A Semana da Mulher foi marcada por uma série de atividades públicas e neste sábado (12), a programação continua com o evento “Mulheres: Bonita por dentro e por fora. Valorize-se! Diga Não à Violência!”. O objetivo é incentivar o empoderamento feminino e chamar a atenção para o combate à violência doméstica contra a mulher.
O evento será marcado pela entrega de um kit às mulheres presentes no evento: um batom na cor vermelha e um bombom. A campanha contra a Violência Doméstica define medidas de enfrentamento à violência contra a mulher. A letra X, preferencialmente feita na mão e na cor vermelha, funciona como um sinal de denúncia de forma silenciosa e discreta de situação de violência. A ideia é de quem perceber esse sinal na mão de uma mulher, procure a polícia para auxílio à vítima e identificação do agressor.
O programa Sinal Vermelho contra a Violência Doméstica está previsto na Lei nº 14.188/2021 e é uma das medidas de enfrentamento da violência doméstica e familiar contra a mulher previstas na Lei Maria da Penha, com validade em todo o território nacional.
A iniciativa é organizada pela Prefeitura em parceria com a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) – Subseção de Itapevi, a Câmara Municipal, a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), Acolher – Fundo Social de Solidariedade, Secretaria de Desenvolvimento Social e Cidadania, Secretaria de Saúde, Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) e a ONG Ser Amor, que atua no município. O evento é gratuito, aberto ao público e, com exceção da caminhada, acontece no estacionamento da Centro de Operações de Itapevi na Rod. Eng. Renê Benedito da Silva, 890 – Vila Santa Rita.
Confira a programação do evento:
– 09h30 – 1ª Caminhada pela Vida e Força da Mulher – Itinerário: Ponto de partida (Praça Carlos de Castro), passando pela Rua Rubens Caramez até o estacionamento da DDM (Rod. Eng. Renê Benedito da Silva, 890 – Vila Santa Rita) – 10h30 – Aula de zumba
Atividades das 10h30 às 14h:
– Pintura nos rostos das crianças – Atendimentos: • Cabeleireiro e Manicure • Orientações sobre serviços sociais e consultas de Cadastro Único (CadÚnico) • Acompanhamento com psicólogos e nutricionistas • Assistência Jurídica • Apresentação de cursos profissionalizantes 11h30 – Apresentação da Banda da Guarda Civil Municipal 13h00 – Apresentação de Balé dos estudantes da Escola Livre de Dança 14h00 – Entrega dos Kits (batom vermelho e bombom) da Campanha do Sinal Vermelho.
Não é novidade para ninguém que as mulheres têm demonstrado força, profissionalismo e sensibilidade em todos os setores da sociedade. Suas histórias são relembradas na semana do Dia Internacional das Mulher, comemorado em 8 de março. No entanto, sua importância deve ser celebrada durante todo o ano.
Nas salas de aula da rede municipal de Barueri, as educadoras somam mais de 80% do total de professores. Esse número representa a quantidade de docentes que, com maestria, dedicam suas vidas à educação de crianças e adolescentes baruerienses.
Mãe de dois filhos e excelente professora, Célia Aparecida dos Santos é uma das dedicadas profissionais apaixonadas pela educação. Atualmente, ela atua como docente da educação infantil, na maternal Joaquim Soares. Para ela, o amor e a afetividade são elementos essenciais para se conquistar uma criança.
“Não é só despejar conteúdo. Ensinar vai muito além disso. Se faz necessário ouvidos e olhos atentos para a criança, e acima de tudo estabelecer uma relação de parceria com a família”.
Professora Célia Aparecida dos Santos – Foto: Divulgação/SECOM-Barueri
Há 38 anos no magistério, ela conta que desde os 9 anos de idade já sonhava em ser professora. “Estudei na zona rural, e me lembro até hoje da minha professora Giselda Osório. Ela foi minha inspiração a também querer ser educadora”, conta Célia que com 19 anos de idade, após concluir o magistério, já começava a lecionar.
Para explicar seu sentimento e paixão sobre sua missão de educadora, ela carrega como mantra a frase do pensador Rubem Alves (1933-2014). “Ensinar é um exercício de imortalidade. De alguma forma continuamos a viver naqueles cujos olhos aprenderam a ver o mundo pela magia da nossa palavra. O professor assim, não morre jamais”.
Célia também lembrou um dos seus maiores desafios. “Lecionar no período da pandemia do coronavírus foi uma situação única. No período eu aprendi muito com os meus colegas professores mais novos. O uso das ferramentas tecnológicas para as aulas online foi um grande aprendizado”.
A semana começa e os clientes da doceira Elida Ribeiro recebem, por meio de lista de transmissão, mensagem motivacional. Foi essa a estratégia adotada quando ela começou a usar a internet nos negócios: “Todos os domingos mandava uma mensagem para começarem a semana bem, mensagens com positividade. E daí vinham sempre três ou quatro encomendas”, conta.
A proprietária de A Mineira Doceria Gourmet considera a internet importante aliada nas vendas. Agora, as mensagens motivacionais deixaram a lista de transmissão e são postadas no status. Pelas redes sociais, ela recebe atualmente pelo menos 90% dos pedidos.
A internet também é o instrumento de trabalho da empreendedora digital Tayane Andrade, que chega a trabalhar até 14 horas por dia quando precisa executar um projeto. “É um mundo muito rico em questão de conteúdo. Um mundo que dá para trabalhar e se sustentar”, defende.
Tanto Elida quanto Tayane não são regras entre as mulheres brasileiras. Apesar de estarem mais conectadas à internet que os homens, as mulheres ainda usam menos a rede para trabalhar ou para estudar.
A pesquisa Mulheres e Tecnologia – Dados sobre o acesso feminino a Tecnologias da Informação e Comunicação, da plataforma Melhor Plano, mostra que 85% das mulheres de 10 anos ou mais são usuárias de internet. Esse percentual entre os homens é menor, 77%.
Apesar disso, elas usam menos a internet para trabalhar. Em 2020, em meio à pandemia de covid-19, 32,47%, praticamente uma em cada três mulheres, usou a internet para realizar atividades relacionadas ao trabalho. Entre os homens, 44,16% fizeram esse uso.
As redes sociais entraram na rotina de Elida por causa de um cliente. Em Brasília, ela fazia doces e levava para vender nos bares da cidade. Foi quando um cliente a ajudou a criar perfis nas redes sociais. Ela passou então a postar onde estaria fazendo as vendas. Logo, passou a receber encomendas online e a ampliar os negócios, contratando funcionárias para a empresa. Quando veio a pandemia, já estava estabelecida de forma online e isso, segundo ela, foi fundamental.
Elida – Imagem cedida Troika Comunicação
“A minha mãe dependia de as pessoas comprarem, comerem e gostarem. Hoje, tem essa ferramenta gratuita que é Instagram”, diz Elida, que aprendeu a fazer bolos e doces com a mãe e a avó, que tinham o mesmo ofício.
Se não é possível conquistar os clientes pelo estômago, ela conquista pelos olhos: só posta aquilo “que dá vontade de comer com os olhos”, diz. “Os nossos doces são cem por cento artesanais e feitos diariamente. A gente tira várias fotos. O cuidado que temos é se olhamos a foto e temos vontade de comer. É a primeira coisa. Tem vontade de comer? Se sim, divulgo e, se não, nem divulgo”.
Muito trabalho
Para Tayane também foi fundamental o trabalho online, sobretudo na pandemia. “Essa pandemia não teve coisa boa, mas se tenho alguma coisa a agradecer desse tempo que fiquei em casa é justamente saber que mundo digital existe. É um privilégio”, diz.
Tayane dava aulas de empreendedorismo para mulheres. Com a necessidade de distanciamento social, as aulas passaram a ser online na pandemia. Foi aí que ela percebeu toda a dificuldade enfrentada por outras mulheres, que iam desde a falta de dinheiro para comprar pacotes de conexão, falta de equipamentos a até falta de tempo e de prioridade para se dedicar aos estudos. Como às vezes a família tinha um único celular, “a preferência era de quem trabalhava na rua ou era do marido, nunca dela”, diz.
Quando conseguiam passar muito tempo em frente às telas, se dedicando aos estudos, parecia que estavam fazendo algo errado. “Elas se sentiam um pouco desconfortáveis de passar tanto tempo dedicadas ao negócio porque era estranho e parecia que não estavam fazendo nada. No início, eu mesma me incomodava com isso também e, se não cuidar, até hoje a gente se incomoda porque parece que não está fazendo nada. Mas é tão trabalhosa quanto qualquer outra atividade, às vezes até mais”.
Hoje, Tayane deixou de dar aulas e se dedica ao próprio negócio, em que oferece mentorias e trabalha com marketing digital.
Tayane – Wilian Alves/Direitos reservados
Fora do mercado digital
Segundo a pesquisa, a baixa proporção de mulheres que trabalham na rede pode estar relacionada à alta concentração da população feminina em trabalhos convencionais, que exigem pouco contato com os espaços online. “Talvez uma parte da população feminina ainda esteja concentrada em atividades que não exigem trabalho online, e sim mais presencial, físico, como domésticas ou mesmo cuidando da própria casa”, diz uma das sócias do Melhor Plano, Mariah Julia Alves.
“Grande parte das mulheres tem acesso à internet e isso é bem positivo”, complementa ela. “Mas, esses acessos têm sido usados em funções cotidianas – usam mensagens, chamadas de voz, para assistir vídeos, acessar redes sociais, coisas muito pessoais e que não são relacionadas à educação, ao desenvolvimento profissional”.
A desigualdade está também na formação. O estudo mostra que apenas 19,81% das mulheres entrevistadas revelaram ter feito cursos a distância em 2020. Entre os homens, o percentual foi 22,68%.
“Isso traduz muitas das desigualdades, em todos os aspectos, que nos atingem”, analisa a professora da Universidade de Brasília (UnB) Catarina de Almeida Santos.
“A gente enfrentou grande dificuldade para meninas e mulheres fazerem seus cursos de forma remota, durante a pandemia]. Quando estão em casa, ninguém entende que estão estudando. Muitas vezes, precisam olhar o filho ou são chamadas para fazer outra atividade. A própria infraestrutura domiciliar não possibilita que as mulheres tenham esse tempo e esse espaço”, diz Catarina.
Outras desigualdades
Os dados do Cetic.br mostram que há uma série de desigualdades no acesso à internet no Brasil, entre elas o tipo de equipamento pelo qual se acessa a rede. Homens têm mais acesso a múltiplos dispositivos, enquanto mulheres acessam mais a internet pelo celular, equipamento que tende a limitar algumas funções da rede.
A pesquisa Uso das Tecnologias de Informação e Comunicação nos Domicílios Brasileiros (TIC Domicílios) revela que mulheres negras acessaram a internet exclusivamente pelo telefone celular (67%) em maiores proporções que homens brancos (42%). Por outro lado, elas realizaram transações financeiras (37%), serviços públicos (31%) e cursos (18%) pela internet em proporções bastante inferiores às de homens brancos (51%, 49% e 30%, respectivamente).
“Essa questão de acesso e uso das tecnologias de informação e comunicação foi inserida em contexto social cultural, ou seja, se se está em uma sociedade machista, em que mulheres têm menos oportunidades no offline, isso também vai se traduzir no mundo online”, diz o coordenador da pesquisa TIC Domicílios, Fabio Storino.
Segundo a analista do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), órgão Cetic.br, Javiera Macaya, essa desigualdade de acesso e de oportunidades na internet começa desde cedo. “É preciso ter acessibilidade de gênero, ter acessibilidade considerando questões raciais. Sempre pensar em política pública, em dados, não parar em uma primeira camada de análise, mas incluir outras variáveis que são importantes, ainda mais no contexto brasileiro”, diz.
Os pesquisadores enfatizam que é preciso garantir o acesso à internet, mas, além disso, a qualidade desse uso para todos, o que inclui equipamentos de qualidade, alta velocidade de conexão.
“Precisamos preparar nossa sociedade para esse mundo cada vez mais digital, pensar em políticas com as quais possamos trabalhar as habilidades digitais necessárias para conseguir a atividade online”, afirma Storino. “Não adianta o governo e as empresas estarem digitais se há uma população que ainda não é digital, que ainda é analógica, que precisa desenvolver certas habilidades. A gente precisa trabalhar tudo isso junto”, acrescenta.
Por Mariana Tokarnia – Repórter da Agência Brasil – Foto: Marcelo Camargo/AB
Conheça a trajetória da quituteira e líder comunitária Marta Roberto, que agora pretende cursar Assistência Social para ajudar as pessoas
Ter determinação para conquistar seus objetivos, muita esperança e fé. São as orientações que a quituteira Marta Cristina Roberto, moradora do Jabaquara, na Zona Sul, sempre dá ao seu casal de filhos – Luís, de 20 anos, e Sophia, 9. Foi com essa força de vontade que ela conquistou a casa própria no Condomínio Pérola Byington, em Americanópolis, bairro localizado entre os distritos de Cidade Ademar e Jabaquara, na Zona Sul da capital.
Marta é moradora do conjunto habitacional, ofertado pela Prefeitura de São Paulo, desde 2020. Antes morou por 12 anos na Comunidade Beira Rio, também na região Sul, que em dezembro de 2009 sofreu um incêndio.
“Atuava e ainda atuo como líder comunitária. Queria melhorar minha condição de vida e da minha família, mas também não esquecia dos vizinhos. Foi uma década de luta. Estive presente em todas as reuniões e audiências públicas. E deu muito certo”, comemora.
Hoje Marta tem a cozinha de sua casa organizada para preparar suas encomendas e pode relaxar em sua sala, além de ter quartos confortáveis para ela, seu marido e filhos descansarem após um dia de trabalho e estudos.
“Tenho muito orgulho dessa luta, aprendi demais durante essa caminhada”, diz.
Inspiração
Marta conta que aprendeu a importância de ajudar o próximo com um vizinho durante o tempo que viveu na Comunidade Beira Rio.
“Achava muito bonita a dedicação do Senhor Henrique. Ele explicava que era preciso trabalhar pela comunidade, olhar por todos”, conta.
Com seu grande amigo, Marta teve conhecimento de que para ser líder é preciso saber delegar, ter comprometimento com a causa e sintonia com aqueles que estão ao seu redor.
“Os bons resultados sempre aparecem”, afirma ela, que deseja continuar fazendo a diferença no dia a dia das pessoas. Para isso, está se preparando para prestar vestibular para uma faculdade de Assistência Social.
“Quero estudar e me formar para conseguir ajudar quem precisa. São muitos os que precisam de auxílio, de apoio”, garante.
Esta semana será de homenagens às mulheres, afinal, em 8 de março celebra-se o Dia Internacional da Mulher. Ao longo dos dias vamos trazer personagens que comprovam a força e o importante papel que elas exercem na vida de todo mundo.
E já que o assunto é vida, que tal conhecermos um pouco mais sobre as médicas veterinárias que atuam na Secretaria de Recursos Naturais e Meio Ambiente? Uma trabalha no Cepad (Centro de Proteção ao Animal Doméstico), enquanto a outra atua no Resgate Animal. Graças ao trabalho delas, muitas vidas inocentes ganham uma segunda chance, o que possibilita manter Barueri entre as cidades que mais protegem os animais no Brasil.
Camilla: a menina que já sonhava em salvar os animais abandonados A médica veterinária Camilla Panizza de Camargo é responsável pelas duas unidades do Cepad. Ela conta que o desejo de atuar na área veio na infância, quando o cuidado pelos pets de rua começou. E mesmo com as dificuldades, como as diferenças salariais e até de oportunidades de trabalho, ela faz questão de frisar a capacidade da mulher na execução de qualquer tarefa.
Médica Veterinária Camilla Panizza de Camargo – Foto: Divulgação/SECOM-Barueri
“A mulher aprendeu a ocupar o seu espaço e a exigir respeito com delicadeza e gentileza. Somos muito cobradas, precisamos ser boas mães, profissionais, amigas e companheiras para obter respeito. Eu acho que a mulher precisa ser sábia, perspicaz e equilibrada. E a sociedade precisa compreender que somos perfeitamente capazes de fazer todas as coisas em condições de igualdade”, finaliza.
Karoliny: o amor pelos animais definiu sua escolha de profissão A médica socorrista Karoliny Rafaela Flora Zanin, que atua no Resgate Animal na unidade 2 do Cepad, relata que desde muito cedo carrega um grande apreço pelos animais, o que resultou na profissão na qual se sente tão realizada. Ela ingressou no setor em 2019. Para Karoliny, as mulheres encontram barreiras relacionadas ao gênero não só em sua área, mas em todas as profissões, porém, reforça que as qualidades independem de gênero e que respeito e empatia ajudam a vencer as dificuldades encontradas. De qualquer forma, há muita luta pela frente e desistir não é uma opção.
“Sempre desempenhamos vários papéis na sociedade, mas conforme a época, a região, a cultura e a religião, alguns papéis receberam mais destaque do que os outros, como o de esposa e mãe. A mulher conquistou seu espaço na sociedade como profissional, cientista, educadora, atleta, empreendedora e o que mais ela quiser ser. Mas com a adaptação das leis, a educação, a consciência e a luta das mulheres, houve mudanças positivas no comportamento da sociedade que ainda está em construção”, completa.
É de domínio público que, embora os negócios tanto grandes quanto pequenos ou médios ainda sejam regidos por homens em sua grande maioria, esse cenário vem se transformando ao longo dos anos, sobretudo no período da pandemia do COVID-19.
Muitas mulheres, ainda que por necessidade, adentraram na vida do empreendedorismo. Em virtude desse aumento no número de mulheres empreendedoras, a criação do Programa Don@ do Meu Trampo, por meio de uma parceria da Prefeitura de São Paulo, por meio da sua Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania (SMDHC), com o Instituto Besouro, tornou-se imprescindível, visto que existe um público empreendedor feminino em ascensão que era, até esse momento, desassistido. O projeto está sendo viabilizado por meio de uma emenda parlamentar destinada pela Vereadora Cris Monteiro.
O Programa Don@ do Meu Trampo promoverá uma capacitação de jovens mulheres, de 15 a 29 anos, em situação de vulnerabilidade social que residam em comunidades e regiões periféricas na cidade de São Paulo. Assim como já mencionado, além do aumento na renda e da inserção no mercado de trabalho, salienta-se que, por meio dessa qualificação e do suporte fornecido, essas mulheres poderão explorar também o seu lado criativo e protagonista, possibilitando ganhos pessoais às alunas, visto que o programa visa empoderar e melhorar a autoestima dessas jovens. Os objetivos socioeconômicos e pessoais, portanto, estão diretamente vinculados e serão contemplados ao longo das aulas e do acompanhamento posterior, demonstrando que essas transformações individuais podem e devem ser executadas juntamente. Por fim, destaca-se que a conquista pessoal dessas jovens mulheres também é uma vitória imensurável à sociedade, visto que, por meio dos seus negócios, elas contribuem para a economia, sobretudo na diversificação das comunidades em que estão inseridas.
A Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania tem como missão articular e coordenar políticas públicas municipais de forma transversal e interseccional com respeito à diversidade, por meio da promoção e defesa de direitos, em benefício da população, com atenção especial às pessoas em situação de vulnerabilidade. Por isso, a Coordenação de Políticas para a Juventude atua no Programa para assegurar às jovens participantes o acesso à cidadania, à cidade e aos direitos humanos. Em parceria com a Prefeitura de São Paulo, o Instituto Besouro de Fomento Social e Pesquisa vai executar o programa que auxiliará essas mulheres no desenvolvimento das habilidades empreendedoras e na capacitação tanto para abrir quanto para estruturar os seus próprios negócios. É consabido que o Instituto, executor do programa, ao longo dos 17 anos de atividade, construiu uma ampla rede nacional e internacional de parceiros que, assim como o Instituto, nutrem uma aspiração social em comum no que diz respeito a criação de negócios inovadores por indivíduos em situação de vulnerabilidade social.
Tendo em vista essa repercussão e os resultados positivos obtidos ao longo dos anos, atribui-se a grande parte desse sucesso a metodologia By Necessity cujo pilar central é o incentivo à criação de negócios com base na necessidade imediata e nos conhecimentos empíricos do aluno. Dessa forma, assim como nos demais programas do Instituto, a capacitação das jovens mulheres no Programa Don@ do Meu Trampo seguirá a metodologia By Necessity, desenvolvendo-se em cinco dias de aulas presenciais e 90 dias de acompanhamento remoto para que as alunas possam criar, desenvolver e colocar em prática suas ideias de negócios. Nesse período de consultoria, as jovens empreendedoras serão asseguradas acerca da importância na melhoria da gestão e do desenvolvimento desses novos negócios que se tornarão suas fontes de renda e autonomia.
Serão formadas quatro turmas presenciais do programa Don@ do Meu Trampo na cidade de São Paulo. Já estão abertas as inscrições para a região Cidade Tiradentes, que serão feitas do dia 03/03 à 11/03. Acesse a página de inscrições aqui.
O programa contemplará as seguintes comunidades:
Cidade Ademar: Realização de uma turma para 40 jovens mulheres;
Subprefeitura de Cidade Tiradentes: Realização de uma turma para 25 jovens mulheres;
Subprefeitura Ipiranga: Realização de uma turma para 25 jovens mulheres;
Vila Nova Cachoeirinha – Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso: Realização de uma turma para 25 jovens mulheres.
Entre os dias 8 e 27 de março, a Prefeitura de Cotia, por meio da Secretaria dos Direitos Humanos, Cidadania e da Mulher realiza uma programação especial para celebrar o mês da mulher, em especial o Dia Internacional da Mulher [8 de março]. Durante todo o mês, estão previstas formações em empreendedorismo feminino, ações ambientais e até duas Caminhadas Solenes da Mulher, uma no Centro e outra em Caucaia [abaixo a programação].
No dia 8, quem levar uma garrafa pet com dois litros de óleo de cozinha usado à Praça dos Romeiros, em Caucaia do Alto, ganhará uma orquídea de presente e poderá participar de uma oficina de cultivo desta flor. A ação ocorrerá das 14h às 16h, em parceria com as Secretarias do Verde e do Meio Ambiente, de Cultura e Lazer e de Desenvolvimento Social, com o apoio do Sítio Ecológico Semeando e do OHquídea.
“As mulheres que me inspiram são aquelas que acordam cedo, pegam transporte público, realizam seu trabalho de forma esmera, voltam pra casa e ainda conseguem ajudar na tarefa da escola, organizar a casa, preparar o jantar e separar a marmita do dia seguinte [sic]”, disse a vice-prefeita e Secretária dos Direitos Humanos, Cidadania e da Mulher, Ângela Maluf. “Elas me inspiram a pensar em política públicas para fortalecê-las, desde a hora em que acordo até o meu deitar”, ressaltou.
Foi assim que a vice-prefeita pensou nesta programação que ainda conta com uma formação sobre atendimento ao autista e suas famílias para o comércio de Cotia, cursos on-line do Sebrae Delas [veja como se inscrever], lançamento de uma ação com Plantas Alimentícias Não Convencionais no Viveiro Municipal e a Caminhada da Mulher em dois dias. Quem quiser participar das caminhadas deve, preferencialmente, comparecer aos locais [veja abaixo] de tênis e roupa confortável, máscara, álcool em gel e não se esquecer do filtro solar.
Imagem: Divulgação/SECOM-Cotia
Dia e horário
Evento
Tema
Local
8/03 – 14h às 16h
Ação “De óleo na Orquídea”
Quem levar uma garrafa PET (2L) com óleo de cozinha usado poderá participar de uma oficina de 30 minutos sobre o cultivo desta planta e ganhará uma de presente
Praça dos Romeiros, Caucaia do Alto
14/03 – 9h às 11h
Abertura do programa: Sebrae Delas Pessoa Física ‘Elas Realizam’
Mulheres – competências e habilidades da carreira à gestão do negócio próprio
Auditório do Paço Municipal – Vagas limitadas. Inscrições: [email protected] veja o que informar abaixo
15/03 – 9h às 11h
Sebrae Delas Pessoa Física ‘Elas Realizam’
Mulheres – competências e habilidades da carreira à gestão do negócio próprio
Projeto de Estudo das PANCS (plantas alimentícias não convencionais)
Do mato ao prato
Viveiro Municipal Curupira
26/03 – a partir das 9h
Caminhada Solene da Mulher
Por Todas as Dores
Praça da Matriz de Cotia
27/03 – a partir das 9h
Caminha Solene da Mulher
Por Todas as Dores
Praça dos Romeiros, Caucaia do Alto
Para realizar as inscrições para a programação do Sebrae Delas é preciso enviar e-mail para [email protected], colocar no assunto “Sebrae Delas”. Informar o nome completo, telefone celular, CPF ou CNPJ, data de nascimento, endereço. Para a programação presencial do dia 14/03 as vagas são limitadas.
O Governador João Doria assinou, nesta sexta-feira (4), um decreto que regulamenta o processo de apuração das infrações administrativas decorrentes de qualquer forma de discriminação contra a mulher no serviço público estadual, cabendo, inclusive, o envio de denúncia ao Ministério Público.
O processo será realizado por uma comissão especial composta por membros indicados pela Secretaria da Justiça e Cidadania (SJC). Essa é mais uma medida adotada na atual gestão para respeito, proteção e combate à violência contra as mulheres no estado de SP.
“Faremos mais, o objetivo é ampliar. E que sirva de exemplo. Se São Paulo fez, outros estados podem fazer também como exemplo de proteção às mulheres. Eu não cumpro uma obrigação política ao dar às mulheres aquilo que elas merecem, ao oferecer às mulheres aquilo que elas representam, porque, como foi dito aqui, lugar de mulher é onde ela quiser”, disse Doria.
Evento realizado em homenagem ao mês das mulheres – Foto: Divulgação/Portal Governo SP – 04/03/2022
De acordo com o decreto assinado pelo Governador, a SJC terá autorização para firmar convênios e termos de cooperação com a Assembleia Legislativa, Câmaras Municipais e Poder Judiciário, para praticar todos os atos necessários ao bom funcionamento do sistema de recebimento e julgamento das denúncias dos atos discriminatórios definidos na Lei nº 17.431, de 14 de outubro de 2021. Identificada a prática de possível falta cometida por um servidor público estadual, a comissão especial comunicará o fato ao órgão em que o suspeito desempenhar suas funções e indicará as provas do que tiver conhecimento.
A lei estabelece multa que será paga por meio do Documento de Arrecadação de Receitas Estaduais – DARE, com código de recolhimento de multas em fonte de receita vinculada à Coordenação de Políticas para a Mulher, da SJC. Os recursos obtidos serão aplicados, exclusivamente, para a realização de campanhas educativas que tratem do tema de vedação de qualquer forma de discriminação contra a mulher.
Casa da Mulher
Na ocasião, Doria também anunciou que serão realizados convênios para a criação da Casa da Mulher, um investimento de R$ 32,8 milhões que beneficiará 43 municípios. O programa prevê a disponibilização de espaço de referência para atendimento às mulheres em duas principais áreas: enfrentamento à violência e promoção da autonomia econômica. A iniciativa é uma parceria entre as Secretarias Estaduais da Justiça e Cidadania (SJC), Desenvolvimento Social (SEDS), Desenvolvimento Regional (SDR), Desenvolvimento Econômico (SDE), Direitos da Pessoa com Deficiência e Fundo Social (FUSSP).
A SDR fará o repasse de recursos aos municípios e dará apoio técnico para a construção das casas por meio de convênios, já a SJC vai definir e articular os serviços que serão ofertados nas Casas, orientar e dar as diretrizes para o funcionamento do programa.
Os anúncios foram realizados durante o ato “Violência Nunca Mais”, em defesa da vida das mulheres, no Palácio dos Bandeirantes. Na ocasião, foi distribuída uma cartilha de enfrentamento à violência contra a mulher, com o objetivo de informar cidadãs e cidadãos, bem como profissionais da rede de serviços públicos, sobre o tema.
O material desconstrói visões estereotipadas e preconceitos sobre a violência doméstica, além de informar sobre os tipos de agressões e seus ciclos, a legislação de referência e os órgãos públicos onde as mulheres podem buscar orientação.
O Governador João Doria autorizou o envio nesta sexta-feira (25) de um projeto de lei à Alesp (Assembleia Legislativa do Estado) para instituir o Dignidade Íntima como um programa permanente da Secretaria de Educação para a distribuição de itens de higiene menstrual em todas as unidades escolares da rede estadual.
O Dignidade Íntima foi uma iniciativa criada em decreto publicado dia 19 de junho de 2021 pelo Governo de São Paulo, por meio da Secretaria da Educação. Com o objetivo de combater a pobreza menstrual e seu impacto na educação, sobretudo na evasão escolar, a iniciativa viabilizou investimento de mais de R$ 30 milhões somente em 2021.
Os produtos são disponibilizados em todas as unidades escolares da rede estadual para quaisquer alunas que precisarem, com destaque para aquelas em situação de vulnerabilidade. O programa também promove a formação dos profissionais da escola e estudantes, para garantir acesso ao benefício.
A compra dos materiais é realizada através do PDDE (Programa Dinheiro Direto na Escola). O programa também tem como eixos a formação sobre a temática para todos na unidade, o protagonismo dos jovens, a distribuição de material informativo e a construção da rede de apoio na escola.
Desde a sua criação, o Dignidade Íntima mobilizou muitas comunidades escolares, no interior e na capital, engajando e orientando tanto a equipe de profissionais das escolas como as próprias estudantes, que, além de serem beneficiadas com os materiais disponibilizados, colaboram com a divulgação do programa e na abordagem do assunto junto ao seu núcleo social – principalmente dentro do ambiente escolar.
A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que 1 entre 10 meninas no mundo sofrem com o impacto da pobreza menstrual na vida escolar. No Brasil, estima-se que esse número seja 1 em 4. Em 2014, a ONU reconheceu o direito à higiene menstrual como uma questão de direito humano e à saúde pública.
Encaminhado pela Secretaria da Casa Civil à Alesp, o projeto de lei publicado no Diário Oficial do Estado deste sábado (26) será analisado pelos deputados e, após aprovação, irá para a sanção do Governador João Doria.
Por Portal Governo SP – Foto: Arquivo/Portal Governo SP
Para auxiliar as mulheres que têm ou pretendem montar um negócio, a Secretaria da Mulher e da Família, em parceria com o Sebrae, realizará o curso “Descomplica Pessoa Física”, que trará temas importantes como: Marketing, ideias de negócios, empreendedorismo, finanças, entre outros.
Destinado a mulheres a partir de 16 anos, as aulas ocorrerão de 14/02 a 18/02, das 13h às 17h, na Secretaria da Mulher, localizada na rua Topázio, 65, Jardim Parnaíba.
Para realizar a inscrição a interessada deve comparecer à sede da secretaria portando RG, CPF, comprovante de residência, caso seja menor de idade, a autorização dos pais.
Vale lembrar que as vagas são limitadas. Para mais informações, ligue: (11) 4154-6248.