Cesta básica cai em 25 capitais, mas SP mantém maior preço

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Pesquisa do Dieese aponta custo médio de R$ 900,59 na capital paulista em agosto; valor foi o mais alto entre as 27 cidades analisadas.

O preço da cesta básica caiu em 25 das 27 capitais brasileiras pesquisadas em agosto pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Apesar do recuo na maioria das cidades, São Paulo manteve a cesta básica mais cara do país, com custo médio de R$ 900,59.

As únicas capitais onde houve aumento no preço da cesta em agosto foram Maceió, com alta de 1,43%, e São Luís, com elevação de 0,78%.

As maiores quedas foram registradas em Rio Branco (-4,68%), Manaus (-4,55%), Boa Vista (-4,47%), Aracaju (-3,89%), Cuiabá (-3,37%) e Salvador (-3,30%).

O resultado mensal, porém, contrasta com a comparação anual. Em relação a agosto do ano passado, a cesta básica ficou mais cara em 25 capitais. As únicas exceções foram Brasília, com queda de 0,64%, e Palmas, com recuo de 0,27%.

Na comparação com o mesmo mês de 2025, as maiores altas foram registradas em Goiânia (7,51%), Cuiabá (6,42%) e Vitória (6,26%).

Entre os produtos que contribuíram para a redução dos preços em agosto está a batata, que apresentou queda em todas as cidades do Centro-Sul pesquisadas. O café em pó também ficou mais barato em 23 capitais.

Tomate e feijão foram outros produtos que registraram redução de preços no mês.

Por outro lado, pão francês, óleo de soja, leite integral e arroz agulhinha ficaram mais caros na maior parte das capitais analisadas.

São Paulo tem a cesta mais cara

Com custo médio de R$ 900,59, a capital paulista ficou no topo do ranking nacional em agosto.

Na sequência apareceram Cuiabá, com R$ 851,57; Rio de Janeiro, com R$ 851,19; e Florianópolis, com R$ 850,90.

Nas cidades das regiões Norte e Nordeste, onde a composição da cesta pesquisada é diferente, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 570,98), Natal (R$ 627,42), Maceió (R$ 627,45) e Salvador (R$ 628,89).

A diferença entre São Paulo e Aracaju, que apresentou o menor custo médio entre as capitais pesquisadas, chega a aproximadamente R$ 330.

Salário mínimo necessário

Com base no valor da cesta mais cara, registrada em São Paulo, o Dieese estima que o salário mínimo necessário para uma família de quatro pessoas deveria ter sido de R$ 7.565,86.

O valor corresponde a aproximadamente 4,67 vezes o salário mínimo vigente de R$ 1.621.

A estimativa considera a previsão constitucional de que o salário mínimo deve ser suficiente para atender despesas essenciais de uma família, incluindo alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência.

O cálculo do Dieese utiliza como referência o custo da cesta básica e outras despesas essenciais previstas na legislação para estimar quanto uma família precisaria receber para manter esse conjunto de necessidades.

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Bolsa Família deve manter mínimo de R$ 600 em 2027

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Projeto enviado ao Congresso reserva R$ 157,1 bilhões para o programa, abaixo dos valores previstos para 2026 e 2025

A proposta de Orçamento da União para 2027, enviada nesta segunda-feira (31) ao Congresso Nacional, não prevê reajuste para o Bolsa Família. O projeto reserva R$ 157,1 bilhões para o programa, valor inferior aos R$ 158,6 bilhões previstos para 2026 e aos R$ 167,2 bilhões destinados em 2025.

Com a proposta, o benefício mínimo permanece em R$ 600 por família. Uma eventual correção dos valores poderá ser discutida pelos parlamentares durante a tramitação do Orçamento.

Benefício não tem reajuste desde 2023

O Bolsa Família não passa por reajuste desde seu relançamento, em março de 2023.

Além do benefício mínimo de R$ 600, o programa prevê valores adicionais conforme a composição familiar. São R$ 150 por criança de até 6 anos, R$ 50 por gestante, R$ 50 por jovem de 7 a 18 anos incompletos e R$ 50 por bebê de até 6 meses.

Os adicionais podem ser acumulados de acordo com as características de cada família.

Quem pode receber

Para ter acesso ao Bolsa Família, a renda mensal por pessoa da família deve ser de até R$ 218. Também é necessário manter o Cadastro Único atualizado e cumprir as condicionalidades estabelecidas nas áreas de saúde e educação.

Em agosto, aproximadamente 19,3 milhões de famílias foram atendidas pelo programa. No mesmo mês de 2025, eram cerca de 19,2 milhões.

Congresso poderá discutir mudanças

A manutenção do benefício sem reajuste ocorre em meio ao esforço da equipe econômica para conter o crescimento das despesas obrigatórias.

Durante a análise da proposta orçamentária, deputados e senadores poderão apresentar mudanças na previsão de recursos e discutir uma eventual recomposição dos valores pagos pelo programa.

Importante: como se trata da proposta de Orçamento, os valores ainda podem ser alterados durante a tramitação no Congresso Nacional. O texto apresentado não representa, portanto, a versão definitiva do Orçamento de 2027.

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USP cria indicador que usa desemprego para detectar recessões

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Indicador MADE acompanha o mercado de trabalho e busca identificar sinais de desaceleração econômica antes dos indicadores tradicionais.

Pesquisadores da Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária da USP (FEA-USP) desenvolveram um indicador que utiliza dados do mercado de trabalho para identificar sinais de uma possível recessão no Brasil.

Chamado de Indicador MADE, o mecanismo adapta ao cenário brasileiro a chamada Regra de Sahm, criada nos Estados Unidos para acompanhar mudanças no emprego e no desemprego e identificar sinais de desaceleração econômica.

A proposta é oferecer um alerta antecipado, permitindo que autoridades possam identificar mudanças na atividade econômica antes que uma eventual crise se consolide.

Como funciona o Indicador MADE

Segundo Guilherme Klein, pesquisador do Centro de Pesquisa em Macroeconomia das Desigualdades da FEA-USP e um dos autores da pesquisa, o indicador utiliza dados do mercado de trabalho porque essas informações são divulgadas com maior frequência.

O cálculo compara a média da taxa de emprego dos últimos três meses com o pior nível registrado nos 12 meses anteriores.

Quando a diferença ultrapassa o limite estabelecido pelos pesquisadores, o indicador sinaliza uma possível recessão.

Adaptação para o Brasil

Para aplicar a metodologia à realidade brasileira, os pesquisadores fizeram ajustes devido às características do mercado de trabalho nacional.

Um dos principais fatores considerados foi o alto nível de informalidade, que representa mais de um terço da população ocupada.

Por isso, os pesquisadores reduziram para 0,3 ponto percentual o limite necessário para que o indicador acione o alerta de recessão.

A metodologia foi aplicada a dados desde 1980. Segundo os pesquisadores, o levantamento identificou 14 recessões e dois indicativos adicionais, registrados entre 2005 e 2006 e em 2013.

Esses dois episódios não se transformaram em recessões, mas foram períodos considerados importantes de inflexão econômica.

Indicador também captou efeitos da pandemia

O Indicador MADE também identificou a recessão provocada pela pandemia de covid-19.

Segundo Guilherme Klein, o período recessivo ocorreu entre maio de 2020 e julho de 2021, com encerramento do período recessivo em agosto daquele ano.

Desde então, o indicador não registrou uma nova sinalização de recessão. Segundo os pesquisadores, esse representa o período mais longo desde 1980 sem uma nova recessão.

MADE não substitui o PIB

O Indicador MADE não foi desenvolvido para substituir o Produto Interno Bruto (PIB) ou outros mecanismos de acompanhamento da economia.

Enquanto o PIB mede o desempenho geral da economia a partir da produção de bens e serviços, o MADE acompanha o mercado de trabalho, especialmente as variações no emprego e no desemprego.

Os dois indicadores, portanto, possuem funções complementares.

A vantagem do MADE é utilizar informações do mercado de trabalho divulgadas com maior frequência, permitindo identificar mais rapidamente sinais de deterioração econômica.

A ferramenta pode, dessa forma, funcionar como um mecanismo complementar de alerta, auxiliando na análise da conjuntura econômica e na definição de possíveis políticas públicas.

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Salário mínimo pode subir para R$ 1.741 em 2027

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Estimativa do governo prevê aumento de R$ 120, mas valor definitivo dependerá da inflação medida pelo INPC até novembro de 2026

O salário mínimo brasileiro poderá subir para R$ 1.741 em janeiro de 2027, segundo nova projeção do governo federal divulgada nesta segunda-feira (24).

O valor representa um aumento estimado de R$ 120 em relação ao salário mínimo atual de R$ 1.621, equivalente a uma alta de aproximadamente 7,4%.

A previsão deverá constar no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027, que precisa ser encaminhado pelo governo ao Congresso Nacional até o dia 31 de agosto.

No entanto, o valor de R$ 1.741 ainda não está definido oficialmente e poderá sofrer alterações antes de entrar em vigor.

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Valor depende da inflação

O cálculo final do salário mínimo de 2027 dependerá principalmente do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação para famílias com renda de até oito salários mínimos.

Pela regra atual, o reajuste considera a inflação acumulada e prevê também ganho real acima da inflação, dentro dos limites estabelecidos pela legislação.

Por isso, o valor definitivo só deverá ser conhecido no fim de 2026, após a divulgação do INPC acumulado até novembro.

A nova estimativa de R$ 1.741 é superior à previsão anterior de R$ 1.717, apresentada pelo governo no projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) em abril.

Quem será afetado pelo novo salário mínimo

O reajuste do salário mínimo não afeta apenas trabalhadores que recebem o piso nacional.

O valor também serve como referência para diversos pagamentos e benefícios, entre eles:

  • aposentadorias e pensões vinculadas ao piso do INSS;
  • Benefício de Prestação Continuada (BPC);
  • seguro-desemprego;
  • abono salarial;
  • contribuições previdenciárias dos Microempreendedores Individuais (MEIs).

Segundo o governo, cerca de 45% dos benefícios do Regime Geral da Previdência Social estão vinculados ao salário mínimo, o que faz com que qualquer aumento tenha impacto direto sobre as despesas públicas.

Aumento pode ampliar poder de compra

Se a projeção for confirmada, o novo valor representará um aumento nominal de R$ 120 em relação ao piso atual.

A política de reajuste busca preservar o poder de compra dos trabalhadores e beneficiários e prevê também ganho real, desde que respeitados os limites estabelecidos pelas regras fiscais.

Por outro lado, o aumento também amplia os gastos do governo, já que diversos benefícios previdenciários e assistenciais utilizam o salário mínimo como referência.

O Projeto de Lei Orçamentária de 2027 ainda será analisado pelo Congresso Nacional.

Até lá, o valor projetado de R$ 1.741 poderá ser atualizado de acordo com o comportamento da inflação. Se a estimativa for confirmada, o novo salário mínimo passará a valer a partir de janeiro de 2027.

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Feirões oferecem mais de 1,1 mil vagas de emprego em São Paulo

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Ações serão realizadas nos dias 25 e 27 de agosto, na zona norte da capital, com salários de até R$ 3.011 e oportunidades em 30 funções

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Quem está em busca de emprego terá mais de 1,1 mil oportunidades disponíveis em dois Feirões de Emprego e Empreendedorismo que serão realizados na zona norte de São Paulo nos próximos dias.

Ao todo, são 1.129 vagas oferecidas por 20 empresas, com oportunidades para contratação pelo regime CLT e salários que variam entre R$ 1.621 e R$ 3.011, além de benefícios.

Os eventos acontecem no CIC Jova Rural, no dia 25 de agosto, e no CIC Taipas, no dia 27, das 10h às 15h.

Durante os feirões, os candidatos poderão participar dos processos seletivos realizados pelas empresas, de acordo com os requisitos de cada vaga. Algumas oportunidades poderão incluir entrevistas e outras etapas de avaliação.

Uma das empresas participantes oferecerá 700 vagas para contratação imediata, destinadas ao público a partir dos 18 anos.

Veja as vagas com maior número de oportunidades

Entre os cargos disponíveis estão funções nas áreas de comércio, logística, alimentação, construção civil, atendimento e serviços.

Algumas das funções com maior número de vagas são:

  • Atendente de loja e restaurante: 164 vagas;
  • Auxiliar de logística: 125 vagas;
  • Açougueiro: 100 vagas;
  • Especialista em Atendimento ao Cliente III: 100 vagas;
  • Operador de caixa: 100 vagas;
  • Repositor de açougue: 100 vagas;
  • Repositor de fatiados: 100 vagas;
  • Especialista em Relacionamento Cliente I: 96 vagas.

Também há oportunidades para eletricista, encanador, ajudante de obra, jardineiro, consultor de atendimento, supervisor de restaurante, mestre de cozinha e outras funções.

O que levar para participar?

A distribuição de senhas começa às 9h30 nos dois locais.

Os interessados devem apresentar:

  • CPF;
  • documento oficial com foto;
  • Carteira de Trabalho física ou digital;
  • currículo atualizado, preferencialmente impresso.

Além da busca por emprego, os participantes poderão acessar serviços gratuitos voltados à qualificação profissional e ao empreendedorismo.

Estão previstas orientações sobre linhas de crédito do Banco do Povo Paulista, cursos do Qualifica SP e serviços da plataforma Trampolim, que também oferecerá oficina para elaboração de currículo e simulador de entrevistas.

Serviço

Feirão de Emprego e Empreendedorismo – Jova Rural

Data: terça-feira, 25 de agosto
Horário: das 10h às 15h
Local: CIC Norte
Endereço: Rua Ari da Rocha Miranda, 36 – Conjunto Habitacional Jova Rural

Feirão de Emprego e Empreendedorismo – Taipas

Data: quinta-feira, 27 de agosto
Horário: das 10h às 15h
Local: CIC Oeste
Endereço: Estrada de Taipas, 990 – Parque Nações Unidas

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Foto: Marcelo Camargo/PMSP

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Desemprego cai no Brasil e 5 estados ficam abaixo de 3%

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Taxa nacional recuou de 6,1% para 5,4% no segundo trimestre; Santa Catarina registrou o menor índice, com 2,1%

A taxa de desemprego caiu no Brasil no segundo trimestre de 2026 e chegou a 5,4%, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada nesta sexta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O índice representa uma redução em relação aos 6,1% registrados no primeiro trimestre. Entre as 27 unidades da federação, 11 apresentaram taxas abaixo da média nacional. Em cinco estados, o desemprego ficou abaixo de 3%.

Santa Catarina registrou a menor taxa do país, com 2,1%, seguido por Mato Grosso (2,2%), Espírito Santo (2,3%), Rondônia (2,6%) e Mato Grosso do Sul (2,7%).

São Paulo terminou o segundo trimestre com 5,4%, exatamente na média nacional.

Veja as taxas de desemprego por estado

  • Santa Catarina: 2,1%
  • Mato Grosso: 2,2%
  • Espírito Santo: 2,3%
  • Rondônia: 2,6%
  • Mato Grosso do Sul: 2,7%
  • Paraná: 3,1%
  • Minas Gerais: 3,8%
  • Goiás: 4,0%
  • Tocantins: 4,1%
  • Rio Grande do Sul: 4,2%
  • Roraima: 5,0%
  • Brasil: 5,4%
  • Paraíba: 5,4%
  • São Paulo: 5,4%
  • Rio Grande do Norte: 5,6%
  • Maranhão: 6,0%
  • Pará: 6,2%
  • Distrito Federal: 6,5%
  • Acre: 6,6%
  • Ceará: 6,6%
  • Rio de Janeiro: 7,1%
  • Amazonas: 7,5%
  • Alagoas: 7,9%
  • Sergipe: 7,9%
  • Piauí: 8,3%
  • Pernambuco: 8,3%
  • Bahia: 9,1%
  • Amapá: 9,8%

Segundo o analista da pesquisa, William Kratochwill, as diferenças entre os estados estão relacionadas a fatores como nível de industrialização, evolução da atividade econômica e escolaridade da população.

De acordo com o pesquisador, os estados do Sul apresentam índices de desemprego mais baixos do que os registrados nas regiões Norte e Nordeste.

Desemprego caiu em 13 estados

A taxa de desemprego diminuiu em 13 unidades da federação no segundo trimestre. Nas demais, o indicador permaneceu estável.

As maiores quedas foram registradas no Rio Grande do Norte, com redução de 1,9 ponto percentual, no Acre (-1,6 p.p.) e em Tocantins (-1,5 p.p.).

Também houve recuo em Alagoas (-1,3 p.p.), Minas Gerais (-1,2 p.p.), Mato Grosso do Sul (-1,1 p.p.), Goiás (-1 p.p.), Rondônia (-1 p.p.), Maranhão (-0,9 p.p.), Espírito Santo (-0,9 p.p.), Mato Grosso (-0,9 p.p.), Santa Catarina (-0,6 p.p.) e Paraíba (-1,6 p.p.).

Menor número de desempregados de longo prazo

A Pnad Contínua também apontou uma redução no número de pessoas que estão há dois anos ou mais procurando emprego.

No segundo trimestre, 1,06 milhão de pessoas estavam nessa situação, o menor contingente registrado desde o início da série histórica, em 2012.

Na comparação com o mesmo período de 2025, houve queda de 15,6% nesse grupo.

Mulheres e população preta e parda têm taxas maiores

O levantamento também mostra diferenças na taxa de desemprego de acordo com sexo e cor.

Entre os homens, o índice ficou em 4,6%, abaixo da média nacional. Entre as mulheres, chegou a 6,4%.

Por cor, a taxa foi de 6,9% entre pessoas pretas, 6,1% entre pardas e 4,2% entre brancas.

A pesquisa do IBGE utiliza as categorias de cor ou raça autodeclaradas. Segundo o Estatuto da Igualdade Racial, a população negra é formada pelo conjunto de pessoas que se autodeclaram pretas e pardas.

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Juros do empréstimo pessoal caem em agosto, aponta Procon-SP

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Taxa média passou de 8,50% para 8,23% ao mês, enquanto cheque especial manteve cobrança média de 8%, segundo pesquisa

A taxa média de juros do empréstimo pessoal caiu em agosto, segundo levantamento do Procon-SP. O índice passou de 8,50% para 8,23% ao mês, uma redução de 0,27 ponto percentual em relação a julho.

A pesquisa acompanha as taxas praticadas por seis instituições financeiras e considera os valores máximos pré-fixados para clientes pessoa física não preferenciais. Para o empréstimo pessoal, o levantamento considera contratos com prazo de 12 meses. Os dados foram coletados em 4 de agosto.

A redução da média foi influenciada principalmente pelas quedas registradas no Bradesco e no Banco do Brasil.

No Bradesco, a taxa caiu de 8,83% para 7,47% ao mês, uma redução de 1,36 ponto percentual. No Banco do Brasil, o índice passou de 7,43% para 7,20%, queda de 0,23 ponto percentual.

Caixa Econômica Federal, Itaú, Safra e Santander mantiveram as mesmas taxas registradas no levantamento anterior.

Diferença entre os bancos

A pesquisa mostra que o consumidor pode encontrar diferenças significativas entre as taxas oferecidas pelas instituições financeiras. A distância entre a menor e a maior taxa chega a 2,79 pontos percentuais.

Por isso, o Procon-SP recomenda pesquisar as condições antes de contratar qualquer modalidade de crédito.

A taxa considerada no levantamento corresponde ao limite máximo pré-fixado para clientes pessoa física não preferenciais e pode variar conforme o perfil do consumidor e as condições oferecidas por cada instituição.

Cheque especial mantém taxa de 8%

No cheque especial, a taxa média permaneceu em 8% ao mês. Todas as instituições pesquisadas mantiveram os índices registrados no mês anterior.

O levantamento também destaca que o Banco Central estabeleceu, por meio da Resolução nº 4.765, de 27 de novembro de 2019, limite de 8% ao mês para os juros do cheque especial destinados a pessoas físicas. A regra entrou em vigor em janeiro de 2020.

Procon orienta consumidor

O Procon-SP recomenda que o empréstimo pessoal seja utilizado principalmente em situações de emergência ou para substituir dívidas que tenham juros mais elevados.

Antes de contratar crédito, a orientação é comparar as taxas e condições oferecidas pelas instituições financeiras.

O consumidor também pode verificar outras modalidades de crédito que eventualmente apresentem condições mais favoráveis, como linhas destinadas a aposentados, servidores públicos e pessoas com direito à restituição do Imposto de Renda, além do crédito consignado oferecido por empresas conveniadas.

A comparação das condições pode ajudar a reduzir o custo total da dívida.

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Foto: Rafa Neddemeyer/Ag. Brasil

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São Paulo recebe 100 mil empresas de fora e ultrapassa 1 milhão de novos negócios em cinco anos

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A cidade de São Paulo consolidou sua posição como principal polo econômico do país ao receber mais de 100 mil empresas de outros municípios desde 2021. No mesmo período, a capital também ultrapassou a marca de 1 milhão de novas empresas abertas, resultado atribuído à combinação de incentivos fiscais, redução da burocracia, segurança jurídica e investimentos em infraestrutura.

Além de ampliar a atividade econômica, a chegada de novas empresas gerou impacto direto na arrecadação municipal. Desde 2021, os negócios que transferiram suas sedes para a capital renderam mais de R$ 5,1 bilhões aos cofres públicos. Apenas neste ano, essa receita já supera R$ 1 bilhão, ampliando a capacidade de investimento da Prefeitura em diferentes áreas.

Os reflexos também aparecem no mercado de trabalho. Em 2025, São Paulo registrou a menor taxa de desemprego da história da cidade, de 5%, e, em junho deste ano, alcançou o maior número de empregos formais desde o início da série histórica, com quase 5 milhões de trabalhadores com carteira assinada.

Entre as empresas que escolheram a capital para instalar suas sedes estão grupos nacionais e internacionais como Netflix, MagaluPay, Casas Bahia, Amazon e Facebook, reforçando a atratividade da cidade para novos investimentos.

Ambiente de negócios impulsiona crescimento

Segundo a Prefeitura, o crescimento é resultado de um conjunto de medidas adotadas para tornar São Paulo mais competitiva. Entre elas está o Empreenda Fácil, plataforma que reúne em um único sistema os procedimentos municipais, estaduais e federais para abertura, alteração e encerramento de empresas.

O sistema permitiu reduzir o tempo médio necessário para abrir um negócio na capital de cerca de 100 dias para menos de 50 horas nas atividades classificadas como de baixo risco, simplificando o processo para empreendedores.

Outro fator apontado pela administração municipal foi a redução da alíquota do ISS de 5% para 2% em segmentos ligados à economia digital e tecnológica, como streaming, mobilidade por aplicativos, audiovisual, franquias, comunicação visual e monitoramento remoto. A medida ampliou a competitividade da cidade e favoreceu a instalação de empresas voltadas à inovação.

Crescimento também impulsiona empregos

O fortalecimento do ambiente de negócios também se refletiu na geração de empregos. Nos últimos 12 meses, a capital registrou 2,9 milhões de admissões, volume equivalente a mais de 11% de todas as contratações realizadas no Brasil.

O desempenho superou, individualmente, o de 23 estados e do Distrito Federal, ficando atrás apenas dos estados de São Paulo, Minas Gerais e Paraná. A capital também respondeu por 25,9% das vagas criadas em todo o Estado de São Paulo.

O setor de tecnologia também manteve trajetória de crescimento. Entre 2015 e 2025, o número de empregos formais nessa área aumentou 61,2%, alcançando 221.352 postos de trabalho. Atualmente, o segmento representa 4,1% dos vínculos empregatícios da capital e concentra 19,2% de todos os empregos de tecnologia do país, consolidando São Paulo como um dos principais polos brasileiros de inovação.

Para a Prefeitura, os indicadores mostram que o crescimento não se limita ao aumento do número de empresas, mas reflete um ambiente econômico mais competitivo e capaz de atrair investimentos, ampliar a arrecadação e impulsionar a geração de empregos.

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Foto: Divulgação/Pref. de SP

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Pix já responde por um em cada cinco pagamentos em bares e restaurantes

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O Pix continua ampliando sua participação no comércio brasileiro e já representa 20,5% das vendas presenciais em bares e restaurantes, segundo levantamento da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel).

A pesquisa mostra que o sistema de pagamentos instantâneos ganhou espaço em relação ao último levantamento, realizado em 2024, quando respondia por 16,5% das transações presenciais.

O crescimento ocorreu principalmente às custas do dinheiro em espécie, cuja participação caiu para 8,3% das vendas.

Cartão de crédito ainda lidera

Apesar do avanço do Pix, o cartão de crédito permanece como o principal meio de pagamento no setor.

Segundo a pesquisa, a divisão das vendas presenciais é a seguinte:

  • Cartão de crédito: 41,5%;
  • Cartão de débito: 25,1%;
  • Pix: 20,5%;
  • Dinheiro em espécie: 8,3%;
  • Voucher: 4,6%;
  • Cheque: menos de 1%.

O levantamento ouviu 2.109 estabelecimentos em todo o país.

Pequenos estabelecimentos lideram uso do Pix

A pesquisa revela que a utilização do Pix é ainda mais expressiva entre empresas de menor porte.

Nos estabelecimentos com faturamento anual de até R$ 130 mil, o sistema responde por 30,4% das vendas.

Entre empresas que faturam entre R$ 130 mil e R$ 360 mil, a participação é de 22,6%.

Já nos negócios com faturamento entre R$ 360 mil e R$ 1 milhão, o índice chega a 24%.

Nas empresas com receita superior a R$ 1 milhão, o uso do Pix varia entre 14,9% e 17,5%.

Alimentação rápida concentra maior uso

O tipo de estabelecimento também influencia a forma de pagamento escolhida pelos consumidores.

Nos estabelecimentos de alimentação rápida, o Pix representa 24,6% das vendas.

Nos restaurantes especializados, a participação chega a 21%.

Em bares e casas noturnas, o índice é de 19,9%, enquanto nos restaurantes tradicionais alcança 17%.

Norte e Nordeste lideram

Regionalmente, o Norte apresenta o maior uso do Pix, onde o sistema responde por 29,8% das vendas presenciais.

O Nordeste aparece em seguida, com 24,2%.

Nas demais regiões, a participação é:

  • Sudeste: 18,1%;
  • Centro-Oeste: 17,9%;
  • Sul: 16,5%.

Segundo a Abrasel, embora o cartão de crédito continue predominando, o Pix já está consolidado como uma das principais formas de pagamento no setor em todas as regiões do país.

Dinheiro perde espaço

O levantamento mostra que o uso do dinheiro em espécie continua diminuindo.

Hoje, ele representa menos de 11% das vendas em todas as regiões do Brasil, indicando o avanço da digitalização dos meios de pagamento.

Para o presidente da Abrasel, Paulo Solmucci, o crescimento do Pix atende tanto às necessidades dos consumidores quanto dos empresários.

Segundo ele, além de oferecer rapidez e praticidade, o sistema reduz custos operacionais e pode ser integrado a programas de fidelidade e pedidos digitais, aumentando a eficiência dos estabelecimentos.

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Foto: Bruno Peres/Ag. Brasil

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FGTS vai distribuir R$ 13 bilhões aos trabalhadores; veja quem recebe

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Conselho Curador aprovou o repasse de R$ 13,04 bilhões referentes ao lucro obtido pelo fundo em 2025; crédito será feito até 31 de agosto

O Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) aprovou, nesta terça-feira (28), a distribuição de R$ 13,04 bilhões aos trabalhadores referente ao resultado positivo obtido pelo fundo em 2025.

O valor representa 89% do lucro de R$ 14,65 bilhões registrado pelo FGTS no último exercício. Ao todo, cerca de 138,2 milhões de trabalhadores serão beneficiados.

Quem tem direito?

Receberão o crédito os trabalhadores que possuíam saldo positivo em contas do FGTS em 31 de dezembro de 2025, incluindo tanto as contas ativas quanto as contas inativas.

O valor será depositado de forma proporcional ao saldo existente em cada conta nessa data. Assim, quem tinha um saldo maior receberá uma parcela maior da distribuição dos lucros.

Quando o dinheiro será depositado?

De acordo com a decisão do Conselho Curador, os recursos serão creditados diretamente nas contas vinculadas do FGTS até o dia 31 de agosto, conforme determina a legislação.

O crédito será automático e aparecerá no extrato do FGTS, sem necessidade de solicitação por parte do trabalhador.

O dinheiro pode ser sacado?

Embora o lucro seja incorporado ao saldo das contas do FGTS, o valor segue as mesmas regras de movimentação do fundo. Isso significa que o trabalhador só poderá sacar os recursos nas situações previstas em lei, como demissão sem justa causa, aposentadoria, compra da casa própria ou nas demais modalidades autorizadas.

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Foto: Rafa Neddemeyer/Ag. Brasil

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