Polícia mira esquema de agiotagem que movimentou R$ 52,5 milhões

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Operação cumpriu 11 mandados de busca e um de prisão em Santos, Guarujá e São Paulo; investigação também apura lavagem de dinheiro e ameaças.

A Polícia Civil de São Paulo realizou nesta quarta-feira (9) uma operação contra uma organização criminosa suspeita de atuar com empréstimos ilegais, cobrança de dívidas e lavagem de dinheiro. Segundo as investigações, o grupo teria movimentado R$ 52,5 milhões por meio de um esquema de agiotagem.

Batizada de Operação Bogotá, a ação cumpriu 11 mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão temporária em endereços de Santos, Guarujá e São Paulo.

A investigação é conduzida pela Delegacia Seccional de Polícia de Registro, com apoio da Divisão Estadual de Investigações Criminais (Deic) de Santos.

O homem alvo da prisão foi localizado em um quarto de sublocação na região da Ponta da Praia, em Santos. No imóvel, os policiais apreenderam dois celulares e um notebook, que deverão passar por análise pericial. Outros endereços relacionados ao investigado também foram alvo de buscas.

Segundo o Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior 6 (Deinter-6), a organização atuaria por meio do chamado “gota a gota”, modalidade de empréstimo informal que envolve cobrança de juros abusivos e, segundo a investigação, ameaças e violência contra devedores.

As apurações começaram em meados de maio deste ano, quando policiais da Delegacia de Polícia de Registro identificaram o esquema. Durante o trabalho de investigação, as equipes chegaram a 41 pessoas apontadas como envolvidas na organização. Parte delas já havia sido presa em fases anteriores.

De acordo com a Polícia Civil, a análise de celulares, computadores e documentos apreendidos ao longo das diligências permitiu ampliar o conhecimento sobre a estrutura do grupo e identificar integrantes ligados ao núcleo financeiro da organização.

Investigados foram presos na Colômbia

As investigações também apontaram a atuação de integrantes do grupo em Campinas. Segundo a Polícia Civil, parte dos investigados deixou o Brasil durante o avanço das apurações.

Dois deles foram posteriormente localizados e presos na Colômbia, após os nomes serem incluídos na Difusão Vermelha da Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol).

Além dos crimes relacionados à agiotagem, a investigação apura a utilização de recursos obtidos ilegalmente para lavagem de dinheiro. A Justiça também determinou o bloqueio de bens de investigados, segundo a Polícia Civil.

Para os investigadores, a medida busca atingir o patrimônio que teria sido obtido por meio das atividades criminosas atribuídas à organização.

Suspeito teria fotografado magistrado em restaurante

O homem preso nesta quarta-feira também é investigado por um episódio ocorrido em agosto, quando, segundo a Polícia Civil, entrou em um restaurante em Santos e fotografou um magistrado e seus familiares.

A polícia suspeita que a imagem seria utilizada posteriormente em ameaças.

A ligação do homem com outros integrantes da organização foi identificada durante a análise de aparelhos apreendidos na primeira fase da investigação. Segundo os investigadores, em um dos celulares foram encontrados contatos anteriores e diretos do suspeito e de sua esposa.

O magistrado fotografado havia proferido decisões judiciais que atingiram integrantes do grupo investigado, incluindo medidas de quebra de sigilo e bloqueio de patrimônio.

A Polícia Civil continua as investigações para identificar a participação de cada envolvido, aprofundar a apuração sobre a movimentação financeira e localizar outros integrantes da organização.

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Foto: Divulgação/SSP-SP

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Operação Impacto reforça combate à receptação de celulares em Barueri

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Polícia Militar e Prefeitura fiscalizaram dois estabelecimentos comerciais; materiais foram encaminhados para análise da autoridade policial

Uma operação da Polícia Militar e da Prefeitura de Barueri resultou na apresentação de 51 itens relacionados a aparelhos celulares à autoridade policial nesta sexta-feira (21).

A ação, denominada Operação Impacto – Fiscalização Contra Receptação de Celulares, foi realizada pelo 20º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano (20º BPM/M) e teve como foco a prevenção e repressão aos crimes patrimoniais, incluindo roubos, furtos e receptação.

As equipes realizaram fiscalizações em estabelecimentos comerciais do município com o objetivo de verificar a procedência dos aparelhos e identificar possíveis irregularidades.

Polícia Militar e Prefeitura fiscalizaram dois estabelecimentos comerciais. | Foto: Divulgação/20º BPM/M

Primeiro estabelecimento teve 28 celulares recolhidos

No primeiro local fiscalizado, as equipes encontraram 28 aparelhos celulares.

Segundo a Polícia Militar, as consultas realizadas nos equipamentos não apontaram registros criminais. No entanto, os responsáveis pelo estabelecimento não apresentaram documentação fiscal que comprovasse a procedência dos aparelhos.

Diante da situação, os celulares foram recolhidos e apresentados à autoridade policial para análise e adoção das medidas cabíveis.

A fiscalização municipal também identificou pendências administrativas e emitiu uma notificação ao estabelecimento.

Outros 23 itens foram encontrados

A operação seguiu para um segundo estabelecimento comercial, onde foram localizados 13 aparelhos celulares intactos e dez carcaças, totalizando 23 itens.

Os materiais também passaram por consultas e foram encaminhados ao Distrito Policial Central de Barueri para análise.

O responsável pelo estabelecimento foi conduzido para prestar esclarecimentos. Segundo as informações apresentadas pela Polícia Militar, ele informou manter contato com uma pessoa que compareceria periodicamente ao local para adquirir os equipamentos.

A fiscalização da Prefeitura também constatou pendências relacionadas à regularização da inscrição municipal e do Certificado de Licenciamento Integrado, emitindo uma notificação para adequação.

Ao todo, 51 itens relacionados a aparelhos celulares foram apresentados à autoridade policial, juntamente com os responsáveis pelos estabelecimentos, para verificação da procedência e adoção das medidas legais pertinentes.

A Operação Impacto reuniu equipes do policiamento de área, motociclistas, Força Tática e a fiscalização da Secretaria da Indústria, Comércio e Trabalho de Barueri.

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Fotos: Divulgação/20º BPM/M

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Pai é preso após morte das duas filhas na Zona Sul de SP

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Um homem de 24 anos foi preso neste domingo (9), após se apresentar à polícia e confessar a morte das duas filhas, de 3 e 5 anos, na região da Cidade Dutra, Zona Sul de São Paulo. As crianças foram encontradas dentro de um carro na manhã do Dia dos Pais.

Segundo informações divulgadas pelas autoridades e por veículos que acompanharam o caso, Breno de Souza Castro havia saído de casa no sábado (8) levando as duas meninas. A mãe das crianças relatou que recebeu mensagens e ameaças antes de o homem desaparecer com as filhas.

Durante a noite, familiares acionaram a Polícia Militar e passaram a procurar pelo homem e pelas crianças.

Na manhã de domingo, Breno se apresentou no 48º Distrito Policial, em Cidade Dutra, e informou às autoridades onde as meninas estavam. Policiais foram até o local indicado e encontraram as duas crianças já sem vida.

O homem foi preso em flagrante e permanece à disposição da Justiça. A investigação deverá esclarecer as circunstâncias do crime e a motivação.

Mensagens antecederam o crime

Antes de sair com as filhas, Breno teria enviado mensagens à ex-companheira, Jennifer Nayra, indicando que aquela seria a última vez que ela veria as crianças.

Segundo relatos divulgados pela imprensa, ele também teria feito ameaças à própria irmã durante a noite. A família procurou a polícia diante da preocupação com a situação.

A mãe das meninas também relatou posteriormente um histórico de conflitos e ameaças no relacionamento com Breno. Essas informações fazem parte dos relatos apresentados às autoridades e deverão ser consideradas no curso da investigação.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil.

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SP teve 84 mil mulheres atendidas por unidades especializadas em 2025

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Unidades especializadas da Polícia Civil atenderam 84.103 mulheres em São Paulo ao longo de 2025, segundo o 10º Diagnóstico Nacional das Unidades de Polícia Civil Especializadas no Atendimento às Mulheres, divulgado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Em todo o país, foram registrados 782.474 atendimentos, envolvendo casos como ameaça, lesão corporal, injúria, importunação sexual, estupro e feminicídio, entre outras ocorrências.

O levantamento contabilizou 329.451 vítimas atendidas nas unidades especializadas. O número de atendimentos é maior porque uma mesma mulher pode procurar os serviços mais de uma vez.

Os dados foram compilados a partir de informações de 530 das 585 unidades especializadas existentes no país, entre Delegacias Especializadas no Atendimento à Mulher (Deams) e outros modelos de atendimento.

Sudeste concentra quase metade das vítimas

A Região Sudeste concentrou 125.769 vítimas, o equivalente a 47,8% do total nacional. São Paulo aparece na liderança entre os estados, com 84.103 mulheres atendidas.

Na sequência aparecem o Nordeste, com 53.067 vítimas; o Centro-Oeste, com 43.662; o Sul, com 21.087; e o Norte, com 19.712.

O diagnóstico foi divulgado no contexto dos 20 anos da Lei Maria da Penha e também apresenta um panorama da estrutura utilizada pela Polícia Civil para atender mulheres vítimas de violência.

Ameaça lidera registros

Entre os tipos de ocorrência registrados pelas unidades especializadas em 2025, a ameaça aparece em primeiro lugar, com 148.544 registros. Na sequência estão lesão corporal, com 99.473, e injúria, com 88.739.

O levantamento também aponta crescimento expressivo de determinados tipos de violência em relação à edição anterior, que teve 2023 como ano-base.

Os registros de perseguição chegaram a 52.855, aumento de 44,3%. Já os casos de violência psicológica somaram 23.911, alta de 49,7%.

Mais de 300 mil medidas protetivas foram solicitadas

Os atendimentos realizados pelas unidades especializadas resultaram em 302.626 pedidos de medidas protetivas de urgência em 2025.

Segundo o diagnóstico, 118.672 medidas foram concedidas, sendo que 74,2% delas correspondem à maioria das medidas concedidas, conforme os dados apresentados no levantamento.

O estudo também registrou 38.214 descumprimentos de medidas protetivas por parte dos agressores.

As unidades especializadas da Polícia Civil começaram a ser implantadas no Brasil em 1985, com a criação da primeira Delegacia Especializada no Atendimento às Mulheres, na região central de São Paulo.

Atualmente, são 585 unidades, com cerca de 6.200 profissionais, entre delegados, agentes, escrivães, psicólogos e assistentes sociais.

80% das unidades não funcionam 24 horas

Apesar da expansão da estrutura especializada, o diagnóstico aponta limitações no atendimento.

Segundo o levantamento, 80% das unidades não funcionam 24 horas, o que restringe o acesso das vítimas ao serviço especializado fora do horário de expediente.

Entre as principais carências apontadas pelas próprias unidades estão a insuficiência de recursos para investigação, mencionada por 57% delas, a falta de viaturas, citada por 46%, e a falta de materiais de menor potencial ofensivo, apontada por 40%.

Os dados mostram, portanto, que a ampliação da rede de atendimento ainda convive com desafios relacionados à estrutura e à capacidade operacional das unidades especializadas em todo o país.

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Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

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GCM de Carapicuíba prende sexto suspeito e conclui capturas no caso Marcelo Magalhães

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Empresário foi encontrado morto no Rio Cotia após desaparecer durante uma emboscada; investigação aponta seis envolvidos no crime

A Guarda Civil Metropolitana (GCM) prendeu, nesta quinta-feira (30), o sexto suspeito de envolvimento no assassinato do empresário Marcelo Magalhães de Almeida, de 31 anos. Segundo a corporação, com a nova prisão, todos os investigados identificados no caso estão sob custódia.

O nome do suspeito e o local onde ele foi localizado não foram divulgados.

O caso é investigado pelo 1º Distrito Policial de Carapicuíba, vinculado à Delegacia Seccional de Carapicuíba (Demacro).

Empresário desapareceu após emboscada

Marcelo Magalhães desapareceu no dia 16 de julho e teve o corpo encontrado no Rio Cotia, em Carapicuíba, uma semana depois, em 23 de julho.

De acordo com a investigação, o empresário foi atraído para um encontro por Lucas Soares de Lima, conhecido como “Quadrado”, apontado pela Polícia Civil como mentor do crime. A partir daí, ele teria sido sequestrado, mantido em cativeiro e assassinado.

Segundo a polícia, antes da morte foram transferidos R$ 8 mil das contas bancárias da vítima.

Prisões ajudaram a localizar o corpo

Conforme a Polícia Civil, os suspeitos presos temporariamente indicaram aos investigadores o local onde o corpo foi ocultado.

Ainda segundo a investigação, o ponto informado corresponde ao local do homicídio e ao início da trilha utilizada para esconder o corpo.

Durante as diligências, os policiais também encontraram uma inscrição em uma pedra próxima ao local do crime. Segundo a corporação, a frase faz referência à atuação de uma organização criminosa na região.

Investigação começou após denúncia da mãe de dois suspeitos

Um dos pontos que chamou a atenção durante as investigações foi a atuação de Zemira Santos Soares, mãe de dois dos investigados.

Segundo o inquérito policial, ela procurou espontaneamente a Polícia Civil após desconfiar que os filhos estariam envolvidos em um crime grave. A partir das informações prestadas por ela, os investigadores conseguiram reunir elementos que contribuíram para esclarecer o desaparecimento de Marcelo e identificar os envolvidos.

A Polícia Civil continua apurando todos os detalhes do caso para concluir o inquérito.

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Foto: Divulgação/PMC

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Polícia investiga morte de casal encontrado em área de mata no litoral de SP

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Ieda Simplício e Fabiana Nogueira estavam desaparecidas desde o dia 9 de julho; investigação é conduzida pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG)

A Polícia Civil de São Paulo investiga, sob sigilo, a morte de Ieda Simplício, de 62 anos, e Fabiana Nogueira, de 47, encontradas sem vida na tarde do último sábado (20) em uma área de mata no bairro Samaritá, em São Vicente, no litoral paulista.

O casal, morador de Praia Grande, estava desaparecido desde o dia 9 de julho. Segundo a Polícia Civil, a apuração é conduzida pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG), que informou ter solicitado exames periciais e necroscópicos para esclarecer as circunstâncias do crime e identificar os responsáveis.

Em nota, a corporação informou que as diligências seguem em andamento e que o caso é tratado como prioridade.

A investigação ainda não divulgou oficialmente a motivação do crime. No entanto, diante das circunstâncias do caso, entidades ligadas à defesa dos direitos da população LGBTQIA+ e autoridades públicas passaram a defender que seja apurada a possibilidade de um crime motivado por ódio, incluindo hipóteses de feminicídio, lesbofobia e racismo.

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) informou, por meio das redes sociais, que acionou o Ministério Público de São Paulo para acompanhar o caso e cobrou a identificação e responsabilização dos autores.

A ex-ministra da Igualdade Racial Anielle Franco também se manifestou, afirmando que o crime deve ser investigado com rigor e ressaltando a necessidade de atenção aos casos de violência contra mulheres lésbicas.

A Liga Brasileira de Lésbicas e Mulheres Bissexuais divulgou uma nota nas redes sociais defendendo que a investigação considere a possibilidade de lesbofobia como motivação do crime. A entidade argumenta que identificar corretamente a motivação é fundamental para subsidiar políticas públicas de enfrentamento à violência.

Nas redes sociais, usuários também questionaram a repercussão do caso na imprensa, alegando que crimes envolvendo mulheres lésbicas recebem menor visibilidade em comparação com outros episódios de violência.

A Polícia Civil informou que as investigações prosseguem e que novas informações serão divulgadas conforme o avanço das diligências.

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Foto: Divulgação/SSP-SP

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Polícia acredita que empresário desaparecido em Carapicuíba foi morto após cativeiro

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Investigação aponta que Marcelo Magalhães de Almeida teria sido vítima de uma emboscada; três suspeitos estão presos e o corpo ainda não foi localizado

A investigação sobre o desaparecimento do empresário Marcelo Magalhães de Almeida, de 31 anos, ganhou novos desdobramentos. A Polícia Civil trabalha com a hipótese de que ele tenha sido morto após permanecer em cativeiro na cidade de Carapicuíba, na Grande São Paulo.

Marcelo desapareceu na noite de quinta-feira (16), depois de deixar um bar onde havia se encontrado com um homem conhecido pelo apelido de “Fumaça”. Desde então, familiares e forças de segurança realizam buscas na região

Até o momento, o paradeiro do empresário permanece desconhecido.

Emboscada e cativeiro

De acordo com as investigações, Marcelo teria sido atraído para uma emboscada e levado para um cativeiro.

A polícia apura que, enquanto a vítima permanecia amordaçada, os criminosos realizaram transferências bancárias via PIX utilizando suas contas novalor de R$ 8 mil.

Ainda segundo a investigação, Marcelo teria sofrido agressões durante o período em que esteve sob poder dos suspeitos.

Vídeos obtidos pela Polícia Civil também estão sendo analisados. As imagens, segundo os investigadores, mostram a vítima amordaçada enquanto integrantes do grupo consumiam bebidas alcoólicas no local.

A principal linha investigativa aponta que o empresário teria sido assassinado posteriormente em uma área de mata. As buscas continuam para localizar o corpo.

Carro foi encontrado abandonado

Horas após o desaparecimento, o veículo blindado de Marcelo foi localizado abandonado na Rua das Andorinhas, em Carapicuíba.

Testemunhas relataram que um homem estacionou o automóvel e fugiu correndo. O veículo passou por perícia, e os investigadores analisam vestígios encontrados no carro.

A Polícia Civil também investiga contradições apresentadas pelo homem conhecido como “Fumaça”, última pessoa vista com Marcelo antes do desaparecimento.

Três presos e investigação continua

Até o momento, três pessoas foram presas por suspeita de participação no caso.

Um dos investigados foi capturado na sexta-feira por possuir um mandado de prisão por roubo. Outros dois suspeitos foram presos no domingo durante as diligências da Polícia Civil.

Um quarto investigado morreu após trocar tiros com policiais do 5º BAEP durante uma operação.

Segundo informações obtidas pela investigação, a polícia apura se outras pessoas participaram do crime. A suspeita é de que o desaparecimento tenha contado com o envolvimento de um grupo criminoso.

Empresário atuava na construção civil

Marcelo Magalhães de Almeida era empresário do ramo de demolição e aluguel de máquinas e equipamentos para construção civil.

Conforme registros da Junta Comercial do Estado de São Paulo (Jucesp), ele integrava, desde 2019, o quadro societário de uma empresa sediada em Carapicuíba.

A Polícia Civil segue investigando o caso para esclarecer a dinâmica do crime, identificar todos os envolvidos e localizar o corpo do empresário.

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Polícias apreendem quase 100 kg de maconha em depósito de drogas no interior de SP

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Homem foi preso em flagrante após ação conjunta das polícias Civil e Militar em Porto Ferreira

Uma operação conjunta das polícias Civil e Militar resultou na apreensão de 92,4 quilos de maconha e na prisão de um homem suspeito de tráfico de drogas em Porto Ferreira, no interior de São Paulo.

A ação ocorreu na quinta-feira (16), após policiais militares receberem informações de que uma residência no bairro Santa Luzia estaria sendo utilizada como depósito de entorpecentes.

Drogas estavam escondidas em terreno ao lado do imóvel

Durante as buscas, os policiais localizaram três fardos de maconha em um terreno ao lado da residência. Com o apoio da Polícia Civil, as equipes entraram no imóvel e encontraram o restante da droga.

Além dos entorpecentes, foram apreendidos R$ 550 em dinheiro, um telefone celular, uma balança de precisão e um automóvel que, segundo a investigação, pode ter sido utilizado na atividade criminosa.

Suspeito permaneceu preso

O homem que estava na residência foi detido e encaminhado à Delegacia de Polícia de Porto Ferreira.

Após o registro da ocorrência, ele permaneceu preso à disposição da Justiça. O caso foi registrado como tráfico de drogas, e a Polícia Civil dará continuidade às investigações para apurar a possível participação de outras pessoas.

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PM apreende carro com placas de caminhão roubado em Barueri

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Fiscalização identificou adulteração dos sinais do veículo; caso será investigado pela Polícia Civil

Um veículo com sinais identificadores adulterados foi apreendido pela Polícia Militar na terça-feira (14), durante patrulhamento da Força Tática do 20º BPM/M no bairro Vila Engenho Novo, em Barueri.

A abordagem aconteceu na Rua Cidade de São Paulo, após os policiais observarem um homem realizando intervenções em um GM/Corsa Hatch, o que despertou suspeita da equipe.

Durante a abordagem, nada de ilícito foi encontrado com o suspeito. No entanto, a consulta realizada pelos policiais revelou que a placa instalada no automóvel pertencia, na verdade, a um caminhão Iveco/Eurotech, registrado no município de Presidente Venceslau, no interior paulista, e com registro de roubo.

Na sequência, os policiais verificaram o número do chassi e identificaram que o veículo abordado era um GM/Corsa Hatch Maxx, ano 2007, confirmando a adulteração dos sinais identificadores.

O veículo, as placas e o investigado foram encaminhados à Delegacia Central de Barueri.

A Polícia Civil registrou a ocorrência por adulteração de sinal identificador de veículo automotor. O automóvel permaneceu apreendido para perícia e demais procedimentos legais, enquanto o investigado foi ouvido e liberado após o registro da ocorrência.

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Foto: Divulgação/20º BPM/M/PMESP

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Operação investiga fraude de R$ 3,8 bilhões com créditos de ICMS em SP

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Mais de 750 empresas foram autuadas; Justiça autorizou 38 mandados de busca em São Paulo e no Paraná

Uma operação deflagrada nesta quarta-feira (15) investiga um suposto esquema de comercialização irregular de créditos de ICMS que, segundo a Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo (Sefaz-SP), resultou em autuações superiores a R$ 3,8 bilhões.

Batizada de Operação Distrato, a ação é coordenada pelo Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (CIRA-SP), formado pela Sefaz-SP, Ministério Público de São Paulo (MPSP) e Procuradoria-Geral do Estado (PGE-SP), com apoio das Polícias Civil e Militar.

Ao todo, estão sendo cumpridos 38 mandados de busca e apreensão nas cidades de São Paulo, Campinas, Jundiaí, Ribeirão Preto, Londrina (PR) e Cambé (PR).

Como funcionava o esquema, segundo a investigação

De acordo com as investigações, escritórios de advocacia e empresas de consultoria ofereciam a empresários paulistas créditos tributários de ICMS com desconto, apresentando a operação como um planejamento tributário regular.

Ainda segundo os investigadores, os créditos utilizados não possuíam autorização da administração tributária e estavam vinculados a empresas inaptas, massas falidas ou operações sem lastro econômico.

Para dar aparência de legalidade às negociações, os investigados teriam utilizado contratos, procurações, apólices e até documentos falsamente atribuídos aos órgãos fazendários.

Conforme a investigação, após utilizar os créditos, as empresas deixavam de recolher integralmente o ICMS devido e pagavam aos intermediários honorários que poderiam chegar a 70% do valor dos créditos utilizados.

Mais de 750 empresas autuadas

Segundo a Secretaria da Fazenda, auditorias fiscais já resultaram na autuação de 752 empresas supostamente envolvidas no esquema. O montante apurado ultrapassa R$ 3,8 bilhões em créditos considerados irregulares.

As investigações também buscam identificar os beneficiários econômicos do esquema e apurar eventuais responsabilidades nas esferas administrativa, cível e criminal.

Concorrência desleal

Na avaliação da Secretaria da Fazenda, além do impacto na arrecadação estadual, o uso de créditos irregulares gera concorrência desleal ao reduzir artificialmente a carga tributária de empresas beneficiadas, em prejuízo dos contribuintes que cumprem regularmente suas obrigações fiscais.

Segundo os órgãos responsáveis, novas medidas poderão ser adotadas conforme a análise do material apreendido, respeitando o devido processo legal e o direito de defesa dos investigados.

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