O mundo digital é uma realidade em nossas vidas, gostemos ou não. Estamos vivendo a chamada Quarta Revolução Industrial, que é a integração do mundo digital, com o mundo biológico e com o mundo físico. É um caminho sem volta e precisamos aprender a conviver com este “novo normal”. Para começar, meu amigo leitor, minha amiga leitora, gostaria de definir alguns conceitos: os objetos com os quais eu acesso à internet, tais como: celulares, tablets, computadores, smart tvs, aqui serão definitos como ferramentas; já as redes sociais e os aplicativos, são lugares virtuais onde se pode navegar. Ou seja, sem uma ferramenta adequada eu não posso acessar os lugares onde eu desejo ir. Agora, me permita fazer uma analogia bem simples. Uma faca é uma ferramenta, ela pode ter milhares de utilidades, correto? Por exemplo, todo chef de cozinha tem suas facas, uma ferramenta essencial para o seu trabalho. Porém essa mesma faca, se utilizada de outro modo pode matar uma pessoa, concorda? O certo e o errado, o bem e o mal, depende do uso que eu faço da ferramenta. Do mesmo modo se dá no mundo digital, o bem e o mal dependerá do uso que eu faça dessa ferramenta.
O agravante é que este novo normal, navegar por onde eu quero, é muito fácil e muito sedutor. A internet oferece absolutamente tudo que eu desejo ou acho que desejo. E isto é um perigo. Posso me tornar um alienado em relação ao mundo real onde eu vivo, trabalho, estudo, fico feliz, sofro, fico alegre e triste, tenho relacionamentos reais, ou seja, como qualquer ser humano. Portanto, devemos ficar muito preocupados com o uso adequado destas ferramentas, principalmente nas mãos de nossas crianças e dos nossos jovens. O cérebro de uma criança tem um grande poder de absorção de informações, porém pode não ter ainda o discernimento necessário para saber diferenciar o bem do mal. Além disso, todos os usuários da internet deveriam fazer, continuamente, um exercício de autoconhecimento. O que realmente eu preciso saber, para mim mesmo? Como evitar uma possível alienação social? Exemplo simples: falar com meus parentes e amigos apenas pelas redes sociais não basta. Devemos procurar os encontros presenciais. Nada substitui a troca de afetos, um abraço, a conversa face a face. Apesar da inteligência artificial, ainda somos seres humanos naturais, gregários, precisamos do contato físico, sentir emoções reais, agradáveis e desagradáveis, necessárias e inúteis, calorosas e frias. Não devemos deixar que as ferramentas nos conduzam. As ferramentas devem ser usadas a nosso favor. Se soubermos ser cognitivos, a internet pode ajudar a vivermos em um mundo melhor, mais justo, mais igualitário, mais pacífico, mais sustentável, mais equilibrado, mais feliz. Tudo irá depender de como a humanidade irá fazer uso de suas ferramentas digitais. A humanidade se desenvolveu graças ao seu poder cognitivo, então temos dois caminhos: ou assumimos a responsabilidade do nosso autocontrole, ou nos deixamos levar pela mais completa alienação.
Aproveite seu dia, seja feliz.

Celso Tracco é economista, mestre em Teologia Sistemática, escritor, consultor e palestrante. Com ampla experiência como executivo em empresas nacionais e internacionais, é especialista em marketing, vendas e comportamento humano. Atuou como professor universitário e tem três livros publicados. Em sua coluna, abordará temas como política, economia e sociedade.
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