Desde 4 de outubro, foram confirmados 67 casos da doença, cerca de 22% do total registrado no estado neste ano; capital paulista concentra 197 ocorrências
O estado de São Paulo confirmou 300 casos de mpox entre janeiro e 6 de novembro de 2026. Desse total, 67 foram registrados desde 4 de outubro, início da 40ª semana epidemiológica, o equivalente a aproximadamente 22% das confirmações do ano.
Os dados da Secretaria de Estado da Saúde mostram que a capital paulista concentra a maior parte dos registros, com 197 casos confirmados. Até o momento, não há mortes pela doença em 2026.
O cenário mantém as autoridades de saúde em alerta para o acompanhamento da transmissão. Em 2025, São Paulo contabilizou 423 casos de mpox. Em 2024, foram 1.134 registros.
Saúde mantém monitoramento da doença
Segundo a Secretaria Estadual da Saúde, a mpox permanece sob vigilância epidemiológica, com realização de exames laboratoriais e rastreamento de contatos para identificar possíveis cadeias de transmissão.
A diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE-SP), Tatiana Lang, afirmou que o monitoramento continua sendo realizado para identificar rapidamente possíveis novos casos.
“Seguimos monitorando o cenário epidemiológico e orientando os serviços de saúde para que estejam preparados para identificar e notificar rapidamente qualquer suspeita”, explicou.
Como ocorre a transmissão da mpox
A mpox é uma doença infecciosa causada pelo vírus MPXV. A transmissão entre pessoas ocorre principalmente pelo contato direto com lesões na pele, mucosas e secreções de pessoas infectadas, inclusive durante relações sexuais.
O compartilhamento de objetos contaminados, como roupas de cama, toalhas e itens de uso pessoal, também pode transmitir o vírus.
Entre os sintomas estão lesões na pele e nas mucosas, inclusive na região genital, que podem ser acompanhadas de febre, fraqueza, aumento dos linfonodos (ínguas), dores musculares, nas costas e na cabeça.
Orientações para prevenção
A Secretaria Estadual da Saúde recomenda evitar contato próximo ou íntimo com pessoas que apresentem sintomas suspeitos e não compartilhar objetos pessoais.
Também é importante higienizar frequentemente as mãos com água e sabão ou álcool em gel.
Os dados epidemiológicos estão disponíveis na plataforma Núcleo de Informações Estratégicas em Saúde, da Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo.
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Foto: Paulo Pinto/ABR
