Não há futuro sem escolas. Não há escolas sem professores.

Não há futuro sem escolas. Não há escolas sem professores.

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Dia 15 de outubro, Dia dos Professores. Uma data que nos convida a refletir sobre a extraordinária importância daqueles que dedicam suas vidas à construção do conhecimento, da cidadania e do futuro do país. Mais do que transmitir conteúdos, professores e professoras formam pessoas, estimulam sonhos, incentivam e despertam talentos, ajudam a modificar realidades opressoras em comunidades civilizatórias. As homenagens ao Dia dos Professores são importantes, mas a verdadeira valorização dos educadores deve ir além das palavras e das celebrações anuais. É necessário transformar o reconhecimento em ações concretas que proporcionem melhores condições de trabalho, dignidade profissional e qualidade de vida para aqueles que têm a missão de educar as novas gerações. A sociedade deve reconhecer que os professores, principalmente os de escolas públicas são abnegados, pois, mesmo diante das constantes dificuldades que parecem insuperáveis, seguem todos os dias, firmes em sua missão, movidos por uma força de vontade e pela convicção que a educação é o único caminho para uma transformação social, principalmente, em uma sociedade profundamente desigual.

Para mudar a atual realidade, precisamos de medidas mais urgentes, tais como a garantia de salários compatíveis com a importância social da profissão. A valorização financeira não é apenas uma questão de justiça, mas também uma forma de atrair e manter profissionais qualificados na carreira docente. Por exemplo: por que um professor de escola pública deve ganhar menos que um vereador? Outro ponto fundamental é a melhoria da infraestrutura das escolas públicas. Salas de aula adequadas, bibliotecas atualizadas, laboratórios equipados, acesso à tecnologia e ambientes seguros contribuem para um ensino mais eficiente e para melhores condições de trabalho aos educadores. A formação continuada merece atenção especial. Investir em cursos de atualização, especializações e capacitações permanentes permite que os profissionais acompanhem as transformações tecnológicas, científicas e sociais que impactam a educação contemporânea. Além das dificuldades materiais, os professores e professoras brasileiros, enfrentam muitos outros desafios sociais. Desafios que extrapolam sua função acadêmica. Eles se tornam conselheiros, orientadores, mediadores de conflitos e podem se tornar referências de apoio e acolhimento para aqueles que vivem em situações de vulnerabilidade social. Em uma sociedade que prima pela desigualdade, o professor (a), pode significar a diferença entre desistir e perseverar.

Neste Dia dos Professores, mais do que agradecer, é preciso reconhecer que os educadores da rede pública carregam sobre seus ombros uma das responsabilidades mais nobres da sociedade: formar cidadãos e cidadãs comprometidos com suas comunidades para construir um futuro mais justo, digno, solidário, igualitário. Apesar das dificuldades, eles continuam exercendo sua missão com coragem, dedicação e esperança. Valorizar os professores significa oferecer condições reais para que possam ensinar com qualidade, segurança e dignidade. Quando um país investe em seus educadores, investe também em desenvolvimento, justiça social e cidadania. Afinal, por trás de cada médico, engenheiro, cientista, artista ou trabalhador, existe sempre a marca inesquecível de um professor que acreditou no poder transformador da educação.

É fundamental fortalecer a participação da sociedade na defesa da educação pública de qualidade. Famílias, gestores, empresas e governos devem atuar conjuntamente para criar uma política pública que permita a criação de um ambiente de respeito ao essencial trabalho dos professores. Vivemos em um país onde, constantemente, vemos cortes nos orçamentos da educação pública. Muitos municípios não investem, nem o montante mínimo, estabelecido por lei, no setor educacional. A valorização do magistério não é responsabilidade apenas das autoridades educacionais, mas de toda a sociedade. Um povo só atingirá um nível digno de civilidade quanto investir mais em escolas do que em presídios. Fica a reflexão: qual é o futuro que queremos para o Brasil?

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Foto: Tomaz Silva/ABR

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