Vacina inédita contra malária desenvolvida pela USP recebe aval para testes em humanos

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Desenvolvida pela USP em parceria com a UFMG, a Vivaxin será avaliada em estudo clínico com 48 voluntários a partir de janeiro de 2027

Uma vacina brasileira contra a malária vivax recebeu autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para iniciar testes em humanos. Desenvolvida pela Universidade de São Paulo (USP), em parceria com o Centro de Tecnologia de Vacinas (CTVacinas), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), e a farmacêutica Cristália, a Vivaxin entra na fase 1 dos estudos clínicos.

O objetivo desta etapa é avaliar a segurança do imunizante, possíveis reações à aplicação e sua capacidade de estimular a produção de anticorpos. A vacina é voltada ao Plasmodium vivax, espécie responsável pela maior parte dos casos de malária no Brasil e para a qual, segundo os pesquisadores, ainda não existe vacina disponível.

O estudo prevê a participação de 48 voluntários saudáveis, com idades entre 18 e 59 anos, sem histórico de infecção por malária. A seleção está prevista para começar em janeiro de 2027. Os participantes receberão três aplicações da vacina ou de placebo, com intervalos de 28 dias, e serão acompanhados durante um ano.

A autorização da Anvisa foi publicada no Diário Oficial da União em 7 de outubro, por meio da Resolução nº 3.956.

Próximas etapas da vacina

Antes de chegar aos testes em humanos, a Vivaxin passou por avaliações laboratoriais e de fabricação, além de estudos em animais que demonstraram capacidade de estimular a resposta imunológica.

Se os resultados da fase 1 forem favoráveis, o imunizante poderá avançar para as fases 2 e 3, com um número maior de participantes. A previsão apresentada pelos pesquisadores é envolver cerca de 300 pessoas no Brasil, principalmente na região amazônica, com possibilidade de incluir outros países posteriormente.

Nessas etapas, também será avaliada a eficácia da vacina. O pedido de registro para produção em larga escala e comercialização só poderá ser feito após a conclusão de todo o processo clínico, que ainda não tem prazo definido.

A pesquisa recebeu financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e dos ministérios da Saúde e da Ciência, Tecnologia e Inovação. Os pesquisadores também solicitaram a patente da formulação no Brasil e no exterior.

Como funciona a Vivaxin

A vacina foi desenvolvida para atuar contra três variantes de uma proteína do Plasmodium vivax, chamada PvCSP. Os pesquisadores combinaram essas variantes em uma proteína produzida artificialmente, utilizada como alvo para estimular a resposta do sistema imunológico.

A formulação também contém um adjuvante, denominado CTVad3, que tem a função de potencializar essa resposta. A proposta é induzir a produção de anticorpos capazes de reconhecer o parasita e impedir que ele invada as células do fígado, etapa anterior à multiplicação no organismo e ao aparecimento dos sintomas.

Em estudos pré-clínicos realizados em camundongos e primatas, a combinação da proteína com o adjuvante apresentou resultados de segurança e resposta imunológica. Segundo o material da pesquisa, os experimentos também registraram proteção de 100% nos animais estudados.

Os resultados pré-clínicos, no entanto, não comprovam que a vacina terá a mesma eficácia em humanos. Essa avaliação dependerá das próximas etapas dos estudos clínicos.

Malária concentra casos na Amazônia

Transmitida pela picada de fêmeas do mosquito Anopheles, a malária é causada por parasitas do gênero Plasmodium. As espécies P. vivax e P. falciparum estão entre as principais responsáveis pela doença no mundo.

Segundo os dados apresentados no material, a Organização Mundial da Saúde (OMS) registrou 282 milhões de casos de malária em 80 países com transmissão local em 2025. Desse total, 9,9 milhões foram provocados pelo P. vivax. Nas Américas, essa espécie respondeu por 63% dos registros.

No Brasil, foram registrados 118.037 casos contraídos no território nacional em 2025, uma redução de 15% em relação ao ano anterior. Mais de 95% das ocorrências se concentraram na região amazônica, onde o acesso ao diagnóstico, ao tratamento e às medidas de prevenção representa um desafio.

Entre os sintomas da malária estão febre alta, cansaço, enjoo, suor excessivo e dores de cabeça e no corpo. Casos graves podem provocar anemia e comprometer órgãos como o fígado e o baço. O tratamento é realizado com medicamentos disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS).

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PS Engenho Novo será reconstruído, e atendimento muda de endereço

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O atendimento de urgência e emergência do Pronto-Socorro Engenho Novo, em Barueri, será transferido para o novo Pronto-Socorro do Jardim Graziela a partir deste sábado (17). A mudança ocorre durante a reconstrução integral da unidade atual, que será demolida para dar lugar a um novo prédio.

A Prefeitura inaugura o PS do Jardim Graziela às 10h, na Rua Lorena, 515. O último plantão no endereço do Engenho Novo, na Rua Guarantan, será encerrado às 19h do mesmo dia.

O novo equipamento de saúde leva o nome de Vanessa Sayuri Fernandes Nagaishi e possui três pavimentos e 1.773,37 metros quadrados de área construída. O prédio havia sido projetado inicialmente para abrigar uma Unidade Básica de Saúde (UBS), mas foi adaptado para funcionar temporariamente como pronto-socorro.

Novo PS Engenho Novo terá quatro pavimentos

A reconstrução do Pronto-Socorro Engenho Novo prevê uma estrutura com quatro pavimentos e aproximadamente 2,8 mil metros quadrados de área construída. O objetivo é substituir integralmente o prédio atual.

A unidade do Jardim Graziela fica a cerca de um quilômetro do endereço do Engenho Novo.

Além da inauguração do pronto-socorro, Barueri terá outra entrega na área da saúde no sábado seguinte, 24 de outubro, com a reinauguração da UBS Amaro José de Souza, na Rua Petrolina, 178, no Jardim Mutinga. O local passou por reforma geral e ampliação.

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Santana de Parnaíba terá novo centro de saúde mental infantil

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Santana de Parnaíba está construindo um novo Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil (CAPSi) para ampliar a estrutura de atendimento a crianças e adolescentes. A unidade ficará no Jardim Frediani, terá 3,7 mil metros quadrados de área construída e tem conclusão prevista para o segundo semestre de 2027.

Localizado na Rua Professor Edgar de Moraes, 781, o empreendimento ficará próximo à Secretaria Municipal de Educação e ao Ambulatório Médico de Especialidades (AME).

As obras começaram em abril deste ano. De acordo com a Secretaria Municipal de Obras Públicas, já foram executadas a montagem da estrutura pré-moldada e do reservatório, além da construção do abrigo de gás e da casa de máquinas.

O cronograma prevê a montagem de pilares e vigas, a instalação de lajes alveolares e a conclusão dos serviços relacionados às bombas de recalque do reservatório de água.

Unidade será transferida para o Jardim Frediani

Com a nova estrutura, a Prefeitura pretende transferir o CAPSi atualmente localizado no Campo da Vila para o Jardim Frediani. Segundo a administração municipal, a mudança busca ampliar o espaço diante do aumento da demanda e aproximar o serviço de outros equipamentos públicos das áreas de saúde, educação e assistência social.

A nova unidade também deverá apoiar o aprimoramento das políticas municipais voltadas ao atendimento de crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

A conclusão está prevista para o segundo semestre de 2027. Até lá, a obra segue em execução.

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Estação Barra Funda terá testes gratuitos de saúde nesta semana

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Ação nos dias 9 e 10 de outubro oferecerá avaliação de peso, altura, cintura e glicemia, além de orientação profissional

Passageiros que circularem pela Estação Palmeiras-Barra Funda, na Zona Oeste de São Paulo, poderão fazer gratuitamente uma série de avaliações de saúde nos dias 9 e 10 de outubro. A ação será realizada das 9h às 16h, em referência ao Dia Nacional de Prevenção da Obesidade.

Organizada pela ADJ Diabetes Brasil, a iniciativa terá avaliação de peso, altura, circunferência abdominal e glicemia, além de orientação de profissionais de saúde. Ao todo, serão disponibilizados 800 testes de glicemia durante os dois dias.

A proposta é oferecer um atendimento rápido para quem estiver passando pela estação no caminho para o trabalho, estudo ou outros compromissos.

Segundo a organização, todo o circuito deve levar aproximadamente 15 minutos. Primeiro, o participante fornece informações básicas de identificação. Depois, passa pelas avaliações e recebe orientação sobre os resultados.

Caso seja identificada alguma alteração, os profissionais orientarão o participante sobre a necessidade de acompanhamento.

Obesidade avança entre adultos brasileiros

A campanha ocorre em um cenário de crescimento da obesidade e de outras doenças relacionadas à condição.

Segundo os dados citados pela organização, a obesidade entre adultos brasileiros cresceu 118% entre 2006 e 2024. Em 2024, 25,7% dos adultos das capitais brasileiras e do Distrito Federal apresentavam obesidade, de acordo com os dados do Vigitel 2025 mencionados no material da campanha.

No mesmo período, o diabetes aumentou 135%, o excesso de peso cresceu 47% e a hipertensão teve alta de 31%.

Outro estudo citado pela entidade, baseado no Global Burden of Disease e publicado em setembro de 2026, aponta que o índice de massa corporal (IMC) elevado se tornou o principal fator de risco à saúde no Brasil.

Entre 1990 e 2023, a prevalência de obesidade entre adultos com 25 anos ou mais passou de 7,8% para 27,7%. Considerando conjuntamente sobrepeso e obesidade, o índice chegou a 66,8%.

Avaliação individual é defendida por especialistas

Para o endocrinologista Ronaldo Pineda Wieselberg, presidente da ADJ Diabetes Brasil, a prevenção deve estar associada à avaliação individual de cada pessoa.

A entidade também destaca que o tratamento da obesidade passou a considerar não apenas a perda de peso, mas o controle de complicações metabólicas e cardiovasculares.

A nova Diretriz Brasileira de Tratamento Farmacológico da Obesidade, publicada pela Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO) em março de 2026, estabelece como meta ideal a redução de pelo menos 10% do peso corporal e considera também medidas como a circunferência abdominal e a gordura visceral na avaliação de risco.

O tratamento, segundo a orientação apresentada pela campanha, deve ser individualizado e considerar o histórico e as condições de saúde de cada paciente.

O endocrinologista também alerta para o uso inadequado de medicamentos para emagrecimento, incluindo as chamadas canetas emagrecedoras. Segundo ele, esses medicamentos podem ser eficazes para algumas pessoas, mas devem ser utilizados com indicação e acompanhamento médico.

Serviço

  • O que: avaliação gratuita de saúde e orientação sobre obesidade
  • Quando: 9 e 10 de outubro de 2026
  • Horário: das 9h às 16h
  • Onde: Estação Palmeiras-Barra Funda, São Paulo
  • Avaliações: peso, altura, circunferência abdominal e glicemia
  • Testes de glicemia disponíveis: 800, durante os dois dias
  • Duração estimada: 15 minutos

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Sarampo chega a 40 casos em SP; 90% estão na capital

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Balanço atualizado nesta quinta-feira (1º) aponta 36 casos na cidade de São Paulo; 30 dos registros estaduais envolveram pessoas sem vacinação ou com esquema incompleto.

O Estado de São Paulo chegou a 40 casos de sarampo confirmados em 2026, segundo balanço atualizado nesta quinta-feira (1º) pela Secretaria de Estado da Saúde (SES-SP). A capital concentra 36 registros, o equivalente a 90% do total.

O levantamento do Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo (CVE-SP) aponta ainda dois casos em São Bernardo do Campo, um em Guarulhos e um em Santo André.

Entre os novos registros detalhados pela vigilância estão dois homens, de 18 e 21 anos, e uma bebê de 1 ano, todos moradores da capital. Os casos estão relacionados a cadeias de transmissão identificadas e acompanhadas desde junho.

Segundo o monitoramento das equipes municipais e estaduais, há uma tendência de redução da transmissão. Em Guarulhos e São Bernardo do Campo, a vigilância acompanha a possibilidade de encerramento das cadeias de transmissão associadas aos casos registrados.

Vacinação preocupa autoridades

Um dos pontos que chamam atenção no balanço é a situação vacinal dos pacientes. Dos 40 casos registrados em 2026, 30 envolveram pessoas sem histórico de vacinação ou com o esquema contra o sarampo incompleto.

A Secretaria de Estado da Saúde reforça que a vacinação é a principal forma de prevenção contra a doença. A proteção é feita por meio da vacina tríplice viral, que também protege contra caxumba e rubéola.

O imunizante é oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) dos 645 municípios paulistas.

Quem deve tomar a vacina?

Crianças

  • 12 meses: primeira dose;
  • 15 meses: segunda dose.

De 15 meses a 29 anos

É necessário ter as duas doses registradas, respeitando o intervalo mínimo de 30 dias entre elas.

De 30 a 59 anos

É necessário ter pelo menos uma dose registrada na caderneta de vacinação.

Trabalhadores da saúde

Devem ter duas doses da vacina, independentemente da idade.

Bebês podem receber a chamada dose zero

Nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, pode ser indicada uma dose adicional da vacina para bebês de 6 meses a 11 meses e 29 dias, conforme avaliação das equipes de vigilância.

A chamada dose zero pode ser recomendada para crianças dessa faixa etária que tiveram contato com pessoas com suspeita ou confirmação de sarampo.

Essa dose, porém, não substitui as doses previstas no calendário de vacinação. Mesmo que a criança receba a dose zero antes de completar 1 ano, deverá tomar normalmente a primeira dose aos 12 meses e a segunda aos 15 meses.

Distribuição dos casos

LocalCasos em 2026
São Paulo36
São Bernardo do Campo2
Guarulhos1
Santo André1
Total40

A Secretaria mantém o acompanhamento das cadeias de transmissão e reforça a importância de manter a vacinação atualizada. O CVE também mantém orientações específicas para vigilância e resposta aos casos suspeitos de sarampo no Estado.

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Foto: Paulo Pinto/ABR

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São Paulo tem 101 idosos para cada 100 jovens, diz Seade

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Índice de envelhecimento do Estado superou 100 em 2025; em 2000, eram 34 idosos para cada 100 pessoas com menos de 15 anos.

O Estado de São Paulo chegou a um novo marco no envelhecimento da população. Em 2025, havia 101 pessoas com 60 anos ou mais para cada 100 habitantes com menos de 15 anos, segundo dados da Fundação Seade.

O índice de envelhecimento, que mede justamente essa relação entre idosos e jovens, passou pela primeira vez da marca de 100 no Estado. Na prática, o indicador mostra que a população idosa já supera numericamente a população com menos de 15 anos.

A mudança ocorreu de forma acelerada nas últimas décadas. Em 2000, São Paulo tinha 34,1 idosos para cada 100 pessoas com menos de 15 anos. O índice subiu para 53,9 em 2010, chegou a 82,3 em 2020 e alcançou 101 em 2025.

Segundo Lucia Yazaki, porta-voz da Fundação Seade, a transformação está relacionada principalmente à redução da fecundidade e ao aumento da expectativa de vida. A taxa de fecundidade no Estado está atualmente em 1,5 filho por mulher, enquanto no século passado girava em torno de quatro filhos.

Com menos crianças nascendo e mais pessoas vivendo até idades avançadas, a estrutura etária paulista também mudou. A tradicional pirâmide populacional, com uma base larga formada por crianças e um topo estreito de idosos, vem dando lugar a uma estrutura mais envelhecida.

Geração X começa a chegar aos 60 anos

Outro fator que contribui para a mudança é a chegada da geração X à faixa dos 60 anos. No Estado de São Paulo, 549 mil pessoas dessa geração alcançaram os 60 anos em 2025, segundo os dados apresentados pela Seade.

Esse grupo representa 6,6% da população idosa. Ao mesmo tempo, São Paulo possui cerca de 9,2 milhões de habitantes entre 45 e 60 anos, faixa etária que se aproxima numericamente da população idosa.

O envelhecimento da população aumenta a necessidade de adaptação das políticas públicas. Entre as áreas impactadas estão saúde, previdência, cuidados, lazer e infraestrutura.

Envelhecimento ocorre em todo o Estado

A pesquisa também aponta diferenças importantes entre as regiões paulistas. Os menores índices de envelhecimento estão concentrados principalmente no sul do Estado, enquanto municípios do norte e noroeste apresentam índices superiores a 120 idosos para cada 100 pessoas com menos de 15 anos.

Em Registro, por exemplo, são 93 pessoas com 60 anos ou mais para cada 100 pessoas com menos de 15 anos. Já em regiões como Araçatuba e Presidente Prudente, o indicador chega a 120 idosos para cada 100 crianças e adolescentes.

Segundo a Seade, as diferenças regionais estão relacionadas a indicadores como fecundidade e mortalidade, que apresentam forte relação com as condições socioeconômicas das populações locais.

Apesar das diferenças, o levantamento mostra que o envelhecimento é uma tendência presente em todo o Estado, com índices superiores aos registrados nas décadas anteriores.

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Governo pede inclusão de canetas emagrecedoras no SUS

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Pedido foi protocolado na Conitec nesta quinta-feira (24); Ministério cita queda de 70% nos preços e aumento da concorrência entre os medicamentos GLP-1.

O Ministério da Saúde protocolou nesta quinta-feira (24) na Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) um pedido para avaliar a inclusão das chamadas canetas emagrecedoras, medicamentos da classe GLP-1, no SUS.

O pedido ainda não significa que os medicamentos passarão a ser distribuídos gratuitamente pela rede pública. A proposta será analisada pela Conitec, órgão responsável por avaliar tecnologias em saúde e emitir recomendação sobre sua incorporação ao sistema.

Segundo o Ministério da Saúde, a prevalência da obesidade no Brasil passou de 11,8% em 2006 para 25,7% em 2024. Para a pasta, o avanço da doença aumenta a necessidade de acompanhamento e tratamento de longo prazo, com possíveis impactos sobre a mortalidade, a qualidade de vida e os gastos do sistema de saúde.

O governo também argumenta que houve uma mudança no cenário econômico dos medicamentos. De acordo com o Ministério da Saúde, a ampliação da concorrência provocou uma redução de 70% nos preços das canetas emagrecedoras no Brasil em menos de um ano.

O que mudou desde a análise anterior

A nova solicitação ocorre depois de uma análise anterior da Conitec sobre medicamentos da classe. Em 2025, a comissão recomendou a não incorporação da liraglutida para o tratamento de pacientes com obesidade e diabetes mellitus tipo 2.

No caso da semaglutida para uma indicação específica de pacientes com obesidade grave e doença cardiovascular, a Conitec também havia emitido recomendação inicial pela não incorporação.

Agora, o Ministério da Saúde sustenta que o cenário de preços e de oferta mudou. A pasta solicita a avaliação de medicamentos à base de semaglutida ou liraglutida, princípios ativos sem proteção de patente, segundo o governo.

Critérios deverão definir quem terá acesso

Caso a incorporação seja aprovada, o tratamento não deverá ser disponibilizado indistintamente para qualquer pessoa com excesso de peso.

O Ministério da Saúde afirma que uma eventual incorporação será acompanhada de critérios clínicos para definir os pacientes que poderão receber os medicamentos. A proposta é concentrar o tratamento nos casos em que o controle da obesidade possa produzir benefícios relevantes para a saúde, reduzir complicações ou evitar procedimentos de maior complexidade.

O governo também cita uma diretriz da Organização Mundial da Saúde (OMS) publicada no fim de 2025 sobre o uso de terapias baseadas em GLP-1 para o tratamento de longo prazo da obesidade. A organização destaca a necessidade de ampliar o acesso de forma equitativa e preparar os sistemas de saúde para a utilização desses medicamentos.

Brasil amplia oferta de medicamentos GLP-1

Segundo o Ministério da Saúde, 25 canetas emagrecedoras já foram registradas no país, sendo 14 delas em 2026. A expansão inclui medicamentos produzidos no Brasil e versões genéricas.

A estratégia de ampliação da concorrência também vem sendo acompanhada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Em julho, a agência aprovou cinco novos medicamentos à base de semaglutida.

Paralelamente, o Ministério da Saúde mantém um estudo com 250 pacientes do SUS com obesidade grave ou associada a outras morbidades. A pesquisa avalia o uso de semaglutida em pessoas que estão na fila para cirurgia bariátrica e deve ajudar a definir como o tratamento pode ser utilizado na rede pública.

A análise da Conitec será a próxima etapa para definir se os medicamentos poderão, de fato, ser incorporados ao SUS.

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SP já soma 347 casos de leptospirose em 2026; veja como se proteger

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Contato com água ou lama contaminadas pode transmitir a doença; febre e dor muscular após enchentes estão entre os sinais de alerta.

O Estado de São Paulo confirmou 347 casos de leptospirose entre janeiro e agosto de 2026, segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde (SES-SP). O número representa o balanço dos oito primeiros meses do ano. Em todo 2025, foram registrados 451 casos.

Entre as regionais de vigilância, São Paulo concentra o maior número de registros neste ano, com 93 casos. Mogi das Cruzes e Campinas aparecem na sequência, com 34 casos cada, seguidas por Santos, com 33.

A leptospirose é uma doença causada por bactérias presentes na urina de animais infectados, principalmente ratos. O risco aumenta durante enchentes porque a água e a lama podem estar contaminadas.

A infecção pode ocorrer quando esse material entra em contato com ferimentos ou mucosas. A exposição prolongada da pele também pode representar risco.

Quais são os sintomas

Os principais sintomas da leptospirose incluem:

  • febre;
  • dor de cabeça;
  • falta de apetite;
  • náuseas;
  • vômitos;
  • dor muscular.

Em quadros graves, a doença pode provocar pele e olhos amarelados, insuficiência renal, hemorragias e dificuldade para respirar.

Como evitar a infecção

A principal orientação é evitar o contato com água e lama de enchentes. Quando isso não for possível, a recomendação é utilizar botas e luvas impermeáveis e proteger cortes e arranhões.

Também é importante manter o lixo bem acondicionado, armazenar alimentos corretamente e manter caixas-d’água limpas e vedadas. Essas medidas ajudam a reduzir a presença de roedores.

Quem apresentar sintomas depois de ter contato com água ou lama de enchente deve procurar uma unidade de saúde e informar ao profissional de saúde sobre a exposição.

A informação sobre o contato com água de enchente é importante para auxiliar na avaliação do caso e na condução do atendimento.

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Obesidade triplica no Brasil e já atinge 27,7% dos adultos

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Estudo do Global Burden of Disease aponta que a taxa passou de 7,8% para 27,7% entre 1990 e 2023; excesso de peso chegou a 66,8%.

A prevalência de obesidade entre adultos brasileiros com 25 anos ou mais mais do que triplicou entre 1990 e 2023, passando de 7,8% para 27,7%, segundo estudo da série Global Burden of Disease (GBD) publicado neste mês pela revista The Lancet.

O levantamento aponta que o Brasil teve o maior crescimento da prevalência de obesidade entre os 17 países latino-americanos analisados.

Quando são considerados conjuntamente sobrepeso e obesidade, classificados como excesso de peso, o avanço também é expressivo. A proporção passou de 40,3% em 1990 para 66,8% em 2023. Isso significa que cerca de dois em cada três brasileiros com 25 anos ou mais estavam acima do peso considerado adequado para a altura naquele ano.

Na comparação com outros países da América Latina, Brasil e Colômbia apresentaram o maior crescimento da parcela da população com excesso de peso, de 69%, enquanto a média da região foi de 47% no período analisado.

Mudança no padrão alimentar

Para Deborah Carvalho Malta, pesquisadora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e uma das autoras do estudo, a evolução está relacionada a mudanças no padrão alimentar e na prática de atividades físicas.

O Brasil passou, nas últimas décadas, por uma transição nutricional marcada pela redução da desnutrição, ao mesmo tempo em que aumentou a presença de alimentos de menor qualidade nutricional na alimentação da população.

Segundo a pesquisadora, alimentos ultraprocessados ganharam espaço em substituição a opções consideradas mais saudáveis. Entre os fatores apontados estão o preço, a facilidade de preparo e a ampla publicidade desses produtos.

Ela também cita mudanças no consumo de alimentos tradicionais, como o feijão, fonte de proteínas, fibras, vitaminas e minerais.

Além da alimentação, o aumento do sedentarismo é apontado como outro fator relacionado ao avanço do excesso de peso. A maior exposição a celulares, computadores e televisão também está associada à redução da prática de atividades físicas.

Impactos começam ainda na infância

O avanço da obesidade preocupa especialmente quando o excesso de peso começa durante a infância. Segundo Malta, crianças com obesidade apresentam maior predisposição para permanecer com o problema na vida adulta e desenvolver doenças crônicas.

O excesso de peso está associado a enfermidades como doenças cardiovasculares, renais e osteomusculares, além de diferentes tipos de câncer. A pesquisadora também chama atenção para possíveis impactos sobre a autoestima e o bem-estar psicológico.

Por isso, a prevenção precisa começar ainda nos primeiros anos de vida, com incentivo à alimentação adequada, atividade física e hábitos saudáveis.

Entre as medidas defendidas pela pesquisadora estão políticas de estímulo ao consumo de alimentos saudáveis, mudanças na tributação de produtos ultraprocessados e ações de promoção da alimentação adequada nas escolas.

O incentivo ao aleitamento materno e a oferta de alimentos saudáveis na merenda escolar também são apontados como medidas importantes para enfrentar o avanço do excesso de peso.

O que os números mostram

Em 1990, a obesidade atingia 7,8% dos brasileiros com 25 anos ou mais.

Em 2023, o índice chegou a 27,7%.

No mesmo período, a prevalência de excesso de peso, que reúne sobrepeso e obesidade, passou de 40,3% para 66,8%.

Os números mostram uma mudança significativa no perfil nutricional da população brasileira ao longo de três décadas e colocam o avanço da obesidade entre os principais desafios de saúde pública do país.

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Barueri aprova atendimento humanizado com dentistas para neurodivergentes

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Medida prevê treinamento de profissionais e adaptações para atender pessoas com autismo, TDAH, deficiência e outras condições.

A Câmara Municipal de Barueri aprovou, na terça-feira (22), a criação de um protocolo para tornar mais humanizado e adaptado o atendimento de pessoas neurodivergentes e com deficiência nos serviços de dentista da rede pública.

O Projeto de Lei 56/2026, de autoria do vereador Edmilson Dimi (PL), estabelece que a estrutura dos consultórios e a forma de atendimento considerem as características individuais de cada paciente. A proposta inclui aspectos sensoriais, comportamentais, cognitivos e de comunicação.

Entre os públicos contemplados estão pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), Transtorno Opositivo Desafiador (TOD), síndromes e transtornos do neurodesenvolvimento, além de pessoas com deficiência intelectual, física, sensorial ou múltipla.

O texto também prevê a inclusão de outras condições que possam demandar atendimento odontológico diferenciado ou adaptações específicas.

A proposta estabelece ainda que os profissionais envolvidos no atendimento recebam treinamento e orientação para compreender as necessidades dos pacientes e adequar a condução dos procedimentos.

Segundo o autor do projeto, a medida busca reduzir as dificuldades enfrentadas por alguns pacientes durante consultas odontológicas, especialmente diante de estímulos comuns em consultórios.

Entre os exemplos citados estão o barulho dos equipamentos, iluminação, cheiros, contato físico, movimentação de pessoas e procedimentos desconhecidos.

“Muitos desses pacientes têm hipersensibilidade ou dificuldade de adaptação a determinados estímulos presentes no ambiente de um consultório de dentista”, afirmou Edmilson Dimi ao justificar a proposta.

A iniciativa segue uma sequência de projetos relacionados à inclusão e ao atendimento de pessoas neurodivergentes que passaram pela Câmara de Barueri em 2026. Em agosto, por exemplo, o Legislativo aprovou proposta para disponibilizar horários com menor estímulo sensorial nos serviços públicos municipais, também de autoria de Edmilson Dimi.

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Foto: Marco Miatelo/CMB

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