SP tem 720 vagas de emprego no setor de limpeza nesta semana

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Postos de Atendimento ao Trabalhador oferecem oportunidades em diversas regiões do estado, com destaque para Jundiaí, Itapevi, Valinhos e Barueri

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Quem está em busca de uma oportunidade de trabalho no estado de São Paulo encontra, nesta semana, 720 vagas abertas no setor de limpeza por meio dos Postos de Atendimento ao Trabalhador (PATs).

As oportunidades fazem parte de um total de 12.715 vagas de emprego disponíveis nos PATs paulistas e estão distribuídas em diferentes regiões do estado.

Entre as cidades com maior número de oportunidades no setor estão Jundiaí, com 190 vagas, além de Itapevi e Valinhos, com 69 vagas cada. Em Barueri, são 27 oportunidades disponíveis.

As vagas podem ser preenchidas a qualquer momento, e o número disponível pode sofrer alterações ao longo do dia.

Faxineiro concentra maior número de vagas

A função de faxineiro concentra a maior quantidade de oportunidades, com 471 vagas disponíveis.

Também há oportunidades para auxiliar de lavanderia, varredor de rua, jardineiro, lavador de veículos, camareiro de hotel, zelador de edifício e outras funções.

Confira as ocupações com mais vagas:

  • Faxineiro: 471 vagas;
  • Auxiliar de lavanderia: 140 vagas;
  • Varredor de rua: 40 vagas;
  • Jardineiro: 25 vagas;
  • Lavador de veículos: 17 vagas;
  • Camareiro de hotel: 11 vagas;
  • Zelador de edifício: 5 vagas;
  • Coletor de lixo domiciliar: 4 vagas;
  • Limpador de piscinas: 2 vagas;
  • Lavador de artefatos de tapeçaria: 2 vagas.

Itapevi e Barueri estão entre os PATs com oportunidades

Na região administrativa de São Paulo, o PAT de Itapevi oferece 69 vagas no setor de limpeza, enquanto o PAT de Barueri conta com 27 oportunidades.

Outros municípios com destaque na oferta são:

  • Jundiaí: 190 vagas;
  • Valinhos: 69 vagas;
  • Indaiatuba: 55 vagas;
  • Bragança Paulista: 42 vagas;
  • Votorantim: 22 vagas;
  • Franco da Rocha: 20 vagas;
  • Itapecerica da Serra: 17 vagas;
  • Taboão da Serra: 16 vagas.

Por região administrativa, Campinas concentra o maior número de oportunidades, com 404 vagas, seguida pela região de São Paulo, com 195.

Como consultar as vagas

Para utilizar os serviços do PAT, o trabalhador deve apresentar RG, CPF e Carteira de Trabalho.

Além das vagas de emprego, os postos oferecem outros serviços gratuitos, incluindo atendimento relacionado à habilitação do Seguro-Desemprego.

Também é possível consultar oportunidades e cursos de qualificação por meio da plataforma Trampolim, disponibilizada pelo Governo de São Paulo.

Os interessados devem ficar atentos, já que as vagas podem ser preenchidas ou atualizadas a qualquer momento.

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Foto: Divulgação/PMI

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Desemprego cai no Brasil e 5 estados ficam abaixo de 3%

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Taxa nacional recuou de 6,1% para 5,4% no segundo trimestre; Santa Catarina registrou o menor índice, com 2,1%

A taxa de desemprego caiu no Brasil no segundo trimestre de 2026 e chegou a 5,4%, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada nesta sexta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O índice representa uma redução em relação aos 6,1% registrados no primeiro trimestre. Entre as 27 unidades da federação, 11 apresentaram taxas abaixo da média nacional. Em cinco estados, o desemprego ficou abaixo de 3%.

Santa Catarina registrou a menor taxa do país, com 2,1%, seguido por Mato Grosso (2,2%), Espírito Santo (2,3%), Rondônia (2,6%) e Mato Grosso do Sul (2,7%).

São Paulo terminou o segundo trimestre com 5,4%, exatamente na média nacional.

Veja as taxas de desemprego por estado

  • Santa Catarina: 2,1%
  • Mato Grosso: 2,2%
  • Espírito Santo: 2,3%
  • Rondônia: 2,6%
  • Mato Grosso do Sul: 2,7%
  • Paraná: 3,1%
  • Minas Gerais: 3,8%
  • Goiás: 4,0%
  • Tocantins: 4,1%
  • Rio Grande do Sul: 4,2%
  • Roraima: 5,0%
  • Brasil: 5,4%
  • Paraíba: 5,4%
  • São Paulo: 5,4%
  • Rio Grande do Norte: 5,6%
  • Maranhão: 6,0%
  • Pará: 6,2%
  • Distrito Federal: 6,5%
  • Acre: 6,6%
  • Ceará: 6,6%
  • Rio de Janeiro: 7,1%
  • Amazonas: 7,5%
  • Alagoas: 7,9%
  • Sergipe: 7,9%
  • Piauí: 8,3%
  • Pernambuco: 8,3%
  • Bahia: 9,1%
  • Amapá: 9,8%

Segundo o analista da pesquisa, William Kratochwill, as diferenças entre os estados estão relacionadas a fatores como nível de industrialização, evolução da atividade econômica e escolaridade da população.

De acordo com o pesquisador, os estados do Sul apresentam índices de desemprego mais baixos do que os registrados nas regiões Norte e Nordeste.

Desemprego caiu em 13 estados

A taxa de desemprego diminuiu em 13 unidades da federação no segundo trimestre. Nas demais, o indicador permaneceu estável.

As maiores quedas foram registradas no Rio Grande do Norte, com redução de 1,9 ponto percentual, no Acre (-1,6 p.p.) e em Tocantins (-1,5 p.p.).

Também houve recuo em Alagoas (-1,3 p.p.), Minas Gerais (-1,2 p.p.), Mato Grosso do Sul (-1,1 p.p.), Goiás (-1 p.p.), Rondônia (-1 p.p.), Maranhão (-0,9 p.p.), Espírito Santo (-0,9 p.p.), Mato Grosso (-0,9 p.p.), Santa Catarina (-0,6 p.p.) e Paraíba (-1,6 p.p.).

Menor número de desempregados de longo prazo

A Pnad Contínua também apontou uma redução no número de pessoas que estão há dois anos ou mais procurando emprego.

No segundo trimestre, 1,06 milhão de pessoas estavam nessa situação, o menor contingente registrado desde o início da série histórica, em 2012.

Na comparação com o mesmo período de 2025, houve queda de 15,6% nesse grupo.

Mulheres e população preta e parda têm taxas maiores

O levantamento também mostra diferenças na taxa de desemprego de acordo com sexo e cor.

Entre os homens, o índice ficou em 4,6%, abaixo da média nacional. Entre as mulheres, chegou a 6,4%.

Por cor, a taxa foi de 6,9% entre pessoas pretas, 6,1% entre pardas e 4,2% entre brancas.

A pesquisa do IBGE utiliza as categorias de cor ou raça autodeclaradas. Segundo o Estatuto da Igualdade Racial, a população negra é formada pelo conjunto de pessoas que se autodeclaram pretas e pardas.

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Foto: Marcello Casal Jr/Ag. Brasil

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Programa SuperAção amplia acesso a trabalho e capacitação em Cajamar

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Encontro do Programa SuperAção SP apresentou ações de capacitação e alternativas para geração de renda e inserção no mercado de trabalho

Famílias participantes do Programa SuperAção SP participaram, na segunda-feira (11), de um encontro em Cajamar voltado à apresentação de oportunidades de capacitação, geração de renda e inserção no mercado de trabalho. A atividade foi realizada pela Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e dos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS).

Durante o encontro, um representante da Secretaria de Emprego e Relações de Trabalho apresentou programas e ações de capacitação destinados ao desenvolvimento de conhecimentos e habilidades profissionais. A proposta é ampliar as possibilidades para participantes que buscam ingressar ou retornar ao mercado de trabalho.

As famílias também receberam informações sobre ações produtivas que podem contribuir para a geração de renda. A iniciativa procura aproximar o atendimento realizado pela assistência social de alternativas que possam ampliar a autonomia dos participantes.

Além das orientações profissionais, o encontro permitiu que as famílias mantivessem contato com a rede de assistência social e recebessem informações sobre oportunidades disponíveis. O acompanhamento é realizado pelos CRAS, que atendem moradores em situação de vulnerabilidade e fazem a articulação com outros serviços e programas públicos.

Segundo a Prefeitura, a iniciativa busca ampliar o acesso das famílias a oportunidades de desenvolvimento pessoal e profissional e estimular a participação dos atendidos na construção de alternativas para melhorar suas condições de vida.

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Foto: Divulgação/PMC

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São Paulo tem mais de 2 mil vagas de emprego; veja salários

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As unidades do Centro de Apoio ao Trabalho e Empreendedorismo (Cate), da Prefeitura de São Paulo, estão com mais de 2 mil vagas de emprego abertas nesta semana. Os salários variam de R$ 761, para vagas de aprendiz, a R$ 4.638, para técnicos de segurança do trabalho.

Há oportunidades para candidatos com diferentes níveis de escolaridade e experiência, incluindo vagas em comércio, segurança, logística e gastronomia. Em diversos cargos, não é necessário ter experiência anterior.

Os interessados podem se candidatar pela internet ou presencialmente nas unidades fixas e móveis do Cate. Para os processos seletivos gerais, as inscrições seguem até quarta-feira (12), às 18h.

Entre as vagas com maior número de oportunidades está a de atendente, com 418 postos disponíveis. Os salários chegam a R$ 2.600 e, na maior parte dos casos, não é exigida experiência. A escolaridade mínima é o ensino fundamental.

Na área de segurança, são 70 vagas para agentes que atuarão nas linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda do sistema de trens metropolitanos. É necessário ter ensino médio completo e certificado de reciclagem de vigilante.

O salário inicial é de R$ 1.912 durante o período de experiência. Depois, passa para R$ 3.106, acrescido de 30% de adicional de periculosidade, além de benefícios. A empresa também oferece treinamento e curso na área.

Há vagas em logística e gastronomia

Para quem procura oportunidades na área de logística, o Cate reúne 83 vagas, com salários entre R$ 1.805 e R$ 2.440. As oportunidades exigem escolaridade a partir do ensino fundamental, e algumas empresas oferecem treinamento para candidatos sem experiência.

Os postos estão distribuídos por bairros como Aricanduva, Vila Guarani, Vila Carrão e São Mateus, entre outras regiões.

Já o setor de gastronomia concentra 130 vagas em funções como ajudante de cozinha, cozinheiro, ajudante de confeitaria, confeiteiro, cumim, sushiman, chapista e garçom.

Os salários chegam a R$ 4 mil. Para algumas funções, porém, é necessário ter experiência profissional e cursos específicos.

Além das vagas gerais, o Cate realiza nesta quarta-feira (12) o Contrata SP – Juventude, mutirão de empregabilidade voltado a jovens a partir de 16 anos.

A ação ocorre das 9h às 16h, na unidade central do Cate, na Rua Álvares Penteado, 203, no Centro Histórico. São mais de 200 vagas oferecidas por 12 empresas, principalmente nas áreas de comércio, serviços e indústria.

As oportunidades para jovens incluem funções como auxiliar administrativo, atendente, auxiliar de linha de produção, caixa, agente de estação e repositor. Não é exigida experiência, mas os candidatos precisam estar cursando pelo menos o ensino fundamental.

Durante o mutirão, a equipe do Cate também dará orientações sobre a Carteira de Trabalho Digital e elaboração de currículo.

Como se candidatar

Para participar dos processos seletivos, os candidatos precisam apresentar RG, CPF e Carteira de Trabalho, que pode ser física ou digital.

As inscrições podem ser feitas pelo Portal Cate ou diretamente nas unidades da rede, de acordo com as condições de cada processo seletivo.

Para o Contrata SP – Juventude, as inscrições devem ser feitas até terça-feira (11). Já os processos seletivos das vagas gerais ficam disponíveis até quarta-feira (12), às 18h.

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Foto: Divulgação/Pref. de SP

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Santana de Parnaíba lidera oferta de vagas nos PATs de SP com 1.214 oportunidades

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Estado disponibiliza 7.428 vagas de emprego nesta segunda-feira (27); Itapevi também aparece entre os municípios com maior número de oportunidades

Os Postos de Atendimento ao Trabalhador (PATs) do Estado de São Paulo disponibilizam 7.428 vagas de emprego nesta segunda-feira (27). Entre as unidades com maior número de oportunidades, o PAT de Santana de Parnaíba aparece na liderança estadual, com 1.214 vagas abertas.

Os postos são administrados pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico e estão presentes em mais de 200 municípios paulistas, oferecendo intermediação de mão de obra e outros serviços gratuitos aos trabalhadores.

Além de Santana de Parnaíba, o PAT de Itapevi também figura entre os dez maiores ofertantes do estado, com 456 vagas disponíveis.

Municípios com mais vagas

Os dez PATs com maior número de oportunidades são:

  1. Santana de Parnaíba – 1.214 vagas;
  2. Itapecerica da Serra – 1.118 vagas;
  3. Votorantim – 527 vagas;
  4. Itapevi – 456 vagas;
  5. Jundiaí – 415 vagas;
  6. Valinhos – 357 vagas;
  7. Indaiatuba – 348 vagas;
  8. Vinhedo – 233 vagas;
  9. Bebedouro – 211 vagas;
  10. Capivari – 175 vagas.

Profissões com maior oferta

As ocupações que concentram o maior número de vagas são:

  • alimentador de linha de produção (1.275);
  • auxiliar de logística (1.217);
  • operador de telemarketing ativo e receptivo (302);
  • motorista de ônibus urbano (254);
  • faxineiro (227);
  • motorista de caminhão (202);
  • auxiliar nos serviços de alimentação (196);
  • servente de obras (174);
  • atendente de lojas e mercados (174);
  • trabalhador no cultivo de árvores frutíferas (169).

Como participar

Para utilizar os serviços dos PATs, o trabalhador deve comparecer à unidade de seu município levando:

  • RG;
  • CPF;
  • Carteira de Trabalho.

Além da intermediação de vagas, os postos também oferecem serviços como habilitação ao Seguro-Desemprego e orientação profissional.

A Secretaria de Desenvolvimento Econômico destaca que as vagas são atualizadas constantemente e podem ser preenchidas ao longo do dia, conforme a procura dos candidatos.

Outra opção disponível para quem busca uma oportunidade é a plataforma Trampolim, que reúne vagas de emprego e cursos gratuitos de qualificação profissional.

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Foto: Fabiano Martins/PMSP

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Saúde mental dos caminhoneiros: exaustão e solidão em alta

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A rotina desgastante dos caminhoneiros no Brasil tem gerado preocupações crescentes sobre a saúde mental dessa categoria. Longas jornadas de trabalho, pressão por prazos e a solidão nas estradas são fatores que contribuem para o aumento de casos de ansiedade, depressão e estresse entre esses profissionais.

Desafios da Profissão

Caminhoneiros autônomos, como Emerson André, que está na estrada há 16 anos, relatam os efeitos negativos da profissão. “O estresse do cotidiano e a pressão por estar longe da família têm gerado doenças”, afirma. A solidão e a tensão são constantes, segundo Daniel Francisco de Lima, conhecido como Del Caminhoneiro, que dirige há 27 anos. Ele destaca que, apesar da experiência, é difícil controlar a raiva e a tensão acumuladas.

O procurador do Trabalho Paulo Douglas de Moraes alerta que a saúde mental dos caminhoneiros é um problema estrutural na cadeia logística do transporte rodoviário. Com uma média de idade de 46 anos, a categoria enfrenta um fenômeno denominado “apagão de motorista”, onde os jovens não se interessam pela profissão. Esse cenário é agravado por condições de trabalho desfavoráveis e uma perspectiva negativa sobre a carreira.

Condições de Trabalho e Saúde Mental

Uma pesquisa do Ministério Público do Trabalho (MPT) revela que 43,7% dos caminhoneiros trabalham com carga horária indefinida. Além disso, 50,49% recebem por comissão, o que gera insegurança financeira. Emerson André, que também é comissionado, enfatiza que a falta de garantias trabalhistas contribui para o estresse. “Se você não trabalha, não ganha”, explica.

Os dados também mostram que 56% dos caminhoneiros trabalham entre 9 e 16 horas por dia. Quase 25% deles ultrapassam as 13 horas de direção. Apesar da legislação exigir 11 horas de descanso diário, muitos não conseguem cumprir essa norma. Essa sobrecarga aumenta o risco de acidentes e compromete a saúde mental dos motoristas.

Uso de Substâncias e Riscos

Um estudo recente do MPT apontou que cerca de 27% dos caminhoneiros utilizam drogas para prolongar suas jornadas. O coordenador-geral de Segurança Viária da Polícia Rodoviária Federal, Jefferson Almeida, confirma que o uso de substâncias para combater o sono é comum, o que eleva o risco de acidentes nas estradas.

A pesquisadora Michelle Engers Taube destaca que caminhoneiros com jornadas superiores a 12 horas têm três vezes mais chances de desenvolver transtornos mentais. Além disso, um em cada cinco profissionais apresenta algum nível de vulnerabilidade emocional, conforme levantamento da plataforma Moodar.

Necessidade de Mudanças Estruturais

O psiquiatra Alcides Trentin Junior defende que os caminhoneiros precisam de avaliações periódicas de saúde mental, considerando as exigências da profissão. Ele ressalta que o Estado deve garantir condições adequadas nas estradas, como sinalização e pontos de descanso, para promover um ambiente de trabalho mais saudável.

A atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) pelo Ministério do Trabalho, que inclui a necessidade de um ambiente de trabalho psicologicamente saudável, é um passo importante. As empresas têm um ano para se adequar a essas novas diretrizes, que visam reduzir o estresse e a sobrecarga dos trabalhadores.

A saúde mental dos caminhoneiros é um tema que merece atenção, especialmente considerando o papel vital que desempenham na economia brasileira. A promoção de políticas públicas que garantam melhores condições de trabalho pode ser fundamental para a saúde e segurança desses profissionais.
Informação de Serviço: Para mais informações sobre saúde mental e apoio psicológico, acesse o site do Ministério da Saúde ou consulte serviços especializados em sua região.


Foto: Tânia Rêgo/Ag. Brasil

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Veja as profissões com ensino superior que possuem os melhores e piores salários no Brasil

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Um levantamento da economista e pesquisadora Janaína Feijó, do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV/Ibre), apontou quais são as profissões mais bem pagas e as que obtêm menores remunerações no Brasil.

Ao realizar as listagens, a pesquisa considerou o rendimento mensal de profissionais com ensino superior durante o segundo trimestre de 2023. Além disso, o resultado apresentou ainda as porcentagens de variação em relação ao segundo trimestre de 2012.

Ranking das dez profissões com melhores salários:

  • 1º – Médicos especialistas: R$ 18.475 (-13%);
  • 2º – Matemáticos, atuários e estatísticos: R$ 16.568 (50%);
  • 3º – Médicos gerais: R$ 11.022 (-37%);
  • 4º – Geólogos e geofísicos: R$ 10.011 (-20%);
  • 5º – Engenheiros mecânicos: R$ 9.881 (-7%)
  • 6º – Engenheiros não classificados anteriormente: R$ 9.451 (-11%);
  • 7º – Desenvolvedores de programas e aplicativos: R$ 9.210 (39%);
  • 8º – Engenheiros industriais e de produção: R$ 8.849 (-22%)
  • 9º – Economistas: R$ 8.645 (-39%);
  • 10º – Engenheiros eletricistas: R$ 8.433 (-22%).

*Na 17º posição, estão os Desenvolvedores de páginas de internet e multimídia, com salários estimados em R$ 6.075, número que representa um crescimento de 91% em relação a 2012.

Ranking das dez ocupações com menores salários:

  • 1º – Professores do ensino pré-escolar: R$ 2.285 (3%);
  • 2º – Outros profissionais de ensino: R$ 2.554 (-23%);
  • 3º – Outros professores de artes: R$ 2.629(-45%);
  • 4º – Físicos e astrônomos: R$ 3.000 (-16%);
  • 5º – Assistentes sociais: R$ 3.078 (-7%);
  • 6º – Bibliotecários, documentaristas e afins: R$ 3.135 (-32%);
  • 7º – Educadores para necessidades especiais: R$ 3.379 (14%);
  • 8º – Profissionais de relações públicas: R$ 3.426 (-23%);
  • 9º – Fonoaudiólogos e logopedistas: R$ 3.485 (-28%);
  • 10º – Professores do ensino fundamental: R$ 3.554 (7%).

Leia também: Contas inativas do Google serão excluídas em 1º de dezembro; saiba o que fazer para evitar


Fonte: TV Cultura – Foto: Pexels

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Nova lista de doenças do trabalho inclui covid-19, burnout e câncer

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O Ministério da Saúde anunciou nesta quarta-feira (29) a atualização na lista de doenças relacionadas ao trabalho. Portaria já foi publicada incluindo 165 novas patologias, apontadas como responsáveis por danos à integridade física ou mental do trabalhador.

Entre as patologias estão a covid-19, distúrbios músculos esqueléticos e alguns tipos de cânceres.

Transtornos mentais como Burnout, ansiedade, depressão e tentativa de suicídio também foram acrescentados à lista. Foi ainda reconhecido que o uso de determinadas drogas pode ser consequência de jornadas exaustivas e assédio moral, da mesma forma como o abuso de álcool que já constava na lista.

Os ajustes receberam parecer favorável dos ministérios do Trabalho e Emprego e da Previdência Social e passam a valer em 30 dias.

Com as mudanças, o poder público deverá planejar medidas de assistência e vigilância para evitar essas doenças em locais de trabalho, possibilitando ambientes laborais mais seguros e saudáveis.

As alterações também dão respaldo para a fiscalização dos auditores fiscais do trabalho, favorecem o acesso a benefícios previdenciários e dá mais proteção ao trabalhador diagnosticado pelas doenças elencadas. A atualização leva em conta todas as ocupações. Ou seja, vale para trabalhadores formais e informais, que atuam no meio urbano ou rural.

Lista de doenças ocupacionais 

A lista de doenças ocupacionais foi instituída em 1999. O documento é composto por duas partes: a primeira apresenta os riscos para o desenvolvimento de doenças e a segunda estabelece as doenças para identificação, diagnóstico e tratamento.

Com a atualização, a quantidade de códigos de diagnósticos passa de 182 para 347. A lista pode ser conferida no Diário Oficial da União.

De acordo com o Ministério da Saúde, a atualização foi prioridade da nova gestão e reflete a retomada do protagonismo da coordenação nacional da política de saúde do trabalhador.

As inclusões foram avaliadas pela Rede Nacional de Atenção Integral à Saúde do Trabalhador (Renast) em seu 11º encontro conhecido como Renastão, que começou na segunda-feira (27) e se encerrou nesta quarta-feira (29), em Brasília.

Instituída em 2002, a Renast tem papel estratégico no desenvolvimento da atenção integral à saúde do trabalhador e envolve o Ministério da Saúde e as secretarias de saúde de estados, municípios e do Distrito Federal.

Quase 3 milhões de casos de doenças ocupacionais foram atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) entre 2007 e 2022, segundo apontam dados Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), que é gerenciado pelo Ministério da Saúde. De todas as notificações, 52,9% está relacionada com acidentes de trabalho graves.

Conforme os dados do Sinan, 26,8% das notificações foram geradas pela exposição a material biológico; 12,2% devido a acidente com animais peçonhentos; e 3,7% por lesões por esforços repetitivos (LER) ou distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho. Somente em 2023, já são mais de 390 mil casos notificados de doenças relacionados ao trabalho.

Leia também: Barueri é a cidade com população entre 100 e 500 mil habitantes que mais gerou empregos em 2023


Fonte / Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Saque-aniversário do FGTS: projeto deve ficar para 2024, diz Ministério do Trabalho

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O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, disse nesta terça-feira (28) que o projeto sobre o saque-aniversário do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) deve ser enviado pelo governo federal ao Congresso Nacional em 2024.

O saque-aniversário permite ao trabalhador retirar parte do saldo da conta do FGTS anualmente, no mês do seu aniversário. No entanto, caso o trabalhador seja demitido, pode sacar apenas o valor referente à multa rescisória, não sendo permitido tirar o valor integral da conta.

A declaração do ministro aconteceu após reunião do Conselho Curador do FGTS, que aprovou os orçamentos Financeiro, Operacional e Econômico para o ano que vem.

“Acho que teremos dificuldade de sanar esse problema esse ano e provavelmente nós só conseguiremos fazer, encaminhar para o Congresso Nacional no começo do ano, tenho tratado disso com a Casa Civil reiteradamente, falei recentemente com o presidente Lula”, disse Marinho.

O ministro não detalhou a razão do adiamento da proposta, mas afirmou que o tema depende de tramitação interna no governo antes do envio aos parlamentares.

“Esse é um compromisso que temos, as nossas devidas desculpas por não conseguir encontrar a solução, porque isso depende de tramitação de projeto internamente no governo, posteriormente no parlamento brasileiro, porque está amarrado em uma lei, é preciso revogação total ou parcial dessa lei pra dar acesso a essa garantia aos trabalhadores”, disse.

Leia também: Corinthians vence e dá passo importante para fugir do rebaixamento


Fonte: Agência Brasil – Foto: José Cruz/Agência Brasil

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Mercado de trabalho: 35% dos brasileiros se sentem inseguros no emprego

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A insegurança dos trabalhadores com relação à estabilidade do emprego é um grande desafio para os empregadores. De acordo com o relatório People at Work 2023: A Global Workforce View, do ADP Research Institute, 35% dos trabalhadores, no Brasil, afirmam não se sentir seguros no emprego e os homens estão mais preocupados com essa questão do que as mulheres (38% ante 32%).

Na média global, 38% das pessoas não se sentem seguras no emprego. Entre os pontos abordados, destaca-se que os sentimentos de insegurança no emprego são mais elevados entre os jovens. Metade (50%) da geração Z (entre 18 e 24 anos) afirma não se sentir segura no seu trabalho. Em contrapartida, 24% das pessoas com mais de 55 anos sentem o mesmo.

“Os trabalhadores estão se sentindo preocupados com os empregos, principalmente com as notícias de demissões em massa em empresas de alto nível, assim como com as novas tecnologias que supostamente podem ocupar os empregos deles. Assim, as empresas deverão ter de tomar medidas, sempre que necessário, para tranquilizar os colaboradores talentosos que pretendem reter”, ressalta Claudio Maggieri, general manager para a América Latina na ADP. 

“É necessário assegurar cada vez mais que os esforços sejam reconhecidos com salários e ambiente justos e oferecer  um plano de carreira na empresa. Pois dessa forma serão mais capazes de se concentrar em fazer um excelente trabalho sem se preocupar com o futuro. Porém, caso os empregadores não tranquilizem os trabalhadores, correm o risco de perder importantes talentos, o que pode dificultar a prestação do nível de serviço que os clientes e consumidores esperam”, complementa. 

Tecnologia aumenta as incertezas dos trabalhadores

As percepções surgem em um momento no qual os cortes de vagas ocorrem em muitos setores do mercado de trabalho, incluindo empresas de tecnologia e de consultoria, além dos desafios contínuos em áreas que foram particularmente atingidas pela pandemia, como a hotelaria. Outro fator que preocupa os trabalhadores é o surgimento de novas ferramentas como a Inteligência Artificial (IA) que acabam ameaçando potencialmente mais tipos de empregos e gerando mais insegurança.

Quanto aos trabalhadores dos setores de mídia e de informação, 54% afirmam não se sentir seguros no emprego, seguidos dos setores de hotelaria e lazer (51%).

De um modo geral, 62% dos trabalhadores pensam que nenhuma profissão deixará de ser afetada pela atual incerteza econômica. Do ponto de vista de implementação da tecnologia, quase um em cada quatro trabalhadores (23%) acredita que a utilização da IA se tornará norma na sua área pelos próximos cinco anos com intuito de reduzir as tarefas manuais.

Nesse contexto, um em cada cinco trabalhadores da Geração Z (20%) considerou a possibilidade de mudar de setor nos últimos 12 meses e um quarto (25%) pensou em criar a própria empresa. Também uma em cada seis pessoas com mais de 55 anos (17%) considerou o movimento de demissão conhecido como “grey resignation”.

Para mais informações sobre a pesquisa, acesse o link.

Sobre a pesquisa: 

A pesquisa explora a percepção dos trabalhadores em relação ao mundo atual do trabalho e o que eles esperam do local de trabalho no futuro.

O ADP Research Institute® entrevistou 32.612 trabalhadores em 17 países ao redor do mundo entre 28 de outubro e 18 de novembro de 2022:

  • 7.721 na Ásia-Pacífico (Austrália, China, Índia e Cingapura)
  • 15.290 na Europa (França, Alemanha, Itália, Holanda, Polônia, Espanha, Suíça e Reino Unido)
  • 5.751 na América Latina (Argentina, Brasil e Chile)
  • 3.850 na América do Norte (Estados Unidos e Canadá).

Dentro da amostra, foram identificados trabalhadores temporários e permanentes, além de mais de 8.613 pessoas trabalhando exclusivamente na economia gig. Os temporários são aqueles que trabalham de forma contingencial, temporária ou sazonal ou como freelancer, contratado independente, consultor, trabalhador temporário ou usam uma plataforma on-line para obter trabalho. Empregados permanentes foram identificados como aqueles que não estão trabalhando na economia gig e, em vez disso, têm um cargo fixo seja em período integral ou meio período.

A pesquisa foi realizada on-line no idioma local. Os resultados gerais são ponderados para representar o tamanho da população trabalhadora de cada país. As ponderações são baseadas em dados da força de trabalho do Banco Mundial, que são derivados de informações do Iostat, o banco de dados central de estatísticas da Organização Internacional do Trabalho (OIT), a partir de 8 de fevereiro de 2022.

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Fonte: ADP (Nasdaq-ADP) – Foto: Release

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