Cajamar divulga novas vagas de emprego com salários de até R$ 2,8 mil

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A Prefeitura de Cajamar divulgou novas oportunidades de trabalho por meio do programa Emprega Cajamar. As vagas são para contratação efetiva e contemplam diferentes áreas de atuação, ampliando as chances de inserção profissional para moradores do município.

Entre os destaques está uma vaga para motorista categoria D, com salário de R$ 2.816,11 e benefícios como convênio médico, odontológico, participação nos lucros e seguro de vida. A oportunidade exige ensino médio completo, CNH categoria D e experiência na função.

Também estão abertas cinco vagas para estoquista, com salário de R$ 1.960. Os candidatos devem ter ensino médio incompleto e experiência na área.

Outra oportunidade disponível é para auxiliar administrativo, com salário de R$ 2.800, além de benefícios como assistência médica e odontológica. Para a vaga, é necessário ensino médio completo e experiência na função.

Os interessados devem comparecer à unidade do Emprega Cajamar, no Polvilho, localizada na Avenida Bento da Silva Bueno, nº 351, para retirada da carta de encaminhamento até o dia 8 de maio.

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Foto: Marcelo Camargo/Ag. Brasil

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Lula lança novo Desenrola Brasil com descontos de até 90% nas dívidas

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assina nesta segunda-feira (4) a medida provisória que cria o novo Desenrola Brasil, programa de renegociação de dívidas voltado a pessoas que ganham até cinco salários mínimos, atualmente R$ 8.105.

A iniciativa permite renegociar débitos de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal, com o objetivo de aliviar o orçamento das famílias, especialmente aquelas com dívidas de alto custo.

O programa terá duração inicial de 90 dias, e os interessados deverão procurar diretamente os canais oficiais de bancos e operadoras de crédito para aderir.

Entre os principais pontos, estão descontos que podem variar de 30% a 90% sobre o valor das dívidas. Também será possível utilizar até R$ 1 mil ou 20% do saldo do FGTS para quitar os débitos.

O novo modelo prevê ainda a concessão de crédito para pagamento das dívidas, com taxa de juros de até 1,99% ao mês e prazo de até 48 meses. O limite por pessoa será de até R$ 15 mil por instituição financeira, com garantia do Fundo Garantidor de Operações.

Poderão ser incluídas dívidas contratadas até 31 de janeiro de 2026, com atraso entre 90 dias e dois anos.

O programa também contempla renegociação de débitos do Fies, além de dívidas de micro e pequenas empresas e de agricultores familiares.

Uma das regras previstas é o bloqueio, por um ano, do acesso a plataformas de apostas online para quem aderir ao programa.

O lançamento e os detalhes da medida foram apresentados em coletiva no Palácio do Planalto.

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Foto: Ricardo Stucker/PR

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Imposto de Renda 2026: quase 60% ainda não declararam a menos de um mês do prazo

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A menos de um mês do prazo final, quase 60% dos contribuintes ainda não enviaram a declaração do Imposto de Renda 2026. Até as 17h27 deste sábado (3), a Receita Federal recebeu 18.380.905 declarações, o equivalente a 41,8% do total esperado.

A expectativa do Fisco é receber 44 milhões de declarações neste ano. Historicamente, o maior volume de envios ocorre nas últimas semanas, o que aumenta o risco de erros e inconsistências no preenchimento.

Entre as declarações já entregues, 70,3% têm direito à restituição, enquanto 16,9% deverão pagar imposto e 12,8% não têm valores a pagar nem a receber.

A maioria dos contribuintes utilizou o programa de computador para preencher o documento (73,7%). Outros 17,4% optaram pelo preenchimento online e 8,9% usaram o aplicativo para dispositivos móveis.

A declaração pré-preenchida foi utilizada por 60% dos contribuintes, modelo que facilita o envio ao trazer dados já registrados pela Receita. O desconto simplificado foi escolhido em 55,3% dos casos.

O prazo de entrega começou em 23 de março e termina às 23h59min59s de 29 de maio. Quem perder o prazo estará sujeito a multa mínima de R$ 165,74, podendo chegar a 1% do imposto devido.

Devem declarar pessoas que tiveram rendimentos tributáveis acima de R$ 35.584 ou receita bruta rural superior a R$ 177.920 em 2025. Já quem recebeu até dois salários mínimos mensais está dispensado, salvo outras condições de obrigatoriedade.

Com o prazo se aproximando, a recomendação é evitar deixar o envio para os últimos dias e revisar cuidadosamente todas as informações.

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Foto: Marcello Casal Jr/Ag. Brasil

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Mais de 8,5 milhões ainda não declararam Imposto de Renda em SP a um mês do prazo

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O estado de São Paulo ainda tem mais de 8,5 milhões de contribuintes que não enviaram a declaração do Imposto de Renda 2026 a um mês do prazo final, que termina em 29 de maio. Até agora, foram entregues 5.168.476 declarações, o equivalente a apenas 37,7% do total esperado.

Os dados mostram que 62,3% das declarações ainda não foram enviadas, o que indica concentração de entregas nas últimas semanas — cenário comum, mas que aumenta o risco de erros no preenchimento e problemas com a Receita Federal.

Segundo o especialista em finanças Carlos Afonso, sócio do grupo MCR Contabilidade e Auditoria, deixar para a última hora pode comprometer a qualidade da declaração. “Com pressa, o contribuinte pode esquecer informações ou preencher dados incorretos, o que pode levar à malha fina”, afirma.

A recomendação é organizar a documentação com antecedência, especialmente para quem teve mudanças de renda, possui dependentes ou dúvidas no preenchimento. Nesses casos, o apoio de um profissional pode evitar inconsistências.

Além do risco de cair na malha fina, o atraso na entrega gera penalidades. A multa mínima é de R$ 165,75, podendo chegar a até 20% do imposto devido. O contribuinte também pode ter o CPF com pendências, o que dificulta operações financeiras e acesso a serviços.

Com o prazo se aproximando, a orientação é evitar os últimos dias, revisar todas as informações com atenção e garantir o envio dentro do período estabelecido.

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Foto: Divulgação/Grupo CR

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Feirão Casa Paulista libera 389 cartas de crédito para compra da casa própria no interior de SP

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O Governo de São Paulo vai disponibilizar mais de R$ 4,2 milhões em subsídios habitacionais durante o Feirão Casa Paulista, que acontece em São Carlos entre sexta-feira (24) e segunda (27). A iniciativa prevê a oferta de 389 cartas de crédito de R$ 11 mil, destinadas a famílias de baixa renda que buscam adquirir o primeiro imóvel — um incentivo direto que pode viabilizar a entrada na casa própria.

A ação integra a nova fase do programa habitacional e reforça a estratégia do Estado de ampliar o acesso à moradia para famílias com renda mais baixa. O feirão será realizado na Praça do Mercado Municipal, das 9h às 17h, reunindo 16 empreendimentos disponíveis na cidade.

Para participar, é necessário cumprir critérios específicos: renda familiar de até três salários mínimos, não possuir imóvel em nome próprio, não ter financiamento ativo e não ter sido beneficiado anteriormente por programas habitacionais. O subsídio é concedido a fundo perdido, ou seja, não precisa ser devolvido.

A atual edição marca a retomada dos feirões após um período de reavaliação do programa. A nova fase trouxe regras mais rigorosas para acelerar a entrega das unidades. Entre elas, a exigência de que os imóveis tenham ao menos dois dormitórios e estejam vinculados a contratos com a Caixa Econômica Federal até o fim do evento.

Outro ponto central é a priorização de empreendimentos com entrega prevista até junho de 2026, o que busca reduzir o tempo de espera das famílias contempladas. As construtoras podem ofertar tanto unidades já cadastradas quanto novos projetos aprovados para participação no feirão.

Após o encerramento, as empresas têm até cinco dias úteis para apresentar um relatório detalhado das negociações realizadas, etapa necessária para liberação dos recursos estaduais.

Desde 2023, o programa Casa Paulista já viabilizou mais de 3,3 mil moradias na Região Administrativa Central, com investimento superior a R$ 33,5 milhões. Outras 3,6 mil unidades estão em construção, com aporte de R$ 38,1 milhões.

Os dados reforçam o impacto social da iniciativa: enquanto famílias beneficiadas têm renda média de R$ 2,8 mil, compradores fora do programa registram média de R$ 5,2 mil. A diferença evidencia o alcance do subsídio na inclusão habitacional e no acesso ao crédito imobiliário.

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Foto: Divulgação/GESP

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Famílias endividadas – por Celso Tracco

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O crescente endividamento das famílias brasileiras tem dominado o noticiário nacional. O portal G1 de 07/04/26 destaca: “o resultado da pesquisa de endividamento e inadimplência do consumidor realizada pela Confederação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo em março/ 2026 mostra que 80% das famílias brasileiras têm dívidas. Este é o maior índice da série histórica. Apenas como comparação em março de 2025 o índice alcançou 77%. A mesma pesquisa aponta que a inadimplência (famílias com contas em atraso) estabilizou em torno de 29,6%, enquanto 12,3% informam não ter condição de honrar seus compromissos”. O fantasma do endividamento já assombra o Governo Federal que prepara medidas para mitigar o problema.  

Importante lembrar que o consumo das famílias é o principal fator do crescimento do Produto Interno Bruto do Brasil, responde por cerca de 64% do PIB. Apesar da amplitude da oferta de crédito, via consignados, cartões de crédito, compras parceladas em prestações, as taxas de juros, em geral, são muito altas e em alguns casos indecorosas. No cartão de crédito e crédito rotativo, passa fácil de 100% a.a. enquanto a taxa da inflação anual não passa de 5% a.a. O sistema financeiro brasileiro é regulado por normas rígidas, porém, ele não protege o consumidor. Não há uma regulação sobre os juros abusivos; não há uma transparência na oferta de crédito e não há incentivos, juros mais baixos, por exemplo para bons pagadores, aqueles que pagam em dia e não são inadimplentes. As regulações não protegem o consumidor.

Os programas oficiais de transferência de renda, como o Bolsa Família, na minha opinião, ajudam a reduzir a pobreza, mas não atuam no problema estrutural do endividamento. Motivos:  as famílias de baixa renda, comprometem a maior parte do orçamento familiar com itens essenciais; têm menor acesso a crédito barato; são mais vulneráveis para contrair dívidas; sofrem mais com oscilações econômicas. Além disso, não possuem uma educação financeira adequada e isto impede o uso equilibrado e estratégico dos recursos disponíveis. Em geral, não contam com políticas públicas de proteção ao uso do dinheiro, o que amplia sua vulnerabilidade econômica. Infelizmente a educação financeira no Brasil ainda é limitada. Isso se reflete na dificuldade de compreender juros compostos, o chamado juros sobre juros; leva ao uso inadequado do cartão de crédito: o valor da fatura aumenta, e muito, se não for paga na data marcada; a família não se planeja a longo prazo, não considera possíveis declínios das entradas econômicas e o acúmulo de várias prestações no mesmo período.

O endividamento não é apenas um problema econômico, mas social, pois ele afeta: a saúde mental gerando ansiedade, estresse e depressão. Os relacionamentos familiares, ficam abalados com conflitos sobre o uso dinheiro. Cai a produtividade no trabalho, devido à preocupação constante com o pagamento das contas.

Possíveis alternativas para melhorar essa situação: regulação mais rígida contra juros extorsivos e incentivo aos bons pagadores; programas de renegociação de dívidas com juros reduzidos. Expansão de programas de educação financeira nas escolas. Planejamento financeiro familiar, consumo mais consciente e contrair crédito como último recurso.

O endividamento das famílias brasileiras é um fenômeno complexo, que não deve ser visto, apenas por escolhas individuais. Ele é resultado de uma combinação de fatores financeiros, políticos e sociais, que se autossustentam e criam um ciclo difícil de romper. Para enfrentar o problema, é necessário um conjunto de ações coordenadas entre Estado, sistema financeiro, empresas e sociedade civil. Além de reduzir dívidas, o desafio é construir um ambiente econômico que permita às famílias brasileiras viver com dignidade, estabilidade e perspectiva de futuro.


Celso Tracco é economista, mestre em Teologia Sistemática, escritor, consultor e palestrante (www.celsotracco.com.br). Com ampla experiência como executivo em empresas nacionais e internacionais, é especialista em marketing, vendas e comportamento humano. Atuou como professor universitário e tem três livros publicados. Em sua coluna, abordará temas como política, economia e sociedade.


*Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Hora de S. Paulo

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Foto destaque: Joédson Alves/Ag. Brasil

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Completar álbum da Copa 2026 pode passar de R$ 7 mil

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Completar o álbum de figurinhas da Copa do Mundo de 2026 pode custar entre R$ 1.004,90 e R$ 7.362,90, dependendo da estratégia do colecionador. O valor considera desde o cenário ideal, sem figurinhas repetidas, até a compra contínua de pacotes sem trocas.

O aumento chama atenção em relação à última edição e reflete mudanças no formato do torneio, além da dinâmica tradicional de repetição de figurinhas.

No cenário mais econômico — considerado improvável — o colecionador conseguiria todas as 980 figurinhas sem repetição, gastando R$ 980 com os cards e mais R$ 24,90 no álbum mais simples, totalizando R$ 1.004,90.

Já na prática, ao comprar pacotes com sete figurinhas por R$ 7, o custo tende a subir significativamente devido às repetições. Sem trocas, o valor pode chegar a R$ 7,3 mil, segundo estimativas baseadas em probabilidade.

Uma alternativa para reduzir os gastos é a troca de figurinhas repetidas, prática comum entre colecionadores e que diminui o número de compras necessárias.

O álbum da edição de 2026 também ficou maior. Serão 980 figurinhas, contra 670 na Copa do Mundo de 2022, um aumento de 310 unidades, impulsionado pela expansão do torneio de 32 para 48 seleções.

Mesmo considerando a inflação, completar o álbum ficou cerca de 51% mais caro em relação à edição anterior, evidenciando o impacto da nova estrutura da competição no bolso dos fãs.

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Foto: Divulgação/Panini | *Matéria com informações do Jornal Folha de S. Paulo

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Imposto de Renda 2026: veja qual modelo escolher para pagar menos ou aumentar a restituição

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Na hora de declarar o Imposto de Renda, uma dúvida comum entre milhões de brasileiros é escolher entre o modelo simplificado ou o completo. A decisão pode impactar diretamente no valor a pagar ou na restituição.

De acordo com especialistas, a escolha ideal depende do perfil financeiro do contribuinte, especialmente do volume de despesas que podem ser deduzidas.

Segundo o professor de ciências contábeis Gilder Daniel Torres, o modelo completo é mais vantajoso para quem possui gastos elevados com saúde, educação, previdência privada e dependentes.

“A declaração completa permite detalhar todas as despesas. Já a simplificada aplica automaticamente um desconto padrão de 20%, sem necessidade de comprovação”, explica.

No modelo completo, despesas médicas têm destaque por não possuírem limite de dedução, desde que devidamente comprovadas. Entram nessa categoria gastos com médicos, dentistas, hospitais e planos de saúde.

Por outro lado, procedimentos estéticos, medicamentos comprados em farmácias e despesas com acompanhantes não são dedutíveis.

Na área da educação, há limite anual para abatimento, e apenas despesas com ensino formal, como escolas, faculdades e cursos técnicos, são aceitas. Cursos de idiomas e materiais escolares ficam de fora.

Especialistas recomendam que o contribuinte simule os dois modelos antes de finalizar a declaração. O próprio sistema da Receita Federal faz essa comparação automaticamente.

“O contribuinte deve preencher todas as informações e verificar qual modelo apresenta menor imposto a pagar ou maior restituição”, orienta o especialista Paulo Pêgas.

Para quem tem poucas despesas dedutíveis, o modelo simplificado tende a ser mais prático e vantajoso. Já quem possui dependentes e altos gastos com saúde e educação pode se beneficiar mais da declaração completa.

A recomendação é organizar documentos e recibos com antecedência para garantir o melhor resultado financeiro e evitar erros na prestação de contas.

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Foto: Joédson ALves/Ag. Brasil | *Matéria com informações Agência Brasil

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Financiamento de veículos cresce 12,8% e atinge melhor resultado desde 2008

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As vendas financiadas de veículos no Brasil cresceram 12,8% no primeiro trimestre de 2026, totalizando 1,89 milhão de unidades — o melhor desempenho para o período desde 2008. O avanço reforça a retomada do crédito e aquece o mercado automotivo no país.

O resultado mostra um cenário mais favorável para o setor, impulsionado pela maior oferta de crédito e pela demanda aquecida em diferentes segmentos.

Os veículos usados seguem liderando os financiamentos, com 1,21 milhão de unidades, enquanto os novos somaram 675 mil. Ambos apresentaram crescimento em relação ao mesmo período de 2025.

Entre os segmentos, os automóveis leves concentraram a maior parte das operações, com 1,31 milhão de unidades financiadas. Já as motos tiveram destaque no crescimento, com alta de 18,1%, enquanto os veículos pesados avançaram de forma mais moderada.

O desempenho positivo foi registrado em todas as regiões do país, com o Nordeste liderando a expansão percentual, seguido por Centro-Oeste, Sul, Sudeste e Norte.

No recorte por modalidade, o Crédito Direto ao Consumidor (CDC) foi responsável pela maior parte das operações, com mais de 1,6 milhão de financiamentos, seguido pelos consórcios.

O mês de março também apresentou forte aceleração, com crescimento de 27,6% em relação ao mesmo período do ano passado, alcançando 703 mil unidades financiadas — o melhor resultado desde 2011.

O avanço foi puxado tanto por veículos novos quanto usados, indicando um movimento consistente de recuperação e estabilidade no setor.

Além disso, os preços dos veículos novos registraram leve alta em março, enquanto o mercado de usados manteve estabilidade, refletindo um equilíbrio entre oferta e demanda.

O cenário aponta para uma continuidade do crescimento ao longo do ano, com o crédito desempenhando papel central na sustentação das vendas.

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Foto: Rafa Neddemeyer/Ag. Brasil

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Embaixador reforça papel estratégico de São Paulo para o Canadá

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O estado de São Paulo se consolidou como eixo estratégico nas relações entre Brasil e Canadá, movimentando bilhões em comércio e ampliando cooperação em áreas como tecnologia, agronegócio e inovação. A avaliação foi reforçada por autoridades dos dois países durante encontro realizado nesta quarta-feira (1º) na Assembleia Legislativa paulista (Alesp).

Segundo representantes canadenses, São Paulo concentra a maior parte das trocas comerciais entre os dois países. As exportações do Canadá para o estado giram em torno de R$ 9 bilhões, enquanto as vendas paulistas ao mercado canadense passam de R$ 4 bilhões — números que evidenciam o peso econômico da parceria.

Durante a reunião, o embaixador do Canadá no Brasil, Emmanuel Kamarianakis, destacou o papel estratégico do estado dentro da relação bilateral. Ele apontou afinidades em setores de alto valor agregado, como a indústria aeroespacial — onde aeronaves da Embraer operam no Canadá — além da relevância do país norte-americano no fornecimento de fertilizantes para o agronegócio brasileiro.

A cônsul-geral do Canadá em São Paulo, Joanne Lemay, reforçou que a cooperação vai além do comércio atual e tem foco no crescimento de longo prazo. Segundo ela, o ambiente econômico paulista favorece novos investimentos e amplia oportunidades para empresas dos dois países.

No campo político, deputados estaduais ressaltaram o avanço da chamada diplomacia subnacional, em que estados e municípios passam a atuar diretamente na construção de parcerias internacionais. A proposta em discussão inclui a criação de uma agenda permanente com a Câmara de Comércio do Canadá para facilitar a entrada de empresas paulistas no mercado externo.

Além da economia, o intercâmbio educacional também ganhou destaque. Programas do governo paulista já enviaram centenas de estudantes da rede pública para o Canadá, enquanto universidades mantêm dezenas de acordos ativos para pesquisa conjunta e troca de conhecimento científico.

A cooperação tende a se ampliar ainda mais com a negociação de um acordo de livre comércio entre Mercosul e Canadá. A expectativa é de redução de tarifas, aumento das exportações e avanço em áreas estratégicas como energias limpas, inteligência artificial e biotecnologia.

O encontro também contou com a presença de representantes diplomáticos de outros países, reforçando o papel da Alesp como espaço de articulação internacional e de aproximação entre governos e mercados.

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Foto: Bruna Sampaio/Alesp

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