Operação em SP mira ONG ligada à produtora de filme sobre Bolsonaro

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A Polícia Civil de São Paulo deflagrou na manhã desta segunda-feira (1º) a Operação Wi-Fi Livre, que investiga suspeitas de irregularidades em um contrato de R$ 108 milhões firmado para a implantação de internet gratuita em comunidades da capital paulista.

O principal alvo da operação é o Instituto Conhecer Brasil, organização não governamental responsável pela execução do projeto. A entidade pertence à empresária Karina Ferreira da Gama, ligada à produtora Go UP.

Segundo as investigações conduzidas pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil, há suspeitas relacionadas tanto à contratação quanto à execução dos serviços previstos no acordo firmado com a Prefeitura de São Paulo.

Investigação aponta notas fiscais irregulares

De acordo com os investigadores, o contrato previa a instalação de 5 mil pontos públicos de acesso à internet em regiões periféricas da capital no prazo de 12 meses.

Até o momento, segundo os órgãos responsáveis pela apuração, cerca de 3.200 pontos teriam sido efetivamente implantados.

A investigação também aponta que a ONG apresentou aproximadamente R$ 16,5 milhões em notas fiscais consideradas irregulares para justificar despesas vinculadas ao contrato.

Mandados são cumpridos em empresas e órgãos públicos

Ao todo, estão sendo cumpridos oito mandados de busca e apreensão.

As diligências ocorrem no Instituto Conhecer Brasil, em empresas que teriam sido subcontratadas para a execução do projeto e também em setores da administração municipal.

Os investigadores buscam documentos físicos e digitais, contratos, prestações de contas, equipamentos eletrônicos e registros financeiros relacionados ao programa.

Prefeitura diz que colabora com investigação

Em nota, a Prefeitura de São Paulo afirmou que o contrato foi celebrado dentro dos princípios da legalidade, transparência e economicidade.

A administração municipal também informou que está colaborando com as autoridades responsáveis pela investigação.

Até o momento, não há informação sobre prisões ou denúncias formais decorrentes da operação.

Caso segue em apuração

A Operação Wi-Fi Livre busca esclarecer se houve irregularidades na execução dos recursos públicos destinados à ampliação do acesso gratuito à internet em comunidades da cidade.

Os materiais apreendidos serão analisados pela Polícia Civil e pelo Ministério Público, que darão continuidade às investigações.

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Foto: Divulgação/SSP-SP

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