Alesp aprova nova divisão do saneamento em SP e reduz regionais de 4 para 2

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A Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo aprovou, nesta terça-feira (3), por 53 votos a 14, o projeto que altera a regionalização da política de saneamento básico no estado. A proposta do Executivo concentra os serviços de abastecimento de água e esgoto dos 645 municípios paulistas em duas Unidades Regionais de Saneamento Básico (Uraes). Atualmente, são quatro.

Segundo o governo estadual, a medida busca adequar a estrutura regional às metas de universalização previstas no Novo Marco do Saneamento, que estabelece prazos para ampliar o acesso à água potável e à coleta e tratamento de esgoto em todo o país.

De acordo com a justificativa do Projeto de Lei 1083/2025, as unidades regionais 2, 3 e 4, criadas pela Lei 17.383/2021, não foram implementadas conforme previsto após quatro anos da aprovação. Com isso, o texto aprovado redefine o modelo e fixa apenas duas Uraes no estado.

Pelo novo desenho, a Urae-1 ficará responsável pelos 371 municípios atendidos pela Sabesp. Já a Urae-2 será reestruturada para contemplar os outros 274 municípios paulistas. O projeto também determina que os municípios que integrarão a nova Urae-2 deverão formalizar adesão.

A proposta autoriza ainda a criação de Subunidades Regionais de Saneamento Básico (Sub-Uraes), que poderão ser delimitadas com base em critérios técnicos e hidrográficos.

Durante a tramitação, quatro emendas parlamentares foram incorporadas ao texto. Relator da proposta no Congresso de Comissões, o deputado Oseias de Madureira (PSD) afirmou que as alterações garantem mais transparência ao projeto.

Entre as mudanças, foi incluído artigo que obriga as Uraes e Sub-Uraes a publicarem anualmente relatório com metas de universalização, tarifas praticadas, investimentos realizados e previstos, além de indicadores de qualidade e desempenho dos serviços.

Outra emenda estabelece que a criação de Sub-Uraes deverá considerar, além de critérios técnicos e financeiros, aspectos sociais e ambientais, como vulnerabilidade hídrica, risco climático e capacidade de adaptação dos municípios a eventos extremos.

O projeto foi debatido em audiência pública, no Congresso de Comissões e em Plenário. Parlamentares da base governista defenderam a reestruturação. “A realidade mostra isso. São medidas que vêm dando resultado”, afirmou o deputado Barros Munhoz (PSDB).

Já deputados da oposição criticaram a redução das regionais, argumentando que a mudança pode concentrar excessivamente a governança e enfraquecer a participação social. “O projeto concentra o poder de decisão nos comitês das Uraes e essa forma sobrepõe os comitês de bacias hidrográficas e a participação e o controle social”, disse a deputada Marina Helou (Rede).

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Na Alesp, Bruna Furlan lidera debate sobre futuro da formação médica em SP

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A deputada estadual Bruna Furlan (PSDB) presidiu, nesta quinta-feira (26), o Fórum Paulista de Ensino e Qualidade da Assistência Médica, realizado na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp). O encontro marcou o lançamento da versão impressa do estudo Demografia Médica do Estado de São Paulo, elaborado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) em parceria com a Associação Paulista de Medicina (APM) e o governo estadual.

Na abertura, Bruna, que preside a Comissão de Saúde da Casa, afirmou que o fórum surgiu a partir de debates sobre carreira médica e interiorização do atendimento. Segundo ela, o espaço amplia a discussão sobre formação e distribuição de profissionais no estado.

Coordenador do levantamento, o professor Mário Scheffer informou que São Paulo reúne cerca de 200 mil médicos em atividade. Pela primeira vez, nenhuma região do estado tem menos de dois médicos por mil habitantes. Apesar disso, a desigualdade regional persiste: 50,6% dos profissionais estão concentrados na Grande São Paulo.

O estudo também aponta que aproximadamente 80 mil médicos atuam sem especialidade. Para Scheffer, o dado reforça a necessidade de ampliar investimentos em residência médica e qualificação profissional.

Embora São Paulo concentre 30% dos residentes do país, cerca de 20% das vagas credenciadas não são implantadas ou permanecem ociosas. O pesquisador atribuiu o problema a falhas estruturais e à insuficiência de financiamento.

O perfil da categoria também mudou. Pela primeira vez, a medicina paulista passa a ser majoritariamente feminina. Além disso, 35,4% dos médicos têm até 35 anos, indicando renovação geracional e maior diversidade socioeconômica.

No painel sobre graduação, o presidente da APM, Antonio José Gonçalves, criticou a expansão de cursos privados. Segundo ele, enquanto as vagas públicas permaneceram estáveis na última década, as particulares saltaram de 2.200 para quase 10 mil. O dirigente classificou o movimento como “mercantilização do ensino médico”.

Como medida para elevar a qualidade da formação, Gonçalves defendeu a aprovação do exame de proficiência em tramitação no Senado Federal. A proposta também foi apoiada por representantes do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo e da Associação Médica Brasileira, que cobraram critérios técnicos e afastamento de disputas político-partidárias.

Parlamentares presentes reforçaram a necessidade de políticas públicas voltadas à fixação de especialistas no interior e à responsabilização de instituições com desempenho insatisfatório. Já o secretário-executivo da Saúde paulista, José Luiz Gomes do Amaral, atribuiu parte da ociosidade das vagas de residência à falta de recursos e defendeu bolsas vinculadas a programas reconhecidos por sociedades médicas.

O fórum reuniu representantes do Legislativo, Executivo e entidades médicas para discutir caminhos para aprimorar a formação e a distribuição de médicos no estado mais populoso do país.

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Foto: Bruna Sampaio/Alesp

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Alesp avança em projeto que amplia programa habitacional para guardas e agentes de trânsito

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A Comissão de Habitação, Desenvolvimento e Reforma Urbana da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) aprovou, nesta terça-feira (24), o Projeto de Lei 972/2025, que inclui guardas municipais e agentes de trânsito no programa habitacional destinado a profissionais da Segurança Pública. A proposta altera a Lei Estadual 18.025/2024, que instituiu a política no estado.

De autoria dos deputados Dr. Jorge do Carmo (PT) e Fábio Faria de Sá (Podemos), o texto busca estender o benefício a categorias que atuam diretamente na proteção urbana e na organização do tráfego. Segundo os parlamentares, esses profissionais enfrentam riscos diários e, muitas vezes, comprometem parte significativa da renda com despesas de moradia.

Na mesma reunião, o colegiado aprovou o PL 104/2025, de Carlos Giannazi (Psol), que prevê a inclusão dos servidores da Fundação Centro de Atendimento Socioeducativo ao Adolescente (Casa) no mesmo programa habitacional. Assim como o projeto anterior, a proposta altera dispositivo da legislação vigente para assegurar o acesso ao benefício.

Audiência pública e requerimentos

Os deputados também aprovaram requerimento para a realização de audiência pública sobre o projeto “Nova Centralidade Urbana Lajeado”, na Zona Leste da capital paulista. A iniciativa prevê intervenções que podem impactar moradias de cerca de 140 famílias.

Devem participar representantes da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), da Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana e Obras, da SPTrans e da Cohab-SP. A audiência será realizada no CEU Lajeado, em data ainda a ser definida.

Outro requerimento aprovado prevê o envio de ofício a Diogo Soares, diretor vice-presidente da Cohab, solicitando informações sobre o planejamento para atendimento de famílias que serão removidas da faixa de domínio ferroviária com a reativação do ramal entre Tupã e Panorama, no trecho que passa por Junqueirópolis.

Novos programas habitacionais

A comissão ainda deu aval ao PL 319/2024, de Rômulo Fernandes (PT), e ao PL 805/2024, de Luiz Claudio Marcolino (PT). As propostas autorizam o Poder Executivo a instituir os programas Crédito Habitacional para Vítimas de Violência Doméstica e A Casa é Sua no estado.

Durante a reunião, o presidente da comissão, deputado Rafael Saraiva (União), informou a atualização da subcomissão de políticas públicas para áreas de risco, presidida por Dr. Jorge do Carmo. O deputado Eduardo Suplicy (PT) passa a integrar o grupo no lugar de Simão Pedro.

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Foto: Ana Guice/PMB

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Isenção de IPVA para motos beneficia frota que mais cresceu em SP na última década

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A isenção do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) para motocicletas de até 180 cilindradas, implementada pelo Governo de São Paulo, alcança a frota que mais cresceu no estado nos últimos dez anos. Dados do Detran-SP indicam que os modelos mais populares dessa categoria passaram de 3,3 milhões em 2015 para 4,4 milhões em 2025, aumento de 33%.

No mesmo período, a frota total de veículos em São Paulo — considerando motos, carros e outros tipos — cresceu 20%, saltando de 22,3 milhões para 27 milhões. Já o número de automóveis teve alta mais moderada, de 9%, ao passar de 14 milhões para 15,3 milhões entre 2015 e 2025.

Segundo o governador Tarcísio de Freitas, a medida tem impacto direto sobre trabalhadores que dependem da motocicleta no dia a dia. Ele destaca que o benefício alcança especialmente entregadores e famílias que utilizam a moto como principal meio de transporte, sobretudo em cidades pequenas e médias, contribuindo para aliviar despesas e manter a atividade econômica.

Entre as motocicletas registradas no estado, 4,4 milhões — o equivalente a 77% do total — têm até 180 cilindradas. Para ter direito à isenção, o veículo deve estar com registro e licenciamento em situação regular e ser de propriedade de pessoa física.

A proposta de isenção foi apresentada pelo governo estadual, aprovada pela Alesp e sancionada em 24 de dezembro. De acordo com o Executivo, a mudança levou em conta o papel social e econômico das motocicletas, projeções fiscais, a atualização da Tabela Fipe para 2026 e o cumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal.

Representante de cerca de 1 milhão de motoboys, mototaxistas e motofretistas no estado, o presidente do Sindimotos de São Paulo, Gilberto Almeida dos Santos, afirma que a isenção atende a uma demanda antiga da categoria. Para ele, a economia gerada pode ser usada em despesas essenciais, como manutenção do veículo.

Motociclistas também relatam impacto positivo no orçamento familiar. O motoboy Dorival Roberto afirma que o valor economizado com o imposto permitirá pagar parcelas da moto e ajudar nas despesas domésticas.

O benefício é automático para veículos que se enquadram nos critérios e vale exclusivamente para o IPVA. A taxa de licenciamento anual continua obrigatória, conforme calendário do Detran-SP. Informações detalhadas sobre o IPVA 2026 podem ser consultadas no site da Sefaz-SP.

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Bruna Furlan registra o menor custo mensal de gabinete entre deputados estaduais de São Paulo

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Levantamento divulgado pela TV Globo aponta a deputada estadual Bruna Furlan (PSDB) como a parlamentar com o menor custo mensal de gabinete na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). Segundo os dados, a média de despesas por deputado é de cerca de R$ 294 mil por mês, enquanto Bruna Furlan utiliza R$ 136.520, valor bem abaixo do padrão da Casa.

A análise comparou os gastos de todos os deputados estaduais e considerou despesas com salários de funcionários e custos administrativos dos gabinetes. O estudo mostra que alguns parlamentares chegam a ultrapassar R$ 450 mil mensais, mais do que o triplo do valor utilizado pela deputada tucana.

Apesar do menor custo, Bruna Furlan figura entre as parlamentares mais atuantes da Alesp. Ela foi eleita e reeleita para a presidência da Comissão de Saúde, onde apresentou e executou um plano de trabalho ao longo do mandato. De acordo com a deputada, dezenas de projetos de lei de interesse público foram debatidos e deliberados no colegiado.

A parlamentar afirma que a economia de recursos está relacionada à organização interna do gabinete. Segundo ela, a equipe é reduzida e formada por profissionais técnicos, com planejamento definido antes mesmo do início do mandato. Bruna Furlan também relata não utilizar placa oficial no veículo disponibilizado pela Alesp e restringir o uso de combustível às atividades diretamente ligadas ao exercício parlamentar.

Com base política em Barueri, na Região Metropolitana Oeste de São Paulo, a deputada ampliou sua atuação para todo o Estado e passou a ser conhecida como “Deputada da Saúde”, em razão do trabalho desenvolvido na comissão temática. Nos últimos três anos, foram realizadas audiências públicas nos 17 Departamentos Regionais de Saúde (DRS), abrangendo os 645 municípios paulistas.

Ainda segundo Bruna Furlan, as emendas parlamentares de sua autoria foram distribuídas de forma equilibrada entre diferentes regiões do Estado, priorizando demandas locais, especialmente na área da saúde. Para a deputada, é possível manter uma agenda intensa de trabalho e cumprir o mandato com racionalidade no uso dos recursos públicos, sem comprometer a atuação legislativa.

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Foto: Rodrigo Costa/Alesp

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Tarcísio avalia nomes para vice em 2026 e disputa entre Felício, Kassab e André do Prado se intensifica

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Interlocutores do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), apontam o atual vice-governador, Felício Ramuth (PSD), como o nome mais provável para compor a chapa à reeleição em 2026, embora a definição ainda não tenha sido formalizada. De acordo com apuração da revista Veja, Felício estaria preparado para diferentes cenários e, caso não seja mantido como vice, não pretende disputar outro cargo nem concorrer ao Legislativo, permanecendo filiado ao PSD.

Nos bastidores do Palácio dos Bandeirantes, outro nome que segue em articulação é o do secretário de Governo e Relações Institucionais, Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD. Segundo fontes do alto escalão estadual, Kassab trabalha com a hipótese de integrar a chapa como vice já de olho em 2030, quando poderia se credenciar como opção ao governo paulista. A indefinição sobre a composição tem provocado desgaste na relação entre Kassab e Felício, ambos do mesmo partido, segundo relatos de aliados.

Também é citado como potencial vice o presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, André do Prado (PL), aliado do presidente nacional da sigla, Valdemar Costa Neto. De acordo com fontes do governo, André tem se movimentado para viabilizar seu nome e acompanha com frequência a agenda pública do governador. A aliados, o deputado afirma estar pronto para assumir a “missão”, caso seja o escolhido.

Integrantes do núcleo político de Tarcísio, porém, avaliam que o PL já estaria contemplado no cenário nacional com o apoio do governador à candidatura de Flávio Bolsonaro, o que reduziria a pressão por uma vaga na chapa estadual. Nesse contexto, a manutenção de Felício Ramuth ou a entrada de Kassab como vice permanecem como as principais alternativas em análise.

A decisão final sobre a composição da chapa deve ficar para mais adiante, mas o debate já expõe disputas internas e cálculos estratégicos que envolvem não apenas a eleição de 2026, como também a sucessão ao governo paulista em 2030.

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Foto: João Valério/GESP | *Texto com informações Revista Veja

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Há dez anos em vigor, lei da Alesp fortalece estrutura das Guardas Municipais em todo o estado

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As Guardas Civis Municipais (GCMs) têm papel estratégico na segurança pública em cidades paulistas, com atuação preventiva e comunitária em escolas, praças e unidades de saúde. Segundo a deputada estadual Letícia Aguiar (PL), presidente da Frente Parlamentar em Valorização e Defesa das Guardas Civis Municipais na Alesp, a proximidade com a população permite respostas mais rápidas e eficazes às ocorrências.

Criada em 2016, a Lei Estadual 16.111, de autoria do ex-deputado Chico Sardelli, possibilitou ao governo paulista repassar recursos às prefeituras por meio de convênios, fortalecendo as corporações municipais. Os investimentos são destinados à compra de viaturas, coletes balísticos, uniformes e outros equipamentos.

De acordo com dados do IBGE de 2023, 219 municípios paulistas contam com guardas civis em atividade. Já a Secretaria de Segurança Pública informou que, em 2025, foram firmados convênios com 104 cidades, somando R$ 21,6 milhões, sendo parte por emendas impositivas e parte por transferências voluntárias estaduais e federais.

Mesmo com os avanços, a deputada afirma que ainda há desafios. Entre as principais demandas estão a melhoria da estrutura, investimentos contínuos, capacitação e valorização profissional. O trabalho das GCMs é previsto na Constituição Federal e regulamentado pela Lei Federal 13.022/2014, que estabelece princípios como a proteção dos direitos humanos e das liberdades públicas.

Outras normas também reforçam a integração das guardas ao sistema de segurança. A Lei 16.932/2019 autoriza parcerias com as polícias Civil e Militar, enquanto a Lei 17.345/2021 prevê a cessão de armamentos substituídos pelas forças estaduais às GCMs.

À frente da articulação com o setor, Letícia Aguiar destaca que a Frente Parlamentar mantém diálogo permanente com as corporações. Segundo a parlamentar, a iniciativa já viabilizou cerca de R$ 8 milhões em recursos para mais de 90 guardas municipais em todo o estado.

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Foto: Divulgação/Alesp

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Barulho vira pauta na Alesp e projeto quer endurecer punições contra perturbação do sossego

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A Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) sediou, nesta segunda-feira (15), a 1ª Conferência Estadual sobre Perturbação do Sossego. O encontro foi promovido pelo deputado estadual Delegado Olim (PP), autor do Projeto de Lei 975/2023, que prevê penalidades administrativas para quem praticar atos de perturbação do sossego e do bem-estar público.

Segundo o parlamentar, o barulho excessivo está entre os problemas que mais impactam a qualidade de vida da população, especialmente na capital paulista. “Milhares de famílias convivem diariamente com som alto, festas clandestinas e situações que violam o direito fundamental ao descanso”, afirmou Olim. O deputado defendeu que o projeto busca garantir ordem, segurança, respeito às famílias e responsabilização de quem insiste em desrespeitar a lei.

Especialistas e autoridades apresentaram um panorama da poluição sonora em São Paulo – Foto: Rodrigo Costa/Alesp

Durante a conferência, especialistas e autoridades apresentaram um panorama da poluição sonora em São Paulo, destacando que o problema vai além do incômodo e deve ser tratado como questão de saúde, meio ambiente e segurança pública. Também foram debatidas soluções integradas envolvendo Polícia Militar, Polícia Civil, Copom, Ministério Público e Judiciário. O evento marcou ainda o lançamento do Movimento Nacional pelo Direito ao Descanso.

A origem do combate à perturbação do sossego no Brasil remonta a 1941, com o Decreto-Lei nº 3.688, a Lei das Contravenções Penais. Na prática, isso faz com que grande parte das ocorrências seja tratada como demanda policial, por meio de chamadas ao 190.

Para o filósofo Marcelo Sando, idealizador da Frente Cidadã pela Despoluição Sonora, o problema precisa ser atualizado à realidade do século 21. “Vivemos uma epidemia de barulho, impulsionada principalmente pelo avanço das tecnologias de som”, afirmou. Ele defende limites claros de decibéis e fiscalização efetiva. Sando ressaltou ainda que, apesar de existir legislação ambiental e administrativa, o Brasil não conta com uma lei federal específica sobre poluição sonora. “O descanso é fisiológico e está diretamente ligado ao direito constitucional à saúde”, destacou.

Dados apresentados reforçam a gravidade do cenário. A Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica a poluição sonora como o segundo maior problema ambiental das cidades, atrás apenas da poluição do ar. A exposição contínua ao ruído pode causar desde distúrbios do sono até doenças cardiovasculares.

Segundo o chefe do Copom, coronel PM Carlos Alexandre Marques, cerca de 25% das ligações ao 190 são motivadas por som alto. Nos fins de semana, esse número chega a 70%. Em 2024, o Copom passou a utilizar uma ferramenta de inteligência artificial, chamada “Mike”, que já atendeu mais de 1 milhão de chamadas relacionadas à perturbação do sossego.

Representando a sociedade civil, a fundadora do movimento “Silêncio é Lei”, Carolina Vasconcelos, afirmou que a falta de punição transforma o problema em uma grave questão de saúde pública. “Deixamos de ser sociedade quando uma conduta ilícita não é punida”, declarou.

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Foto Destaque: Arquivo/PMJ

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SP quer acabar com IPVA para motos de até 150cc; proposta vai à Alesp

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O Governo de São Paulo enviou à Assembleia Legislativa, em regime de urgência, um projeto de lei que isenta do pagamento de IPVA todas as motocicletas, ciclomotores e motonetas de até 150 cilindradas registradas em nome de pessoas físicas. A mudança, prevista para entrar em vigor em 1º de janeiro de 2026, pode beneficiar milhões de motociclistas em todo o Estado, especialmente entregadores e profissionais que usam a moto como ferramenta de trabalho.

Pelo texto, que altera a Lei nº 13.296/2008, a isenção será válida apenas para veículos que estiverem com registro e licenciamento regulares. O governo afirma que a medida tem como objetivo reduzir o impacto financeiro sobre uma parcela da população que depende diariamente da moto para deslocamento e geração de renda.

Segundo o governador Tarcísio de Freitas, o uso de motocicletas continua crescendo em praticamente todos os municípios paulistas. “Para muitas famílias, ela representa o meio de transporte principal e uma ferramenta essencial de geração de renda”, afirmou.

A proposta foi elaborada com base em projeções fiscais, na atualização da Tabela Fipe para 2026 e em conformidade com a Lei de Responsabilidade Fiscal. O governo argumenta que a isenção tem caráter social e atende uma categoria que, sem o benefício, seria onerada de forma desproporcional.

Se aprovada pela Alesp, a medida começará a valer no exercício do IPVA 2026 e representará uma das maiores mudanças recentes na tributação de motocicletas de baixa cilindrada no Estado.

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Foto: Tânia Rêgo/Ag. Brasil

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Carlos Bolsonaro chora durante homenagem na Alesp e critica prisão do pai

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O vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (PL) se emocionou na noite de sexta-feira (5) ao receber uma homenagem na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). Filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), ele chorou durante a exibição de um vídeo que relembrou a facada sofrida pelo pai durante a campanha eleitoral de 2018.

Visivelmente abalado, Carlos afirmou ter dificuldade para discursar. “Eu queria nomear um por um, mas minha cabeça está meio perdida”, disse. Em tom de desabafo, acrescentou que a homenagem o ajudava a lidar com o momento vivido por sua família. “Eu queria que os senhores entendessem essa minha cara de triste. Eu agradeço a vocês porque é uma maneira de desabafar e dormir mais tranquilo”, declarou.

Durante o discurso, o vereador criticou a situação do pai, que está em prisão domiciliar. Segundo ele, Jair Bolsonaro o pediu para levar “energia boa” de fora. “Eu vejo aqui centenas de pessoas emanando coisas boas para que eu possa levar até ele”, afirmou.

Carlos também relatou uma recente visita ao ex-presidente. “Nos últimos dias, pude visitar meu pai uma vez na cadeia. Ele está numa salinha de quatro metros quadrados onde passam uma chave na porta para que ele não possa nem sair no corredor. Quanta desumanidade estão fazendo com ele”, disse, sob aplausos do público presente.

O vereador não comentou o anúncio feito pelo irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que afirmou ter sido escolhido pelo pai como possível candidato à Presidência da República em 2026. Flávio estava em São Paulo, mas não participou da homenagem na Alesp.

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Foto: Rodrigo Romeo/Alesp *Texto com informações CNN Brasil

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