Estado respondeu por 27% dos empregos formais criados no país entre janeiro e agosto; Osasco foi a segunda cidade que mais abriu vagas em agosto
O Estado de São Paulo criou 306.883 empregos com carteira assinada nos primeiros oito meses de 2026, segundo dados da Fundação Seade com base no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego.
Somente em agosto, foram 42.533 novas vagas formais. No acumulado de 12 meses, o saldo chegou a 174.041 empregos.
Com o resultado de janeiro a agosto, São Paulo respondeu por 27% de todas as vagas com carteira assinada criadas no Brasil no período. O estado também concentrou 58% dos novos empregos gerados na região Sudeste.
O mercado de trabalho paulista apresentou saldo positivo nos três períodos analisados: crescimento de 0,29% em agosto, 2,13% nos oito primeiros meses do ano e 1,19% em 12 meses.
Osasco é a segunda cidade que mais criou empregos em agosto
Entre os municípios paulistas, São Paulo liderou a geração de empregos em agosto, com 11.943 vagas abertas.
O destaque regional ficou com Osasco, que aparece na segunda colocação estadual, com 2.453 novos postos de trabalho.
Na sequência estão Campinas, com 1.494 vagas; Sorocaba, com 1.414; e Cajamar, que abriu 1.056 empregos e ficou na quinta posição.
Outros municípios da região também aparecem entre os 50 maiores saldos do mês:
- Cotia: 479 vagas
- Franco da Rocha: 468
- Santana de Parnaíba: 348
- Carapicuíba: 332
Ranking de empregos em agosto
Os 10 municípios paulistas com maior saldo de empregos formais em agosto foram:
- São Paulo — 11.943
- Osasco — 2.453
- Campinas — 1.494
- Sorocaba — 1.414
- Cajamar — 1.056
- São José dos Campos — 1.055
- Santo André — 831
- Taubaté — 624
- Indaiatuba — 591
- São José do Rio Preto — 589
Osasco também se destaca no acumulado do ano
Considerando os oito primeiros meses de 2026, São Paulo lidera novamente, com 76.608 empregos criados.
Osasco aparece em segundo lugar, com 27.562 novas vagas, seguido por Campinas, com 10.324, e Bauru, com 8.635.
Cajamar aparece na 26ª posição, com 1.952 empregos formais criados entre janeiro e agosto.
Em 12 meses, Barueri aparece entre os destaques
No acumulado de 12 meses, São Paulo registrou saldo de 62.937 vagas, enquanto Osasco liderou entre os municípios da região, com 36.386 novos empregos.
O ranking estadual também inclui Barueri, na sexta posição, com 3.552 vagas criadas no período.
Cajamar aparece em 20º lugar, com 1.819 empregos, enquanto Franco da Rocha teve saldo de 2.243 vagas.
Serviços lideram as contratações
O setor de serviços foi responsável pelo maior número de novas vagas em agosto no estado, com 30.106 empregos.
Dentro do segmento, administração pública, defesa e seguridade social, educação, saúde e serviços sociais somaram 13.128 postos. Transporte, armazenagem e correio responderam por 7.822 vagas, enquanto alojamento e alimentação geraram 3.865.
O comércio abriu 5.092 vagas, seguido pela construção, com 2.728.
Também registraram saldo positivo agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, com 2.687 empregos, e a indústria geral, com 1.916.
São Paulo teve maior salário médio de admissão
Além de liderar a geração de empregos, São Paulo registrou em agosto o maior salário médio de admissão do país, de R$ 2.725,54.
O valor ficou acima da média nacional, de R$ 2.410,74, e também foi superior ao registrado no Sudeste, de R$ 2.572,56.
Santa Catarina teve salário médio de admissão de R$ 2.492,57, enquanto o Distrito Federal registrou R$ 2.433,12 e o Rio de Janeiro, R$ 2.385,31.
O desempenho reforça a posição de São Paulo como principal mercado de trabalho formal do país tanto em volume de contratações quanto em remuneração média de admissão.
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