Desabamento na Penha deixa seis mortos; buscas são encerradas

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O Corpo de Bombeiros localizou no início da tarde deste domingo (13) a oitava vítima do desabamento de um prédio sobre casas na Penha, Zona Leste de São Paulo. Com a localização, as equipes consideram encerrada a operação de busca e resgate, que terminou com seis mortos e dois sobreviventes.

Os dois sobreviventes são um homem e uma criança, atendidos durante a madrugada de sábado (12) com escoriações leves.

Segundo as autoridades, entre as oito vítimas havia sete pessoas de nacionalidade boliviana e uma paraguaia. Os corpos deverão ser transportados para a Bolívia para o sepultamento.

Mais de 70 bombeiros e militares participaram das buscas desde as 2h de sábado, com apoio de 22 viaturas, um cão farejador e equipamentos para movimentação de estruturas de maior porte.

Com o fim do resgate, o local passa à responsabilidade das demais autoridades envolvidas na investigação, incluindo os trabalhos periciais.

Investigação

A Polícia Civil realizou neste domingo a prisão temporária de um homem apontado como sócio-proprietário oculto da construtora responsável pela obra do edifício de 12 andares que desabou.

O investigado foi levado ao 24º Distrito Policial, na Penha, para prestar depoimento e ficará à disposição da Justiça. Segundo a polícia, outros dois mandados de prisão temporária contra representantes da empresa ainda devem ser cumpridos.

A investigação busca esclarecer as circunstâncias da construção e verificar se havia irregularidades que poderiam ter contribuído para o desabamento.

“Vamos analisar toda a documentação das empresas, os alvarás e permissões, analisar todo o conjunto probatório para poder determinar se essa tragédia poderia ser evitada”, afirmou a delegada Deidiene Fialho Costa Éboli, titular do 24º Distrito Policial e responsável pelo inquérito.

A delegada afirmou ainda que a investigação deverá identificar e responsabilizar eventuais envolvidos, caso sejam constatadas responsabilidades criminais.

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Foto: Paulo Pinto/Ag. Brasil

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Mendonça barra acesso a dados de Vorcaro antes de julgamento

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça decidiu não liberar, neste momento, aos demais integrantes da Corte a íntegra dos dados extraídos do celular de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. Segundo Mendonça, o compartilhamento do material poderia tumultuar o julgamento previsto para terça-feira (15) e colocar em risco o andamento das investigações.

Na terça-feira, o plenário do STF fará uma sessão extraordinária para analisar a abertura de uma possível investigação sobre supostas relações entre o ministro Alexandre de Moraes e Vorcaro.

Em despacho publicado neste domingo (13), Mendonça afirmou que os ministros já têm acesso ao material utilizado para o julgamento. Para ele, a inclusão de novos elementos nos autos, especialmente a íntegra das informações encontradas no telefone do ex-banqueiro, não seria adequada neste momento.

Segundo o ministro, a medida poderia provocar questionamentos e desviar o julgamento de seu objetivo original, além de comprometer o andamento e o resultado das investigações.

O posicionamento ocorreu após ministros manifestarem interesse em ter acesso ao conteúdo integral do aparelho. Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin já haviam solicitado acesso aos dados.

Crise entre ministros

Parte do conteúdo extraído do celular de Vorcaro já foi tornada pública, incluindo conversas atribuídas ao ex-banqueiro com Moraes. Mendonça também retirou o sigilo de conversas de Vorcaro com aliados nas quais aparecem referências ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, e ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

A divulgação das mensagens envolvendo Vorcaro e Moraes ampliou a crise interna no STF e provocou novos movimentos entre os ministros.

Em meio ao conflito, Moraes encaminhou ao ministro Edson Fachin um pedido de investigação contra Mendonça no âmbito do inquérito das Fake News. O documento aponta, em tese, possíveis condutas relacionadas a improbidade administrativa, abuso de autoridade e favorecimento a grupos políticos.

Fachin posteriormente retirou de Moraes a relatoria do inquérito das Fake News.

Além da sessão marcada para terça-feira, o STF tem outra data prevista para analisar o caso envolvendo Mendonça. Em 23 de setembro, está programado o julgamento do pedido de investigação contra o ministro.

Segundo Fachin, porém, o procedimento ainda está em fase de instrução e não reúne, até o momento, todos os elementos necessários para ser submetido ao plenário.

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Foto: Carlos Moura/STF

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PF investiga lavagem de dinheiro de bets e sequestra R$ 1,1 bilhão

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Operação cumpre 17 mandados em cinco estados e investiga suspeitos de evasão de divisas, lavagem de dinheiro e crimes contra o sistema financeiro

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (13), a Operação Arena para investigar um grupo empresarial suspeito de praticar lavagem de dinheiro proveniente da exploração de apostas online. A ação ocorre em cinco estados, incluindo São Paulo, e resultou no sequestro de R$ 1,1 bilhão em bens e valores dos investigados.

A operação conta com a participação do Ministério Público Federal e da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda. Ao todo, são cumpridos 17 mandados de busca e apreensão na Paraíba, Sergipe, São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná.

Segundo a Polícia Federal, os investigadores também obtiveram autorização para quebrar os sigilos telemático e bancário dos alvos. A medida busca aprofundar a apuração sobre a movimentação financeira atribuída ao grupo.

Os investigados poderão responder, conforme a PF, por evasão de divisas, lavagem de dinheiro e crimes contra o sistema financeiro nacional. Até o momento, a operação está na fase de investigação e as suspeitas ainda deverão ser apuradas pelas autoridades.

Defesa contesta relação com atividades investigadas

Um dos alvos da operação é o advogado Nelson Wilians. Em nota, a defesa afirmou que a relação entre o escritório e a PixBet é exclusivamente profissional e decorre da prestação de serviços jurídicos.

Segundo o escritório, a atuação dos advogados em favor dos clientes se limita ao exercício regular da advocacia e não se confunde com as atividades empresariais atribuídas aos investigados.

A defesa também repudiou qualquer tentativa de associar a atuação profissional dos advogados às condutas investigadas pela Polícia Federal e afirmou ser necessário preservar o exercício da advocacia.

A Operação Arena segue em andamento, e os elementos apreendidos durante o cumprimento dos mandados deverão ser analisados no decorrer da investigação.

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Foto: Divulgação/Polícia Federal

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Pai é preso após morte das duas filhas na Zona Sul de SP

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Um homem de 24 anos foi preso neste domingo (9), após se apresentar à polícia e confessar a morte das duas filhas, de 3 e 5 anos, na região da Cidade Dutra, Zona Sul de São Paulo. As crianças foram encontradas dentro de um carro na manhã do Dia dos Pais.

Segundo informações divulgadas pelas autoridades e por veículos que acompanharam o caso, Breno de Souza Castro havia saído de casa no sábado (8) levando as duas meninas. A mãe das crianças relatou que recebeu mensagens e ameaças antes de o homem desaparecer com as filhas.

Durante a noite, familiares acionaram a Polícia Militar e passaram a procurar pelo homem e pelas crianças.

Na manhã de domingo, Breno se apresentou no 48º Distrito Policial, em Cidade Dutra, e informou às autoridades onde as meninas estavam. Policiais foram até o local indicado e encontraram as duas crianças já sem vida.

O homem foi preso em flagrante e permanece à disposição da Justiça. A investigação deverá esclarecer as circunstâncias do crime e a motivação.

Mensagens antecederam o crime

Antes de sair com as filhas, Breno teria enviado mensagens à ex-companheira, Jennifer Nayra, indicando que aquela seria a última vez que ela veria as crianças.

Segundo relatos divulgados pela imprensa, ele também teria feito ameaças à própria irmã durante a noite. A família procurou a polícia diante da preocupação com a situação.

A mãe das meninas também relatou posteriormente um histórico de conflitos e ameaças no relacionamento com Breno. Essas informações fazem parte dos relatos apresentados às autoridades e deverão ser consideradas no curso da investigação.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil.

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GCM de Carapicuíba prende sexto suspeito e conclui capturas no caso Marcelo Magalhães

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Empresário foi encontrado morto no Rio Cotia após desaparecer durante uma emboscada; investigação aponta seis envolvidos no crime

A Guarda Civil Metropolitana (GCM) prendeu, nesta quinta-feira (30), o sexto suspeito de envolvimento no assassinato do empresário Marcelo Magalhães de Almeida, de 31 anos. Segundo a corporação, com a nova prisão, todos os investigados identificados no caso estão sob custódia.

O nome do suspeito e o local onde ele foi localizado não foram divulgados.

O caso é investigado pelo 1º Distrito Policial de Carapicuíba, vinculado à Delegacia Seccional de Carapicuíba (Demacro).

Empresário desapareceu após emboscada

Marcelo Magalhães desapareceu no dia 16 de julho e teve o corpo encontrado no Rio Cotia, em Carapicuíba, uma semana depois, em 23 de julho.

De acordo com a investigação, o empresário foi atraído para um encontro por Lucas Soares de Lima, conhecido como “Quadrado”, apontado pela Polícia Civil como mentor do crime. A partir daí, ele teria sido sequestrado, mantido em cativeiro e assassinado.

Segundo a polícia, antes da morte foram transferidos R$ 8 mil das contas bancárias da vítima.

Prisões ajudaram a localizar o corpo

Conforme a Polícia Civil, os suspeitos presos temporariamente indicaram aos investigadores o local onde o corpo foi ocultado.

Ainda segundo a investigação, o ponto informado corresponde ao local do homicídio e ao início da trilha utilizada para esconder o corpo.

Durante as diligências, os policiais também encontraram uma inscrição em uma pedra próxima ao local do crime. Segundo a corporação, a frase faz referência à atuação de uma organização criminosa na região.

Investigação começou após denúncia da mãe de dois suspeitos

Um dos pontos que chamou a atenção durante as investigações foi a atuação de Zemira Santos Soares, mãe de dois dos investigados.

Segundo o inquérito policial, ela procurou espontaneamente a Polícia Civil após desconfiar que os filhos estariam envolvidos em um crime grave. A partir das informações prestadas por ela, os investigadores conseguiram reunir elementos que contribuíram para esclarecer o desaparecimento de Marcelo e identificar os envolvidos.

A Polícia Civil continua apurando todos os detalhes do caso para concluir o inquérito.

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Foto: Divulgação/PMC

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Polícia investiga morte de casal encontrado em área de mata no litoral de SP

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Ieda Simplício e Fabiana Nogueira estavam desaparecidas desde o dia 9 de julho; investigação é conduzida pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG)

A Polícia Civil de São Paulo investiga, sob sigilo, a morte de Ieda Simplício, de 62 anos, e Fabiana Nogueira, de 47, encontradas sem vida na tarde do último sábado (20) em uma área de mata no bairro Samaritá, em São Vicente, no litoral paulista.

O casal, morador de Praia Grande, estava desaparecido desde o dia 9 de julho. Segundo a Polícia Civil, a apuração é conduzida pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG), que informou ter solicitado exames periciais e necroscópicos para esclarecer as circunstâncias do crime e identificar os responsáveis.

Em nota, a corporação informou que as diligências seguem em andamento e que o caso é tratado como prioridade.

A investigação ainda não divulgou oficialmente a motivação do crime. No entanto, diante das circunstâncias do caso, entidades ligadas à defesa dos direitos da população LGBTQIA+ e autoridades públicas passaram a defender que seja apurada a possibilidade de um crime motivado por ódio, incluindo hipóteses de feminicídio, lesbofobia e racismo.

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) informou, por meio das redes sociais, que acionou o Ministério Público de São Paulo para acompanhar o caso e cobrou a identificação e responsabilização dos autores.

A ex-ministra da Igualdade Racial Anielle Franco também se manifestou, afirmando que o crime deve ser investigado com rigor e ressaltando a necessidade de atenção aos casos de violência contra mulheres lésbicas.

A Liga Brasileira de Lésbicas e Mulheres Bissexuais divulgou uma nota nas redes sociais defendendo que a investigação considere a possibilidade de lesbofobia como motivação do crime. A entidade argumenta que identificar corretamente a motivação é fundamental para subsidiar políticas públicas de enfrentamento à violência.

Nas redes sociais, usuários também questionaram a repercussão do caso na imprensa, alegando que crimes envolvendo mulheres lésbicas recebem menor visibilidade em comparação com outros episódios de violência.

A Polícia Civil informou que as investigações prosseguem e que novas informações serão divulgadas conforme o avanço das diligências.

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Foto: Divulgação/SSP-SP

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Polícia acredita que empresário desaparecido em Carapicuíba foi morto após cativeiro

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Investigação aponta que Marcelo Magalhães de Almeida teria sido vítima de uma emboscada; três suspeitos estão presos e o corpo ainda não foi localizado

A investigação sobre o desaparecimento do empresário Marcelo Magalhães de Almeida, de 31 anos, ganhou novos desdobramentos. A Polícia Civil trabalha com a hipótese de que ele tenha sido morto após permanecer em cativeiro na cidade de Carapicuíba, na Grande São Paulo.

Marcelo desapareceu na noite de quinta-feira (16), depois de deixar um bar onde havia se encontrado com um homem conhecido pelo apelido de “Fumaça”. Desde então, familiares e forças de segurança realizam buscas na região

Até o momento, o paradeiro do empresário permanece desconhecido.

Emboscada e cativeiro

De acordo com as investigações, Marcelo teria sido atraído para uma emboscada e levado para um cativeiro.

A polícia apura que, enquanto a vítima permanecia amordaçada, os criminosos realizaram transferências bancárias via PIX utilizando suas contas novalor de R$ 8 mil.

Ainda segundo a investigação, Marcelo teria sofrido agressões durante o período em que esteve sob poder dos suspeitos.

Vídeos obtidos pela Polícia Civil também estão sendo analisados. As imagens, segundo os investigadores, mostram a vítima amordaçada enquanto integrantes do grupo consumiam bebidas alcoólicas no local.

A principal linha investigativa aponta que o empresário teria sido assassinado posteriormente em uma área de mata. As buscas continuam para localizar o corpo.

Carro foi encontrado abandonado

Horas após o desaparecimento, o veículo blindado de Marcelo foi localizado abandonado na Rua das Andorinhas, em Carapicuíba.

Testemunhas relataram que um homem estacionou o automóvel e fugiu correndo. O veículo passou por perícia, e os investigadores analisam vestígios encontrados no carro.

A Polícia Civil também investiga contradições apresentadas pelo homem conhecido como “Fumaça”, última pessoa vista com Marcelo antes do desaparecimento.

Três presos e investigação continua

Até o momento, três pessoas foram presas por suspeita de participação no caso.

Um dos investigados foi capturado na sexta-feira por possuir um mandado de prisão por roubo. Outros dois suspeitos foram presos no domingo durante as diligências da Polícia Civil.

Um quarto investigado morreu após trocar tiros com policiais do 5º BAEP durante uma operação.

Segundo informações obtidas pela investigação, a polícia apura se outras pessoas participaram do crime. A suspeita é de que o desaparecimento tenha contado com o envolvimento de um grupo criminoso.

Empresário atuava na construção civil

Marcelo Magalhães de Almeida era empresário do ramo de demolição e aluguel de máquinas e equipamentos para construção civil.

Conforme registros da Junta Comercial do Estado de São Paulo (Jucesp), ele integrava, desde 2019, o quadro societário de uma empresa sediada em Carapicuíba.

A Polícia Civil segue investigando o caso para esclarecer a dinâmica do crime, identificar todos os envolvidos e localizar o corpo do empresário.

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Foto: Reprodução

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Como funcionava a fraude de R$ 3,8 bilhões com créditos de ICMS investigada em SP

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Operação Distrato cumpre 38 mandados e apura suposto esquema que envolvia mais de 750 empresas

Uma operação realizada nesta quarta-feira (15) pelo Governo de São Paulo investiga um suposto esquema de comercialização irregular de créditos de ICMS que, segundo a Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado (Sefaz-SP), levou à autuação de 752 empresas e envolve valores superiores a R$ 3,8 bilhões.

Batizada de Operação Distrato, a ação é conduzida pelo Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (CIRA-SP), formado pela Sefaz-SP, Ministério Público de São Paulo (MPSP) e Procuradoria-Geral do Estado (PGE-SP), com apoio das Polícias Civil e Militar.

Ao todo, estão sendo cumpridos 38 mandados de busca e apreensão em cidades de São Paulo e do Paraná.

Como funcionava o suposto esquema

Segundo as investigações, escritórios de advocacia e empresas de consultoria ofereciam créditos de ICMS com desconto a empresários, apresentando a operação como um planejamento tributário regular.

Na prática, conforme a investigação, os créditos não possuíam autorização da administração tributária e eram utilizados para reduzir artificialmente o valor do ICMS devido pelas empresas.

Após aderirem ao esquema, os empresários pagavam aos intermediários honorários que poderiam chegar a 70% do valor dos créditos utilizados.

Passo a passo da fraude, segundo a investigação

1. Oferta de créditos tributários

Escritórios e consultorias ofereciam créditos de ICMS supostamente disponíveis para compensação de impostos.

2. Registro dos créditos

Os valores eram lançados na Escrituração Fiscal Digital (EFD ICMS/IPI), reduzindo artificialmente o imposto a ser recolhido.

3. Pagamento aos intermediários

As empresas repassavam parte do valor economizado aos responsáveis pela operação, por meio de honorários de êxito.

Irregularidades apontadas

Durante as auditorias fiscais, a Secretaria da Fazenda identificou diferentes indícios de irregularidades, entre eles:

  • créditos sem comprovação de origem;
  • utilização de empresas inaptas ou sem atividade econômica;
  • ausência de operações comerciais que justificassem os créditos;
  • uso de documentos considerados inconsistentes ou fictícios para dar aparência de legalidade às operações.

Sinais de alerta

De acordo com o CIRA-SP, alguns fatores chamaram a atenção dos investigadores:

  • redução artificial do ICMS devido;
  • comercialização de créditos tributários sem autorização;
  • honorários vinculados ao valor dos créditos utilizados;
  • prejuízo potencial à arrecadação pública.

Impacto da investigação

Segundo a Secretaria da Fazenda, as auditorias fiscais resultaram, até o momento, em 752 autos de infração, envolvendo um montante superior a R$ 3,8 bilhões.

Além da perda de arrecadação, o órgão afirma que o uso de créditos irregulares teria proporcionado vantagem competitiva indevida às empresas beneficiadas em relação aos contribuintes que recolhem regularmente seus tributos.

As investigações continuam para identificar todos os envolvidos e eventual responsabilização nas esferas administrativa, cível e criminal.

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Foto: Divulgação/GESP

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Justiça decreta prisão de dois suspeitos de atentado contra tenente da Rota

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A Justiça decretou a prisão temporária de dois homens, de 40 e 52 anos, suspeitos de envolvimento na tentativa de homicídio do tenente Ronickson Pimentel dos Santos, do 1º Batalhão de Polícia de Choque Tobias de Aguiar (Rota). A decisão foi expedida pela Vara do Plantão da Comarca de Santo André neste domingo (28).

O atentado ocorreu no sábado (27), em São Caetano do Sul. Os investigados foram localizados pela Polícia Militar em Guaianases, na Zona Leste da capital, e encaminhados ao Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), onde prestam depoimento.

De acordo com as investigações, há indícios de que os dois suspeitos tenham dado suporte logístico aos autores dos disparos. A apuração aponta que eles atuaram de forma coordenada, utilizando veículos que acompanharam a motocicleta empregada no ataque antes e depois do crime.

Durante a operação, dois veículos que estavam com os investigados foram apreendidos e passarão por perícia do Instituto de Criminalística. Um terceiro homem, de 24 anos, compareceu ao DHPP acompanhando o pai, mas não foi preso.

A Polícia Civil continua as investigações para identificar os autores dos disparos e esclarecer a participação de todos os envolvidos no atentado.

Estado de saúde

O tenente Ronickson Pimentel permanece internado no Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André. Após ser submetido a uma cirurgia neurológica de emergência, o policial segue na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), sob monitoramento neurológico contínuo.

Segundo a equipe médica, o estado de saúde é considerado gravíssimo, porém estável.

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Foto: Arquivo/Reprodução/SSP-SP

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Mulher de 37 anos é presa após fingir ser adolescente e ser acolhida por família por mais de um ano

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Uma mulher de 37 anos foi presa em Joinville, em Santa Catarina, suspeita de se passar por uma adolescente de 12 anos para enganar uma família que a acolheu por cerca de 14 meses.

Segundo a Polícia Civil, a investigada utilizava uma identidade falsa e afirmava ter fugido de situações de maus-tratos praticados pelo pai biológico. A história sensibilizou integrantes de uma igreja da cidade, que a apresentaram a uma família disposta a ajudá-la.

Com o passar do tempo, a mulher conquistou a confiança dos familiares e chegou a iniciar um processo informal de adoção.

Parente desconfiou da história

De acordo com as investigações, o caso começou a ser esclarecido após uma parente da família levantar suspeitas sobre a verdadeira identidade da suposta adolescente.

Após pesquisas e contatos com autoridades, os familiares descobriram que a mulher já teria aplicado golpes semelhantes em outros estados brasileiros.

A denúncia foi encaminhada à Polícia Civil, que confirmou a identidade da suspeita.

Investigação apontou registros em outros estados

Segundo a polícia, a mulher possui antecedentes relacionados a ocorrências semelhantes em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Goiás.

Durante o interrogatório, ela teria confessado a fraude.

Os investigadores também apuram possíveis vantagens financeiras obtidas durante o período em que viveu com a família.

Suspeita foi presa por estelionato e falsidade ideológica

Após a confirmação da identidade verdadeira da investigada, a Polícia Civil efetuou a prisão em flagrante pelos crimes de estelionato e falsidade ideológica.

Ela foi encaminhada ao Presídio Regional de Joinville e permanece à disposição da Justiça.

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Foto: Divulgação/PCSC

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