O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) abriu inscrições para 9.590 vagas temporárias destinadas às pesquisas domiciliares, econômicas e geocientíficas. Segundo o órgão, este é o maior processo seletivo já realizado para a rede de coleta regular. Os salários variam de R$ 2.676,24 a R$ 3.379.
As inscrições devem ser feitas pelo site da Fundação Getúlio Vargas (FGV) até 11 de dezembro de 2025. A seleção será realizada por meio de prova objetiva no dia 22 de fevereiro de 2026, com aplicação em todos os municípios que oferecem vagas.
Os candidatos poderão participar das provas para as duas funções disponíveis, já que a aplicação ocorrerá em dois turnos: pela manhã para Agente de Pesquisas e Mapeamento (APM) e à tarde para Supervisor de Coleta e Qualidade (SCQ).
De acordo com o presidente do IBGE, Marcio Pochmann, o processo atende a “uma demanda antiga que não vinha sendo atendida” e reforçará a capacidade operacional do instituto. “Os novos funcionários estarão à disposição da realização do plano de trabalho do IBGE e de toda a coleta feita em âmbito nacional”, afirmou.
Distribuição das vagas
Para a função de APM são 8.480 vagas, sendo 5.512 de ampla concorrência. Há ainda reservas para pessoas autodeclaradas pretas ou pardas (2.120), indígenas (254), quilombolas (170) e pessoas com deficiência (424). O salário é de R$ 2.676,24, com atividades voltadas à coleta de dados, apoio a levantamentos geográficos e envio de informações por sistemas eletrônicos.
Para SCQ, o edital prevê 1.110 vagas, das quais 715 são de ampla concorrência. Também há cotas para pretos e pardos (275), indígenas (33), quilombolas (22) e pessoas com deficiência (55). A remuneração é de R$ 3.379. Os supervisores serão responsáveis pelo planejamento da coleta, coordenação das equipes, avaliação técnica de questionários e elaboração de relatórios. Para assumir o cargo, é exigida CNH categoria B válida.
Os contratados terão direito a Auxílio Alimentação de R$ 1.175, Auxílio Transporte, Auxílio Pré-escolar, férias e 13º proporcionais. O edital completo está disponível no site da FGV.
Desde quarta-feira (15), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) iniciou uma série de visitas a empresas de Cajamar, na Região Metropolitana de São Paulo, para a realização das Pesquisas Econômicas. O objetivo é coletar informações detalhadas sobre os setores de comércio, indústria, serviços e construção civil.
As visitas fazem parte de um conjunto de levantamentos periódicos conduzidos pelo IBGE. Entre as pesquisas mensais estão o Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (SINAPI), o Índice de Preços ao Produtor (IPP), a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) e a Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF).
Já entre as pesquisas anuais, destacam-se a Pesquisa Anual do Comércio (PAC), a Pesquisa Anual de Serviços (PAS), a Pesquisa Industrial Anual (PIA) e a Pesquisa Anual da Indústria da Construção (PAIC). Todas essas ações têm como foco empresas formalmente constituídas, que servem de base para a coleta de dados econômicos fundamentais ao país.
Os resultados obtidos nessas pesquisas subsidiam o planejamento de políticas públicas, orientam decisões empresariais e contribuem para o cálculo do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.
A Prefeitura de Cajamar ressaltou a importância da colaboração das empresas locais com os agentes do IBGE. Segundo o município, a participação dos estabelecimentos é essencial para garantir informações precisas, fortalecer o desenvolvimento econômico e auxiliar na formulação de estratégias voltadas ao crescimento regional e nacional.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, nesta sexta-feira (15), os resultados estaduais da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) referentes ao segundo trimestre de 2025. O levantamento aponta que o país alcançou a menor taxa de desemprego desde o início da série histórica, em 2012: 5,8%.
O índice representa uma queda de 1,2 ponto percentual em relação ao primeiro trimestre deste ano, quando a taxa estava em 7%. Entre as 27 Unidades da Federação, 18 registraram redução na desocupação e as outras nove permaneceram estáveis.
As menores taxas de desemprego foram observadas em Santa Catarina (2,2%), Rondônia (2,3%) e Mato Grosso (2,8%). Já as maiores ocorreram em Pernambuco (10,4%), Bahia (9,1%) e Distrito Federal (8,7%).
Segundo o analista da pesquisa, William Kratochwill, o resultado reflete um mercado de trabalho aquecido e resiliente.
“Há mais oportunidades que estão absorvendo os trabalhadores, mesmo aqueles que tinham mais dificuldade em conseguir um emprego”, destacou.
Rendimento em alta
O levantamento também mostrou aumento no rendimento real mensal habitual, que chegou a R$ 3.477, superando o registrado no trimestre anterior (R$ 3.440) e no mesmo período de 2024 (R$ 3.367).
Na comparação trimestral, o Sudeste se destacou como a única região com alta significativa, registrando R$ 3.914. Frente ao segundo trimestre do ano passado, houve crescimento tanto no Sudeste quanto no Sul, onde o rendimento atingiu R$ 3.880.
Levantamento da Fundação Seade com base nos dados dos últimos Censos do IBGE de 2010 e 2022 mostram que a população do estado de São Paulo ficou mais urbana.
Do total de 44.411.238 de habitantes em 2022, 42.997.899 viviam na região urbana (96,8%) e 1.413.339 (3,2%) no meio rural.
Em comparação com 2010, houve crescimento de 3.187.555 habitantes no total, com aumento de 3.449.693 entre a população urbana e queda de 262.138 na rural. A proporção da população urbana era de 95,9% para 4,1% na rural em 2010. Assim, o grau de urbanização cresceu 0,9 ponto percentual em 12 anos.
Para Paulo Borlina Maia, pesquisador da Fundação Seade, “esses números refletem uma tendência global de concentração da população em áreas urbanas, impulsionada por fatores como oportunidades de trabalho e acesso a serviços”.
O levantamento da Fundação Seade mostra que a região administrativa de Santos tem o maior grau de urbanização do estado (99,6%), seguida pela Região Metropolitana (99,2%). No entanto, a Baixada Santista foi a única entre as 16 regiões administrativas do Estado que registrou queda no grau de urbanização, de 0,2 ponto percentual (veja abaixo).
As cidades de Santos, São Vicente e Cubatão têm 99,9% de grau de urbanização. Guarujá e Praia Grande vêm em seguida, com 99,7%.
Já a região de Registro tem o menor grau de urbanização (75,1%), seguida pela de Itapeva (78,3%).
Dos 39 municípios da Região Metropolitana de São Paulo, 9 têm 100% de grau de urbanização: Carapicuíba, Diadema, Jandira, São Caetano do Sul, Taboão da Serra, Osasco, Itaquaquecetuba, Barueri e Guarulhos.
Santo André vem em seguida, com 99,9%. A capital paulista ficou com 99,8% de grau de urbanização, assim como Poá.
As regiões administrativas de Registro (3,7 p.p), Sorocaba (3,2 p.p.) e São José do Rio Preto (2,8 p.p.) tiveram o maior crescimento no grau de urbanização entre 2010 e 2022. Por outro lado, a Região Metropolitana teve o menor crescimento (0,3 p.p.).
Grau de urbanização de cada Região Administrativa do estado:
Santos: 99,6% (queda de 0,2 p.p.)
Região Metropolitana de São Paulo: 99,2% (crescimento de 0,3 p.p.)
Ribeirão Preto: 98% (crescimento de 0,5 p.p.)
Central: 96,7% (crescimento de 1,7 p.p.)
Franca: 96,5% (crescimento de 1,9 p.p.)
Campinas: 96% (crescimento de 1,1 p.p.)
Barretos: 95,5% (crescimento de 0,9 p.p.)
Bauru: 95,1% (crescimento de 0,7 p.p.)
São José dos Campos: 95% (crescimento de 0,9 p.p.)
São José do Rio Preto: 94,6% (crescimento de 2,8 p.p.)
Marília: 94,1% (crescimento de 1,8 p.p.)
Araçatuba: 93% (crescimento de 0,9 p.p.)
Sorocaba: 92% (crescimento de 3,2 p.p.)
Presidente Prudente: 89,5% (crescimento de 0,7 p.p.)
A cidade de Pedra Bela, na região de Campinas, é a cidade “mais rural” do estado, com grau de urbanização de apenas 27%. Com ela, 17 cidades paulistas tinham mais da metade da população “ruralizada”. Os demais 628 municípios do estado de São Paulo tinham grau de urbanização acima de 50%.
20 cidades do estado com menor grau de urbanização:
Segundo a Fundação Seade, em 2022, a urbanização se intensificou no estado, passando a registrar 31% de seus municípios (197) com grau superior a 95%, alargando a concentração no eixo rodoviário Anhanguera e discreto avanço para o oeste.
Os municípios no grau intermediário passaram de 423 para 402, mantendo maior concentração na região oeste. Apenas 46 municípios (7%), mais localizados na região serrana do Vale do Paraíba, no Pontal do Paranapanema e ao sul, apresentaram proporção inferior a 65% e somente a cidade de Pedra Bela permaneceu com grau inferior a 35%, sendo o município paulista com menor grau de urbanização (27,1%).
Em 2010, 159 municípios paulistas (25%) apresentavam grau de urbanização elevado, maior que 95%, e se concentravam no eixo rodoviário Anhanguera. Já as cidades com grau intermediário (entre 65 e 95%) eram 65% do total e encontravam-se mais a oeste do estado.
Apenas 10% (63 municípios) registravam urbanização inferior a 65%, localizados principalmente na região serrana do Vale do Paraíba, no Pontal do Paranapanema e ao sul do estado. Na última categoria, seis municípios tinham menos de 35% de urbanização, com o menor grau pertencente à Pedra Bela (24,9%), na RA de Campinas.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) divulgado na semana passada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que, apesar de ter havido queda no preço das carnes, as altas nos preços de itens como cerveja, pão de alho e vinagrete podem fazer com que o churrasco dos brasileiros esteja mais caro atualmente do que há um ano.
Segundo o IBGE, o preço médio da cerveja subiu 4,22% nos últimos 12 meses. Já os do pão francês e do alho cresceram, respectivamente, 3,14% e 19,03% no mesmo período, ainda de acordo com o instituto. O azeite (46,44%), a cebola (36,87%), o tomate (22,24%) e o pimentão (12,52%) também inflacionaram.
Considerado a inflação oficial do Brasil, o IPCA subiu 0,16% no mês passado. Nos últimos 12 meses, o indicador avançou 3,93%. No ano, sua alta é de 1,42% até o momento. Se comparado com o mesmo mês no ano passado, março de 2024 observou uma melhora. Em março de 2023, o IPCA avançou 0,71%.
Dados do Censo divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na última sexta-feira (23) mostram que, em 2022, cerca de 1,2 milhão de pessoas viviam sem nenhum banheiro ou sanitário no país.
Ainda de acordo com os números divulgados pelo IBGE, 5,4 milhões de pessoas residiam em lares com quatro banheiros ou mais.
Em valores percentuais, as parcelas destacadas equivalem a 0,6% e 2,7% de toda a população brasileira, que conta com 203 milhões de indivíduos. Pouco mais de 60% dos entrevistados têm um banheiro na residência.
Um levantamento publicado no dia 15 de dezembro de 2023 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revela que Barueri é o 2º município mais rico da região oeste da Grande São Paulo, com Produto Interno Bruto (PIB) maior que R$ 58 bi (exatamente R$ 58.027.667,00) e participação nacional de 0,64%. A cidade fica atrás somente da primeira colocada: Osasco, que alcançou R$ 86,1 bi de PIB e 0,96% de participação.
Ampliando o ranking para os municípios, a exceção das capitais, Barueri ficou na 7ª colocação, entre São Bernardo do Campo, que ficou na 6ª posição, com PIB de R$ 58,2 bi e participação de 0,65%, e um pouco a frente de Jundiaí, 8ª colocada, que apresentou PIB de R$ 57,6 bi e 0,64% de participação.
Nas três primeiras colocações, entre as não capitais, além de Osasco estão Maricá, RJ (com PIB de R$ 85,8 bi e participação de 0,95%) e Guarulhos (R$ 77,3 bi e 0,86). Importante notar que os maiores PIBs dessa listagem se concentram nos municípios localizados nos Estados de São Paulo e Rio de Janeiro. Confira as oito cidades mais ricas na listagem abaixo, lembrando que esses resultados são referentes ao ano de 2021, uma vez que o IBGE sempre divulga os dados coletados dois anos depois.
Nacionalmente, Barueri alcançou a 17ª posição, competindo com as maiores e mais desenvolvidas cidades do Brasil. Nas primeiras colocações ficaram as capitais de São Paulo, com PIB maior de R$ 828 bi e participação nacional de 9,20%, seguida pelo Rio de Janeiro com mais de R$ 359 bi e 3,99%, e por Brasília em terceiro lugar com mais de R$ 286 bi e 3,18%. Veja as dezoito cidades brasileiras com maior PIB abaixo:
Colocação Localidade PIB Participação Nacional
1º lugar São Paulo (SP) R$ 828,9 bi 9,20%
2º lugar Rio de Janeiro (RJ) R$ 359,6 bi 3,99%
3º lugar Brasília (DF) R$ 286,9 bi 3,18%
4º lugar Belo Horizonte (MG) R$ 105,8 bi 1,17%
5º lugar Manaus (AM) R$ 103,2 bi 1,15%
6º lugar Curitiba (PR) R$ 98,0 bi 1,09%
7º lugar Osasco (SP) R$ 86,1 bi 0,96%
8º lugar Maricá (RJ) R$ 85,8 bi 0,95%
9º lugar Porto Alegre (RS) R$ 81,5 bi 0,91%
10º lugar Guarulhos (SP) R$ 77,3 bi 0,86%
11º lugar Fortaleza (CE) R$ 73,4 bi 0,81%
12º lugar Campinas (SP) R$ 72,9 bi 0,81%
13º lugar Niterói (RJ) R$ 66,3 bi 0,74%
14º lugar Salvador (BA) R$ 62,9 bi 0,70%
15º lugar Goiânia (GO) R$ 59,8 bi 0,66%
16º lugar S.B. do Campo (SP) R$ 58,2 bi 0,65%
17º lugarBarueri (SP)R$ 58,0 bi0,64%
18º lugar Jundiaí (SP) R$ 57,6 bi 0,64%
É sempre bom lembrar que o PIB é um indicador que mede a atividade econômica de um país ou região e que demonstra o quanto se produz, consome ou se investe naquele local. Esse cálculo tem como objetivo principal avaliar a economia e o nível de riqueza de uma região.
Comparativamente às cidades com melhores colocações no ranking do IBGE, Barueri apresenta uma população bem menor que Osasco e Guarulhos, por exemplo (respectivamente o 1º e o 3º lugares da nova listagem divulgada, sem levar em conta as capitais). De acordo com dados de 2022 do próprio IBGE, Barueri concentra 316.473 pessoas residentes, menos da metade de Osasco (com 728.615) e menos quatro vezes a população de Guarulhos (com 1.291.771).
Neste aspecto, é interessante citar o PIB per capita (aquele medido por pessoa), que avalia o quanto do total produzido na localidade caberia a cada cidadão se, teoricamente, todos tivessem partes iguais. Essa teoria, embora não seja totalmente realista, vira prática em Barueri, uma vez que a cidade, que tem PIB alto e população média, distribui melhor seus recursos, possibilitando a todos os seus munícipes um maior acesso aos serviços municipais oferecidos e, consequentemente, à melhor qualidade de vida.
Não é à toa que Barueri se destaca. Ela é uma cidade que, a cada ano que passa, coleciona novos prêmios e ocupa importantes rankings por fazer grandes investimentos em todas as áreas e segmentos que beneficiam a vida das pessoas, especialmente nos últimos anos nos setores de economia, tecnologia, segurança e meio ambiente. Entre suas muitas conquistas estão: o 2º lugar no Estado e 10ª no Brasil das cidades que mais empregam, o 1º de melhor município para fazer negócios no setor de serviços, a 1ª colocação de Cidades Sustentáveis no país e no Sudeste, entre outros.
O uso da internet chegou a 87,2% da população brasileira em 2022, um aumento de 21,1 pontos percentuais em relação a 2016, usada por 66,1% da população. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua – Tecnologia da Informação e Comunicação 2022 (Pnad), divulgada nesta quinta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Houve aumento mesmo na comparação com 2021, quando o percentual de usuários da rede mundial era de 84,7%. O estudo considerou apenas pessoas com 10 anos ou mais de idade.
O crescimento no acesso à internet foi ainda maior entre as pessoas com 60 anos ou mais. Em 2022, eram 62,1% de usuários, índice superior aos 57,5% de 2021 e cerca de 2,5 vezes maior que os 24,7% de 2016. Ou seja, a parcela de idosos com acesso à rede passou de um quarto para dois terços da população.
“Tem havido uma expansão do uso da internet entre os idosos, ainda que seja o grupo etário com menor percentual de usuários”, disse o pesquisador do IBGE Gustavo Fontes, destacando que a faixa etária com maior uso é de 20 a 29 anos de idade (96,1%).
Segundo o IBGE, esse aumento se deve a evolução nas facilidades para o uso dessa tecnologia e na sua disseminação no cotidiano da sociedade.
O professor aposentado Celso Ribeiro, de 65 anos de idade, disse que a internet o permite ter o mundo em suas mãos. “A chegada do celular, com a sua multifuncionalidade e a sua tecnologia avançada, foi uma feliz coincidência com esse momento da minha vida, de aposentadoria. O celular me ajuda a superar o distanciamento físico decorrente das dificuldades de deslocamento no meio urbano. Tenho literalmente o mundo em minhas mãos e não me deixo virar um fóssil nas linguagens da juventude, porque o celular me coloca em contato com eles o tempo todo”.
Os domicílios com utilização de internet subiram de 90% em 2021 para 91,5% em 2022. Desses 68,9 milhões de residências com acesso à rede no ano passado, 14,3% tinham algum dispositivo inteligente acessado à internet, como câmeras, caixas de som, lâmpadas, ar-condicionado e geladeiras.
Os domicílios com banda larga móvel subiram de 79,2% para 81,2% de 2021 para 2022, enquanto aqueles com banda larga fixa passaram de 83,5% para 86,4%.
Na área rural, o acesso à rede mundial cresceu de 74,7% para 78,1% no período. Já na área urbana, o percentual passou de 92,3% para 93,5%.
Motivos
As razões mais citadas para não ter acesso à rede foram que nenhum morador sabia usar a tecnologia, sendo 34,8% na área urbana e 26,4% na rural; não havia necessidade, 28,5% nas cidades e 19,6% no campo, e serviço de acesso ser caro, 28% e 30,6%, na área urbana e rural, respectivamente. Na zona rural, destaca-se também o fato de que não havia serviço disponível na área (15,2%).
Os principais motivos para o uso da internet no Brasil são conversar por chamadas de voz ou vídeo (94,4%), enviar ou receber mensagens de texto, voz ou imagens (92%) e assistir a vídeos (88,3%). Foram citados também o uso de redes sociais (83,6%), ouvir música, rádio e podcast (82,4%), ler jornais, notícias, revistas e livros (72,3%), acessar bancos e outras instituições financeiras (60,1%) e enviar ou receber e-mails (59,4%).
Segundo a Pnad, 93,4% dos usuários usavam internet todos os dias e apenas 0,7% usavam menos do que uma vez por semana, ou seja, havia semanas em que não usavam a internet.
A pesquisa também mostrou que havia disparidade entre estudantes de escolas particulares e de escolas públicas, em 2022. Enquanto os de escolas privadas, 98,4%, tinham acesso à internet, entre os estudantes da rede pública o percentual era 89,4%, ou seja, 9 pontos percentuais abaixo.
Entre os estudantes de escolas públicas, 26,7% usavam conexão gratuita em instituições de ensino ou bibliotecas para acessar a internet.
Televisão e rádio
A forma preferida de acesso à internet foi o celular (98,9%), seguida pela televisão (47,5%), computador (35,5%) e tablet (7,6%). O acesso por computador e tablet decaiu bastante em relação a 2016, quando os percentuais eram 63,2% e 16,4%, respectivamente.
A proporção de domicílios com televisão caiu de 95,5% em 2021 para 94,9% em 2022. Em 2016, essa taxa era de 97,2%.
“A pesquisa tem mostrado uma queda gradual, ainda que muito lenta. Isso pode refletir hábitos de consumo da população, hábitos de lazer, como as pessoas acessam vídeos. Isso pode refletir alguma mudança gradual de hábito”, explica Fontes. “Mas a pesquisa não investiga exatamente isso. A gente não pergunta por que não tem televisão”.
Dos lares com o aparelho, 43,4% tinham assinatura de serviços de streaming. Já os domicílios com rádio eram apenas 56,5% e aqueles com telefone fixo somaram 12,3%, bem abaixo dos 32,6% de 2016.
A população ocupada de 14 anos ou mais de idade no setor privado – sem incluir empregados no setor público e militares – foi estimada em 87,2 milhões de pessoas no quarto trimestre do ano passado.
Deste total, 2,1 milhões realizavam trabalhos por meio de plataformas digitais, que são os aplicativos de serviços, ou obtinham clientes e vendas por meio de comércio eletrônico, tendo a atividade como ocupação principal. Deste total, 1,5 milhão mil pessoas – ou 1,7% da população ocupada no setor privado – usavam aplicativos de serviços e 628 mil as plataformas de comércio eletrônico.
Os dados fazem parte do módulo Teletrabalho e Trabalho por Meio de Plataformas Digitais da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgados pela primeira vez, nesta quarta-feira (25), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo o órgão, “as estatísticas são experimentais, ou seja, estão em fase de teste e sob avaliação”.
“Consideramos fundamental a disponibilização de uma base de dados que possibilite melhor quantificar e compreender o fenômeno da plataformização do trabalho no país. Esse foi o objetivo da introdução do módulo na pesquisa”, afirmou Gustavo Geaquinto, analista do levantamento,
O grupamento das atividades transporte, armazenagem e correio foi o que reuniu mais trabalhadores (67,3%). O grupo abrange tanto o serviço de transporte de passageiros quanto os serviços de entrega, que são os aplicativos mais frequentes. Em seguida, aparece o setor de alojamento e alimentação, com 16,7%. “Aqui é sobretudo por causa dos estabelecimentos de alimentação, que usam as plataformas de entregas para clientes”, disse.
A categoria de emprego mais usada foi a “feita por conta própria” (77,1%). “Empregados com carteira assinada eram apenas 5,9% dos plataformizados, enquanto no setor privado, os empregados com carteira eram 42,2 %. Havia uma forte prevalência dos trabalhadores por conta própria no trabalho plataformizado.”.
O trabalho principal por meio de aplicativos de transporte de passageiros, em ao menos um dos dois tipos analisados de táxi ou excluindo táxi, alcançou 52,2%, ou 778 mil, do total de trabalhadores de plataformas. Nos aplicativos de entrega de comida ou produtos trabalhavam 39,5%, ou 589 mil. Já os trabalhadores de aplicativos de prestação de serviços gerais ou profissionais representavam 13,2% ou 197 mil.
Plataformas
O aplicativo de transporte particular de passageiros foi a plataforma digital mais utilizada pelos usuários (47,2%), seguido do serviço de entrega de comida, produtos, etc (39,5%), do aplicativo de táxi (13,9%) e do aplicativo de prestação de serviços gerais ou profissionais (13,2%).
“Tem sido observado ao longo do tempo o aumento dessa forma de trabalho e esse fenômeno tem levado a importantes transformações nos processos e nas relações de trabalho, com impactos tanto no mercado de trabalho do país, como sobre negócios e preços de setores tradicionais da economia”, afirmou o analista. Ele alertou que pode haver qualquer tipo de sobreposição de uso de aplicativos de táxi pelos trabalhadores e, por isso, a soma ultrapassa 100%.
Regiões
A região com maior percentual foi o Sudeste (2,2%), com 57,9%, ou 862 mil pessoas, do total de trabalhadores plataformizados, conforme denomina o IBGE essa parcela do mercado de trabalho. Segundo o levantamento, nas outras regiões, o percentual de pessoas ocupadas que realizavam trabalho por meio de aplicativos de serviços ficou entre 1,3% e 1,4%.
A maior proporção de pessoas que trabalhavam com aplicativos de transporte particular de passageiros, excluindo os de táxi, estava na região Norte: 61,2%, ou 14 pontos percentuais (p.p.) acima da média nacional.
Características
Os homens (81,3%) eram a maioria dos trabalhadores plataformizados. Segundo o levantamento, o percentual é uma proporção muito maior que a média geral dos trabalhadores ocupados (59,1%). As mulheres eram 18,7% do total desses trabalhadores.
Idade
Na distribuição por idade, quase a metade (48,4%) das pessoas que trabalhavam por meio de plataformas digitais de trabalho estavam no grupo de 25 a 39.
Escolaridade
Em termos de nível de instrução, os plataformizados concentravam-se nos níveis intermediários de escolaridade, com preponderância no nível médio completo ou superior incompleto (61,3%), que correspondia a 43,1% do total da população ocupada que não utilizava plataformas.
Os trabalhadores plataformizados tinham, no 4º trimestre de 2022, rendimento 5,4% maior (R$ 2.645) que o rendimento médio do total de ocupados (R$ 2.513). Na mesma comparação, eram os que trabalhavam mais horas semanais: 46h contra 39,6h.
“Para os dois grupos menos escolarizados, o rendimento médio mensal real das pessoas que trabalhavam por meio de aplicativos de serviço ultrapassava em mais de 30% o rendimento das que não faziam uso dessas ferramentas digitais. Por outro lado, entre as pessoas com o nível superior completo, o rendimento dos plataformizados (R$ 4.319) era 19,2% inferior ao daqueles que não trabalhavam por meio de aplicativos de serviços (R$ 5.348)”, apontou o levantamento.
Cor e raça
Gustavo Geaquinto informou que na distribuição por cor e raça, não foram observadas diferenças significativas entre os plataformizados e os que não utilizavam plataformas. Os brancos representavam 44% dos plataformizados contra 43,9%, os pretos eram 12,2% contra 11,5% e os pardos 42,4 contra 43,4%.
Previdência e informalidade
No 4º trimestre de 2022, apenas 35,7% dos plataformizados eram contribuintes da previdência, enquanto entre os ocupados no setor privado eram 60,8%. Na informalidade a proporção de trabalhadores plataformizados (70,1%) era superior à do total de ocupados no setor privado (44,2%). “Aqui esse dado de informalidade se refere exclusivamente ao trabalho principal da pessoa”, concluiu.
A coleta dos dados do módulo inédito Teletrabalho e Trabalho por Meio de Plataformas Digitais da PNAD Contínua se refere ao 4º trimestre de 2022 entre a população ocupada de 14 anos ou mais de idade, exclusivamente o setor público e militares. O levantamento foi feito com base no trabalho único ou principal que a pessoa tinha na semana de referência.
O IBGE destacou que conforme a Organização Internacional do Trabalho (OIT) definiu em 2021, “as plataformas digitais de trabalho (ou de serviços),viabilizam o trabalho por meio de tecnologias digitais que possibilitam a intermediação entre fornecedores individuais (trabalhadores plataformizados e outras empresas) e clientes”.
Para o professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro e procurador do Ministério Público do Trabalho, Rodrigo Carelli, esse levantamento do IBGE joga luz no mercado de trabalho. “A função das plataformas é reduzir a remuneração dos trabalhadores. É uma coisa a olhos vistos, mas agora temos uma fotografia estatística que mostra isso. É de extrema importância e está dando luz para o problema dentro do mercado de trabalho. Na verdade, estão corrigindo uma ausência. Com o crescimento do jeito que foi já tem uma representatividade importante no mercado de trabalho, e isso tem que ter um raio X. Acho que foi muito bem feito e muito bem organizado, inclusive colocando tudo em seu devido lugar.”
Na visão de Carelli, a comparação de trabalhadores na mesma função dentro e fora das plataformas mostra a diferença de remuneração.
“Os trabalhadores que trabalham fora das plataformas, tanto entregadores como motoristas, recebem mais fora das plataformas. Esse para mim é o dado mais importante que tem dessa parte de remuneração”, disse, em entrevista à Agência Brasil, reforçando que as comparações têm que ser feitas em uma mesma profissão para avaliar o rendimento de cada um.
“Entregador nas plataformas e entregador fora da plataforma. Eu não posso comparar um médico na plataforma com um entregador. Não tenho que comparar com o resto da população brasileira, porque as plataformas são somente um meio de gestão de trabalho. A parte mais importante que tem no achado em relação à remuneração é exatamente essa. Trabalhadores com o mesmo tipo de trabalhador. Se ele for trabalhar fora da plataforma ele ganha mais que na plataforma e ainda em o achado que eles trabalham muito mais horas nas plataformas do que fora das plataformas”, observou.
A taxa de desocupação (desemprego) ficou em 7,8% no trimestre encerrado em agosto deste ano. Esse é o menor patamar do índice desde fevereiro de 2015 (7,5%). A taxa mostra a proporção de pessoas que buscaram emprego e não conseguiram no período em relação à força de trabalho, que é a soma de empregados e desempregados.
A taxa recuou em relação tanto ao trimestre anterior – encerrado em maio deste ano (8,3%) – quanto ao trimestre finalizado em agosto de 2022 (8,9%). Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) foram divulgados nesta sexta-feira (29), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A população desocupada chegou a 8,4 milhões, apresentando recuos de 5,9% (menos 528 mil pessoas) em relação ao trimestre anterior e de 13,2% (menos 1,3 milhão de pessoas) em relação ao ano anterior. Para o IBGE, esse é o menor contingente desde junho de 2015 (8,5 milhões).
Já a população ocupada (99,7 milhões) cresceu 1,3% no trimestre (mais 1,3 milhão de pessoas) e 0,6% (mais 641 mil pessoas) no ano. O nível da ocupação, isto é, o percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar, ficou em 57%, acima do trimestre anterior (56,4%) e estável em relação ao ano passado.
O rendimento real habitual foi calculado em R$ 2.947, apresentando estabilidade no trimestre e crescimento de 4,6% no ano. A massa de rendimento real habitual (R$ 288,9 bilhões) foi recorde da série histórica, crescendo 2,4% frente ao trimestre anterior e 5,5% na comparação anual.
Carteira assinada
O número de empregados com carteira de trabalho no setor privado – sem considerar trabalhadores domésticos – chegou a 37,25 milhões, o maior total desde fevereiro de 2015 (37,29 milhões). Em relação ao trimestre anterior, a alta é de 1,1% (mais 422 mil pessoas), enquanto na comparação com o ano anterior o avanço é de 3,5% (mais 1,3 milhão) no ano.
O total de empregados sem carteira no setor privado (13,2 milhões) também cresceu no trimestre (2,1% ou mais 266 mil pessoas), mas ficou estável no ano.
O mesmo aconteceu com os trabalhadores domésticos (5,9 milhões de pessoas), que cresceram ante o trimestre anterior (2,8%). Houve estabilidade em relação ao trimestre encerrado em agosto de 2022.
O número de trabalhadores por conta própria (25,4 milhões de pessoas) ficou estável frente ao trimestre anterior e caiu 2,0% no ano (menos 509 mil pessoas). Já o item empregadores (4,2 milhões de pessoas) ficou estável nas duas comparações.
A taxa de informalidade atingiu 39,1 % da população ocupada (ou 38,9 milhões de trabalhadores informais), acima dos 38,9% no trimestre anterior, mas abaixo dos 39,7% no mesmo trimestre de 2022.
Subutilização
A população subutilizada, isto é, que poderia trabalhar mais do que trabalha, ficou em 20,2 milhões de pessoas, quedas de 2,2% no trimestre e 15,5% no ano.
A população fora da força de trabalho, ou seja, aqueles com mais de 14 anos que não trabalham nem procuram emprego, foi de 66,8 milhões, uma queda de 0,5% ante o trimestre anterior (menos 347 mil pessoas) e uma alta de 3,4% (mais 2,2 milhões) na comparação anual.
Já a população desalentada, ou seja, aquela que gostaria de trabalhar, mas não procurou emprego por vários motivos, representou 3,6 milhões de pessoas, uma estabilidade em relação ao trimestre anterior e uma queda de 16,2% (menos 692 mil pessoas) na comparação com o ano passado. É o menor contingente desde setembro de 2016 (3,5 milhões).