SP recebe 132 mil pedidos de voto temporário nas eleições

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Mais de 132 mil eleitoras e eleitores solicitaram transferência temporária para votar no Estado de São Paulo durante o primeiro turno das Eleições 2026. Desse total, cerca de 72 mil pedidos foram feitos na modalidade de voto em trânsito, que representa aproximadamente 55% das solicitações.

No segundo turno, caso seja necessário, São Paulo recebeu cerca de 130 mil pedidos de transferência temporária, sendo aproximadamente 71 mil para voto em trânsito.

As Eleições 2026 estão marcadas para 4 de outubro, com eventual segundo turno em 25 de outubro. A votação ocorrerá das 8h às 17h, pelo horário de Brasília.

O voto em trânsito permite que o eleitor vote fora de seu domicílio eleitoral quando estiver em outra cidade no dia da eleição. No entanto, quem solicitou a modalidade não poderá votar na seção eleitoral de origem.

A transferência temporária pode ocorrer para capitais e municípios com mais de 100 mil eleitores. Também é possível escolher cidades diferentes para o primeiro e o segundo turno.

O que muda para quem pediu voto em trânsito

Quem solicitou a transferência dentro do próprio Estado de São Paulo poderá votar para todos os cargos em disputa. No primeiro turno, aproximadamente 32 mil eleitores paulistas estão nessa situação.

Já quem solicitou a transferência para São Paulo vindo de outro Estado poderá votar somente para presidente da República.

Se o eleitor habilitado para o voto em trânsito não puder comparecer ao local escolhido no dia da votação, deverá apresentar justificativa pela ausência. Não é necessário solicitar posteriormente o retorno do título à seção de origem: a alteração ocorrerá automaticamente.

O prazo para solicitar a transferência temporária terminou em 20 de agosto.

Como consultar o novo local de votação

Quem alterou temporariamente o local de votação pode consultar o endereço da nova seção eleitoral pelo Autoatendimento Eleitoral ou pelo aplicativo e-Título, disponibilizado gratuitamente pela Justiça Eleitoral.

No Autoatendimento, a consulta está disponível na opção “Onde Votar”, dentro do menu “Consultas”. No e-Título, a função aparece na aba “Onde votar”, localizada na parte inferior da tela.

Além do voto em trânsito, a transferência temporária também pode ser solicitada em situações específicas, como por pessoas convocadas para trabalhar nas eleições, eleitores com deficiência ou mobilidade reduzida, indígenas e quilombolas, pessoas em situação de rua, servidores da Justiça Eleitoral, militares em serviço e presos provisórios.

São Paulo concentra 21,4% do eleitorado brasileiro

São Paulo é o maior colégio eleitoral do país, com mais de 34 milhões de eleitores aptos a votar, o equivalente a aproximadamente 21,4% do eleitorado nacional.

Para as eleições deste ano, o Estado terá 103.841 seções eleitorais, distribuídas em mais de 11 mil locais de votação nos 645 municípios paulistas.

A organização do pleito ficará a cargo das 393 zonas eleitorais do Estado. Do total de seções, 36.638 são consideradas acessíveis, com estrutura sem escadas ou com acesso por rampas e elevadores.

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Foto: Alejandro Zambrana/TSE

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TSE confirma Marçal na disputa presidencial, mas sob recurso

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TSE homologa Marçal, mesmo com inelegibilidade até 2032

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) homologou nesta sexta-feira (4) o registro das 13 candidaturas à Presidência da República nas eleições de 2026, incluindo a de Pablo Marçal (PRTB). A confirmação ocorre mesmo com o empresário considerado inelegível pela Justiça Eleitoral até 2032.

A situação de Marçal, que vinha sendo apontado em diferentes reportagens como fora da disputa presidencial, é mais complexa. O candidato poderá participar da eleição com o registro sub judice, enquanto a Justiça Eleitoral analisa os recursos apresentados por sua defesa.

Marçal foi condenado pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) a oito anos de inelegibilidade por uso indevido dos meios de comunicação durante a campanha à Prefeitura de São Paulo, em 2024. A decisão está relacionada ao chamado “concurso de cortes”, estratégia que envolvia a produção e disseminação de trechos de vídeos do então candidato nas redes sociais.

A condenação foi mantida pelo TRE-SP em dezembro de 2025, por 4 votos a 3, e posteriormente os recursos apresentados pela defesa tiveram novos desdobramentos na Justiça Eleitoral paulista. A defesa tenta levar a discussão ao TSE.

O que significa estar sub judice

A confirmação do registro não significa que a condenação que tornou Marçal inelegível tenha sido anulada. Na prática, a candidatura permanece sob análise judicial e poderá sofrer alterações caso uma decisão definitiva impeça o empresário de disputar o cargo.

De acordo com as regras eleitorais, candidatos com registro sub judice podem realizar atos de campanha enquanto não houver decisão definitiva sobre a candidatura. Isso inclui pedir votos, participar da propaganda eleitoral e ter o nome mantido na urna eletrônica durante a tramitação do processo.

A situação de Marçal ganhou ainda mais atenção em agosto, quando o próprio TSE havia determinado, em decisão liminar, que ele não poderia utilizar recursos públicos de campanha nem realizar propaganda eleitoral gratuita até a análise do mérito do registro. Na ocasião, a Corte ressaltou que aquela decisão não representava antecipação do julgamento definitivo da candidatura.

Treze candidatos na disputa

Com a homologação dos registros, a eleição presidencial de 2026 terá 13 candidatos. Além de Pablo Marçal, estão na disputa:

  • Augusto Cury (Avante), número 70;
  • Clariana Barão (DC), número 27;
  • Edmilson Costa (PCB), número 21;
  • Flávio Bolsonaro (PL), número 22;
  • Hertz Dias (PSTU), número 16;
  • Luiz Inácio Lula da Silva (PT), número 13;
  • Renan Santos (Missão), número 14;
  • Romeu Zema (Novo), número 30;
  • Ronaldo Caiado (PSD), número 55;
  • Rui Costa Pimenta (PCO), número 29;
  • Samara Martins (UP), número 80;
  • Veterinário Wilson Grassi (Democrata), número 35.

Os registros de seis chapas já haviam sido validados pelo TSE em sessão virtual realizada em 2 de setembro. Na ocasião, a Corte aprovou as candidaturas de Lula, Flávio Bolsonaro, Samara Martins, Romeu Zema, Hertz Dias e Edmilson Costa. Os outros sete registros, entre eles o de Marçal, aguardavam análise.

A situação jurídica de Pablo Marçal, portanto, ainda pode sofrer alterações ao longo do processo eleitoral. A homologação do registro permite que ele esteja na disputa neste momento, mas não representa uma decisão que tenha afastado a inelegibilidade determinada anteriormente pelo TRE-SP.

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Foto: Arquivo/Reprodução/Instagram

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Renan Santos vai recorrer contra suspensão de propaganda eleitoral

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Candidato também teve repasses do Fundo Eleitoral suspensos e foi impedido de participar de debates; medidas valem até decisão final do TSE.

A campanha do candidato à Presidência da República Renan Santos, do Missão, informou nesta segunda-feira (31) que pretende protocolar um pedido de liminar contra a decisão do ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que suspendeu a propaganda eleitoral do candidato na internet.

Segundo Renan, a medida representa uma ação que classificou como autoritária. A defesa também sustenta que a campanha não teve direito ao contraditório e à ampla defesa.

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Decisão suspende propaganda e Fundo Eleitoral

Além da suspensão da propaganda eleitoral na internet, a decisão de Toffoli determinou a suspensão dos repasses do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) destinados ao candidato.

Renan Santos também ficou impedido de participar de debates realizados em televisão, rádio e podcasts.

As medidas têm caráter provisório e permanecem em vigor até uma decisão final do TSE sobre o caso.

Segundo a decisão, o partido Missão não informou à Justiça Eleitoral, dentro do prazo previsto, todos os perfis utilizados para propaganda do candidato nas redes sociais.

De acordo com Toffoli, 16 perfis vinculados a Renan Santos foram informados ao TSE 12 dias após o período de registro da candidatura.

As regras eleitorais para propaganda na internet determinam que candidatos e partidos comuniquem à Justiça Eleitoral os perfis oficiais que serão utilizados durante a campanha.

Defesa prepara recurso

O partido deverá apresentar recurso ao presidente do TSE, ministro Nunes Marques, na tentativa de suspender os efeitos da decisão.

O advogado Arthur Rollo, que representa Renan Santos, afirmou que a medida praticamente paralisa a campanha ao restringir as formas de comunicação do candidato.

Segundo o defensor, o curto período de uma campanha eleitoral torna especialmente relevante a suspensão das atividades de propaganda.

A defesa também questiona a ausência de contraditório antes da adoção das medidas.

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Prazo para pedir voto em trânsito termina nesta quinta-feira

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Eleitores que estarão viajando nos dias 4 e 25 de outubro podem solicitar a mudança temporária do local de votação até o dia 20

Os eleitores que estarão fora de seu domicílio eleitoral durante o primeiro turno das eleições de 2026, marcado para o dia 4 de outubro, têm até esta quinta-feira (20) para solicitar o voto em trânsito.

O prazo também vale para quem pretende votar fora de sua cidade em um eventual segundo turno, marcado para 25 de outubro.

O voto em trânsito permite que o eleitor solicite temporariamente a transferência do local de votação para outro município habilitado pela Justiça Eleitoral durante o período das eleições.

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Para os eleitores que já possuem biometria cadastrada, o pedido pode ser feito por meio do autoatendimento da Justiça Eleitoral. No caso do Rio de Janeiro, o serviço também está disponível pelo site do Tribunal Regional Eleitoral do estado.

Durante a solicitação online, é necessário realizar a validação facial por meio do aplicativo e-Título.

O requerimento também pode ser feito presencialmente nas unidades de atendimento ao eleitor, mediante a apresentação de um documento oficial com foto.

O que é possível votar?

O eleitor que solicitar o voto em trânsito para outro município dentro do mesmo estado onde possui domicílio eleitoral poderá votar em todos os cargos em disputa.

Isso inclui:

  • deputado federal;
  • deputado estadual;
  • senadores;
  • governador;
  • presidente da República.

Já quem solicitar o voto em trânsito em outro estado poderá votar apenas para presidente da República.

Municípios precisam ter mais de 100 mil eleitores

A votação em trânsito está disponível na capital e em municípios com pelo menos 100 mil eleitores aptos, conforme as regras divulgadas pela Justiça Eleitoral.

No estado do Rio de Janeiro, além da capital, estão habilitados municípios como Duque de Caxias, São Gonçalo, Nova Iguaçu, São João de Meriti, Campos dos Goytacazes, Belford Roxo, Niterói, Volta Redonda, Petrópolis, Macaé, Magé, Itaboraí, Cabo Frio, Maricá, Angra dos Reis, Nova Friburgo, Barra Mansa, Teresópolis, Mesquita, Nilópolis, Queimados, Araruama, Rio das Ostras e Itaguaí.

Assim, o eleitor fluminense que estiver viajando poderá votar para todos os cargos apenas se escolher uma das cidades habilitadas dentro do próprio estado.

Quem optar por votar em outro estado terá o voto restrito à eleição para presidente da República.

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Foto: Fernando Frazão/Ag. Brasil

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Eleições 2026 têm mais de 20 mil pedidos de candidatura; empresários lideram

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Dados atualizados pelo TSE mostram redução de 8,7 mil pedidos em relação às eleições de 2022; deputado estadual concentra o maior número de registros

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) registrou 20.530 pedidos de registro de candidatura para as eleições de 2026, segundo dados atualizados na manhã desta terça-feira (18).

O número representa uma redução de 8.732 pedidos em comparação com as eleições de 2022.

As solicitações envolvem candidatos aos cargos de presidente e vice-presidente da República, governador e vice-governador, senador e suplentes, deputado federal, deputado estadual e deputado distrital.

Do total de pedidos registrados, 13.374, ou 65%, são de pessoas do sexo masculino, enquanto 7.156, equivalentes a 35%, são de pessoas do sexo feminino.

Deputado estadual lidera número de candidaturas

O cargo de deputado estadual concentra a maior quantidade de pedidos de registro, com 11.103 candidaturas.

Na sequência aparecem:

  • Deputado federal: 7.636 pedidos;
  • Deputado distrital: 420;
  • Governador e vice-governador: 196;
  • Senador: 315;
  • Presidência da República: 13.

Na relação entre o número de candidatos e as vagas disponíveis, o cargo de deputado distrital apresenta a maior concorrência, com 17,5 candidatos por vaga.

Para deputado federal, a média é de 14,88 candidatos por vaga.

Empresários lideram entre as ocupações

Os empresários formam o maior grupo profissional entre os candidatos que solicitaram registro, com 2.576 pessoas.

Os advogados aparecem na sequência, com 1.691 candidatos.

Também estão entre as ocupações mais frequentes:

  • Deputados: 874;
  • Vereadores: 811;
  • Policiais militares: 569;
  • Médicos: 558;
  • Servidores públicos estaduais: 541.

Outros 2.709 candidatos foram classificados pelo TSE na categoria de outras ocupações.

Maioria declarou ensino superior completo

Em relação ao grau de instrução, a maior parte dos candidatos declarou possuir ensino superior completo, representando 58,57% dos pedidos.

Em seguida aparecem os candidatos com:

  • Ensino médio completo: 21,41%;
  • Ensino superior incompleto: 10,58%;
  • Ensino médio incompleto: 3,56%;
  • Ensino fundamental incompleto: 2,94%;
  • Ensino fundamental completo: 2,58%.

Segundo os dados, 73 candidatos declararam apenas saber ler e escrever.

Faixa etária e cor ou raça

A faixa etária com o maior número de pedidos de candidatura é a de 45 a 49 anos, com 3.538 registros.

Na sequência estão os candidatos com idade entre:

  • 50 e 54 anos: 3.176;
  • 40 e 44 anos: 2.986;
  • 55 e 59 anos: 2.581.

Em relação à declaração de cor ou raça, 10.013 candidatos, ou 48,77% do total, se declararam brancos.

Outros 7.418 se declararam pardos, representando 36,13%, enquanto cerca de 2,8 mil se declararam pretos, o equivalente a 13,64%.

Também foram registrados 191 candidatos indígenas e 108 candidatos que se declararam amarelos.

Candidaturas ainda passam por análise

Os pedidos registrados pelo TSE ainda fazem parte do processo de análise da Justiça Eleitoral.

O registro formaliza as candidaturas escolhidas pelos partidos, federações e coligações durante as convenções partidárias, mas a situação de cada candidato depende da análise dos documentos apresentados e do cumprimento dos requisitos previstos na legislação eleitoral.

Os números, portanto, mostram o retrato inicial das candidaturas apresentadas para a disputa das eleições de 2026.

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Foto: Valter Campanato/Ag. Brasil

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Lula lidera 1º turno, mas empata com Flávio no 2º, aponta BTG

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Presidente aparece com 41% contra 36% do senador no primeiro turno; em eventual segundo turno, diferença de três pontos fica dentro da margem de erro

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera a disputa pela Presidência da República no primeiro turno das eleições de 2026, mas encontra um cenário mais equilibrado contra Flávio Bolsonaro (PL) em uma eventual segunda etapa da disputa, segundo pesquisa BTG Pactual/Nexus divulgada nesta segunda-feira (17).

No primeiro turno, Lula aparece com 41% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro soma 36%. O senador está cinco pontos percentuais atrás do presidente.

Ronaldo Caiado (PSD) aparece em terceiro lugar, com 5%. Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo) têm 4% cada. Outros 5% dos entrevistados afirmaram que votariam em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos.

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Disputa fica mais apertada no segundo turno

Quando o levantamento considera um eventual segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, a distância diminui.

Lula aparece com 47%, enquanto Flávio Bolsonaro registra 44%. A diferença de três pontos percentuais está dentro da margem de erro da pesquisa, que é de dois pontos para mais ou para menos.

O resultado indica um cenário de empate técnico, embora Lula apresente vantagem numérica no levantamento.

Lula também lidera contra outros adversários

A pesquisa testou ainda outros cenários de segundo turno.

Contra Romeu Zema, Lula aparece com 46%, enquanto o governador de Goiás tem 41%. Em uma disputa contra Renan Santos, o presidente registra 47%, ante 36% do candidato do Missão.

Já no cenário entre Lula e Ronaldo Caiado, o petista tem 45%, contra 42% do ex-governador de Goiás.

Pesquisa foi realizada no início da campanha

O levantamento foi realizado por telefone entre os dias 14 e 16 de agosto, com 2.003 eleitores.

A margem de erro é de dois pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-03317/2026.

A divulgação ocorre um dia após o início oficial da campanha eleitoral nas ruas, que começou neste domingo (16), colocando os candidatos diante de um cenário de disputa nacional ainda marcado por forte polarização.

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Foto: Montagem/Hora SP

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Mesmo inelegível, Marçal registra candidatura à Presidência e volta ao centro da disputa

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Empresário e influenciador foi terceiro colocado na eleição para prefeito de São Paulo em 2024 e agora tenta disputar o Palácio do Planalto; registro ainda será analisado pela Justiça Eleitoral

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O empresário e influenciador Pablo Marçal registrou sua candidatura à Presidência da República pelo PRTB para as eleições de 2026. O pedido foi protocolado no sábado (15), último dia do prazo estabelecido pela Justiça Eleitoral.

A candidatura, no entanto, ainda depende de análise da Justiça Eleitoral. Marçal permanece inelegível em razão de uma condenação do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), que manteve a pena de oito anos de inelegibilidade relacionada à campanha para a Prefeitura de São Paulo em 2024.

O registro só foi possível após uma decisão judicial que autorizou Marçal a retornar ao PRTB, com efeitos retroativos à data-limite de filiação partidária. O presidente nacional da legenda, Leonardo Avalanche, que havia sido anunciado como candidato à Presidência, passou a integrar a chapa como candidato a vice.

Da eleição em São Paulo para a disputa nacional

A candidatura presidencial ocorre menos de dois anos depois de Marçal ter protagonizado uma das disputas mais acirradas pela Prefeitura de São Paulo.

Em 2024, ele terminou o primeiro turno na terceira colocação, com 1,719 milhão de votos, ou 28,14% dos votos válidos. Ricardo Nunes ficou em primeiro, com 29,48%, enquanto Guilherme Boulos obteve 29,07% e avançou ao segundo turno.

A diferença para Boulos foi de aproximadamente 56 mil votos, o que deixou Marçal muito próximo de uma vaga no segundo turno.

Além do resultado geral, o empresário foi o candidato mais votado em 20 das 57 zonas eleitorais da capital. Na Vila Formosa, na Zona Leste, alcançou 34,59% dos votos, seu melhor desempenho proporcional entre as zonas eleitorais.

A ligação com Alphaville

Marçal também mantém uma relação conhecida com Alphaville, região localizada entre Barueri e Santana de Parnaíba e que se tornou uma das bases de sua atuação empresarial.

Reportagens publicadas durante a campanha de 2024 apontaram Alphaville como local de residência e concentração de empresas e atividades ligadas ao empresário.

A conexão ganha relevância para a região porque Marçal construiu parte de sua trajetória empresarial e de comunicação justamente a partir desse território, antes de ampliar sua atuação para a política.

Candidatura ainda depende da Justiça

Apesar do registro, Marçal não está automaticamente habilitado a disputar a eleição.

O TRE-SP manteve a condenação que determinou sua inelegibilidade por oito anos. A decisão ainda pode ser questionada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e o pedido de registro da candidatura presidencial será analisado pela Justiça Eleitoral.

Enquanto não houver decisão definitiva sobre o registro, a candidatura permanece em processo de análise.

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Foto: Reprodução/Instagram/@pablomarcal1

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Lula, Flávio e candidatos iniciam campanha pelo país

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Primeiros atos ocorreram em diferentes regiões do país, com candidatos destacando temas como segurança pública, economia, saúde e soberania

A campanha eleitoral para a Presidência da República começou oficialmente neste domingo (16), primeiro dia em que a propaganda eleitoral passou a ser permitida pela Justiça Eleitoral. Os candidatos realizaram atos em diferentes regiões do país e apresentaram as principais mensagens que devem marcar a disputa até outubro.

Entre os principais nomes, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) iniciou a campanha em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) escolheu a Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão), Augusto Cury (Avante) e Hertz Dias (PSTU) também realizaram os primeiros atos eleitorais.

Lula inicia campanha em São Bernardo do Campo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva começou oficialmente a busca pelo quarto mandato em um comício no Estádio da Vila Euclides, em São Bernardo do Campo.

A escolha do local está relacionada à trajetória política do petista e à história das mobilizações dos trabalhadores do ABC paulista. No discurso, Lula destacou a defesa da soberania nacional, políticas sociais e diferenças entre os campos político e ideológico que disputam a eleição.

Na segurança pública, o presidente defendeu medidas como a criação do Ministério da Segurança Pública e o combate às organizações criminosas, com atenção também aos responsáveis pelo financiamento dessas atividades.

A largada em São Bernardo foi marcada ainda pela presença de políticos do PT de diferentes regiões do país. A cidade tem forte relação com a trajetória sindical e política de Lula.

Flávio Bolsonaro escolhe Copacabana

Flávio Bolsonaro iniciou sua campanha na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, tradicional ponto de manifestações do campo bolsonarista.

Flávio Bolsonaro iniciou sua campanha na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. | Foto: Fernando Frazão/Ag. brasil

Acompanhado do candidato a vice, Alfredo Gaspar, de familiares e apoiadores, o senador destacou o legado do ex-presidente Jair Bolsonaro e fez críticas ao atual governo.

A segurança pública foi um dos principais temas do discurso. Flávio defendeu medidas mais duras contra organizações criminosas e milícias, além de propostas relacionadas à redução da maioridade penal e ao combate ao feminicídio.

Na economia, criticou a atual taxa básica de juros e defendeu redução de gastos públicos e de cargos na administração federal.

O início da campanha ocorreu em um cenário de disputa acirrada entre Lula e Flávio. Pesquisa Quaest divulgada na sexta-feira (14) apontou Lula com 38% das intenções de voto no primeiro turno, contra 31% de Flávio.

Caiado percorre cidades de Goiás

Ronaldo Caiado escolheu Goiás para iniciar sua campanha. O candidato percorreu municípios do entorno do Distrito Federal, passando por Águas Lindas de Goiás, Santo Antônio do Descoberto, Novo Gama, Valparaíso e Cidade Ocidental, antes de encerrar a agenda em Luziânia.

O ex-governador afirmou que pretende disputar o segundo turno e fez críticas ao PT e ao governo Lula.

Caiado também destacou resultados de sua administração em Goiás nas áreas de segurança pública, educação e saúde e defendeu responsabilidade orçamentária e equilíbrio fiscal.

Zema começa campanha em Montes Claros

Romeu Zema iniciou a campanha em Montes Claros, no Norte de Minas Gerais.

O candidato do Novo participou de uma missa e, posteriormente, de um almoço com candidatos de seu partido ao Legislativo.

Durante o ato, criticou o governo Lula e apresentou como prioridades temas como segurança pública e combate à corrupção.

Renan Santos faz primeiro ato em São Paulo

Renan Santos, do Missão, escolheu o Largo São Francisco, no centro de São Paulo, para iniciar sua campanha.

O evento contou com a presença de apoiadores e integrantes do partido. O candidato concentrou o discurso em temas como segurança pública, empreendedorismo e críticas ao modelo de assistência social.

Augusto Cury inicia campanha em Minas

Augusto Cury, candidato do Avante, começou a campanha em Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Durante o ato, apresentou propostas relacionadas principalmente à área da saúde e afirmou que pretende adotar uma postura de maior proximidade com a população.

Cury também procurou se afastar da polarização entre direita e esquerda e apresentou sua candidatura como uma alternativa aos dois principais campos políticos.

Hertz Dias realiza atos em São Paulo

Hertz Dias, candidato do PSTU, iniciou a campanha com atividades na Avenida Paulista, em São Paulo, e também em São José dos Campos.

O candidato apresentou entre suas principais propostas a reestatização de empresas consideradas estratégicas e fez críticas à concentração de riqueza no país.

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*Texto com informações da Agência Brasil | Foto destaque: Ricardo Stuckert

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Filiação ao Missão trava candidatura de Flávio Bolsonaro pelo PL

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Senador apareceu no sistema da Justiça Eleitoral como filiado ao Missão desde quarta-feira (12), o que impediu o registro pelo PL; campanha pretende pedir investigação

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) não conseguiu registrar nesta quinta-feira (13) sua candidatura à Presidência da República pelo Partido Liberal após aparecer no sistema da Justiça Eleitoral como filiado ao Missão, legenda de Renan Santos, que também disputa o Palácio do Planalto.

A mudança consta no cadastro eleitoral desde quarta-feira (12). Com isso, o PL não conseguiu concluir o registro da candidatura dentro do sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A equipe de Flávio afirma que a filiação ao Missão ocorreu sem autorização e pretende solicitar a investigação do caso pela Polícia Federal.

Segundo informações atribuídas ao TSE, não houve hackeamento do sistema da Justiça Eleitoral. O tribunal informou que a filiação de Flávio ao Missão foi realizada por um representante da própria legenda. O partido ainda não havia se manifestado sobre o episódio no momento da publicação.

A alteração também aparece na certidão de filiação partidária do senador. O documento registra a saída do PL e a entrada no Missão em 12 de agosto. Apesar da mudança, a situação eleitoral de Flávio permanece registrada como regular.

Campanha tenta reverter mudança

Os representantes de Flávio deverão pedir à Justiça Eleitoral o restabelecimento da filiação ao PL. A equipe também pretende solicitar a abertura de um inquérito para apurar como a alteração foi realizada.

A situação ganhou urgência porque o prazo para o registro das candidaturas termina neste sábado (15), às 19h. Além disso, segundo as informações divulgadas, as convenções partidárias já foram encerradas, o que dificulta uma eventual candidatura por outra legenda.

A legislação eleitoral exige vínculo partidário dentro do prazo estabelecido para que o candidato possa disputar a eleição pela legenda. A mudança registrada às vésperas do encerramento dos registros, portanto, criou um obstáculo para a candidatura presidencial de Flávio pelo PL.

Até o momento, outros candidatos à Presidência já haviam registrado suas candidaturas no TSE, entre eles Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Hertz Dias (PSTU), Samara Martins (UP), Wilson Grassi (Democrata), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão).

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Foto: Reprodução/Flickr/Flávio Bolsonaro

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Mesmo em ano eleitoral, concursos públicos seguem abertos; veja oportunidades

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O calendário eleitoral de 2026 já começou com a realização das convenções partidárias e a oficialização dos primeiros candidatos. Apesar disso, quem pretende ingressar no serviço público pode continuar se preparando para os concursos, já que a legislação eleitoral permite normalmente a realização de seleções durante o período.

Até o fim deste ano, pelo menos sete órgãos federais têm concursos previstos. Dois deles já estão com inscrições abertas, enquanto outros cinco avançaram para a etapa de contratação da banca organizadora e devem publicar os editais nos próximos meses.

Dois concursos recebem inscrições

A Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência (Dataprev) está com inscrições abertas até 6 de agosto, por meio da Fundação Getulio Vargas (FGV).

Também seguem abertas, até a mesma data, as inscrições para o concurso da Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores (ABGF), organizado pela Fundação Carlos Chagas (FCC).

Outros cinco concursos devem publicar editais

Além das seleções em andamento, outros cinco concursos federais já contam com banca organizadora definida, etapa que antecede a divulgação dos editais.

São eles:

  • Petrobras;
  • Indústrias Nucleares do Brasil (INB);
  • Conselho Federal de Enfermagem (Cofen);
  • Conselho Federal de Contabilidade (CFC);
  • Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater).

A expectativa é que os editais sejam publicados ainda em 2026.

O que diz a legislação eleitoral

Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), não existe impedimento para a realização de concursos públicos em anos de eleição.

As restrições previstas na legislação se aplicam apenas à nomeação de servidores durante o período eleitoral.

De acordo com o tribunal, nos três meses que antecedem a eleição até a posse dos candidatos eleitos, os governantes, salvo exceções previstas em lei, não podem nomear aprovados em concursos para preenchimento de cargos públicos.

Especialista recomenda manter os estudos

Para quem pretende conquistar uma vaga no serviço público, especialistas afirmam que o período eleitoral não deve ser motivo para interromper a preparação.

Segundo Eduardo Cambuy, coordenador do Gran Concursos, a existência de previsão orçamentária e da necessidade de contratação demonstra que os concursos devem continuar ocorrendo.

A orientação é iniciar ou reforçar os estudos pelas disciplinas básicas, comuns à maior parte dos certames, permitindo ao candidato aproveitar melhor a preparação para diferentes seleções.

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Foto: Fernando Frazão/Ag. Brasil

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