Cortes em auxílios sociais podem gerar retração em cidades do interior

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A estagnação ou cortes no valor dos benefícios sociais e previdenciários poderão causar uma retração severa à atividade econômica em municípios do interior do Brasil, mostra levantamento do Centro de Pesquisa em Macroeconomia das Desigualdades (Made), da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo (FEA-USP), lançado nesta semana.

Segundo o estudo, as aposentadorias, o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC) têm peso significativo na economia dessas cidades e chegam a representar quase metade do orçamento das famílias mais pobres.

“Como o valor recebido por essas famílias é usado quase integralmente para a aquisição de itens de primeira necessidade, o dinheiro circula imediatamente no comércio local, garante empregos e mantém a arrecadação municipal ativa”, destaca a economista, professora da Unicamp e pesquisadora do Made, Luiza Nassif.

De acordo com o levantamento, dos 5.569 municípios brasileiros, cerca de 4 mil estão fora das regiões metropolitanas. Nessas cidades, segundo o estudo, o peso das transferências públicas chega a ser o dobro em relação aos dos grandes centros urbanos. No Ceará, por exemplo, os benefícios sociais e previdenciários respondem por 22% da renda agregada da capital e região metropolitana. Já nas cidades do interior, esse número é de 40%.

Impactos 

O estudo do Made/USP projetou os efeitos econômicos da evolução da renda dos benefícios sociais e previdenciários nas cidades do interior para os próximos três anos. O estudo tomou como base os anos de 2022 a 2025, em que houve um crescimento real para BPC e aposentadorias, e comparou esse cenário ao contexto de reajustes utilizados entre 2019 e 2022, sem ganhos reais do salário mínimo e congelamento total.

O levantamento mostra que, sem os reajustes, a renda agregada do interior do país sofreria uma retração severa, ficando entre 6,8% e 10,8% abaixo do patamar com a valorização real dos benefícios sociais e previdenciários. 

“Isso geraria uma reação em cadeia na atividade econômica que atinge inclusive as famílias que não dependem do socorro público”, avalia Nassif. 

O estudo mostra que os cenários mais críticos ocorreriam no interior do Rio Grande do Norte, Amapá e Piauí, em que a renda total cairia entre 17% a 18%, sem o ritmo atual de aumento dos benefícios sociais. No Amazonas, Sergipe e Pernambuco, a perda seria na casa dos 15%. No Ceará, Maranhão, em Alagoas e Bahia, a queda ficaria entre 10% e 13%, enquanto no Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Espírito Santo, São Paulo, Mato Grosso, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, o prejuízo chegaria a 6,5%.  

Efeitos na pobreza

O levantamento destaca que, além dos efeitos sobre a renda e a atividade econômica dos municípios do interior, os benefícios desempenham um papel decisivo no combate à pobreza.

“Para quem vive no limite, qualquer reajuste abaixo da inflação empurra a família diretamente para a pobreza”, afirma Nassif. Segundo ela, para famílias com rendimento de até 1,5 salário mínimo per capita, os benefícios podem chegar a 50% do rendimento. 

Simulações realizadas pelo levantamento indicam que a ausência de ganhos reais nos benefícios, entre 2022 e 2025, teria empurrado aproximadamente 2,7 milhões de pessoas para a pobreza nos municípios fora das regiões metropolitanas, 2,4 milhões delas para extrema pobreza.

Em números absolutos, as maiores altas na pobreza ocorreriam na Bahia (até 336 mil pessoas a mais), São Paulo (até 263 mil) e Minas Gerais (até 251 mil), seguidos por Maranhão, Pará e Ceará (com mais de 200 mil pessoas cada).

“Olhando para o impacto que a queda de renda provoca, fica nítido o estrago que uma trava no crescimento dos benefícios pode fazer nas economias locais”, observa Nassif. “Manter a valorização real da previdência, do BPC e dos programas de transferência de renda é a garantia mínima de dignidade para as famílias e de sobrevivência para o comércio local no Brasil profundo”, acrescenta.

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Fonte: Agência Brasil | Foto: Marcos Santos/USP

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Lula defende maioridade penal aos 16 anos para crimes hediondos

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, defendeu a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos em casos de crimes hediondos. A declaração foi feita na quinta-feira (15), durante sabatina no Jornal Nacional, da TV Globo, conduzida pela jornalista Renata Lo Prete.

Lula afirmou ser favorável à discussão do tema no Congresso Nacional, mas defendeu que a mudança seja debatida separadamente da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública.

“Eu sou favorável a reduzir para 16 anos, mas não nessa PEC. Aprova a PEC e aí discute isso”, declarou o presidente.

Segurança pública

Durante a entrevista, Lula defendeu a aprovação da PEC da Segurança Pública para ampliar a participação do governo federal nas políticas de segurança dos estados. Segundo ele, a proposta permitiria definir melhor as atribuições das polícias e fortalecer o enfrentamento ao crime organizado.

O presidente também afirmou que pretende criar um Ministério da Segurança Pública e defendeu medidas para impedir que organizações criminosas continuem comandando atividades de dentro dos presídios.

“Precisamos asfixiar o crime organizado para libertar os territórios dos bandidos em todo o país”, afirmou.

A tramitação da PEC enfrentava divergências no Senado sobre a possibilidade de incluir no texto mudanças na maioridade penal. Diante da falta de consenso, o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, retirou a proposta da pauta na quinta-feira (15).

Economia, Bolsa Família e jornada de trabalho

Questionado sobre a dívida pública e o equilíbrio das contas do governo, Lula defendeu uma política econômica baseada no aumento da renda da população de menor poder aquisitivo. Para o presidente, o consumo das famílias é um dos motores do crescimento econômico.

“Eu tenho uma tese: muito dinheiro na mão de poucos é pobreza, e pouco na mão de muitos é riqueza”, afirmou.

Lula também citou o reajuste de 15% no Bolsa Família, anunciado em setembro, e disse que decidiu aumentar o benefício após tomar conhecimento de que o valor não havia sido reajustado anteriormente.

Na entrevista, o presidente mencionou ainda a aprovação, no Senado, da proposta que altera a escala 6×1 e reduz gradualmente a jornada semanal de trabalho. Também citou medidas anunciadas pelo governo para apoiar microempreendedores individuais (MEIs) e defendeu a tarifa zero no transporte público aos fins de semana.

Relação com os Estados Unidos

Ao comentar as tarifas comerciais impostas pelo governo de Donald Trump, Lula afirmou que o Brasil tem buscado ampliar suas relações com outros mercados para compensar os efeitos sobre o comércio com os Estados Unidos.

Segundo o presidente, apesar de uma queda de 9% nas relações comerciais com os norte-americanos, o país teria registrado crescimento nas trocas com outros parceiros, entre eles China, Indonésia e Alemanha.

Lula disse preferir uma solução negociada com o governo dos Estados Unidos, mas não descartou a aplicação de medidas de reciprocidade caso considere necessário.

“Eu não quero aplicar a Lei da Reciprocidade, mas, se tiver que fazer, nós vamos”, afirmou.

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Foto: Ricardo Stuckert/ABR

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São Paulo aparece entre os 50 melhores destinos de compras

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Ranking da Travel And Tour World destaca a diversidade comercial da capital, que reúne desde mercados populares até áreas de luxo

São Paulo ocupa a 33ª posição entre os 50 principais destinos de compras do mundo em 2026, segundo ranking elaborado pela plataforma internacional Travel And Tour World (TTW). A capital paulista é a única cidade brasileira entre as 50 selecionadas e aparece como destaque na América Latina.

A lista considera cidades onde as compras estão associadas não apenas ao varejo, mas também à moda, ao design, ao artesanato, à gastronomia e à identidade cultural de cada destino.

No ranking global, São Paulo aparece atrás de cidades como Londres, Milão, Nova York, Xangai, Paris, Tóquio, Zurique, Sydney, Seul e Viena.

Capital reúne diferentes perfis de compras

Entre os destaques apontados pela TTW estão a Rua Oscar Freire, os Jardins, a Avenida Paulista, a Rua 25 de Março e o Iguatemi São Paulo.

A cidade combina lojas de marcas internacionais e brasileiras, centros de compras, comércio popular, mercados de rua, galerias, estúdios de design e estabelecimentos especializados.

A plataforma cita como produtos de destaque a moda brasileira, artigos de couro, joias, pedras preciosas, café, artesanato, obras de arte, cosméticos e produtos gastronômicos locais.

A diversidade também aparece na diferença entre os polos comerciais. Enquanto regiões como Oscar Freire concentram lojas de moda, design e produtos de maior valor agregado, áreas como 25 de Março e Brás são conhecidas pela grande variedade de mercadorias e pelas opções voltadas a diferentes faixas de preço.

São Paulo aparece em 3º nas Américas

Em outro ranking divulgado pela própria TTW, específico para destinos de compras das Américas e Caribe em 2026, São Paulo aparece na 3ª posição, atrás de Nova York e Toronto.

Segundo a metodologia apresentada pela publicação, a avaliação considera a amplitude e as características da oferta comercial, incluindo moda de luxo, distritos comerciais, lojas de departamento, shopping centers, marcas independentes, mercados tradicionais, produtos regionais, artesanato e a experiência proporcionada aos visitantes.

A TTW afirma que a proposta é avaliar o papel das compras dentro da experiência turística, e não apenas o volume de vendas ou a concentração de lojas de luxo.

Comércio se conecta ao turismo

O ranking destaca que o perfil de compras de São Paulo combina influências internacionais com moda brasileira, design local, criadores independentes e mercados de rua.

Essa característica faz com que diferentes regiões da capital funcionem como experiências comerciais distintas dentro da mesma cidade. A TTW cita, por exemplo, a combinação entre o comércio popular da 25 de Março, o perfil de moda de Oscar Freire e os grandes centros de compras da capital.

Para o presidente da São Paulo Turismo (SPTuris), Coronel Marcelo Salles, essa diversidade é um dos diferenciais da cidade para os visitantes, ao reunir grandes marcas, shopping centers, centros de compras populares e ruas especializadas.

A avaliação da TTW coloca São Paulo ao lado de alguns dos principais polos comerciais e turísticos do mundo e reforça a presença da capital brasileira no segmento de turismo de compras.

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Foto: Henrique Cesar/Pref. de SP

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Empregados rejeitam proposta e greve da Caixa continua

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Decisão foi tomada em assembleia virtual nesta segunda-feira (21); Saúde Caixa está entre os principais pontos de divergência nas negociações.

Os empregados da Caixa Econômica Federal decidiram manter a greve nacional iniciada em 10 de setembro após rejeitarem a proposta apresentada pela empresa para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). A decisão foi tomada em assembleia virtual realizada nesta segunda-feira (21).

O comando da greve deve anunciar os próximos passos do movimento. Segundo a Comissão Executiva dos Empregados (CEE), mais de 90% das bases sindicais haviam rejeitado a proposta apresentada pela Caixa.

Entre os principais pontos de divergência está o Saúde Caixa, plano de assistência médica dos empregados. A questão vem sendo discutida nas negociações do acordo coletivo desde junho.

Na proposta apresentada pela Caixa, o limite de participação da empresa no custeio do Saúde Caixa passaria de 6,5% para 9% da folha de pagamento, com vigência prevista para 2027. A instituição também propôs mudanças no modelo de contribuição dos beneficiários.

A proposta final apresentada pela empresa para o ACT 2026/2028 também previa reajuste pelo INPC acrescido de 0,6% sobre salários, vantagens pessoais, funções de confiança e demais referências remuneratórias em 2026 e 2027.

Com a rejeição da proposta, a paralisação nacional dos empregados da Caixa continua. Novas decisões sobre o movimento deverão ser anunciadas pelas entidades que representam os trabalhadores.

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Foto: Valter Campanato/ABR

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Lula anuncia aumento de 15% no Bolsa Família a 17 dias do 1º turno

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O Bolsa Família terá reajuste de cerca de 15% a partir da folha de outubro. Com a mudança, o benefício mínimo passará de R$ 600 para R$ 691, enquanto o valor médio deverá subir de aproximadamente R$ 675 para R$ 777, segundo o governo.

O anúncio foi feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta quinta-feira (17). Os novos valores começam a ser pagos a partir de 19 de outubro.

O reajuste ocorre poucas semanas antes do primeiro turno das eleições. A mudança, porém, deve ser apresentada no contexto das regras orçamentárias e das justificativas fiscais divulgadas pelo governo, sem que a proximidade com o calendário eleitoral, por si só, permita concluir sobre a motivação da medida.

Como ficam os valores

Além do novo piso de R$ 691, os benefícios adicionais pagos de acordo com a composição familiar também serão reajustados.

O valor destinado a cada integrante da família passará de R$ 142 para R$ 164. O benefício adicional para crianças de até 6 anos subirá de R$ 150 para R$ 173.

Para gestantes, jovens de 7 a 18 anos incompletos e bebês de até 6 meses, o adicional passará de R$ 50 para R$ 58.

Como esses valores são cumulativos conforme a composição da família, o benefício recebido pode ficar acima do piso de R$ 691.

Impacto nas contas públicas

Segundo o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, o reajuste terá impacto estimado de R$ 5,8 bilhões em 2026 e de R$ 22 bilhões em 2027.

O governo afirma que a medida será realizada dentro do espaço fiscal disponível e sem aumento dos limites de gastos previstos no arcabouço fiscal.

Para viabilizar o reajuste, o governo pretende remanejar despesas previstas no Orçamento deste ano e do próximo. Moretti citou, entre os fatores que ampliaram o espaço fiscal, a redução da fila do INSS.

Com o aumento, a previsão orçamentária para o Bolsa Família em 2027 passará de R$ 157,1 bilhões para R$ 179 bilhões.

Quem recebe o Bolsa Família

Atualmente, o programa atende cerca de 19,29 milhões de famílias no país. O pagamento de setembro tem valor médio de R$ 678,18, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social.

O benefício é destinado a famílias com renda mensal por pessoa de até R$ 218, desde que atendam às regras do programa e estejam inscritas no Cadastro Único.

O pagamento é feito mensalmente conforme o calendário definido pelo governo federal e o final do Número de Identificação Social (NIS). Os pagamentos de outubro começam em 19 de outubro.

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50 maiores devedores de SP acumulam R$ 54,2 bilhões

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Grupo Itaú responde por R$ 20,1 bilhões do total; lista atualizada em agosto reúne instituições financeiras, empresas de tecnologia, saúde e telecomunicações.

Os 50 maiores devedores inscritos na Dívida Ativa do Município de São Paulo acumulam R$ 54,2 bilhões em débitos tributários e não tributários, segundo a lista atualizada pela Prefeitura em agosto de 2026.

O grupo Itaú aparece na primeira posição, com R$ 20,1 bilhões em débitos distribuídos entre seis empresas. O valor representa 37,2% do total acumulado pelos 50 maiores devedores.

A maior dívida individual da relação é atribuída ao Banco Itaucard S.A., com R$ 9,6 bilhões. Na sequência aparece o Banco Itauleasing S.A., com R$ 5,8 bilhões.

Entre os nomes que aparecem na relação estão instituições financeiras, empresas de tecnologia, operadoras de saúde, companhias de telecomunicações e outros grandes grupos empresariais.

Quem aparece entre os maiores devedores

Considerando os grupos econômicos identificados na relação, o Banco do Brasil aparece em segundo lugar, com R$ 2,75 bilhões, seguido por NotreDame, com R$ 2,66 bilhões.

Também estão entre os grupos com maiores valores inscritos na Dívida Ativa Santander, com R$ 1,14 bilhão; Bradesco, com R$ 1,06 bilhão; Vivo, com R$ 797,4 milhões; Ânima, com R$ 766,4 milhões; KPMG, com R$ 756,2 milhões; Volkswagen, com R$ 735,1 milhões; e Unisys, com R$ 625,9 milhões.

A relação ainda inclui Citi, Safra e J.P. Morgan.

Somados, os grupos econômicos identificados no levantamento representam R$ 32,5 bilhões.

Como a lista é calculada

A relação é elaborada pela Procuradoria Geral do Município de São Paulo (PGM/SP) e considera débitos tributários e não tributários atualizados, inscritos em Dívida Ativa e consolidados pelo CNPJ-base do devedor principal.

Os valores consideram os débitos independentemente da existência de garantias judiciais ou de causas suspensivas da exigibilidade do crédito. Débitos em parcelamento ficam fora da relação.

Segundo a PGM, a publicação integra a política de transparência do município e também busca ampliar o acesso da população às informações sobre os créditos inscritos na Dívida Ativa.

A Prefeitura afirma que a consolidação dos dados passou a contar com recursos tecnológicos que permitem maior segurança e confiabilidade na elaboração da lista.

A relação dos maiores devedores e as consultas individualizadas sobre débitos inscritos podem ser feitas no Portal da Dívida Ativa da Prefeitura de São Paulo.

Principais grupos da lista

GrupoDívida inscrita
ItaúR$ 20,15 bilhões
Banco do BrasilR$ 2,76 bilhões
NotreDameR$ 2,66 bilhões
SantanderR$ 1,15 bilhão
BradescoR$ 1,07 bilhão
VivoR$ 797,4 milhões
ÂnimaR$ 766,5 milhões
KPMGR$ 756,2 milhões
VolkswagenR$ 735,1 milhões
UnisysR$ 625,9 milhões
CitiR$ 435,7 milhões
SafraR$ 355,1 milhões
J.P. MorganR$ 280,8 milhões

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Foto: Guilherme Cunha/ Setur-SP

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Diesel sobe R$ 1 na Petrobras, mas subsídio evita aumento; entenda

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Reajuste entra em vigor nesta quinta-feira (17), mas subvenção econômica de R$ 1 por litro terá o mesmo valor e neutralizará a alta por 30 dias.

A Petrobras anunciou nesta quarta-feira (16) um aumento de R$ 1 por litro no preço do diesel nas refinarias, com validade a partir desta quinta-feira (17). Apesar do reajuste, o valor do combustível será mantido, segundo a estatal, por causa de uma subvenção econômica de mesmo valor.

A compensação está prevista na Portaria MF 2.813/2026, publicada nesta quarta-feira, e terá vigência imediata pelo prazo de 30 dias.

Com a subvenção de R$ 1 por litro, o aumento anunciado pela Petrobras será integralmente neutralizado durante o período. Na prática, a companhia informou que o diesel continuará sendo vendido pelo mesmo preço nas refinarias.

A adesão ao programa de subvenção econômica é facultativa. Segundo a Petrobras, a companhia considera a participação compatível com seus interesses.

A estatal afirmou ainda que mantém uma estratégia comercial voltada à participação de mercado, à otimização de seus ativos de refino e à rentabilidade, buscando evitar o repasse imediato aos preços internos das oscilações das cotações internacionais e do câmbio.

A medida anunciada nesta quarta-feira tem duração prevista de 30 dias, conforme a portaria do Ministério da Fazenda.

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Foto: Marcelo Camargo/ABR

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Cesta básica cai em 25 capitais, mas SP mantém maior preço

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Pesquisa do Dieese aponta custo médio de R$ 900,59 na capital paulista em agosto; valor foi o mais alto entre as 27 cidades analisadas.

O preço da cesta básica caiu em 25 das 27 capitais brasileiras pesquisadas em agosto pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Apesar do recuo na maioria das cidades, São Paulo manteve a cesta básica mais cara do país, com custo médio de R$ 900,59.

As únicas capitais onde houve aumento no preço da cesta em agosto foram Maceió, com alta de 1,43%, e São Luís, com elevação de 0,78%.

As maiores quedas foram registradas em Rio Branco (-4,68%), Manaus (-4,55%), Boa Vista (-4,47%), Aracaju (-3,89%), Cuiabá (-3,37%) e Salvador (-3,30%).

O resultado mensal, porém, contrasta com a comparação anual. Em relação a agosto do ano passado, a cesta básica ficou mais cara em 25 capitais. As únicas exceções foram Brasília, com queda de 0,64%, e Palmas, com recuo de 0,27%.

Na comparação com o mesmo mês de 2025, as maiores altas foram registradas em Goiânia (7,51%), Cuiabá (6,42%) e Vitória (6,26%).

Entre os produtos que contribuíram para a redução dos preços em agosto está a batata, que apresentou queda em todas as cidades do Centro-Sul pesquisadas. O café em pó também ficou mais barato em 23 capitais.

Tomate e feijão foram outros produtos que registraram redução de preços no mês.

Por outro lado, pão francês, óleo de soja, leite integral e arroz agulhinha ficaram mais caros na maior parte das capitais analisadas.

São Paulo tem a cesta mais cara

Com custo médio de R$ 900,59, a capital paulista ficou no topo do ranking nacional em agosto.

Na sequência apareceram Cuiabá, com R$ 851,57; Rio de Janeiro, com R$ 851,19; e Florianópolis, com R$ 850,90.

Nas cidades das regiões Norte e Nordeste, onde a composição da cesta pesquisada é diferente, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 570,98), Natal (R$ 627,42), Maceió (R$ 627,45) e Salvador (R$ 628,89).

A diferença entre São Paulo e Aracaju, que apresentou o menor custo médio entre as capitais pesquisadas, chega a aproximadamente R$ 330.

Salário mínimo necessário

Com base no valor da cesta mais cara, registrada em São Paulo, o Dieese estima que o salário mínimo necessário para uma família de quatro pessoas deveria ter sido de R$ 7.565,86.

O valor corresponde a aproximadamente 4,67 vezes o salário mínimo vigente de R$ 1.621.

A estimativa considera a previsão constitucional de que o salário mínimo deve ser suficiente para atender despesas essenciais de uma família, incluindo alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência.

O cálculo do Dieese utiliza como referência o custo da cesta básica e outras despesas essenciais previstas na legislação para estimar quanto uma família precisaria receber para manter esse conjunto de necessidades.

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Foto: Joédson Alves/Ag. Brasil

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Bolsa Família deve manter mínimo de R$ 600 em 2027

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Projeto enviado ao Congresso reserva R$ 157,1 bilhões para o programa, abaixo dos valores previstos para 2026 e 2025

A proposta de Orçamento da União para 2027, enviada nesta segunda-feira (31) ao Congresso Nacional, não prevê reajuste para o Bolsa Família. O projeto reserva R$ 157,1 bilhões para o programa, valor inferior aos R$ 158,6 bilhões previstos para 2026 e aos R$ 167,2 bilhões destinados em 2025.

Com a proposta, o benefício mínimo permanece em R$ 600 por família. Uma eventual correção dos valores poderá ser discutida pelos parlamentares durante a tramitação do Orçamento.

Benefício não tem reajuste desde 2023

O Bolsa Família não passa por reajuste desde seu relançamento, em março de 2023.

Além do benefício mínimo de R$ 600, o programa prevê valores adicionais conforme a composição familiar. São R$ 150 por criança de até 6 anos, R$ 50 por gestante, R$ 50 por jovem de 7 a 18 anos incompletos e R$ 50 por bebê de até 6 meses.

Os adicionais podem ser acumulados de acordo com as características de cada família.

Quem pode receber

Para ter acesso ao Bolsa Família, a renda mensal por pessoa da família deve ser de até R$ 218. Também é necessário manter o Cadastro Único atualizado e cumprir as condicionalidades estabelecidas nas áreas de saúde e educação.

Em agosto, aproximadamente 19,3 milhões de famílias foram atendidas pelo programa. No mesmo mês de 2025, eram cerca de 19,2 milhões.

Congresso poderá discutir mudanças

A manutenção do benefício sem reajuste ocorre em meio ao esforço da equipe econômica para conter o crescimento das despesas obrigatórias.

Durante a análise da proposta orçamentária, deputados e senadores poderão apresentar mudanças na previsão de recursos e discutir uma eventual recomposição dos valores pagos pelo programa.

Importante: como se trata da proposta de Orçamento, os valores ainda podem ser alterados durante a tramitação no Congresso Nacional. O texto apresentado não representa, portanto, a versão definitiva do Orçamento de 2027.

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Foto: Marcello Casal Jr/Ag. Brasil

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USP cria indicador que usa desemprego para detectar recessões

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Indicador MADE acompanha o mercado de trabalho e busca identificar sinais de desaceleração econômica antes dos indicadores tradicionais.

Pesquisadores da Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária da USP (FEA-USP) desenvolveram um indicador que utiliza dados do mercado de trabalho para identificar sinais de uma possível recessão no Brasil.

Chamado de Indicador MADE, o mecanismo adapta ao cenário brasileiro a chamada Regra de Sahm, criada nos Estados Unidos para acompanhar mudanças no emprego e no desemprego e identificar sinais de desaceleração econômica.

A proposta é oferecer um alerta antecipado, permitindo que autoridades possam identificar mudanças na atividade econômica antes que uma eventual crise se consolide.

Como funciona o Indicador MADE

Segundo Guilherme Klein, pesquisador do Centro de Pesquisa em Macroeconomia das Desigualdades da FEA-USP e um dos autores da pesquisa, o indicador utiliza dados do mercado de trabalho porque essas informações são divulgadas com maior frequência.

O cálculo compara a média da taxa de emprego dos últimos três meses com o pior nível registrado nos 12 meses anteriores.

Quando a diferença ultrapassa o limite estabelecido pelos pesquisadores, o indicador sinaliza uma possível recessão.

Adaptação para o Brasil

Para aplicar a metodologia à realidade brasileira, os pesquisadores fizeram ajustes devido às características do mercado de trabalho nacional.

Um dos principais fatores considerados foi o alto nível de informalidade, que representa mais de um terço da população ocupada.

Por isso, os pesquisadores reduziram para 0,3 ponto percentual o limite necessário para que o indicador acione o alerta de recessão.

A metodologia foi aplicada a dados desde 1980. Segundo os pesquisadores, o levantamento identificou 14 recessões e dois indicativos adicionais, registrados entre 2005 e 2006 e em 2013.

Esses dois episódios não se transformaram em recessões, mas foram períodos considerados importantes de inflexão econômica.

Indicador também captou efeitos da pandemia

O Indicador MADE também identificou a recessão provocada pela pandemia de covid-19.

Segundo Guilherme Klein, o período recessivo ocorreu entre maio de 2020 e julho de 2021, com encerramento do período recessivo em agosto daquele ano.

Desde então, o indicador não registrou uma nova sinalização de recessão. Segundo os pesquisadores, esse representa o período mais longo desde 1980 sem uma nova recessão.

MADE não substitui o PIB

O Indicador MADE não foi desenvolvido para substituir o Produto Interno Bruto (PIB) ou outros mecanismos de acompanhamento da economia.

Enquanto o PIB mede o desempenho geral da economia a partir da produção de bens e serviços, o MADE acompanha o mercado de trabalho, especialmente as variações no emprego e no desemprego.

Os dois indicadores, portanto, possuem funções complementares.

A vantagem do MADE é utilizar informações do mercado de trabalho divulgadas com maior frequência, permitindo identificar mais rapidamente sinais de deterioração econômica.

A ferramenta pode, dessa forma, funcionar como um mecanismo complementar de alerta, auxiliando na análise da conjuntura econômica e na definição de possíveis políticas públicas.

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Foto: Fabio R. Pozzebom/Ag. Brasil

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