Um aprimoramento do sistema de vigilância por monitoramento eletrônico vem sendo preparado pela Prefeitura de Barueri. Em breve, 70 novas câmeras inteligentes serão instaladas em pontos estratégicos para identificar as placas de todos os veículos que entram e saem na cidade.
O projeto denominado Muralha Eletrônica será um sistema com uso de inteligência artificial capaz de associar dados, como locais de incidência de crimes e os veículos que eventualmente tenham participado de tais ilícitos. Além, obviamente, de reconhecer placas de automóveis roubados.
À frente do projeto está a Secretaria de Segurança Urbana e Defesa Social (SSUDS), que vai gerenciar os dados captados das novas 70 câmeras inteligentes, que serão somadas às 38 já existentes, com sistema LPR (do inglês License Plate Recognition ou reconhecimento de placa). O chefe de Gabinete de Tecnologias da SSUDS, Francisco Alves Cangerana Neto, afirma que o projeto permitirá o monitoramento de praticamente 100% da cidade.
“É um sistema que integra as câmeras, inteligência artificial e um grande banco de dados em que será possível fazer associações de movimentações de veículos e objetos. Isso vai permitir, por exemplo, identificar se determinado veículo esteve na cena de algum crime para poder interceptá-lo”, explica Cangerana.
Para que possam captar adequadamente os números das placas, terão de ser instalados em cada local onde estará a câmera uma estrutura especial com braço mecânico, a fim de a lente poder se posicionar em vários ângulos possíveis.
Centro de monitoramento Hoje o sistema de videomonitoramento da cidade é composto por 520 câmeras, além de possuir um banco de dados com informações vindas tanto da esfera municipal quanto da estadual e federal.
O local que gerencia esse sistema é o CIM (Centro Integrado de Monitoramento), que funciona 24 horas por dia. De lá, agentes vigiam as ruas, prédios públicos e ainda tem o suporte de 80 câmeras nas escolas municipais, parte das 520 do conjunto.
Era uma manhã de domingo quando um fiscal do Terminal Rodoviário do Centro de Barueri acionou uma equipe da Guarda Civil Municipal (GCM) para socorrer um homem caído no local. Ao constatar que a vítima estava inconsciente, os agentes o levaram para atendimento no antigo Sameb (Serviço de Atendimento Médico Especializado de Barueri), hoje Pronto-Socorro Central.
Uma ocorrência comum se não fosse o fato de ser a primeira realizada pela GCM de Barueri, que hoje, dia 6 de setembro, completa exatamente 28 anos de existência.
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O agente na época do socorro que foi avisado pelo fiscal era um rapaz de 21 anos, cuja formatura na Guarda havia acontecido no dia anterior. “Lembro-me que estávamos numa expectativa danada para começarmos a trabalhar”, recorda Leandro Hengles Siqueira, atualmente coordenador operacional da GCM.
A ocorrência no Terminal Rodoviário, lembra Hengles, foi às 9h do dia 11 de junho de 1995, alguns meses depois da publicação da Lei Complementar nº 20, de 1994, que criou oficialmente a GCM.
Formação de pessoal De lá para cá muita coisa mudou na GCM de Barueri, tornando-a uma corporação de referência no Brasil. Houve ganhos não apenas em novos equipamentos como viaturas (de 18 para cerca de 100) e câmeras de monitoramento (520), mas sobretudo de pessoal. “Houve uma grande evolução em treinamento de agentes como nos equipamentos”, afirma o comandante da GCM, Hélio Manoel da Silva.
De fato, os guardas passam por diversos cursos de formação e atualização com especialistas. Além de se prepararem no aprendizado e treinamento das técnicas policiais, os agentes recebem noções de Direito, Legislação (normas e regulamento da Guarda), Técnicas de Socorro de Urgência, entre outros.
Recentemente um grupo de agentes participou de um evento sobre Justiça Restaurativa ministrado por especialistas na área, trazendo uma outra visão na resolução de conflitos, a partir da ideia geral de que violência não pode ser combatida com mais violência.
“O papel da Guarda Municipal é assegurar o direito do cidadão. O direito de sair de casa e ir ao trabalho ou à escola sem que seja vítima de algum crime, por exemplo. Além de estar disponível para atendimento em casos de socorro”, resume o comandante Hélio Silva.
Ele ressalta que na segurança pública, a Guarda Municipal é quem está mais próxima ao cidadão e por isso precisa ter uma qualidade muito boa de atendimento. “E isso significa atender desde a ocorrência de perturbação do sossego ou ajudar uma senhora a atravessar a rua e até eventualmente agir em caso de roubo a banco”, afirmou.
A proximidade com a população faz com que os agentes conheçam pessoalmente os moradores e comerciantes da cidade de longa data, facilitando a integração e o trabalho da Guarda. “Exemplo disso sou eu mesmo, servidor na GCM desde o começo”, afirma Silva. Assim como o coordenador Hengles, o primeiro a socorrer um cidadão pela Guarda Municipal 27 anos atrás.
O estado de São Paulo encerrou julho com queda em praticamente todos os tipos de roubos contabilizados nas estatísticas – de carga, de veículos, em geral e de latrocínios (roubos seguidos de morte).
A única exceção foram os roubos a bancos, que se mantiveram estáveis. Todos os indicadores caíram nos sete primeiros meses do ano, inclusive os de roubo a bancos. No estado, a taxa móvel de homicídios dos últimos 12 meses (de agosto de 2021 a julho de 2022) foi de 6,17 por 100 mil habitantes, a menor da série histórica iniciada em 2001. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (25) pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP).
Segundo a pasta, a análise dos dados criminais usa como referência o mês de julho e os sete primeiros meses de 2019, ano pré-pandemia, em que não houve restrição da circulação das pessoas. Nos últimos dois anos, São Paulo viveu um período de grande isolamento social, causado pela pandemia do covid-19, que impactou na dinâmica criminal.
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Em 2020, a média de pessoas que permaneciam em suas casas, medida pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), foi de 45%. Já em 2021, o número ficou em 42%. O índice de isolamento social, amplamente divulgado nos dois anos, foi calculado pelo IPT com base em informações sobre a movimentação de celulares, fornecidas pelas prestadoras de serviços de telecomunicação.
Os roubos de veículos em julho caíram 8,4%, de 3.691 para 3.381 ocorrências. Nos primeiros sete meses do ano, o indicador também recuou 20%, de 27.349 para 21.892. Já os roubos de carga retrocederam 13,8%, de 629 para 542 casos. No acumulado do ano, recuaram 9,1%, de 4.165 para 3.785 registros.
Os roubos em geral diminuíram 8,6%, de 21.957 para 20.063 ocorrências. No acumulado do ano, tiveram queda de 6,3%, de 148.485 para 139.079 casos.
Os roubos a bancos permaneceram estáveis, com dois casos em julho de ambos os anos. Em contrapartida, de janeiro a julho, houve queda de três casos neste indicador, que passou de 13 para 10 ocorrências, o menor total já registrado na série histórica. Em 21 anos, os roubos a bancos de janeiro a julho caíram 93% no Estado, de 138 registros, em 2001, para 10 este ano.
Quanto aos latrocínios, que são os roubos seguidos de morte, foram registrados três a menos em julho, passando de 16 para 13 ocorrências. Nos sete primeiros meses do ano, o recuo foi de 4,9%, de 103 para 98 delitos. Os totais registrados no mês e no acumulado do ano foram os menores da série histórica, excetuando os anos agudos de pandemia.
Estupros e homicídios
Os estupros oscilaram de 850 para 1.071 casos, alta de 26% em julho. Os homicídios dolosos registraram aumento de 38,7%, com 258 registros em julho. A SSP informou que, apesar da alta, a taxa de homicídios dolosos dos últimos 12 meses (de agosto de 2021 a julho de 2022), de 6,17 para cada 100 mil habitantes, foi a menor da série histórica, quando comparada com o mesmo período dos anos móveis anteriores.
Os furtos em geral cresceram 11,4%, passando de 43.402 para 48.341 delitos em julho. Os furtos de veículos, por sua vez, caíram 8,6% no mês, com redução de 7.868 para 7.193 no número de casos. No acumulado do ano, o recuo foi 53.202 para 51.492, queda de 3,2%. Os dados estatísticos completos podem ser vistos clicando aqui.
Policiamento
O trabalho das polícias paulistas no estado, no mês de julho, resultou em 13.870 prisões e na apreensão de 819 armas de fogo ilegais. Também foram registrados 3 mil flagrantes por tráfico de entorpecentes, com apreensão de 34,2 toneladas de drogas.
Operação Sufoco
Para reduzir os indicadores criminais, especialmente neste período pós-pandemia, com aumento na circulação de pessoas nas ruas, o governo de São Paulo iniciou, no dia 4 de maio, a operação Sufoco. A ação dobrou o número de policiais na capital por meio de atividades extras e reforçou o policiamento em outras regiões do estado, integrando policiais civis, militares e guardas municipais.
Nos primeiros 100 dias, completados no último dia 11, foram mais de 2 mil veículos recuperados, outros 83,7 mil vistoriados e 12,2 mil detidos. A s polícias ainda apreenderam 76,6 toneladas de drogas e 5,5 mil celulares.
A Prefeitura de Cotia, por meio da Secretaria de Segurança Pública, atualizou o sistema dos totens de videomonitoramento instalados no município. Com isso, o software ficou mais inteligente aprimorando os níveis analíticos e podem, portanto, realizar buscas inteligentes das imagens gravadas, como no sistema forense. O novo sistema já está em funcionamento.
A atualização permite, entre outros, que a Guarda Civil Municipal alimente o sistema de busca com algumas características/particularidades de uma ocorrência e faça a consulta às imagens de forma inteligente. Poderá consultar imagens listando a cor ou o modelo do veículo, por exemplo, e a direção que ele seguiu, para fazer a filtragem de uma busca direcionada referente ao período desejado. “É um salto que Cotia dá mais uma vez em termos de tecnologia a serviço da segurança. O sistema está mais eficiente e significa um salto no serviço de monitoramento dos pontos estratégicos da cidade”, disse o prefeito Rogério Franco.
A implantação dos totens foi contratada pela Prefeitura em 2018, depois de uma busca ativa pelos melhores modelos de monitoramento de pontos estratégicos da cidade. À época, o Secretário da pasta, Almir Rodrigues, conheceu a tecnologia da Helper e trouxe para Cotia como proposta viável para o município.
Para o titular da pasta, Segurança Pública se faz em conjunto: sociedade, Guarda Municipal, Polícia Militar, Polícia Civil e Judiciário. “Todos trabalhando para proporcionar segurança para a nossa população. São diversas ações a executar e cada uma delas tem o seu tamanho e a sua importância: uma boa condição de trabalho para os guardas civis, bons equipamentos, novas viaturas, novo prédio para a inspetoria da Granja Viana – com uma localização mais estratégica -, concurso público que vai acontecer ainda este ano trazendo mais guardas para compor o contingente e, assim, podermos fazer um policiamento mais efetivo nas ruas”, disse Almir Rodrigues.
Sistema de videomonitoramento na cidade de Cotia – Foto: Vagner Santos/SECOM-Cotia
O secretário também destacou a importância do sistema de câmeras e o sistema de OCR que está em processo de licitação. “Ainda, aumentamos mais sete unidades dos totens de segurança e Cotia poderá contar com 37 totens espalhados pela cidade. Isso contabiliza 185 câmeras gravando 24 horas por dia, 30 dias por mês”, concluiu.
A nova tecnologia implantada – de busca forense – proporcionará uma diminuição do tempo de busca de imagens que serão importantes para a Polícia Civil dar continuidade às suas investigações. O sistema é capaz de fazer a leitura de placas de veículos pelo sistema LPR. O sistema grava e armazena todas as imagens de placas que forem possíveis de serem capturadas. Embora não seja esta a prioridade do sistema, a Secretaria de Segurança Pública terá um alto nível de assertividade em caso de necessidade.
Uma operação conjunta envolvendo mais de 100 agentes da Guarda Civil Municipal (GCM), da Polícia Civil e da Polícia Militar foi realizada no dia 14/04, quinta-feira, em Barueri. A Operação Cidade Mais Segura percorreu os bairros da cidade realizando ações preventivas aos crimes patrimoniais e contra a vida.
A ação contou com o apoio da GCM Barueri – Foto: Divulgação/SECOM-Barueri
Cerca de 20 viaturas, mais todo o Grupo Tático de motocicletas, além de um helicóptero do Serviço Aéreo Tático (SAT), da Polícia Civil, concentraram-se no estacionamento do Ginásio José Correa, às 14h, para em seguida realizarem ações nos bairros da cidade.
Helicóptero do Serviço Aéreo Tático (SAT), da Polícia Civil – Foto: Divulgação/SECOM-Barueri
De acordo com a Polícia Civil, agentes divididos em várias equipes realizaram bloqueios de trânsito para averiguação de veículos, bem como a execução de mandados de busca e apreensão que já tinha sido iniciada desde a madrugada.
A Operação Cidade Mais Segura é realizada pelo menos uma vez por mês e também ocorreu nos municípios de Santana de Parnaíba, Pirapora do Bom Jesus, Jandira e Itapevi.
Os batalhões da Polícia Militar (PM) de São Paulo que adotaram o sistema de câmeras pessoais tiveram uma redução de 87% nas ocorrências de confronto, segundo levantamento da corporação. Os equipamentos instalados nas fardas dos policiais registram áudio e vídeo em tempo real, e começaram a ser usados em 2020. Segundo a PM, a queda registrada é 10 vezes maior do que nos batalhões que não utilizam equipamentos.
Ainda de acordo com o levantamento da corporação, na comparação entre os meses de junho e outubro de 2019, 2020 e 2021, as ocorrências de resistência às abordagens policiais caíram 32,7% nos batalhões que usam as câmeras operacionais portáteis. Nos demais batalhões, a redução no período ficou em 19,2%.
A PM destaca ainda que além de reduzir as mortes devido à ação policial, as câmeras ajudam a preservar os próprios policiais. “As câmeras corporais despontam também como um importante instrumento de defesa e segurança do policial”, enfatiza a nota da corporação divulgada pela Secretaria de Estado da Segurança Pública de São Paulo. Segundo a corporação, o sistema que transmite áudio, vídeo e localização em tempo real “garante uma análise detalhada do cenário de atuação dos policiais em situações de risco e/ou emergência”.
Os batalhões equipados com o sistema também tiveram melhores indicadores de produtividade policial. Nas unidades com câmeras corporais, os flagrantes aumentaram 41,4%, e as apreensões de armas de fogo subiram 12,9%.
Para o advogado especialista em direitos humanos e segurança pública, Ariel de Castro Alves, o uso das câmeras tem reduzido de forma importante os desvios de conduta dos policiais. “O monitoramento dos policiais por meio das câmeras tem diminuído os confrontos, os assassinatos cometidos por PMs e as situações de abusos de autoridade por parte dos agentes”, enfatizou Alves, que também é presidente do Grupo Tortura Nunca Mais de São Paulo.
Para o especialista, os resultados mostram que o sistema deve ser expandido. “Isso demonstra que o controle, fiscalização e monitoramento dos agentes é fundamental e precisa ser adotado de forma definitiva como política de segurança pública. A iniciativa das câmeras no fardamento precisa chegar a todos os policiais paulistas”, ressalta Alves, que acredita que a medida possa ser adotada também em todo o país.
Por Daniel Mello – Repórter da Agência Brasil – Foto: Divulgação/Governo do Estado de São Paulo
Duas delegações internacionais, do Peru e do México, visitaram na quinta-feira, dia 17, a sede da Guarda Civil Municipal de Barueri (GCM) para conhecerem as instalações e, sobretudo, a estrutura física e os equipamentos existentes.
Os dois grupos com cerca de 30 agentes especializados em segurança pública desses países vieram ver de perto o trabalho da Guarda, que é uma referência em segurança pública no âmbito municipal.
“Todo intercâmbio é importante para os dois lados. Enquanto eles vêm conhecer nosso trabalho, nós também podemos ter contato com a experiência desses agentes. Isso é fundamental para evoluir na prestação de serviços à população”, destacou o Secretário de Segurança e Mobilidade Urbana, Rinaldo de Albuquerque Pereira.
Do Peru, os agentes de Segurança vieram das cidades de Lima e das províncias de Huancayo e Huaura. Do México, os agentes são das cidades de Zacatecas, Cancun, Guadalajara e Cidade do México.
Os integrantes das delegações tinham participado do o 1º Seminário Internacional Segurança Cidadã, em Itapevi.
O secretário Rinaldo de Albuquerque e o comandante da GCM, Hélio Manoel da Silva, também participaram do Simpósio, onde ministraram palestras. O secretário falou sobre o modelo de Planejamento da Pasta na política pública de Segurança da cidade, e o comandante fez uma apresentação da GCM.
Atuação da GCM
Rinaldo de Albuquerque tem dito que a Pasta está implementando um novo conceito de defesa social, atuando em três vertentes. A primeira é continuar no trabalho já consolidado de redução dos índices criminais. A segunda é a da proteção social, cujas ações dos agentes possam fazer com que se mude a percepção da população, enxergando a política de segurança do município como “garantidora de direitos”.
E a terceira vertente refere-se ao socorro de urgência, em que a Guarda será ainda mais capacitada com qualificação técnica para atendimentos de emergência em ocorrências da saúde e da defesa civil, por exemplo.
Mais do que combater a criminalidade, a Guarda Municipal de Barueri (GCM) está ampliando seu escopo de atuação para chegar ao conceito de “proteção social”. Para isso, será preciso atuar em três segmentos distintos e complementares, explica o secretário de Segurança e Mobilidade Urbana (SSMU), Rinaldo de Albuquerque Pereira.
O primeiro é o da redução dos índices de criminalidade (operação que tradicionalmente já é feita), o segundo é o de levar a percepção de segurança à população, e o terceiro é fazer com que a GCM atue integradamente a outras secretarias da Prefeitura prestando serviços de caráter assistencial, na Saúde, na Educação, na Fiscalização, entre outras áreas.
“Queremos transmitir à população a impressão clara de que a Guarda não é só para combater crimes”, destaca Rinaldo.
Rinaldo, Secretário de Segurança e Mobilidade Urbana (SSMU) conversa com agentes da GCM – Foto: Divulgação/SECOM – Barueri
O caminho para atingir os objetivos traçados pelo novo secretário, que assumiu a Pasta há pouco mais de três meses, requer mudanças de metodologia, de planejamento operacional, além da reestruturação da própria Guarda para atender a população de maneira mais “racional”.
“É importante ressaltar que os agentes e as viaturas da GCM não saem para a rua de maneira aleatória, mas sim levando em consideração informações previamente levantadas com base no que chamamos de predição, ou seja, uma previsão feita com dados sobre os locais e os horários em que os crimes acontecem”, afirma Rinaldo.
Prevenção de crimes Essa metodologia, ressalta o secretário, já é usada como prevenção para a redução dos índices de criminalidade e será estendida na atuação dos outros dois segmentos mencionados. Os dados para o estabelecimento da predição são obtidos nas mais variadas fontes, como o Infocrim (sigla para Informações Criminais, obtidas por meio dos Boletins de Ocorrência registrados pelas delegacias de polícia e pela Polícia Militar) e como o serviço de Emergência da Prefeitura, pelo telefone 153.
Fundamentado nos números de ocorrência dos crimes passados, é feita, portanto, uma estimativa dos possíveis locais e horários em que eventualmente outros crimes ocorrerão. Indicadores como esses utilizados pela GCM são elaborados a partir de critérios científicos, formulados por pesquisadores internacionais e por estudos de especialistas da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
GCM’s de Barueri na Secretaria de Segurança e Mobilidade Urbana – Foto: Divulgação/SECOM – Barueri
Meta: reduzir os crimes em 10% A partir de abril deste ano, a SSMU pretende iniciar a execução de todo esse processo de forma totalmente digitalizada. Assim, cada agente policial onde quer que esteja terá acesso on-line aos dados do sistema, bem como as diretrizes de ações diárias estipuladas pela predição.
Outra informação adiantada pelo secretário é a meta que foi estabelecida à GCM de reduzir em 10% os índices de crimes em relação a 2019. Ou seja, antes da pandemia da Covid-19, época em que o registro de crimes era maior.
Recentemente foram divulgados pela Secretaria de Segurança do Estado de São Paulo os números de ocorrência policiais e Barueri apresentou queda em crimes como homicídio doloso, caindo de 17 casos em 2020 para 12 em 2021.
O estado de São Paulo terminou o ano de 2021 com as menores taxas de homicídios dolosos desde 2001. No entanto, os casos de estupro aumentaram no período, chegando a 11,7 mil registros no ano passado. Os dados foram divulgados hoje pela Secretaria de Segurança Pública (SSP) estadual.
Os casos de estupro subiram 6,7% em 2021, na comparação com o ano anterior. Foram 739 ocorrências a mais, somando 11.762 boletins no ano passado.
Já os casos e vítimas de homicídios dolosos – mortes intencionais – tiveram queda de 6,2% e 6,3%, respectivamente, no ano passado se comparado a 2020. O primeiro indicador passou de 2.893 para 2.713, enquanto o segundo caiu de 3.038 para 2.847. Ambos os totais são os menores da série histórica, iniciada em 2001.
Com os resultados, as taxas dos últimos 12 meses – de janeiro a dezembro de 2021 – caíram para 6,04 ocorrências e 6,34 vítimas de homicídios dolosos para cada grupo de 100 mil habitantes. Os índices são os menores em 21 anos.
Houve queda também nos latrocínios, os roubos seguidos de morte, em 2021 na comparação com o ano anterior. A quantidade de boletins e vítimas desse tipo de crime diminuíram 7,3% e 5,5%, respectivamente. A primeira passou de 179 para 166. A segunda caiu de 183 para 173. As duas somatórias também são as menores já registradas na série.
Em comparação com 2020, o estado apresentou 11 casos a menos de roubo a banco no ano passado. A quantidade passou de 29 para 18 – o menor número em 21 anos.
Já outros crimes patrimoniais registraram aumento de casos. Os furtos em geral e de veículos tiveram alta de 19,9% e 21,2%, respectivamente, em 2021. O primeiro chegou a 470.196 no ano passado e o segundo a 79.670.
O mesmo ocorreu com os roubos de carga, em geral e de veículos, os quais cresceram 10,3%, 3,1% e 3,6%, nesta ordem. Os números totais em 2021 foram 6.529, 225.704 e 33.039, respectivamente. Nas extorsões mediante sequestro o número passou de 10 para 23.
Houve aumento na quantidade de prisões e de armas de fogo ilegais apreendidas no estado. O primeiro cresceu 2,94%, passando de 146.291 para 150.590, e o segundo teve alta de 2,03%, de 11.553 para 11.787.