Medida prevê treinamento de profissionais e adaptações para atender pessoas com autismo, TDAH, deficiência e outras condições.
A Câmara Municipal de Barueri aprovou, na terça-feira (22), a criação de um protocolo para tornar mais humanizado e adaptado o atendimento de pessoas neurodivergentes e com deficiência nos serviços de dentista da rede pública.
O Projeto de Lei 56/2026, de autoria do vereador Edmilson Dimi (PL), estabelece que a estrutura dos consultórios e a forma de atendimento considerem as características individuais de cada paciente. A proposta inclui aspectos sensoriais, comportamentais, cognitivos e de comunicação.
Entre os públicos contemplados estão pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), Transtorno Opositivo Desafiador (TOD), síndromes e transtornos do neurodesenvolvimento, além de pessoas com deficiência intelectual, física, sensorial ou múltipla.
O texto também prevê a inclusão de outras condições que possam demandar atendimento odontológico diferenciado ou adaptações específicas.
A proposta estabelece ainda que os profissionais envolvidos no atendimento recebam treinamento e orientação para compreender as necessidades dos pacientes e adequar a condução dos procedimentos.
Segundo o autor do projeto, a medida busca reduzir as dificuldades enfrentadas por alguns pacientes durante consultas odontológicas, especialmente diante de estímulos comuns em consultórios.
Entre os exemplos citados estão o barulho dos equipamentos, iluminação, cheiros, contato físico, movimentação de pessoas e procedimentos desconhecidos.
“Muitos desses pacientes têm hipersensibilidade ou dificuldade de adaptação a determinados estímulos presentes no ambiente de um consultório de dentista”, afirmou Edmilson Dimi ao justificar a proposta.
A iniciativa segue uma sequência de projetos relacionados à inclusão e ao atendimento de pessoas neurodivergentes que passaram pela Câmara de Barueri em 2026. Em agosto, por exemplo, o Legislativo aprovou proposta para disponibilizar horários com menor estímulo sensorial nos serviços públicos municipais, também de autoria de Edmilson Dimi.
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Foto: Marco Miatelo/CMB
