Uma homenagem aos Professores – por Dra. Vera Resende

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Quem é o professor na vida de cada um de nós? E na vida dos seus filhos?

Ao compararmos as experiências escolares de diferentes gerações, percebemos uma imensa lacuna entre o período anterior às redes sociais e o atual.

As histórias que ouvíamos sobre a escola nos faziam sonhar com ela. Hoje, infelizmente, escola e professores tornaram-se, muitas vezes, alvos de críticas e desconfiança, reflexos das mesmas fragilidades que afetam toda a sociedade.

Sem a intenção de atribuir à tecnologia a culpa exclusiva pelo enfraquecimento das relações entre professor e aluno, é possível reconhecer que o uso inadequado das redes sociais tem alterado a maneira como a sociedade enxerga o papel da escola e de seus educadores.

Perdeu-se, em parte, o sentido profundo da relação professor/aluno, que antes era tecida por sonhos, expectativas, medos e descobertas levadas nas mochilas no primeiro dia de aula. A escola era percebida como um organismo vivo, um espaço que acolhia a diversidade de habilidades, limites, possibilidades e histórias de vida. Seu propósito ia além do aprendizado teórico: era um ambiente de convivência humana, respeito, pertencimento e inclusão.

A imagem da escola como espaço de crescimento e de relações saudáveis precisa ser resgatada. Como pais e como alunos, precisamos enxergá-la novamente como um lugar vivo, que pulsa e transforma. Só assim poderemos nos reconectar com o melhor de nós, despertando o desejo genuíno de viver em sociedade.

Enquanto adultos, quando levamos nossos filhos à escola, levamos também uma parte de nós mesmos: o sonho de crescer, aprender, descobrir e evoluir. Carregamos conosco a esperança de que nossas aspirações individuais possam contribuir para uma sociedade mais justa e consciente.

Que possamos, portanto, retomar o diálogo, as trocas saudáveis e o respeito mútuo. Que a tecnologia seja usada para aproximar, enriquecer o aprendizado e fortalecer a construção de um mundo mais humano, seguro e tolerante.


Dra. Vera Resende – Psicóloga clínica (CRP 06-2353), mestre e doutora em Psicologia Clínica pela PUC-SP. Com sólida trajetória acadêmica, foi professora e supervisora de estágio clínico na Unesp, ministrou aulas na pós-graduação, orientou teses, integrou grupos de pesquisa e coordenou cursos de especialização e extensão. Atuou no Instituto Sedes Sapientiae, participando de seminários e publicações na área de psicanálise da criança. Atualmente, mantém consultório próprio, oferecendo atendimentos, supervisão clínica e aperfeiçoamento para psicólogos iniciantes.


Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Zero Hora Digital.

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Menos de 40% dos alunos valorizam professores, aponta pesquisa do MEC

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Uma pesquisa realizada pelo Ministério da Educação (MEC) revelou que menos de 40% dos alunos dos anos finais do ensino fundamental valorizam seus professores. O levantamento, que ouviu mais de 2 milhões de estudantes de 21 mil escolas públicas em todo o Brasil, foi realizado em parceria com o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), a União dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e o Itaú Social.

Alerta para a qualidade da educação

Os resultados da pesquisa acendem um alerta para gestores e especialistas em educação. O distanciamento entre alunos e professores pode comprometer a qualidade da aprendizagem e a permanência dos estudantes nas escolas. A pesquisa buscou entender a opinião dos alunos sobre diversos aspectos da vida escolar, incluindo a importância dos professores na formação pessoal e acadêmica.

Os dados mostram que a percepção dos alunos sobre a escola varia conforme a série. Estudantes do 8º e 9º anos tendem a ter uma visão menos positiva da escola em comparação aos alunos do 6º e 7º anos. Essa diferença de percepção pode estar relacionada a fatores como a pressão acadêmica e as mudanças na adolescência.

Confiança nas relações escolares

Outro dado relevante da pesquisa indica que 75% dos alunos do 6º e 7º anos confiam em pelo menos um adulto na escola. No entanto, esse número cai para 45% entre os estudantes do 8º e 9º anos. Essa diminuição na confiança pode refletir um ambiente escolar menos acolhedor para os alunos mais velhos, o que pode impactar diretamente sua motivação e engajamento.

A valorização dos professores também apresenta uma queda significativa. Enquanto 39% dos alunos do 6º e 7º anos afirmam respeitar e valorizar seus docentes, apenas 26% dos alunos do 8º e 9º anos compartilham dessa opinião. Essa realidade evidencia os desafios enfrentados na construção de uma relação saudável entre alunos e educadores.

Caminhos para a valorização

Diante desses dados, é essencial que gestores e educadores reflitam sobre estratégias para melhorar a relação entre alunos e professores. A promoção de um ambiente escolar mais inclusivo e a valorização do trabalho docente são fundamentais para reverter esse quadro. Programas de formação continuada para professores e ações que incentivem a participação dos alunos nas decisões escolares podem ser caminhos viáveis.

A pesquisa destaca a importância de ouvir a voz dos estudantes para aprimorar a educação e garantir que todos se sintam valorizados no ambiente escolar. A construção de uma relação de respeito e confiança é crucial para o desenvolvimento educacional e emocional dos alunos.


Foto: GESP

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Inscrições em processo seletivo para professores do Ensino Médio técnico são prorrogadas até 28 de agosto

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As inscrições no processo seletivo simplificado para professores do Ensino Médio técnico foram prorrogadas até 28 de agosto. Com a ampliação do prazo, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) também adiou para 2 de novembro a aplicação das provas objetivas e discursivas. O cadastro é online no site da Fundação Getúlio Vargas (FGV): https://conhecimento.fgv.br/concursos/seducsp25

São até 5 mil vagas para profissionais com diplomas de cursos de bacharelado, tecnólogos e licenciados ou especialistas com experiência comprovada no mercado que queiram atuar como docentes nos cursos do itinerário de formação técnico e profissional no ano de 2026. 

A contratação é por tempo determinado e a remuneração é de R$ 5.565,00 para carga de 40 horas semanais, com possibilidade de jornada proporcional. O edital completo está publicado no Diário Oficial do Estado.

Há oportunidades nos seis eixos de cursos ofertados nas escolas da rede estadual: gestão e negócios (administração, logística e vendas), saúde (enfermagem e farmácia), tecnologia da informação (ciência de dados e desenvolvimento de sistemas e robótica), recursos naturais (agronegócio), turismo, hospitalidade e lazer (hospedagem) e controle e processos industriais (eletrônica).

LEIA TAMBÉM:

Provas objetiva, discursiva e prática

O processo seletivo simplificado é organizado em quatro etapas composta por prova objetiva, prova discursiva, prova prática (vídeoaula de 5 a 7 minutos) e avaliação de títulos. Os candidatos têm entre 2 e 30 de setembro para enviar à banca os vídeos da prova prática.

Os profissionais devem escolher, no momento da inscrição, até duas diretorias de ensino para fins de contratação, além de um ou dois eixos de prova — desde que os horários não coincidam.

Os aprovados no processo seletivo serão designados para escolas das 91 Unidades Regionais de Ensino e contarão com o apoio pedagógico da Seduc-SP, que fornecerá planejamento, formação e material estruturado para todas as aulas dos cursos.

Processo seletivo para temporários FGV e Vunesp

As inscrições para o atual processo organizado pela FGV são exclusivas para candidatos interessados em atuar, em caráter temporário, no itinerário de formação técnico e profissional do Ensino Médio. Quem fez a seleção em 2023 e 2024 e não assinou contrato deve participar desse novo processo. Caso tenha participado das edições de 2023 ou 2024 e mantenha vínculo ativo em 2025, não é preciso participar dessa nova edição. 

Caso o interesse seja por classes do Ensino Fundamental (anos iniciais e anos finais) ou em aulas da formação geral básica (FGB) e itinerários de exatas e humanas do Ensino Médio, o processo para cadastro de reserva de temporários é realizado todos os anos pela Fundação Vunesp. O prazo de seleção para o ano letivo de 2026 foi encerrado em junho e as provas serão em agosto.

Candidatos que forem aprovados nos dois concursos podem assumir os cargos, desde que haja vagas e consiga conciliar os dois contratos. 


Fonte/foto: GESP

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Alesp aprova reajuste para equiparar salários de professores ao piso nacional

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A Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) aprovou por unanimidade, na terça-feira (1º), um reajuste salarial para uma parcela dos professores da rede estadual, com o objetivo de equiparar os vencimentos-base ao Piso Salarial Nacional do Magistério, fixado em R$ 4.867,77 para jornada de 40 horas semanais.

A medida foi viabilizada por meio do Projeto de Lei Complementar 26/2025, articulado pela deputada Professora Bebel (PT) em diálogo com o Governo do Estado. Segundo a parlamentar, aproximadamente 100 mil docentes serão beneficiados com o reajuste. “Vamos valorizar o que conseguimos e continuar lutando pelo que ainda falta”, declarou Bebel.

Em junho, o Legislativo já havia aprovado um aumento de 5% para os servidores do Executivo paulista, incluindo o magistério. No entanto, parte dos professores continuaria recebendo abaixo do piso nacional, reajustado em 6,27% em janeiro deste ano, o que motivou a nova correção salarial.

O presidente da Alesp, André do Prado (PL), elogiou a atuação da deputada e destacou a importância do diálogo. “A deputada Bebel mostrou a necessidade de manter o debate aberto para atender causas justas e necessárias”, afirmou.

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Foto: Rawpixel

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Prova para professores da rede estadual de SP garante aumento salarial de 10,5%

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A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) definiu o calendário de inscrições para a prova de promoção do Quadro do Magistério (QM). O processo é aberto a 120 mil docentes do Ensino Fundamental e Médio, supervisores de ensino, diretores de escola, assistentes de diretor e coordenadores pedagógicos titulares de cargo nos anos de 2018, 2019, 2020, 2021, 2022 e 2023. A última edição da avaliação que garante aos servidores da rede estadual de ensino aprovados a progressão de faixa e aumento salarial foi realizada em 2017. 

“A valorização do professor é um dos pilares desta gestão, que está comprometida em investir sempre mais nesses profissionais, seja pela formação, pelo investimento em infraestrutura para proporcionar ambientes mais acolhedores e adequados para o educar e pelo aumento na remuneração”, afirma o secretário da Educação Renato Feder.

De acordo com a portaria publicada na edição de 4 de outubro do Diário Oficial do Estado, o período de cadastro e de aplicação das provas é dividido por ano. Assim, o primeiro processo é destinado a profissionais que cumprem os requisitos referente a 2018. Para esse grupo as inscrições seguem abertas até 10 de outubro e o exame está agendado para 25 de janeiro de 2025. As inscrições são on-line no endereço http://portalnet.educacao.sp.gov.br. Veja o calendário completo abaixo.

Os educadores que forem promovidos e mudarem de faixa, seja qual for, terão um acréscimo de 10,5% no salário base, de acordo com o nível. 

Pré-requisitos dos candidatos

Para participar da prova de promoção, o servidor do Quadro do Magistério precisa ter cumprido o intervalo de quatro anos ou 1.460 dias na faixa inicial e de três anos ou 1.095 dias nas faixas subsequentes, no cargo ou na função atividade docente que concorre à promoção; ter atuado em uma mesma unidade de ensino ou administrativa há pelo menos 80% do tempo fixado como interstício para a promoção a que concorre e somado, no mínimo, 2.496 pontos, para promoção da faixa 1 para 2 e, ao menos, 1.872 pontos nas faixas subsequentes. No que se refere ao tempo de permanência não serão consideradas as transferências e remoções ocorridas a critério da administração. 

Por se tratar de um período longo (de 2018 a 2023) o candidato tem mais de uma chance para alcançar a promoção. Aqueles que não obtiverem a nota mínima em 2018 podem se inscrever novamente nas avaliações seguintes. Já os aprovados em 2018 estão aptos a concorrer na prova referente a 2021 e 2022, uma vez que o intervalo mínimo entre uma avaliação e outra é de três e quatro anos. A mesma regra vale para os demais períodos. 

No caso dos docentes, o processo é válido para professores dos anos iniciais do Ensino Fundamental (1º ao 5º ano) e dos anos finais do Ensino Fundamental e do Ensino Médio nas disciplinas de: língua portuguesa, inglês, espanhol, arte, educação física, matemática, ciências físicas e biológicas, biologia, física, química, história, geografia, filosofia, sociologia e psicologia; e da atuação na Educação Especial. 

Conteúdo da prova e aplicação

O processo de promoção é composto por uma prova objetiva sobre Formação Pedagógica e sobre Formação Específica por campo de atuação. As referências bibliográficas e legislação prevista na avaliação foram publicadas no Diário Oficial do Estado e já estão disponíveis para consulta aqui.

A prova será aplicada nos 77 municípios-sedes das 91 Diretorias de Ensino. Os servidores serão convocados por meio de Edital de Convocação publicado, com antecedência mínima de cinco dias.

Calendário provas de promoção

Ano de referênciaPeríodo de inscrições Data da prova
201804/10/2024 a 10/10/202426/01/2025
201905/11/2024 a 12/11/202423/02/2025
202003/12/2024 a 10/12/202423/03/2025
202107/01/2025 a 13/01/202526/04/2025
202204/02/2025 a 10/02/202525/05/2025
202306/03/2025 a 12/03/202522/06/2025

Leia também: Mais de 34 milhões de eleitores votam e decidem futuro das cidades paulistas


Fonte: Governo de SP

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Governo propõe a servidores da educação reajuste de 9% em 2025

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O governo federal apresentou, nesta sexta-feira (19), proposta de reestruturação da carreira dos servidores técnico-administrativos de universidades e institutos federais. As categorias estão em greve em boa parte do país. Pela proposta, será concedido aos servidores reajuste de 9%, a partir de janeiro de 2025, e de 3,5%, em maio de 2026. A informação foi divulgada pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI).

A proposta foi apresentada na sede do MGI, em Brasília, durante a quarta reunião da Mesa Específica e Temporária que debate a reestruturação da carreira.

Para 2024, o governo já havia formalizado, para todos os servidores federais, proposta de reajuste no auxílio-alimentação, que passaria de R$ 658 para R$ 1 mil (51,9% a mais), de aumento de 51% nos recursos destinados à assistência à saúde suplementar (auxílio-saúde) e de acréscimo na assistência pré-escolar (auxílio-creche), de R$ 321 para R$ 484,90.

Segundo o ministério, se forem considerados o aumento nos benefícios e o reajuste de 9% concedido no ano passado, além da proposta feita nesta sexta-feira, os técnicos teriam um reajuste médio global de mais de 20% para a carreira.

De acordo com o MGI, a proposta apresentada nesta sexta-feira inclui ainda a verticalização das carreiras “com uma matriz única com 19 padrões; a diminuição do interstício da progressão por mérito de 18 para 12 meses; a mudança no tempo decorrido até o topo das carreiras, que passa a ser de 18 anos”.

Servidores

Os servidores técnico-administrativos da área de educação classificaram de “irrisória e decepcionante” a proposta apresentada pelo governo federal. Segundo o Sindicato Nacional dos Servidores da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe), as negociações pela manhã foram dedicadas à carreira dos técnicos. Na parte da tarde, segundo ele, a mesa de negociação trataria da carreira dos docentes.

Além de reivindicar, inicialmente, uma recomposição salarial que varia de 22,71% a 34,32%, dependendo da categoria, os servidores pedem a reestruturação das carreiras da área técnico-administrativa e de docentes; a revogação de “todas as normas que prejudicam a educação federal aprovadas nos governos Temer e Bolsonaro”, bem como a recomposição do orçamento e o reajuste imediato dos auxílios e bolsas dos estudantes.

De acordo com o Sinasefe, a tendência é que a greve continue, pois o termo apresentado pelo governo, até o momento, não recompõe salários nem reestrutura as carreiras. “A proposta do governo foi de um reajuste de 9% para janeiro de 2025 e 3,5% para maio de 2026 . Isso significa a manutenção do congelamento salarial para 2024”, avalia o sindicato.

A decisão dos servidores da área de educação será oficializada após consulta às assembleias locais e apresentação durante a plenária nacional, ainda a ser convocada.

Leia também: Semana da Saúde na Escola conta com palestras e gincanas nos colégios municipais de Santana de Parnaíba


Fonte: Ag. Brasil – Foto: Rawpixel

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Audiência Pública na Alesp discute atribuição de aulas a professores do Estado

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O número de professores temporários sem aulas atribuídas na abertura do ano letivo paulista motivou uma audiência pública, realizada na última quinta-feira (22) na Alesp, a pedido da deputada estadual Professora Bebel (PT).

Conforme o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado (Apeoesp), o impasse que afetou milhares de docentes ocorreu em virtude de mudanças feitas pela Secretaria de Educação (Seduc) nas regras de inscrição e classificação do processo anual de atribuição de classes e aulas. “Uma equação perversa: professor sem aula e aluno sem professor”, lamentou Fábio de Moraes, presidente do sindicato.

A deputada Bebel criticou o Governo paulista pelo que entende ser uma terceirização do processo. “Deixou ao largo centenas de diretorias de ensino que faziam as atribuições de aulas com todo um conhecimento para centralizar, fazer online, sem a fiscalização dos interessados”, declarou a parlamentar do PT.

Na visão do advogado da Apeoesp, César Pimentel, as inovações da Seduc reúnem dois instrumentos jurídicos diferentes no mesmo ato para selecionar professores temporários. “Fazer a contratação não significa fazer a atribuição. São coisas diversas. Não se pode confundir um processo com o outro”, comentou Pimentel.

O assessor-técnico Thiago Soares, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), lembrou que 47,7% dos professores paulistas possuem vínculo funcional temporário, cujos contratos iniciais duram três anos. Soares acredita que os vínculos precarizados na carreira docente paulista podem impactar tanto o quesito da atribuição de classes e aulas quanto a continuidade pedagógica. “Esses elementos de volatilidade afetam projetos pedagógicos a longo prazo de pensar a qualidade de educação”, destacou.

Leia também: Plenário da Alesp aprova urgência a projeto de lei de autoria da deputada Bruna Furlan


Fonte/Foto: Alesp

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Educação de SP abre pré-cadastro para professores de ensino técnico; Salário de até R$ 5,3 mil

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A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) está com pré-cadastro aberto para professores interessados em atuar em classes do Itinerário de Formação Técnica Profissional.

O processo é válido para profissionais graduados e/ou que possuam notório saber com comprovada experiência nas áreas dos cursos. A inscrição é online e vai até 5 de fevereiro no site Ensino Médio Paulista.

Em 2024, mais de 1.000 unidades da rede estadual vão oferecer nove opções de cursos no Ensino Médio: Administração, Agronegócio, Ciência de Dados, Desenvolvimento de Sistemas, Enfermagem, Farmácia, Hospedagem, Logística e Vendas. Há vagas nas 91 Diretorias de Ensino.

A remuneração dos selecionados será de R$ 5,3 mil para jornada presencial de 40 horas semanais e de R$ 3,3 mil para jornada presencial de 25 horas semanais. As oportunidades variam de acordo com a demanda de cada região e disponibilidade de horários e locais dos candidatos.

Para a atuação em sala de aula, a Secretaria da Educação fornecerá material didático dos cursos com aulas, exercícios, atividades práticas e também Formações Pedagógicas e Técnicas para garantir o suporte necessário e a adaptação do professor na rede.

Leia também: Após 10 anos de fortes investimentos em educação: Santana de Parnaíba alcança marca de 31 colégios construídos


Fonte/Foto: Governo de SP

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Professores de Barueri terão reajuste salarial de 10% a partir de 1º de janeiro

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Os professores da rede municipal de ensino de Barueri terão aumento de salário de 10% a partir de 1º de janeiro. O Projeto de Lei Complementar 23/2023, que também reajusta o salário dos demais servidores municipais em 5%, foi aprovado por unanimidade pelos vereadores na sessão de terça-feira, 12. A medida entra em vigor a partir de 1º de janeiro de 2023.

De acordo com a proposta, enviada pelo prefeito Rubens Furlan (PSB), a medida tem como objetivo diminuir os impactos causados pela inflação dos últimos anos. “Esta iniciativa reflete de modo muito claro a disposição já assumida pela administração municipal em valorizar o seu quadro de pessoal, mantendo uma política salarial o mais possível equilibrada com os padrões de vencimento das carreiras públicas detentoras de boa remuneração”, explicou o chefe do Poder Executivo em mensagem enviada à Câmara.

Para o presidente da a Câmara Municipal, vereador Toninho Furlan (PDT), o reajuste foi feito com responsabilidade, respeitando a capacidade financeira do poder público de Barueri.

Mesmo com a queda na arrecadação, Barueri conseguiu reajustar o salário dos servidores. Isso só é possível porque temos uma administração pública séria e comprometida, o que envolve não só a prefeitura, mas também o Poder Legislativo e todos os vereadores”, concluiu Toninho Furlan.

Leia também: “O grupo político (Gil Arantes) insiste em tentar enganar o povo”, disse o vereador Fabião


Fonte: Câmara de Barueri – Foto: Marco Miatelo/Câmara de Barueri

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Maioria dos futuros professores não conclui estágio em escolas

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A maior parte dos formandos em licenciaturas no Brasil não cumpre a carga horária mínima exigida no estágio obrigatório. Além disso, cerca de um a cada dez futuros professores sequer fez o estágio. Os dados são do último Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), de 2021, e foram compilados pelo Todos pela Educação, com exclusividade para a Agência Brasil.  

O estágio obrigatório é um período que os estudantes de licenciaturas acompanham a rotina escolar, sempre supervisionados por professores. A intenção é que eles tenham contato com as escolas e se preparem para o trabalho como professores. De acordo com resolução do Conselho Nacional de Educação (CNE), esse estágio deve ter a duração de pelo menos 400 horas.  

Os dados do Enade, no entanto, mostram que a regra, na prática, não está sendo cumprida. O Enade é um exame realizado por estudantes que estão concluindo os cursos de graduação. A cada ano, o exame avalia um conjunto diferente de cursos. Em 2021, foi a vez das licenciaturas. Além de realizar as provas, os alunos respondem a um questionário sobre a formação.  As perguntas sobre o estágio fazem parte deste questionário.  

Cerca de 55% dos concluintes em licenciaturas, o equivalente a cerca de 165 mil estudantes, disseram que cumpriram menos de 300 horas de estágio. Outros 11,82%, o equivalente a 35,5 mil alunos, disseram que sequer fizeram o estágio. Os dados mostram ainda que 19,49%, ou 58,5 mil, cumpriram entre 301 e 400 horas e apenas 13,71%, ou 41,2 mil, fizeram estágios de mais de 400 horas. 

“O estágio permite essa conexão da teoria com a prática. Tudo que se aprende na teoria, se vê aplicações práticas na escola”, diz o gerente de Políticas Educacionais do Todos Pela Educação, Ivan Gontijo.  

“É importante que os estudantes conheçam a dinâmica da escola, os papéis e as responsabilidades de cada um dos atores da equipe escolar. Nesse período, vão entender como é a organização do espaço e como é o trabalho ali. O estágio tem caráter de observação e, progressivamente vai permitindo participar mais, acompanhar professores nas avaliações e atividades. Por isso a carga horária é grande.”  

Gontijo ressalta que aqueles que se formaram em 2021 foram impactados pela pandemia, que levou ao fechamento das escolas por pelo menos um ano. Apesar disso, os dados do Enade mostram que mesmo antes, o estágio não era totalmente cumprido. Em 2014 e em 2017, anos em que as licenciaturas foram avaliadas, cerca de 3%, ou mais de 7 mil estudantes em ambos os anos, declararam que não fizeram o estágio. Também em ambos os anos, cerca de 60% dos estudantes disseram que não cumpriram a carga horária mínima, fazendo 300 horas ou menos de estágio obrigatório. 

Para receber o diploma, os estudantes precisam cumprir o estágio. Segundo Gontijo, as altas porcentagens de estudantes que declaram que não concluíram os estágios pode ocorrer porque muitos acabam conseguindo documentos afirmando que fizeram as práticas ou mesmo realizaram o estágio de forma não estruturada, o que dá uma sensação de que não o cumpriram.   

“Isso chama atenção desses dados porque em tese é obrigatório cumprir as horas de estágio, então, para conseguir esse diploma, eles precisaram apresentar algo, mas não têm a percepção de que fizeram o estágio.” 

Nas escolas 

Gina Vieira, professora aposentada da rede pública no Distrito Federal, que trabalha atualmente como professora voluntária na Universidade de Brasília (UnB) e atua na formação de professores da educação básica, reforça a importância do estágio.  

“A formação dos professores tem sido cada vez mais frágil e insipiente porque formar um bom profissional é caro. Muitas vezes, há precarização na formação inicial desses profissionais”, afirmou. Segundo ela, muitas vezes os alunos desses cursos precisam conciliar a formação com trabalho e outras demandas, o que faz com que eles não consigam cumprir a carga horária mínima.  

O questionário do Enade mostra ainda que a maior parte dos formandos deseja atuar nas escolas. A maioria( 64%) dos concluintes dos cursos de formação inicial docente quer atuar em escolas públicas em médio prazo daqui a cinco anos. Outros 13% preferem atuar com gestão educação no setor público e 11% pretendem buscar outro campo de atuação, fora da área da Educação. Os dados mostram ainda que 8% desejam ser professor na rede privada e 4% pretendem trabalhar na gestão educacional de alguma instituição também privada.  

“É fundamental que esse profissional, como parte da sua formação, tenha contato com a pratica pedagógica, com a sala de aula, com o chão da escola, porque é isso que vai ajudá-lo a ter um pouco mais de entendimento do que é ser professor. Formar professor com a qualidade que se espera passa por uma articulação permanente entre teoria e prática. Prática sem teoria não sustenta. Mas teoria sozinha não vai te ajudar a ser bom profissional”, ressalta Vieira.  

Vieira explicou que um bom estágio permite que os estudantes tenham contato com as salas de aula, possam dar aulas e também que recebam retornos dos profissionais que os supervisionam e tenham a oportunidade experimentar o que esses retornos propõem. Para isso, a professora defende inclusive a ampliação do tempo de estágio. “Esse estágio precisa acontecer e acho que carga horária precisa ser ampliada.”  

Atualmente, das 1.648.328 matrículas nos cursos de licenciatura, 35,6% foram registradas em instituições públicas e 64,4%, em privadas de ensino superior, de acordo com o último Censo da Educação Superior, de 2021. Dos estudantes matriculados em cursos de licenciatura, 61% frequentam curso à distância.

Leia também: Lei que facilita o processo de abertura de empresas é sancionada pelo governador de São Paulo


Foto / Texto: Agência Brasil

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