Medida vale para o primeiro turno, neste domingo (4), e segue determinação do TSE sobre transporte coletivo nos dias de votação.
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Barueri terá tarifa zero das 6h às 18h
Em Barueri, os ônibus do Sistema de Transporte Coletivo Público de Passageiros terão tarifa gratuita das 6h às 18h neste domingo.
Segundo a Prefeitura, a operação deverá manter frequência compatível com a dos dias úteis. A medida também está prevista para o eventual segundo turno, marcado para 25 de outubro.
Santana de Parnaíba terá gratuidade nas linhas municipais
Em Santana de Parnaíba, a Prefeitura informou que todas as linhas municipais terão transporte gratuito no domingo. A medida inclui o atendimento aos passageiros que utilizarem o sistema municipal para se deslocar pela cidade durante o dia de votação.
A gratuidade não é exclusiva de quem vai votar. A regra estabelece que o transporte seja oferecido sem distinção entre eleitores, além de proibir a utilização do serviço para propaganda partidária ou promoção pessoal de gestores públicos.
Segundo turno
Caso haja segundo turno para os cargos em disputa, a gratuidade do transporte coletivo também deverá ser aplicada no dia 25 de outubro, conforme as regras estabelecidas para as Eleições 2026.
Para quem vai votar, a recomendação é conferir antecipadamente o local de votação, especialmente porque houve alterações em algumas seções eleitorais de Barueri neste ano.
Haddad aparece com 37%; considerando os votos totais, governador tem 50% contra 33% do petista, segundo levantamento divulgado nesta quinta-feira (1º)
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), aparece com 56% dos votos válidos na disputa pelo governo paulista, contra 37% de Fernando Haddad (PT), segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (1º), a três dias do primeiro turno das Eleições 2026.
Na metodologia dos votos válidos, são excluídos os votos brancos, nulos e os eleitores que ainda não sabem em quem votar. O percentual de 56% atribuído a Tarcísio ultrapassa a metade dos votos válidos, patamar que, caso fosse confirmado nas urnas, seria suficiente para definir a eleição no primeiro turno.
A votação está marcada para domingo (4).
Tarcísio mantém 50% nos votos totais
Considerando todos os entrevistados, sem excluir brancos, nulos e indecisos, Tarcísio aparece com 50% das intenções de voto, enquanto Haddad registra 33%.
Na sequência, Carlos Machado (PCB), Vera Lúcia (PSTU) e Vivian Mendes (UP) aparecem com 2% cada. Izadora Dias (PCO) tem 1%. Policial Edjane (Agir) não pontuou.
Brancos, nulos e eleitores que afirmaram que não votariam em nenhum candidato somam 7%, enquanto 3% ainda estão indecisos.
Na pesquisa anterior, divulgada em 24 de setembro, Tarcísio tinha 50% das intenções de voto totais e Haddad aparecia com 30%.
Intenção de voto no 1º turno
Candidato
Votos totais
Tarcísio de Freitas (Republicanos)
50%
Fernando Haddad (PT)
33%
Carlos Machado (PCB)
2%
Vera Lúcia (PSTU)
2%
Vivian Mendes (UP)
2%
Izadora Dias (PCO)
1%
Policial Edjane (Agir)
0%
Branco/nulo/nenhum
7%
Indecisos
3%
Cenário de segundo turno
O Datafolha também testou uma eventual disputa de segundo turno entre Tarcísio e Haddad.
Nesse cenário, o governador aparece com 55% das intenções de voto, contra 38% do candidato do PT.
O levantamento também aponta diferenças no grau de definição do eleitorado. 75% dos entrevistados afirmaram estar totalmente decididos sobre o voto, enquanto 25% disseram que ainda podem mudar de escolha.
Rejeição
Haddad aparece com o maior índice de rejeição entre os candidatos. 45% dos entrevistados disseram que não votariam nele de jeito nenhum.
No caso de Tarcísio, o percentual foi de 29%.
Voto espontâneo
Na pesquisa espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, 34% citaram Tarcísio, enquanto 18% mencionaram Haddad.
O levantamento registra ainda 33% de indecisos nessa modalidade. Outros 7% indicaram voto em branco, 5% fizeram menção ao atual governador e 1% citou o PT, enquanto outras respostas somaram 5%.
Avaliação do governo
A pesquisa também mediu a percepção dos eleitores sobre a atual administração estadual.
Segundo o Datafolha, 47% consideram o governo Tarcísio ótimo ou bom, enquanto 29% o classificam como regular e 21% como ruim ou péssimo.
Na pergunta sobre aprovação, 62% disseram aprovar a administração estadual, contra 32% que afirmaram desaprová-la.
Pesquisa ouviu 1.610 eleitores
O Datafolha entrevistou 1.610 eleitores em cidades paulistas entre 28 e 30 de setembro.
A margem de erro geral é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. Para os votos válidos, a margem informada é de três pontos percentuais.
A pesquisa foi contratada pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo e está registrada na Justiça Eleitoral sob os números SP-01367/2026 e BR-02676/2026.
Os números retratam a intenção de voto dos entrevistados no período em que a pesquisa foi realizada e não representam o resultado oficial da eleição.
*Esta matéria foi produzida a partir de informações divulgadas pela Folha de S. Paulo.
Fim do horário eleitoral gratuito ocorre três dias antes do 1º turno, que será realizado no domingo (4); TSE também estabelece restrições para conteúdos de inteligência artificial
A propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão para o primeiro turno das Eleições 2026 termina nesta quinta-feira (1º), três dias antes da votação. A veiculação começou em 28 de agosto, com programas em horários reservados e inserções distribuídas ao longo da programação das emissoras.
A data também marca o encerramento de outras atividades da campanha. Nesta quinta, termina o prazo para realização de comícios e utilização de aparelhagem de sonorização fixa, entre 8h e 24h. No caso do comício de encerramento, a legislação permite a extensão por mais duas horas.
Também é o último dia para a realização de debates no rádio e na televisão. Os debates iniciados dentro do prazo poderão se estender até as 7h de sexta-feira (2).
Restrição para conteúdos de inteligência artificial
Outra mudança importante entra em vigor nesta quinta-feira. Até 24 horas após o encerramento da votação, ficam proibidas a publicação e a republicação, mesmo gratuitas, além do impulsionamento pago, de novos conteúdos sintéticos produzidos ou modificados por inteligência artificial que utilizem imagem, voz ou manifestação de candidatas, candidatos ou pessoas públicas.
Segundo o TSE, a restrição vale mesmo quando o conteúdo estiver identificado e cumprir as demais exigências previstas na legislação eleitoral.
Quando será a votação
O primeiro turno das Eleições 2026 será realizado no domingo (4). Os eleitores escolherão representantes para seis cargos:
presidente da República;
governador;
senador;
deputado federal;
deputado estadual ou distrital.
A votação ocorrerá das 8h às 17h, pelo horário oficial de Brasília.
Como consultar o local de votação
O eleitor pode consultar o local de votação pelo aplicativo e-Título, na opção “Onde votar”. O sistema informa endereço, zona e seção eleitoral e pode apresentar a rota até o local.
A consulta também pode ser feita pelo site do TSE, no Autoatendimento Eleitoral – Título Net, acessando “Consultas” e, depois, “Onde votar”.
Propaganda na internet
O dia 1º de outubro também é o último dia para a circulação de propaganda eleitoral paga ou impulsionada na internet relativa ao primeiro turno. Já a distribuição de material gráfico, caminhadas, carreatas e passeatas pode ocorrer até as 22h do sábado (3), véspera da eleição.
E se houver segundo turno?
O segundo turno poderá ocorrer somente nas disputas para presidente da República e governador, quando nenhuma candidatura alcançar mais da metade dos votos válidos no primeiro turno.
A eventual segunda votação está marcada para 25 de outubro. Caso seja necessária, a propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão será veiculada de 9 a 23 de outubro.
Levantamento Real Time Big Data ouviu 2.000 eleitores entre 24 e 28 de setembro; margem de erro é de dois pontos percentuais.
O governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos) é aprovado por 64% dos eleitores de São Paulo, enquanto 35% desaprovam a administração estadual, segundo pesquisa do instituto Real Time Big Data divulgada nesta terça-feira (29).
O levantamento mostra ainda que 1% dos entrevistados não soube responder ou não respondeu à pergunta sobre a aprovação do governo.
Na avaliação direta da gestão, 42% dos entrevistados classificaram o governo como bom ou ótimo. Outros 24% consideraram a administração ruim ou péssima, enquanto 33% avaliaram o governo como regular. O índice de não sabe ou não respondeu foi de 1%.
Os dados foram coletados entre 24 e 28 de setembro, com 2.000 eleitores do Estado de São Paulo. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
O levantamento foi realizado com recursos próprios do instituto e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número SP-06293/2026, conforme as informações divulgadas junto à pesquisa.
Tarcísio de Freitas foi eleito governador de São Paulo em 2022 e disputa a reeleição em 2026.
Como foi feita a pesquisa
Instituto: Real Time Big Data Entrevistados: 2.000 eleitores de São Paulo Período: 24 a 28 de setembro de 2026 Margem de erro: 2 pontos percentuais Nível de confiança: 95% Registro no TSE: SP-06293/2026 Contratante: recursos próprios do instituto
*Esta matéria foi produzida a partir de informações divulgadas pela CNN Brasil.
Medida vale para o primeiro e o segundo turno; TSE diz que reforçou a infraestrutura para manter o aplicativo estável durante a votação.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anunciou nesta quinta-feira (24) uma mudança nas regras de funcionamento do e-Título para as Eleições 2026. O aplicativo poderá ser baixado e ativado inclusive no dia da votação, tanto no primeiro quanto no segundo turno.
A decisão foi anunciada pelo presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques. Segundo o tribunal, a medida considera o aumento expressivo dos acessos ao aplicativo nos dias de eleição e foi acompanhada de ações para reforçar a infraestrutura e garantir a estabilidade do serviço.
Nas eleições anteriores, o download e o primeiro acesso ao e-Título eram interrompidos durante a votação como medida preventiva contra uma eventual sobrecarga do sistema. Para 2026, a Justiça Eleitoral decidiu manter esses serviços disponíveis também nos dias de pleito.
O TSE informou que manterá uma estrutura de prontidão para acompanhar o funcionamento do aplicativo até o encerramento das eleições, previsto para 25 de outubro, data do eventual segundo turno.
O que é possível fazer pelo e-Título
O aplicativo oficial da Justiça Eleitoral reúne diferentes serviços eleitorais. Entre eles estão a consulta ao local de votação, emissão de certidões eleitorais, justificativa de ausência às urnas e inscrição como mesário voluntário.
A versão atual também permite quitar débitos eleitorais por Pix ou cartão e receber notificações da Justiça Eleitoral diretamente no celular.
Apesar da mudança, o TSE recomenda que os eleitores baixem e ativem o aplicativo com antecedência. A orientação é evitar concentração de acessos no dia da eleição e permitir que o eleitor confira previamente seus dados e as funcionalidades disponíveis.
e-Título pode ser documento com foto
Eleitores que possuem biometria cadastrada e cuja fotografia aparece no e-Título podem utilizar o aplicativo como documento oficial de identificação no momento da votação.
Quem não possui fotografia no aplicativo deve apresentar outro documento oficial com foto, como RG, CNH, carteira de trabalho, passaporte, certificado de reservista ou carteira profissional reconhecida por lei. O título eleitoral impresso não é obrigatório para votar.
Datas da eleição
O primeiro turno das Eleições 2026 será realizado em 4 de outubro. Se houver necessidade de segundo turno, a votação ocorrerá em 25 de outubro.
Com a mudança anunciada nesta quinta-feira, o eleitor que ainda não possui o e-Título poderá fazer o download e o primeiro acesso mesmo no dia da votação. Ainda assim, a Justiça Eleitoral recomenda antecipar o procedimento para reduzir o risco de dificuldades decorrentes da concentração de acessos.
Aplicativo será interrompido às 23h59 da véspera do primeiro turno; versão digital com foto pode ser usada para identificação na seção eleitoral.
O eleitor que pretende utilizar o e-Título nas Eleições 2026 precisa ficar atento ao prazo para baixar e validar o aplicativo. O primeiro acesso deve ser realizado até as 23h59 de 3 de outubro, véspera do primeiro turno, marcado para 4 de outubro.
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a interrupção do serviço durante os dias de votação busca evitar sobrecarga no aplicativo e eventuais dificuldades de acesso para quem deixar a ativação para a última hora.
O e-Título permite consultar informações eleitorais, como o local de votação, a zona e a seção eleitoral. A versão digital do título com fotografia também pode ser utilizada como documento de identificação no momento da votação.
Para isso, a imagem precisa ser apresentada diretamente na tela do celular ou tablet. Print ou fotografia da tela do aplicativo não substitui o documento digital.
Como ativar o e-Título
Quem ainda não possui o aplicativo deve fazer o download gratuito na loja de aplicativos do celular, para Android ou iOS.
No primeiro acesso, o eleitor deverá informar:
nome completo;
data de nascimento;
CPF ou número do título de eleitor;
nome dos pais.
Em seguida, será necessário responder às perguntas de segurança apresentadas pelo aplicativo e criar uma senha de acesso.
Depois da ativação, a ferramenta utiliza validação facial nos acessos e permite consultar o título eleitoral digital e informações sobre o local de votação.
E se houver alguma restrição eleitoral?
Eleitores com o título suspenso ou com alguma restrição cadastral também podem baixar o aplicativo e consultar as informações disponíveis.
Isso, porém, não significa que estejam habilitados a votar. Eventuais restrições que impeçam o exercício do voto permanecem válidas.
Primeiro turno será em 4 de outubro
O primeiro turno das Eleições 2026 será realizado em 4 de outubro. A votação ocorrerá das 8h às 17h, pelo horário de Brasília, em todo o país.
Além do e-Título, o eleitor pode apresentar um documento oficial com foto para se identificar na seção eleitoral. O título de eleitor impresso, por si só, não é obrigatório para votar.
Flávio Bolsonaro aparece com 42% e Lula com 41%; levantamento ouviu 2.004 eleitores entre 17 e 20 de setembro.
Pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (21) mostra Flávio Bolsonaro (PL) com 42% das intenções de voto contra 41% de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um cenário de segundo turno para a Presidência da República.
A diferença de um ponto percentual está dentro da margem de erro do levantamento, de dois pontos para mais ou para menos, caracterizando empate técnico entre os dois candidatos.
Segundo os dados apresentados, 14% dos entrevistados afirmaram que votariam em branco, anulariam o voto ou não votariam, enquanto 3% disseram estar indecisos.
Na comparação com o levantamento anterior, Flávio Bolsonaro manteve os 42%, enquanto Lula oscilou um ponto percentual para cima.
Lula x Renan Santos
No cenário de segundo turno entre Lula e Renan Santos (Missão), o petista aparece com 41%, contra 38% do candidato do Missão. Branco, nulo ou não voto somam 17%, enquanto 4% dos entrevistados estão indecisos.
Lula x Romeu Zema
Quando o cenário apresentado é entre Lula e Romeu Zema (Novo), Lula registra 46% e Zema, 32%. Outros 18% afirmam que votariam em branco, anulariam ou não votariam, e 4% estão indecisos.
Metodologia
A pesquisa ouviu 2.004 eleitores entre os dias 17 e 20 de setembro de 2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
O levantamento foi contratado pelo Grupo Globo e, conforme o material fornecido, está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-06004/2026.
Regra prevista no Código Eleitoral começa 15 dias antes do primeiro turno e permite prisão ou detenção de candidatos apenas em caso de flagrante delito.
Candidatas e candidatos que disputam as Eleições 2026 entram, a partir deste sábado (19), em um período de proteção previsto pelo Código Eleitoral. Até 6 de outubro, dois dias após o primeiro turno, eles não poderão ser presos ou detidos, salvo em caso de flagrante delito.
A regra começa exatamente 15 dias antes do primeiro turno, marcado para 4 de outubro. A previsão está no artigo 236, parágrafo 1º, do Código Eleitoral e consta do calendário oficial das Eleições 2026 aprovado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A proteção vale para todos os candidatos registrados na disputa. Em caso de flagrante, a prisão continua sendo possível.
O calendário eleitoral estabelece ainda regras diferentes para os eleitores. Para o eleitorado em geral, a restrição à prisão começa cinco dias antes da eleição, em 29 de setembro, e segue até 6 de outubro, também com exceções previstas em lei, como flagrante delito, sentença condenatória por crime inafiançável e desrespeito a salvo-conduto.
Quando será a eleição
O primeiro turno das Eleições Gerais de 2026 será realizado em 4 de outubro, das 8h às 17h, pelo horário de Brasília. Serão escolhidos presidente e vice-presidente da República, governadores e vice-governadores, senadores, deputados federais e deputados estaduais ou distritais.
Caso haja segundo turno para presidente ou governador, a votação está marcada para 25 de outubro. Os candidatos que disputarem o segundo turno terão uma nova proteção contra prisão ou detenção a partir de 10 de outubro, também com exceção para flagrante delito.
Levantamento com dados do TSE aponta 1.214 registros indeferidos até 16 de setembro; 888 ainda estão em fase de recurso e 326 tiveram decisão definitiva.
A Justiça Eleitoral já indeferiu 1.214 candidaturas nas Eleições 2026, segundo levantamento baseado em dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) atualizados até a noite de terça-feira (16). Do total, 888 registros ainda estão em fase de recurso, enquanto 326 tiveram o indeferimento definitivo.
Isso significa que cerca de 73% das candidaturas atingidas pelas decisões ainda podem ter a situação modificada durante a tramitação dos recursos. O TSE considera o registro de candidatura a etapa em que a Justiça Eleitoral verifica se o candidato atende às condições previstas na legislação, incluindo requisitos de elegibilidade, documentação e eventuais impugnações.
A maior parte dos indeferimentos envolve candidatos que disputam cargos proporcionais. São 561 registros de candidatos a deputado estadual e outros 494 de deputado federal.
Também foram indeferidas 73 candidaturas de suplentes, 31 de senador, 24 de governador, 19 de vice-governador, nove de deputado distrital e uma candidatura à Presidência da República. Não há, até o momento do levantamento, candidatura a vice-presidente indeferida, embora exista um registro ainda pendente de julgamento.
Entre os casos de maior repercussão está o de Pablo Marçal (PRTB)(foto), cujo registro para a Presidência foi negado pelo TSE. A Corte apontou falta de comprovação da filiação partidária ao PRTB dentro do prazo legal e também mencionou condição de inelegibilidade decorrente de decisão anterior.
São Paulo tem 12,9% das candidaturas indeferidas
O percentual de candidaturas indeferidas varia significativamente entre os estados. São Paulo aparece com 12,9%, segundo o levantamento, atrás apenas do Piauí, que registra 20,9%.
Na sequência aparecem Sergipe, com 9,3%, Rio de Janeiro, com 7,8%, e Pernambuco, com 7,2%. Os menores percentuais estão em Mato Grosso do Sul, com 1,4%, Ceará, com 1,8%, Espírito Santo e Rondônia, com 2%, e Santa Catarina, com 2,3%.
O percentual representa a parcela das candidaturas de cada unidade da Federação que aparece na situação de indeferimento no recorte analisado. Como parte dos registros ainda está em fase de recurso, os números podem mudar.
Falhas formais estão entre os principais motivos
O levantamento aponta que o motivo mais frequente para o indeferimento foi o desatendimento a requisito formal, identificado em 412 registros.
Em seguida aparecem a ausência de condição de elegibilidade, com 365 casos, e o indeferimento do Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários (DRAP), com 314.
Também foram registrados 112 casos de ausência de quitação eleitoral, 110 de inelegibilidade infraconstitucional, 90 relacionados ao descumprimento da cota de gênero e 52 por falta de desincompatibilização.
Uma mesma candidatura pode apresentar mais de um motivo para o indeferimento. Por isso, a soma dessas ocorrências é superior ao número total de candidaturas atingidas.
Maioria dos casos ainda pode mudar
O cenário não é definitivo para a maior parte dos registros. Dos 1.214 indeferimentos contabilizados no levantamento, 888 permanecem em situação de recurso.
O próprio TSE informou, em 15 de setembro, que 20.982 requerimentos de candidatura já haviam sido analisados, correspondendo a 99,02% dos pedidos, e que 205 processos ainda aguardavam julgamento. Naquele momento, 980 casos estavam dentro do prazo para recurso ou já eram alvo de contestação.
A situação individual de cada candidato pode ser consultada nos sistemas oficiais da Justiça Eleitoral, incluindo o DivulgaCandContas, que reúne informações sobre candidaturas, partidos e prestação de contas.
Mais de 132 mil eleitoras e eleitores solicitaram transferência temporária para votar no Estado de São Paulo durante o primeiro turno das Eleições 2026. Desse total, cerca de 72 mil pedidos foram feitos na modalidade de voto em trânsito, que representa aproximadamente 55% das solicitações.
No segundo turno, caso seja necessário, São Paulo recebeu cerca de 130 mil pedidos de transferência temporária, sendo aproximadamente 71 mil para voto em trânsito.
As Eleições 2026 estão marcadas para 4 de outubro, com eventual segundo turno em 25 de outubro. A votação ocorrerá das 8h às 17h, pelo horário de Brasília.
O voto em trânsito permite que o eleitor vote fora de seu domicílio eleitoral quando estiver em outra cidade no dia da eleição. No entanto, quem solicitou a modalidade não poderá votar na seção eleitoral de origem.
A transferência temporária pode ocorrer para capitais e municípios com mais de 100 mil eleitores. Também é possível escolher cidades diferentes para o primeiro e o segundo turno.
O que muda para quem pediu voto em trânsito
Quem solicitou a transferência dentro do próprio Estado de São Paulo poderá votar para todos os cargos em disputa. No primeiro turno, aproximadamente 32 mil eleitores paulistas estão nessa situação.
Já quem solicitou a transferência para São Paulo vindo de outro Estado poderá votar somente para presidente da República.
Se o eleitor habilitado para o voto em trânsito não puder comparecer ao local escolhido no dia da votação, deverá apresentar justificativa pela ausência. Não é necessário solicitar posteriormente o retorno do título à seção de origem: a alteração ocorrerá automaticamente.
O prazo para solicitar a transferência temporária terminou em 20 de agosto.
Como consultar o novo local de votação
Quem alterou temporariamente o local de votação pode consultar o endereço da nova seção eleitoral pelo Autoatendimento Eleitoral ou pelo aplicativo e-Título, disponibilizado gratuitamente pela Justiça Eleitoral.
No Autoatendimento, a consulta está disponível na opção “Onde Votar”, dentro do menu “Consultas”. No e-Título, a função aparece na aba “Onde votar”, localizada na parte inferior da tela.
Além do voto em trânsito, a transferência temporária também pode ser solicitada em situações específicas, como por pessoas convocadas para trabalhar nas eleições, eleitores com deficiência ou mobilidade reduzida, indígenas e quilombolas, pessoas em situação de rua, servidores da Justiça Eleitoral, militares em serviço e presos provisórios.
São Paulo concentra 21,4% do eleitorado brasileiro
São Paulo é o maior colégio eleitoral do país, com mais de 34 milhões de eleitores aptos a votar, o equivalente a aproximadamente 21,4% do eleitorado nacional.
Para as eleições deste ano, o Estado terá 103.841 seções eleitorais, distribuídas em mais de 11 mil locais de votação nos 645 municípios paulistas.
A organização do pleito ficará a cargo das 393 zonas eleitorais do Estado. Do total de seções, 36.638 são consideradas acessíveis, com estrutura sem escadas ou com acesso por rampas e elevadores.