiga que não vinha sendo atendida” e reforçará a capacidade operacional do instituto. “Os novos funcionários estarão à disposição da realização do plano de trabalho do IBGE e de toda a coleta feita em âmbito nacional”, afirmou.

Distribuição das vagas

Para a função de APM são 8.480 vagas, sendo 5.512 de ampla concorrência. Há ainda reservas para pessoas autodeclaradas pretas ou pardas (2.120), indígenas (254), quilombolas (170) e pessoas com deficiência (424). O salário é de R$ 2.676,24, com atividades voltadas à coleta de dados, apoio a levantamentos geográficos e envio de informações por sistemas eletrônicos.

Para SCQ, o edital prevê 1.110 vagas, das quais 715 são de ampla concorrência. Também há cotas para pretos e pardos (275), indígenas (33), quilombolas (22) e pessoas com deficiência (55). A remuneração é de R$ 3.379. Os supervisores serão responsáveis pelo planejamento da coleta, coordenação das equipes, avaliação técnica de questionários e elaboração de relatórios. Para assumir o cargo, é exigida CNH categoria B válida.

Os contratados terão direito a Auxílio Alimentação de R$ 1.175, Auxílio Transporte, Auxílio Pré-escolar, férias e 13º proporcionais. O edital completo está disponível no site da FGV.

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Foto: Tânia Rêgo/Ag. Brasil

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IBGE visita empresas de Cajamar para atualizar estatísticas sobre a economia brasileira

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Desde quarta-feira (15), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) iniciou uma série de visitas a empresas de Cajamar, na Região Metropolitana de São Paulo, para a realização das Pesquisas Econômicas. O objetivo é coletar informações detalhadas sobre os setores de comércio, indústria, serviços e construção civil.

As visitas fazem parte de um conjunto de levantamentos periódicos conduzidos pelo IBGE. Entre as pesquisas mensais estão o Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (SINAPI), o Índice de Preços ao Produtor (IPP), a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) e a Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF).

Já entre as pesquisas anuais, destacam-se a Pesquisa Anual do Comércio (PAC), a Pesquisa Anual de Serviços (PAS), a Pesquisa Industrial Anual (PIA) e a Pesquisa Anual da Indústria da Construção (PAIC). Todas essas ações têm como foco empresas formalmente constituídas, que servem de base para a coleta de dados econômicos fundamentais ao país.

Os resultados obtidos nessas pesquisas subsidiam o planejamento de políticas públicas, orientam decisões empresariais e contribuem para o cálculo do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.

A Prefeitura de Cajamar ressaltou a importância da colaboração das empresas locais com os agentes do IBGE. Segundo o município, a participação dos estabelecimentos é essencial para garantir informações precisas, fortalecer o desenvolvimento econômico e auxiliar na formulação de estratégias voltadas ao crescimento regional e nacional.

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Foto: Reprodução/PMC

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Brasil registra menor taxa de desemprego da série histórica: 5,8% no segundo trimestre de 2025

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, nesta sexta-feira (15), os resultados estaduais da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) referentes ao segundo trimestre de 2025. O levantamento aponta que o país alcançou a menor taxa de desemprego desde o início da série histórica, em 2012: 5,8%.

O índice representa uma queda de 1,2 ponto percentual em relação ao primeiro trimestre deste ano, quando a taxa estava em 7%. Entre as 27 Unidades da Federação, 18 registraram redução na desocupação e as outras nove permaneceram estáveis.

As menores taxas de desemprego foram observadas em Santa Catarina (2,2%), Rondônia (2,3%) e Mato Grosso (2,8%). Já as maiores ocorreram em Pernambuco (10,4%), Bahia (9,1%) e Distrito Federal (8,7%).

Segundo o analista da pesquisa, William Kratochwill, o resultado reflete um mercado de trabalho aquecido e resiliente.

“Há mais oportunidades que estão absorvendo os trabalhadores, mesmo aqueles que tinham mais dificuldade em conseguir um emprego”, destacou.

Rendimento em alta

O levantamento também mostrou aumento no rendimento real mensal habitual, que chegou a R$ 3.477, superando o registrado no trimestre anterior (R$ 3.440) e no mesmo período de 2024 (R$ 3.367).

Na comparação trimestral, o Sudeste se destacou como a única região com alta significativa, registrando R$ 3.914. Frente ao segundo trimestre do ano passado, houve crescimento tanto no Sudeste quanto no Sul, onde o rendimento atingiu R$ 3.880.

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Foto: Benjamim Sepulvida/PMB

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Osasco, Barueri e Jandira estão entre as cidades com maior grau de urbanização do estado de SP

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Levantamento da Fundação Seade com base nos dados dos últimos Censos do IBGE de 2010 e 2022 mostram que a população do estado de São Paulo ficou mais urbana.

Do total de 44.411.238 de habitantes em 2022, 42.997.899 viviam na região urbana (96,8%) e 1.413.339 (3,2%) no meio rural.

Em comparação com 2010, houve crescimento de 3.187.555 habitantes no total, com aumento de 3.449.693 entre a população urbana e queda de 262.138 na rural. A proporção da população urbana era de 95,9% para 4,1% na rural em 2010. Assim, o grau de urbanização cresceu 0,9 ponto percentual em 12 anos.

População em 2010

  • Total: 41.223.683
  • Urbana: 39.548.206 (95,9%)
  • Rural: 1.675.477 (4,1%) 

População em 2022

  • Total: 44.411.238
  • Urbana: 42.997.899 (96,8%)
  • Rural: 1.413.339 (3,2%)

Para Paulo Borlina Maia, pesquisador da Fundação Seade, “esses números refletem uma tendência global de concentração da população em áreas urbanas, impulsionada por fatores como oportunidades de trabalho e acesso a serviços”.

O levantamento da Fundação Seade mostra que a região administrativa de Santos tem o maior grau de urbanização do estado (99,6%), seguida pela Região Metropolitana (99,2%). No entanto, a Baixada Santista foi a única entre as 16 regiões administrativas do Estado que registrou queda no grau de urbanização, de 0,2 ponto percentual (veja abaixo).

As cidades de Santos, São Vicente e Cubatão têm 99,9% de grau de urbanização. Guarujá e Praia Grande vêm em seguida, com 99,7%.

Já a região de Registro tem o menor grau de urbanização (75,1%), seguida pela de Itapeva (78,3%).

Dos 39 municípios da Região Metropolitana de São Paulo, 9 têm 100% de grau de urbanização: Carapicuíba, Diadema, Jandira, São Caetano do Sul, Taboão da Serra, Osasco, Itaquaquecetuba, Barueri e Guarulhos.

Santo André vem em seguida, com 99,9%. A capital paulista ficou com 99,8% de grau de urbanização, assim como Poá.

As regiões administrativas de Registro (3,7 p.p), Sorocaba (3,2 p.p.) e São José do Rio Preto (2,8 p.p.) tiveram o maior crescimento no grau de urbanização entre 2010 e 2022. Por outro lado, a Região Metropolitana teve o menor crescimento (0,3 p.p.).

Grau de urbanização de cada Região Administrativa do estado:

  • Santos: 99,6% (queda de 0,2 p.p.)
  • Região Metropolitana de São Paulo: 99,2% (crescimento de 0,3 p.p.)
  • Ribeirão Preto: 98% (crescimento de 0,5 p.p.)
  • Central: 96,7% (crescimento de 1,7 p.p.)
  • Franca: 96,5% (crescimento de 1,9 p.p.)
  • Campinas: 96% (crescimento de 1,1 p.p.)
  • Barretos: 95,5% (crescimento de 0,9 p.p.)
  • Bauru: 95,1% (crescimento de 0,7 p.p.)
  • São José dos Campos: 95% (crescimento de 0,9 p.p.)
  • São José do Rio Preto: 94,6% (crescimento de 2,8 p.p.)
  • Marília: 94,1% (crescimento de 1,8 p.p.)
  • Araçatuba: 93% (crescimento de 0,9 p.p.)
  • Sorocaba: 92% (crescimento de 3,2 p.p.)
  • Presidente Prudente: 89,5% (crescimento de 0,7 p.p.)
  • Itapeva: 78,3% (crescimento de 2,2 p.p.)
  • Registro: 75,1% (crescimento de 3,7 p.p)

20 cidades do estado com maior grau de urbanização:

  • Águas de São Pedro: 100%
  • Carapicuíba: 100%
  • Diadema: 100%
  • Jandira: 100%
  • São Caetano do Sul: 100%
  • Taboão da Serra: 100%
  • Osasco: 100%
  • Itaquaquecetuba: 100%
  • Barueri: 100%
  • Guarulhos: 100%
  • Santos: 99,9%
  • São Vicente: 99,9%
  • Santo André: 99,9%
  • Cubatão: 99,9%
  • São Paulo: 99,8%
  • Americana: 99,8%
  • Poá: 99,8%
  • Guarujá: 99,7%
  • Várzea Paulista: 99,7%
  • Mauá: 99,7%

‘Cidades mais rurais’

A cidade de Pedra Bela, na região de Campinas, é a cidade “mais rural” do estado, com grau de urbanização de apenas 27%. Com ela, 17 cidades paulistas tinham mais da metade da população “ruralizada”. Os demais 628 municípios do estado de São Paulo tinham grau de urbanização acima de 50%.

20 cidades do estado com menor grau de urbanização:

  • Pedra Bela: 27,0%
  • Barra do Chapéu: 36,8%
  • Monteiro Lobato: 37,4%
  • Marabá Paulista: 37,7%
  • Iaras: 39,9%
  • Ribeirão Grande: 40,3%
  • Guapiara: 40,5%
  • Natividade da Serra: 41,7%
  • Caiuá: 42,7%
  • Lavínia: 43,1%
  • Quadra: 44,5%
  • Barra do Turvo: 45,0%
  • Itapirapuã Paulista: 45,2%
  • Iporanga: 46,8%
  • Itaoca: 46,9%
  • Tuiuti: 47,3%
  • Santo Antônio do Pinhal: 49,1%
  • Nazaré Paulista: 50,1%
  • Taquarivaí: 50,2%
  • Pracinha: 50,9%

Avanço da urbanização

Segundo a Fundação Seade, em 2022, a urbanização se intensificou no estado, passando a registrar 31% de seus municípios (197) com grau superior a 95%, alargando a concentração no eixo rodoviário Anhanguera e discreto avanço para o oeste.

Os municípios no grau intermediário passaram de 423 para 402, mantendo maior concentração na região oeste. Apenas 46 municípios (7%), mais localizados na região serrana do Vale do Paraíba, no Pontal do Paranapanema e ao sul, apresentaram proporção inferior a 65% e somente a cidade de Pedra Bela permaneceu com grau inferior a 35%, sendo o município paulista com menor grau de urbanização (27,1%).

Em 2010, 159 municípios paulistas (25%) apresentavam grau de urbanização elevado, maior que 95%, e se concentravam no eixo rodoviário Anhanguera. Já as cidades com grau intermediário (entre 65 e 95%) eram 65% do total e encontravam-se mais a oeste do estado.

Apenas 10% (63 municípios) registravam urbanização inferior a 65%, localizados principalmente na região serrana do Vale do Paraíba, no Pontal do Paranapanema e ao sul do estado. Na última categoria, seis municípios tinham menos de 35% de urbanização, com o menor grau pertencente à Pedra Bela (24,9%), na RA de Campinas.

Leia também: Prefeitura de Carapicuíba abre inscrições para novos concursos públicos


Fonte: Governo de SP – Foto: Arquivo/PMO

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Apesar da queda nas carnes, preços de outros itens do churrasco aumentam

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Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) divulgado na semana passada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que, apesar de ter havido queda no preço das carnes, as altas nos preços de itens como cervejapão de alho e vinagrete podem fazer com que o churrasco dos brasileiros esteja mais caro atualmente do que há um ano.

Segundo o IBGE, o preço médio da cerveja subiu 4,22% nos últimos 12 meses. Já os do pão francês e do alho cresceram, respectivamente, 3,14% e 19,03% no mesmo período, ainda de acordo com o instituto. O azeite (46,44%), a cebola (36,87%), o tomate (22,24%) e o pimentão (12,52%) também inflacionaram.

Considerado a inflação oficial do Brasil, o IPCA subiu 0,16% no mês passado. Nos últimos 12 meses, o indicador avançou 3,93%. No ano, sua alta é de 1,42% até o momento. Se comparado com o mesmo mês no ano passado, março de 2024 observou uma melhora. Em março de 2023, o IPCA avançou 0,71%.

Leia também: Brasil registrou 80.012 novos casos de tuberculose em 2023, mostram dados do Ministério da Saúde


Fonte: TV Cultura – Foto: Freepik

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Mais de 1 milhão de pessoas vivem sem banheiro no Brasil, diz IBGE

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Dados do Censo divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na última sexta-feira (23) mostram que, em 2022, cerca de 1,2 milhão de pessoas viviam sem nenhum banheiro ou sanitário no país.

Ainda de acordo com os números divulgados pelo IBGE, 5,4 milhões de pessoas residiam em lares com quatro banheiros ou mais.

Em valores percentuais, as parcelas destacadas equivalem a 0,6% e 2,7% de toda a população brasileira, que conta com 203 milhões de indivíduos. Pouco mais de 60% dos entrevistados têm um banheiro na residência.

Com relação ao Censo realizado anteriormente, a quantidade de pessoas sem banheiro caiu. Esse avanço aconteceu em todas as regiões brasileiras.

Leia também: Santana de Parnaíba inicia curso de formação para nova turma da Guarda Civil Municipal


Fonte: TV Cultura – Foto: Fernando Frazão/Ag. Brasil

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Barueri é a 2ª cidade mais rica da região oeste da Grande São Paulo, aponta IBGE

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Um levantamento publicado no dia 15 de dezembro de 2023 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revela que Barueri é o 2º município mais rico da região oeste da Grande São Paulo, com Produto Interno Bruto (PIB) maior que R$ 58 bi (exatamente R$ 58.027.667,00) e participação nacional de 0,64%. A cidade fica atrás somente da primeira colocada: Osasco, que alcançou R$ 86,1 bi de PIB e 0,96% de participação.  

Ampliando o ranking para os municípios, a exceção das capitais, Barueri ficou na 7ª colocação, entre São Bernardo do Campo, que ficou na 6ª posição, com PIB de R$ 58,2 bi e participação de 0,65%, e um pouco a frente de Jundiaí, 8ª colocada, que apresentou PIB de R$ 57,6 bi e 0,64% de participação. 

Nas três primeiras colocações, entre as não capitais, além de Osasco estão Maricá, RJ (com PIB de R$ 85,8 bi e participação de 0,95%) e Guarulhos (R$ 77,3 bi e 0,86). Importante notar que os maiores PIBs dessa listagem se concentram nos municípios localizados nos Estados de São Paulo e Rio de Janeiro. Confira as oito cidades mais ricas na listagem abaixo, lembrando que esses resultados são referentes ao ano de 2021, uma vez que o IBGE sempre divulga os dados coletados dois anos depois. 

As oito cidades não capitais mais ricas do país 

Colocação Localidade PIB Participação Nacional 

  • 1º lugar Osasco (SP) R$ 86,1 bi 0,96% 
  • 2º lugar Maricá (RJ) R$ 85,8 bi 0,95% 
  • 3º lugar Guarulhos (SP) R$ 77,3 bi 0,86% 
  • 4º lugar Campinas (SP) R$ 72,9 bi 0,81% 
  • 5º lugar Niterói (RJ) R$ 66,3 bi 0,74% 
  • 6º lugar S.B. do Campo (SP) R$ 58,2 bi 0,65% 
  • 7º lugar Barueri (SP) R$ 58,0 bi 0,64% 
  • 8º lugar Jundiaí (SP) R$ 57,6 bi 0,64% 
  • Leia mais: Barueri terá campanha de conscientização de retinoblastoma

17ª mais rico do Brasil 

Nacionalmente, Barueri alcançou a 17ª posição, competindo com as maiores e mais desenvolvidas cidades do Brasil. Nas primeiras colocações ficaram as capitais de São Paulo, com PIB maior de R$ 828 bi e participação nacional de 9,20%, seguida pelo Rio de Janeiro com mais de R$ 359 bi e 3,99%, e por Brasília em terceiro lugar com mais de R$ 286 bi e 3,18%. Veja as dezoito cidades brasileiras com maior PIB abaixo: 

Colocação Localidade PIB Participação Nacional 

  • 1º lugar São Paulo (SP) R$ 828,9 bi 9,20% 
  • 2º lugar Rio de Janeiro (RJ) R$ 359,6 bi 3,99% 
  • 3º lugar Brasília (DF) R$ 286,9 bi 3,18% 
  • 4º lugar Belo Horizonte (MG) R$ 105,8 bi 1,17% 
  • 5º lugar Manaus (AM) R$ 103,2 bi 1,15% 
  • 6º lugar Curitiba (PR) R$ 98,0 bi 1,09% 
  • 7º lugar Osasco (SP) R$ 86,1 bi 0,96% 
  • 8º lugar Maricá (RJ) R$ 85,8 bi 0,95% 
  • 9º lugar Porto Alegre (RS) R$ 81,5 bi 0,91% 
  • 10º lugar Guarulhos (SP) R$ 77,3 bi 0,86% 
  • 11º lugar Fortaleza (CE) R$ 73,4 bi 0,81% 
  • 12º lugar Campinas (SP) R$ 72,9 bi 0,81% 
  • 13º lugar Niterói (RJ) R$ 66,3 bi 0,74% 
  • 14º lugar Salvador (BA) R$ 62,9 bi 0,70% 
  • 15º lugar Goiânia (GO) R$ 59,8 bi 0,66% 
  • 16º lugar S.B. do Campo (SP) R$ 58,2 bi 0,65% 
  • 17º lugar Barueri (SP) R$ 58,0 bi 0,64% 
  • 18º lugar Jundiaí (SP) R$ 57,6 bi 0,64% 

É sempre bom lembrar que o PIB é um indicador que mede a atividade econômica de um país ou região e que demonstra o quanto se produz, consome ou se investe naquele local. Esse cálculo tem como objetivo principal avaliar a economia e o nível de riqueza de uma região.  

População  

Comparativamente às cidades com melhores colocações no ranking do IBGE, Barueri apresenta uma população bem menor que Osasco e Guarulhos, por exemplo (respectivamente o 1º e o 3º lugares da nova listagem divulgada, sem levar em conta as capitais). De acordo com dados de 2022 do próprio IBGE, Barueri concentra 316.473 pessoas residentes, menos da metade de Osasco (com 728.615) e menos quatro vezes a população de Guarulhos (com 1.291.771).  

Neste aspecto, é interessante citar o PIB per capita (aquele medido por pessoa), que avalia o quanto do total produzido na localidade caberia a cada cidadão se, teoricamente, todos tivessem partes iguais. Essa teoria, embora não seja totalmente realista, vira prática em Barueri, uma vez que a cidade, que tem PIB alto e população média, distribui melhor seus recursos, possibilitando a todos os seus munícipes um maior acesso aos serviços municipais oferecidos e, consequentemente, à melhor qualidade de vida.  

Não é à toa que Barueri se destaca. Ela é uma cidade que, a cada ano que passa, coleciona novos prêmios e ocupa importantes rankings por fazer grandes investimentos em todas as áreas e segmentos que beneficiam a vida das pessoas, especialmente nos últimos anos nos setores de economia, tecnologia, segurança e meio ambiente. Entre suas muitas conquistas estão: o 2º lugar no Estado e 10ª no Brasil das cidades que mais empregam, o 1º de melhor município para fazer negócios no setor de serviços, a 1ª colocação de Cidades Sustentáveis no país e no Sudeste, entre outros. 

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Fonte: SECOM-Barueri – Foto: Benjamim Sepulveda/SECOM-Barueri

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De cada 100 brasileiros, 87 usavam internet em 2022, aponta IBGE

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O uso da internet chegou a 87,2% da população brasileira em 2022, um aumento de 21,1 pontos percentuais em relação a 2016, usada por 66,1% da população. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua – Tecnologia da Informação e Comunicação 2022 (Pnad), divulgada nesta quinta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Houve aumento mesmo na comparação com 2021, quando o percentual de usuários da rede mundial era de 84,7%. O estudo considerou apenas pessoas com 10 anos ou mais de idade.

O crescimento no acesso à internet foi ainda maior entre as pessoas com 60 anos ou mais. Em 2022, eram 62,1% de usuários, índice superior aos 57,5% de 2021 e cerca de 2,5 vezes maior que os 24,7% de 2016. Ou seja, a parcela de idosos com acesso à rede passou de um quarto para dois terços da população.

“Tem havido uma expansão do uso da internet entre os idosos, ainda que seja o grupo etário com menor percentual de usuários”, disse o pesquisador do IBGE Gustavo Fontes, destacando que a faixa etária com maior uso é de 20 a 29 anos de idade (96,1%). 

Segundo o IBGE, esse aumento se deve a evolução nas facilidades para o uso dessa tecnologia e na sua disseminação no cotidiano da sociedade.

O professor aposentado Celso Ribeiro, de 65 anos de idade, disse que a internet o permite ter o mundo em suas mãos. “A chegada do celular, com a sua multifuncionalidade e a sua tecnologia avançada, foi uma feliz coincidência com esse momento da minha vida, de aposentadoria. O celular me ajuda a superar o distanciamento físico decorrente das dificuldades de deslocamento no meio urbano. Tenho literalmente o mundo em minhas mãos e não me deixo virar um fóssil nas linguagens da juventude, porque o celular me coloca em contato com eles o tempo todo”.

Os domicílios com utilização de internet subiram de 90% em 2021 para 91,5% em 2022. Desses 68,9 milhões de residências com acesso à rede no ano passado, 14,3% tinham algum dispositivo inteligente acessado à internet, como câmeras, caixas de som, lâmpadas, ar-condicionado e geladeiras.

Os domicílios com banda larga móvel subiram de 79,2% para 81,2% de 2021 para 2022, enquanto aqueles com banda larga fixa passaram de 83,5% para 86,4%.

Na área rural, o acesso à rede mundial cresceu de 74,7% para 78,1% no período. Já na área urbana, o percentual passou de 92,3% para 93,5%.

Motivos

As razões mais citadas para não ter acesso à rede foram que nenhum morador sabia usar a tecnologia, sendo 34,8% na área urbana e 26,4% na rural; não havia necessidade, 28,5% nas cidades e 19,6% no campo, e serviço de acesso ser caro, 28% e 30,6%, na área urbana e rural, respectivamente. Na zona rural, destaca-se também o fato de que não havia serviço disponível na área (15,2%).

Os principais motivos para o uso da internet no Brasil são conversar por chamadas de voz ou vídeo (94,4%), enviar ou receber mensagens de texto, voz ou imagens (92%) e assistir a vídeos (88,3%). Foram citados também o uso de redes sociais (83,6%), ouvir música, rádio e podcast (82,4%), ler jornais, notícias, revistas e livros (72,3%), acessar bancos e outras instituições financeiras (60,1%) e enviar ou receber e-mails (59,4%).

Segundo a Pnad, 93,4% dos usuários usavam internet todos os dias e apenas 0,7% usavam menos do que uma vez por semana, ou seja, havia semanas em que não usavam a internet.

A pesquisa também mostrou que havia disparidade entre estudantes de escolas particulares e de escolas públicas, em 2022. Enquanto os de escolas privadas, 98,4%, tinham acesso à internet, entre os estudantes da rede pública o percentual era 89,4%, ou seja, 9 pontos percentuais abaixo.

Entre os estudantes de escolas públicas, 26,7% usavam conexão gratuita em instituições de ensino ou bibliotecas para acessar a internet.

Televisão e rádio

A forma preferida de acesso à internet foi o celular (98,9%), seguida pela televisão (47,5%), computador (35,5%) e tablet (7,6%). O acesso por computador e tablet decaiu bastante em relação a 2016, quando os percentuais eram 63,2% e 16,4%, respectivamente.

A proporção de domicílios com televisão caiu de 95,5% em 2021 para 94,9% em 2022. Em 2016, essa taxa era de 97,2%.

“A pesquisa tem mostrado uma queda gradual, ainda que muito lenta. Isso pode refletir hábitos de consumo da população, hábitos de lazer, como as pessoas acessam vídeos. Isso pode refletir alguma mudança gradual de hábito”, explica Fontes. “Mas a pesquisa não investiga exatamente isso. A gente não pergunta por que não tem televisão”.

Dos lares com o aparelho, 43,4% tinham assinatura de serviços de streaming. Já os domicílios com rádio eram apenas 56,5% e aqueles com telefone fixo somaram 12,3%, bem abaixo dos 32,6% de 2016.

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Foto / Texto: Arte/Agência Brasil

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