Governo pede inclusão de canetas emagrecedoras no SUS

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Pedido foi protocolado na Conitec nesta quinta-feira (24); Ministério cita queda de 70% nos preços e aumento da concorrência entre os medicamentos GLP-1.

O Ministério da Saúde protocolou nesta quinta-feira (24) na Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) um pedido para avaliar a inclusão das chamadas canetas emagrecedoras, medicamentos da classe GLP-1, no SUS.

O pedido ainda não significa que os medicamentos passarão a ser distribuídos gratuitamente pela rede pública. A proposta será analisada pela Conitec, órgão responsável por avaliar tecnologias em saúde e emitir recomendação sobre sua incorporação ao sistema.

Segundo o Ministério da Saúde, a prevalência da obesidade no Brasil passou de 11,8% em 2006 para 25,7% em 2024. Para a pasta, o avanço da doença aumenta a necessidade de acompanhamento e tratamento de longo prazo, com possíveis impactos sobre a mortalidade, a qualidade de vida e os gastos do sistema de saúde.

O governo também argumenta que houve uma mudança no cenário econômico dos medicamentos. De acordo com o Ministério da Saúde, a ampliação da concorrência provocou uma redução de 70% nos preços das canetas emagrecedoras no Brasil em menos de um ano.

O que mudou desde a análise anterior

A nova solicitação ocorre depois de uma análise anterior da Conitec sobre medicamentos da classe. Em 2025, a comissão recomendou a não incorporação da liraglutida para o tratamento de pacientes com obesidade e diabetes mellitus tipo 2.

No caso da semaglutida para uma indicação específica de pacientes com obesidade grave e doença cardiovascular, a Conitec também havia emitido recomendação inicial pela não incorporação.

Agora, o Ministério da Saúde sustenta que o cenário de preços e de oferta mudou. A pasta solicita a avaliação de medicamentos à base de semaglutida ou liraglutida, princípios ativos sem proteção de patente, segundo o governo.

Critérios deverão definir quem terá acesso

Caso a incorporação seja aprovada, o tratamento não deverá ser disponibilizado indistintamente para qualquer pessoa com excesso de peso.

O Ministério da Saúde afirma que uma eventual incorporação será acompanhada de critérios clínicos para definir os pacientes que poderão receber os medicamentos. A proposta é concentrar o tratamento nos casos em que o controle da obesidade possa produzir benefícios relevantes para a saúde, reduzir complicações ou evitar procedimentos de maior complexidade.

O governo também cita uma diretriz da Organização Mundial da Saúde (OMS) publicada no fim de 2025 sobre o uso de terapias baseadas em GLP-1 para o tratamento de longo prazo da obesidade. A organização destaca a necessidade de ampliar o acesso de forma equitativa e preparar os sistemas de saúde para a utilização desses medicamentos.

Brasil amplia oferta de medicamentos GLP-1

Segundo o Ministério da Saúde, 25 canetas emagrecedoras já foram registradas no país, sendo 14 delas em 2026. A expansão inclui medicamentos produzidos no Brasil e versões genéricas.

A estratégia de ampliação da concorrência também vem sendo acompanhada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Em julho, a agência aprovou cinco novos medicamentos à base de semaglutida.

Paralelamente, o Ministério da Saúde mantém um estudo com 250 pacientes do SUS com obesidade grave ou associada a outras morbidades. A pesquisa avalia o uso de semaglutida em pessoas que estão na fila para cirurgia bariátrica e deve ajudar a definir como o tratamento pode ser utilizado na rede pública.

A análise da Conitec será a próxima etapa para definir se os medicamentos poderão, de fato, ser incorporados ao SUS.

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Eduardo Bolsonaro é demitido da PF por abandono de cargo

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Portaria publicada nesta segunda-feira (21) aponta mais de 30 dias consecutivos de faltas injustificadas; ex-deputado estava afastado da PF para exercer mandato parlamentar.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública demitiu Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal por abandono de cargo. A decisão foi publicada nesta segunda-feira (21) no Diário Oficial da União e tem como base um processo administrativo disciplinar que concluiu pela ocorrência de mais de 30 dias consecutivos de faltas injustificadas.

Segundo a portaria, a penalidade foi aplicada com base na legislação que prevê a demissão em casos de abandono de cargo.

Eduardo Bolsonaro integrava o quadro da Polícia Federal e estava afastado da função para exercer o mandato de deputado federal por São Paulo. A Câmara dos Deputados declarou a perda do mandato parlamentar em dezembro de 2025, após o então deputado deixar de comparecer a pelo menos um terço das sessões deliberativas da Casa.

Retorno à Polícia Federal

Após a perda do mandato, a Polícia Federal publicou ato determinando o encerramento do afastamento para exercício de mandato eletivo, com efeitos retroativos a 19 de dezembro de 2025, e o retorno de Eduardo Bolsonaro às atividades como escrivão.

A medida, no entanto, não resultou na retomada das atividades funcionais. O processo administrativo disciplinar que fundamentou a demissão concluiu pela existência de faltas injustificadas por período superior a 30 dias consecutivos.

Eduardo Bolsonaro havia ingressado na Polícia Federal como escrivão e exerceu a função em unidades de Guajará-Mirim (RO), Guarulhos, São Paulo e Angra dos Reis antes de assumir o mandato parlamentar.

STF também havia determinado perda do cargo

A demissão publicada pelo Ministério da Justiça ocorre em um contexto em que o Supremo Tribunal Federal também determinou a perda do cargo público de Eduardo Bolsonaro.

Em junho de 2026, a Primeira Turma do STF condenou o ex-deputado a quatro anos e dois meses de prisão, em regime inicial semiaberto, pelo crime de coação no curso do processo. Na mesma decisão, o colegiado determinou a perda do cargo de escrivão da Polícia Federal.

O processo teve novo julgamento virtual concluído em 18 de setembro, quando a Primeira Turma rejeitou os embargos apresentados pela defesa. A decisão anterior permaneceu registrada no processo.

A decisão do STF também determinou a comunicação ao Tribunal Superior Eleitoral para fins de inelegibilidade, conforme os termos estabelecidos no julgamento.

Atuação nos Estados Unidos

Eduardo Bolsonaro deixou o Brasil em março de 2025 e passou a viver nos Estados Unidos. Durante o período, segundo a decisão do STF, o ex-deputado atuou para pressionar instituições brasileiras por meio de medidas adotadas pelo governo norte-americano.

Entre os episódios analisados no processo estão a articulação relacionada a tarifas sobre produtos brasileiros, a revogação de vistos de autoridades brasileiras e a aplicação de sanções previstas na Lei Magnitsky.

Segundo o STF, essas ações tinham como objetivo interferir no andamento do processo relacionado à tentativa de golpe de Estado e no julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A demissão publicada nesta segunda-feira, porém, tem como fundamento específico o processo administrativo disciplinar por abandono de cargo, e não a condenação criminal do STF.

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Diesel sobe R$ 1 na Petrobras, mas subsídio evita aumento; entenda

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Reajuste entra em vigor nesta quinta-feira (17), mas subvenção econômica de R$ 1 por litro terá o mesmo valor e neutralizará a alta por 30 dias.

A Petrobras anunciou nesta quarta-feira (16) um aumento de R$ 1 por litro no preço do diesel nas refinarias, com validade a partir desta quinta-feira (17). Apesar do reajuste, o valor do combustível será mantido, segundo a estatal, por causa de uma subvenção econômica de mesmo valor.

A compensação está prevista na Portaria MF 2.813/2026, publicada nesta quarta-feira, e terá vigência imediata pelo prazo de 30 dias.

Com a subvenção de R$ 1 por litro, o aumento anunciado pela Petrobras será integralmente neutralizado durante o período. Na prática, a companhia informou que o diesel continuará sendo vendido pelo mesmo preço nas refinarias.

A adesão ao programa de subvenção econômica é facultativa. Segundo a Petrobras, a companhia considera a participação compatível com seus interesses.

A estatal afirmou ainda que mantém uma estratégia comercial voltada à participação de mercado, à otimização de seus ativos de refino e à rentabilidade, buscando evitar o repasse imediato aos preços internos das oscilações das cotações internacionais e do câmbio.

A medida anunciada nesta quarta-feira tem duração prevista de 30 dias, conforme a portaria do Ministério da Fazenda.

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Moraes e Mendonça trocam acusações durante sessão do STF

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Moraes disse que o colega teria pedido sua inclusão em eventual delação de Daniel Vorcaro; Mendonça negou e chamou a acusação de “mentira”.

Os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça protagonizaram uma discussão nesta terça-feira (15), durante o julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) que analisa a possibilidade de abertura de uma investigação contra Moraes.

Durante a sessão, Moraes acusou Mendonça de ter pedido a investigadores da Operação Compliance Zero que seu nome fosse incluído em uma eventual delação premiada de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master e investigado por suspeitas de corrupção de agentes públicos e fraudes financeiras.

“Quem tem medo da Polícia Federal?”, questionou Moraes durante o debate. O ministro afirmou ainda ter testemunhas, entre advogados e policiais, que teriam presenciado Mendonça pedir a inclusão de seu nome em uma colaboração de Vorcaro.

Moraes também acusou o colega de agir por motivação político-eleitoral e afirmou que Mendonça estaria ligado a um grupo político que, segundo ele, tentou promover um golpe de Estado no país. Mendonça foi indicado ao STF pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.

Mendonça negou as acusações e afirmou, em plenário, que não direcionou o caso Master nem pediu a inclusão de Moraes em uma eventual delação de Vorcaro.

“Isso é mentira!”, reagiu Mendonça. O ministro também afirmou que, caso as supostas testemunhas fossem chamadas para depor, “vão todas mentir”.

Após o confronto entre os dois ministros, Gilmar Mendes, decano do STF, também acusou Mendonça de ter motivações político-partidárias ao retirar o sigilo de um relatório da Operação Compliance Zero que relaciona Moraes a Vorcaro.

Gilmar propôs que o julgamento fosse adiado para 23 de setembro. A data coincide com a sessão já marcada para analisar um pedido de Moraes para a abertura de investigação contra Mendonça por suspeita de abuso de autoridade na condução do caso Master.

O presidente do STF, Edson Fachin, suspendeu a sessão para o almoço. A previsão de retomada era para as 15h desta terça-feira.

Relatório e mensagens

O relatório que trouxe as menções a Moraes foi divulgado em 1º de setembro, após Mendonça retirar o sigilo do documento. O material reúne 52 mensagens que os investigadores afirmam terem sido enviadas por Daniel Vorcaro a Moraes entre 2023 e novembro de 2025.

Segundo o relatório, as mensagens indicariam uma relação de proximidade entre Vorcaro e o ministro. Em uma delas, o ex-banqueiro aparenta mencionar um contrato de R$ 131 milhões do Banco Master com o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro.

Outro trecho sugere que Vorcaro teria buscado informações junto a Moraes sobre uma operação que poderia resultar em sua prisão. O ex-banqueiro foi preso preventivamente em 17 de novembro de 2025.

Moraes nega ter cometido irregularidades e classificou o relatório como inconstitucional e ilegal.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) também pediu a Fachin a anulação do relatório parcial. O órgão argumenta que a investigação avançou sobre um ministro do Supremo sem comunicação prévia ao presidente da Corte ou ao plenário.

Acusações cruzadas

Em 2 de setembro, Moraes encaminhou a Fachin um documento que apresentou como relatório de inteligência da Polícia Federal. O material levantava a hipótese de que Mendonça teria direcionado a investigação da Operação Compliance Zero para atingir adversários políticos.

O documento, porém, não é assinado e não apresenta o timbre da Polícia Federal. Na própria capa, há a indicação de que o conteúdo foi produzido como conjectura e não possui valor probatório.

Com base nesse material, Moraes pediu a abertura de investigação contra Mendonça por suspeita de abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade. Fachin marcou a análise do pedido para 23 de setembro.

O julgamento desta terça-feira reúne os ministros do STF. Moraes e Mendonça participam da sessão lado a lado.

Mais cedo, Nunes Marques se declarou impedido e Dias Toffoli se declarou suspeito para participar da análise do caso.

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Foto: Victor Piemonte/STF

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Desemprego cai para 5,3% e atinge menor nível para julho desde 2012

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Dados do IBGE mostram recorde de 103,3 milhões de pessoas ocupadas e 39,4 milhões de trabalhadores com carteira assinada no trimestre encerrado em julho

A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,3% no trimestre encerrado em julho, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado representa o menor patamar para um trimestre encerrado em julho desde o início da série histórica da Pnad Contínua, em 2012.

No trimestre anterior, encerrado em abril, a taxa de desocupação estava em 5,8%. No mesmo período do ano passado, o índice era de 5,6%.

Brasil bate recorde de pessoas ocupadas

A pesquisa aponta que o número de pessoas ocupadas chegou a 103,3 milhões, o maior resultado da série histórica.

Também foi recorde o número de empregados com carteira assinada, excluídos os trabalhadores domésticos, que alcançou 39,4 milhões de pessoas.

Por outro lado, o número de trabalhadores sem carteira assinada chegou a 13,8 milhões, um crescimento de 3,6% em relação ao trimestre encerrado em abril. Isso representa mais 477 mil pessoas nessa condição.

Segundo o analista da pesquisa, William Kratochwill, o crescimento da ocupação no período foi impulsionado principalmente pelo setor da construção civil.

O segmento de transporte, armazenagem e correio, que inclui trabalhadores como entregadores por aplicativos, também registrou crescimento de 5,4% na comparação com o mesmo trimestre de 2025.

Número de desempregados caiu

O contingente de pessoas desocupadas ficou em 5,8 milhões, uma redução de 503 mil pessoas, ou 8%, na comparação com o trimestre anterior.

A população desalentada, formada por pessoas que deixaram de procurar emprego por acreditarem que não conseguiriam uma oportunidade, foi estimada em 2,3 milhões, queda de 9,7% no trimestre.

A taxa de informalidade, no entanto, passou de 37,2% para 37,5%.

De acordo com os critérios utilizados pelo IBGE, fazem parte do grupo de trabalhadores informais, entre outros, empregados sem carteira assinada e trabalhadores por conta própria ou empregadores sem CNPJ.

Rendimento médio ficou em R$ 3.762

O rendimento médio real habitual dos trabalhadores ficou em R$ 3.762 no trimestre encerrado em julho.

O valor representa uma variação negativa de 0,7% em relação ao trimestre anterior, diferença considerada estável pelo IBGE.

A Pnad Contínua acompanha o comportamento do mercado de trabalho entre pessoas com 14 anos ou mais e considera diferentes formas de ocupação, incluindo trabalhadores com e sem carteira assinada, temporários e profissionais por conta própria.

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Foto: Fernando Frazão/Ag. Brasil

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Salário mínimo pode subir para R$ 1.741 em 2027

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Estimativa do governo prevê aumento de R$ 120, mas valor definitivo dependerá da inflação medida pelo INPC até novembro de 2026

O salário mínimo brasileiro poderá subir para R$ 1.741 em janeiro de 2027, segundo nova projeção do governo federal divulgada nesta segunda-feira (24).

O valor representa um aumento estimado de R$ 120 em relação ao salário mínimo atual de R$ 1.621, equivalente a uma alta de aproximadamente 7,4%.

A previsão deverá constar no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027, que precisa ser encaminhado pelo governo ao Congresso Nacional até o dia 31 de agosto.

No entanto, o valor de R$ 1.741 ainda não está definido oficialmente e poderá sofrer alterações antes de entrar em vigor.

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Valor depende da inflação

O cálculo final do salário mínimo de 2027 dependerá principalmente do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação para famílias com renda de até oito salários mínimos.

Pela regra atual, o reajuste considera a inflação acumulada e prevê também ganho real acima da inflação, dentro dos limites estabelecidos pela legislação.

Por isso, o valor definitivo só deverá ser conhecido no fim de 2026, após a divulgação do INPC acumulado até novembro.

A nova estimativa de R$ 1.741 é superior à previsão anterior de R$ 1.717, apresentada pelo governo no projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) em abril.

Quem será afetado pelo novo salário mínimo

O reajuste do salário mínimo não afeta apenas trabalhadores que recebem o piso nacional.

O valor também serve como referência para diversos pagamentos e benefícios, entre eles:

  • aposentadorias e pensões vinculadas ao piso do INSS;
  • Benefício de Prestação Continuada (BPC);
  • seguro-desemprego;
  • abono salarial;
  • contribuições previdenciárias dos Microempreendedores Individuais (MEIs).

Segundo o governo, cerca de 45% dos benefícios do Regime Geral da Previdência Social estão vinculados ao salário mínimo, o que faz com que qualquer aumento tenha impacto direto sobre as despesas públicas.

Aumento pode ampliar poder de compra

Se a projeção for confirmada, o novo valor representará um aumento nominal de R$ 120 em relação ao piso atual.

A política de reajuste busca preservar o poder de compra dos trabalhadores e beneficiários e prevê também ganho real, desde que respeitados os limites estabelecidos pelas regras fiscais.

Por outro lado, o aumento também amplia os gastos do governo, já que diversos benefícios previdenciários e assistenciais utilizam o salário mínimo como referência.

O Projeto de Lei Orçamentária de 2027 ainda será analisado pelo Congresso Nacional.

Até lá, o valor projetado de R$ 1.741 poderá ser atualizado de acordo com o comportamento da inflação. Se a estimativa for confirmada, o novo salário mínimo passará a valer a partir de janeiro de 2027.

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Desemprego cai no Brasil e 5 estados ficam abaixo de 3%

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Taxa nacional recuou de 6,1% para 5,4% no segundo trimestre; Santa Catarina registrou o menor índice, com 2,1%

A taxa de desemprego caiu no Brasil no segundo trimestre de 2026 e chegou a 5,4%, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada nesta sexta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O índice representa uma redução em relação aos 6,1% registrados no primeiro trimestre. Entre as 27 unidades da federação, 11 apresentaram taxas abaixo da média nacional. Em cinco estados, o desemprego ficou abaixo de 3%.

Santa Catarina registrou a menor taxa do país, com 2,1%, seguido por Mato Grosso (2,2%), Espírito Santo (2,3%), Rondônia (2,6%) e Mato Grosso do Sul (2,7%).

São Paulo terminou o segundo trimestre com 5,4%, exatamente na média nacional.

Veja as taxas de desemprego por estado

  • Santa Catarina: 2,1%
  • Mato Grosso: 2,2%
  • Espírito Santo: 2,3%
  • Rondônia: 2,6%
  • Mato Grosso do Sul: 2,7%
  • Paraná: 3,1%
  • Minas Gerais: 3,8%
  • Goiás: 4,0%
  • Tocantins: 4,1%
  • Rio Grande do Sul: 4,2%
  • Roraima: 5,0%
  • Brasil: 5,4%
  • Paraíba: 5,4%
  • São Paulo: 5,4%
  • Rio Grande do Norte: 5,6%
  • Maranhão: 6,0%
  • Pará: 6,2%
  • Distrito Federal: 6,5%
  • Acre: 6,6%
  • Ceará: 6,6%
  • Rio de Janeiro: 7,1%
  • Amazonas: 7,5%
  • Alagoas: 7,9%
  • Sergipe: 7,9%
  • Piauí: 8,3%
  • Pernambuco: 8,3%
  • Bahia: 9,1%
  • Amapá: 9,8%

Segundo o analista da pesquisa, William Kratochwill, as diferenças entre os estados estão relacionadas a fatores como nível de industrialização, evolução da atividade econômica e escolaridade da população.

De acordo com o pesquisador, os estados do Sul apresentam índices de desemprego mais baixos do que os registrados nas regiões Norte e Nordeste.

Desemprego caiu em 13 estados

A taxa de desemprego diminuiu em 13 unidades da federação no segundo trimestre. Nas demais, o indicador permaneceu estável.

As maiores quedas foram registradas no Rio Grande do Norte, com redução de 1,9 ponto percentual, no Acre (-1,6 p.p.) e em Tocantins (-1,5 p.p.).

Também houve recuo em Alagoas (-1,3 p.p.), Minas Gerais (-1,2 p.p.), Mato Grosso do Sul (-1,1 p.p.), Goiás (-1 p.p.), Rondônia (-1 p.p.), Maranhão (-0,9 p.p.), Espírito Santo (-0,9 p.p.), Mato Grosso (-0,9 p.p.), Santa Catarina (-0,6 p.p.) e Paraíba (-1,6 p.p.).

Menor número de desempregados de longo prazo

A Pnad Contínua também apontou uma redução no número de pessoas que estão há dois anos ou mais procurando emprego.

No segundo trimestre, 1,06 milhão de pessoas estavam nessa situação, o menor contingente registrado desde o início da série histórica, em 2012.

Na comparação com o mesmo período de 2025, houve queda de 15,6% nesse grupo.

Mulheres e população preta e parda têm taxas maiores

O levantamento também mostra diferenças na taxa de desemprego de acordo com sexo e cor.

Entre os homens, o índice ficou em 4,6%, abaixo da média nacional. Entre as mulheres, chegou a 6,4%.

Por cor, a taxa foi de 6,9% entre pessoas pretas, 6,1% entre pardas e 4,2% entre brancas.

A pesquisa do IBGE utiliza as categorias de cor ou raça autodeclaradas. Segundo o Estatuto da Igualdade Racial, a população negra é formada pelo conjunto de pessoas que se autodeclaram pretas e pardas.

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Receita começa a emitir CNPJ com letras; veja quem será afetado

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Novo formato entra em vigor nesta sexta-feira (31), mas vale apenas para empresas abertas a partir de agora; cadastros atuais permanecem inalterados

A Receita Federal começa a emitir nesta sexta-feira (31) o novo Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) em formato alfanumérico. A principal novidade é que os novos registros poderão combinar letras e números, mantendo os tradicionais 14 caracteres.

A mudança, no entanto, não afeta empresas que já possuem CNPJ. Segundo a Receita Federal, os números atuais permanecerão válidos e não será necessário alterar cadastros, contratos ou documentos.

O que muda

Até agora, todos os CNPJs eram compostos exclusivamente por números. Com o novo modelo, as futuras inscrições poderão reunir letras e números na mesma sequência.

A estrutura do cadastro será mantida: os oito primeiros caracteres identificarão a empresa, os quatro seguintes indicarão o estabelecimento (matriz ou filial) e os dois últimos continuarão sendo dígitos verificadores.

De acordo com a Receita Federal, a mudança amplia significativamente o número de combinações possíveis, evitando o esgotamento da numeração disponível diante do crescimento constante na abertura de empresas.

Empresas atuais não precisam fazer nada

A Receita reforça que a alteração vale apenas para novos registros emitidos a partir desta sexta-feira.

Os CNPJs já existentes continuarão válidos por tempo indeterminado e não haverá necessidade de solicitar um novo número ou realizar qualquer atualização cadastral em razão da mudança.

Além disso, durante o período de transição, continuarão coexistindo CNPJs exclusivamente numéricos e CNPJs alfanuméricos.

Sistemas precisarão ser adaptados

Embora os empresários não precisem alterar seus cadastros, a Receita Federal recomenda que empresas, bancos, órgãos públicos e desenvolvedores de software atualizem seus sistemas para aceitar CNPJs com letras.

A adaptação é considerada necessária para evitar problemas em processos como emissão de notas fiscais, cadastros de clientes e fornecedores, contratos e plataformas de pagamento.

Segundo a Receita, cerca de 69 milhões das quase 100 milhões de combinações disponíveis no modelo numérico já foram utilizadas, tornando necessária a adoção do novo formato para garantir a continuidade da emissão de CNPJs nos próximos anos.

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Brasil vai sediar a Copa do Mundo Feminina pela primeira vez em 2027

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Competição será disputada entre junho e julho em oito cidades brasileiras e promete ampliar a visibilidade do futebol feminino

Depois da Copa do Mundo masculina, a torcida brasileira já tem um novo grande compromisso marcado. Em 2027, o Brasil receberá, pela primeira vez, a Copa do Mundo Feminina da FIFA, reunindo 32 seleções entre 24 de junho e 25 de julho.

A competição será realizada em Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo, colocando o país novamente no centro do futebol mundial, desta vez com foco no crescimento da modalidade feminina.

Expectativa dentro e fora de campo

A realização do Mundial em solo brasileiro tem despertado entusiasmo entre torcedores de diferentes gerações, especialmente entre meninas que veem nas atletas da Seleção Brasileira exemplos de dedicação e inspiração.

A expectativa também é de que o torneio contribua para ampliar a participação feminina no esporte e incentive novas atletas a iniciarem a prática do futebol.

Legado para o esporte

Nomeada pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) como diretora executiva de legado e relações institucionais da Copa do Mundo Feminina de 2027, a ex-zagueira e ex-capitã da Seleção Brasileira Aline Pellegrino acredita que o torneio pode deixar um impacto que vai além das quatro linhas.

Segundo ela, o Mundial representa uma oportunidade para fortalecer a igualdade de oportunidades, incentivar meninas e meninos a praticarem futebol sem barreiras culturais e ampliar o reconhecimento das mulheres no esporte.

Brasil busca título inédito

Apesar da tradição no futebol, a Seleção Brasileira Feminina ainda busca conquistar sua primeira Copa do Mundo.

Desde a criação do torneio, em 1991, apenas cinco seleções levantaram a taça: Estados Unidos (quatro títulos), Alemanha (dois), Noruega, Japão e Espanha, atual campeã.

Jogando em casa pela primeira vez, o Brasil tentará aproveitar o apoio da torcida para buscar um título inédito e escrever um novo capítulo na história do futebol feminino.

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Foto: Paulo Pinto/Ag. Brasil

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Quaest: aprovação do governo Lula supera desaprovação pela primeira vez desde abril

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Levantamento mostra empate técnico entre os dois índices e redução da diferença registrada nos últimos meses

A aprovação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegou a 48%, enquanto a desaprovação ficou em 47%, segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (15). Considerando a margem de erro de dois pontos percentuais, os resultados configuram um empate técnico.

Os entrevistados que não souberam ou preferiram não responder representam 5%.

Na comparação com os levantamentos anteriores, a pesquisa indica redução da diferença entre aprovação e desaprovação observada ao longo dos últimos meses. Em abril, por exemplo, a desaprovação superava a aprovação por nove pontos percentuais.

Evolução da aprovação

Segundo a Quaest, os índices evoluíram da seguinte forma:

MêsAprovaDesaprova
Março44%51%
Abril43%52%
Maio46%49%
Junho47%48%
Julho48%47%

Avaliação do governo

A pesquisa também perguntou aos entrevistados como avaliam o trabalho do presidente Lula.

Os resultados foram:

  • Positivo: 36% (34% em junho);
  • Negativo: 36% (38% em junho);
  • Regular: 26% (26% em junho);
  • Não souberam ou não responderam: 2%.

Os números mostram equilíbrio entre as avaliações positivas e negativas, enquanto a avaliação regular permaneceu estável em relação ao levantamento anterior.

Metodologia

A pesquisa Genial/Quaest ouviu 2.004 eleitores entre os dias 10 e 13 de julho, por meio de entrevistas presenciais. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com 95% de nível de confiança.

O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07181/2026.

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Foto: Ricardo Stuckert/PR

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