FGTS vai distribuir R$ 13 bilhões aos trabalhadores; veja quem recebe

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Conselho Curador aprovou o repasse de R$ 13,04 bilhões referentes ao lucro obtido pelo fundo em 2025; crédito será feito até 31 de agosto

O Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) aprovou, nesta terça-feira (28), a distribuição de R$ 13,04 bilhões aos trabalhadores referente ao resultado positivo obtido pelo fundo em 2025.

O valor representa 89% do lucro de R$ 14,65 bilhões registrado pelo FGTS no último exercício. Ao todo, cerca de 138,2 milhões de trabalhadores serão beneficiados.

Quem tem direito?

Receberão o crédito os trabalhadores que possuíam saldo positivo em contas do FGTS em 31 de dezembro de 2025, incluindo tanto as contas ativas quanto as contas inativas.

O valor será depositado de forma proporcional ao saldo existente em cada conta nessa data. Assim, quem tinha um saldo maior receberá uma parcela maior da distribuição dos lucros.

Quando o dinheiro será depositado?

De acordo com a decisão do Conselho Curador, os recursos serão creditados diretamente nas contas vinculadas do FGTS até o dia 31 de agosto, conforme determina a legislação.

O crédito será automático e aparecerá no extrato do FGTS, sem necessidade de solicitação por parte do trabalhador.

O dinheiro pode ser sacado?

Embora o lucro seja incorporado ao saldo das contas do FGTS, o valor segue as mesmas regras de movimentação do fundo. Isso significa que o trabalhador só poderá sacar os recursos nas situações previstas em lei, como demissão sem justa causa, aposentadoria, compra da casa própria ou nas demais modalidades autorizadas.

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Emplacamento de veículos novos cresce 7% em São Paulo em 2026

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Estado registrou mais de 536 mil veículos 0 km no primeiro semestre; utilitários e motocicletas lideraram o avanço

O número de veículos zero quilômetro emplacados no estado de São Paulo aumentou 7% no primeiro semestre de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado. Os dados foram divulgados pelo Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP).

Entre janeiro e junho deste ano, foram registrados 536.766 emplacamentos, contra 502.082 no mesmo intervalo de 2025, um crescimento de quase 35 mil unidades.

Utilitários lideram crescimento

Os utilitários apresentaram o maior avanço percentual entre as principais categorias de veículos.

O segmento passou de 38.063 emplacamentos no primeiro semestre de 2025 para 49.324 em 2026, alta de 29,5%.

Na sequência aparecem as motocicletas, que registraram crescimento de 14,4%, passando de 169.413 para 193.868 unidades emplacadas.

Automóveis mantêm estabilidade

Os automóveis de passeio tiveram desempenho estável no período.

O total de emplacamentos passou de 175.030 para 176.267, enquanto as caminhonetes apresentaram pequena retração, passando de 45.454 para 44.549 unidades.

Os números indicam que o crescimento do mercado paulista foi impulsionado principalmente pelos segmentos de utilitários e motocicletas.

Serviço pode ser solicitado pela internet

O Detran-SP disponibiliza um serviço digital para solicitação de emplacamento e estampagem de placas de veículos. O procedimento pode ser iniciado pela internet por meio do portal oficial do órgão.

Solicitação de emplacamento:
Portal do Detran-SP – Solicitar placa do veículo

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PM prende quadrilha com quase R$ 20 mil em notas falsas em São Paulo

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Cinco suspeitos foram presos em flagrante na Zona Sul da capital; Polícia Federal investigará o caso

Cinco pessoas foram presas em flagrante pela Polícia Militar nesta quarta-feira (15), na região do Morumbi, Zona Sul de São Paulo, suspeitas de integrar uma quadrilha envolvida na circulação de notas falsas. Com o grupo, os policiais apreenderam quase R$ 20 mil em cédulas falsificadas, além de mercadorias adquiridas com o dinheiro ilícito.

A ação foi realizada por equipes do 16º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano (16º BPM/M) após uma vítima denunciar o golpe. Os suspeitos foram localizados na Avenida Doutor Luiz Migliano, nas proximidades do Posto Policial Portal.

Dinheiro falso e mercadorias apreendidos

Inicialmente, quatro suspeitos — três mulheres e um homem — foram abordados portando diversas notas falsas. Durante a continuidade das diligências, os policiais localizaram o veículo utilizado pelo grupo e encontraram um quinto integrante, que também transportava cédulas falsificadas e produtos comprados com o dinheiro ilícito.

Todo o material foi apreendido e apresentado às autoridades.

Caso será investigado pela Polícia Federal

A ocorrência foi registrada inicialmente no 89º Distrito Policial (Morumbi) e, posteriormente, encaminhada à Polícia Federal, responsável pelas investigações de crimes relacionados à falsificação de moeda, conforme prevê a legislação brasileira.

Os cinco suspeitos permaneceram presos e ficarão à disposição da Justiça.

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Gasolina terá 32% de etanol após decisão do governo; entenda o que muda

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Medida aprovada pelo CNPE vale por 180 dias e busca reduzir a dependência de combustíveis importados

O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou, nesta terça-feira (14), o aumento temporário da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina. O percentual passará de 30% para 32%, com validade inicial de 180 dias, podendo ser prorrogado.

Segundo o Ministério de Minas e Energia, a medida permitirá reduzir a importação de aproximadamente 900 milhões de litros de gasolina por ano, ampliando a participação do etanol produzido no Brasil na matriz energética nacional.

A decisão foi tomada diante da instabilidade do mercado internacional de petróleo e combustíveis, com o objetivo de diminuir a dependência de combustíveis fósseis importados.

Testes apontam viabilidade

De acordo com o ministério, estudos realizados pelo Instituto Mauá de Tecnologia concluíram que a nova mistura é compatível com veículos leves e motocicletas, inclusive modelos equipados com motores não flex, sem prejuízo ao desempenho ou ao consumo.

Enquanto a mistura de 32% (E32) entra em vigor, o governo continuará avaliando a viabilidade de aumentar esse percentual para 35% (E35), principalmente em relação à durabilidade dos componentes dos veículos no longo prazo.

Mudanças também atingem o biodiesel

Durante a mesma reunião, o CNPE aprovou novas regras para o fornecimento de biodiesel destinado à mistura obrigatória no diesel.

Pela resolução, o biodiesel utilizado nessa composição deverá ser produzido exclusivamente por unidades autorizadas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), medida que restringe o uso de produto importado na mistura obrigatória.

Segundo o Ministério de Minas e Energia, estudos técnicos indicam que a capacidade de produção nacional é suficiente para atender à demanda sem risco de desabastecimento.

Combate a fraudes

O conselho também aprovou uma resolução para reforçar o combate à adulteração e às fraudes no mercado de combustíveis.

Entre as medidas previstas estão o fortalecimento da fiscalização da ANP, a ampliação dos mecanismos de rastreabilidade dos combustíveis e a atuação integrada com órgãos como Procons, Ministérios Públicos, polícias, Inmetro e órgãos fazendários.

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Feriado de 9 de Julho deve movimentar até R$ 2,6 bilhões em São Paulo

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Estudo aponta que viagens durante o feriado prolongado e as férias escolares devem impulsionar bares, restaurantes, hotéis e o turismo no estado

O feriado prolongado da Revolução Constitucionalista de 9 de Julho deve movimentar entre R$ 2,45 bilhões e R$ 2,60 bilhões nos setores de hospedagem e alimentação fora do lar em todo o estado de São Paulo. A estimativa é da Federação de Hotéis, Restaurantes e Bares do Estado de São Paulo (Fhoresp).

Segundo o levantamento, o período de quatro dias de folga, entre quinta-feira (9) e domingo (12), aliado às férias escolares, deve estimular as viagens para o litoral, o interior e as estâncias turísticas paulistas, aumentando o consumo em bares, restaurantes, hotéis, cafeterias, padarias e outros estabelecimentos ligados ao turismo.

A maior parte da movimentação financeira deverá ser registrada no segmento de alimentação fora do lar, com faturamento estimado entre R$ 2,11 bilhões e R$ 2,24 bilhões.

Já o setor de hospedagem deve movimentar entre R$ 337 milhões e R$ 358 milhões, impulsionado principalmente pela procura por destinos turísticos no litoral e no interior do estado, incluindo cidades conhecidas pelo turismo de aventura.

O estudo foi elaborado pelo Núcleo de Pesquisas e Estatísticas da Fhoresp com base em dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), além do histórico de consumo registrado em feriados prolongados anteriores.

Os dados também mostram um cenário positivo para o setor de serviços. Segundo o IBGE, até abril deste ano, a receita nominal dos segmentos de hospedagem e alimentação fora do lar acumulou crescimento de 9,2% nos últimos 12 meses, percentual superior à média nacional do setor de serviços, que ficou em 7,5%.

De acordo com a Fhoresp, a combinação entre o feriado prolongado e o recesso escolar cria um cenário favorável para o aumento das viagens e do consumo, beneficiando principalmente os municípios com vocação turística.

As projeções da entidade indicam ainda que, ao longo de 2026, os setores de hospedagem e alimentação devem movimentar aproximadamente R$ 209,6 bilhões no estado de São Paulo, sendo R$ 180,7 bilhões provenientes da alimentação fora do lar e R$ 28,9 bilhões da hospedagem.

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Governo começa a retirar subsídios dos combustíveis e encerra benefício do diesel

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O governo federal iniciou a retirada gradual dos subsídios criados para conter a alta dos combustíveis durante a crise no Oriente Médio. A primeira medida será o fim da subvenção de R$ 0,35 por litro do diesel, que deixa de valer a partir desta quarta-feira (1º).

Segundo o Ministério da Fazenda, a decisão foi tomada após a queda do preço internacional do petróleo, que voltou a patamares semelhantes aos registrados antes do agravamento do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã.

Apesar da mudança, outros incentivos continuam em vigor. Permanecem ativos o subsídio de R$ 1,12 por litro do diesel, o benefício de R$ 0,44 por litro da gasolina, o subsídio ao gás de cozinha (GLP), além da desoneração de tributos sobre o biodiesel e o querosene de aviação.

De acordo com o governo, a equipe econômica continuará monitorando diariamente a cotação do petróleo para definir quando os demais benefícios poderão ser retirados de forma gradual.

Além da melhora no cenário internacional, a redução dos subsídios também busca preservar o equilíbrio das contas públicas. A avaliação do governo é que, com a queda do preço do petróleo, parte das medidas emergenciais adotadas nos últimos meses já cumpriu seu objetivo de reduzir os impactos sobre consumidores e empresas.

A expectativa é que, caso o barril do petróleo permaneça nos níveis atuais, novos incentivos aos combustíveis sejam revistos nas próximas semanas, sem provocar impacto significativo ao consumidor final.

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Brasil tem 6,2 milhões de jovens que não estudam nem trabalham, aponta levantamento

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Um levantamento do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) revelou que 6,2 milhões de jovens brasileiros entre 14 e 24 anos estavam fora da escola e do mercado de trabalho no primeiro trimestre de 2026. O grupo, conhecido como “nem-nem”, representa uma das principais preocupações apontadas pelo estudo sobre a juventude no país.

Os dados fazem parte do Diagnóstico da Juventude Brasileira, elaborado com informações do IBGE, da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) e do eSocial.

Ao todo, o Brasil possui 32,9 milhões de jovens nessa faixa etária. Desse total, 13,9 milhões estavam ocupados, 12,8 milhões apenas estudavam, 9,6 milhões apenas trabalhavam e 4,3 milhões conciliavam estudo e emprego.

Outro dado que chama a atenção é a alta rotatividade no mercado de trabalho. Entre os adolescentes de 14 a 17 anos que trabalham, 52% permanecem menos de um ano no mesmo emprego. Entre os jovens de 18 a 24 anos, esse percentual é de 38,2%.

Apesar dos desafios, o estudo aponta avanços na escolarização. Atualmente, 73% dos jovens possuem pelo menos o ensino médio, 2,3 milhões frequentam o ensino superior e outros 944 mil já concluíram essa etapa.

A pesquisa também mostra que a taxa de desemprego continua mais elevada entre os jovens do que na média nacional. Entre adolescentes de 14 a 17 anos, o índice é de 25,1%. Já na faixa de 18 a 24 anos, o desemprego atinge 13,8%, enquanto a média nacional é de 5,8%.

Segundo o Ministério do Trabalho, mais da metade dos jovens ocupados possui carteira assinada. Os setores que mais empregam essa população são comércio e serviços, com destaque para vendedores, balconistas, escriturários, recepcionistas e operadores de caixa.

Para o ministério, o desafio agora é ampliar as oportunidades de emprego qualificado, reduzir a rotatividade e criar condições para que mais jovens permaneçam estudando e ingressem no mercado de trabalho com melhores perspectivas de crescimento profissional.

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Foto: Divulgação/PMO

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Temporada de inverno e festas juninas devem movimentar R$ 449 milhões no turismo paulista

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A temporada de inverno e os tradicionais festejos juninos e julinos devem movimentar cerca de R$ 449,5 milhões na economia do turismo do estado de São Paulo. A expectativa é que aproximadamente 556 mil turistas circulem pelo território paulista entre os meses de junho e agosto.

Os dados são do Centro de Inteligência da Economia do Turismo (CIET), ligado à Secretaria de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo. O levantamento aponta que as festas típicas e o turismo de inverno impulsionam diferentes regiões, fortalecendo a economia, a cultura e o setor de serviços.

Santuário de Frei Galvão: Guaratinguetá se destaca com as celebrações religiosas. | Foto: Divulgação/GESP

Segundo o estudo, as festas juninas e julinas têm forte impacto social e econômico, enquanto a temporada de inverno atrai visitantes com maior poder aquisitivo, que permanecem em média 3,3 dias nos destinos e apresentam maior gasto durante a viagem.

Entre os destaques da temporada estão Sorocaba, que espera receber mais de 400 mil visitantes em sua festa beneficente, Indaiatuba, que projeta ocupação hoteleira de até 100%, e Guaratinguetá, impulsionada pelas celebrações religiosas e pelo Festival da Truta.

Na Serra da Mantiqueira, cidades como Cunha e São Bento do Sapucaí também devem registrar lotação máxima nos meios de hospedagem. Já no Litoral Norte, São Sebastião estima receber cerca de 200 mil visitantes com uma programação que inclui festivais culturais e observação de cetáceos.

De acordo com o CIET, o turismo paulista tem demonstrado maturidade e fortalecimento, aliado à preservação das tradições locais e à adoção de práticas voltadas à sustentabilidade ambiental, consolidando o estado como uma das principais referências do setor no país.

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Foto destaque: Aniello de Vita/Expressão Studio/Divulgação/GESP

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Uma notícia boa, mas com ressalvas – por Celso Tracco

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O IDH, Índice de Desenvolvimento Humano, é calculado pelo PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), uma agência oficial da ONU (Organização das Nações Unidas). Ele mede o desenvolvimento dos países em três áreas: Saúde, medida por expectativa de vida ao nascer; Educação, medida pela média de anos de estudo; e Renda, medida pelo PIB (Produto Interno Bruto) per capita. O IDH global é publicado anualmente; o IDHM (municipal) é publicado a cada 10 anos com base no censo feito pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

No IDHM divulgado em maio último,  o Brasil registou o índice de 0,805 (quanto mais próximo de 1, maior é o Índice de Desenvolvimento Humano do país), classificando nosso país no grau de um alto desenvolvimento humano. O índice anteriorfoi 0,786, que colocava o Brasil na 84 ª posição mundial entre as 193 nações pesquisadas. Sem dúvida esta é uma boa notícia e deve ser comemorada, mas, com ressalvas. O IDH é uma média dos dados coletados em todo o território nacional. E como média, ela encobre enormes desigualdades estruturais, relacionadas ao gênero, raça e região.

A educação continua sendo o elo mais fraco do desenvolvimento humano no Brasil. É sabido e reconhecido que a escolaridade nunca foi uma política de Estado. Assim, a qualidade do ensino básico segue sendo baixa, a formação dos professores é fraca e muito desigual por região, basta pesquisar quanto ganha um professor e quanto ganha um vereador de qualquer cidade brasileira. A desproporção é chocante. A alfabetização plena ainda está longe de ser alcançada. Oficialmente ainda temos em torno de 7% da população acima de 15 anos analfabeta. Sendo que a taxa de analfabetismo entre a população negra é o dobro da registrada entre a população branca, quer seja entre os totalmente analfabetos como entre os analfabetos funcionais. O Brasil melhora no indicador porque mais alunos passam mais anos na escola, mas não necessariamente têm um ensino de qualidade.

Na saúde os brasileiros estão vivendo mais, apesar do SUS, Sistema Único de Saúde, sofrer inúmeros e contínuos cortes em seus orçamentos. A fila para exames, consultas transplantes, são notícias toda a semana, mais uma vez evidenciando a profunda desigualdade social que vive nossa sociedade. Quem pode pagar tem uma das melhores medicina do mundo, mas a imensa maioria da população tem de se submeter a um tratamento que beira a desumanidade. Tomando, como exemplo, o índice de mortalidade infantil, o índice nacional está em torno de 12,6 óbitos por 1.000 nascidos vivos. Os índices regionais são: Norte 16 óbitos por mil; no Nordeste 13,8; no Centro Oeste 12,8; no Sudeste 11,7 e no Sul 10,4. Ou seja, o índice na região Norte é 60% maior do que no Sul.

Na renda o crescimento é lento e mal distribuído, ainda que o aumento do IDH também reflita uma melhora na renda per capita. Mas isso ocorre em um contexto de estagnação econômica prolongada, informalidade elevada, baixa produtividade, concentração de renda entre os mais ricos. Além disso, é notória a desigualdade de renda entre homens e mulheres, e entre brancos e negros. O país cresce pouco, e o crescimento não chega a todos. Em termos de distribuição de renda continuamos a ser um dos dez países mais desiguais do mundo.

Contudo, o IDH de 0,805 merece aplauso. Ele mostra que o Brasil tem potencial e capacidade de avançar, mas também revela que o progresso é lento e desigual. O desafio é garantir que o desenvolvimento seja sentido por todos, e não apenas registrado em relatórios internacionais.


Celso Tracco é economista, mestre em Teologia Sistemática, escritor, consultor e palestrante (www.celsotracco.com.br). Com ampla experiência como executivo em empresas nacionais e internacionais, é especialista em marketing, vendas e comportamento humano. Atuou como professor universitário e tem três livros publicados. Em sua coluna, abordará temas como política, economia e sociedade.


*Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Hora de S. Paulo

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Foto: Rovena Rosa/Ag. Brasil

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Virada Cultural impulsiona bares e restaurantes no Centro de São Paulo

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A Virada Cultural 2026 movimentou não apenas os palcos e atrações espalhadas pela capital paulista, mas também o comércio da região central de São Paulo. Bares, restaurantes e estabelecimentos registraram aumento no fluxo de clientes e expectativa de crescimento no faturamento durante o fim de semana do evento.

Com mais de 1,2 mil atrações gratuitas e público circulando durante toda a madrugada, comerciantes relataram movimento intenso em diferentes pontos do Centro.

No tradicional Bar Brahma, o gerente Alex Martins afirmou que a Virada Cultural já se tornou parte da história do estabelecimento.

“Mesmo com o palco principal mais distante neste ano, tivemos muito movimento. As pessoas circularam bastante pela região e o bar ficou cheio durante toda a programação”, afirmou.

Segundo ele, a edição de 2026 também chamou atenção pela sensação de segurança no Centro da capital.

“Foi uma das Viradas mais organizadas e seguras que eu já acompanhei”, declarou.

O impacto econômico também foi sentido em restaurantes da região. Proprietário de um restaurante árabe no Centro, o empresário Rahem Aboasmail afirmou que o evento pode elevar em até 80% o faturamento do estabelecimento durante o período.

Para atender à demanda, o comerciante reforçou a equipe com mais de 20 funcionários.

Na Avenida São João, o bartender Luiz Marcal, funcionário do Provisório Bar, destacou o aumento no fluxo de pessoas desde o início da programação cultural.

“Recebemos clientes de várias regiões da cidade. O movimento cresce muito durante a Virada e isso impacta diretamente os bares e restaurantes”, disse.

Além da programação artística, a Virada Cultural também reforçou a movimentação turística, econômica e gastronômica no Centro de São Paulo, região que historicamente concentra parte importante da vida cultural da capital.

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Foto: Leon Rodrigues/Pref. de SP

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