Saidinha temporária: ao menos 17 detentos são presos em flagrante por novos crimes em SP

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A Polícia Militar do Estado de São Paulo prendeu em flagrante ao menos 17 detentos beneficiados pela saída temporária que voltaram a cometer crimes no estado. As ocorrências foram registradas entre a última terça-feira (23) e a manhã deste domingo (28) e envolvem delitos como tentativa de estupro e homicídio, além de roubos e furtos a residências.

De acordo com a corporação, além das prisões em flagrante, a fiscalização realizada em todo o território paulista identificou 865 beneficiados que descumpriram as condições impostas pela Justiça. Ao todo, já foram contabilizadas 994 infrações, já que parte dos detentos infringiu mais de uma regra durante o período do benefício.

Entre as irregularidades constatadas estão o descumprimento da permanência no município autorizado, a ausência do recolhimento domiciliar noturno — entre 19h e 6h —, a frequência a bares e casas noturnas, o consumo de bebidas alcoólicas ou drogas e o deslocamento para locais não permitidos.

Um dos casos de maior gravidade ocorreu em Indaiatuba, na última sexta-feira (26). Um detento monitorado por tornozeleira eletrônica roubou um veículo e sequestrou um idoso. Armado, ele obrigou a vítima a realizar saques em caixas eletrônicos. Após denúncia, o idoso foi resgatado em Sorocaba e o suspeito preso em flagrante.

Outro episódio foi registrado em Taubaté, no sábado (27), quando policiais militares abordaram um beneficiado da saída temporária que foi reconhecido por uma vítima como autor de uma tentativa de estupro. O homem foi conduzido à delegacia e permaneceu à disposição da Justiça. Ainda na mesma cidade, no mesmo dia, outro detento em saidinha foi preso após tentar matar uma pessoa.

Nos primeiros dias do benefício, ao menos quatro homens também foram presos no interior paulista por violência doméstica. Em Nova Odessa, um deles foi detido após ir até um hospital ameaçar a ex-companheira. Em Pirangi, outro suspeito chegou a ameaçar a namorada com uma faca para exigir dinheiro para a compra de drogas.

Segundo a Polícia Militar, as ações de fiscalização seguem intensificadas em todo o estado para garantir o cumprimento das determinações judiciais e coibir novos crimes durante o período da saída temporária.

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Foto: Arquivo/GESP

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SP alerta para importância da vacinação contra sarampo durante a temporada de cruzeiros no litoral paulista

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A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) emitiu um alerta aos serviços de saúde, autoridades portuárias e viajantes diante do aumento do risco de reintrodução do sarampo durante a temporada de cruzeiros 2025/2026 no litoral paulista. A medida considera a circulação internacional do vírus e a intensa movimentação de passageiros e tripulantes de diferentes nacionalidades.

A temporada de cruzeiros, iniciada em 26 de outubro de 2025, segue até 19 de abril de 2026. De acordo com a CLIA Brasil, mais de 670 mil viajantes devem embarcar em roteiros pelo país.

Em 2024, o Brasil reconquistou a certificação de eliminação do sarampo. No entanto, em 2025, já foram registrados 38 casos importados ou relacionados à importação no país, incluindo dois casos confirmados no estado de São Paulo até dezembro. Atualmente, há surtos ativos da doença em diversas regiões do mundo, o que exige vigilância contínua e atenção à situação vacinal da população.

O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa, transmitida pelo ar, especialmente em ambientes fechados e com grande circulação de pessoas, como navios de cruzeiro. Os principais sintomas incluem febre alta, tosse, coriza, conjuntivite e manchas avermelhadas na pele, que geralmente surgem entre sete e 14 dias após a exposição.

A SES-SP orienta que pessoas que planejam viajar, inclusive em cruzeiros marítimos ou participar de eventos de grande porte, verifiquem a caderneta de vacinação e garantam o esquema completo da vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), preferencialmente com pelo menos 15 dias de antecedência da viagem. A imunização é a principal forma de prevenção da doença.

A Pasta também reforça a adoção de medidas de higiene durante as viagens, entre elas:

  • Cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir;

  • Lavar as mãos com frequência com água e sabão, ou então utilizar álcool em gel;

  • Não compartilhar copos, talheres e alimentos;

  • Procurar não levar as mãos à boca ou aos olhos;

  • Evitar aglomerações ou locais pouco arejados;

  • Manter os ambientes frequentados sempre limpos e ventilados;

  • Evitar contato próximo com pessoas doentes.

    No retorno, caso surjam sintomas suspeitos até 30 dias após a viagem, como febre, manchas avermelhadas pelo corpo, acompanhadas de tosse ou coriza ou conjuntivite, a orientação é procurar imediatamente um serviço de saúde, informar o histórico de deslocamento e evitar a circulação em locais públicos.

Para os profissionais de saúde, a Secretaria destaca que o sarampo é uma doença de notificação compulsória imediata. Casos suspeitos devem ser comunicados à vigilância epidemiológica em até 24 horas, para adoção rápida das medidas de bloqueio e prevenção.

A SES-SP segue atuando de forma integrada com os municípios e demais órgãos envolvidos para proteger a população e evitar a reintrodução do sarampo no estado.


Fonte/foto: GESP

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Com calor, governo de São Paulo emite alerta para economia de água

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O governo do estado de São Paulo emitiu alerta para que a população economize água. A medida foi tomada porque as altas temperaturas dos últimos dias provocou o aumento de até 60% do consumo de água no estado, o que tem pressionado o sistema de distribuição, causando a interrupção do fornecimento em alguns bairros.

O pedido é de uso “consciente da água”, banhos mais rápidos e evitar desperdícios e o uso para fins não essenciais, como encher piscinas ou lavar calçadas e carros. “O uso da água deve ser priorizado para alimentação e higiene pessoal. A colaboração da população é fundamental para garantir a regularidade do abastecimento”, diz o alerta.

Nas redes sociais da Sabesp há diversas reclamações sobre a escassez de água. O perfil da Sabesp no X, por exemplo, tem notificações de usuários afirmando que não recebem água em suas residências. Segundo os relatos, há problemas em todas as zonas da capital paulista e até em outras regiões do estado, como no Vale do Paraíba.

A Sabesp se manifestou através de nota. A empresa diz que vem registrando um expressivo aumento no consumo de água em dias de temperaturas elevadas, “o que provoca oscilações pontuais no fornecimento e exige ajustes operacionais constantes na distribuição para garantir o atendimento à população”.

Segundo a companhia, as áreas altas são as mais afetadas na região metropolitana, já que a pressão da rede é menor. As regiões mais baixas, informa a Sabesp, “seguem sendo abastecidas normalmente”.

Num dia de temperatura considerada “normal”, como os da semana passada, a Sabesp produz cerca de 66 mil litros de água por segundo. Nestes últimos dias, diz a empresa, teve de produzir cerca de 72 mil litros por segundo.

Além do calor, o estado de São Paulo passa também por uma crise hídrica em seus mananciais causada pela pouca chuva dos últimos meses.

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Fonte: Ag. Brasil | Foto: Paulo Pinto/Ag. Brasil

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Operação Verão começa no litoral de SP com investimentos de R$ 55 milhões e reforço recorde na segurança

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O Governo de São Paulo deu início neste sábado (20), em Bertioga, à Operação Verão Integrada, considerada a maior já realizada no litoral paulista. A ação reúne forças de segurança, saúde, defesa civil, mobilidade, meio ambiente e turismo para atender o período de maior fluxo de visitantes, quando a expectativa é de receber 16,7 milhões de turistas.

Ao todo, são R$ 55 milhões em investimentos diretos, com destaque para o maior efetivo policial da história da temporada, além de aportes bilionários em saneamento. Somente neste ano, a Sabesp investiu R$ 2 bilhões em obras de água e esgoto na região.

Durante o lançamento, o governador Tarcísio de Freitas afirmou que a operação vai além do policiamento tradicional. “É a maior Operação Verão da história. Teremos mais 4 mil policiais, 435 viaturas, helicópteros, jet skis, motos, bicicletas e drones, além de delegacia volante, reforço dos bombeiros e guarda-vidas. O turista pode ter certeza de que vai aproveitar o melhor do nosso litoral com segurança”, destacou.

Segurança reforçada

A Secretaria da Segurança Pública coordena a operação com 4.075 policiais militares, 436 viaturas, apoio da Polícia Civil e do Corpo de Bombeiros. Pela primeira vez, sete drones e três aeronaves são usados para monitorar praias e áreas de grande circulação. Cerca de 2,8 mil policiais atuam na Baixada Santista e 861 no Litoral Norte.

Treze municípios do litoral participam do programa Muralha Paulista, com aproximadamente 1,7 mil câmeras, parte delas com reconhecimento facial e leitura de placas, auxiliando na prisão de foragidos e recuperação de veículos. O Corpo de Bombeiros também ampliou o efetivo, com 567 guarda-vidas temporários e postos avançados funcionando 24 horas.

Defesa Civil e saúde

A Defesa Civil estadual reforçou a estrutura com R$ 1,3 milhão em investimentos e 5,4 mil agentes de prontidão. Novas sirenes de alerta, botes de resgate, kits de verão e treinamentos com moradores de áreas de risco fazem parte do pacote de prevenção para o período de chuvas intensas.

Na saúde, o Estado destinou R$ 53,9 milhões para reforçar o atendimento do SUS em 16 municípios do litoral, garantindo assistência a moradores e turistas durante o aumento expressivo da população.

Estradas, balsas e meio ambiente

O DER-SP mobilizou mais de 1,2 mil colaboradores e 323 veículos para atuar nas rodovias estaduais, com operações especiais, uso de faixas reversíveis e atendimento 24 horas. Nas travessias litorâneas, a frota de balsas passou de 29 para 40 embarcações, ampliando em 34% a capacidade de transporte de veículos.

A Cetesb mantém o monitoramento semanal da qualidade da água em 175 praias, enquanto ações de educação ambiental e conscientização sobre o uso racional da água percorrem 16 municípios até março.

Turismo aquecido

A Secretaria de Turismo e Viagens estima movimentação financeira direta de cerca de R$ 41 bilhões na temporada de verão. Levantamento aponta que 86% dos municípios esperam desempenho melhor que o do último verão, com ocupação média acima de 75%, reforçando a importância da Operação Verão para garantir segurança, infraestrutura e ordenamento da atividade turística no litoral paulista.

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Foto: Divulgação/GESP

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Governo de SP critica Enel e pede intervenção federal após sucessivos apagões

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O Governo do Estado de São Paulo endureceu o tom contra a Enel São Paulo e cobrou uma ação rigorosa do Governo Federal diante das falhas recorrentes no fornecimento de energia elétrica no estado. Em nota oficial, divulgada nesta segunda-feira (15), o Palácio dos Bandeirantes afirma que os paulistas não podem continuar “reféns de um serviço essencial prestado de forma inadequada” e aponta incapacidade técnica, operacional e gerencial da concessionária.

A manifestação ocorre em meio à possibilidade de prorrogação da concessão da Enel por mais 30 anos, hipótese classificada pelo governo estadual como uma desconsideração aos interesses da população dos 24 municípios atendidos pela empresa. Segundo o Estado, os prejuízos causados pelos apagões são inaceitáveis e vêm se repetindo ao longo dos últimos anos.

De acordo com o governo paulista, em 2023 e 2024 milhões de consumidores ficaram sem energia por seis e até sete dias consecutivos, impactando diretamente famílias, comércios, hospitais, escolas e serviços públicos. No episódio mais recente, iniciado em 9 de dezembro, mais de 2,2 milhões de consumidores foram afetados, e mesmo após cinco dias o fornecimento ainda não havia sido totalmente restabelecido.

O Estado também destaca que, entre 2024 e 2025, a Enel acumulou a maior média mensal de reclamações na Ouvidoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) entre as concessionárias paulistas. Além disso, seis dos sete Planos de Resultados apresentados entre 2020 e 2023 foram reprovados, e multas superiores a R$ 400 milhões foram aplicadas nos últimos sete anos, sem que houvesse melhora efetiva na qualidade do serviço.

A gestão estadual afirma que, por meio da Arsesp, mantém fiscalização permanente, aplica penalidades dentro de sua competência e encaminha relatórios técnicos à Aneel, apontando a degradação da rede de distribuição e a insuficiência de investimentos. Diante do cenário, o governo defende que o Ministério de Minas e Energia e a Aneel adotem medidas mais duras, incluindo a possibilidade de intervenção na concessão, conforme prevê a legislação federal.

Ao final da nota, o governo reforça que a energia elétrica é base da vida cotidiana e da atividade econômica e afirma que o consumidor paulista deve ser colocado em primeiro lugar.

Confira a nota do Governo do Estado de São Paulo na íntegra:

Os paulistas não podem continuar reféns de um serviço essencial prestado de forma inadequada. As interrupções recorrentes e prolongadas no fornecimento de energia pela Enel São Paulo evidenciam há muito tempo a incapacidade técnica, operacional e gerencial da concessionária e o fracasso do atual modelo federal em avaliar a qualidade da prestação do serviço aos consumidores.

Nesse contexto, amplamente demonstrado pelas reiteradas manifestações de insatisfação dos usuários quanto à qualidade do serviço prestado, causa especial preocupação a possibilidade de o Governo Federal prorrogar a concessão da Enel São Paulo por mais 30 anos, o que representaria evidente desconsideração dos interesses e das necessidades da população residente nos 24 municípios atendidos pela concessionária.

Os prejuízos são inaceitáveis. Em 2023 e 2024, milhões de paulistas ficaram sem energia por seis e sete dias consecutivos, afetando famílias, comércio, hospitais, escolas e serviços públicos. No episódio mais recente, que começou no dia 9 de dezembro, mais de 2,2 milhões de consumidores foram impactados, sem resposta adequada, comunicação eficiente ou plano de contingência. Passados mais de cinco dias, o fornecimento ainda não foi normalizado.

Entre 2024 e 2025, a Enel registrou a maior média mensal de reclamações na Ouvidoria da Aneel entre as concessionárias paulistas; seis dos sete Planos de Resultados entre 2020 e 2023 foram reprovados; multas superiores a R$ 400 milhões foram aplicadas nos últimos sete anos sem melhora efetiva do serviço.

O Governo do Estado de São Paulo tem atuado de forma contínua e técnica por meio da Arsesp, com fiscalização permanente, identificação de gargalos críticos, aplicação de penalidades no âmbito de sua competência e encaminhamento de recomendações e avaliações de fiscalização em campo à Aneel sobre a degradação da qualidade do serviço e o descompasso entre os indicadores regulatórios e a realidade enfrentada pela população.

Problemas relacionados à insuficiência de investimentos realizados e à inadequada execução de vistorias podem ser evidenciados a partir da análise dos vários relatórios de fiscalização emitidos pela Arsesp, os quais, por meio de registros fotográficos, demonstram, em diversas localidades, a precarização da rede de distribuição.

A Lei Federal 8.987/95 no artigo 6º afirma que toda concessão pressupõe a prestação do serviço adequado ao pleno atendimento dos usuários, sendo este o que satisfaz as condições de regularidade, continuidade e eficiência na prestação aos consumidores. Diante desse quadro, observamos que a legislação não está sendo cumprida.

É indispensável que o Governo Federal, por meio do Ministério de Minas e Energia, observando as evidências apontadas pela Arsesp e pela própria Aneel, atue com máximo rigor no exercício do poder concedente, declarando intervenção na concessão da Enel São Paulo conforme prevê a lei federal 12.767/2012 que diz: “O poder concedente, por intermédio da Aneel, poderá intervir na concessão de serviço público de energia elétrica com o fim de assegurar sua prestação adequada e o fiel cumprimento das normas contratuais, regulamentares e legais pertinentes”.

A energia elétrica é base da vida cotidiana e da atividade econômica. O consumidor paulista vem primeiro. São Paulo exige respeito.

Governo do Estado de São Paulo

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Foto: Reprodução

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Estado de São Paulo confirma segundo caso de sarampo em 2025

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O estado de São Paulo registrou o segundo caso de sarampo este ano. Segundo a Secretaria Estadual da Saúde, o paciente é um homem de 27 anos, morador da capital paulista, não vacinado e que havia viajado recentemente ao exterior. Segundo a pasta, ele já recebeu atendimento médico e teve alta.

O outro caso havia sido identificado em abril deste ano, também em um morador da capital paulista.

Entre janeiro e novembro deste ano, 37 casos de sarampo foram confirmados em todo o Brasil, segundo informações do Ministério da Saúde. Todos estes casos foram importados, ou seja, adquiridos em viagens, sem transmissão local do vírus.

O número de casos de sarampo vem se intensificando neste ano na região das Américas. Até o dia 7 de novembro de 2025, segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), foram confirmados 12.596 casos de sarampo em dez países das Américas, com 28 óbitos, a maior parte deles registrados no México.

De acordo com a Opas, essa transmissão tem afetado principalmente comunidades com baixa cobertura vacinal: 89% dos casos ocorreram em pessoas não vacinadas ou com status vacinal desconhecido.

Sarampo e vacinação

O sarampo é uma doença infecciosa altamente contagiosa e que já foi uma das principais causas de mortalidade infantil no mundo. A transmissão do vírus ocorre de pessoa a pessoa, por via aérea, seja ao tossir, espirrar, falar ou respirar.

A doença é tão contagioso que um paciente infectado pode transmiti-la para 90% das pessoas próximas e que não estejam imunes. Por isso, a vacinação contra o sarampo é extremamente importante. A imunização é a principal forma de prevenção contra a doença.

Os principais sintomas do sarampo são manchas vermelhas no corpo e febre alta, acima de 38,5 graus, acompanhada de tosse, conjuntivite, nariz escorrendo ou mal-estar intenso. Os casos podem evoluir para complicações graves podendo causar diarreia intensa, infecções de ouvido, cegueira, pneumonia e encefalite (inflamação do cérebro). Algumas dessas complicações podem ser fatais.

Certificado

Em 2016, o Brasil havia recebido a certificação da eliminação do vírus que causa o sarampo. Segundo o Ministério da Saúde, nos anos de 2016 e 2017 não foram confirmados casos da doença, no entanto, em 2018, com o grande fluxo migratório associado às baixas coberturas vacinais, o vírus voltou a circular. Em 2019, o Brasil perdeu a certificação de “país livre do vírus do sarampo”, com o registro de mais de 21,7 mil casos.

Em junho de 2022, o país registrou o último caso endêmico de sarampo, no Amapá. Com isso, em novembro do ano passado, a Opas voltou a certificar o Brasil como livre da circulação do vírus, mesmo com o registro de casos importados da doença. Isso ocorreu porque o país conseguiu demonstrar que não houve transmissão do vírus do sarampo em território nacional por pelo menos um ano.

Em novembro passado, com a alta circulação do vírus, a Opas anunciou que a região das Américas perdeu a verificação de área livre da transmissão endêmica do sarampo. Apesar disso, o Ministério da Saúde informou que o Brasil ainda mantém a sua certificação internacional de país livre da circulação do vírus.

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Foto: Fernando Frazão/Ag. Brasil

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SP quer acabar com IPVA para motos de até 150cc; proposta vai à Alesp

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O Governo de São Paulo enviou à Assembleia Legislativa, em regime de urgência, um projeto de lei que isenta do pagamento de IPVA todas as motocicletas, ciclomotores e motonetas de até 150 cilindradas registradas em nome de pessoas físicas. A mudança, prevista para entrar em vigor em 1º de janeiro de 2026, pode beneficiar milhões de motociclistas em todo o Estado, especialmente entregadores e profissionais que usam a moto como ferramenta de trabalho.

Pelo texto, que altera a Lei nº 13.296/2008, a isenção será válida apenas para veículos que estiverem com registro e licenciamento regulares. O governo afirma que a medida tem como objetivo reduzir o impacto financeiro sobre uma parcela da população que depende diariamente da moto para deslocamento e geração de renda.

Segundo o governador Tarcísio de Freitas, o uso de motocicletas continua crescendo em praticamente todos os municípios paulistas. “Para muitas famílias, ela representa o meio de transporte principal e uma ferramenta essencial de geração de renda”, afirmou.

A proposta foi elaborada com base em projeções fiscais, na atualização da Tabela Fipe para 2026 e em conformidade com a Lei de Responsabilidade Fiscal. O governo argumenta que a isenção tem caráter social e atende uma categoria que, sem o benefício, seria onerada de forma desproporcional.

Se aprovada pela Alesp, a medida começará a valer no exercício do IPVA 2026 e representará uma das maiores mudanças recentes na tributação de motocicletas de baixa cilindrada no Estado.

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Foto: Tânia Rêgo/Ag. Brasil

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Sonegação bilionária em combustíveis compromete saúde e educação, diz governador de SP

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A Operação Poço de Lobato, deflagrada nesta quinta-feira (27), tem como alvo um sofisticado esquema de fraude fiscal envolvendo um dos maiores grupos empresariais do setor de combustíveis do país. A ação apura uma dívida de R$ 9,6 bilhões com o Estado de São Paulo e um prejuízo nacional estimado em mais de R$ 26 bilhões em débitos inscritos na dívida ativa. A ofensiva é conduzida pelo Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos de São Paulo (CIRA/SP), sob coordenação do Governo do Estado de São Paulo.

Durante coletiva na sede do Ministério Público de São Paulo, o governador Tarcísio de Freitas afirmou que o valor sonegado compromete diretamente os serviços públicos. “São R$ 9,6 bilhões que deixaram de entrar nos cofres do Estado. Isso equivale, por exemplo, a retirar mensalmente um hospital de médio porte da população ou impedir a construção de 20 escolas”, comparou.

A operação envolve mais de 190 alvos, entre pessoas físicas e jurídicas, suspeitos de integrar organização criminosa voltada a crimes contra a ordem tributária, lavagem de dinheiro e fraudes estruturadas. A investigação é realizada em conjunto pela Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo, Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo e o MPSP, com apoio da Receita Federal do Brasil, da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, da Secretaria Municipal da Fazenda da capital e das polícias Civil e Militar.

Segundo o procurador-geral de Justiça, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, a ação faz parte de um conjunto de mais de 200 operações integradas realizadas nos últimos anos. “Somente com esse esforço colaborativo temos conseguido avanços concretos”, afirmou.

Dinheiro apreendido durante a operação. Foto: Divulgação

Esquema sofisticado

De acordo com o subsecretário-adjunto da Fazenda, Paulo Ribeiro Pacello, trata-se da primeira operação que integra Estado, União e Município. O grupo utilizava empresas interpostas, fintechs, estruturas societárias em camadas, paraísos fiscais e substituição frequente de sócios para ocultar os verdadeiros beneficiários e evitar o pagamento do ICMS. “Era um sistema altamente sofisticado”, destacou.

A procuradora-geral do Estado, Inês Coimbra, reforçou que a troca de dados entre os órgãos foi fundamental para desmontar o esquema. As autoridades esclareceram ainda que a Poço de Lobato não tem relação com operações anteriores e não há indícios de envolvimento de facções criminosas.

Segundo o promotor Alexandre Castilho, a coleta de documentos confirmou as suspeitas. “É um grupo empresarial extremamente organizado, com atuação nacional”, disse.

Bloqueio bilionário e projeto de lei

Além das medidas criminais, a PGE/SP determinou o bloqueio imediato de R$ 8,9 bilhões em bens e valores do grupo, enquanto a PGFN busca a indisponibilidade de R$ 1,2 bilhão na esfera federal.

Tarcísio também defendeu no Congresso a aprovação do PL 125, que prevê punições a empresas que deixam de pagar impostos de forma reiterada e intencional, como restrições a licitações e vínculos com o poder público.

O nome da operação faz referência ao primeiro poço de petróleo do Brasil, descoberto em 1939 no bairro do Lobato, em Salvador (BA), símbolo histórico da origem da indústria petrolífera nacional.

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Foto: Celso Silva/GESP

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Defesa Civil alerta para chuvas fortes, raios e ventos de mais de 70 km/h a partir de domingo (16) em SP

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A Defesa Civil do Estado de São Paulo informa que, entre domingo (16) e terça-feira (18), a passagem de uma frente fria criará condições favoráveis para chuva forte, com raios, rajadas de vento que podem superar 70 km/h e possibilidade de granizo isolado em diversas regiões do Estado.

No domingo (16), embora a frente fria ainda atue com maior intensidade sobre o Sul do País, seus efeitos já serão percebidos no Sudeste, com possibilidade de pancadas de chuva.

Na segunda-feira (17), com o avanço do sistema em direção ao Sudeste, todas as regiões paulistas ficam sujeitas a pancadas de chuva, que podem ocorrer com intensidade forte.

Na terça-feira (18), o cenário permanece de atenção, com condições para chuva e variação de nuvens em grande parte do território paulista.

As regiões que devem registrar os maiores acumulados de chuva são:

  • Vale do Paraíba, Litoral Norte e Serra da Mantiqueira;
  • Vale do Ribeira, Sorocaba, Campinas e Itapeva;
  • Baixada Santista;
  • Região Metropolitana da Capital, Bauru, Araraquara, Presidente Prudente e Marília;
  • Araçatuba, São José do Rio Preto, Barretos, Franca e Ribeirão Preto.

Embora os modelos meteorológicos não indiquem acumulados extremamente elevados na maior parte do Estado, há potencial para tempestades severas, com risco de alagamentos, deslizamentos, destelhamentos e queda de árvores. No litoral, também não se descarta a possibilidade de agitação marítima e ressaca, exigindo atenção redobrada.

A partir de quarta-feira (19), a frente fria se afasta, permitindo o retorno gradual de condições mais estáveis no Estado.

A Defesa Civil reforça a importância de acompanhar os alertas oficiais e adotar medidas preventivas para minimizar os impactos das condições adversas previstas.

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Fonte: GESP – Foto: Paulo Pinto/Ag. Brasil

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Confira o calendário para pagamento do IPVA de 2026

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O Governo de São Paulo divulgou na última quarta-feira (12) o calendário para pagamento do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) para o exercício de 2026.

De acordo com o Decreto publicado no Diário Oficial do Estado de São Paulo, o IPVA de 2026 poderá ser pago à vista em janeiro, com desconto de 3%, até a data determinada para cada placa (veja tabela abaixo), ou parcelado entre três e cinco vezes, de acordo com o valor do imposto, sem desconto.

Confira as datas limites para cada placa para pagamento à vista, em janeiro:

PLACADATA LIMITE
Final 112
Final 213
Final 314
Final 415
Final 516
Final 619
Final 720
Final 721
Final 922
Final 023

Quem preferir, pode ainda pagar o IPVA em fevereiro, sem desconto, seguindo a data-limite do final de cada placa.

PARCELAMENTO

O parcelamento do IPVA pode ser feito em até cinco vezes, de janeiro a maio, desde que o valor total do imposto seja igual ou superior a 10 Unidades Fiscais do Estado de São Paulo (Ufesps), até o dia 31 de dezembro de 2025 o valor de cada Ufesps euqvale a R$ 37,02. Em caso de valores menores, o parcelamento poderá ser feito em quatro ou três parcelas.

CAMINHÕES

A tabela de pagamento para proprietários de veículos de carga é diferente. O pagamento pode ser feito, sem desconto, até 22 de abril, ou parcelado em até cinco vezes, com data fixada no dia 20 de cada mês.

COMO PAGAR

Para quitar o imposto, basta dirigir-se ao caixa eletrônico ou internet Banking com o número do Renavam do veículo e optar pela modalidade de pagamentos o IPVA.

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Fonte/foto: GESP

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