Novo salário mínimo de R$ 1.621 entra em vigor nesta quinta (1º)

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O novo salário mínimo nacional entra em vigor nesta quinta-feira (1º) com valor de R$ 1.621, após reajuste de 6,79%, o equivalente a R$ 103. O aumento foi confirmado pelo Ministério do Planejamento e Orçamento e substitui o piso anterior, de R$ 1.518.

O percentual do reajuste foi definido com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que acumulou 4,18% em 12 meses até novembro, além do crescimento da economia. Em novembro, o INPC teve variação de 0,03%, segundo dados oficiais.

De acordo com estimativa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o novo valor deve injetar R$ 81,7 bilhões na economia, ao considerar impactos sobre renda, consumo e arrecadação, mesmo em um contexto de restrições fiscais mais rígidas.

Pela regra vigente, o salário mínimo é corrigido por dois fatores: a inflação medida pelo INPC acumulado até novembro do ano anterior e o crescimento econômico de dois anos antes. Em dezembro, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revisou o PIB de 2024, confirmando alta de 3,4%.

Apesar disso, o arcabouço fiscal limita o ganho real acima da inflação a um intervalo entre 0,6% e 2,5%. Com essa trava, o cálculo resultou em R$ 1.620,99, valor arredondado por lei para R$ 1.621, consolidando o reajuste de 6,79% em 2026.

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Foto: Marcello Casal Jr/Ag. Brasil

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Turismo de SP projeta temporada de verão histórica

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O estado de São Paulo deu início, neste final de semana, em Bertioga (SP), à Operação Verão, a maior ação direcionada à segurança de moradores e turistas que circularão pelo estado durante a temporada de fim de ano e verão.

Segundo o Centro de Inteligência da Economia do Turismo (CIET), ligado à Secretaria de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo (Setur-SP), a estimativa é de que mais de 16,7 milhões de pessoas visitem os destinos paulistas até o fim de março. Em todo o litoral paulista, são esperados 7,5 milhões de turistas. Parte desse total (1,95 milhão) deve se concentrar apenas no Litoral Norte, o que representa crescimento de 5,7% no fluxo de visitantes em relação à temporada anterior.

As projeções indicam uma movimentação financeira direta de R$ 41 bilhões gerada pelo turismo no estado durante a estação. O secretário de Turismo e Viagens, Roberto de Lucena, destaca as ações do governo paulista para garantir a segurança no período de alta demanda. “Não existe turismo sem segurança, e o estado de São Paulo atua mais uma vez em prol dos cidadãos que buscam experiências nos destinos do litoral e do interior. Estamos fazendo a lição de casa para que esta seja, sem dúvida, a maior operação de segurança da história”, afirmou.

Para orientar e conscientizar os turistas, a Setur-SP elaborou o Guia Turista Consciente. O material traz orientações sobre planejamento da viagem, incentivo à descoberta de destinos além do litoral, compra segura de serviços turísticos, cuidados com saúde e segurança, atenção às condições climáticas, uso consciente da água e respeito às comunidades locais. Clique aqui (https://plataforma.turismo.sp.gov.br/operacao-verao) e baixe a versão digital.

Durante a temporada, a pasta estadual de turismo também utilizará QR Codes em ações de comunicação, como vídeos e materiais impressos, para facilitar o acesso ao conteúdo.

Operação Verão

A maior operação da história da região litorânea do estado contará com R$ 55 milhões em investimentos, empregados na mobilização de 4.075 policiais militares e 436 viaturas, além do apoio da Polícia Civil e do Corpo de Bombeiros, bem como do uso de sete drones e três aeronaves para o monitoramento da orla.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública, do total de efetivo mobilizado, cerca de 2.800 policiais atuarão na Baixada Santista e 861 no Litoral Norte. A operação também conta com 253 bombeiros e 147 policiais do Policiamento Rodoviário.

O governo também anunciou, para este verão, a ampliação do programa Muralha Paulista, que aumenta a capacidade de monitoramento no litoral por meio de uma rede de câmeras com tecnologia de reconhecimento facial. Ao menos 13 cidades do litoral sul e norte participam do programa, com cerca de 1.700 câmeras, incluindo sistemas de reconhecimento facial e leitura de placas.

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Fonte: GESP | Foto: Reprodução/Pref. de Santos

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Governo de SP sanciona lei que isenta IPVA para motos de até 180 cilindradas

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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, sancionou nesta terça-feira (23) a lei que isenta motocicletas, ciclomotores e motonetas com até 180 cilindradas — de propriedade de pessoas físicas — do pagamento de Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA).

A isenção já vale para 2026 para os veículos que estejam em situação regular de registro e de licenciamento. A medida beneficia milhões de motociclistas e tem forte impacto no orçamento de quem utiliza a moto como instrumento de trabalho, especialmente entregadores e prestadores de serviço do estado de São Paulo.

“Sancionei o projeto de lei que isenta de IPVA as motos de até 180 cilindradas e que trará alívio ao orçamento principalmente dos profissionais de entrega, que diariamente contribuem para o desenvolvimento do Estado. Para muitos trabalhadores, a motocicleta é uma ferramenta fundamental de trabalho, sustento e locomoção. A isenção foi estruturada com responsabilidade fiscal, com foco em apoiar quem mais precisa, sem comprometer o equilíbrio das contas públicas”, afirma o governador.

Após a sanção do projeto, o número de motos isentas do pagamento do IPVA no estado pode chegar a 4,3 milhões, ou 76,3% de toda a frota que circula pelo estado de São Paulo. Atualmente, a frota total é de 5,7 milhões de motocicletas.

A sanção alterou a Lei nº 13.296/2008, que regulamenta a cobrança do IPVA no Estado. O projeto considera o papel social e econômico das motocicletas no Estado e foi planejado com base nas projeções fiscais, na atualização da Tabela Fipe para 2026, além de atender à Lei de Responsabilidade Fiscal.

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Fonte: GESP | Paulo Pinto/Ag. Brasil

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Compras de última hora aquecem o comércio e impulsionam vendas de Natal em São Paulo

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O comércio da região central de São Paulo vive dias de forte movimento com as compras de Natal feitas na reta final antes da data comemorativa. No Brás, lojistas relatam ruas cheias desde as primeiras horas da manhã, impulsionadas tanto por consumidores que deixaram para comprar na última hora quanto por trocas de presentes.

“O movimento nesses últimos dias está espetacular, muita gente na rua desde cedo”, afirma Lauro Pimenta, vice-presidente da Alobrás (Associação de Lojistas do Brás). Segundo ele, além das novas compras, as trocas ajudam a aquecer ainda mais as vendas. “Quem vem trocar acaba levando mais alguma coisa.”

Levantamento da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), em parceria com o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), aponta que cerca de 12 milhões de consumidores devem comprar presentes nas últimas horas antes do Natal nas 27 capitais do país. O estudo indica que promoções de fim de ano e a espera pelo salário ou pela segunda parcela do 13º explicam a decisão de adiar as compras. A recomendação é definir um teto de gastos para evitar excessos.

No Brás, o desempenho de 2025 supera o do ano passado, tanto em fluxo quanto em valores. “O ticket médio subiu. Em 2024 era cerca de R$ 175; neste ano passou para R$ 190, o que impacta diretamente o faturamento”, diz Pimenta. A Alobrás estima crescimento de aproximadamente 10% nas vendas entre seus 1,2 mil associados. Na primeira quinzena de dezembro, a alta já havia sido de 8% em relação ao mesmo período de 2024.

O bom resultado também se repete em centros de compras da região. Antônio Almeida, diretor de marketing do Mega Plaza Shopping, destaca crescimento de 50% no fluxo de pessoas durante o período natalino e aumento superior a 15% no faturamento. O ticket médio no local gira em torno de R$ 250.

“Ampliamos o número de lojas e diversificamos os segmentos, com opções como cama, mesa e banho, decoração, ferramentas, maquiagem e lingerie. Isso melhorou o mix e explica o crescimento”, afirma Almeida.

Com ruas cheias, tíquetes maiores e expectativa de vendas em alta, o varejo do centro paulistano fecha 2025 com desempenho acima do registrado antes mesmo da pandemia.

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Foto: Rovena Rosa/Ag. Brasil

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Preço do azeite cai pelo décimo mês seguido e acumula deflação de 23% em um ano

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Presente nas ceias de Natal e de Réveillon, o azeite chega ao fim de 2025 mais leve no bolso do consumidor. O produto registrou queda de preços pelo décimo mês consecutivo e acumula deflação de 23,32% nos últimos 12 meses, segundo dados do Índice de Preços dos Supermercados (IPS).

O levantamento é realizado pela APAS (Associação Paulista de Supermercados), em parceria com a FIPE (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), e aponta que apenas em novembro o recuo foi de 0,37%.

No acumulado de 2025, a queda chega a 22,69%, confirmando uma trajetória consistente de redução ao longo do ano. Para especialistas, o movimento representa um alívio importante no orçamento das famílias, especialmente em um período de maior consumo.

De acordo com o economista-chefe da APAS, Felipe Queiroz, dois fatores principais explicam o comportamento do mercado. “Esse cenário vem sendo observado há dez meses consecutivos, principalmente em função da retomada da produção europeia e da isenção da alíquota de 9% sobre a importação do produto, adotada pelo governo federal”, afirma.

A redução expressiva do preço do azeite também tem impacto direto sobre o grupo de óleos e gorduras, ajudando a conter pressões inflacionárias. Em novembro, o grupo ainda registrou alta de 2,63%, mas acumula queda de 4,23% no ano e recuo de 1,01% no período de 12 meses.

Com maior oferta no mercado internacional e medidas tributárias favoráveis, a expectativa é que o produto siga com preços mais estáveis no curto prazo, beneficiando o consumidor justamente nas datas em que o azeite costuma ganhar protagonismo à mesa.

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IPVA 2026 em SP tem carro avaliado em R$ 18,2 milhões; valores já podem ser consultados online

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Os proprietários de veículos no estado de São Paulo já podem consultar o valor venal que servirá de base para o cálculo do IPVA 2026. A consulta está disponível no Sistema de Veículos (Sivei), ferramenta simplificada da Secretaria da Fazenda e Planejamento de São Paulo, na qual basta informar a placa do automóvel. Nas próximas semanas, o imposto estará liberado para pagamento na rede bancária.

De acordo com levantamento divulgado pelo Governo do Estado de São Paulo, o maior valor venal registrado para 2026 é de um automóvel Ferrari Daytona SP3, ano 2023, avaliado em R$ 18.291.927. O IPVA desse veículo chega a R$ 731.677,08, o maior do estado. Já o menor valor de IPVA para automóveis é de R$ 217,16, referente a um veículo avaliado em R$ 5.429.

Os dados constam em pesquisa encomendada à Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, que analisou 13.571 modelos e versões de veículos, com base nos preços praticados no varejo nos meses de setembro e outubro de 2025. Em comparação com o mesmo período de 2024, houve valorização média de 2,51% nos preços de mercado.

Atualmente, a frota paulista soma cerca de 30,1 milhões de veículos. Desse total, aproximadamente 19,2 milhões estão sujeitos ao pagamento do IPVA, enquanto 9,9 milhões são isentos por terem mais de 20 anos de fabricação. Outros cerca de 1 milhão de veículos são isentos, imunes ou dispensados, como os pertencentes a taxistas, pessoas com deficiência, entidades sem fins lucrativos e veículos oficiais.

As alíquotas permanecem inalteradas em 2026: 4% para carros de passeio; 2% para motocicletas e similares, caminhonetes cabine simples, ônibus, micro-ônibus e maquinário pesado; 1,5% para caminhões; e 1% para veículos de locadoras registrados no estado.

Uma das principais novidades para 2026 é a proposta do governo estadual que prevê a isenção do IPVA para motocicletas, ciclomotores e motonetas de até 150 cilindradas pertencentes a pessoas físicas, desde que estejam em situação regular. O projeto foi enviado à Assembleia Legislativa em regime de urgência e, se aprovado, deve beneficiar milhões de paulistas, especialmente trabalhadores que utilizam a moto como instrumento de renda.

O calendário de pagamento prevê desconto de 3% para quem quitar o imposto em cota única no mês de janeiro. Também será possível pagar em cota única em fevereiro, sem desconto, ou parcelar em até cinco vezes, de janeiro a maio, conforme o final da placa. Caminhões possuem calendário diferenciado, com prazos que se estendem até setembro.

O pagamento pode ser feito com o número do Renavam, pela rede bancária credenciada. O Pix, gerado exclusivamente no site da Sefaz-SP, é apontado como a forma preferencial, com confirmação imediata. Também seguem disponíveis os pagamentos via internet banking, terminais de autoatendimento, casas lotéricas e cartão de crédito em empresas credenciadas.

Em caso de atraso, o contribuinte fica sujeito a multa diária de 0,33% e juros pela taxa Selic. Após 60 dias, a multa chega a 20%, e a dívida pode ser inscrita na Dívida Ativa, além de impedir o licenciamento do veículo.

Todas as informações detalhadas sobre valores venais, calendário e formas de pagamento do IPVA 2026 podem ser consultadas diretamente no portal da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo.

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Foto: Joédson Alves/Ag. Brasil

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Governo de SP critica Enel e pede intervenção federal após sucessivos apagões

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O Governo do Estado de São Paulo endureceu o tom contra a Enel São Paulo e cobrou uma ação rigorosa do Governo Federal diante das falhas recorrentes no fornecimento de energia elétrica no estado. Em nota oficial, divulgada nesta segunda-feira (15), o Palácio dos Bandeirantes afirma que os paulistas não podem continuar “reféns de um serviço essencial prestado de forma inadequada” e aponta incapacidade técnica, operacional e gerencial da concessionária.

A manifestação ocorre em meio à possibilidade de prorrogação da concessão da Enel por mais 30 anos, hipótese classificada pelo governo estadual como uma desconsideração aos interesses da população dos 24 municípios atendidos pela empresa. Segundo o Estado, os prejuízos causados pelos apagões são inaceitáveis e vêm se repetindo ao longo dos últimos anos.

De acordo com o governo paulista, em 2023 e 2024 milhões de consumidores ficaram sem energia por seis e até sete dias consecutivos, impactando diretamente famílias, comércios, hospitais, escolas e serviços públicos. No episódio mais recente, iniciado em 9 de dezembro, mais de 2,2 milhões de consumidores foram afetados, e mesmo após cinco dias o fornecimento ainda não havia sido totalmente restabelecido.

O Estado também destaca que, entre 2024 e 2025, a Enel acumulou a maior média mensal de reclamações na Ouvidoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) entre as concessionárias paulistas. Além disso, seis dos sete Planos de Resultados apresentados entre 2020 e 2023 foram reprovados, e multas superiores a R$ 400 milhões foram aplicadas nos últimos sete anos, sem que houvesse melhora efetiva na qualidade do serviço.

A gestão estadual afirma que, por meio da Arsesp, mantém fiscalização permanente, aplica penalidades dentro de sua competência e encaminha relatórios técnicos à Aneel, apontando a degradação da rede de distribuição e a insuficiência de investimentos. Diante do cenário, o governo defende que o Ministério de Minas e Energia e a Aneel adotem medidas mais duras, incluindo a possibilidade de intervenção na concessão, conforme prevê a legislação federal.

Ao final da nota, o governo reforça que a energia elétrica é base da vida cotidiana e da atividade econômica e afirma que o consumidor paulista deve ser colocado em primeiro lugar.

Confira a nota do Governo do Estado de São Paulo na íntegra:

Os paulistas não podem continuar reféns de um serviço essencial prestado de forma inadequada. As interrupções recorrentes e prolongadas no fornecimento de energia pela Enel São Paulo evidenciam há muito tempo a incapacidade técnica, operacional e gerencial da concessionária e o fracasso do atual modelo federal em avaliar a qualidade da prestação do serviço aos consumidores.

Nesse contexto, amplamente demonstrado pelas reiteradas manifestações de insatisfação dos usuários quanto à qualidade do serviço prestado, causa especial preocupação a possibilidade de o Governo Federal prorrogar a concessão da Enel São Paulo por mais 30 anos, o que representaria evidente desconsideração dos interesses e das necessidades da população residente nos 24 municípios atendidos pela concessionária.

Os prejuízos são inaceitáveis. Em 2023 e 2024, milhões de paulistas ficaram sem energia por seis e sete dias consecutivos, afetando famílias, comércio, hospitais, escolas e serviços públicos. No episódio mais recente, que começou no dia 9 de dezembro, mais de 2,2 milhões de consumidores foram impactados, sem resposta adequada, comunicação eficiente ou plano de contingência. Passados mais de cinco dias, o fornecimento ainda não foi normalizado.

Entre 2024 e 2025, a Enel registrou a maior média mensal de reclamações na Ouvidoria da Aneel entre as concessionárias paulistas; seis dos sete Planos de Resultados entre 2020 e 2023 foram reprovados; multas superiores a R$ 400 milhões foram aplicadas nos últimos sete anos sem melhora efetiva do serviço.

O Governo do Estado de São Paulo tem atuado de forma contínua e técnica por meio da Arsesp, com fiscalização permanente, identificação de gargalos críticos, aplicação de penalidades no âmbito de sua competência e encaminhamento de recomendações e avaliações de fiscalização em campo à Aneel sobre a degradação da qualidade do serviço e o descompasso entre os indicadores regulatórios e a realidade enfrentada pela população.

Problemas relacionados à insuficiência de investimentos realizados e à inadequada execução de vistorias podem ser evidenciados a partir da análise dos vários relatórios de fiscalização emitidos pela Arsesp, os quais, por meio de registros fotográficos, demonstram, em diversas localidades, a precarização da rede de distribuição.

A Lei Federal 8.987/95 no artigo 6º afirma que toda concessão pressupõe a prestação do serviço adequado ao pleno atendimento dos usuários, sendo este o que satisfaz as condições de regularidade, continuidade e eficiência na prestação aos consumidores. Diante desse quadro, observamos que a legislação não está sendo cumprida.

É indispensável que o Governo Federal, por meio do Ministério de Minas e Energia, observando as evidências apontadas pela Arsesp e pela própria Aneel, atue com máximo rigor no exercício do poder concedente, declarando intervenção na concessão da Enel São Paulo conforme prevê a lei federal 12.767/2012 que diz: “O poder concedente, por intermédio da Aneel, poderá intervir na concessão de serviço público de energia elétrica com o fim de assegurar sua prestação adequada e o fiel cumprimento das normas contratuais, regulamentares e legais pertinentes”.

A energia elétrica é base da vida cotidiana e da atividade econômica. O consumidor paulista vem primeiro. São Paulo exige respeito.

Governo do Estado de São Paulo

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Edifício Itália renasce e vira símbolo da nova fase do Centro de São Paulo

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Seis décadas após marcar definitivamente o skyline paulistano, o Edifício Itália volta ao centro das atenções e se consolida como um dos principais ícones da revitalização do Centro de São Paulo. A região, que por anos enfrentou abandono e degradação urbana, vive hoje um novo ciclo de retomada, impulsionado por novos negócios, projetos de requalificação, ações culturais e maior presença de pessoas nas ruas.

Entre 2021 e 2024, o Centro registrou a abertura de 64 mil empresas, sendo 25 mil novos negócios. Programas de requalificação urbana, como o Todos Pelo Centro, estimularam o retrofit de cerca de 30 edifícios históricos, devolvendo vitalidade a prédios antes subutilizados. Somam-se a isso políticas voltadas à segurança, habitação e iniciativas culturais, como o Natal Iluminado, que ajudaram a reocupar praças, ruas e espaços públicos, fortalecendo a economia local e a percepção de renascimento da região.

É nesse cenário que o Edifício Itália reassume protagonismo. O arranha-céu passa por um processo de restauro que preserva suas características originais, como a fachada, os brises-soleil e os elementos modernistas, ao mesmo tempo em que adequa o prédio às exigências atuais de segurança, sustentabilidade e conforto. O objetivo é manter o edifício vivo, funcional e integrado à dinâmica contemporânea da cidade.

A reocupação do Itália tornou-se símbolo desse movimento ao atrair marcas e empresas alinhadas a essa nova fase do Centro, como LAB MR e Melina Romano, The S Bar, Boom SP Design, Pitá Arquitetura, Teto Móveis e Metro Arquitetura, entre outras. Negócios da economia criativa, estúdios de arquitetura, empresas digitais e profissionais independentes voltaram a enxergar o Centro como território estratégico, valorizando não apenas a localização, mas também a diversidade cultural e a identidade urbana.

Inaugurado em novembro de 1965, em um período de otimismo e intensa verticalização de São Paulo, o Edifício Itália simbolizou a modernidade e a forte influência da comunidade italiana na cidade. Agora, ao completar 60 anos, representa uma São Paulo mais plural, criativa e conectada com novas tendências urbanas.

Se no século passado o Itália expressava a ambição de crescer em altura, hoje ele reflete o desejo da cidade de se reconectar com suas ruas, sua história e seu potencial criativo. Um ícone que atravessa o tempo, se reinventa e inspira justamente quando São Paulo volta seu olhar para o coração onde tudo começou.

Para quem deseja conhecer mais sobre essa trajetória, a KPMO Cultura e Arte lançou, em 2020, o livro “Edifício Itália”, que detalha desde a formação da comunidade italiana em São Paulo até o processo de construção do arranha-céu. Segundo o professor doutor Paulo Bruna, trata-se de uma obra que analisa o Centro Novo sob os aspectos social, urbanístico, legal e arquitetônico.

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SP quer acabar com IPVA para motos de até 150cc; proposta vai à Alesp

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O Governo de São Paulo enviou à Assembleia Legislativa, em regime de urgência, um projeto de lei que isenta do pagamento de IPVA todas as motocicletas, ciclomotores e motonetas de até 150 cilindradas registradas em nome de pessoas físicas. A mudança, prevista para entrar em vigor em 1º de janeiro de 2026, pode beneficiar milhões de motociclistas em todo o Estado, especialmente entregadores e profissionais que usam a moto como ferramenta de trabalho.

Pelo texto, que altera a Lei nº 13.296/2008, a isenção será válida apenas para veículos que estiverem com registro e licenciamento regulares. O governo afirma que a medida tem como objetivo reduzir o impacto financeiro sobre uma parcela da população que depende diariamente da moto para deslocamento e geração de renda.

Segundo o governador Tarcísio de Freitas, o uso de motocicletas continua crescendo em praticamente todos os municípios paulistas. “Para muitas famílias, ela representa o meio de transporte principal e uma ferramenta essencial de geração de renda”, afirmou.

A proposta foi elaborada com base em projeções fiscais, na atualização da Tabela Fipe para 2026 e em conformidade com a Lei de Responsabilidade Fiscal. O governo argumenta que a isenção tem caráter social e atende uma categoria que, sem o benefício, seria onerada de forma desproporcional.

Se aprovada pela Alesp, a medida começará a valer no exercício do IPVA 2026 e representará uma das maiores mudanças recentes na tributação de motocicletas de baixa cilindrada no Estado.

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Salário mínimo sobe para R$ 1.621 em 2026 e terá reajuste de 6,79%

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O Ministério do Planejamento e Orçamento confirmou nesta quarta-feira (10) o novo valor do salário mínimo para 2026. A partir de janeiro, o piso nacional passará dos atuais R$ 1.518 para R$ 1.621, um aumento de R$ 103, o que representa reajuste de 6,79%.

O novo valor será aplicado sobre os salários pagos a partir de janeiro, com impacto direto no contracheque que os trabalhadores recebem em fevereiro. A correção foi definida após a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), utilizado como base para o cálculo anual do salário mínimo. O indicador teve variação de 0,03% em outubro e acumulou alta de 4,18% nos últimos 12 meses.

Pelas regras atuais, o reajuste do salário mínimo considera dois fatores: a inflação medida pelo INPC em 12 meses até novembro do ano anterior e o crescimento real da economia de dois anos antes. No início de dezembro, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revisou os dados do Produto Interno Bruto (PIB) de 2024, confirmando expansão de 3,4%.

Apesar do bom desempenho da economia, o ganho real do salário mínimo é limitado pelo arcabouço fiscal, mecanismo criado para controlar o crescimento das despesas públicas. Pela norma, o aumento acima da inflação pode variar entre 0,6% e 2,5%, o que reduziu o impacto do crescimento do PIB no cálculo final.

Com a aplicação dessa regra, o valor do salário mínimo para 2026 ficou em R$ 1.620,99 e, após o arredondamento previsto em lei, foi fixado em R$ 1.621.

A definição do novo piso também levará o governo a revisar as projeções fiscais para o próximo ano. O Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2026, aprovado pelo Congresso Nacional, estimava anteriormente o salário mínimo em R$ 1.627, com reajuste de 7,18%.

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