Gil Arantes e seus candidatos começam campanha descumprindo a Lei e terão que retirar placas

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Em Barueri, vários candidatos a vereador da base aliada de Gil e sua esposa e vice, deram um péssimo exemplo neste início de campanha e começaram o processo descumprindo a legislação eleitoral. Os candidatos pretendem ser vereadores, criar Leis, mas não cumprem as que já existem.

As Leis existem para serem cumpridas e o seu objetivo é organizar a conduta das pessoas, garantir direitos e deveres e promover uma sociedade mais justa e igualitária para todos.

Há anos a legislação eleitoral vem se aprimorando para dar chance de igualdade de condições para todos os candidatos, principalmente os mais simples. Não é justo um candidato que tem mais dinheiro gastar com materiais de campanha que outros não conseguem produzir.

Por isso, nos últimos anos muito coisa mudou, não se pode dar brindes, envelopar carros, as placas têm tamanho determinado e não se pode mais ser colocadas em casas. É o que diz a Lei das Eleições na Resolução 23.610/2019 que proíbe a realização de propaganda eleitoral em bens públicos e particulares (dentre eles imóveis residenciais).

Segundo a Lei, só podem ser usados adesivos a serem fixados em janelas residenciais com tamanho máximo de 0,5 m2 (meio metro quadrado).

Pois bem, nesse início de campanha, Gil Arantes e seus candidatos colocaram placas em casas, muros, portões, fachadas de residências e até comércios como se fazia antigamente. Resultado, foram notificados pela Justiça Eleitoral a “retirar todas as placas”.

Além do retrabalho, podem amargar um grande prejuízo financeiro e a frustração pelo mau exemplo. Como vão explicar o pagamento das placas? Seria com recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanhas?  

A grande reflexão é a seguinte: Você votaria em candidatos que não cumprem a Lei?

Leia também: Gil e sua esposa e vice Silvia falam de cesta básica enquanto viraliza imagens de sua suposta garagem com cerca de 20 milhões em carros de luxo


Foto: Reprodução/Facebook

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TSE recebe em média uma denúncia de propaganda irregular por minuto

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Nos últimos dez dias, o aplicativo Pardal, disponibilizado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), recebeu mais de 14 mil denúncias de irregularidades na propaganda eleitoral, o que dá, em média, uma denúncia por minuto. 

A propaganda eleitoral começou oficialmente no dia 16 de agosto e deve seguir uma série de regras estabelecidas em resolução pelo TSE, seja nas ruas ou na internet, em especial no que diz respeito às redes sociais e utilização de ferramentas de Inteligência Artificial, por exemplo. 

A maior parte das denúncias, até o momento, cerca da metade, diz respeito a campanhas para o cargo de vereador. A maioria foi no estado de São Paulo (2.891), seguido por Minas Gerais (1.605), Pernambuco (1.603) e Rio Grande do Sul (1.271). 

O aplicativo Pardal – disponível para celulares com sistemas operacionais Android ou iOS (Apple) – existe desde 2012, sendo aprimorado desde então. “A principal novidade para este ano é o uso da ferramenta para denunciar desvios nas campanhas eleitorais na internet”, informou o TSE. 

Poder de polícia

A ideia do aplicativo é contribuir com o poder de polícia da Justiça Eleitoral, que pode determinar a retirada de circulação de qualquer propaganda irregular. Segundo o TSE, todas as denúncias são encaminhadas a um juiz eleitoral responsável para que tome providências. 

Após fazer a denúncia, o eleitor recebe um número de protocolo e pode acompanhar o andamento por meio do Pardal Web. Qualquer pessoa que flagrar alguma irregularidade pode denunciá-la à Justiça Eleitoral por meio do aplicativo.

Além do Pardal, o TSE disponibiliza também o Sistema de Alertas de Desinformação Eleitoral (Siade), que pode ser acionado para denúncias não relacionadas necessariamente à propaganda, como casos de desinformação, ameaças e incitação à violência, perturbação ou ameaça ao Estado Democrático de Direito, irregularidades no uso de Inteligência Artificial (IA), comportamentos ou discursos de ódio e recebimento de mensagens irregulares.

Leia também: TSE lança canal para receber denúncias de desinformação nas eleições


Fonte: Ag. Brasil – Foto: Arquivo/Reprodução

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Câmara tem 15% dos deputados concorrendo nas eleições municipais

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Com a confirmação das candidaturas para as eleições municipais de outubro, 84 parlamentares do Congresso Nacional disputarão vagas em prefeituras e câmaras municipais.

O levantamento, baseado em dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), revela que 15% dos deputados federais estão na corrida eleitoral, além de quatro senadores.

Dos 513 deputados, 80 são candidatos, sendo que 74 buscam cargos de prefeito e seis, como suplentes, disputam vagas de vereador. Esse movimento afeta diretamente o calendário de atividades da Câmara, levando os deputados a acordarem semanas específicas para votações durante o período eleitoral.

Segundo a CNN, entre os partidos com maior número de congressistas candidatos, destacam-se o PT e o PL, cada um com 16 parlamentares envolvidos no pleito.

No Senado Federalquatro congressistas tentam cargos em prefeituras. Todos eles foram eleitos em 2018 e, embora seus mandatos se estendam até o fim de 2026, agora buscam novas funções no Executivo municipal. Caso eleitos, eles iniciarão mandatos de 2025 a 2028.

Os senadores candidatos são:

  • Carlos Viana (Podemos-MG), concorrendo à prefeitura de Belo Horizonte (MG);
  • Eduardo Girão (Novo-CE), à prefeitura de Fortaleza (CE);
  • Vanderlan Cardoso (PSD-GO), à prefeitura de Goiânia (GO);
  • Rodrigo Cunha (Podemos-AL), para a vice-prefeitura de Maceió (AL).

Leia também: Citado como um dos mais ricos, Gil Arantes declara patrimônio de R$ 159 mil e causa estranheza


Fonte: TV Cultura – Foto: Mário Agro/Câmara dos Deputados

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Pablo Marçal cresce entre bolsonaristas e evangélicos, brancos e pardos, diz Datafolha

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O influenciador Pablo Marçal (PRTB) apresentou um crescimento expressivo nas intenções de voto, principalmente entre bolsonaristas, evangélicos, brancos e pardos, conforme a última pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira (22).

Esses segmentos impulsionaram Marçal, colocando-o em um empate técnico com Guilherme Boulos (PSOL) e Ricardo Nunes (MDB) na corrida eleitoral para a prefeitura de São Paulo.

No resultado geral da pesquisa, Boulos lidera com 23% das intenções de voto, seguido de Marçal com 21% e Nunes com 19%. O crescimento de Marçal foi particularmente notável entre adultos de 35 59 anos, eleitores com ensino médio ou superior e aqueles com renda familiar de dois a cinco salários mínimos.

Entre os eleitores que se identificam como bolsonaristas, o candidato deu um salto significativo, passando de 25% para 46% das intenções de voto, superando Nunes, que caiu de 37% para 26%. O mesmo fenômeno foi observado entre os eleitores do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), onde Marçal subiu de 25% para 41%, enquanto Nunes recuou de 42% para 28%.

Os evangélicos também foram um dos principais grupos a impulsionar Pablo, com seu apoio subindo de 18% para 30%.

Em contrapartida, Nunes registrou uma queda de 26% para 22% nesse segmento. O influenciador também avançou entre eleitores brancos, com um crescimento de 13% para 21%, e pardos, passando de 14% para 24%, prejudicando especialmente Nunes e o apresentador José Luiz Datena (PSDB).

Marçal também viu um aumento significativo no apoio entre eleitores de 35 a 44 anos, que se tornaram seu principal grupo de eleitores, com uma subida de 16% para 32% das intenções de voto.

Ele também cresceu entre aqueles com renda familiar entre dois e cinco salários mínimos, passando de 14% para 24%, enquanto Datena caiu de 15% para 9% neste grupo.

O influenciador ainda ganhou força entre eleitores com ensino médio completo, onde cresceu de 16% para 26%, e entre os que possuem ensino superior, subindo de 12% para 24%, o que impactou negativamente tanto Nunes quanto Boulos.

A pesquisa, conduzida pelo Datafolha, ouviu 1.204 eleitores e possui uma margem de erro de três pontos percentuais no resultado geral, sendo maior em alguns segmentos específicos.

Leia também: Justiça de SP nega pedido de suspensão do registro da candidatura de Pablo Marçal


Fonte: TV Cultura – Foto: Reprodução/Redes Sociais

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Ricardo Nunes lidera com 24,1%, Boulos tem 21,9% e Pablo Marçal sobe para 17,9%, aponta Paraná Pesquisas

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O mais recente levantamento do Instituto Paraná Pesquisas, divulgado nesta sexta-feira (23), revela um cenário de disputa acirrada pela Prefeitura de São Paulo em 2024. Ricardo Nunes (MDB) lidera com 24,1% das intenções de voto, seguido de perto por Guilherme Boulos (PSOL), que aparece com 21,9%. Considerando a margem de erro de 2,6 pontos percentuais, Boulos está tecnicamente empatado com Nunes.

O destaque da pesquisa é Pablo Marçal (sem partido), que apresentou um crescimento expressivo, passando de 12,5% na pesquisa de 8 de agosto para 17,9% no levantamento atual. Com a margem de erro, Marçal também está tecnicamente empatado com Boulos, configurando uma disputa apertada entre os três candidatos.

José Luiz Datena (PSDB) ocupa a quarta posição com 13,2%, seguido de Tabata Amaral (PSB), que registra 7,3% das intenções de voto. Marina Helena (Novo) pontua com 3,6%, enquanto Bebeto Haddad (DC) e João Pimenta (PCO) aparecem com 0,6% cada. Ricardo Senese (UP) tem 0,1%, e Altino Prazeres (PSTU) não pontuou. Branco/nulo/nenhum somam 6,2% e Não sabe/Não respondeu 4,4%.

Com o cenário de empate técnico entre os três principais candidatos, a disputa pela Prefeitura de São Paulo se mostra altamente competitiva e ainda indefinida. Especialistas acreditam que as próximas semanas serão decisivas, à medida que as campanhas se intensificam e os eleitores indecisos definem suas escolhas.

O levantamento foi realizado entre os dias 19 e 22 de agosto e entrevistou uma amostra de 1.500 eleitores em diversas regiões da capital paulista. A margem de erro é de 2,6 pontos percentuais para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%.

A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número SP06659/2024 para o cargo de Prefeito.

Leia também: Eleições 2024: mais de 450 mil pedidos para registro de candidaturas são feitos no Brasil


Imagem: Montagem/Reprodução

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Barueri tem 395 candidatos a vereador para disputar 21 vagas, com Toninho Furlan buscando reeleição

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A eleição municipal de Barueri em 2024 será marcada por uma intensa competição, com 395 candidatos disputando 21 vagas na Câmara Municipal. Este número representa uma redução em relação à eleição de 2020, quando 476 candidatos participaram do pleito.

Com uma população superior a 316 mil habitantes e 297 mil eleitores aptos a votar, Barueri experimenta um cenário eleitoral vibrante. Entre os candidatos, destaca-se o atual presidente da Câmara, vereador Toninho Furlan (Solidariedade), que buscará a reeleição. Toninho é considerado um dos nomes mais fortes entre os parlamentares e é amplamente reconhecido por seu trabalho na legislatura.

A alta aprovação dos serviços públicos na cidade pode influenciar as prioridades dos candidatos, com a gestão de infraestrutura, segurança e serviços públicos sendo temas centrais na campanha. O fato de que o presidente da Câmara, Toninho Furlan, disputará novamente a eleição, adiciona um elemento de continuidade ao pleito, dado seu papel proeminente e sua experiência na casa de leis.

Os candidatos, que vão desde políticos experientes a novas promessas, estão utilizando estratégias digitais e redes sociais para engajar o eleitorado. A participação de mulheres e jovens candidatos também tem sido incentivada, embora a representatividade desses grupos ainda seja um desafio.

A eleição, marcada para 6 de outubro de 2024, será crucial para definir a nova composição da Câmara Municipal, que começará a atuar em 2025. Com quase 19 candidatos por vaga, a competição será acirrada, e os eleitores de Barueri terão a responsabilidade de avaliar as propostas e trajetórias dos candidatos para escolher aqueles que melhor atenderão às necessidades e aspirações da cidade nos próximos quatro anos.

Leia também: Nenhuma mulher foi eleita vereadora em 101 municípios de SP em 2020


Foto: Marco Miatelo/CMB

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Gil e sua esposa e vice Silvia falam de cesta básica enquanto viraliza imagens de sua suposta garagem com cerca de 20 milhões em carros de luxo

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Enquanto Gil e Silvia Arantes divulgaram um vídeo endereçado às pessoas mais simples falando sobre cesta básica, viralizou nas redes sociais imagens de uma garagem com veículos de luxo supostamente pertencentes a eles ou de suas empresas.

Nas imagens podemos perceber, por exemplo, um FORD GT avaliado em mais de R$ 10 milhões com raríssimas unidades no Brasil. Para conhecedores de veículos, o valor atribuído aos carros deve ultrapassar R$ 20 milhões.

Curiosamente, Gil Arantes declarou para a Justiça Eleitoral que só possui R$ 159 mil. Segundo informações, os veículos estão em nome da empresa, o que não há nada de errado, e muitas vezes ficam guardados em garagens diferentes para não chamar atenção. Além disso, é fato público que o casal possui casa de praia e um barco Azimute 70 pés avaliado em mais de R$ 10 milhões.

Gil Arantes promete colocar na cesta básica o mesmo que ele come em casa. Será que vai expandir os seus hábitos caros para todos os moradores de Barueri?

Seria bom se os candidatos esclarecessem para a população se realmente são ou não donos dos carros e comentassem qual o desfecho dos 63 processos criminais que Gil teve que responder.

Leia também: Citado como um dos mais ricos, Gil Arantes declara patrimônio de R$ 159 mil e causa estranheza


Imagem: Reprodução

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Justiça de SP nega pedido de suspensão do registro da candidatura de Pablo Marçal

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Justiça Eleitoral de São Paulo negou, nesta quarta-feira (21), o pedido de suspensão de forma liminar do registro de candidatura de Pablo Marçal, do PRTB. 

A solicitação,  com intuito de tirar o candidato da disputa pela prefeitura de São Paulo, havia sido feito pelo secretário-geral do próprio PRTB, Marcos André de Andrade.

A justificativa apresentada era de que Marçal não havia respeitado o estatuto do partido, que exige no mínimo seis meses de filiação para confirmar um candidato em convenção partidária. 

Entretanto, o juiz Antonio Maria Patiño Zorz considerou que não pode suspender a candidatura até análise do mérito. 

“Desrespeitar o rito do registro de candidatura previsto na legislação supramencionada violaria o princípio do devido processo legal previsto na Constituição”, alegou o juiz.

“A concessão da liminar pleiteada com a suspensão do registro de candidatura poderá gerar a ausência do nome do candidato na urna eletrônica, o que poderá acarretar perigo de irreversibilidade dos efeitos da decisão, nulidade das eleições para prefeito e realização de novas eleições”, acrescentou. 

Além disso, o PSB, da candidata Tabata Amaral, também abriu uma ação alegando “estratégia de cooptação de colaboradores para disseminação de seus conteúdos em redes sociais” por parte de Marçal.

Caso a Justiça considere válido, o político, empresário e influenciador poderá ficar inelegível por oito anos e ter o registrado cassado.

Leia também: Nenhuma mulher foi eleita vereadora em 101 municípios de SP em 2020


Fonte: TV Cultura – Foto: Reprodução

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Nenhuma mulher foi eleita vereadora em 101 municípios de SP em 2020

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Já em relação aos candidatos homens, nenhuma cidade teve menos do que quatro eleitos; em apenas dois dos 645 municípios do estado houve maioria de mulheres eleitas

Apesar de as mulheres serem maioria na população, a representatividade feminina na política ainda é muito baixa. Nas últimas eleições municipais, em 2020, 101 cidades de São Paulo não elegeram nenhuma vereadora mulher. Isso equivale a 15,66% dos 645 municípios do estado.

Já em 208 cidades, foi eleita apenas uma vereadora e, em outras 192 cidades, apenas duas. Ou seja: em 501 municípios paulistas (77,67% do total), foram eleitas nenhuma, uma ou no máximo duas vereadoras em 2020. Veja mais detalhes no quadro abaixo.

O número de vereadores em cada cidade, definido pela Lei Orgânica do município, varia de acordo com o tamanho da população, de acordo com o limite máximo estabelecido pelo artigo 29 da Constituição Federal. Na capital paulista, por exemplo, a Câmara Municipal é composta por 55 vereadores e vereadoras — 13 mulheres foram eleitas em 2020, o equivalente a 23,64% do total. O número mínimo de vereadores em um município é nove.

Homens eleitos

Em relação aos candidatos homens, nenhuma cidade teve menos do que quatro vereadores eleitos em 2020. Foram 20 municípios em que cinco homens conquistaram o mandato, 447 cidades com seis a nove eleitos e 177 com dez ou mais.

Em apenas uma cidade de São Paulo foram eleitos quatro homens: Guarantã, na região de Bauru, um dos dois municípios do estado que elegeram maioria de mulheres para as suas Câmaras Municipais em 2020. Em Guarantã, foram cinco mulheres e quatro homens. O outro município é Araras, na região de Campinas, que elegeu seis mulheres e cinco homens.

Além de Guarantã, há outras cinco cidades em que foram eleitas cinco vereadoras, mas em todas as mulheres são minoria: em Bragança Paulista, foram 5 mulheres e 14 homens (26,32% do total); em Limeira, 5 e 16 (23,81%); em Mococa, 5 e 10 (33,33%); em Mogi Mirim, 5 e 12 (29,41%); e em Serrana, 5 e 8 (38,46%).

Além de Araras, Promissão, na região de Araçatuba, também elegeu seis vereadoras em 2020, mas ali as mulheres também ficaram em minoria — no município, sete vereadores homens foram eleitos.

Depois da capital, a cidade que teve mais vereadoras eleitas na última eleição municipal foi Guarulhos — sete mulheres (20,59% do total) e 27 homens conquistaram o mandato na Câmara de Vereadores do município.

Para as eleições deste ano, até às 14h desta terça (20), havia 73.119 pedidos de registros de candidatura para as Câmaras Municipais do estado: 25.522 de mulheres e 47.597 de homens, o que corresponde a 35% e 65% do total, respectivamente.

Candidaturas e votação proporcional

O número de candidatas mulheres e de vereadoras eleitas em 2020 também é bem menor do que o dos homens, inclusive proporcionalmente. No último pleito municipal, foram 30.461 candidatas, das quais 1.095 foram eleitas (3,59% das candidatas conquistaram o mandato). Já entre os homens, foram 57.823 candidatos e 5.868 eleitos (10,15% do total).

Entre as eleitas e os eleitos, a desproporção também se repete: as vereadoras eleitas em 2020 foram 15,7% e os vereadores, 84,14%. As candidaturas eleitas em que a identificação de gênero não consta nas estatísticas foram apenas 11, o equivalente a 0,16% do total.

A votação das mulheres também foi menor que a dos homens proporcionalmente. Elas foram 34,49% do total de candidatos, mas receberam só 21,06% dos votos. Já os homens foram 65,47% do total, mas obtiveram 78,91% da votação. As 31 candidaturas sem identificação de gênero receberam 0,03% do total de votos.

Todos esses dados estão disponíveis na página de Estatísticas Eleitorais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Evolução legislativa

Para incentivar a participação feminina na política, houve várias mudanças na legislação nas últimas décadas. As eleições de 1996 foram as primeiras em que cada partido deveria observar o mínimo de 20% de candidaturas registradas para o sexo feminino (§ 3º, art. 10, Lei nº 9.100/1995).

Em 2015, a Lei nº 13.165 instituiu o mínimo de 10% do tempo de propaganda partidária que cada partido deveria reservar à promoção e difusão da participação política da mulher.

Para as Eleições 2018, em resposta à consulta pública formulada por parlamentares mulheres, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) entendeu por votação unânime que a cota mínima de 30% para cada sexo também deveria ser observada pelos partidos na distribuição do tempo da propaganda gratuita em rádio e televisão, bem como para a aplicação de recursos do fundo partidário e do Fundo Eleitoral para as campanhas femininas.

Em 2022, a Emenda Constitucional 117 alterou o artigo 17 da Constituição Federal e constitucionalizou essas normas já previstas na legislação ordinária e pela jurisprudência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE):

  • Fundo Partidário (cota anual): utilização de no mínimo de 5% na criação e manutenção de programas de promoção e difusão da participação política das mulheres (artigo 17, § 7º, da CF e 44, V, da Lei 9.096/95)
  • Fundo Especial de Financiamento de Campanha e do Fundo Partidário para campanhas: destinação de no mínimo 30% (proporcional ao número de candidatas) às campanhas femininas (artigo 17, § 8º, da CF)
  • Propaganda partidária: utilização de 30% do tempo para a promoção e difusão da participação política das mulheres (artigo 17, § 8º, da CF e artigo 50-B, § 2º Lei 9.096/95).
  • Propaganda eleitoral: reserva de 30% do tempo de rádio e televisão para divulgação das campanhas das candidatas mulheres (artigo 17, § 8º, da CF e art. 77, § 1º, I, Res. TSE 23.610/19).

A Lei 14.192/2021 trouxe, ainda, normas para combater a violência política contra a mulher e para que, nos debates eleitorais em eleições proporcionais, seja assegurada a presença de candidatas e candidatos no mínimo de 30% para cada gênero.

Leia também: Deputado Gilmaci Santos (Republicanos) é o novo líder de Governo na Alesp


Fonte: TRE-SP

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No início de campanha, Gil Arantes divulga a própria queda

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A campanha política começou no último dia 16, e, curiosamente, Gil Arantes divulgou números em que demonstra queda em suas próprias pesquisas.

No final de junho, Gil Arantes divulgou uma pesquisa feita pelo Instituto Paraná Pesquisas em que aparecia com 61,6%. No último final de semana o candidato divulgou nova pesquisa feita pelo mesmo Instituto em que aparece com 50,8%.

Segundo as divulgações do próprio candidato, em pouco mais de 30 dias Gil Arantes caiu mais de 10 pontos na preferência do eleitorado.

Um dado importante apresentado pela última pesquisa do Instituto Paraná é que, quando os eleitores foram perguntados em quem votariam para prefeito, quando a resposta foi de forma espontânea; 54,5% dos entrevistados responderam que ainda não escolheram em quem vão votar.

Segundo especialistas no tema, “a divulgação de pesquisa influencia uma parcela dos eleitores, mas não todos. Um bom exemplo e que vale a pena relembrar foi o que ocorreu em São Paulo nas últimas décadas foi quando o candidato a prefeito Celso Russomano saía disparado na frente, mas não chegava no final” disse.

“É sempre importante observar a tendência. Muitas vezes um candidato que começa na frente não consegue manter. Já o candidato que vai crescendo durante o processo tende a chegar no final de forma mais sólida” completou.

Leia também: Citado como um dos mais ricos, Gil Arantes declara patrimônio de R$ 159 mil e causa estranheza


Foto: Reprodução/Redes Sociais

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