Uma notícia boa, mas com ressalvas – por Celso Tracco

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O IDH, Índice de Desenvolvimento Humano, é calculado pelo PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), uma agência oficial da ONU (Organização das Nações Unidas). Ele mede o desenvolvimento dos países em três áreas: Saúde, medida por expectativa de vida ao nascer; Educação, medida pela média de anos de estudo; e Renda, medida pelo PIB (Produto Interno Bruto) per capita. O IDH global é publicado anualmente; o IDHM (municipal) é publicado a cada 10 anos com base no censo feito pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

No IDHM divulgado em maio último,  o Brasil registou o índice de 0,805 (quanto mais próximo de 1, maior é o Índice de Desenvolvimento Humano do país), classificando nosso país no grau de um alto desenvolvimento humano. O índice anteriorfoi 0,786, que colocava o Brasil na 84 ª posição mundial entre as 193 nações pesquisadas. Sem dúvida esta é uma boa notícia e deve ser comemorada, mas, com ressalvas. O IDH é uma média dos dados coletados em todo o território nacional. E como média, ela encobre enormes desigualdades estruturais, relacionadas ao gênero, raça e região.

A educação continua sendo o elo mais fraco do desenvolvimento humano no Brasil. É sabido e reconhecido que a escolaridade nunca foi uma política de Estado. Assim, a qualidade do ensino básico segue sendo baixa, a formação dos professores é fraca e muito desigual por região, basta pesquisar quanto ganha um professor e quanto ganha um vereador de qualquer cidade brasileira. A desproporção é chocante. A alfabetização plena ainda está longe de ser alcançada. Oficialmente ainda temos em torno de 7% da população acima de 15 anos analfabeta. Sendo que a taxa de analfabetismo entre a população negra é o dobro da registrada entre a população branca, quer seja entre os totalmente analfabetos como entre os analfabetos funcionais. O Brasil melhora no indicador porque mais alunos passam mais anos na escola, mas não necessariamente têm um ensino de qualidade.

Na saúde os brasileiros estão vivendo mais, apesar do SUS, Sistema Único de Saúde, sofrer inúmeros e contínuos cortes em seus orçamentos. A fila para exames, consultas transplantes, são notícias toda a semana, mais uma vez evidenciando a profunda desigualdade social que vive nossa sociedade. Quem pode pagar tem uma das melhores medicina do mundo, mas a imensa maioria da população tem de se submeter a um tratamento que beira a desumanidade. Tomando, como exemplo, o índice de mortalidade infantil, o índice nacional está em torno de 12,6 óbitos por 1.000 nascidos vivos. Os índices regionais são: Norte 16 óbitos por mil; no Nordeste 13,8; no Centro Oeste 12,8; no Sudeste 11,7 e no Sul 10,4. Ou seja, o índice na região Norte é 60% maior do que no Sul.

Na renda o crescimento é lento e mal distribuído, ainda que o aumento do IDH também reflita uma melhora na renda per capita. Mas isso ocorre em um contexto de estagnação econômica prolongada, informalidade elevada, baixa produtividade, concentração de renda entre os mais ricos. Além disso, é notória a desigualdade de renda entre homens e mulheres, e entre brancos e negros. O país cresce pouco, e o crescimento não chega a todos. Em termos de distribuição de renda continuamos a ser um dos dez países mais desiguais do mundo.

Contudo, o IDH de 0,805 merece aplauso. Ele mostra que o Brasil tem potencial e capacidade de avançar, mas também revela que o progresso é lento e desigual. O desafio é garantir que o desenvolvimento seja sentido por todos, e não apenas registrado em relatórios internacionais.


Celso Tracco é economista, mestre em Teologia Sistemática, escritor, consultor e palestrante (www.celsotracco.com.br). Com ampla experiência como executivo em empresas nacionais e internacionais, é especialista em marketing, vendas e comportamento humano. Atuou como professor universitário e tem três livros publicados. Em sua coluna, abordará temas como política, economia e sociedade.


*Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Hora de S. Paulo

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Foto: Rovena Rosa/Ag. Brasil

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Virada Cultural impulsiona bares e restaurantes no Centro de São Paulo

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A Virada Cultural 2026 movimentou não apenas os palcos e atrações espalhadas pela capital paulista, mas também o comércio da região central de São Paulo. Bares, restaurantes e estabelecimentos registraram aumento no fluxo de clientes e expectativa de crescimento no faturamento durante o fim de semana do evento.

Com mais de 1,2 mil atrações gratuitas e público circulando durante toda a madrugada, comerciantes relataram movimento intenso em diferentes pontos do Centro.

No tradicional Bar Brahma, o gerente Alex Martins afirmou que a Virada Cultural já se tornou parte da história do estabelecimento.

“Mesmo com o palco principal mais distante neste ano, tivemos muito movimento. As pessoas circularam bastante pela região e o bar ficou cheio durante toda a programação”, afirmou.

Segundo ele, a edição de 2026 também chamou atenção pela sensação de segurança no Centro da capital.

“Foi uma das Viradas mais organizadas e seguras que eu já acompanhei”, declarou.

O impacto econômico também foi sentido em restaurantes da região. Proprietário de um restaurante árabe no Centro, o empresário Rahem Aboasmail afirmou que o evento pode elevar em até 80% o faturamento do estabelecimento durante o período.

Para atender à demanda, o comerciante reforçou a equipe com mais de 20 funcionários.

Na Avenida São João, o bartender Luiz Marcal, funcionário do Provisório Bar, destacou o aumento no fluxo de pessoas desde o início da programação cultural.

“Recebemos clientes de várias regiões da cidade. O movimento cresce muito durante a Virada e isso impacta diretamente os bares e restaurantes”, disse.

Além da programação artística, a Virada Cultural também reforçou a movimentação turística, econômica e gastronômica no Centro de São Paulo, região que historicamente concentra parte importante da vida cultural da capital.

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Foto: Leon Rodrigues/Pref. de SP

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Lula diz que redução da jornada de trabalho será discutida com setores da economia

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira (19) que a possível redução da jornada de trabalho no Brasil será debatida levando em consideração as características de cada setor da economia e de cada categoria profissional.

A declaração foi feita durante a abertura do Encontro Internacional da Indústria da Construção (Enic), em São Paulo, após o presidente receber uma pauta de reivindicações da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).

Ao comentar o debate sobre o fim da escala 6 por 1, Lula buscou transmitir segurança ao setor empresarial e afirmou que o governo federal não pretende impor mudanças de forma unilateral.

“Ninguém vai impor isso na marra. É preciso respeitar a realidade de cada categoria, de cada profissão e de cada setor econômico”, declarou o presidente.

Segundo Lula, a discussão sobre redução da jornada acompanha mudanças no comportamento da sociedade e no mercado de trabalho, impulsionadas principalmente pelos avanços tecnológicos e pela busca por mais qualidade de vida.

“Hoje o povo quer mais tempo para ficar em casa, para o lazer, para estudar e para namorar”, afirmou.

O presidente também destacou a importância da construção civil para a geração de empregos e para o crescimento econômico do país.

Durante o evento, Lula afirmou que o setor é fundamental para impulsionar obras de infraestrutura, habitação e desenvolvimento urbano, além de ser um dos segmentos que mais empregam no Brasil.

Ao se dirigir aos empresários presentes, o presidente ressaltou a relação entre o governo e o setor produtivo.

“Vocês precisam de mim para fazer financiamento. E eu preciso de vocês para gerar empregos”, disse.

O debate sobre o fim da escala 6 por 1 vem ganhando força no país e tem provocado discussões entre trabalhadores, sindicatos e empresários sobre os impactos econômicos e sociais de uma eventual mudança na jornada de trabalho.

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Foto: Ricardo Stuckert/PR

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Alimentação fora do lar dispara em SP e setor cresce mais de 20% em um ano

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O setor de alimentação fora do lar vive um forte avanço no Estado de São Paulo. Dados divulgados pela Federação de Hotéis, Restaurantes e Bares do Estado de São Paulo (Fhoresp) apontam crescimento de 20,3% no número de empresas ligadas ao segmento entre 2024 e 2025.

O levantamento revela que São Paulo passou de 438 mil estabelecimentos em 2024 para mais de 527 mil em 2025, considerando restaurantes, bares, padarias, hotéis, conveniências, lanchonetes e negócios ligados à alimentação. Em abril deste ano, o total já ultrapassava 559 mil empresas em atividade.

O avanço é impulsionado principalmente pelo crescimento do delivery, pela retomada do turismo e pela mudança no comportamento do consumidor, que passou a buscar mais praticidade nas refeições do dia a dia.

Segundo a Fhoresp, o segmento específico de alimentação fora do lar lidera a expansão no estado. Apenas as atividades diretamente ligadas à venda de refeições saltaram de 407 mil para quase 492 mil empresas entre 2024 e 2025.

A entidade afirma que o cenário reflete uma transformação no mercado após o período da pandemia, quando o consumo por aplicativos e os serviços de entrega ganharam força em todo o país.

Para o economista Luís Carlos Burbano, coordenador do Núcleo de Pesquisa e Estatística da federação, o aumento do poder de compra também ajuda a explicar o crescimento do setor.

“O cidadão está com maior poder de compra e prefere fazer suas refeições fora, o que muitas vezes significa ganhar tempo e conveniência”, afirmou.

O estudo aponta ainda que cozinhas voltadas exclusivamente para delivery, produção de marmitas e alimentação corporativa passaram a ocupar espaço cada vez maior no mercado paulista.

Hoje, o fornecimento de refeições preparadas para consumo em casa já reúne cerca de 119,5 mil empresas em São Paulo, representando quase 23% de toda a atividade de alimentação no estado.

Outro fator apontado como decisivo para o crescimento do setor é o turismo. Segundo a Fhoresp, o aumento no fluxo de visitantes e a recuperação das atividades turísticas vêm fortalecendo hotéis, bares e restaurantes desde 2024.

Para o diretor-executivo da entidade, Edson Pinto, o mercado vive um momento de adaptação às novas exigências dos consumidores.

“Hoje, os modelos de negócios estão mais flexíveis, atendendo às necessidades dos clientes de forma mais cômoda, competitiva e alinhada às demandas do mercado”, destacou.

Atualmente, São Paulo concentra 27,5% de todos os empreendimentos ativos de alimentação fora do lar do Brasil, consolidando o estado como principal polo do setor no país.

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Foto: Tânia Rêgo/Ag. Brasil

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Preço dos alimentos desacelera na Ceagesp, mas legumes seguem em alta

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O índice de preços da Ceagesp desacelerou em abril e registrou alta de 2,31%, após avanço de 5,16% no mês anterior. Apesar do arrefecimento, legumes, pescados e produtos básicos como batata e cebola continuaram pressionando o bolso do consumidor.

Segundo levantamento divulgado pela Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), o setor de verduras foi o único a apresentar queda nos preços no período, influenciado pela melhora nas condições climáticas e pela redução da demanda durante os feriados de abril.

O maior avanço entre os grupos pesquisados ocorreu no setor de legumes, que subiu 6,11% no mês. Cenoura, maxixe, quiabo, pepino e tomate aparecem entre os principais responsáveis pela pressão inflacionária observada no atacado.

A cenoura teve alta de mais de 40% após problemas climáticos afetarem a qualidade das lavouras, principalmente em Minas Gerais. Já o pepino comum acumulou aumento superior a 127% nos últimos 12 meses, refletindo dificuldades de produção em São Paulo e Minas.

Entre as frutas, a melancia liderou as altas com avanço de 31,91%. A redução das chuvas e o calor acima da média diminuíram a oferta da fruta nas principais regiões produtoras, elevando os preços no mercado atacadista.

Outros produtos que registraram forte alta foram pitaia, pinha e uva niágara, impactadas pela reta final da safra e pelas condições climáticas adversas.

No setor de verduras, a alface crespa apresentou queda de 27,11%, enquanto couve manteiga, rabanete e brócolis também ficaram mais baratos em abril. O clima seco e a maior incidência de sol favoreceram o cultivo e aumentaram a disponibilidade desses alimentos.

Batata e cebola seguiram entre os itens que mais pressionaram os preços no setor de diversos. A transição entre safras e a redução da área plantada contribuíram para novas altas no período.

Os pescados também ficaram mais caros, com destaque para xaréu, robalo e salmão importado. Segundo a Ceagesp, fatores climáticos e alterações nas condições marítimas reduziram a oferta de peixes capturados no litoral brasileiro.

Mesmo com a desaceleração do índice geral, especialistas avaliam que os próximos meses ainda exigem atenção, principalmente devido à previsão de clima mais seco e temperaturas elevadas em parte do país, cenário que pode continuar impactando frutas e hortaliças.

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Foto: Kphotography🇰🇷🇦🇺 na Unsplash

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Planos de saúde coletivos sobem 9,9% em 2026 e reajuste segue acima da inflação

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Os planos de saúde coletivos registraram reajuste médio de 9,9% nos dois primeiros meses de 2026, segundo dados divulgados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Embora seja o menor aumento médio dos últimos cinco anos, o índice ainda supera com folga a inflação oficial do país, que ficou em 3,81% no período.

O aumento atinge contratos coletivos empresariais e por adesão, modalidade que concentra a maior parte dos beneficiários no Brasil. Atualmente, cerca de 84% dos usuários de planos de saúde estão vinculados a contratos desse tipo.

Os dados divulgados pela ANS mostram que os reajustes seguem em patamares elevados há mais de uma década. Mesmo com a desaceleração registrada em 2026, os aumentos continuam pressionando empresas, trabalhadores e famílias que dependem da saúde suplementar.

Veja a evolução média dos reajustes dos planos coletivos nos últimos anos:

  • 2016 — 15,74%
  • 2017 — 14,24%
  • 2018 — 11,96%
  • 2019 — 10,55%
  • 2020 — 7,71%
  • 2021 — 6,43%
  • 2022 — 11,48%
  • 2023 — 14,13%
  • 2024 — 13,18%
  • 2025 — 10,76%
  • 2026 — 9,90%

A última vez em que os reajustes ficaram abaixo do percentual atual foi em 2021, durante a pandemia da covid-19. Naquele período, o isolamento social provocou redução significativa na realização de consultas, exames e cirurgias eletivas, diminuindo os custos das operadoras.

Apesar da queda em relação aos últimos anos, entidades de defesa do consumidor seguem criticando os reajustes acima da inflação. O Instituto de Defesa de Consumidores (Idec), por exemplo, costuma questionar os aumentos praticados pelas operadoras em contratos coletivos.

A ANS, no entanto, afirma que a comparação direta com o IPCA não é adequada. Segundo a agência, o cálculo considera fatores específicos do setor de saúde, como aumento nos custos médicos, procedimentos, internações e frequência de utilização dos serviços pelos beneficiários.

Outra diferença importante está na forma como os reajustes são definidos. Nos planos individuais e familiares, o percentual máximo é determinado pela própria ANS. Já nos contratos coletivos, os aumentos são negociados diretamente entre empresas, associações ou administradoras e as operadoras de saúde.

Os dados da agência também mostram diferenças relevantes entre os tipos de contratos coletivos. Nos dois primeiros meses de 2026, os planos com 30 ou mais beneficiários tiveram reajuste médio de 8,71%. Já os contratos menores, com até 29 vidas, registraram aumento médio de 13,48%.

Segundo a ANS, cerca de 77% dos consumidores estão nos planos com mais de 30 usuários, geralmente contratados por empresas de médio e grande porte.

O setor de saúde suplementar segue em expansão no país. Dados de março de 2026 apontam que o Brasil alcançou 53 milhões de vínculos em planos de saúde, crescimento de 906 mil contratos em relação ao ano anterior.

Além do aumento no número de beneficiários, as operadoras também registraram lucro recorde. Em 2025, o setor acumulou receitas de R$ 391,6 bilhões e lucro líquido de R$ 24,4 bilhões, o maior já registrado pela saúde suplementar no país.

Na prática, isso significa que as empresas obtiveram cerca de R$ 6,20 de lucro a cada R$ 100 arrecadados.

O avanço dos reajustes em ritmo superior à inflação mantém o debate sobre custos da saúde suplementar e o peso crescente dos planos no orçamento das famílias brasileiras, principalmente entre trabalhadores vinculados a contratos empresariais.

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Imagem: Etactics Inc/Unsplash

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Cajamar divulga novas vagas de emprego com salários de até R$ 2,8 mil

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A Prefeitura de Cajamar divulgou novas oportunidades de trabalho por meio do programa Emprega Cajamar. As vagas são para contratação efetiva e contemplam diferentes áreas de atuação, ampliando as chances de inserção profissional para moradores do município.

Entre os destaques está uma vaga para motorista categoria D, com salário de R$ 2.816,11 e benefícios como convênio médico, odontológico, participação nos lucros e seguro de vida. A oportunidade exige ensino médio completo, CNH categoria D e experiência na função.

Também estão abertas cinco vagas para estoquista, com salário de R$ 1.960. Os candidatos devem ter ensino médio incompleto e experiência na área.

Outra oportunidade disponível é para auxiliar administrativo, com salário de R$ 2.800, além de benefícios como assistência médica e odontológica. Para a vaga, é necessário ensino médio completo e experiência na função.

Os interessados devem comparecer à unidade do Emprega Cajamar, no Polvilho, localizada na Avenida Bento da Silva Bueno, nº 351, para retirada da carta de encaminhamento até o dia 8 de maio.

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Foto: Marcelo Camargo/Ag. Brasil

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Lula lança novo Desenrola Brasil com descontos de até 90% nas dívidas

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assina nesta segunda-feira (4) a medida provisória que cria o novo Desenrola Brasil, programa de renegociação de dívidas voltado a pessoas que ganham até cinco salários mínimos, atualmente R$ 8.105.

A iniciativa permite renegociar débitos de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal, com o objetivo de aliviar o orçamento das famílias, especialmente aquelas com dívidas de alto custo.

O programa terá duração inicial de 90 dias, e os interessados deverão procurar diretamente os canais oficiais de bancos e operadoras de crédito para aderir.

Entre os principais pontos, estão descontos que podem variar de 30% a 90% sobre o valor das dívidas. Também será possível utilizar até R$ 1 mil ou 20% do saldo do FGTS para quitar os débitos.

O novo modelo prevê ainda a concessão de crédito para pagamento das dívidas, com taxa de juros de até 1,99% ao mês e prazo de até 48 meses. O limite por pessoa será de até R$ 15 mil por instituição financeira, com garantia do Fundo Garantidor de Operações.

Poderão ser incluídas dívidas contratadas até 31 de janeiro de 2026, com atraso entre 90 dias e dois anos.

O programa também contempla renegociação de débitos do Fies, além de dívidas de micro e pequenas empresas e de agricultores familiares.

Uma das regras previstas é o bloqueio, por um ano, do acesso a plataformas de apostas online para quem aderir ao programa.

O lançamento e os detalhes da medida foram apresentados em coletiva no Palácio do Planalto.

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Foto: Ricardo Stucker/PR

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Imposto de Renda 2026: quase 60% ainda não declararam a menos de um mês do prazo

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A menos de um mês do prazo final, quase 60% dos contribuintes ainda não enviaram a declaração do Imposto de Renda 2026. Até as 17h27 deste sábado (3), a Receita Federal recebeu 18.380.905 declarações, o equivalente a 41,8% do total esperado.

A expectativa do Fisco é receber 44 milhões de declarações neste ano. Historicamente, o maior volume de envios ocorre nas últimas semanas, o que aumenta o risco de erros e inconsistências no preenchimento.

Entre as declarações já entregues, 70,3% têm direito à restituição, enquanto 16,9% deverão pagar imposto e 12,8% não têm valores a pagar nem a receber.

A maioria dos contribuintes utilizou o programa de computador para preencher o documento (73,7%). Outros 17,4% optaram pelo preenchimento online e 8,9% usaram o aplicativo para dispositivos móveis.

A declaração pré-preenchida foi utilizada por 60% dos contribuintes, modelo que facilita o envio ao trazer dados já registrados pela Receita. O desconto simplificado foi escolhido em 55,3% dos casos.

O prazo de entrega começou em 23 de março e termina às 23h59min59s de 29 de maio. Quem perder o prazo estará sujeito a multa mínima de R$ 165,74, podendo chegar a 1% do imposto devido.

Devem declarar pessoas que tiveram rendimentos tributáveis acima de R$ 35.584 ou receita bruta rural superior a R$ 177.920 em 2025. Já quem recebeu até dois salários mínimos mensais está dispensado, salvo outras condições de obrigatoriedade.

Com o prazo se aproximando, a recomendação é evitar deixar o envio para os últimos dias e revisar cuidadosamente todas as informações.

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Foto: Marcello Casal Jr/Ag. Brasil

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Mais de 8,5 milhões ainda não declararam Imposto de Renda em SP a um mês do prazo

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O estado de São Paulo ainda tem mais de 8,5 milhões de contribuintes que não enviaram a declaração do Imposto de Renda 2026 a um mês do prazo final, que termina em 29 de maio. Até agora, foram entregues 5.168.476 declarações, o equivalente a apenas 37,7% do total esperado.

Os dados mostram que 62,3% das declarações ainda não foram enviadas, o que indica concentração de entregas nas últimas semanas — cenário comum, mas que aumenta o risco de erros no preenchimento e problemas com a Receita Federal.

Segundo o especialista em finanças Carlos Afonso, sócio do grupo MCR Contabilidade e Auditoria, deixar para a última hora pode comprometer a qualidade da declaração. “Com pressa, o contribuinte pode esquecer informações ou preencher dados incorretos, o que pode levar à malha fina”, afirma.

A recomendação é organizar a documentação com antecedência, especialmente para quem teve mudanças de renda, possui dependentes ou dúvidas no preenchimento. Nesses casos, o apoio de um profissional pode evitar inconsistências.

Além do risco de cair na malha fina, o atraso na entrega gera penalidades. A multa mínima é de R$ 165,75, podendo chegar a até 20% do imposto devido. O contribuinte também pode ter o CPF com pendências, o que dificulta operações financeiras e acesso a serviços.

Com o prazo se aproximando, a orientação é evitar os últimos dias, revisar todas as informações com atenção e garantir o envio dentro do período estabelecido.

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Foto: Divulgação/Grupo CR

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