Redes Sociais – um mundo nebuloso – por Celso Tracco       

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A humanidade sempre buscou pelo conhecimento. Muitas descobertas modificaram o modo de vida da população. Na área da comunicação, por exemplo, a criação da escrita proporcionou a quem sabia ler e escrever um grande destaque dentro da comunidade em que vivia; a invenção da impressão gráfica expandiu a divulgação da informação e do conhecimento, a leitura tornou-se muito mais acessível e abrangente. Tanto saber ler e escrever, como a impressão gráfica, revolucionaram a divulgação do conhecimento, da cultura, da informação, da comunicação. Quem dominava a leitura e tinha acesso aos livros e documentos impressos, se sobressaia perante a sociedade da época.

Hoje, estamos vivendo uma nova era nas comunicações: a era digital, com uma nova linguagem, empoderada pelas redes sociais. Uma das características das redes sociais é o acesso para qualquer pessoa, de qualquer idade, em qualquer lugar do mundo, às informações. Nas redes sociais temos a possibilidade de manifestar livremente nossos pensamentos e opiniões. Bom que assim seja e que assim permaneça. Qualquer restrição à liberdade de expressão, é uma ofensa a nossa dignidade. Porém como qualquer criação humana, a rede social tem seu lado bom e seu lado ruim. Ela traz a velocidade instantânea da comunicação, porém ao mesmo tempo, traz a “verdade” dos chamados influencers, pessoas que possuem milhões de seguidores, e ganham muito dinheiro com isso. Sinais de nosso tempo. No entanto, conhecemos bem o conteúdo da comunicação/ informação que estamos consumindo? Em especial, sabemos e concordamos com o que ou com quem nossas crianças e jovens estão se comunicando?

Exercendo minha liberdade de expressão, gostaria de discutir a necessidade de conhecermos e entendermos plenamente o que estamos lendo, vendo e ouvindo nas redes sociais. Creio que sem um grau de conhecimento adequado desta forma de comunicação, corremos o risco de sermos levados ao engano, ou mesmo entender de modo equivocado determinado assunto. Sem conhecimento e sem discernimento adequado, agimos dentro do “efeito manada”, podemos ser conduzidos por oportunistas, farsantes ou lunáticos. Corremos o risco da alienação social, ser apenas seguidores e não protagonistas de acordo com a nossa forma de pensar. Lembre-se a internet dá poder ao desconhecido.

Algumas desculpas são recorrentes: as escolas são deficientes, o ensino é fraco, a internet deveria ter regras claras, o que está errado deveria ser coibido, e por aí vai. Mesmo que esses argumentos sejam verdadeiros, devemos primeiro rever a nossa parcela de responsabilidade. Quais são nossas prioridades? Como posso adquirir mais conhecimento e o que devo transmitir para meus familiares e amigos? Como eu me comunico? Assumo as minhas responsabilidades?

A família deve influenciar no que seus filhos podem ter acesso nas redes sociais, não apenas a escola. Os responsáveis devem se interessar sempre, não importa a idade, pelas atividades culturais de seus filhos e netos. A cultura do conhecimento começa em casa, e não na escola. A escola por melhor que seja jamais irá substituir o zelo amoroso dos pais pelos seus filhos. Participar da vida de quem você ama é grande ato de amor. Pode ser difícil, trabalhoso, mas a recompensa será enorme

Torne a educação e a cultura do conhecimento uma prioridade alegre e prazerosa para toda a sua vida. Você formará cidadãos e cidadãs conscientes que contribuirão com o crescimento da sociedade.


Celso Tracco é economista, mestre em Teologia Sistemática, escritor, consultor e palestrante. Com ampla experiência como executivo em empresas nacionais e internacionais, é especialista em marketing, vendas e comportamento humano. Atuou como professor universitário e tem três livros publicados. Em sua coluna, abordará temas como política, economia e sociedade.


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Conexão virtual e a alienação real – por Celso Tracco

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O mundo digital é uma realidade em nossas vidas, gostemos ou não. Estamos vivendo a chamada Quarta Revolução Industrial, que é a integração do mundo digital, com o mundo biológico e com o mundo físico. É um caminho sem volta e precisamos aprender a conviver com este “novo normal”. Para começar, meu amigo leitor, minha amiga leitora, gostaria de definir alguns conceitos: os objetos com os quais eu acesso à internet, tais como: celulares, tablets, computadores, smart tvs, aqui serão definitos como ferramentas; já as redes sociais e os aplicativos, são lugares virtuais onde se pode navegar. Ou seja, sem uma ferramenta adequada eu não posso acessar os lugares onde eu desejo ir. Agora, me permita fazer uma analogia bem simples. Uma faca é uma ferramenta, ela pode ter milhares de utilidades, correto? Por exemplo, todo chef de cozinha tem suas facas, uma ferramenta essencial para o seu trabalho. Porém essa mesma faca, se utilizada de outro modo pode matar uma pessoa, concorda? O certo e o errado, o bem e o mal, depende do uso que eu faço da ferramenta. Do mesmo modo se dá no mundo digital, o bem e o mal dependerá do uso que eu faça dessa ferramenta.

O agravante é que este novo normal, navegar por onde eu quero, é muito fácil e muito sedutor. A internet oferece absolutamente tudo que eu desejo ou acho que desejo. E isto é um perigo. Posso me tornar um alienado em relação ao mundo real onde eu vivo, trabalho, estudo, fico feliz, sofro, fico alegre e triste, tenho relacionamentos reais, ou seja, como qualquer ser humano. Portanto, devemos ficar muito preocupados com o uso adequado destas ferramentas, principalmente nas mãos de nossas crianças e dos nossos jovens. O cérebro de uma criança tem um grande poder de absorção de informações, porém pode não ter ainda o discernimento necessário para saber diferenciar o bem do mal. Além disso, todos os usuários da internet deveriam fazer, continuamente, um exercício de autoconhecimento. O que realmente eu preciso saber, para mim mesmo? Como evitar uma possível alienação social? Exemplo simples: falar com meus parentes e amigos apenas pelas redes sociais não basta. Devemos procurar os encontros presenciais. Nada substitui a troca de afetos, um abraço, a conversa face a face. Apesar da inteligência artificial, ainda somos seres humanos naturais, gregários, precisamos do contato físico, sentir emoções reais, agradáveis e desagradáveis, necessárias e inúteis, calorosas e frias. Não devemos deixar que as ferramentas nos conduzam. As ferramentas devem ser usadas a nosso favor. Se soubermos ser cognitivos, a internet pode ajudar a vivermos em um mundo melhor, mais justo, mais igualitário, mais pacífico, mais sustentável, mais equilibrado, mais feliz. Tudo irá depender de como a humanidade irá fazer uso de suas ferramentas digitais. A humanidade se desenvolveu graças ao seu poder cognitivo, então temos dois caminhos: ou assumimos a responsabilidade do nosso autocontrole, ou nos deixamos levar pela mais completa alienação.

Aproveite seu dia, seja feliz.


Celso Tracco é economista, mestre em Teologia Sistemática, escritor, consultor e palestrante. Com ampla experiência como executivo em empresas nacionais e internacionais, é especialista em marketing, vendas e comportamento humano. Atuou como professor universitário e tem três livros publicados. Em sua coluna, abordará temas como política, economia e sociedade.


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Como lidar com comentários negativos nas redes sociais de forma profissional – por Adriana Vasconcellos

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Em um ambiente digital cada vez mais dinâmico e interativo, lidar com comentários negativos nas redes sociais se tornou uma habilidade essencial para empresas, empresários, profissionais liberais, profissionais de comunicação e até políticos. Mais do que apagar incêndios, saber gerenciar essas interações com maturidade e estratégia pode se transformar em uma oportunidade valiosa de fortalecer a imagem da marca, melhorar a experiência do cliente e demonstrar, na prática, o compromisso da empresa com seus públicos.

O primeiro passo é responder com agilidade e equilíbrio emocional. A rapidez na resposta mostra atenção e respeito com o cliente/seguidor — mesmo quando a crítica é dura ou injusta. No entanto, é fundamental manter a calma e evitar respostas impulsivas ou defensivas. Uma abordagem profissional, empática e respeitosa ajuda a reduzir tensões e evita que a situação ganhe proporções desnecessárias.

Antes de propor soluções, busque compreender a fundo o problema. Perguntar educadamente por mais detalhes e ouvir com atenção é um sinal claro de interesse genuíno. Além disso, essa postura permite entender se houve realmente uma falha ou apenas um mal-entendido, que pode ser resolvido com uma explicação clara e cordial.

Ao entender o contexto, ofereça soluções viáveis e objetivas. Dependendo do tipo de comentário, pode ser mais adequado conduzir a conversa para o privado — via mensagem direta ou e-mail — garantindo uma resolução mais detalhada e respeitosa. Ainda assim, é importante registrar publicamente, mesmo que de forma breve, que a empresa está cuidando do caso. Essa transparência demonstra compromisso com a resolução e evita interpretações negativas por parte de outros usuários.

Mais do que resolver uma situação pontual, é preciso transformar o feedback em aprendizado. Reclamações recorrentes devem ser levadas a sério e analisadas com atenção por toda a equipe. Muitas vezes, um comentário negativo revela falhas de processo, comunicação ou atendimento que, se corrigidas, melhoram a experiência geral dos clientes e evitam novas crises.

É igualmente importante que a empresa tenha um plano de ação claro para casos mais complexos. Ter uma política de moderação bem definida, com orientações sobre tom de voz, prazos e limites, ajuda a equipe a agir com segurança mesmo diante de críticas mais duras ou injustas. Em situações de maior repercussão, contar com um fluxo de aprovação ágil e porta-vozes preparados é essencial para proteger a reputação da marca.

Em resumo, responder com rapidez, escuta ativa e foco em soluções transforma um cenário potencialmente negativo em uma oportunidade de fortalecimento da marca. Mais do que evitar danos, a forma como lidamos com críticas públicas revela muito sobre a cultura e os valores de uma empresa.

Se você sente que sua empresa ainda não está preparada para enfrentar essas situações de forma estratégica, saiba que é possível se antecipar. A Six Comunicação Integrada desenvolve estratégias personalizadas para ajudar marcas a se posicionarem com firmeza, empatia e coerência em todos os canais. Transformar desafios em oportunidades é o que fazemos todos os dias.


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.


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O planeta Terra está pedindo ajuda. E eu com isso? – por Celso Tracco

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Segundo os últimos estudos feitos por cientistas consagrados, o planeta Terra tem cerca de 5 BILHÕES de anos. Também, segundo a ciência, já ocorreram 5 extinções em massa em nosso planeta. Ou seja, por 5 vezes cerca de 90% de todas as espécies, animais e vegetais, da Terra desapareceram. A mais famosa, ocorreu há 65 MILHÕES de anos, exterminou os dinossauros. A nossa espécie, SAPIENS, apareceu por volta de 1 MILHÃO de anos atrás. Importante: os humanos (homo sapiens) desenvolveram um órgão que nenhuma outra espécie conseguiu na mesma proporção: o cérebro. Eles perceberam que a vida ficaria muito mais fácil e produtiva ajudando-se mutuamente, pois fisicamente eram muito inferiores às outras espécies que coabitavam a Terra. A colaboração entre os SAPIENS tornou a espécie tão poderosa que ela dominou todo planeta.

Mas essa história pode terminar mais cedo do que se imagina. Meu prezado leitor, minha prezada leitora, me refiro à poluição ambiental que nós, seres humanos, estamos produzindo, na terra, na água e no ar. E isso tem a ver com todos nós. O que podemos fazer para deixar de ser parte do problema e fazer parte da solução? Creio que o principal deve ser uma mudança radical de nossas atitudes; ter a conscientização que precisamos ser agentes dessa mudança. 

Com certeza vocês, leitores e leitoras, já ouviram e quiçá já praticam algumas atitudes que combatem a poluição. Mesmo correndo o risco de ser repetitivo, descrevo:

  • Não desperdiçar água, se possível usar água de reuso.
  • Não desperdiçar energia, seja ela elétrica, gás, ou de combustíveis fósseis   
  • Não desperdiçar alimentos
  • Descartar adequadamente plásticos, vidro, papel, óleo de cozinha, restos de madeiras, podas, remédios vencidos, pilhas, lixo eletrônico
  • Doar, adequadamente, roupas, agasalhos, calçados, utensílios domésticos
  • Aderir à economia circular – reduzir, reutilizar, reciclar
  • Colaborar com plantio de árvores e outros tipos de vegetação, sempre seguindo orientação profissional
  • Não jogar lixo nas ruas, calçadas, bueiros, córregos, rios, praias, praças públicas

Certamente a grande maioria de nós já sabe o que deve ser feito! E por que ainda não fazemos? Me atrevo a responder: porque não damos a devida prioridade. Apenas nós podemos mudar nossos hábitos de consumo e nosso comportamento ecológico. Isto significa ter plena conscientização que essa mudança de atitude fará diferença no ecossistema no qual eu vivo (minha família, meu trabalho, meu lazer, meu bairro, minha cidade).  Voltando à pergunta do título desta coluna: E eu com isso? Nós, eu e você, temos tudo a ver com isso. Boas práticas ecológicas, também, dependem de nós. Somos moradores deste planeta, que está, já há algum tempo, pedindo ajuda. Cuidar de nossa casa comum não é uma opção, é uma obrigação. Aproveite seu dia.


Celso Tracco é economista, mestre em Teologia Sistemática, escritor, consultor e palestrante. Com ampla experiência como executivo em empresas nacionais e internacionais, é especialista em marketing, vendas e comportamento humano. Atuou como professor universitário e tem três livros publicados. Em sua coluna, abordará temas como política, economia e sociedade.


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Sociedade solidária. Uma utopia? – por Celso Tracco

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A sociedade atual se caracteriza pela cultura do individualismo, do ódio, da exclusão social, da agressividade cotidiana, da sensação de insegurança, da falência das instituições. Uma sociedade onde os meios justificam os fins e os valores morais e éticos cedem espaços ao monetário. O que vale é ter dinheiro. Talvez, se possa argumentar que desde que o mundo é mundo isto sempre foi assim. Concordo. Porém hoje existe um agravante: a comunicação digital, ela amplifica em escala exponencial as atitudes da sociedade.

Parece claro que há uma tendência a um isolacionismo, cada um se fechar em seu mundo particular. E isto é péssimo. O ser humano é um ser gregário, precisa dos outros para viver e conviver. Precisa trocar ideias e experiências, angústias e alegrias, êxitos e fracassos, precisa ouvir e ser ouvido. É a essência da humanidade, precisamos uns dos outros, em um intercâmbio de opiniões, ajuda, amor, carinho, compaixão, enfim solidariedade.

A proposta para uma sociedade mais humanizada, passa pela prática da solidariedade como uma atitude de vida. Devemos e necessitamos ser solidários em nosso dia a dia. Solidariedade significa, por exemplo, dar atenção aos filhos, não apenas dar conforto material, mas proporcionar a eles uma estabilidade emocional. Perguntar e ajudar nas tarefas escolares, informar que a internet pode ser muito boa, mas também é perigosa. Os filhos e filhas devem ter a liberdade para falar qualquer assunto com o pai ou mãe.

A solidariedade, também, deve extrapolar os limites do lar. Precisamos nos preocupar com quem mais precisa, com os idosos, ou com quem necessita de cuidados especiais. Além das pessoas, devemos ser solidários com a natureza, fauna e flora. Nossa casa comum, o planeta Terra, está pedindo ajuda, está dando sinais de doença. Uma boa prática é não desperdiçar alimentos, não apenas por economia, mas porque os recursos naturais estão se esgotando.

Pode parecer utópico em uma sociedade que tem uma cultura de agressividade, de radicalização, de antagonismo, pregar a solidariedade e a boa vontade com quem quer que seja. Porém, creio que é mais agradável, além de mais barato nos ajudarmos mutuamente do que devotar a vida na luta constante contra “inimigos” imagináveis. Um simples cumprimento afetuoso, pode fazer uma enorme diferença para alguém.

Um excelente dia a todos e todas.


Celso Tracco é economista, mestre em Teologia Sistemática, escritor, consultor e palestrante. Com ampla experiência como executivo em empresas nacionais e internacionais, é especialista em marketing, vendas e comportamento humano. Atuou como professor universitário e tem três livros publicados. Em sua coluna, abordará temas como política, economia e sociedade.


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Praticar cidadania, mais do que um direito é um dever; por Celso Tracco

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Nada é mais comum do que falarmos mal de nossos governantes. Sempre e em todo lugar. Nos esquecemos que eles foram eleitos por nós mesmos. Podemos ter até muitas discordâncias sobre o sistema político eleitoral do Brasil, mas ele é democrático portanto, os governantes foram eleitos de forma legítima. A nós, povo cabe a tarefa de uma permanente vigilância sobre as atitudes e atos dos eleitos. Afinal eles são servidores públicos, estão para servirem, da melhor maneira possível o povo que os elegeu, seja no governo municipal, estadual ou federal. 

Todos nós moramos em um município. Por uma definição institucional o governo municipal deveria ter se preocupar com a qualidade de vida de seus munícipes, principalmente a respeito da educação, saúde, segurança, mobilidade urbana. Como você avalia o seu município nestas questões? Mais importante, como você age no seu papel de morador e pagador de impostos ao município?

Exercer sua cidadania aqui pode fazer toda diferença. Por exemplo: você participa das reuniões de pais e mestres na escola onde seus filhos estão matriculados? Você conhece os Conselhos Municipais, tais como o Tutelar, Criança e Adolescente, Segurança, Saúde, entre outros? Você sabia que os conselheiros são eleitos em eleições que se realizam, geralmente há cada dois anos? O comparecimento para votar não é obrigatório, mas qualquer habitante do município, com o título de eleitor válido, pode votar. Os membros dos Conselhos não precisam pertencer a nenhum partido político, apenas se disponibilizar ao trabalho voluntário. A participação da população nessas eleições, faz toda a diferença.

Há muitas formas de exercer a cidadania. Por exemplo: participar de uma associação de amigos de bairro, de entidades beneficentes, de ajuda aos animais, a preocupação com a interação de idosos na sociedade, entre muitas outras oportunidades.

O fato é, não adianta apenas reclamar de quem não faz, ou faz malfeito. É preciso participar e lutar para modificar o que você pensa que está ruim. Se nós não participamos e não lutamos pelo que acreditamos, os outros tomarão decisões por nós. Apenas reclamar não vai adiantar.  Pratique sua cidadania, a sociedade civil agradece.


Celso Tracco é economista, mestre em Teologia Sistemática, escritor, consultor e palestrante. Com ampla experiência como executivo em empresas nacionais e internacionais, é especialista em marketing, vendas e comportamento humano. Atuou como professor universitário e tem três livros publicados. Em sua coluna, abordará temas como política, economia e sociedade.


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