Saúde mental nas empresas: o que o pequeno e médio empresário precisa entender de verdade

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ESPECIAL PUBLICITÁRIO | Por Pedro Celidonio

Mais do que um tema de cuidado, a saúde mental no trabalho também revela falhas de gestão, liderança e organização da rotina empresarial.

A saúde mental no ambiente de trabalho virou assunto frequente nas empresas, nas redes e nas conversas de gestão. Mas a verdade é que esse tema não surgiu agora. Ele sempre existiu. O que mudou foi o nível de atenção sobre um problema que, por muito tempo, ficou invisível, mal interpretado ou tratado apenas quando já havia sinais mais graves.

E a tendência é de aumento. Não porque as pessoas tenham mudado de uma hora para outra, mas porque o trabalho ficou mais intenso, mais acelerado, mais pressionado e, em muitos casos, mais desorganizado.

Quando o assunto é saúde mental nas empresas, muitos empresários ainda pensam que isso diz respeito apenas à vida pessoal do colaborador. Essa visão é limitada.

A empresa não é responsável por resolver toda a complexidade emocional dos colaboradores. Mas tem, sim, influência direta sobre o ambiente que cria, sobre a forma como o trabalho é organizado e sobre o impacto que isso gera nas pessoas.

Na prática, a saúde mental no trabalho não depende apenas de benefícios, palestras ou ações de bem-estar. Ela também é afetada por fatores do dia a dia, como excesso de cobrança, falta de clareza nas funções, mudanças mal comunicadas, sobrecarga, conflitos mal conduzidos e ausência de suporte da liderança.

Em empresas menores, esse cenário costuma ser ainda mais sensível. Isso porque o dono centraliza decisões, líderes acumulam funções, a operação vive no limite e quase tudo é tratado com urgência. Com o tempo, a pressão vira rotina, a desorganização se torna normal e o desgaste começa a aparecer em forma de queda de produtividade, aumento de conflitos, retrabalho, afastamentos e dificuldade de retenção.

O ponto central é entender que saúde mental também é tema de gestão. Não se trata de transformar a empresa em consultório, mas de reconhecer que uma rotina mal organizada adoece o ambiente, enfraquece a liderança e compromete o negócio.

Para o pequeno e médio empresário, o primeiro passo não é complicar o tema. É olhar com honestidade para perguntas simples: a equipe sabe exatamente o que se espera dela? As prioridades estão claras? A carga está compatível com a estrutura? Os líderes apoiam ou apenas cobram? Os problemas são tratados ou só empurrados?

Muitas vezes, melhorar a saúde mental no trabalho não começa com grandes discursos e sim com ajustes concretos na forma de liderar, distribuir demandas, comunicar mudanças e organizar a operação.

Empresas que entendem isso mais cedo tendem a construir ambientes mais saudáveis, equipes mais estáveis e negócios mais sustentáveis.

Se esse tema faz sentido para a sua empresa e você quiser entender melhor por onde começar, estamos disponíveis para contribuir com orientação e estruturação dessa jornada.

Instagram – Pedro Celidonio
Fone: (11) 99158-6537
https://revoebusiness.com.br/

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Anvisa mantém veto contra produtos da Ypê após detectar bactéria

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu manter a proibição da fabricação e venda de diversos produtos da Ypê após a identificação de falhas graves no processo de produção da empresa. A decisão foi confirmada nesta sexta-feira (15) e mantém fora do mercado os lotes com final 1 de detergentes, lava-roupas líquidos e desinfetantes da marca.

O caso ganhou repercussão nacional porque envolve uma das marcas de limpeza mais populares do país e a suspeita de contaminação por uma bactéria resistente a antibióticos, considerada perigosa principalmente para pessoas com baixa imunidade.

Segundo a Anvisa, inspeções identificaram “descumprimentos relevantes” em etapas consideradas críticas da fabricação dos produtos. Entre os problemas apontados estão falhas nos sistemas de controle de qualidade, produção e garantia sanitária.

A restrição havia sido anunciada no início do mês, mas acabou temporariamente suspensa após recurso apresentado pela fabricante. Pela legislação sanitária, o recurso interrompe automaticamente os efeitos da decisão até nova análise da diretoria da agência.

Na reunião extraordinária realizada nesta sexta, a Diretoria Colegiada da Anvisa decidiu retomar parte da resolução e voltou a proibir a fabricação, comercialização e uso dos produtos atingidos pela medida.

Apesar disso, a agência recuou em relação ao recolhimento obrigatório dos itens já distribuídos. A medida foi suspensa temporariamente até que uma proposta apresentada pela empresa seja analisada pelas áreas técnicas da Anvisa.

O principal alerta envolve a bactéria Pseudomonas aeruginosa, encontrada durante as análises. O microrganismo é conhecido pela alta resistência a antibióticos e pode provocar infecções urinárias, respiratórias e complicações severas em pacientes vulneráveis, especialmente pessoas internadas, com doenças pulmonares crônicas ou submetidas ao uso de cateter.

Entre os produtos atingidos pela suspensão estão linhas bastante conhecidas pelos consumidores, como Lava Louças Ypê, Tixan Ypê e desinfetantes Bak Ypê e Atol. A restrição vale exclusivamente para os lotes identificados com numeração final 1.

A Anvisa ainda deverá analisar o mérito do recurso apresentado pela fabricante. Até que haja uma decisão definitiva, os produtos listados continuam proibidos no país.

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Foto: Joédson Alves/Ag. Brasil

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Preço dos alimentos desacelera na Ceagesp, mas legumes seguem em alta

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O índice de preços da Ceagesp desacelerou em abril e registrou alta de 2,31%, após avanço de 5,16% no mês anterior. Apesar do arrefecimento, legumes, pescados e produtos básicos como batata e cebola continuaram pressionando o bolso do consumidor.

Segundo levantamento divulgado pela Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), o setor de verduras foi o único a apresentar queda nos preços no período, influenciado pela melhora nas condições climáticas e pela redução da demanda durante os feriados de abril.

O maior avanço entre os grupos pesquisados ocorreu no setor de legumes, que subiu 6,11% no mês. Cenoura, maxixe, quiabo, pepino e tomate aparecem entre os principais responsáveis pela pressão inflacionária observada no atacado.

A cenoura teve alta de mais de 40% após problemas climáticos afetarem a qualidade das lavouras, principalmente em Minas Gerais. Já o pepino comum acumulou aumento superior a 127% nos últimos 12 meses, refletindo dificuldades de produção em São Paulo e Minas.

Entre as frutas, a melancia liderou as altas com avanço de 31,91%. A redução das chuvas e o calor acima da média diminuíram a oferta da fruta nas principais regiões produtoras, elevando os preços no mercado atacadista.

Outros produtos que registraram forte alta foram pitaia, pinha e uva niágara, impactadas pela reta final da safra e pelas condições climáticas adversas.

No setor de verduras, a alface crespa apresentou queda de 27,11%, enquanto couve manteiga, rabanete e brócolis também ficaram mais baratos em abril. O clima seco e a maior incidência de sol favoreceram o cultivo e aumentaram a disponibilidade desses alimentos.

Batata e cebola seguiram entre os itens que mais pressionaram os preços no setor de diversos. A transição entre safras e a redução da área plantada contribuíram para novas altas no período.

Os pescados também ficaram mais caros, com destaque para xaréu, robalo e salmão importado. Segundo a Ceagesp, fatores climáticos e alterações nas condições marítimas reduziram a oferta de peixes capturados no litoral brasileiro.

Mesmo com a desaceleração do índice geral, especialistas avaliam que os próximos meses ainda exigem atenção, principalmente devido à previsão de clima mais seco e temperaturas elevadas em parte do país, cenário que pode continuar impactando frutas e hortaliças.

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Foto: Kphotography🇰🇷🇦🇺 na Unsplash

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Mega-Sena especial de 30 anos pode pagar R$ 200 milhões

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A Mega-Sena terá apostas exclusivas para o sorteio especial de 30 anos da loteria a partir deste domingo (17). Segundo a Caixa Econômica Federal, o prêmio estimado para o concurso especial pode chegar a R$ 200 milhões.

O sorteio comemorativo da Mega-Sena 30 anos será realizado no dia 24 de maio e terá concurso de número 3010.

As apostas individuais poderão ser feitas até as 22h do dia 23 de maio, no horário de Brasília. Já os bolões poderão ser registrados até as 10h do próprio dia do sorteio.

De acordo com a Caixa, o período de apostas exclusivas faz parte da operação normal dos concursos especiais e não representa suspensão da Mega-Sena tradicional.

Os jogos já podem ser realizados nas lotéricas de todo o país, pelo site das Loterias Caixa, aplicativo oficial da Caixa e internet banking para correntistas do banco.

A aposta simples, com seis números, custa R$ 6.

Assim como ocorre na Mega da Virada e em outros concursos especiais, a Mega-Sena 30 anos não acumula.

Caso ninguém acerte as seis dezenas sorteadas, o prêmio principal será dividido entre os apostadores que acertarem cinco números. Se ainda não houver vencedores, a premiação seguirá para as demais faixas.

A Caixa informou ainda que, se um único apostador ganhar sozinho os R$ 200 milhões e aplicar todo o valor na poupança, o rendimento mensal pode ultrapassar R$ 1,3 milhão, considerando as condições atuais do mercado.

A expectativa é de que o concurso especial movimente lotéricas e aumente o volume de apostas em todo o país nos próximos dias.

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Foto: Rafa Neddemeyer/Ag. Brasil

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Dólar mais baixo impulsiona vendas e comércio bate recorde no Brasil

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A queda do dólar frente ao real ajudou a impulsionar as vendas de produtos importados e levou o comércio brasileiro ao maior nível da série histórica em março, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O setor avançou 0,5% na passagem de fevereiro para março, registrando a terceira alta consecutiva e consolidando tendência de crescimento observada desde o fim de 2025.

Na comparação com março do ano passado, o comércio cresceu 4%. Já no acumulado de 12 meses, a expansão foi de 1,8%.

Os dados fazem parte da Pesquisa Mensal de Comércio, divulgada nesta quarta-feira (13) pelo IBGE.

Segundo o instituto, o principal destaque do mês foi o setor de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação, que registrou crescimento de 5,7%.

O avanço foi diretamente influenciado pela desvalorização do dólar, que reduziu o custo de produtos importados e estimulou promoções e recomposição de estoques pelas empresas.

Em março deste ano, a cotação média da moeda americana ficou em R$ 5,23. No mesmo período do ano passado, o dólar estava em R$ 5,75.

“O mês de março foi importante por causa dessas promoções. Equipamentos de informática têm forte ligação com o dólar”, explicou o analista do IBGE, Cristiano Santos.

Outro segmento que apresentou crescimento foi o de combustíveis e lubrificantes, com alta de 2,9%, mesmo em meio ao aumento dos preços provocado pelas tensões no Oriente Médio.

Segundo o IBGE, a demanda do consumidor permaneceu aquecida, fazendo a receita do setor subir 11,4% no mês.

Entre as atividades que também registraram crescimento aparecem:

  • outros artigos de uso pessoal e doméstico: 2,9%;
  • livros, jornais, revistas e papelaria: 0,7%;
  • artigos farmacêuticos e de perfumaria: 0,1%.

Já o segmento de hiper e supermercados, responsável por mais da metade do comércio varejista nacional, apresentou queda de 1,4%.

De acordo com o IBGE, o recuo foi influenciado pela inflação dos alimentos, que reduziu o ritmo de consumo das famílias.

Mesmo assim, o instituto avalia que o resultado negativo não representa tendência de queda prolongada, já que o setor vinha acumulando altas nos meses anteriores.

No varejo ampliado — que inclui veículos, material de construção e atacado alimentício — o crescimento foi de 0,3% em março.

Com o novo resultado positivo, o comércio brasileiro mantém trajetória de recuperação sustentada pelo mercado de trabalho, aumento da renda e maior circulação de consumo no país.

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Foto: Benjamim Sepulvida/PMB

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Petrobras abre inscrições para estágio com bolsa de até R$ 1,8 mil

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A Petrobras anunciou a abertura de 150 vagas para o programa de estágio de 2026 em diferentes regiões do país. As inscrições começam no próximo dia 21 de maio e seguem até 3 de junho.

Pela primeira vez, a estatal reservou quase um terço das oportunidades exclusivamente para mulheres. O processo seletivo também contará com cotas para negros, indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência (PCD).

As vagas são destinadas a estudantes de nível superior matriculados em instituições públicas ou privadas reconhecidas pelo Ministério da Educação (MEC).

O programa contempla diversas áreas de atuação, incluindo administração, advocacia, análise de sistemas, ciência de dados, contabilidade, economia, enfermagem, jornalismo, marketing, oceanografia e diferentes engenharias.

As oportunidades estarão distribuídas em cidades de 12 estados brasileiros, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Minas Gerais, Pernambuco, Paraná, Ceará, Amazonas e Distrito Federal.

Entre os municípios com vagas estão São Paulo, Santos, Cubatão, Paulínia, Mauá e São José dos Campos.

Segundo a Petrobras, 30% das vagas serão reservadas para mulheres e outros 30% para candidatos negros, indígenas e quilombolas. Também haverá reserva de 10% das oportunidades para pessoas com deficiência.

A diretora de Assuntos Corporativos da Petrobras, Clarice Coppetti, afirmou que a medida busca ampliar a presença de grupos sub-representados nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática.

O estágio terá carga horária de 20 horas semanais, de segunda a sexta-feira, com possibilidade de trabalho híbrido, dependendo da função e da unidade.

Os estudantes selecionados receberão bolsa-auxílio de R$ 1.825, além de vale-transporte de R$ 15 por dia presencial, seguro contra acidentes pessoais e recesso remunerado.

O processo seletivo será realizado por meio de prova online objetiva com 60 questões. Os candidatos responderão perguntas de língua portuguesa, matemática, raciocínio lógico, conhecimentos gerais, tecnologia, ciência de dados, inteligência artificial e temas relacionados à Petrobras.

A estatal informou ainda que o programa não gera vínculo empregatício e não se trata de concurso público para contratação efetiva.

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Foto: Fernando Frazão/Ag. Brasil

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Empresário que dirigia Porsche em acidente fatal vai a júri popular em SP

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O empresário Fernando Sastre irá a júri popular no próximo dia 29 de outubro pelo acidente que matou o motorista de aplicativo Orlando da Silva Viana, na zona leste de São Paulo. A decisão foi confirmada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP).

O julgamento acontecerá às 10h, no Plenário 7 do Fórum Criminal da Barra Funda, na capital paulista. Fernando está preso preventivamente desde 2024.

Segundo denúncia do Ministério Público de São Paulo (MPSP), o empresário dirigia um Porsche em velocidade superior a 100 km/h na Avenida Salim Farah Maluf, onde o limite permitido era de 50 km/h.

O acidente aconteceu na madrugada de 31 de março de 2024 e provocou grande repercussão no estado. De acordo com as investigações, o carro conduzido por Fernando atingiu violentamente o veículo dirigido por Orlando, que morreu no local.

Um amigo do empresário, que também estava no Porsche, sofreu ferimentos graves.

A acusação sustenta que Fernando havia consumido bebida alcoólica antes da colisão. Minutos antes do acidente, ele estava em um restaurante acompanhado de outras pessoas.

Segundo o processo, a namorada do empresário confirmou que o grupo ingeriu bebidas alcoólicas no estabelecimento. A informação também teria sido corroborada pela polícia após acesso à comanda de consumo do restaurante.

Após a batida, Fernando deixou o local acompanhado da mãe, Daniela Cristina de Medeiros Andrade, antes da realização do teste do bafômetro. Ele chegou a ser liberado inicialmente pela Polícia Militar.

Dias depois, diante das provas reunidas durante a investigação, a Justiça decretou a prisão preventiva do empresário em 3 de maio de 2024.

Fernando permaneceu foragido por três dias até se apresentar às autoridades.

No júri popular, ele responderá por homicídio doloso qualificado — quando há entendimento de que o autor assumiu o risco de matar — além de lesão corporal gravíssima.

Caso seja condenado, as penas podem ultrapassar 30 anos de prisão.

O caso se tornou um dos episódios de trânsito com maior repercussão em São Paulo nos últimos anos, reacendendo debates sobre excesso de velocidade, consumo de álcool e impunidade em acidentes envolvendo veículos de luxo.

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Foto: Arquivo/Reproduçãouu

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Renda média do brasileiro alcança maior valor da história

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O rendimento médio mensal real da população brasileira alcançou R$ 3.367 em 2025, o maior valor já registrado pela série histórica da PNAD Contínua, pesquisa do IBGE iniciada em 2012. O resultado representa crescimento de 5,4% em relação a 2024 e marca o quarto ano seguido de alta na renda dos brasileiros.

Os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a recuperação econômica iniciada após a pandemia continua refletindo no rendimento das famílias, impulsionada principalmente pelo avanço do mercado de trabalho e pelo aumento da massa salarial no país.

O rendimento médio proveniente do trabalho também atingiu recorde histórico. Em 2025, os brasileiros receberam, em média, R$ 3.560 por mês em seus empregos e atividades profissionais, alta de 5,7% em relação ao ano anterior. Na comparação com 2019, período anterior à pandemia, o crescimento acumulado foi de 11,1%.

Segundo o levantamento, cerca de 143 milhões de pessoas possuíam algum tipo de rendimento no Brasil em 2025, o equivalente a 67,2% da população. É o maior percentual já registrado pela pesquisa desde o início da série histórica.

A massa de rendimento do trabalho, que representa o total de dinheiro circulando na economia por meio dos salários e ocupações, também alcançou recorde. O valor chegou a R$ 361,7 bilhões em 2025, crescimento de 7,5% frente a 2024 e de 23,5% em relação a 2019.

O IBGE destaca que o avanço foi impulsionado tanto pelo aumento dos salários quanto pelo crescimento da população ocupada com rendimento, que chegou a 101,6 milhões de trabalhadores no país.

Apesar da melhora nos indicadores, a desigualdade de renda continua elevada. Segundo a pesquisa, os 10% mais ricos da população concentravam 40,3% de toda a massa de rendimento domiciliar do Brasil em 2025. Em média, esse grupo recebeu 13,8 vezes mais do que os 40% com menor renda.

O rendimento domiciliar per capita também bateu recorde e chegou a R$ 2.264 em 2025, alta de 6,9% na comparação com o ano anterior.

Entre as regiões do país, o Sul apresentou o maior rendimento domiciliar per capita, com média de R$ 2.734. Na sequência aparecem Centro-Oeste (R$ 2.712), Sudeste (R$ 2.669), Norte (R$ 1.558) e Nordeste (R$ 1.470).

Os dados também mostram que aposentadorias e pensões continuam sendo a principal fonte de renda fora do mercado de trabalho, alcançando 13,8% da população brasileira. Já os programas sociais do governo atenderam 9,1% dos brasileiros em 2025, com maior presença nas regiões Nordeste e Norte.

O valor médio recebido em programas sociais ficou em R$ 870 no ano passado, patamar semelhante ao de 2024, mas 71,3% superior ao registrado antes da pandemia.

Entre os domicílios atendidos pelo Bolsa Família, o rendimento médio domiciliar per capita foi de R$ 774 em 2025. Nas famílias sem o benefício, a média alcançou R$ 2.682.

Para especialistas, os números reforçam o avanço da renda no país após o período crítico da pandemia, mas também evidenciam que a desigualdade social segue como um dos principais desafios econômicos do Brasil.

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Foto: Marcello Casal Jr/Ag. Brasil

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Fast Shop recebe multa bilionária por esquema de fraude tributária em SP

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A rede varejista Fast Shop foi multada em mais de R$ 1,04 bilhão pelo Governo de São Paulo após investigação apontar suposto envolvimento da empresa em um esquema de obtenção irregular de créditos tributários de ICMS. Segundo a Controladoria Geral do Estado (CGE-SP), a penalidade é a maior já aplicada no Brasil com base na Lei Anticorrupção.

De acordo com o governo paulista, a empresa teria obtido vantagens indevidas por meio do uso ilegal de informações fiscais privilegiadas, além de interferir em atividades de fiscalização e investigação tributária.

A apuração aponta que a Fast Shop contratou a empresa Smart Tax Consultoria e Auditoria Tributária Ltda., ligada ao ex-auditor fiscal da Receita Estadual Artur Gomes da Silva Neto, para atuar na recuperação de créditos tributários relacionados ao ICMS.

Segundo a CGE-SP, o esquema envolvia acesso irregular a dados sigilosos do sistema tributário estadual para gerar créditos indevidos em favor da varejista. As investigações indicam que a empresa tinha conhecimento da utilização das informações privilegiadas e que o processo utilizava, inclusive, o certificado digital da própria Fast Shop.

O governo paulista afirma que a operação incluía promessas de facilitação de processos tributários, blindagem contra fiscalizações e intermediação de operações ligadas à monetização de créditos fiscais.

Ainda segundo a investigação, os créditos analisados somaram cerca de R$ 1,59 bilhão. Desse total, aproximadamente R$ 1,04 bilhão teria sido obtido de maneira irregular a partir da chamada “mineração de dados fiscais”, prática que utiliza informações restritas para homologação indevida de créditos tributários.

A multa aplicada corresponde exatamente ao valor considerado irregular pelas autoridades estaduais.

O caso faz parte da Operação Ícaro, deflagrada em agosto de 2025 pelo Ministério Público de São Paulo, por meio do Grupo de Atuação Especial de Recuperação de Ativos e Repressão aos Crimes de Formação de Cartel e Lavagem de Dinheiro (GEDEC).

Segundo o Ministério Público, dois sócios e um diretor estatutário da empresa firmaram, em setembro do ano passado, um Acordo de Não Persecução Penal com pagamento total de R$ 100 milhões em prestação pecuniária.

Após a operação, o Ministério Público também encaminhou recomendações à Secretaria da Fazenda do Estado para reforçar mecanismos de controle e reduzir riscos de corrupção no sistema de ressarcimento de ICMS.

O caso coloca novamente em debate o uso de créditos tributários, os mecanismos de fiscalização do setor e a atuação de consultorias especializadas em recuperação fiscal no país.

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Foto: José Cruz/Ag. Brasil

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Vale Gás do Povo chega a 15 milhões de famílias e amplia pagamentos em maio

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O programa Vale Gás do Povo alcançou mais de 15 milhões de famílias em todo o Brasil neste mês de maio, segundo dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS). O pagamento realizado no último domingo (10), data em que foi celebrado o Dia das Mães, movimentou R$ 288,6 milhões em repasses federais.

Ao todo, 15,05 milhões de lares foram contemplados no país, alcançando cerca de 45,1 milhões de pessoas. O programa garante auxílio para a compra do gás de cozinha a famílias de baixa renda inscritas no Cadastro Único.

O número de beneficiários também aumentou neste mês. Segundo o governo federal, mais de 345 mil famílias passaram a receber o benefício pela primeira vez em maio.

A maior parte dos lares atendidos é chefiada por mulheres. Dados do MDS apontam que 14 milhões de beneficiárias são responsáveis familiares, o equivalente a mais de 93% dos domicílios contemplados pelo programa.

O Nordeste segue como a região com maior número de famílias atendidas. Foram 1,09 milhão de benefícios liberados em maio, totalizando R$ 116,1 milhões em investimentos.

No Sudeste, 760,2 mil famílias receberam o auxílio, com repasse de R$ 76 milhões. Já a região Norte contabilizou 480,4 mil domicílios atendidos, enquanto o Centro-Oeste teve 194 mil famílias contempladas. No Sul, o programa alcançou aproximadamente 179 mil lares.

O pagamento do benefício ocorre sempre no dia 10 de cada mês, independentemente de cair em fim de semana ou feriado. Segundo o MDS, a medida busca garantir previsibilidade às famílias beneficiadas.

A periodicidade do recebimento varia conforme o tamanho da família registrada no Cadastro Único. Famílias com dois ou três integrantes recebem um vale a cada três meses. Já famílias com quatro ou mais pessoas têm direito ao benefício a cada dois meses.

Para participar do programa, é necessário possuir renda familiar per capita de até meio salário mínimo, estar inscrito no Cadastro Único com dados atualizados nos últimos dois anos e não apresentar pendências cadastrais.

O governo federal também prioriza famílias já atendidas pelo Bolsa Família.

A consulta sobre elegibilidade e locais credenciados pode ser feita pelo aplicativo Meu Social — Gás do Povo, disponível para celulares Android e iPhone. Informações também podem ser obtidas pelo telefone 121, canal gratuito do Disque Social.

O programa foi criado para reduzir os impactos do aumento do preço do gás de cozinha no orçamento de famílias de baixa renda e vem sendo ampliado gradualmente em todo o território nacional.

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Foto: Divulgação/MDS

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