Esperança ou Colapso? – por Celso Tracco

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Constantemente ecoam notícias que estamos próximos do “fim do mundo”. Profecias (falsas, na minha opinião) de todos os cantos do planeta, dão conta que o mundo vai acabar em tal data. Videntes anunciam o apocalipse nas redes sociais de tempos em tempos. Deixando de lado essas bizarrices, várias análises, baseadas em dados científicos, preveem o colapso da atual forma de vida no planeta Terra, caso a humanidade não mude alguns hábitos. Exemplos:

A mudança climática já está gerando eventos extremos em todo planeta. Chuvas torrenciais em todos os continentes, períodos de seca e de calor escaldante constante, temperatura mais elevada nos oceanos, derretimento das geleiras e da cobertura polar, desaparecimento de lagos e rios, ameaça de aumento do nível do mar causando o desaparecimento de países insulares. A mudança climática também pode extinguir a cultura de alimentos amplamente consumidos em nosso dia a dia.

O mundo está assistindo inúmeros conflitos e guerras declaradas na Europa, Oriente Médio, África e Sudeste da Ásia, e sempre surgem no horizonte ameaças do uso de armas nucleares, o que seria realmente catastrófico para humanidade.

O crime organizado que se tornou uma empresa multinacional. Tráfico de drogas em submarinos, uso de aviões próprios, troca de malas com cocaína e outros entorpecentes em aeroportos importantes, tráfico de qualquer tipo de armamento, ameaçam a paz diariamente.

Além das ações cada vez mais violentas e letais, ainda temos decisões políticas que não contribuem com a vida e matam em silêncio. Os governantes da grande maioria dos países, cortam investimentos nas áreas de educação, saúde, saneamento básico, transportes, moradias populares, mas investem em armamentos, novos contingentes policiais, novos aparelhos de vigilância que visam combater a violência urbana, sempre com mais violência ostensiva. Não combatem efetivamente as causas da violência, como o tráfico de armas, de drogas, de dinheiro ilícito. Neste confronto urbano vemos que muitos inocentes, adultos e crianças, morrem ou são feridos por balas “perdidas”. Uma tragédia que infelizmente a sociedade está normalizando. Vemos vários países que constroem ou estão projetando construir muros em suas fronteiras, um grande crescimento da xenofobia, que só irá gerar mais violência. As cenas de milhares de inocentes famintos, que alguém poderoso decidiu impedir de terem acesso a alimentos, deveria constranger e envergonhar qualquer ser humano. São contínuos os aumentos de mortes e perseguições por intolerância religiosa, por motivos ideológicos e por questões econômicas.

Sim a situação geral parece ser muito desanimadora. O que fazer? Sentar e aceitar em contemplação passiva todos os desmandos gerados pela irracionalidade humana, ou manifestar-se em favor de uma cultura de paz, fraternidade e solidariedade?

Quero ser otimista, mesmo que pareça utópico. Creio que a solução está na própria humanidade, pois o ser humano é a única espécie viva no planeta que tem a capacidade de discernir e agir para, pelo menos, tentar evitar o caos. A pergunta novamente é: a humanidade quer se unir de fato, e salvar o planeta ou continuar a expor características como:  arrogância, soberba, prepotência, egocentrismo e continuar indiferente, pensando apenas em si e não na coletividade? Não me atrevo a prever o futuro, apenas penso que temos o poder de torná-lo melhor do que se apresenta hoje. Depende apenas de nós, do nosso comportamento e de nossas atitudes perante a sociedade, seus problemas e seus governantes. Aproveite seu dia.


Celso Tracco é economista, mestre em Teologia Sistemática, escritor, consultor e palestrante (www.celsotracco.com.br). Com ampla experiência como executivo em empresas nacionais e internacionais, é especialista em marketing, vendas e comportamento humano. Atuou como professor universitário e tem três livros publicados. Em sua coluna, abordará temas como política, economia e sociedade.


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Fazer o bem, sempre! – por Celso Tracco

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A humanidade é, dentre todas as espécies que já habitaram a Terra ao longo de seus bilhões de anos de existência, a que possui o maior poder de destruição. E não estou me referindo apenas ao vasto e diversificado arsenal de armamentos militares que existem em muitos países ao redor do planeta. Me refiro à própria índole do ser humano, maldosa por natureza.

Como é possível que alguém, diante de uma tragédia ambiental, se aproveite da situação para roubar e saquear propriedades desprotegidas, ou desviar recursos e doações destinados à população atingida? É verdade que em geral, frente a uma calamidade, se forma uma imensa corrente de solidariedade: órgãos oficiais, ONGs, igrejas, clubes, comunidades, e até mesmo cidadãos comuns, tornam-se voluntários doando seu tempo e suas habilidades, às vezes até arriscando suas vidas em favor de pessoas que nem conhecem. No entanto, o mal persiste em ofuscar o bem. Como explicar que milhares de pessoas, muitas delas idosas, se recusem a deixar suas casas, pequenos comércios e armazéns por medo de serem saqueadas? Para mim, isso reflete a degradação máxima do ser humano.

Aqueles que agem dessa maneira não têm caráter algum e são ainda piores do que os animais ditos irracionais, pois estes não atacam, roubam ou matam deliberadamente sua própria espécie. Sinceramente, sinto-me indignado como ser humano e, indo contra todas as minhas crenças, penso que aqueles que abusam dos que já perderam praticamente tudo, não merecem fazer parte da comunidade e não merecem uma segunda chance. Infelizmente, muitos dos que praticam esses atos, são pessoas comuns, homens e mulheres que não têm o roubo como meio de vida.

Essas pessoas não se manifestam apenas em grandes catástrofes, mas também episodicamente no cotidiano. Todos nós já testemunhamos acidentes rodoviários envolvendo carretas que transportam alimentos, eletrônicos ou qualquer outro bem de valor. Dezenas de pessoas comuns surgem do nada, como um cardume de piranhas atacando um animal ferido e indefeso, dilacerando-o até a morte. A carga da carreta acidentada é saqueada em questão de minutos, e nem se preocupam em saber se alguém ficou ferido devido ao acidente. Como chegamos a esse estado de barbárie?

Será a desumanidade de viver em cidades gigantescas, onde tudo é difícil e precário para a maioria de seus habitantes? Será a impunidade que assola este país há séculos? Será o inconsciente coletivo, onde pensamos que se eu não roubo, outros vão roubar, e chega de sermos ingênuos? Ou será porque não temos em nossa cultura a formação adequada de valores verdadeiramente humanos? Afinal, tenho certeza de que a imensa maioria das pessoas com mais de 10 anos sabe que roubar algo ou alguém não é correto, talvez não saibam que é um crime, mas sabem que é errado. Não devemos amenizar a punição para quem comete esse tipo de delito.

Acredito que estamos chegando a um ponto de não retorno. Ou retomamos o caminho de uma cultura de paz, solidariedade, responsabilidade social e convivência pacífica e ordeira, onde os livros devem ser mais acessíveis do que as armas e onde a comunicação seja baseada em princípios éticos e não em desinformação. Ou então vai prevalecer a lei do mais forte, a barbárie, a selvageria e a total desumanidade. A ausência de qualquer tipo de lei ou ordem, se tornará mais um novo normal. Alguns desses cenários, infelizmente, já estão fazendo parte do nosso cotidiano. Ainda assim, sinceramente, aproveite seu dia.


Celso Tracco é economista, mestre em Teologia Sistemática, escritor, consultor e palestrante (www.celsotracco.com.br). Com ampla experiência como executivo em empresas nacionais e internacionais, é especialista em marketing, vendas e comportamento humano. Atuou como professor universitário e tem três livros publicados. Em sua coluna, abordará temas como política, economia e sociedade.


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Exemplos que dignificam a humanidade – por Celso Tracco

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Após o fracasso econômico dos países socialistas no final do século XX, o predomínio do pensamento capitalista, preconizado pelo Ocidente, tornou-se mundialmente dominante. Com raríssimas exceções o capitalismo, seja ele classificado como neoliberal, seja ele controlado pelo Estado ou ainda dito humanista, rege o modo de vida da nossa sociedade. A acumulação de riqueza, a busca pelo lucro, a força do poder econômico, a lei do mais forte, privilegia o deus Dinheiro em detrimento da dignidade e do bem-estar social do ser humano. Especialmente o sistema capitalista neoliberal traz em seu bojo, uma imensa desigualdade social que cresce a cada ano.  No mundo todo, milhões de seres humanos estão condenados a viver de forma indigna, onde as condições são precárias, desumanas, implacáveis e a expectativa de vida é baixa. Mas, onde há vida há esperança e eis que surgem alguns indivíduos que, por conta própria promovem ações que visam ao menos minorar as enormes dificuldades daqueles que vivem na exclusão social.

Meu primeiro exemplo vem do Brasil: O professor Stelio Marras, recebeu como herança de família, um prédio comercial avaliado em R$ 25 milhões. Por iniciativa própria ele doou este bem ao Fundo Patrimonial da USP, com a cláusula contratual que a arrecadação advinda dos aluguéis deve ser aplicada para ajudar estudantes de baixa renda. Diz o professor: “viver como um milionário é dar as costas para a sociedade e para o ambiente, e Deus me livre viver numa ilha milionária, cercada por um mar de pobreza e miséria. Não caberia na minha cabeça, na minha alma, fazer algo diferente. O mundo é muito desigual e o Brasil, como sabemos, é campeão nesse quesito”.  www.correiobraziliense.com.br (07/07/2024)

Meu segundo exemplo vem da Áustria: Marlene Engelhorn, uma austríaca de 31 anos decidiu doar 90% de sua herança, cerca de 25 milhões de euros. A herança veio com a morte da sua avó, acionista da multinacional alemã BASF. Argumenta Marlene: “herdei uma fortuna, sem ter feito nada para isso. E o Estado nem quer impostos sobre isso. Se os políticos não fazem o seu trabalho, e não redistribuem a renda, eu mesma redistribuirei a minha riqueza”. A Áustria não cobra impostos sobre heranças. Cinquenta pessoas, foram selecionadas de um universo de 10.000 cidadãos austríacos, escolhidos aleatoriamente, não importando idade (são maiores de 16 anos), sexo, gênero, etnia ou classe social. Ela determinou que essas 50 pessoas determinem como deve ser redistribuída sua herança. www.bbc.com/portuguese/ (12/01/2024)

Por último o exemplo de Bill Gates e sua ex-esposa, Melinda. Eles têm 3 filhos, cada filho terá direito a “apenas” US$ 10 milhões, cerca de 0,02% da herança, o restante ficará com a Fundação Bill e Melinda Gates, criada em 2.000 que atua em mais de 130 países, colaborando com as áreas de igualdade de gênero, crescimento econômico, desenvolvimento global e saúde. Gates já doou cerca de US$ 60 bilhões de sua fortuna. Mais ainda, criou um movimento que incentiva milionários a doar parte de suas fortunas para ações sociais, 240 multimilionários já aderiram a esse movimento. www.tudocelular.com (21/02/2024)

Estes são apenas alguns exemplos que foram notícia. Certamente existem muito mais pessoas neste mundo dilacerado por guerras, discórdia, notícias falsas, ambições, assassinatos, drogas, exploração de menores e outras calamidades, que estão promovendo uma justiça social. Estes seres iluminados não se deixam levar pela ganância e pelo acúmulo de riqueza, mesmo que, por lei, tenham direito a ela. Ao contrário, distribuem sem um padrão definido, mas com o objetivo final de proporcionar alguma dignidade a seres humanos que jamais poderão retribuir aos seus doadores. Esta é a definição do verdadeiro amor, doar sem esperar recompensa para si próprio. Que nos sirvam como exemplos. Penso que apenas a legitima solidariedade entre os humanos poderá atenuar a enorme pobreza material de milhões de pessoas excluídas deste rico e egoísta sistema econômico.


Celso Tracco é economista, mestre em Teologia Sistemática, escritor, consultor e palestrante (www.celsotracco.com.br). Com ampla experiência como executivo em empresas nacionais e internacionais, é especialista em marketing, vendas e comportamento humano. Atuou como professor universitário e tem três livros publicados. Em sua coluna, abordará temas como política, economia e sociedade.


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Novo normal? Ou total anormalidade? – por Celso Tracco

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Viver na Grande São Paulo é por si só um constante desafio. Para idosos, como eu, diria que é insano. Qualquer situação, seja para lazer, ou obrigação, como consultar um médico, exige uma grande dose de preparação, planejamento, paciência, resiliência. Locomover-se em São Paulo, seja a pé, de transporte público ou privado é tarefa para profissionais, senão vejamos por alternativas.

 Se a escolha for ir a pé, você precisa trajar-se e calçar-se adequadamente. E adequado não significa elegante. Seus pés devem se acomodar em um tênis apropriado para caminhadas por pisos bastante precários. São Paulo é bem conhecida pela qualidade de suas péssimas calçadas. Prepare-se para encontrar, vários tipos de pisos, incluindo a ausência deles. Inúmeros obstáculos desfiarão sua meta: lixo acumulado em lixeiras enormes ou mesmo fora delas, pontos de ônibus semidestruídos, postes em profusão, degraus e rampas feitas de forma aleatória, apropriação indevida do espaço público, além de entradas e saídas de veículos não sinalizadas, onde o veículo tem sempre preferência. Na parte da vestimenta, aconselha-se a usar um agasalho ou moletom sem identificações. Evidentemente não leve celular, carteira, bolsa, relógio, brincos, anéis ou aliança. Carregue pouco dinheiro, para o ladrão que lhe abordar não ficar frustrado e violento, um cartão de débito e um documento pessoal com foto. Vítimas de atropelamento, ou outros acidentes, como queda em bueiros mal tampados, são resgatadas pelo SAMU e conduzidas a um hospital público, o documento facilita a identificação. Última recomendação, tenha com você um número de telefone para emergência.

Caso sua opção seja o transporte público coletivo, as exigências e precauções são outras. Primeiro, considere que sua viagem pode levar mais tempo do que você imagina. Prepare-se para viajar em pé e, provavelmente apertado. Lugres para idosos existem e estão bem-sinalizados, mas em geral já estão ocupados. Também esteja sempre alerta com seus pertences e programe-se para deixar o coletivo pelo menos uma parada antes da sua. A viagem pode ser tensa, mas as emoções estão garantidas, trate de desfrutá-las. Ponto positivo, dependendo de sua idade a passagem e o desconforto são grátis.

Por último, você tomou coragem e resolveu ir com seu próprio carro. Se ele for um  SUV, blindado, com giroflex, sirenes, não importa se você está em uma atividade particular, todos vão pensar que você é uma autoridade e está trabalhando a serviço do bem-estar da comunidade. Os sons e luzes produzidos pelo seu veículo, obrigarão os demais condutores a “espremerem” seus carros, abrindo espaço para sua nobre passagem. Mas, se você for um dos milhões de motoristas em um carro comum, meus sentimentos. Sofrimento garantido, que São Cristóvão e o Waze lhe protejam e que você chegue ao seu destino, superando todos os obstáculos, na hora aprazada. Claro, você precisa estacionar. Sem problemas, os shoppings centers, como ilhas da fantasia em mares revoltos, estão aí para nos acolher. Não é de graça, mas o que fazer? Ok tudo terminado, missão cumprida, agora é só pegar o caminho de volta para casa. Que você se afaste das tentações, dos motoboys, dos apressadinhos, dos carros de aplicativo, das faixas de ônibus e dos VUCs. Tudo vai dar certo.

A mega São Paulo congestionada, poluída, insegura, mas rica, cosmopolita, moderna, atraente, culta, intrigante, em tudo caótica. Seu poder de sedução, certamente compensa as ameaças dos obstáculos, ela segue conquistando corações e mentes. Sigamos em frente. Aproveite seu dia.


Celso Tracco é economista, mestre em Teologia Sistemática, escritor, consultor e palestrante. Com ampla experiência como executivo em empresas nacionais e internacionais, é especialista em marketing, vendas e comportamento humano. Atuou como professor universitário e tem três livros publicados. Em sua coluna, abordará temas como política, economia e sociedade.


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Humildade! Por onde andas? – por Celso Tracco

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Estamos vivendo em uma sociedade caótica. Somos diariamente expostos a fatos e notícias onde a ética, moral, respeito mútuo, compaixão, solidariedade, inclusão, entre outras virtudes sociais, não fazem parte do conteúdo noticiado. Ademais, as perspectivas futuras, não são nada animadoras. Será que estamos em um caminho sem volta, rumo ao caos? Prefiro pensar de um modo, digamos, mais otimista, afinal a humanidade já passou por muitos períodos turbulentos e conseguiu superá-los. Toda e qualquer anormalidade social, envolve todos os indivíduos pertencentes a essa sociedade. Portanto, penso ser muito importante termos consciência que se há um problema, somos parte deste problema e civilizadamente, devemos ser parte da solução.

Iniciando nossa reflexão, julgo ser importante desenvolvermos para a nossa vida cotidiana, uma virtude muito difícil de se encontrar hoje em dia: a humildade. Desde logo deixo claro que ser humilde, não significa ser uma pessoa passiva, inerte, contemplativa, alienada do mundo e de suas contradições. Pelo contrário, a humildade deve ser uma característica de uma pessoa ativa, participante e envolvida com sua comunidade. Ter atitude humilde e coerente, não é fácil, primeiro requer uma profunda reflexão interna sobre nós mesmos. A humildade é uma atitude que deve vir de dentro de nós. Coração, mente e espírito em comunhão. Não é apenas racional ou emocional, é algo maior com uma ampla dose de espiritualidade. A humildade não deve ser ocasional, mas um modo de vida. Uma atitude consciente e coerente com o nosso viver. Requer muita energia interna, muita reflexão e muita força de vontade. Parece desanimador? Sim, não é fácil, mas os ganhos podem ser incalculáveis. Paz e serenidade com você mesmo, não tem preço.

Reconhecer que somos seres humanos iguais a qualquer outro, nem melhores, nem piores, é um gesto de coragem e nobreza. Tendemos a pensar que quem não tem a nossa cor da pele, nossa confissão religiosa, nosso grau de instrução, nossa opção sexual, nossa ideologia, não está do “lado certo da história”. Ser humilde é construir “pontes” e não “muros”. É tratar, no dia a dia, qualquer ser humano de qualquer etnia, sexo ou idade, com a mesma dignidade e atenção que gostaríamos de sermos tratados. Ser humilde é respeitar, por princípio, a individualidade de cada pessoa humana.

Exercer a humildade, também é uma chave para aumentar nosso conhecimento. A ativa comunicação com os demais, desde que livre de preconceitos e de parâmetros pré-estabelecidos, nos leva a enxergar uma realidade com outros olhos. E surpresa! Esse novo olhar pode ser mais adequado que o anterior. Para novos conhecimentos é preciso ter o pensamento aberto para recebê-los. Caso já saiba de tudo, não preciso aprender mais nada e fecho a possibilidade de um possível crescimento intelectual.

Quem pratica a humildade tende a ver o mundo com muito mais amor, compaixão, sobriedade, equilíbrio, equidade, dando e recebendo dignidade no contato com outras pessoas. Agir com humildade torna a convivência, muito mais humanizada, equilibrada e pacífica. Não somos melhores que ninguém, evidente que somos diferentes, que pensamos diferente, que vivemos de modo diferente, mas isso não significa que não possamos conviver com o diferente de maneira cordial e convergente. A atitude humilde pode nos afastar da barbárie que a sociedade atual, parece querer nos impor. Amigo leitor, amiga leitora aproveite seu dia.


Celso Tracco é economista, mestre em Teologia Sistemática, escritor, consultor e palestrante. Com ampla experiência como executivo em empresas nacionais e internacionais, é especialista em marketing, vendas e comportamento humano. Atuou como professor universitário e tem três livros publicados. Em sua coluna, abordará temas como política, economia e sociedade.


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É conversando que a gente se entende – por Celso Tracco

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Em 17 de julho celebramos o Dia Mundial da Escuta. Uma data que nos convida à reflexão sobre uma característica que mais nos distingue como seres humanos, porém está cada vez mais raro: ouvir atentamente quem nos fala. Diz um antigo ditado popular que temos dois ouvidos e uma boca, deste modo deveríamos ouvir pelo menos o dobro, do que falamos. Mas, isso não acontece na realidade, muito pelo contrário, falamos muito mais do que ouvimos. Num mundo tão barulhento realmente fica difícil ouvir, todos os sons parecem agredir nossos conturbados tímpanos. Além do imenso barulho externo, também convivemos com o “barulho interno”. Vivemos em um mundo cada vez mais dinâmico, agitado, sempre com pressa, não paramos para pensar, queremos estar bem-informados, saber de tudo. Ouvir tornou-se uma tarefa cansativa. O cérebro não descansa nem quando estamos dormindo.

O individualismo é impulsionado pela tecnologia da comunicação. O avanço dos aparelhos moveis, celulares e tablets especificamente, levam, ainda que de modo indireto, ao desenvolvimento do individualismo. É muito comum vermos no transporte coletivo a maioria das pessoas com seus fones de ouvido. Certamente estão “aproveitando” o tempo, ouvindo o que desejam ouvir, mas ao mesmo tempo isso representa, para os demais, que aquela pessoa não está disposta a escutar e dialogar. Corremos o risco, como humanidade de viver em uma bolha do egocentrismo, deixando a boa prática do conviver. Conviver é, necessariamente, a interlocução entre duas ou mais pessoas, falando e ouvindo, no seu devido tempo.

 Sem uma escuta atenta, não posso conhecer o meu próximo, não posso saber o que ele pensa, qual sua opinião sobre determinado assunto, se ele precisa de ajuda. Sem escutar o que o outro está falando, não haverá possibilidade de diálogo. Certamente é muito importante o diálogo, principalmente nos dias de hoje, neste mundo carente de gentilezas, troca de ideias, convergência. Em uma sociedade marcada pela famigerada radicalização de opiniões, apenas o diálogo é a chave para o franco entendimento. Saber ouvir atentamente é fundamental para um diálogo construtivo. Ouvir é mais do que captar sons, ouvir é acolher, é conhecer a outra pessoa. Sem uma escuta atenta, não há compreensão e sem compreensão não há diálogo.   Escutar atentamente é abrir espaço para a existência da outra pessoa. Para que as suas ideias, perspectivas e emoções se manifestem. É dar oportunidade para que a diversidade, se incorpore no nosso dia a dia, e enriqueça nossa vida, modificando nossas atitudes.

Vamos praticar uma boa conversa de pé de ouvido, ao redor de uma mesa, de um café. Falar e ser ouvido, expor ideias, sem se importar com julgamentos preconcebidos. Ouvir atentamente, sem interromper quem está falando, e falar quando for adequado. Sempre buscando uma convergência. Uma conversa acolhedora, aquela que não dá vontade de parar. Num mundo que fala cada vez mais com máquinas, precisamos reaprender a conversar entre nós. Ouvir sem julgamento, com atenção e curiosidade genuína, é próprio da convivência humana.   A escuta atenta é um ato de coragem e generosidade. Que tal praticar esse silêncio ativo e generoso? Quem sabe, por meio dele, podemos reencontrar a nós mesmos, e tornar nossa existência mais compreensiva, inclusiva e dialogante.  Aproveite seu dia.


Celso Tracco é economista, mestre em Teologia Sistemática, escritor, consultor e palestrante. Com ampla experiência como executivo em empresas nacionais e internacionais, é especialista em marketing, vendas e comportamento humano. Atuou como professor universitário e tem três livros publicados. Em sua coluna, abordará temas como política, economia e sociedade.


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Redes Sociais – um mundo nebuloso – por Celso Tracco       

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A humanidade sempre buscou pelo conhecimento. Muitas descobertas modificaram o modo de vida da população. Na área da comunicação, por exemplo, a criação da escrita proporcionou a quem sabia ler e escrever um grande destaque dentro da comunidade em que vivia; a invenção da impressão gráfica expandiu a divulgação da informação e do conhecimento, a leitura tornou-se muito mais acessível e abrangente. Tanto saber ler e escrever, como a impressão gráfica, revolucionaram a divulgação do conhecimento, da cultura, da informação, da comunicação. Quem dominava a leitura e tinha acesso aos livros e documentos impressos, se sobressaia perante a sociedade da época.

Hoje, estamos vivendo uma nova era nas comunicações: a era digital, com uma nova linguagem, empoderada pelas redes sociais. Uma das características das redes sociais é o acesso para qualquer pessoa, de qualquer idade, em qualquer lugar do mundo, às informações. Nas redes sociais temos a possibilidade de manifestar livremente nossos pensamentos e opiniões. Bom que assim seja e que assim permaneça. Qualquer restrição à liberdade de expressão, é uma ofensa a nossa dignidade. Porém como qualquer criação humana, a rede social tem seu lado bom e seu lado ruim. Ela traz a velocidade instantânea da comunicação, porém ao mesmo tempo, traz a “verdade” dos chamados influencers, pessoas que possuem milhões de seguidores, e ganham muito dinheiro com isso. Sinais de nosso tempo. No entanto, conhecemos bem o conteúdo da comunicação/ informação que estamos consumindo? Em especial, sabemos e concordamos com o que ou com quem nossas crianças e jovens estão se comunicando?

Exercendo minha liberdade de expressão, gostaria de discutir a necessidade de conhecermos e entendermos plenamente o que estamos lendo, vendo e ouvindo nas redes sociais. Creio que sem um grau de conhecimento adequado desta forma de comunicação, corremos o risco de sermos levados ao engano, ou mesmo entender de modo equivocado determinado assunto. Sem conhecimento e sem discernimento adequado, agimos dentro do “efeito manada”, podemos ser conduzidos por oportunistas, farsantes ou lunáticos. Corremos o risco da alienação social, ser apenas seguidores e não protagonistas de acordo com a nossa forma de pensar. Lembre-se a internet dá poder ao desconhecido.

Algumas desculpas são recorrentes: as escolas são deficientes, o ensino é fraco, a internet deveria ter regras claras, o que está errado deveria ser coibido, e por aí vai. Mesmo que esses argumentos sejam verdadeiros, devemos primeiro rever a nossa parcela de responsabilidade. Quais são nossas prioridades? Como posso adquirir mais conhecimento e o que devo transmitir para meus familiares e amigos? Como eu me comunico? Assumo as minhas responsabilidades?

A família deve influenciar no que seus filhos podem ter acesso nas redes sociais, não apenas a escola. Os responsáveis devem se interessar sempre, não importa a idade, pelas atividades culturais de seus filhos e netos. A cultura do conhecimento começa em casa, e não na escola. A escola por melhor que seja jamais irá substituir o zelo amoroso dos pais pelos seus filhos. Participar da vida de quem você ama é grande ato de amor. Pode ser difícil, trabalhoso, mas a recompensa será enorme

Torne a educação e a cultura do conhecimento uma prioridade alegre e prazerosa para toda a sua vida. Você formará cidadãos e cidadãs conscientes que contribuirão com o crescimento da sociedade.


Celso Tracco é economista, mestre em Teologia Sistemática, escritor, consultor e palestrante. Com ampla experiência como executivo em empresas nacionais e internacionais, é especialista em marketing, vendas e comportamento humano. Atuou como professor universitário e tem três livros publicados. Em sua coluna, abordará temas como política, economia e sociedade.


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Pratique gratidão, é simples e não tem contraindicação – por Celso Tracco

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Vivemos a era das incertezas. Todos os dias, ouvimos ou lemos notícias que nos deixam alarmados, assustados, perturbados. Exemplos: um ambiente político agressivo, ofensivo, polarizado, expressando uma radicalização que não contribui em nada para uma paz social; as profundas incertezas na economia, tem-se a impressão de que estamos à beira de uma catástrofe econômica sem precedentes; os efeitos climáticos extremos, que são cada vez mais frequentes no mundo todo; o aquecimento global, que já é uma realidade, ainda que seja negado por muitas autoridades nacionais e/ou internacionais. A lista de más notícias não tem fim: epidemias, (in)segurança pública interna, guerras acontecendo por todos os lados. E para completar, grande parte da população, na qual me incluo, não sabe lidar com a velocidade da informática, que por sua vez gera outro fator de insegurança: golpes eletrônicos e fake news que não acabam mais. Parece que o mundo está realmente virando um lugar difícil de se viver.

 Mas, amigo leitor, amiga leitora, dentro deste caos eu ouso lançar uma proposta: desenvolva a prática da gratidão, faça o exercício diário de agradecer por todas as coisas e situações que acontecem na sua vida. Mudanças de comportamento em uma sociedade demoram para acontecer, mas, pelo menos você se sentirá mais feliz, tornando seu dia a dia mais agradável, prazeroso, leve.

Acredite! Ser grato e agradecer de coração, fará muito bem para seu corpo, mente e espírito. Esta prática, não é uma novidade e nem exclusiva de nenhuma religião, filosofia de vida ou qualquer cultura específica. Décadas atrás, era muito comum ver uma família sentada à mesa, orar e agradecer antes da refeição que iriam compartilhar. Você já se deu conta de que milhares de pessoas dedicam muito trabalho para que o alimento chegue a nossa mesa?

Igualmente, devemos ver em tudo o que nos acontece, o lado bom, e agradecer por isso.  Você pode estar pensando. Como assim? Devo agradecer por todas as desgraças que me acontecem? Caí na rua, perdi meu celular, cheguei atrasado no trabalho, bati o carro, fui assaltado e devo agradecer? Sim, por mais idiota que isso possa parecer. Quando acontece algo que julgo ruim, deve servir para meu aprendizado e constante capacitação. O único lugar onde os moradores não têm nada para aprender, é o cemitério. Enquanto estivermos vivos, devemos agradecer e reconhecer que sempre podemos aprender e assim estar em equilíbrio e em sintonia com o universo que nos cerca.

Principalmente devemos ser gratos com aqueles que nos são mais próximos: em casa, no trabalho, no laser. Devemos compartilhar os acontecimentos diários com nossos entes queridos. E aqui está uma oportunidade única para efetivamente escutarmos o que uma outra pessoa tem para nos dizer. Vamos ouvir a todos com atenção, deixar de lado assuntos que talvez não nos digam respeito. Isto fará muito bem para nosso espírito e certamente para nossa saúde. Creio que a vida é uma só, e passa muito rápido, não temos necessidade de apressar o seu fim. Ser grato! Agradecer, é uma gentileza, que fará muito bem para quem recebe, mas fará ainda mais para quem pratica.

Muito obrigado por ter lido este artigo. Por favor deixe seu comentário.  Forte abraço.


Celso Tracco é economista, mestre em Teologia Sistemática, escritor, consultor e palestrante. Com ampla experiência como executivo em empresas nacionais e internacionais, é especialista em marketing, vendas e comportamento humano. Atuou como professor universitário e tem três livros publicados. Em sua coluna, abordará temas como política, economia e sociedade.


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Conexão virtual e a alienação real – por Celso Tracco

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O mundo digital é uma realidade em nossas vidas, gostemos ou não. Estamos vivendo a chamada Quarta Revolução Industrial, que é a integração do mundo digital, com o mundo biológico e com o mundo físico. É um caminho sem volta e precisamos aprender a conviver com este “novo normal”. Para começar, meu amigo leitor, minha amiga leitora, gostaria de definir alguns conceitos: os objetos com os quais eu acesso à internet, tais como: celulares, tablets, computadores, smart tvs, aqui serão definitos como ferramentas; já as redes sociais e os aplicativos, são lugares virtuais onde se pode navegar. Ou seja, sem uma ferramenta adequada eu não posso acessar os lugares onde eu desejo ir. Agora, me permita fazer uma analogia bem simples. Uma faca é uma ferramenta, ela pode ter milhares de utilidades, correto? Por exemplo, todo chef de cozinha tem suas facas, uma ferramenta essencial para o seu trabalho. Porém essa mesma faca, se utilizada de outro modo pode matar uma pessoa, concorda? O certo e o errado, o bem e o mal, depende do uso que eu faço da ferramenta. Do mesmo modo se dá no mundo digital, o bem e o mal dependerá do uso que eu faça dessa ferramenta.

O agravante é que este novo normal, navegar por onde eu quero, é muito fácil e muito sedutor. A internet oferece absolutamente tudo que eu desejo ou acho que desejo. E isto é um perigo. Posso me tornar um alienado em relação ao mundo real onde eu vivo, trabalho, estudo, fico feliz, sofro, fico alegre e triste, tenho relacionamentos reais, ou seja, como qualquer ser humano. Portanto, devemos ficar muito preocupados com o uso adequado destas ferramentas, principalmente nas mãos de nossas crianças e dos nossos jovens. O cérebro de uma criança tem um grande poder de absorção de informações, porém pode não ter ainda o discernimento necessário para saber diferenciar o bem do mal. Além disso, todos os usuários da internet deveriam fazer, continuamente, um exercício de autoconhecimento. O que realmente eu preciso saber, para mim mesmo? Como evitar uma possível alienação social? Exemplo simples: falar com meus parentes e amigos apenas pelas redes sociais não basta. Devemos procurar os encontros presenciais. Nada substitui a troca de afetos, um abraço, a conversa face a face. Apesar da inteligência artificial, ainda somos seres humanos naturais, gregários, precisamos do contato físico, sentir emoções reais, agradáveis e desagradáveis, necessárias e inúteis, calorosas e frias. Não devemos deixar que as ferramentas nos conduzam. As ferramentas devem ser usadas a nosso favor. Se soubermos ser cognitivos, a internet pode ajudar a vivermos em um mundo melhor, mais justo, mais igualitário, mais pacífico, mais sustentável, mais equilibrado, mais feliz. Tudo irá depender de como a humanidade irá fazer uso de suas ferramentas digitais. A humanidade se desenvolveu graças ao seu poder cognitivo, então temos dois caminhos: ou assumimos a responsabilidade do nosso autocontrole, ou nos deixamos levar pela mais completa alienação.

Aproveite seu dia, seja feliz.


Celso Tracco é economista, mestre em Teologia Sistemática, escritor, consultor e palestrante. Com ampla experiência como executivo em empresas nacionais e internacionais, é especialista em marketing, vendas e comportamento humano. Atuou como professor universitário e tem três livros publicados. Em sua coluna, abordará temas como política, economia e sociedade.


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O planeta Terra está pedindo ajuda. E eu com isso? – por Celso Tracco

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Segundo os últimos estudos feitos por cientistas consagrados, o planeta Terra tem cerca de 5 BILHÕES de anos. Também, segundo a ciência, já ocorreram 5 extinções em massa em nosso planeta. Ou seja, por 5 vezes cerca de 90% de todas as espécies, animais e vegetais, da Terra desapareceram. A mais famosa, ocorreu há 65 MILHÕES de anos, exterminou os dinossauros. A nossa espécie, SAPIENS, apareceu por volta de 1 MILHÃO de anos atrás. Importante: os humanos (homo sapiens) desenvolveram um órgão que nenhuma outra espécie conseguiu na mesma proporção: o cérebro. Eles perceberam que a vida ficaria muito mais fácil e produtiva ajudando-se mutuamente, pois fisicamente eram muito inferiores às outras espécies que coabitavam a Terra. A colaboração entre os SAPIENS tornou a espécie tão poderosa que ela dominou todo planeta.

Mas essa história pode terminar mais cedo do que se imagina. Meu prezado leitor, minha prezada leitora, me refiro à poluição ambiental que nós, seres humanos, estamos produzindo, na terra, na água e no ar. E isso tem a ver com todos nós. O que podemos fazer para deixar de ser parte do problema e fazer parte da solução? Creio que o principal deve ser uma mudança radical de nossas atitudes; ter a conscientização que precisamos ser agentes dessa mudança. 

Com certeza vocês, leitores e leitoras, já ouviram e quiçá já praticam algumas atitudes que combatem a poluição. Mesmo correndo o risco de ser repetitivo, descrevo:

  • Não desperdiçar água, se possível usar água de reuso.
  • Não desperdiçar energia, seja ela elétrica, gás, ou de combustíveis fósseis   
  • Não desperdiçar alimentos
  • Descartar adequadamente plásticos, vidro, papel, óleo de cozinha, restos de madeiras, podas, remédios vencidos, pilhas, lixo eletrônico
  • Doar, adequadamente, roupas, agasalhos, calçados, utensílios domésticos
  • Aderir à economia circular – reduzir, reutilizar, reciclar
  • Colaborar com plantio de árvores e outros tipos de vegetação, sempre seguindo orientação profissional
  • Não jogar lixo nas ruas, calçadas, bueiros, córregos, rios, praias, praças públicas

Certamente a grande maioria de nós já sabe o que deve ser feito! E por que ainda não fazemos? Me atrevo a responder: porque não damos a devida prioridade. Apenas nós podemos mudar nossos hábitos de consumo e nosso comportamento ecológico. Isto significa ter plena conscientização que essa mudança de atitude fará diferença no ecossistema no qual eu vivo (minha família, meu trabalho, meu lazer, meu bairro, minha cidade).  Voltando à pergunta do título desta coluna: E eu com isso? Nós, eu e você, temos tudo a ver com isso. Boas práticas ecológicas, também, dependem de nós. Somos moradores deste planeta, que está, já há algum tempo, pedindo ajuda. Cuidar de nossa casa comum não é uma opção, é uma obrigação. Aproveite seu dia.


Celso Tracco é economista, mestre em Teologia Sistemática, escritor, consultor e palestrante. Com ampla experiência como executivo em empresas nacionais e internacionais, é especialista em marketing, vendas e comportamento humano. Atuou como professor universitário e tem três livros publicados. Em sua coluna, abordará temas como política, economia e sociedade.


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