Programa SuperAção amplia acesso a trabalho e capacitação em Cajamar

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Encontro do Programa SuperAção SP apresentou ações de capacitação e alternativas para geração de renda e inserção no mercado de trabalho

Famílias participantes do Programa SuperAção SP participaram, na segunda-feira (11), de um encontro em Cajamar voltado à apresentação de oportunidades de capacitação, geração de renda e inserção no mercado de trabalho. A atividade foi realizada pela Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e dos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS).

Durante o encontro, um representante da Secretaria de Emprego e Relações de Trabalho apresentou programas e ações de capacitação destinados ao desenvolvimento de conhecimentos e habilidades profissionais. A proposta é ampliar as possibilidades para participantes que buscam ingressar ou retornar ao mercado de trabalho.

As famílias também receberam informações sobre ações produtivas que podem contribuir para a geração de renda. A iniciativa procura aproximar o atendimento realizado pela assistência social de alternativas que possam ampliar a autonomia dos participantes.

Além das orientações profissionais, o encontro permitiu que as famílias mantivessem contato com a rede de assistência social e recebessem informações sobre oportunidades disponíveis. O acompanhamento é realizado pelos CRAS, que atendem moradores em situação de vulnerabilidade e fazem a articulação com outros serviços e programas públicos.

Segundo a Prefeitura, a iniciativa busca ampliar o acesso das famílias a oportunidades de desenvolvimento pessoal e profissional e estimular a participação dos atendidos na construção de alternativas para melhorar suas condições de vida.

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Sarampo chega a 23 casos em SP e vacinação é reforçada na Grande São Paulo

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Moradores de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo entre 6 meses e 59 anos são orientados a procurar as UBSs; 16 dos pacientes não tinham vacinação ou estavam com esquema incompleto

O estado de São Paulo chegou a 23 casos confirmados de sarampo em 2026, levando as autoridades de saúde a reforçar a vacinação da população de 6 meses a 59 anos nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo. A estratégia foi adotada para reduzir o risco de disseminação do vírus e inclui a vacinação mesmo de pessoas que já tenham recebido doses anteriormente, conforme a orientação epidemiológica.

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde (SES-SP), dois dos casos são importados e os demais estão relacionados à importação, embora a fonte de infecção ainda não tenha sido identificada. Entre os 23 pacientes, 16 não tinham histórico de vacinação ou apresentavam esquema vacinal incompleto, cenário que reforça a preocupação das autoridades com a existência de pessoas suscetíveis à doença.

A vacinação está disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). A orientação também deve ser observada por quem mora em outros municípios, mas trabalha, estuda ou pretende passar temporariamente por São Paulo, Guarulhos ou São Bernardo do Campo, devido à intensa circulação de pessoas entre as cidades da região metropolitana.

A recomendação de vacinação indiscriminada foi adotada nos três municípios que concentram os casos como uma medida para ampliar rapidamente a proteção da população e dificultar a formação de novas cadeias de transmissão. O Ministério da Saúde já havia orientado, em julho, a ampliação da vacinação para pessoas de 6 meses a 59 anos nessas três cidades.

Quem deve tomar a vacina contra o sarampo

A vacina utilizada para proteção contra o sarampo é a tríplice viral, que também protege contra caxumba e rubéola. No cenário atual, a estratégia adotada nos municípios com recomendação específica amplia a vacinação para a faixa de 6 meses a 59 anos.

Para bebês entre 6 e 11 meses, a dose aplicada em situações de risco epidemiológico é conhecida como dose zero. Ela não substitui as doses previstas no calendário de rotina, que devem continuar sendo aplicadas posteriormente.

Na rotina de vacinação, crianças recebem as doses previstas pelo Programa Nacional de Imunizações, enquanto adolescentes e adultos devem verificar o histórico vacinal para identificar a necessidade de iniciar ou completar o esquema. Em São Paulo, a recomendação publicada pela Secretaria Municipal de Saúde prevê duas doses para pessoas de 12 meses a 29 anos e uma dose para a faixa de 30 a 59 anos, conforme o histórico de vacinação.

A recomendação é que o cidadão leve a caderneta de vacinação à UBS para que um profissional de saúde avalie quais doses são necessárias. A vacina é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Há, porém, situações em que a vacinação não é indicada. Gestantes não devem receber a tríplice viral, por se tratar de uma vacina produzida com vírus atenuados. Pessoas com imunodeficiência grave ou histórico de reação alérgica grave a algum componente da fórmula também precisam de avaliação específica.

Já mulheres que estão amamentando podem ser vacinadas normalmente. A amamentação não precisa ser interrompida após a aplicação do imunizante.

Por que o sarampo voltou a preocupar

O sarampo é uma das doenças infecciosas de maior transmissibilidade. Uma pessoa infectada pode transmitir o vírus para várias pessoas não imunizadas, o que torna a manutenção de uma cobertura vacinal elevada uma das principais estratégias para evitar surtos.

A atual situação em São Paulo está relacionada à circulação de vírus introduzidos por pessoas infectadas fora do país e à presença de grupos sem vacinação ou com esquemas incompletos. O Ministério da Saúde destaca que o intenso fluxo internacional de pessoas aumenta o risco de reintrodução do vírus, especialmente em locais onde a cobertura vacinal não alcança níveis considerados adequados.

Apesar do aumento de casos, o Brasil mantém o status de país livre da circulação endêmica do sarampo. O Ministério da Saúde ressalta que casos isolados ou importados não significam, por si só, o retorno da doença como problema de saúde pública, mas exigem vigilância e manutenção de altas coberturas vacinais.

A vice-presidente da Regional São Paulo da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm-SP), Melissa Palmier, explica que o controle depende de uma resposta rápida das autoridades diante de casos suspeitos e confirmados. Entre as medidas estão a identificação dos contatos e o chamado bloqueio vacinal, com o objetivo de interromper a transmissão.

A atenção é especialmente importante diante dos sintomas característicos da doença. Febre alta, manchas vermelhas pelo corpo, tosse, coriza e conjuntivite estão entre os principais sinais. Em caso de suspeita, a orientação é procurar atendimento de saúde e informar possíveis viagens ou contato com pessoas que tenham circulado em locais com transmissão do vírus.

A situação reforça a importância de conferir a caderneta de vacinação, especialmente para quem circula diariamente entre os municípios da Grande São Paulo. A vacinação continua sendo a principal medida de prevenção contra o sarampo e está disponível gratuitamente na rede pública.

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Foto: Fernando Frazão/Ag. Brasil

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Conta de água pode ficar em R$ 16 para famílias de baixa renda em SP; veja quem tem direito

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Famílias de baixa renda podem pagar entre R$ 16,42 e R$ 21 pelo consumo mensal de água por meio da Tarifa Social da Sabesp. O benefício é destinado a moradores que atendem aos critérios de renda e mantêm o Cadastro Único (CadÚnico) atualizado.

A tarifa reduzida garante o fornecimento de até 10 metros cúbicos de água por mês, o equivalente a 10 mil litros. Para ter acesso ao benefício, porém, não basta apenas estar dentro da faixa de renda: os dados do CadÚnico precisam estar atualizados e o cadastro deve corresponder à titularidade da conta de água.

A Tarifa Residencial Vulnerável, de R$ 16,42, é destinada às famílias em situação de extrema pobreza, com renda média de até R$ 218 por pessoa. Já a Tarifa Residencial Social, de R$ 21, atende famílias com renda por pessoa entre R$ 218 e meio salário mínimo.

Quem pode receber o desconto

O primeiro passo para quem pretende solicitar a tarifa é verificar a situação do CadÚnico. O cadastro deve ser realizado ou atualizado no Centro de Referência de Assistência Social (Cras) do município, com os documentos dos moradores da residência.

Outro ponto importante é a titularidade da conta. O CPF registrado no CadÚnico deve ser o mesmo do titular da conta de água da Sabesp. Em imóveis alugados, por exemplo, o benefício pode não ser aplicado caso a fatura permaneça em nome do proprietário.

Nessa situação, o consumidor deve providenciar a transferência de titularidade ou a atualização cadastral junto à Sabesp. O benefício é limitado a um imóvel por núcleo familiar.

Caso a família cumpra os requisitos, mas o desconto não apareça automaticamente na conta, a orientação é procurar a Sabesp com o CPF e o Número de Identificação Social (NIS) para verificar a situação cadastral.

Quanto representa 10 mil litros de água

O limite de 10 m³ corresponde a 10 mil litros de água por mês. Para dimensionar esse volume, ele equivale a aproximadamente 500 galões de 20 litros ou 20 mil garrafas de 500 ml.

O benefício busca reduzir o peso da conta de água no orçamento das famílias de menor renda. Segundo o Governo de São Paulo, a Tarifa Social da Sabesp alcança quase 2 milhões de pessoas no estado.

A consulta sobre critérios, documentação e atendimento pode ser feita diretamente nos canais oficiais da Sabesp. Sabesp – Tarifa Social

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Foto: Paulo Pinto/Ag. Brasil

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Mora longe do Poupatempo? Veja serviços que podem ser feitos online

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Quem mora no interior ou no litoral de São Paulo e enfrenta dificuldades para chegar a uma unidade do Poupatempo pode utilizar os canais digitais do programa para resolver parte das demandas sem atendimento presencial.

Dos mais de 4 mil serviços oferecidos pelo Poupatempo, 3.431 possuem alguma etapa digital. Desse total, 1.039 podem ser realizados totalmente pela internet, enquanto outros 2.392 combinam procedimentos digitais e presenciais.

Há ainda 720 serviços que são realizados exclusivamente de forma presencial, conforme a natureza de cada solicitação.

Os atendimentos digitais estão disponíveis pelo portal Poupatempo SP.GOV.BR, pelo aplicativo Poupatempo SP.GOV.BR e pelos totens de autoatendimento instalados em diferentes locais do Estado.

A alternativa pode ser especialmente útil para quem mora em municípios sem unidade do programa ou busca evitar deslocamentos para resolver tarefas do dia a dia.

Entre os serviços disponíveis estão a renovação e a segunda via da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), a emissão do Atestado de Antecedentes Criminais e o licenciamento anual de veículos.

Também é possível consultar informações relacionadas à CNH, como pontuação, além de verificar multas, débitos e comunicação de venda de veículos.

Totens ampliam acesso aos serviços

Outra alternativa são os totens de autoatendimento, que funcionam como pontos de acesso a diferentes serviços públicos.

Nos equipamentos, o cidadão pode emitir documentos, consultar informações relacionadas à CNH, verificar pendências e imprimir comprovantes, sem precisar passar por um guichê convencional.

Os totens possuem leitor biométrico para validação das solicitações e scanner integrado para digitalização de certidões e outros documentos exigidos em determinados serviços.

Quando houver cobrança de taxas, o pagamento pode ser realizado diretamente no equipamento por meio de cartão de débito.

Antes de se deslocar até uma unidade física, a recomendação é verificar se o serviço procurado possui opção digital ou está disponível em um dos totens.

O cidadão também pode consultar a relação de unidades do Poupatempo e acompanhar a programação das Carretas do Poupatempo, que ampliam temporariamente o acesso aos serviços em diferentes regiões do Estado.

A oferta de alternativas digitais e de autoatendimento permite que parte dos serviços públicos seja acessada sem a necessidade de deslocamento até uma unidade convencional, reduzindo o tempo gasto pelos cidadãos para resolver demandas relacionadas a documentos, habilitação e veículos.

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Foto: Divulgação/GESP

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Santana de Parnaíba fica em 1º lugar na educação da região

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Santana de Parnaíba apresentou em 2025 o melhor desempenho entre os municípios da Região Oeste Metropolitana citados no levantamento sobre os anos iniciais do Ensino Fundamental. O município alcançou 6,73, acima dos resultados registrados nas edições anteriores, quando marcou 6,10, em 2021, e 6,44, em 2023.

O resultado coloca Santana de Parnaíba à frente de Barueri, Osasco, Itapevi, Cajamar, Cotia, Carapicuíba e Jandira, de acordo com os dados apresentados no material divulgado pelo município.

A evolução mostra uma alta de 0,63 ponto em quatro anos. Entre 2021 e 2023, o avanço havia sido de 0,34 ponto; entre 2023 e 2025, a nota cresceu outros 0,29 ponto.

Os resultados do Saeb são utilizados na composição do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), indicador criado pelo Inep para combinar desempenho dos estudantes e fluxo escolar. O Ideb considera as médias obtidas nas avaliações do Saeb e informações de aprovação registradas no Censo Escolar.

Desempenho mostra evolução ao longo das avaliações

A trajetória de Santana de Parnaíba apresenta crescimento nas três últimas avaliações mencionadas no levantamento. A nota passou de 6,10 em 2021 para 6,44 em 2023, chegando a 6,73 em 2025.

O avanço representa uma evolução de aproximadamente 10,3% em relação ao resultado de 2021.

O desempenho dos estudantes é influenciado por diferentes fatores, incluindo aprendizagem, fluxo escolar e condições oferecidas pela rede de ensino. Por isso, a análise de um indicador educacional deve considerar não apenas a posição no ranking, mas também a trajetória do município ao longo dos anos.

Segundo a Prefeitura de Santana de Parnaíba, os resultados estão relacionados ao trabalho desenvolvido por gestores, professores e demais profissionais da rede, além de investimentos realizados na estrutura das escolas, recursos pedagógicos e formação dos educadores.

Essas avaliações, no entanto, não permitem atribuir isoladamente a evolução do indicador a uma única ação ou política pública. O próprio Ideb foi estruturado para reunir diferentes dimensões do desempenho educacional.

O que é o Ideb

Criado em 2007, o Ideb é um dos principais indicadores utilizados para acompanhar a qualidade da educação básica brasileira. O índice combina dois componentes: o desempenho dos estudantes nas avaliações do Saeb e o fluxo escolar, calculado a partir dos dados de aprovação registrados no Censo Escolar.

O Saeb, por sua vez, é uma avaliação em larga escala realizada pelo Inep para produzir informações sobre o desempenho dos estudantes e subsidiar diagnósticos da educação básica.

Os resultados podem ser utilizados por gestores para identificar dificuldades de aprendizagem e orientar políticas educacionais. O Inep disponibiliza os resultados do Ideb por município e por etapa de ensino.

No caso de Santana de Parnaíba, a evolução apresentada nos anos iniciais coloca o município em posição de destaque no recorte regional informado pela Prefeitura.

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Foto: Fabiano Martins/PMSP

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Anvisa libera venda de medicamentos no iFood, Rappi e Mercado Livre

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) revogou nesta segunda-feira (10) medidas que proibiam a comercialização e a propaganda de medicamentos em plataformas como iFood, Rappi, Mercado Livre, Submarino e Americanas.

A decisão também alcança a Shopee, que teve a proibição revogada pela agência na última quinta-feira (6).

A mudança abre caminho para que medicamentos possam ser comercializados por meio dessas plataformas, mas não significa que a venda esteja automaticamente autorizada a partir desta segunda-feira. Segundo a Anvisa, ainda será necessária uma regulamentação específica para estabelecer como a nova modalidade deverá funcionar.

A agência destacou que as plataformas continuam obrigadas a cumprir integralmente as normas sanitárias em vigor. A revogação das medidas também não representa uma autorização automática para a comercialização de produtos farmacêuticos.

Nova lei mudou regras para entrega de medicamentos

A decisão da Anvisa ocorre após a entrada em vigor da Lei 15.357/2026, que passou a permitir que farmácias e drogarias regularmente licenciadas contratem canais digitais e plataformas de comércio eletrônico para realizar a logística e a entrega de medicamentos aos consumidores.

A aplicação prática da nova legislação, entretanto, depende das regras que serão estabelecidas pela própria Anvisa.

Na prática, a agência precisará definir os procedimentos e requisitos que deverão ser observados pelas empresas, farmácias e drogarias que utilizarem plataformas digitais para comercializar e entregar medicamentos.

A mudança pode ampliar as opções de compra e entrega de medicamentos para os consumidores, mas a regulamentação sanitária continuará sendo obrigatória.

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Foto: Marcello Casal Jr/Ag. Brasil

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Barueri vai implantar sistema gratuito de bicicletas no Parque da Juventude

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Projeto “Conecta Bike Barueri – Bike no Parque” prevê sistema de compartilhamento gratuito no Parque da Juventude com controle por plataforma digital

A Prefeitura de Barueri abriu um chamamento público para selecionar uma Organização da Sociedade Civil (OSC) que ficará responsável pela implantação, operação e manutenção do programa Conecta Bike Barueri – Bike no Parque, iniciativa que vai oferecer empréstimo gratuito de bicicletas à população no Parque da Juventude Rubens Furlan Júnior, integrado ao Parque Linear. O sistema será operado por meio de plataforma digital e deverá funcionar de forma contínua.

De acordo com o edital publicado pela Secretaria de Recursos Naturais e Meio Ambiente (Sema), o objetivo é ampliar o acesso da população à mobilidade ativa, incentivar a prática esportiva, estimular hábitos saudáveis e promover a utilização qualificada dos espaços públicos. A parceria será formalizada por meio de um Termo de Colaboração com uma entidade especializada na execução do projeto.

Além de incentivar o uso da bicicleta como alternativa sustentável, o programa também pretende fortalecer ações de educação ambiental e lazer. Segundo a justificativa apresentada pela Prefeitura, a iniciativa busca estimular a convivência familiar, ampliar o uso dos parques municipais e difundir meios de transporte de baixo impacto ambiental.

O edital estabelece que apenas uma organização será selecionada para executar o programa. A entidade deverá apresentar experiência comprovada em projetos ligados à mobilidade, sustentabilidade, esporte, lazer ou educação ambiental, além de elaborar um plano completo de implantação e operação do sistema. Entre os documentos exigidos estão planos de manutenção das bicicletas, redistribuição da frota, atendimento aos usuários, comunicação, tecnologia e monitoramento do serviço.

A proposta também deverá detalhar como funcionará o empréstimo das bicicletas, incluindo horários de funcionamento, quantidade de equipamentos disponíveis, sistema de travamento, controle das locações, cadastro dos usuários e utilização de aplicativo ou outra plataforma tecnológica para gerenciamento da operação.

Segundo o edital, as bicicletas serão disponibilizadas gratuitamente aos usuários e a futura entidade responsável deverá manter equipes de operação e manutenção, garantindo o funcionamento permanente do serviço e a continuidade das atividades mesmo em situações como vandalismo, furtos, falhas tecnológicas ou eventos climáticos.

A Prefeitura também prevê investimentos públicos para a execução da parceria. O edital estima recursos superiores a R$ 3,3 milhões, distribuídos entre despesas de investimento e custeio ao longo de 2026 e 2027, conforme cronograma financeiro previsto para o programa.

As organizações interessadas terão 30 dias, contados a partir da publicação oficial do edital, para protocolar a documentação e a proposta técnica junto à Secretaria de Recursos Naturais e Meio Ambiente.

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Foto: Ana Guice/PMB

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Feiras orgânicas oferecem alimentos sem agrotóxicos em diferentes regiões de São Paulo

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Quem busca uma alimentação mais saudável e deseja comprar produtos diretamente dos agricultores encontra nas feiras livres orgânicas da cidade de São Paulo uma alternativa para adquirir frutas, verduras, legumes e outros alimentos produzidos sem agrotóxicos.

Regulamentadas pela Prefeitura de São Paulo, as feiras estão distribuídas em diferentes regiões da capital e funcionam das 8h às 14h, reunindo pequenos produtores e agricultores familiares.

Além dos alimentos frescos, os consumidores também encontram produtos artesanais, fortalecendo a economia local e incentivando a produção sustentável.

Variedade de produtos

As feiras oferecem uma ampla diversidade de alimentos, entre eles:

  • frutas da estação;
  • verduras e hortaliças;
  • legumes;
  • raízes e tubérculos;
  • leguminosas;
  • grãos;
  • produtos desidratados;
  • pães;
  • biscoitos sem glúten;
  • itens artesanais.

A produção acompanha a sazonalidade, garantindo alimentos frescos conforme a época do ano.

Segundo Kevin Yukio, agricultor da Banca Murakami, a venda direta aproxima produtores e consumidores.

“Somos produtores e a nossa venda principal são as feiras livres. Fazemos todo o cultivo dos produtos e trazemos para vender diretamente ao público.”

Consumo de orgânicos cresce

O interesse pelos alimentos orgânicos tem aumentado nos últimos anos.

Levantamento da Organis – Associação de Promoção dos Orgânicos aponta que 73% dos consumidores entrevistados afirmaram ter ampliado o consumo de produtos orgânicos por considerá-los mais saudáveis ou para melhorar a qualidade de vida.

Além da alimentação, o modelo de comercialização direta contribui para fortalecer a agricultura familiar, reduzindo a participação de intermediários e aumentando a remuneração dos produtores.

Como encontrar uma feira orgânica

As feiras livres orgânicas fazem parte das ações de abastecimento da Prefeitura de São Paulo e estão espalhadas por diversas regiões da cidade.

Os espaços funcionam regularmente das 8h às 14h.

A lista completa com os endereços e dias de funcionamento está disponível no portal oficial da Prefeitura.

Segurança alimentar

A Prefeitura destaca que as feiras integram a política municipal de segurança alimentar.

Em dezembro de 2025, São Paulo recebeu reconhecimento do Guinness World Records pelo maior programa municipal de segurança alimentar do mundo, após distribuir mais de 933 toneladas de alimentos em 24 horas e superar a marca de 3 milhões de refeições gratuitas por dia, considerando refeições prontas, alimentos in natura e cestas básicas destinadas à população em situação de vulnerabilidade.

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Foto: Divulgação/Pref. de SP

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Placa preta: veja quem pode solicitar e quais são as regras em SP

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Veículos precisam ter pelo menos 30 anos de fabricação e preservar as características originais para serem reconhecidos como de coleção

Ter um veículo com placa preta é o reconhecimento oficial de que o automóvel possui valor histórico e preserva suas características originais. Em São Paulo, o Departamento Estadual de Trânsito (Detran-SP) reúne em uma página exclusiva todas as orientações para proprietários interessados em obter o registro de veículo de coleção.

A placa preta é destinada a automóveis antigos que atendem a critérios específicos de originalidade e conservação. Além de identificar o veículo como de coleção, o registro costuma agregar valor ao automóvel e é bastante procurado por colecionadores.

Atualmente, o estado de São Paulo possui 83.387 veículos com placa preta. Em 2023, eram 53.037, o que representa um crescimento de mais de 57% na frota de veículos de coleção.

Quais são os requisitos

Para receber a placa preta, o veículo deve atender a uma série de exigências previstas na legislação.

Entre os principais critérios estão:

  • ter no mínimo 30 anos de fabricação;
  • preservar pelo menos 80% das características originais;
  • manter mecânica, carroceria, suspensão e acabamento compatíveis com a época de fabricação;
  • ser aprovado em avaliação realizada por entidade credenciada.

Também é necessário apresentar o Certificado de Veículo de Coleção (CVCOL), emitido por entidade credenciada pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), além do Certificado de Segurança Veicular (CSV), que atesta que o automóvel está apto para circular.

Como solicitar

O processo para obtenção da placa preta envolve algumas etapas:

  1. filiar-se a um clube de veículos antigos credenciado pela Senatran;
  2. submeter o veículo à avaliação técnica;
  3. obter o Certificado de Veículo de Coleção;
  4. solicitar ao Detran-SP a alteração do registro do veículo;
  5. instalar a nova placa.

O proprietário também deve pagar a taxa de emissão do novo Certificado de Registro do Veículo (CRV), além dos custos relacionados à avaliação, filiação ao clube, emissão dos certificados e confecção da placa.

Quais são as vantagens

Além de reconhecer oficialmente o automóvel como veículo de coleção, a placa preta pode aumentar o valor de mercado do veículo e facilitar a participação em encontros, exposições e eventos especializados.

O registro também contribui para preservar o patrimônio histórico automobilístico, incentivando a conservação de modelos que marcaram diferentes épocas da indústria automotiva.

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Foto: Jurandir Costa/PMSP

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Zé Roberto – apenas o maior nome do vôlei brasileiro

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José Roberto Guimarães é uma lenda viva do esporte brasileiro. Paulista de Quintana, pequena cidade perto de Marília, Zé Roberto, como é mundialmente conhecido, ajudou a popularizar o voleibol como um dos maiores esportes nacionais. Entre tantas façanhas, ele é o único treinador do planeta que conquistou 3 ouros nos jogos olímpicos com as seleções masculina (Barcelona – 1992) e feminina (Pequim – 2008 e Londres – 2012). Conheça um pouco mais da vida deste grande esportista brasileiro.

Como um garoto do interior paulista chegou ao topo do mundo

Sua trajetória começou aos 6 anos de idade quando sua família se mudou da pequena Quintana para a megalópole São Paulo. Sua infância e adolescência na grande cidade foi marcada por dificuldades, simplicidade e muito trabalho. Sua ligação com o esporte vem de família, seu pai foi jogador de futebol profissional pelo Marilia Atletico Clube, mas não seguiu na carreira, atendendo aos desejos de sua esposa dona Bethe. Aos 12 anos a família Guimarães se mudou para Santo André onde sua longa e bem-sucedida história de amor com o voleibol teve início. (cob.org.br). Nas palavras de Zé Roberto:

“Eu tive a sorte de estudar num colégio de periferia em Santo André, na vila Pires, onde meu professor de Educação Física, Valderbi Romani, era técnico do time da cidade, o Randi Esporte Clube. Posteriormente, ele a viria ser o técnico da seleção olímpica de 1972. Mas eu não queria saber de jogar vôlei. Eu gostava mesmo era de futebol”. Mas os deuses do esporte tinham outros planos para o jovem Zé Roberto e encarregaram cupido para entrar em ação. A paixão pelo vôlei começou pelas mãos de sua namorada. “Eu me apaixonei por uma jogadora de vôlei da escola e comecei a namorar com ela. Passei a assistir os treinos, a catar bola e dar os meus primeiros toques, um amigo meu me viu tocando na bola e falou para eu fazer um teste no time da cidade. Nesse teste conheci meu primeiro treinador, o Lázaro de Azevedo Pinto, que também era técnico da seleção das categorias de base. Esse cara foi quem me ensinou a amar o esporte, a gostar do que eu fazia. Ele foi com a minha cara e, no primeiro treino, já falou que iria me inscrever no Campeonato Paulista. Um mês depois, já estava disputando meu primeiro jogo com a camisa do time. Dois meses mais tarde já jogava na categoria de cima. Ele fez com que eu me apaixonasse de tal jeito pelo vôlei que me levava para todas as competições. Ele me colocou debaixo do braço e saiu comigo pelo mundo, me dando força, me ajudando. Eu não fazia a menor ideia de que eu tinha talento para o vôlei”.   

E como tinha e ainda tem talento para o vôlei e para a vida! Nas categorias de base, com 14 anos foi convocado para a seleção paulista na posição levantador, que é o cérebro de uma equipe de vôlei, ele é o que passa a bola para o atacante fazer o ponto. Ainda como juvenil foi convocado para a seleção brasileira e sua ascensão não parou mais. Com 18 anos, em 1972 foi pela primeira vez convocado para a seleção adulta, onde atuou por 16 anos. Neste período o vôlei brasileiro era amador, os jogadores tinham que ganhar a vida de outra maneira, ou a família tinha que assumir seus compromissos financeiros. A dedicação ao vôlei era por pura paixão ao esporte e para quem podia se sustentar por conta própria. Consequentemente o Brasil não conseguia, internacionalmente, resultados marcantes. Digno de registro foi o 7° lugar obtido nos Jogos Olímpicos de Montreal, em 1976 e campeão sul-americano em 1975 e 1977. Mas isso não diminuiu a vontade e a paixão de Zé Roberto pelo esporte, pelo contrário, sentia que essa situação iria mudar e ele queria fazer parte dessa mudança. Defendeu a seleção brasileira principal entre 1972 e 1981.  Viveu a transição para o profissionalismo que resultou na chamada geração de prata, alusão ao vice-campeonato olímpico obtido em Los Angeles-1984. Seguiu atuando por vários clubes no Brasil, como Pirelli, Atlético Mineiro, Banespa, Paulistano e na Itália no Belluno até 1988, quando encerrou sua carreira como jogador, sempre atuando como levantador. Fato curioso relatado por ele próprio: seus pais ficaram muito desapontados, quando decidiu e comunicou que iria fazer faculdade de Educação Física, pois seus genitores gostariam que ele cursasse Medicina ou Engenharia, profissões muito mais valorizadas, na época, do que a de esportistas, jogadores ou treinadores. O amor era grande, mas o retorno financeiro era pouco, quando existia. Zé Roberto se formou em Educação Física e isso foi fundamental quando decidiu encerrar sua carreira de jogador e começar a de técnico de vôlei.

Zé Roberto começou sua vida na beira das quadras, logo após deixar de ser jogador. Em 1988 recebeu um convite para atuar como assistente técnico de Bebeto de Freitas, reconhecido técnico que comandou a “geração de prata” em 1984 quando o Brasil conquistou a medalha de prata com a seleção masculina de vôlei. Zé Roberto, sabia que um bom aluno, além de ter um bom professor tem que ter humildade para obter conhecimento. Passou dois anos vendo, ouvindo, trabalhando, absorvendo as palavras de seu mestre. Declarou “Era minha chance de trabalhar com um dos maiores técnicos do mundo. Eu só queria aprender. E essa experiencia, o fato de estar ali, podendo ouvi-lo, no café da manhã, no almoço e no jantar, nos treinamentos… eu só ficava com a mão no queixo, ouvindo o Bebeto e o Jorge de Barros falando e tentando absorver. Eu pensava se um dia eu iria saber de voleibol como eles, se conseguiria montar um planejamento e escrever como eles. Era muito distante o mundo que eles estavam vivendo. Eu tinha muita vontade de aprender, de estar ali, mas não desejava estar no lugar deles. Estar ali com eles era o máximo. Foram dois anos de aprendizado.”

E Zé Roberto aprendeu, e aprendeu tanto que superou seus mestres, tornou-se o técnico brasileiro de esportes coletivos, mais laureado e certamente um dos maiores do mundo. Em 1991 assumiu as seleções infanto e juvenil femininas. E no ano de sua estreia, as duas categorias se sagraram vice-campeãs mundiais. A sub-17 perdeu para a Coreia e a Sub-19 para a Rússia, países com tradição no voleibol. Sua estrela já estava brilhando, quando no ano seguinte foi convocado pela Confederação Brasileira de Voleibol para ser o técnico da seleção masculina que iria disputar os Jogos Olímpicos de Barcelona. Depois de uma natural hesitação em aceitar o convite, afinal era sua primeira experiencia como técnico da seleção adulta masculina e já havia muita “cobra criada” entre os jogadores, Zé Roberto encarou o desafio levando para a quadra o que tinha de melhor: sua paixão, seu amor; sua grandeza de caráter, sua dedicação, sua humildade, sua entrega ao esporte. O grupo todo se contagiou, como deve ser em qualquer esporte coletivo, principalmente em uma competição de altíssimo nível, todos lutaram por um único objetivo. E ele foi conquistado. O Brasil finalmente havia ganho sua primeira medalha olímpica de ouro em um esporte coletivo. Pelas mãos de José Roberto Guimarães, finalmente o vôlei brasileiro subiu ao mais alto degrau do pódio. A bandeira do Brasil acima das demais, e a execução do Hino Nacional, ainda que não por inteiro, completaram o quadro inesquecível para todos os que viveram aquele momento mágico. Aos 38 anos de idade, o menino de Quintana havia alcançado o topo do mundo. Mas como todo grande vencedor, sabe que a vitória não é apenas do comandante, mas de todos os componentes da delegação. Especificamente, Zé Roberto reconheceu e agradeceu a enorme contribuição que Bebeto de Freitas teve em sua carreira. Durante a disputa dos jogos, em Barcelona, tinha constantes conversas com Bebeto, sempre querendo se aperfeiçoar mais e mais, em todos os aspectos possíveis. Fiel ao seu mantra: ninguém ganha nada sozinho.                              Zé Roberto permaneceu como técnico da seleção masculina até 1996, quando se despediu e desempenhou outras atividades em esportes fora do vôlei.

Voltou em 2003 para o vôlei feminino e iniciou mais um ciclo vitorioso em sua vida. Assumindo a seleção feminina adulta em preparação para os jogos olímpicos de Atenas em 2004, onde aconteceu, talvez a maior derrota de sua super vitoriosa carreira. O Brasil perdeu, de virada, a semifinal para a Rússia por 3 sets a 2. O Brasil saiu ganhado os dois primeiros sets, perdeu o 3°, mas no 4° que entrou em quadra a “imponderável possiblidade”. Após fazer 24 a 19, ou seja, faltando “apenas” um único ponto, o time brasileiro perdeu 5 “match-point” e a Rússia fechou o set em 28 a 26. Zé Roberto tentou o que podia, pediu tempo, parou o jogo, fez substituições, mas nada adiantou, perdemos também o 5° set. “Atenas foi devastadora. A nossa seleção era muito boa. Tivemos tudo na mão para vencer aquele jogo. Mas esporte é assim. Se jogássemos aquele jogo dez vezes, teríamos talvez ganhado oito. Mas naquele dia não era para dar certo”. Declarou a futura bicampeã olímpica Fabiana Claudino. O abalo foi muito grande, o time não se recuperou e perdeu a disputa do 3° lugar. Em Atenas o vôlei feminino voltou sem medalha. Zé Roberto, de acordo com seu inigualável caráter, se sentiu culpado pelo que aconteceu, e obviamente isso não era verdade. Incorporou que tinha que trabalhar mais, pesquisar mais, saber mais e principalmente precisava se reerguer. “O time ficou com o estigma de amarelar em momentos decisivos, pois mesmo ganhando várias competições a gente perdia uma ou outra na final. A gente perdeu o Mundial de 2006 para a Rússia por 3 a 2, com 15 a 13, por dois pontos. Vinha aquela coisa: “perderam o Mundial para Rússia de novo. “Bando de amarelonas”. Depois a gente ganhava Grand Prix, Montreaux, mas nos Jogos Panamericanos de 2007, perdemos para Cuba de 3 a 2, com 17 a 15 no tie break. “Bando de amarelonas”. A gente tinha 80% de vitórias no nosso currículo, em quatro anos, mas aí tinha uma ou outra derrota pontual, e vinha à tona aquela derrota de Atenas. Até que veio Pequim”.  No esporte, como na vida, se valoriza quem vence. No Brasil, um país onde nem a educação é prioridade, o que dizer do esporte. O Brasil nunca foi e ainda não é, apesar de ter melhorado muito sua infraestrutura e apoio ao esporte, uma potência olímpica. E aqueles que se destacam em um longo período, tem que se reinventar constantemente, demonstrando muita capacidade, resiliência e foco em sua atividade. Mais uma vez, Zé Roberto mostrou tudo isso e muito mais ao mundo. Incentivou um maior intercambio com as principais equipes do mundo, maior conhecimento das adversárias, maior número de jogos internacionais, melhor preparação física das jogadoras, além de maior conhecimento da parte hormonal, saúde mental, e técnicos brasileiros treinando times europeus. Zé Roberto tinha a convicção do que estava fazendo e os quatro anos de trabalho deram resultados inquestionáveis: o time feminino de vôlei do Brasil foi medalha de ouro em Pequim (2008) e Londres (2012). As “amarelonas” enterram o estigma de Atenas. Agora o amarelo, combinando com o verde, azul e branco representava puro ouro. O vôlei feminino brasileiro era bicampeão olímpico e Zé Roberto o único treinador brasileiro que conquistou o tricampeonato. “A única coisa que pensei foi ajoelhar e agradecer a Deus por ter saído daquela situação, eu não pensei em mais nada. Foi o título mais complicado, o mais suado, o mais complicado”. Descreve o humilde, incansável e vencedor Zé Roberto que evita supervalorizar seus feitos. Ao contrário é muito agradecido ao COI (Comitê Olímpico Brasileiro) por ter incluído seu nome no Hall da Fama. “Estar no Hall da Fama do COI é o significado máximo daquilo que eu sonhava quando era criança, adolescente, quando comecei a praticar esporte e nem imaginava que pudesse chegar, um dia, a estar pertencendo a este mundo. Por isso minha gratidão”.  José Roberto Guimarães mais do que um esportista mundialmente reverenciado é um ser humano com valores que serve de exemplo para todos nós.

Zé Roberto e suas paixões além do vôlei: família e sua relação com Barueri

José Roberto é casado com a empresária Alcione Guimarães há mais de 40 anos. O casal tem duas filhas Anna Carolina e Maria Fernanda e cinco netos. É totalmente dedicado à família, declaradamente seus maiores amores. A família Guimarães leva uma vida familiar discreta, longe dos holofotes e das badalações. Esposa e filhas trabalham com o esporte, sempre ligadas aos projetos desenvolvidos pelo Zé Roberto.  Alcione muito mais do que esposa é sua companheira de vida. Ela é a voz feminina que interage, atua, explica, aconselha, quem trabalha há décadas com um time feminino de vôlei. Pode-se imaginar que não é fácil. Zé Roberto em sua peculiar humildade soube reconhecer que precisa de uma equipe de auxiliares do mais alto gabarito, para continuar a se manter no topo. Ninguém faz nada sozinho, seu mantra continua ecoando nas quadras e na sua vida. Alcione tem uma grande parcela de responsabilidade nisso tudo e principalmente na estreita ligação da família Guimarães com a cidade de Barueri. Barueri foi a cidade que escolheu para viver há mais de 30 anos. Construiu um Centro de Treinamento (SportVille) inaugurado em 1994. Desenvolve um programa de formação de jogadoras para as categorias de base, usando a estrutura do CT e toda a logística que a prefeitura de Barueri oferece. Segundo, Zé Roberto, Barueri possui uma das melhores estruturas físicas esportistas do país, com um ginásio que comporta uma lotação de 5.400 espectadores. Zé Roberto também destaca que a população sempre comparece para dar apoio e incentivo aos jogos. Um dos projetos que participou foi a criação do Barueri Volleyball Clube iniciado em 2016 com quatro categorias, sub 17, sub 19, sub 21 e adulta.  Este seu trabalho durou até 2023, quando se transferiu para a Turquia, treinando um clube de Istambul denominado THY, entre 2024 e 2025. Voltou para a Barueri retomar o projeto do vôlei Barueri agora com a parceria do tradicional Clube Paulistano. Zé Roberto é o grande condutor deste projeto que visa revelar jogadoras de vôlei.  O vínculo com Barueri nasceu de algo maior que uma simples parceria esportiva. Para ele, Barueri se tornou um projeto de vida, onde pode unir sua paixão pelo vôlei ao desejo de formar atletas, desenvolver talentos e criar uma estrutura sólida para o esporte feminino. O município por sua vez, encontrou no Zé Roberto uma figura capaz de trazer visibilidade, profissionalismo e ambição esportiva. A relação se fortaleceu porque o técnico vencedor e a cidade empreendedora, buscavam algo em comum: crescimento sustentável, oportunidades para os jovens e protagonismo nacional.

Ao mesmo tempo continua como técnico da seleção brasileira feminina de vôlei.  Desenvolver e revelar atletas é sempre um motivo de muito orgulho para Zé Roberto. Barueri Vôlei é um espaço de formação e revelação de atletas, muitas jovens encontram no clube sua primeira oportunidade profissional. Sua preocupação social é que as jogadoras tenham oportunidades para progredirem na vida, através do esporte, que é uma ferramenta de transformação social. Treinamento rigoroso, acompanhamento psicológico, incentivo ao estudo, ajudam a formar o caráter dentro ou fora do esporte. ou fora dele.  O legado de José Roberto Guimarães ultrapassa e muito toda a grandiosidade que ele conquistou como técnico de vôlei, deixa um ensinamento para a vida, pela sua disciplina, foco em resultados, lealdade, espírito comunitário, e principalmente humildade.

Parabéns, José Roberto Guimarães, pelos 60 anos de sua vida, dedicados ao voleibol brasileiro e que sua vocação de transformar vidas através do esporte perdure por muito tempo.

*Este texto foi escrito com base em informações de www.cob.org.br ; vivadigitalsa.com.br; wikipedia José Roberto Guimarães

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Foto: Wander Roberto/COB

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