SP teve 84 mil mulheres atendidas por unidades especializadas em 2025

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Unidades especializadas da Polícia Civil atenderam 84.103 mulheres em São Paulo ao longo de 2025, segundo o 10º Diagnóstico Nacional das Unidades de Polícia Civil Especializadas no Atendimento às Mulheres, divulgado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Em todo o país, foram registrados 782.474 atendimentos, envolvendo casos como ameaça, lesão corporal, injúria, importunação sexual, estupro e feminicídio, entre outras ocorrências.

O levantamento contabilizou 329.451 vítimas atendidas nas unidades especializadas. O número de atendimentos é maior porque uma mesma mulher pode procurar os serviços mais de uma vez.

Os dados foram compilados a partir de informações de 530 das 585 unidades especializadas existentes no país, entre Delegacias Especializadas no Atendimento à Mulher (Deams) e outros modelos de atendimento.

Sudeste concentra quase metade das vítimas

A Região Sudeste concentrou 125.769 vítimas, o equivalente a 47,8% do total nacional. São Paulo aparece na liderança entre os estados, com 84.103 mulheres atendidas.

Na sequência aparecem o Nordeste, com 53.067 vítimas; o Centro-Oeste, com 43.662; o Sul, com 21.087; e o Norte, com 19.712.

O diagnóstico foi divulgado no contexto dos 20 anos da Lei Maria da Penha e também apresenta um panorama da estrutura utilizada pela Polícia Civil para atender mulheres vítimas de violência.

Ameaça lidera registros

Entre os tipos de ocorrência registrados pelas unidades especializadas em 2025, a ameaça aparece em primeiro lugar, com 148.544 registros. Na sequência estão lesão corporal, com 99.473, e injúria, com 88.739.

O levantamento também aponta crescimento expressivo de determinados tipos de violência em relação à edição anterior, que teve 2023 como ano-base.

Os registros de perseguição chegaram a 52.855, aumento de 44,3%. Já os casos de violência psicológica somaram 23.911, alta de 49,7%.

Mais de 300 mil medidas protetivas foram solicitadas

Os atendimentos realizados pelas unidades especializadas resultaram em 302.626 pedidos de medidas protetivas de urgência em 2025.

Segundo o diagnóstico, 118.672 medidas foram concedidas, sendo que 74,2% delas correspondem à maioria das medidas concedidas, conforme os dados apresentados no levantamento.

O estudo também registrou 38.214 descumprimentos de medidas protetivas por parte dos agressores.

As unidades especializadas da Polícia Civil começaram a ser implantadas no Brasil em 1985, com a criação da primeira Delegacia Especializada no Atendimento às Mulheres, na região central de São Paulo.

Atualmente, são 585 unidades, com cerca de 6.200 profissionais, entre delegados, agentes, escrivães, psicólogos e assistentes sociais.

80% das unidades não funcionam 24 horas

Apesar da expansão da estrutura especializada, o diagnóstico aponta limitações no atendimento.

Segundo o levantamento, 80% das unidades não funcionam 24 horas, o que restringe o acesso das vítimas ao serviço especializado fora do horário de expediente.

Entre as principais carências apontadas pelas próprias unidades estão a insuficiência de recursos para investigação, mencionada por 57% delas, a falta de viaturas, citada por 46%, e a falta de materiais de menor potencial ofensivo, apontada por 40%.

Os dados mostram, portanto, que a ampliação da rede de atendimento ainda convive com desafios relacionados à estrutura e à capacidade operacional das unidades especializadas em todo o país.

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Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

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São Paulo recebe 100 mil empresas de fora e ultrapassa 1 milhão de novos negócios em cinco anos

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A cidade de São Paulo consolidou sua posição como principal polo econômico do país ao receber mais de 100 mil empresas de outros municípios desde 2021. No mesmo período, a capital também ultrapassou a marca de 1 milhão de novas empresas abertas, resultado atribuído à combinação de incentivos fiscais, redução da burocracia, segurança jurídica e investimentos em infraestrutura.

Além de ampliar a atividade econômica, a chegada de novas empresas gerou impacto direto na arrecadação municipal. Desde 2021, os negócios que transferiram suas sedes para a capital renderam mais de R$ 5,1 bilhões aos cofres públicos. Apenas neste ano, essa receita já supera R$ 1 bilhão, ampliando a capacidade de investimento da Prefeitura em diferentes áreas.

Os reflexos também aparecem no mercado de trabalho. Em 2025, São Paulo registrou a menor taxa de desemprego da história da cidade, de 5%, e, em junho deste ano, alcançou o maior número de empregos formais desde o início da série histórica, com quase 5 milhões de trabalhadores com carteira assinada.

Entre as empresas que escolheram a capital para instalar suas sedes estão grupos nacionais e internacionais como Netflix, MagaluPay, Casas Bahia, Amazon e Facebook, reforçando a atratividade da cidade para novos investimentos.

Ambiente de negócios impulsiona crescimento

Segundo a Prefeitura, o crescimento é resultado de um conjunto de medidas adotadas para tornar São Paulo mais competitiva. Entre elas está o Empreenda Fácil, plataforma que reúne em um único sistema os procedimentos municipais, estaduais e federais para abertura, alteração e encerramento de empresas.

O sistema permitiu reduzir o tempo médio necessário para abrir um negócio na capital de cerca de 100 dias para menos de 50 horas nas atividades classificadas como de baixo risco, simplificando o processo para empreendedores.

Outro fator apontado pela administração municipal foi a redução da alíquota do ISS de 5% para 2% em segmentos ligados à economia digital e tecnológica, como streaming, mobilidade por aplicativos, audiovisual, franquias, comunicação visual e monitoramento remoto. A medida ampliou a competitividade da cidade e favoreceu a instalação de empresas voltadas à inovação.

Crescimento também impulsiona empregos

O fortalecimento do ambiente de negócios também se refletiu na geração de empregos. Nos últimos 12 meses, a capital registrou 2,9 milhões de admissões, volume equivalente a mais de 11% de todas as contratações realizadas no Brasil.

O desempenho superou, individualmente, o de 23 estados e do Distrito Federal, ficando atrás apenas dos estados de São Paulo, Minas Gerais e Paraná. A capital também respondeu por 25,9% das vagas criadas em todo o Estado de São Paulo.

O setor de tecnologia também manteve trajetória de crescimento. Entre 2015 e 2025, o número de empregos formais nessa área aumentou 61,2%, alcançando 221.352 postos de trabalho. Atualmente, o segmento representa 4,1% dos vínculos empregatícios da capital e concentra 19,2% de todos os empregos de tecnologia do país, consolidando São Paulo como um dos principais polos brasileiros de inovação.

Para a Prefeitura, os indicadores mostram que o crescimento não se limita ao aumento do número de empresas, mas reflete um ambiente econômico mais competitivo e capaz de atrair investimentos, ampliar a arrecadação e impulsionar a geração de empregos.

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Barueri vai implantar sistema gratuito de bicicletas no Parque da Juventude

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Projeto “Conecta Bike Barueri – Bike no Parque” prevê sistema de compartilhamento gratuito no Parque da Juventude com controle por plataforma digital

A Prefeitura de Barueri abriu um chamamento público para selecionar uma Organização da Sociedade Civil (OSC) que ficará responsável pela implantação, operação e manutenção do programa Conecta Bike Barueri – Bike no Parque, iniciativa que vai oferecer empréstimo gratuito de bicicletas à população no Parque da Juventude Rubens Furlan Júnior, integrado ao Parque Linear. O sistema será operado por meio de plataforma digital e deverá funcionar de forma contínua.

De acordo com o edital publicado pela Secretaria de Recursos Naturais e Meio Ambiente (Sema), o objetivo é ampliar o acesso da população à mobilidade ativa, incentivar a prática esportiva, estimular hábitos saudáveis e promover a utilização qualificada dos espaços públicos. A parceria será formalizada por meio de um Termo de Colaboração com uma entidade especializada na execução do projeto.

Além de incentivar o uso da bicicleta como alternativa sustentável, o programa também pretende fortalecer ações de educação ambiental e lazer. Segundo a justificativa apresentada pela Prefeitura, a iniciativa busca estimular a convivência familiar, ampliar o uso dos parques municipais e difundir meios de transporte de baixo impacto ambiental.

O edital estabelece que apenas uma organização será selecionada para executar o programa. A entidade deverá apresentar experiência comprovada em projetos ligados à mobilidade, sustentabilidade, esporte, lazer ou educação ambiental, além de elaborar um plano completo de implantação e operação do sistema. Entre os documentos exigidos estão planos de manutenção das bicicletas, redistribuição da frota, atendimento aos usuários, comunicação, tecnologia e monitoramento do serviço.

A proposta também deverá detalhar como funcionará o empréstimo das bicicletas, incluindo horários de funcionamento, quantidade de equipamentos disponíveis, sistema de travamento, controle das locações, cadastro dos usuários e utilização de aplicativo ou outra plataforma tecnológica para gerenciamento da operação.

Segundo o edital, as bicicletas serão disponibilizadas gratuitamente aos usuários e a futura entidade responsável deverá manter equipes de operação e manutenção, garantindo o funcionamento permanente do serviço e a continuidade das atividades mesmo em situações como vandalismo, furtos, falhas tecnológicas ou eventos climáticos.

A Prefeitura também prevê investimentos públicos para a execução da parceria. O edital estima recursos superiores a R$ 3,3 milhões, distribuídos entre despesas de investimento e custeio ao longo de 2026 e 2027, conforme cronograma financeiro previsto para o programa.

As organizações interessadas terão 30 dias, contados a partir da publicação oficial do edital, para protocolar a documentação e a proposta técnica junto à Secretaria de Recursos Naturais e Meio Ambiente.

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Foto: Ana Guice/PMB

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Feiras orgânicas oferecem alimentos sem agrotóxicos em diferentes regiões de São Paulo

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Quem busca uma alimentação mais saudável e deseja comprar produtos diretamente dos agricultores encontra nas feiras livres orgânicas da cidade de São Paulo uma alternativa para adquirir frutas, verduras, legumes e outros alimentos produzidos sem agrotóxicos.

Regulamentadas pela Prefeitura de São Paulo, as feiras estão distribuídas em diferentes regiões da capital e funcionam das 8h às 14h, reunindo pequenos produtores e agricultores familiares.

Além dos alimentos frescos, os consumidores também encontram produtos artesanais, fortalecendo a economia local e incentivando a produção sustentável.

Variedade de produtos

As feiras oferecem uma ampla diversidade de alimentos, entre eles:

  • frutas da estação;
  • verduras e hortaliças;
  • legumes;
  • raízes e tubérculos;
  • leguminosas;
  • grãos;
  • produtos desidratados;
  • pães;
  • biscoitos sem glúten;
  • itens artesanais.

A produção acompanha a sazonalidade, garantindo alimentos frescos conforme a época do ano.

Segundo Kevin Yukio, agricultor da Banca Murakami, a venda direta aproxima produtores e consumidores.

“Somos produtores e a nossa venda principal são as feiras livres. Fazemos todo o cultivo dos produtos e trazemos para vender diretamente ao público.”

Consumo de orgânicos cresce

O interesse pelos alimentos orgânicos tem aumentado nos últimos anos.

Levantamento da Organis – Associação de Promoção dos Orgânicos aponta que 73% dos consumidores entrevistados afirmaram ter ampliado o consumo de produtos orgânicos por considerá-los mais saudáveis ou para melhorar a qualidade de vida.

Além da alimentação, o modelo de comercialização direta contribui para fortalecer a agricultura familiar, reduzindo a participação de intermediários e aumentando a remuneração dos produtores.

Como encontrar uma feira orgânica

As feiras livres orgânicas fazem parte das ações de abastecimento da Prefeitura de São Paulo e estão espalhadas por diversas regiões da cidade.

Os espaços funcionam regularmente das 8h às 14h.

A lista completa com os endereços e dias de funcionamento está disponível no portal oficial da Prefeitura.

Segurança alimentar

A Prefeitura destaca que as feiras integram a política municipal de segurança alimentar.

Em dezembro de 2025, São Paulo recebeu reconhecimento do Guinness World Records pelo maior programa municipal de segurança alimentar do mundo, após distribuir mais de 933 toneladas de alimentos em 24 horas e superar a marca de 3 milhões de refeições gratuitas por dia, considerando refeições prontas, alimentos in natura e cestas básicas destinadas à população em situação de vulnerabilidade.

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Foto: Divulgação/Pref. de SP

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Placa preta: veja quem pode solicitar e quais são as regras em SP

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Veículos precisam ter pelo menos 30 anos de fabricação e preservar as características originais para serem reconhecidos como de coleção

Ter um veículo com placa preta é o reconhecimento oficial de que o automóvel possui valor histórico e preserva suas características originais. Em São Paulo, o Departamento Estadual de Trânsito (Detran-SP) reúne em uma página exclusiva todas as orientações para proprietários interessados em obter o registro de veículo de coleção.

A placa preta é destinada a automóveis antigos que atendem a critérios específicos de originalidade e conservação. Além de identificar o veículo como de coleção, o registro costuma agregar valor ao automóvel e é bastante procurado por colecionadores.

Atualmente, o estado de São Paulo possui 83.387 veículos com placa preta. Em 2023, eram 53.037, o que representa um crescimento de mais de 57% na frota de veículos de coleção.

Quais são os requisitos

Para receber a placa preta, o veículo deve atender a uma série de exigências previstas na legislação.

Entre os principais critérios estão:

  • ter no mínimo 30 anos de fabricação;
  • preservar pelo menos 80% das características originais;
  • manter mecânica, carroceria, suspensão e acabamento compatíveis com a época de fabricação;
  • ser aprovado em avaliação realizada por entidade credenciada.

Também é necessário apresentar o Certificado de Veículo de Coleção (CVCOL), emitido por entidade credenciada pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), além do Certificado de Segurança Veicular (CSV), que atesta que o automóvel está apto para circular.

Como solicitar

O processo para obtenção da placa preta envolve algumas etapas:

  1. filiar-se a um clube de veículos antigos credenciado pela Senatran;
  2. submeter o veículo à avaliação técnica;
  3. obter o Certificado de Veículo de Coleção;
  4. solicitar ao Detran-SP a alteração do registro do veículo;
  5. instalar a nova placa.

O proprietário também deve pagar a taxa de emissão do novo Certificado de Registro do Veículo (CRV), além dos custos relacionados à avaliação, filiação ao clube, emissão dos certificados e confecção da placa.

Quais são as vantagens

Além de reconhecer oficialmente o automóvel como veículo de coleção, a placa preta pode aumentar o valor de mercado do veículo e facilitar a participação em encontros, exposições e eventos especializados.

O registro também contribui para preservar o patrimônio histórico automobilístico, incentivando a conservação de modelos que marcaram diferentes épocas da indústria automotiva.

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Foto: Jurandir Costa/PMSP

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Receita começa a emitir CNPJ com letras; veja quem será afetado

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Novo formato entra em vigor nesta sexta-feira (31), mas vale apenas para empresas abertas a partir de agora; cadastros atuais permanecem inalterados

A Receita Federal começa a emitir nesta sexta-feira (31) o novo Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) em formato alfanumérico. A principal novidade é que os novos registros poderão combinar letras e números, mantendo os tradicionais 14 caracteres.

A mudança, no entanto, não afeta empresas que já possuem CNPJ. Segundo a Receita Federal, os números atuais permanecerão válidos e não será necessário alterar cadastros, contratos ou documentos.

O que muda

Até agora, todos os CNPJs eram compostos exclusivamente por números. Com o novo modelo, as futuras inscrições poderão reunir letras e números na mesma sequência.

A estrutura do cadastro será mantida: os oito primeiros caracteres identificarão a empresa, os quatro seguintes indicarão o estabelecimento (matriz ou filial) e os dois últimos continuarão sendo dígitos verificadores.

De acordo com a Receita Federal, a mudança amplia significativamente o número de combinações possíveis, evitando o esgotamento da numeração disponível diante do crescimento constante na abertura de empresas.

Empresas atuais não precisam fazer nada

A Receita reforça que a alteração vale apenas para novos registros emitidos a partir desta sexta-feira.

Os CNPJs já existentes continuarão válidos por tempo indeterminado e não haverá necessidade de solicitar um novo número ou realizar qualquer atualização cadastral em razão da mudança.

Além disso, durante o período de transição, continuarão coexistindo CNPJs exclusivamente numéricos e CNPJs alfanuméricos.

Sistemas precisarão ser adaptados

Embora os empresários não precisem alterar seus cadastros, a Receita Federal recomenda que empresas, bancos, órgãos públicos e desenvolvedores de software atualizem seus sistemas para aceitar CNPJs com letras.

A adaptação é considerada necessária para evitar problemas em processos como emissão de notas fiscais, cadastros de clientes e fornecedores, contratos e plataformas de pagamento.

Segundo a Receita, cerca de 69 milhões das quase 100 milhões de combinações disponíveis no modelo numérico já foram utilizadas, tornando necessária a adoção do novo formato para garantir a continuidade da emissão de CNPJs nos próximos anos.

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Foto: Marcelo Camargo/Ag. Brasil

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SP inicia campanha para atualizar vacinação de crianças e adolescentes na segunda

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Mobilização acontece nos 645 municípios paulistas e busca colocar em dia a caderneta de vacinação de menores de 15 anos

O Governo de São Paulo inicia na próxima segunda-feira (3) a Campanha de Multivacinação para atualização da caderneta de vacinação de crianças e adolescentes menores de 15 anos. A ação será realizada nos 645 municípios paulistas e tem como objetivo identificar e aplicar as doses em atraso previstas no Calendário Nacional de Vacinação.

Pais e responsáveis devem levar os filhos até uma Unidade Básica de Saúde (UBS) com a caderneta de vacinação para que as equipes avaliem a necessidade de novas doses. Os horários de atendimento serão definidos por cada município.

Vacinação contra o sarampo será ampliada

Além da campanha de multivacinação, o Governo do Estado adotará uma estratégia especial de combate ao sarampo na capital paulista, em Guarulhos e São Bernardo do Campo.

Nessas três cidades, a vacina tríplice viral será oferecida a pessoas entre 6 meses e 59 anos, independentemente da situação vacinal.

A medida foi anunciada após a confirmação do 15º caso de sarampo em São Paulo neste ano. O caso mais recente foi registrado em Guarulhos e envolve uma criança que não havia sido vacinada.

Cobertura vacinal segue abaixo da meta

Dados preliminares da Secretaria de Estado da Saúde apontam cobertura de 77,5% para a primeira dose da vacina tríplice viral e de 65,5% para a segunda dose, índices abaixo da meta de 95% estabelecida pelo Ministério da Saúde.

Segundo a diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE), Tatiana Lang, manter a caderneta atualizada é fundamental para prevenir doenças imunopreveníveis e reduzir o risco de transmissão do sarampo.

Diversas vacinas estarão disponíveis

Durante a campanha, as Unidades Básicas de Saúde disponibilizarão todas as vacinas previstas no Calendário Nacional de Vacinação, conforme a idade e o histórico de cada paciente.

Entre os imunizantes oferecidos estão vacinas contra hepatite B, poliomielite, meningite, influenza, Covid-19, febre amarela, sarampo, caxumba, rubéola, varicela, hepatite A e HPV, entre outras.

A Secretaria de Estado da Saúde também mantém o portal Vacina 100 Dúvidas, que reúne informações sobre segurança, eficácia e esclarecimentos sobre os principais questionamentos relacionados à vacinação.

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SP mantém dose extra contra sarampo para bebês em três cidades

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Recomendação vale para crianças de 6 meses a 11 meses e 29 dias que vivem em São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) manteve a recomendação da aplicação da dose zero da vacina tríplice viral para bebês com idade entre 6 meses e 11 meses e 29 dias residentes nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo.

Segundo a pasta, a medida tem como objetivo ampliar a proteção contra o sarampo em áreas consideradas prioritárias. A dose é complementar e não substitui o esquema regular previsto no Calendário Nacional de Vacinação.

Quem deve receber a dose?

A recomendação é destinada a:

  • bebês de 6 meses a 11 meses e 29 dias que moram em São Paulo, Guarulhos ou São Bernardo do Campo;
  • crianças da mesma faixa etária que tenham tido contato com casos suspeitos ou confirmados de sarampo, quando houver indicação em ações de bloqueio vacinal.

Após receber a dose zero, a criança deverá seguir normalmente o calendário de vacinação:

  • 12 meses: primeira dose da vacina tríplice viral;
  • 15 meses: segunda dose, preferencialmente com a vacina tetraviral.

Cobertura vacinal está abaixo da meta

A Secretaria da Saúde também orienta que crianças, adolescentes e adultos verifiquem a situação vacinal e atualizem a caderneta, caso necessário.

Neste ano, a cobertura da primeira dose da tríplice viral é de 77,5%, enquanto a segunda dose alcança 65,5%. A meta estabelecida para ambas é de 95%.

Quem mais deve se vacinar?

Além da dose zero para bebês, o calendário prevê:

  • crianças: duas doses, aos 12 e 15 meses;
  • pessoas de 5 a 29 anos: duas doses, com intervalo mínimo de 30 dias;
  • pessoas de 30 a 59 anos: uma dose;
  • trabalhadores da saúde: duas doses, independentemente da idade.

A Secretaria reforça que a vacinação continua sendo a principal forma de prevenção contra o sarampo e orienta a população a procurar a unidade de saúde mais próxima para verificar a situação vacinal.

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Trotes geram prejuízo de R$ 28 milhões por mês em São Paulo, aponta tecnologia

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Sistema em testes na Polícia Militar e no Corpo de Bombeiros utiliza vídeo ao vivo e geolocalização para validar ocorrências antes do envio de equipes

Os trotes e os chamados improdutivos às centrais de emergência continuam representando um dos maiores desafios para as forças de segurança pública. Apenas na cidade de São Paulo, cerca de 100 mil falsos avisos são registrados por mês, gerando um custo estimado de R$ 28 milhões mensais com deslocamentos e mobilização desnecessária de equipes.

Segundo estimativas baseadas em dados operacionais do Centro de Operações da Polícia Militar (Copom), o impacto financeiro pode chegar a R$ 102 milhões por mês em todo o Estado de São Paulo, considerando a ampliação desse cenário para outras regiões.

Tecnologia busca reduzir falsos chamados

Para enfrentar esse problema, uma tecnologia chamada VIU está sendo testada por corporações de segurança pública no Brasil.

O sistema permite que o atendente da central envie um link ao cidadão durante a ligação. A partir desse acesso, o operador passa a visualizar imagens em tempo real, áudio e a localização do solicitante, possibilitando verificar a ocorrência antes do deslocamento das equipes.

A plataforma já é utilizada em cidades como Bogotá, na Colômbia, e Cidade do México. | Imagem: Divulgação

Segundo a empresa responsável pela plataforma, o objetivo é reduzir o número de falsos acionamentos, melhorar a triagem das chamadas e tornar o atendimento mais eficiente.

Testes já ocorreram em São Paulo

A empresa informa que a tecnologia já passou por provas de conceito no Copom da Polícia Militar e também no Corpo de Bombeiros de São Paulo. Novas fases de testes deverão ser realizadas em outras corporações nas próximas semanas.

Além do Brasil, a plataforma já é utilizada em cidades como Bogotá, na Colômbia, e Cidade do México, onde auxilia no atendimento de ocorrências em grandes centros urbanos.

Ganho operacional

Além de reduzir o impacto dos trotes, a expectativa é que a ferramenta contribua para diminuir deslocamentos desnecessários, otimizar o uso das viaturas e agilizar o atendimento de ocorrências reais.

A adoção de tecnologias de validação em tempo real também pode representar economia de recursos públicos e maior disponibilidade das equipes para situações de emergência.

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Foto: Reprodução/SSP-SP

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Coleta de lixo é suspensa na zona norte de SP após morte de gari atropelado

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Serviço foi interrompido na noite desta segunda-feira (27) em protesto pela morte de um funcionário da concessionária Loga, vítima de atropelamento na capital

O serviço de coleta de lixo foi suspenso na noite desta segunda-feira (27) em bairros da zona norte de São Paulo. A paralisação ocorreu em protesto pela morte do gari Diego Rafael da Silva, atropelado durante o expediente na manhã de domingo (26), na Barra Funda, zona oeste da capital.

Segundo a concessionária Loga, responsável pela coleta de resíduos na região, a interrupção das atividades ocorreu devido à comoção entre os trabalhadores após a morte do funcionário.

Em nota, a empresa informou que a paralisação afetou a coleta de lixo comum e de materiais recicláveis prevista para a noite de segunda-feira e que os serviços serão retomados de forma gradual, com previsão de normalização até quarta-feira (29).

Motorista foi preso em flagrante

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o gari foi atropelado por um motorista de 53 anos que apresentava sinais de embriaguez.

Ainda segundo a pasta, o condutor realizou o teste do bafômetro, que confirmou a presença de álcool acima do limite permitido pela legislação.

O homem foi preso em flagrante por homicídio e permaneceu detido no 7º Distrito Policial, na Lapa, onde o caso foi registrado.

Empresa lamenta a morte

A Loga informou que a paralisação foi uma manifestação espontânea das equipes diante da perda do colega de trabalho. A concessionária também afirmou que trabalha para restabelecer integralmente a coleta de resíduos nos próximos dias.

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Foto: Reprodução/Pref. de SP

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