Operação Verão começa no litoral de SP com investimentos de R$ 55 milhões e reforço recorde na segurança

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O Governo de São Paulo deu início neste sábado (20), em Bertioga, à Operação Verão Integrada, considerada a maior já realizada no litoral paulista. A ação reúne forças de segurança, saúde, defesa civil, mobilidade, meio ambiente e turismo para atender o período de maior fluxo de visitantes, quando a expectativa é de receber 16,7 milhões de turistas.

Ao todo, são R$ 55 milhões em investimentos diretos, com destaque para o maior efetivo policial da história da temporada, além de aportes bilionários em saneamento. Somente neste ano, a Sabesp investiu R$ 2 bilhões em obras de água e esgoto na região.

Durante o lançamento, o governador Tarcísio de Freitas afirmou que a operação vai além do policiamento tradicional. “É a maior Operação Verão da história. Teremos mais 4 mil policiais, 435 viaturas, helicópteros, jet skis, motos, bicicletas e drones, além de delegacia volante, reforço dos bombeiros e guarda-vidas. O turista pode ter certeza de que vai aproveitar o melhor do nosso litoral com segurança”, destacou.

Segurança reforçada

A Secretaria da Segurança Pública coordena a operação com 4.075 policiais militares, 436 viaturas, apoio da Polícia Civil e do Corpo de Bombeiros. Pela primeira vez, sete drones e três aeronaves são usados para monitorar praias e áreas de grande circulação. Cerca de 2,8 mil policiais atuam na Baixada Santista e 861 no Litoral Norte.

Treze municípios do litoral participam do programa Muralha Paulista, com aproximadamente 1,7 mil câmeras, parte delas com reconhecimento facial e leitura de placas, auxiliando na prisão de foragidos e recuperação de veículos. O Corpo de Bombeiros também ampliou o efetivo, com 567 guarda-vidas temporários e postos avançados funcionando 24 horas.

Defesa Civil e saúde

A Defesa Civil estadual reforçou a estrutura com R$ 1,3 milhão em investimentos e 5,4 mil agentes de prontidão. Novas sirenes de alerta, botes de resgate, kits de verão e treinamentos com moradores de áreas de risco fazem parte do pacote de prevenção para o período de chuvas intensas.

Na saúde, o Estado destinou R$ 53,9 milhões para reforçar o atendimento do SUS em 16 municípios do litoral, garantindo assistência a moradores e turistas durante o aumento expressivo da população.

Estradas, balsas e meio ambiente

O DER-SP mobilizou mais de 1,2 mil colaboradores e 323 veículos para atuar nas rodovias estaduais, com operações especiais, uso de faixas reversíveis e atendimento 24 horas. Nas travessias litorâneas, a frota de balsas passou de 29 para 40 embarcações, ampliando em 34% a capacidade de transporte de veículos.

A Cetesb mantém o monitoramento semanal da qualidade da água em 175 praias, enquanto ações de educação ambiental e conscientização sobre o uso racional da água percorrem 16 municípios até março.

Turismo aquecido

A Secretaria de Turismo e Viagens estima movimentação financeira direta de cerca de R$ 41 bilhões na temporada de verão. Levantamento aponta que 86% dos municípios esperam desempenho melhor que o do último verão, com ocupação média acima de 75%, reforçando a importância da Operação Verão para garantir segurança, infraestrutura e ordenamento da atividade turística no litoral paulista.

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PEC da Segurança Pública é adiada para 2026 – Substitutivo apresentado pelo relator ignora a própria Constituição

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Segurança Pública é Dever do Município: O Fundamento Constitucional e o Papel Essencial das Guardas Municipais

A noção de que a segurança pública é uma responsabilidade exclusiva dos governos estaduais está profundamente enraizada no senso comum, mas representa uma compreensão incompleta e prejudicial ao pacto federativo brasileiro. A realidade jurídica e prática, contudo, é outra. Este artigo demonstrará, com base em uma análise sistêmica da Constituição Federal e em decisões consolidadas dos tribunais superiores, que os municípios possuem um dever inequívoco com a segurança pública. Nesse cenário, a Guarda Municipal emerge como o pilar para a execução dessa responsabilidade e para o funcionamento eficaz do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP).

O Pacto Federativo e a Leitura Correta da Constituição

A interpretação da Constituição Federal não pode ser feita “em tirinhas”, como alertava o Ministro Eros Grau e recorda Reinaldo Monteiro, selecionando artigos isolados que convenham a uma determinada narrativa. Uma leitura sistêmica é essencial para compreender a verdadeira distribuição de competências. A ideia de que a segurança pública se resume ao Artigo 144 ignora a arquitetura federativa do Brasil. O fundamento constitucional para a responsabilidade municipal se baseia em três pilares:

  1. Autonomia Municipal: O Artigo 18 da Constituição estabelece o município como um ente federado autônomo, ao lado da União, dos Estados e do Distrito Federal. Essa autonomia não é meramente decorativa; ela confere ao município poder e dever para gerir seus próprios assuntos.
  2. Competência para o Interesse Local: O Artigo 30, inciso V, é explícito ao conferir aos municípios a competência para “organizar e prestar, diretamente ou sob regime de concessão ou permissão, os serviços públicos de interesse local”.
  3. Segurança como Interesse Local: A segurança pública é, inegavelmente, um dos mais primordiais interesses locais. Questões como o roubo de celular no ponto de ônibus, a violência doméstica, a perturbação do sossego, a segurança nas praças, a proteção de escolas e hospitais e a fiscalização de trânsito são problemas que afetam diretamente a vida do cidadão no município. Ignorar essa realidade é ignorar a própria finalidade da autonomia municipal.

A “Segurança Pública Básica”: O Alicerce do Sistema

Assim como o Brasil consolidou a atuação municipal na saúde básica e na educação básica, é preciso compreender o conceito de “Segurança Pública Básica”. O termo “Estado” no Artigo 144 (“A segurança pública, dever do Estado…”) refere-se ao Estado em seu sentido amplo, englobando todos os entes federados (União, Estados e Municípios), da mesma forma que ocorre nos artigos sobre saúde (Art. 196) e educação (Art. 205).

Sem a segurança básica, o tripé do Estado social — saúde, educação e segurança — fica incompleto. O Brasil, hoje, está manco. A segurança básica é a atuação primária, aquela que garante a tranquilidade cotidiana do cidadão: a segurança no caminho para a escola, no mercado, no hospital, na praça e no trânsito. Essa divisão de tarefas é estratégica e fundamental para a eficiência do sistema como um todo. Ao assumir essa responsabilidade, o município libera as Polícias Militares para se concentrarem em crimes de maior complexidade e potencial ofensivo, como o combate ao crime organizado, ao tráfico de armas e de drogas.

A Guarda Municipal: A Polícia do Município por Força de Lei e Decisão Judicial

É preciso desmistificar a ideia de que a Guarda Municipal (GM) existe apenas para proteger o “patrimônio”. Essa interpretação restritiva nunca esteve no texto constitucional. O Artigo 144, Parágrafo 8º, determina a proteção de “bens, serviços e instalações”. Dentro de um município, “bens” incluem ruas, praças e parques; “instalações” abrangem escolas e postos de saúde; e “serviços” incluem a própria segurança pública, que é um serviço que o município deve prestar e proteger, fechando o ciclo lógico do argumento. Essa redação abrange quase 100% do território e das atividades municipais.

Reconhecimento Legal e Jurisprudencial

A evolução legal e as decisões judiciais recentes consolidaram a natureza policial das Guardas Municipais, eliminando qualquer dúvida sobre sua competência:

  • Lei 13.022/2014 (Estatuto Geral das Guardas Municipais): Esta lei federal define 18 competências específicas para as Guardas Municipais, incluindo a proteção sistêmica da população. Se as competências são específicas por lei federal, elas, por definição, não podem se sobrepor às da Polícia Militar. O argumento da “invasão de competências” é, portanto, legalmente infundado.
  • Validação pelo STF: A constitucionalidade integral da Lei 13.022 foi confirmada pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento da ADI 5780, conferindo segurança jurídica à atuação das GMs em todo o país.
  • Natureza Policial: Em decisão histórica na ADPF 995, o STF reconheceu formalmente as Guardas Municipais como órgãos policiais integrantes do sistema de segurança pública, alterando sua natureza jurídica e reconhecendo a realidade de sua atuação.
  • A Posição da OAB: A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) oferece uma prova concreta e irrefutável dessa natureza policial. Em despacho negando a inscrição de um guarda municipal em seus quadros, a própria OAB afirmou: “Reinaldo, você não pode ter inscrição porque você é policial”. Essa recusa, vinda de uma das mais importantes instituições jurídicas do país, transforma um ponto abstrato em um fato inegável.
  • Controle Externo pelo Ministério Público: Para dissipar qualquer receio sobre “quem vigia a polícia municipal”, a estrutura de controle já existe e é robusta. A Resolução 279/2023 do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) é clara ao incluir as Guardas Municipais no rol de órgãos policiais sujeitos ao controle externo da atividade policial exercido pelo MP, garantindo um mecanismo de fiscalização e responsabilização.

Por fim, é crucial desfazer a falácia de que “a guarda só pode prender em flagrante”. O Artigo 5º, inciso 61, da Constituição Federal estabelece que “ninguém será preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada de autoridade judiciária competente”. O termo “ninguém” se aplica a qualquer pessoa ou polícia. A regra para a prisão é a mesma para a Guarda Municipal, a Polícia Militar, a Polícia Civil ou qualquer outra força de segurança.

O Sistema Único de Segurança Pública (SUSP) e a Responsabilidade Municipal

A Lei 13.675/2018, que criou o Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), veio para formalizar e organizar a cooperação entre os entes federados. Um de seus pilares é a obrigação legal de cada município elaborar seu próprio Plano Municipal de Segurança Pública.

A lógica é inquestionável: se um município tem o dever de criar um plano de segurança para sua realidade local, com suas peculiaridades e diagnósticos, quem mais poderia executá-lo senão sua própria força de segurança, a Guarda Municipal. Segundo a estrutura do SUSP, os municípios e suas guardas são o alicerce do sistema. Sem uma base forte e atuante, toda a estrutura nacional de segurança fica comprometida e ineficaz.

O Que Contempla um Plano Municipal de Segurança Pública?

Longe de ser um documento abstrato, o Plano Municipal de Segurança Pública se traduz em políticas concretas, desenhadas para resolver os problemas cotidianos da população. Um plano eficaz deve contemplar eixos temáticos como:

  • Proteção e defesa da mulher, com foco no combate à violência doméstica.
  • Policiamento escolar e proteção de crianças, adolescentes e idosos.
  • Segurança viária, com educação e fiscalização de trânsito.
  • Mediação de conflitos e cultura de paz.
  • Proteção ambiental, arquitetônica e do patrimônio histórico-cultural.
  • Prevenção a crimes violentos por meio de patrulhamento comunitário.
  • Preservação da tranquilidade social, atuando na redução da perturbação do sossego.

Evidências do Sucesso: Dados que Comprovam a Eficácia Municipal

A teoria se comprova na prática. Dados concretos demonstram que o investimento na segurança municipal gera resultados diretos na redução da criminalidade e no aumento da percepção de segurança da população.

  • Ranking das Cidades Mais Seguras: De acordo com um estudo da Connect Smart Cities, que analisa diversos indicadores, somente três das 100 cidades mais seguras do país não possuem guardas municipais. Mais revelador ainda é o fato de que as 10 primeiras do ranking, sem exceção, contam com a atuação de suas guardas.
  • Redução de Homicídios: Estudos apontam que uma guarda municipal bem estruturada, com treinamento, equipamento e gestão adequados, pode reduzir em média 30% o número de homicídios no município.

Conclusão: Cumprir a Constituição para Fortalecer a Segurança de Todos

A análise sistêmica da Constituição, somada à legislação infraconstitucional e às decisões do Supremo Tribunal Federal, não deixa margem para dúvidas: a segurança pública é um dever constitucional dos municípios. As Guardas Municipais não são uma força secundária ou meramente patrimonial; são as instituições policiais designadas para exercer essa função no âmbito local, constituindo a base do Sistema Único de Segurança Pública.

Infelizmente o Susbtitutivo apresentado pelo Deputado Mendonça Filho ignora tudo o que foi observado acima, com um texto arcaico, extremamente centralizado nos governos estaduais, com profundos preconceitos com os municípios, tratando-os como subespécies dos entes federados, inclusive retirando qualquer possibilidade das cidades receberem recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública agravando ainda mais a desigualdade social e, condenando o Sistema Único de Segurança Pública ao fracasso, além de mais uma vez submeter a segurança pública do nosso país aos desmandos do “coronelismo” que até os dias de hoje se encontra enraizado em nossa sociedade.

Cabe aos prefeitos, legisladores e à sociedade como um todo abandonar a cômoda, porém equivocada, ideia de que a segurança é um problema exclusivo do estado membro. Assumir essa responsabilidade é cumprir o pacto federativo, otimizar o uso das forças policiais e, acima de tudo, construir um sistema de segurança pública verdadeiramente eficaz, integrado e capaz de garantir a paz social que todo cidadão merece.


Reinaldo Monteiro, GCM de Barueri-SP, Presidente da AGM BRASIL, Bacharel em Direito com especialização em Direito Constitucional e Administrativo, Consultor em Segurança Pública, Palestrante e ex-Diretor da Secretaria Nacional de Direitos Humanos.


Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Hora de São Paulo.

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Flexibilização de armas em 2019 impulsionou desvio de pistolas para o crime, aponta estudo

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A flexibilização das regras para acesso a armas de fogo no primeiro ano do governo Jair Bolsonaro contribuiu para o aumento do desvio de armamentos legais para o crime, especialmente de pistolas 9 milímetros (mm), antes de uso restrito às forças de segurança. A conclusão é do estudo Arsenal do Crime, divulgado nesta segunda-feira (8) pelo Instituto Sou da Paz, organização da sociedade civil que atua na área de segurança pública e controle de armas.

De acordo com o levantamento, as apreensões de pistolas 9 mm nos quatro estados do Sudeste — Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo — mais que dobraram entre 2018 e 2023. O número passou de 2.995 para 6.568 armas recolhidas no período, um crescimento de 119%.

Em 2018, o calibre 9 mm era apenas o quinto mais apreendido no país, representando 7,4% das armas industriais recolhidas. Já em 2023, tornou-se o segundo mais comum, com 18,8% das apreensões, atrás apenas do revólver calibre 38. No total, cerca de 255 mil armas foram apreendidas no período analisado.

Segundo o Instituto Sou da Paz, o avanço está diretamente ligado ao decreto editado em 2019 que ampliou o acesso de Colecionadores, Atiradores Desportivos e Caçadores (CACs) a armas de maior poder de fogo. Com a mudança, a pistola 9 mm deixou de ser considerada de uso exclusivo das forças policiais, e atiradores esportivos passaram a poder adquirir até 30 armas.

Para os pesquisadores, a medida alterou o perfil do mercado ilegal de armas. O estudo destaca que a substituição do revólver pela pistola representa um salto significativo na capacidade ofensiva da criminalidade. Enquanto revólveres comportam cinco ou seis disparos e exigem recarga lenta, pistolas utilizam carregadores com 12 ou mais munições e permitem tiros rápidos e contínuos. Além disso, o calibre 9 mm tem maior alcance e até 40% mais energia de impacto.

O coordenador de projetos do Instituto Sou da Paz, Bruno Langeani, classifica a flexibilização como um “afrouxamento” no controle de armas. Segundo ele, o aumento da circulação legal de pistolas facilitou tanto desvios involuntários — como furtos e roubos em residências — quanto esquemas intencionais, em que pessoas sem antecedentes criminais são aliciadas por facções para adquirir armas e repassá-las ao crime organizado.

Com a mudança de governo, em 2023, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou o recadastramento das armas em poder da população e retomou regras mais rígidas. Um decreto devolveu às forças de segurança o uso exclusivo das pistolas 9 mm e transferiu do Exército para a Polícia Federal a fiscalização dos registros de CACs, medida que começou a valer no segundo semestre deste ano.

O estudo também chama atenção para o aumento de armas de maior porte nas mãos de criminosos. Entre 2018 e 2023, as apreensões de fuzis, metralhadoras e submetralhadoras cresceram 55,8% no Sudeste. Somente o Rio de Janeiro concentrou mais de 3 mil fuzis apreendidos, mais que o dobro dos outros estados da região somados, fenômeno associado à atuação de facções em disputas territoriais.

Como forma de enfrentar o problema, o Instituto Sou da Paz defende a ampliação de delegacias especializadas no combate ao tráfico de armas. Atualmente, apenas seis estados contam com esse tipo de unidade policial.

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Tecnologia do Smart Cajamar fortalece combate ao crime e agiliza ações da GCM

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A Prefeitura de Cajamar aponta resultados positivos do programa Smart Cajamar na área de segurança pública. No início deste mês, a tecnologia contribuiu para a recuperação de uma motocicleta furtada em tempo considerado recorde: cinco minutos após o crime.

O furto ocorreu na Avenida Antonieta Pasquarelli Penteado. Assim que a ocorrência foi registrada, a Guarda Civil Municipal (GCM) foi acionada e passou a utilizar o sistema de monitoramento do Smart Cajamar para acompanhar, em tempo real, o deslocamento dos suspeitos.

As câmeras inteligentes do programa identificaram rapidamente a rota de fuga, permitindo que as equipes da GCM organizassem o cerco. Ao perceberem que estavam sendo monitorados, os criminosos abandonaram a motocicleta nas proximidades do cruzamento da Rodovia Edgard Máximo Zambotto com a Rua Antônio de Barros e fugiram do local.

O veículo foi localizado sem danos significativos e devolvido ao proprietário. Segundo a administração municipal, a ação reforça a eficácia do Smart Cajamar, implantado durante a gestão do prefeito Kauan Berto, como ferramenta de apoio ao trabalho da GCM e de fortalecimento da segurança no município.

A prefeitura destaca que o uso de tecnologia integrada ao policiamento ostensivo tem ampliado a capacidade de resposta das forças de segurança, contribuindo para a prevenção de crimes e para a rápida recuperação de bens furtados ou roubados.

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Natal Encantado de Barueri terá megaoperação com reforço da GCM, drones e reconhecimento facial

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A Prefeitura de Barueri montou uma ampla operação integrada de segurança, trânsito, saúde e acessibilidade para garantir a tranquilidade do público durante os shows do Natal Encantado de Barueri 2025. O esquema especial contará com reforço inédito de 60 novos guardas municipais, que estão concluindo a primeira fase de formação e atuarão especialmente durante o evento de fim de ano.

O efetivo da Guarda Municipal fará patrulhamento a pé e motorizado, com apoio de carros, motos, diciclos, drones e do ônibus da corporação, que funcionará como posto móvel de comando e monitoramento. A estratégia inclui ainda vigilância ampliada nas áreas de maior circulação do público.

Uma das novidades desta edição é o teste de tecnologia de reconhecimento facial e leitura de placas (OCR). O sistema foi integrado às câmeras do Centro Integrado de Monitoramento (CIM), incluindo equipamentos instalados no entorno do evento e nos drones. A expectativa é ampliar a sensação de segurança de moradores e visitantes ao longo da programação.

No trânsito, a Secretaria de Mobilidade Urbana vai atuar com agentes posicionados em pontos estratégicos, orientando motoristas e realizando desvios para manter a fluidez viária. Entre os dias 6 e de 7 a 21 de dezembro, quem sair do Jardim Belval pela Avenida 26 de Março, no sentido Centro, deverá utilizar a Rua Fioravante Barleta e seguir pela Rua Dom Pedro II.

Na região do Ginásio José Corrêa, haverá interdições antes das apresentações. A Avenida Guilherme Perereca Guglielmo será fechada nas proximidades do restaurante Larezzo, com desvio pela Rua Adelino Cardana. Quem segue do Centro em direção à Aldeia deverá utilizar a Rua Paulo Pereira de Campos. Viaturas poderão ajustar o fluxo na Avenida Arnaldo Rodrigues Bittencourt conforme a demanda.

A prefeitura recomenda que o público priorize o transporte público. No primeiro dia de evento, haverá bolsões de estacionamento nas ruas Henriqueta Mendes Guerra, Avenida 26 de Março e Avenida Arnaldo Bittencourt (sentido Aldeia).

A operação também inclui ambulância equipada e equipe médica de prontidão para atendimento imediato em caso de emergência.

O Natal Encantado contará ainda com estrutura de acessibilidade, com espaço reservado para pessoas com deficiência física, auditiva, visual, intelectual, múltiplas deficiências e pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). O acesso ao espaço será feito mediante apresentação de documentação comprobatória. Durante os shows, equipes da Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência estarão no local para dar suporte ao público.

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Desinformação e preconceito institucional: uma reflexão sobre a fala do Deputado Capitão Augusto – por Reinaldo Monteiro

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O papel constitucional das Guardas Municipais

A recente declaração do Deputado Federal Capitão Augusto, durante a audiência pública da Comissão Especial da Câmara dos Deputados que discute a PEC da Segurança Pública (PEC 18/2025), causou perplexidade e profunda indignação em gestores públicos, especialistas e profissionais que atuam na área de segurança pública em todo o Brasil.

Ao insinuar que o reconhecimento das guardas municpais como polícias municipais representaria uma “temeridade”, e que prefeitos poderiam “aliciar guardas municipais para perseguir opositores políticos”, o parlamentar não apenas ofendeu milhares de profissionais das Guardas Municipais, mas também desrespeitou o pacto federativo, a autonomia constitucional dos municípios brasileiros e os milhares de prefeitos e prefeitas do Brasil.

A fala e o preconceito institucionalizado

As palavras do deputado revelam uma visão ultrapassada, arcaica, centralizadora e impregnada de desconfiança quanto à capacidade administrativa dos municípios e dos prefeitos. Tal postura ignora o fato de que o artigo 30 da Constituição Federal confere aos municípios a competência para “organizar e prestar, diretamente, serviços públicos de interesse local”, e entre esses serviços está, inegavelmente, a segurança pública básica, preventiva e comunitária.

A fala do parlamentar é, além de ofensiva, incompatível com a realidade democrática. Ao sugerir que prefeitos possam utilizar guardas municipais como instrumentos de perseguição política, o deputado desconsidera completamente os mecanismos de controle institucional já existentes — como Ministério Público, Câmaras Municipais, Tribunais de Contas, Conselhos de Segurança e o próprio Poder Judiciário —, que impedem qualquer uso indevido de forças públicas.

A importância das Guardas Municipais como Polícias de Proximidade

As Guardas Municipais são, hoje, instituições legítimas, capacitadas e reconhecidas pelo Supremo Tribunal Federal (ADPF 995/2022 e RE 608.588 – Tema 656) como polícias municipais competentes para realizar o policiamento ostensivo e comunitário no âmbito dos municípios, dotadas de poder de polícia administrativa e de atuação na proteção sistêmica da população que utiliza bens, serviços e instalações do município.

Em centenas de cidades brasileiras, as Guardas desempenham funções essenciais e inadiáveis de atendimento a população como, o policiamento ostensivo comunitário, policiamento e proteção escolar, policiamento preventivo e de proteção à mulheres vítimas de violência, apoio à fiscalização urbana, defesa civil e monitoramento de áres de riscos. São forças policiais de proximidade, enraizadas nas comunidades e mais próximas das demandas sociais que os cidadãos vivenciam diariamente.

Ignorar essa realidade é fechar os olhos para a evolução da segurança pública no Brasil, que precisa ser pensada de forma integrada, federativa e participativa, conforme os princípios do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP) instituído pela Lei nº 13.675/2018.

A falta de espírito público e o divórcio com a sociedade

Enquanto o país enfrenta crises de segurança, com aumento de crimes violentos, ausência de efetivo policial e fragilidade nas políticas preventivas, é lamentável que parte do Parlamento se dedique a discursos baseados no medo e na desinformação, ao invés de propor soluções concretas.

A fala do Deputado Capitão Augusto traduz uma falta de espírito público, uma desconexão com a realidade das cidades, uma resistência em reconhecer o papel transformador dos municípios na segurança cidadã e pior, uma total INDIGÊNCIA INTELECTUAL, o que nos faz refletir sobre a formação e a capacitação desse parlamentar para representar de fato os interesses do povo.

A população brasileira exige ações coordenadas, integração entre os entes federados e fortalecimento das estruturas locais. O preconceito institucional contra as Guardas Municipais é um obstáculo político e ideológico que precisa ser superado, sob pena de perpetuar um modelo ultrapassado, concentrador, ineficiente e extremamente caro para a sociedade e para os agentes de segurança pública, uma vez que o atual modelo tem uma tendência a privilegiar apenas os oficiais, mantendo um sistema de mizerabilidade institucional para quem atua na ponta.

O papel constitucional dos municípios na segurança pública

O modelo federativo brasileiro consagra a autonomia dos municípios como entes federados plenos, com competências próprias, receitas e deveres.
Negar aos municípios o direito de organizar e estruturar suas forças de segurança é negar a própria essência do Estado Democrático de Direito e da organização político-administrativa do nosso país.

As Guardas Municipais não são milícias, nem apêndices de poder político local. São instituições públicas formais, submetidas à lei, à Constituição e ao controle social. Reconhê-las como polícias municipais — como propõe a PEC da Segurança Pública — é apenas reconhecer juridicamente o que, na prática, já ocorre no país em mais de 1.400 cidades: os municípios têm papel indispensável na prevenção, proteção e manutenção da ordem pública.

O desafio da verdade institucional

A democracia exige responsabilidade no discurso e respeito às instituições.
A fala do Deputado Capitão Augusto, ao generalizar e estigmatizar os prefeitos e as Guardas Municipais, fragiliza o debate público e contribui para a desinformação social e para o caos nas cidades.

O Brasil precisa de uma reforma constitucional que fortaleça a segurança pública como um direito social, reconhecendo o protagonismo dos municípios e valorizando os profissionais que, com poucos recursos, arriscam suas vidas diariamente em defesa da população.

A PEC da Segurança Pública (PEC 18/2025) representa essa oportunidade histórica — de corrigir uma omissão legislativa que perdura mais de 37 anos, fortalecer o pacto federativo e consolidar um novo paradigma de segurança cidadã.

O Parlamento deve escolher: ou permanece cativo do medo e da retórica corporativa, ou assume o compromisso republicano com o povo brasileiro e com os municípios que constroem, na prática, a verdadeira segurança pública do país.

Link da audiência pública realizada dia 02 de dezembro de 2025:


Reinaldo Monteiro, GCM de Barueri-SP, Presidente da AGM BRASIL, Bacharel em Direito com especialização em Direito Constitucional e Administrativo, Consultor em Segurança Pública, Palestrante e ex-Diretor da Secretaria Nacional de Direitos Humanos.


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Delegado Nico assume Segurança Pública de SP após saída de Derrite para a Câmara

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O governador Tarcísio de Freitas anunciou nesta sexta-feira (28) a nomeação de Osvaldo Nico Gonçalves como novo secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo. Ele substitui Guilherme Derrite, que deixa o cargo na próxima semana para reassumir seu mandato na Câmara dos Deputados.

Atual secretário executivo da pasta desde janeiro de 2023, Nico é formado em Direito e especialista em Polícia Judiciária. Segundo o governo paulista, sua gestão dará continuidade às políticas de combate ao crime organizado e às ações de valorização das forças policiais.

Com mais de quatro décadas de atuação na segurança pública, Nico ingressou na Polícia Civil como investigador em 1979, passando por departamentos estratégicos como DECAP, DHPP, DEIC e GARRA. Em 1992, após se formar como delegado, fundou o primeiro Grupo de Operações Especiais (GOE) da Polícia Civil, tornando-se também o primeiro delegado piloto da unidade.

Durante 12 anos, foi supervisor do Grupo Especial de Resgate (GER), no GARRA, comandando mais de 200 policiais civis. Na carreira, também criou o Grupo Anti-Bombas e o Grupo de Motos. Em 2019, assumiu a direção inicial do Departamento de Operações Policiais Especializadas (DOPE) e, em 2022, chegou ao cargo máximo da instituição ao ser nomeado delegado-geral da Polícia Civil do Estado de São Paulo.

A nomeação reforça a estratégia do Palácio dos Bandeirantes de manter a continuidade na condução da segurança pública paulista.

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Dois homens são presos após assalto a posto de combustível em Cotia

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Dois homens foram presos na noite desta quinta-feira (20) após o roubo a um posto de combustível na Avenida Ivo Mário Isaac Pires, em Cotia, na Grande São Paulo. Segundo relato das vítimas, a dupla — um deles portando uma arma longa — anunciou o assalto e levou o dinheiro do caixa antes de fugir em direção ao Jardim das Oliveiras.

Com as características repassadas pelas vítimas, equipes da polícia iniciaram buscas pela região. Na Rua Marques de Pasquais, próximo à linha férrea, um dos suspeitos foi localizado e abordado. A identificação foi confirmada após a vítima reconhecer o homem por meio de uma imagem enviada pela equipe que atuava na ocorrência.

O segundo suspeito foi detido por agentes da Guarda Civil Municipal de Cotia na Rua João Antônio de Oliveira. Com ele, foram apreendidos dinheiro, uma arma artesanal e um carregador com cinco munições de calibre 9 mm.

Os dois homens foram levados ao Distrito Policial Central de Cotia, onde tiveram a prisão em flagrante ratificada pela autoridade de plantão. Ambos permaneceram detidos e ficaram à disposição da Justiça.

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Barueri inicia Operação Natal Seguro com reforço no patrulhamento e uso de tecnologia

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A Prefeitura de Barueri dará início, na próxima segunda-feira (24), à Operação Natal Seguro, ação coordenada pela Secretaria de Segurança Urbana e Defesa Social (SSUDS) para reforçar a proteção da população durante o período de maior movimento no comércio. A iniciativa seguirá até o fim de dezembro, quando será integrada diretamente à Operação Réveillon Seguro.

Com o aumento do fluxo de consumidores em shoppings e áreas comerciais, o objetivo é reduzir riscos de roubos e furtos e ampliar a sensação de segurança entre moradores, trabalhadores e visitantes. Para isso, o patrulhamento será intensificado nos pontos de maior circulação.

O efetivo contará com diferentes frentes de atuação, incluindo equipes motorizadas em veículos de duas e quatro rodas, além do uso de tecnologias como drones e diciclos, que ampliam o alcance e a agilidade das rondas realizadas pela Guarda Municipal.

A operação se soma a um conjunto de investimentos contínuos da gestão municipal na área de segurança pública, com foco em ações preventivas, integração entre forças policiais e sistemas modernos de monitoramento. Essa estratégia tem sido determinante para a queda consistente nos índices de criminalidade.

Barueri se consolidou como uma das cidades mais seguras do país. De acordo com o Anuário 2023 Cidades Mais Seguras do Brasil (MySide©), o município ocupa a 9ª posição entre as cidades brasileiras com população entre 200 mil e 500 mil habitantes.

Com a Operação Natal Seguro, a Prefeitura reforça o compromisso de garantir tranquilidade aos moradores e visitantes durante as festas de fim de ano, oferecendo um ambiente mais protegido para compras, lazer e circulação pela cidade.

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Foto: Divulgação/PMB

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Kauan Berto anuncia expansão do Smart Cajamar com totens de segurança em pontos de ônibus

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O prefeito de Cajamar, Kauan Berto, anunciou a ampliação do programa Smart Cajamar, reforçando os investimentos em tecnologia e segurança pública no município. A iniciativa inclui a instalação de totens inteligentes em pontos de ônibus, equipados com câmeras de leitura facial em tempo real e integração direta com a Secretaria de Segurança Pública e o Ministério da Justiça.

Os equipamentos passam a operar conectados à plataforma já utilizada pela Central de Comunicação (CECOM) da GCM, permitindo monitoramento contínuo e resposta imediata em situações de risco. Cada totem contará ainda com um botão de emergência, que acionará instantaneamente a Guarda Civil Municipal.

A expansão também prevê a ampliação do sistema de leitura facial e reconhecimento de placas de veículos que circulam pela cidade. Durante o anúncio, Kauan Berto confirmou ainda a entrega de novas viaturas e armamentos para reforçar o trabalho da GCM.

Segundo o prefeito, as medidas são parte de uma estratégia para consolidar Cajamar como referência em segurança urbana. “Tecnologia, modernidade e mais segurança para quem vive e circula pela nossa cidade”, destacou.

Com essas ações, a gestão municipal espera aumentar a capacidade de prevenção, agilizar o atendimento a ocorrências e oferecer mais proteção aos moradores.

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Foto: Reprodução

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