Aos 91 anos, Erundina é a deputada mais velha eleita em 2026

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Ex-prefeita de São Paulo recebeu 169.567 votos e ficou na 13ª colocação na disputa pelas 94 cadeiras da Alesp

Aos 91 anos, Luiza Erundina (PSOL) foi eleita deputada estadual por São Paulo e se tornou a deputada estadual mais velha eleita no país nas eleições de 2026. Ela recebeu 169.567 votos e terminou a disputa na 13ª colocação entre os candidatos à Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).

Erundina tomará posse em fevereiro de 2027 para a 21ª Legislatura da Alesp. Com o resultado, ela supera Eduardo Suplicy (PT), de 85 anos, que até então era o deputado estadual mais velho da Assembleia paulista.

Nascida em 30 de novembro de 1934, em Uiraúna, na Paraíba, Erundina é formada em Serviço Social pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e tem mestrado em Ciências Sociológicas pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo.

Da Prefeitura de São Paulo ao Congresso

A trajetória política de Erundina ganhou projeção nacional em 1988, quando foi eleita prefeita de São Paulo pelo PT. Ela assumiu o cargo em 1989 e permaneceu à frente da maior cidade do país até 1992, tornando-se a primeira mulher de esquerda a comandar a capital paulista.

Depois da Prefeitura, construiu uma longa trajetória no Congresso Nacional. Foi eleita deputada federal por sete mandatos, período em que atuou em diferentes frentes relacionadas a políticas sociais, direitos das mulheres, infância, saúde, cultura e habitação.

Entre as iniciativas associadas à sua atuação parlamentar estão a chamada Lei das Brinquedotecas, que tornou obrigatória a instalação desses espaços em unidades de saúde com atendimento pediátrico em regime de internação, além de medidas relacionadas aos direitos das gestantes atendidas pelo SUS.

Também participou da elaboração de propostas voltadas à proteção das mulheres e de iniciativas de valorização da cultura nordestina, como a criação do Dia Nacional do Forró.

Eleição é vista como contraponto ao etarismo

Para a cientista política Jacqueline Pitanguy, coordenadora executiva da Organização Não Governamental Cidadania, Estudo, Pesquisa (CEPIA), a eleição de Erundina representa uma oportunidade de questionar o etarismo e valorizar a experiência acumulada ao longo da vida pública.

“Primeiro porque ajuda a quebrar a ideia do etarismo, de que as pessoas envelhecem e desaparecem”, afirmou Pitanguy em entrevista à Rádio Nacional.

Segundo ela, a trajetória de Erundina também demonstra a possibilidade de mobilidade social e política, desde sua origem no interior da Paraíba até a Prefeitura de São Paulo e, agora, o retorno à Assembleia Legislativa.

Pautas no novo mandato

No mandato estadual, Erundina defende pautas como transporte público e tarifa zero, direitos das mulheres, crianças e adolescentes, democratização da comunicação, participação popular, direitos humanos e políticas públicas universais.

A nova legislatura da Alesp começa em 1º de fevereiro de 2027, quando Erundina assumirá uma das 94 cadeiras da Assembleia Legislativa de São Paulo.

*Matéria elaborada com base nas informações publicads na Agência Brasil.

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Foto: José Cruz/ABR

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Eduardo Bolsonaro é demitido da PF por abandono de cargo

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Portaria publicada nesta segunda-feira (21) aponta mais de 30 dias consecutivos de faltas injustificadas; ex-deputado estava afastado da PF para exercer mandato parlamentar.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública demitiu Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal por abandono de cargo. A decisão foi publicada nesta segunda-feira (21) no Diário Oficial da União e tem como base um processo administrativo disciplinar que concluiu pela ocorrência de mais de 30 dias consecutivos de faltas injustificadas.

Segundo a portaria, a penalidade foi aplicada com base na legislação que prevê a demissão em casos de abandono de cargo.

Eduardo Bolsonaro integrava o quadro da Polícia Federal e estava afastado da função para exercer o mandato de deputado federal por São Paulo. A Câmara dos Deputados declarou a perda do mandato parlamentar em dezembro de 2025, após o então deputado deixar de comparecer a pelo menos um terço das sessões deliberativas da Casa.

Retorno à Polícia Federal

Após a perda do mandato, a Polícia Federal publicou ato determinando o encerramento do afastamento para exercício de mandato eletivo, com efeitos retroativos a 19 de dezembro de 2025, e o retorno de Eduardo Bolsonaro às atividades como escrivão.

A medida, no entanto, não resultou na retomada das atividades funcionais. O processo administrativo disciplinar que fundamentou a demissão concluiu pela existência de faltas injustificadas por período superior a 30 dias consecutivos.

Eduardo Bolsonaro havia ingressado na Polícia Federal como escrivão e exerceu a função em unidades de Guajará-Mirim (RO), Guarulhos, São Paulo e Angra dos Reis antes de assumir o mandato parlamentar.

STF também havia determinado perda do cargo

A demissão publicada pelo Ministério da Justiça ocorre em um contexto em que o Supremo Tribunal Federal também determinou a perda do cargo público de Eduardo Bolsonaro.

Em junho de 2026, a Primeira Turma do STF condenou o ex-deputado a quatro anos e dois meses de prisão, em regime inicial semiaberto, pelo crime de coação no curso do processo. Na mesma decisão, o colegiado determinou a perda do cargo de escrivão da Polícia Federal.

O processo teve novo julgamento virtual concluído em 18 de setembro, quando a Primeira Turma rejeitou os embargos apresentados pela defesa. A decisão anterior permaneceu registrada no processo.

A decisão do STF também determinou a comunicação ao Tribunal Superior Eleitoral para fins de inelegibilidade, conforme os termos estabelecidos no julgamento.

Atuação nos Estados Unidos

Eduardo Bolsonaro deixou o Brasil em março de 2025 e passou a viver nos Estados Unidos. Durante o período, segundo a decisão do STF, o ex-deputado atuou para pressionar instituições brasileiras por meio de medidas adotadas pelo governo norte-americano.

Entre os episódios analisados no processo estão a articulação relacionada a tarifas sobre produtos brasileiros, a revogação de vistos de autoridades brasileiras e a aplicação de sanções previstas na Lei Magnitsky.

Segundo o STF, essas ações tinham como objetivo interferir no andamento do processo relacionado à tentativa de golpe de Estado e no julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A demissão publicada nesta segunda-feira, porém, tem como fundamento específico o processo administrativo disciplinar por abandono de cargo, e não a condenação criminal do STF.

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Foto: Marcelo Camargo/ABR

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Mais de 1,2 mil candidaturas são indeferidas nas eleições

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Levantamento com dados do TSE aponta 1.214 registros indeferidos até 16 de setembro; 888 ainda estão em fase de recurso e 326 tiveram decisão definitiva.

A Justiça Eleitoral já indeferiu 1.214 candidaturas nas Eleições 2026, segundo levantamento baseado em dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) atualizados até a noite de terça-feira (16). Do total, 888 registros ainda estão em fase de recurso, enquanto 326 tiveram o indeferimento definitivo.

Isso significa que cerca de 73% das candidaturas atingidas pelas decisões ainda podem ter a situação modificada durante a tramitação dos recursos. O TSE considera o registro de candidatura a etapa em que a Justiça Eleitoral verifica se o candidato atende às condições previstas na legislação, incluindo requisitos de elegibilidade, documentação e eventuais impugnações.

A maior parte dos indeferimentos envolve candidatos que disputam cargos proporcionais. São 561 registros de candidatos a deputado estadual e outros 494 de deputado federal.

Também foram indeferidas 73 candidaturas de suplentes, 31 de senador, 24 de governador, 19 de vice-governador, nove de deputado distrital e uma candidatura à Presidência da República. Não há, até o momento do levantamento, candidatura a vice-presidente indeferida, embora exista um registro ainda pendente de julgamento.

Entre os casos de maior repercussão está o de Pablo Marçal (PRTB) (foto), cujo registro para a Presidência foi negado pelo TSE. A Corte apontou falta de comprovação da filiação partidária ao PRTB dentro do prazo legal e também mencionou condição de inelegibilidade decorrente de decisão anterior.

São Paulo tem 12,9% das candidaturas indeferidas

O percentual de candidaturas indeferidas varia significativamente entre os estados. São Paulo aparece com 12,9%, segundo o levantamento, atrás apenas do Piauí, que registra 20,9%.

Na sequência aparecem Sergipe, com 9,3%, Rio de Janeiro, com 7,8%, e Pernambuco, com 7,2%. Os menores percentuais estão em Mato Grosso do Sul, com 1,4%, Ceará, com 1,8%, Espírito Santo e Rondônia, com 2%, e Santa Catarina, com 2,3%.

O percentual representa a parcela das candidaturas de cada unidade da Federação que aparece na situação de indeferimento no recorte analisado. Como parte dos registros ainda está em fase de recurso, os números podem mudar.

Falhas formais estão entre os principais motivos

O levantamento aponta que o motivo mais frequente para o indeferimento foi o desatendimento a requisito formal, identificado em 412 registros.

Em seguida aparecem a ausência de condição de elegibilidade, com 365 casos, e o indeferimento do Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários (DRAP), com 314.

Também foram registrados 112 casos de ausência de quitação eleitoral, 110 de inelegibilidade infraconstitucional, 90 relacionados ao descumprimento da cota de gênero e 52 por falta de desincompatibilização.

Uma mesma candidatura pode apresentar mais de um motivo para o indeferimento. Por isso, a soma dessas ocorrências é superior ao número total de candidaturas atingidas.

Maioria dos casos ainda pode mudar

O cenário não é definitivo para a maior parte dos registros. Dos 1.214 indeferimentos contabilizados no levantamento, 888 permanecem em situação de recurso.

O próprio TSE informou, em 15 de setembro, que 20.982 requerimentos de candidatura já haviam sido analisados, correspondendo a 99,02% dos pedidos, e que 205 processos ainda aguardavam julgamento. Naquele momento, 980 casos estavam dentro do prazo para recurso ou já eram alvo de contestação.

A situação individual de cada candidato pode ser consultada nos sistemas oficiais da Justiça Eleitoral, incluindo o DivulgaCandContas, que reúne informações sobre candidaturas, partidos e prestação de contas.

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Foto: Reprodução

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Moraes e Mendonça trocam acusações durante sessão do STF

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Moraes disse que o colega teria pedido sua inclusão em eventual delação de Daniel Vorcaro; Mendonça negou e chamou a acusação de “mentira”.

Os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça protagonizaram uma discussão nesta terça-feira (15), durante o julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) que analisa a possibilidade de abertura de uma investigação contra Moraes.

Durante a sessão, Moraes acusou Mendonça de ter pedido a investigadores da Operação Compliance Zero que seu nome fosse incluído em uma eventual delação premiada de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master e investigado por suspeitas de corrupção de agentes públicos e fraudes financeiras.

“Quem tem medo da Polícia Federal?”, questionou Moraes durante o debate. O ministro afirmou ainda ter testemunhas, entre advogados e policiais, que teriam presenciado Mendonça pedir a inclusão de seu nome em uma colaboração de Vorcaro.

Moraes também acusou o colega de agir por motivação político-eleitoral e afirmou que Mendonça estaria ligado a um grupo político que, segundo ele, tentou promover um golpe de Estado no país. Mendonça foi indicado ao STF pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.

Mendonça negou as acusações e afirmou, em plenário, que não direcionou o caso Master nem pediu a inclusão de Moraes em uma eventual delação de Vorcaro.

“Isso é mentira!”, reagiu Mendonça. O ministro também afirmou que, caso as supostas testemunhas fossem chamadas para depor, “vão todas mentir”.

Após o confronto entre os dois ministros, Gilmar Mendes, decano do STF, também acusou Mendonça de ter motivações político-partidárias ao retirar o sigilo de um relatório da Operação Compliance Zero que relaciona Moraes a Vorcaro.

Gilmar propôs que o julgamento fosse adiado para 23 de setembro. A data coincide com a sessão já marcada para analisar um pedido de Moraes para a abertura de investigação contra Mendonça por suspeita de abuso de autoridade na condução do caso Master.

O presidente do STF, Edson Fachin, suspendeu a sessão para o almoço. A previsão de retomada era para as 15h desta terça-feira.

Relatório e mensagens

O relatório que trouxe as menções a Moraes foi divulgado em 1º de setembro, após Mendonça retirar o sigilo do documento. O material reúne 52 mensagens que os investigadores afirmam terem sido enviadas por Daniel Vorcaro a Moraes entre 2023 e novembro de 2025.

Segundo o relatório, as mensagens indicariam uma relação de proximidade entre Vorcaro e o ministro. Em uma delas, o ex-banqueiro aparenta mencionar um contrato de R$ 131 milhões do Banco Master com o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro.

Outro trecho sugere que Vorcaro teria buscado informações junto a Moraes sobre uma operação que poderia resultar em sua prisão. O ex-banqueiro foi preso preventivamente em 17 de novembro de 2025.

Moraes nega ter cometido irregularidades e classificou o relatório como inconstitucional e ilegal.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) também pediu a Fachin a anulação do relatório parcial. O órgão argumenta que a investigação avançou sobre um ministro do Supremo sem comunicação prévia ao presidente da Corte ou ao plenário.

Acusações cruzadas

Em 2 de setembro, Moraes encaminhou a Fachin um documento que apresentou como relatório de inteligência da Polícia Federal. O material levantava a hipótese de que Mendonça teria direcionado a investigação da Operação Compliance Zero para atingir adversários políticos.

O documento, porém, não é assinado e não apresenta o timbre da Polícia Federal. Na própria capa, há a indicação de que o conteúdo foi produzido como conjectura e não possui valor probatório.

Com base nesse material, Moraes pediu a abertura de investigação contra Mendonça por suspeita de abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade. Fachin marcou a análise do pedido para 23 de setembro.

O julgamento desta terça-feira reúne os ministros do STF. Moraes e Mendonça participam da sessão lado a lado.

Mais cedo, Nunes Marques se declarou impedido e Dias Toffoli se declarou suspeito para participar da análise do caso.

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Foto: Victor Piemonte/STF

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Bruna Furlan participa da Marcha para Jesus em Santanade Parnaíba

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A deputada estadual Bruna Furlan participou na tarde deste sábado (12) da Marcha para Jesus, em Santana de Parnaíba. O evento reuniu centenas de fiéis, que percorreram as ruas do Centro Histórico em uma caminhada marcada por louvor e celebração.

Bruna Furlan acompanhou o trajeto completo da Marcha, desde a concentração até o destino final, no Bolsão de Estacionamento, onde acontece a programação musical.

Marcha para Jesus reuniu centenas de fiéis no Centro Histórico. | Foto: Edson Mesquita Jr/Hora SP

A concentração começou às 15h, na Praça da Bandeira, no Centro Histórico. Os participantes seguiram pela Rua Padre Miguel Mauro, Rua Suzana Dias, Largo São Bento e Largo Éden.

Na sequência, a caminhada passou pela Estrada dos Romeiros até chegar ao Bolsão de Estacionamento, onde foi montada a estrutura para os shows.

A programação musical reúne artistas e grupos do cenário gospel nacional. Entre as atrações estão Renascer Praise, Julliany Souza, Isaías Saad, André e Felipe e Fhop Music.

A Marcha para Jesus faz parte do calendário de eventos cristãos realizados em diferentes cidades do país e reúne participantes de diversas igrejas e comunidades em uma programação que combina caminhada, música e manifestações de fé.

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Fotos: Edson Mesquita Jr/Hora SP

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Datafolha: Lula tem 46% e Flávio, 44% no 2º turno

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 46% das intenções de voto contra 44% do senador Flávio Bolsonaro (PL) em uma eventual disputa de segundo turno para a Presidência da República, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (11).

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A diferença de dois pontos percentuais está dentro da margem de erro do levantamento, que é de dois pontos para mais ou para menos. Na prática, os candidatos estão em situação de empate técnico nesse cenário.

Os números são os mesmos da pesquisa anterior, divulgada em 3 de setembro. Na segunda quinzena de agosto, Lula tinha 47% e Flávio Bolsonaro, 43%, uma diferença de quatro pontos.

O levantamento foi encomendado pela Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo.

Em outros cenários de segundo turno, Lula também aparece à frente. Contra Ronaldo Caiado (PSD), o presidente tem 46% contra 41%. Diante de Romeu Zema (Novo), Lula registra 48% contra 39%.

Na simulação com Renan Santos (Missão), Lula aparece com 48% e o adversário, com 37%. Já no cenário testado pela primeira vez com o escritor Augusto Cury (Avante), o presidente tem 45% contra 43% do candidato.

Em todos os cenários, a diferença entre os candidatos varia de dois a nove pontos percentuais.

Primeiro turno

Na simulação de primeiro turno sem Pablo Marçal (PRTB), Lula aparece com 39% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registra 35%.

Augusto Cury tem 6%, seguido por Ronaldo Caiado, com 4%; Renan Santos, com 3%; e Romeu Zema, com 2%. Samara Martins (UP), Rui Costa Pimenta (PCO), Clariana Barão (DC) e Edmilson Costa (PCB) aparecem com 1% cada.

Nesse cenário, 6% afirmam que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 4% estão indecisos.

O Datafolha também testou um cenário que inclui Pablo Marçal, que, segundo a pesquisa, está inelegível. A Justiça Eleitoral ainda deverá decidir sobre a possibilidade de sua candidatura.

Rejeição

A pesquisa mostra ainda uma disputa equilibrada na rejeição. Lula e Flávio Bolsonaro aparecem com 46% cada entre os eleitores que afirmam que não votariam neles de jeito nenhum no primeiro turno.

Na sequência aparecem Renan Santos, com 17%; Romeu Zema, com 16%; Ronaldo Caiado, com 14%; Rui Costa Pimenta, com 11%; e Augusto Cury, com 10%.

Segundo o Datafolha, 75% dos eleitores afirmam estar totalmente decididos sobre seu voto para presidente, enquanto 25% ainda admitem a possibilidade de mudar de escolha.

Pesquisa

O Datafolha ouviu 2.002 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 8 e 10 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01833/2026.

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Fotos: Ricardo Stuckert/PR e Valdemar Barreto/Ag. Senado | Montagem: Hora SP

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Evento com Tarcísio e Bruna Furlan é cancelado em Barueri

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O evento que reuniria o governador Tarcísio de Freitas e a deputada estadual Bruna Furlan neste sábado (12), em Barueri, foi cancelado devido à previsão de fortes chuvas e tempestades na região.

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A decisão foi comunicada pela coordenação da deputada nesta sexta-feira (11), após a Defesa Civil alertar para a possibilidade de chuva forte, descargas elétricas, rajadas de vento e granizo em pontos isolados entre sexta e sábado.

“Devido às condições climáticas e à previsão de fortes chuvas, o evento com o Governador está cancelado. A medida foi tomada visando à segurança e ao bem-estar de todos”, informou a coordenação de Bruna Furlan.

Ainda segundo o comunicado, uma nova data para a realização do encontro será divulgada posteriormente.

O evento estava previsto para ocorrer às 10h30, na Avenida Itaqui, no Jardim Belval, e havia expectativa de participação de lideranças políticas da região.

A decisão ocorre em meio a um alerta da Defesa Civil para Barueri e outros municípios da Região Metropolitana de São Paulo. A previsão indica condições favoráveis à ocorrência de tempestades, com chuva intensa, raios, ventos fortes e possibilidade de granizo.

Em Barueri, cinco locais foram apontados pela Defesa Civil como pontos que merecem atenção durante as pancadas mais intensas: Avenida Aníbal Correia, no Parque Viana; Avenida Bariloche, no Jardim Maria Helena; Rua Alagoinha, no Jardim Mutinga; Avenida Araguaia, no Tamboré; e a passagem sob a Avenida Yojiro Takaoka, na região do 18º do Forte.

Segundo a Defesa Civil, nesses locais pode ocorrer acúmulo de água e alagamento rápido durante períodos de chuva mais intensa.

A organização agradeceu a compreensão do público e informou que a nova data do encontro será anunciada posteriormente.

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Foto: Pablo Jacob/GESP

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Bolsa Família deve manter mínimo de R$ 600 em 2027

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Projeto enviado ao Congresso reserva R$ 157,1 bilhões para o programa, abaixo dos valores previstos para 2026 e 2025

A proposta de Orçamento da União para 2027, enviada nesta segunda-feira (31) ao Congresso Nacional, não prevê reajuste para o Bolsa Família. O projeto reserva R$ 157,1 bilhões para o programa, valor inferior aos R$ 158,6 bilhões previstos para 2026 e aos R$ 167,2 bilhões destinados em 2025.

Com a proposta, o benefício mínimo permanece em R$ 600 por família. Uma eventual correção dos valores poderá ser discutida pelos parlamentares durante a tramitação do Orçamento.

Benefício não tem reajuste desde 2023

O Bolsa Família não passa por reajuste desde seu relançamento, em março de 2023.

Além do benefício mínimo de R$ 600, o programa prevê valores adicionais conforme a composição familiar. São R$ 150 por criança de até 6 anos, R$ 50 por gestante, R$ 50 por jovem de 7 a 18 anos incompletos e R$ 50 por bebê de até 6 meses.

Os adicionais podem ser acumulados de acordo com as características de cada família.

Quem pode receber

Para ter acesso ao Bolsa Família, a renda mensal por pessoa da família deve ser de até R$ 218. Também é necessário manter o Cadastro Único atualizado e cumprir as condicionalidades estabelecidas nas áreas de saúde e educação.

Em agosto, aproximadamente 19,3 milhões de famílias foram atendidas pelo programa. No mesmo mês de 2025, eram cerca de 19,2 milhões.

Congresso poderá discutir mudanças

A manutenção do benefício sem reajuste ocorre em meio ao esforço da equipe econômica para conter o crescimento das despesas obrigatórias.

Durante a análise da proposta orçamentária, deputados e senadores poderão apresentar mudanças na previsão de recursos e discutir uma eventual recomposição dos valores pagos pelo programa.

Importante: como se trata da proposta de Orçamento, os valores ainda podem ser alterados durante a tramitação no Congresso Nacional. O texto apresentado não representa, portanto, a versão definitiva do Orçamento de 2027.

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Foto: Marcello Casal Jr/Ag. Brasil

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Congresso pode votar fim da escala 6×1 e outras pautas nesta semana

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Câmara e Senado concentram votações antes das eleições, com propostas sobre jornada de trabalho, compras internacionais, aplicativos, segurança e Orçamento de 2027.

O Congresso Nacional terá uma semana de votações com cinco temas de grande repercussão social na pauta. Entre eles estão o fim da escala de trabalho 6×1, a chamada “taxa das blusinhas”, medidas para trabalhadores de aplicativos, a PEC da Segurança Pública e o Orçamento da União para 2027.

As propostas fazem parte do esforço concentrado da Câmara dos Deputados e do Senado antes das eleições de outubro.

Fim da escala 6×1

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê mudanças na jornada de trabalho deve ser analisada na quarta-feira (2) pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.

O relator, senador Omar Aziz (PSD-AM), apresentou parecer favorável e rejeitou as 12 emendas apresentadas ao texto.

A proposta prevê dois dias de repouso semanal remunerado, sendo um deles preferencialmente aos domingos, e estabelece que o salário não poderá ser reduzido em razão da diminuição da jornada.

Se aprovada, a jornada máxima passaria de 44 para 42 horas semanais dois meses após a promulgação da PEC. Um ano depois, seria reduzida definitivamente para 40 horas semanais.

Depois da CCJ, o texto ainda precisará ser aprovado em dois turnos pelo Plenário do Senado, com pelo menos 49 votos favoráveis em cada votação.

Taxa das blusinhas

A chamada “taxa das blusinhas”, que trata do imposto de importação sobre compras internacionais de até US$ 50, também está entre os assuntos que podem avançar nesta semana.

A comissão mista responsável pela Medida Provisória se reúne nesta segunda-feira (31), às 16h. A relatora, senadora Leila Barros (PDT-DF), deve apresentar seu parecer, com expectativa de votação.

A medida provisória perde a validade em 8 de setembro.

Se aprovada pela comissão, ainda precisará passar pelos plenários da Câmara e do Senado.

Mototaxistas e entregadores

A Câmara dos Deputados também inicia a semana com votação prevista para esta segunda-feira (31), às 18h.

Entre as medidas provisórias em discussão estão propostas relacionadas aos mototaxistas e profissionais de motofrete, além de uma linha de financiamento para entregadores comprarem motocicletas e bicicletas elétricas.

Os deputados também podem analisar propostas relacionadas a incentivos fiscais para doações destinadas à atenção oncológica e à saúde da pessoa com deficiência, além da Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica e do Plano Nacional de Cultura.

PEC da Segurança Pública

No Senado, a PEC da Segurança Pública está entre as prioridades da Comissão de Constituição e Justiça.

A proposta prevê mudanças na integração entre as forças de segurança, no compartilhamento de informações e nas regras de financiamento do setor.

Também estão na agenda dos senadores o Redata, que prevê incentivos para instalação de data centers no Brasil, e o marco dos minerais críticos e estratégicos.

Orçamento de 2027

Além das votações, o Congresso deve receber nesta semana o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027.

O documento apresenta as estimativas de receitas e despesas da União para o próximo ano e abre uma nova rodada de negociações entre governo e parlamentares sobre metas fiscais, políticas públicas e investimentos federais.

Depois de recebido, o projeto será analisado pela Comissão Mista de Orçamento antes de seguir para votação no Congresso Nacional.

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Foto: Lula Marques/Ag. Brasil

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Mirelle Trevisan e Bruna Furlan ampliam articulação política em SP

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Candidatas a deputadas federal e estadual defendem maior representação dos municípios e fortalecimento da participação feminina na política

As candidatas Mirelle Trevisan, que disputa uma vaga na Câmara dos Deputados, e Bruna Furlan, candidata à Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), articulam uma atuação conjunta durante as eleições de 2026.

O encontro contou com a participação do prefeito Rodrigo Andrade e do ex-prefeito Rubens Furlan, reunindo lideranças políticas em torno da proposta de ampliar a representação dos municípios paulistas nos espaços de decisão estadual e federal.

Segundo Mirelle Trevisan, a construção conjunta tem entre seus objetivos fortalecer a participação das mulheres na política e ampliar a capacidade de articulação das cidades.

“Bruna e eu compartilhamos esse compromisso. Fortalecer a presença das mulheres na política e construir uma representação forte, do Estado a Brasília”, afirmou a candidata.

Articulação mira representação dos municípios

A proposta apresentada pelas candidatas é aproximar as demandas dos municípios dos principais espaços de decisão política, tanto em São Paulo quanto em Brasília.

Mirelle também afirmou que a atuação conjunta pretende reunir mulheres preparadas para representar diferentes cidades do estado.

“São Paulo precisa de mulheres preparadas, presentes e dispostas a trabalhar juntas”, declarou.

A articulação ocorre durante o período eleitoral de 2026, quando Mirelle Trevisan disputa uma vaga de deputada federal e Bruna Furlan concorre ao cargo de deputada estadual.

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