Não há futuro sem escolas. Não há escolas sem professores.

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Dia 15 de outubro, Dia dos Professores. Uma data que nos convida a refletir sobre a extraordinária importância daqueles que dedicam suas vidas à construção do conhecimento, da cidadania e do futuro do país. Mais do que transmitir conteúdos, professores e professoras formam pessoas, estimulam sonhos, incentivam e despertam talentos, ajudam a modificar realidades opressoras em comunidades civilizatórias. As homenagens ao Dia dos Professores são importantes, mas a verdadeira valorização dos educadores deve ir além das palavras e das celebrações anuais. É necessário transformar o reconhecimento em ações concretas que proporcionem melhores condições de trabalho, dignidade profissional e qualidade de vida para aqueles que têm a missão de educar as novas gerações. A sociedade deve reconhecer que os professores, principalmente os de escolas públicas são abnegados, pois, mesmo diante das constantes dificuldades que parecem insuperáveis, seguem todos os dias, firmes em sua missão, movidos por uma força de vontade e pela convicção que a educação é o único caminho para uma transformação social, principalmente, em uma sociedade profundamente desigual.

Para mudar a atual realidade, precisamos de medidas mais urgentes, tais como a garantia de salários compatíveis com a importância social da profissão. A valorização financeira não é apenas uma questão de justiça, mas também uma forma de atrair e manter profissionais qualificados na carreira docente. Por exemplo: por que um professor de escola pública deve ganhar menos que um vereador? Outro ponto fundamental é a melhoria da infraestrutura das escolas públicas. Salas de aula adequadas, bibliotecas atualizadas, laboratórios equipados, acesso à tecnologia e ambientes seguros contribuem para um ensino mais eficiente e para melhores condições de trabalho aos educadores. A formação continuada merece atenção especial. Investir em cursos de atualização, especializações e capacitações permanentes permite que os profissionais acompanhem as transformações tecnológicas, científicas e sociais que impactam a educação contemporânea. Além das dificuldades materiais, os professores e professoras brasileiros, enfrentam muitos outros desafios sociais. Desafios que extrapolam sua função acadêmica. Eles se tornam conselheiros, orientadores, mediadores de conflitos e podem se tornar referências de apoio e acolhimento para aqueles que vivem em situações de vulnerabilidade social. Em uma sociedade que prima pela desigualdade, o professor (a), pode significar a diferença entre desistir e perseverar.

Neste Dia dos Professores, mais do que agradecer, é preciso reconhecer que os educadores da rede pública carregam sobre seus ombros uma das responsabilidades mais nobres da sociedade: formar cidadãos e cidadãs comprometidos com suas comunidades para construir um futuro mais justo, digno, solidário, igualitário. Apesar das dificuldades, eles continuam exercendo sua missão com coragem, dedicação e esperança. Valorizar os professores significa oferecer condições reais para que possam ensinar com qualidade, segurança e dignidade. Quando um país investe em seus educadores, investe também em desenvolvimento, justiça social e cidadania. Afinal, por trás de cada médico, engenheiro, cientista, artista ou trabalhador, existe sempre a marca inesquecível de um professor que acreditou no poder transformador da educação.

É fundamental fortalecer a participação da sociedade na defesa da educação pública de qualidade. Famílias, gestores, empresas e governos devem atuar conjuntamente para criar uma política pública que permita a criação de um ambiente de respeito ao essencial trabalho dos professores. Vivemos em um país onde, constantemente, vemos cortes nos orçamentos da educação pública. Muitos municípios não investem, nem o montante mínimo, estabelecido por lei, no setor educacional. A valorização do magistério não é responsabilidade apenas das autoridades educacionais, mas de toda a sociedade. Um povo só atingirá um nível digno de civilidade quanto investir mais em escolas do que em presídios. Fica a reflexão: qual é o futuro que queremos para o Brasil?

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Foto: Tomaz Silva/ABR

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Professores jovens caem 31% e os com 60+ dobram em 10 anos

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O quadro de professores do ensino médio da rede pública brasileira está envelhecendo e tem recebido cada vez menos profissionais jovens. Entre 2015 e 2025, o número de docentes com até 24 anos caiu 31,1%, enquanto o contingente de professores com 60 anos ou mais aumentou 104,5%.

Os dados são da segunda edição da pesquisa “Apagão dos Professores: o desafio da renovação dos professores no Brasil”, realizada pelo Instituto Semesp e divulgada nesta quarta-feira (16), durante o 28º Fórum Nacional do Ensino Superior Particular Brasileiro (FNESP), em São Paulo.

De acordo com o levantamento, o número de professores com até 24 anos passou de 17,3 mil, em 2015, para 11,9 mil em 2025. No mesmo período, a quantidade de docentes com 60 anos ou mais subiu de 18,2 mil para 37,3 mil.

O instituto aponta o envelhecimento do quadro docente como um dos fatores que podem dificultar a reposição dos profissionais que deixam a carreira, especialmente diante da proximidade da aposentadoria de uma parcela dos professores.

Menos efetivos e mais temporários

A pesquisa também identificou mudanças no tipo de vínculo dos professores da rede pública. O número de docentes contratados temporariamente ou de forma terceirizada passou de 146 mil para 205 mil entre 2015 e 2025, alta de 40,4%.

A participação desses profissionais no quadro público aumentou de 32,2% para 43,4% no período.

Em sentido contrário, o contingente de professores concursados, efetivos ou estáveis caiu de aproximadamente 305 mil para 255 mil. A participação desse grupo passou de 67,2% para 54,1%.

Renovação do quadro

Para avaliar a capacidade de reposição dos professores diante das aposentadorias, o Semesp criou a Taxa de Renovação Docente. Segundo a metodologia do instituto, quanto menor o índice, maior a dificuldade de renovação do quadro.

Em 2015, havia praticamente um professor de até 24 anos para cada docente com 60 anos ou mais. Em 2025, essa relação passou para aproximadamente um profissional jovem para cada três professores com 60 anos ou mais.

A taxa calculada pelo instituto caiu de 0,95 para 0,32 no período.

Entre as áreas analisadas, as menores taxas foram registradas em Geografia (0,216), História (0,234), Língua Portuguesa (0,240), Sociologia (0,263), Filosofia (0,274) e Artes (0,278).

O Semesp estima que, mantido o cenário projetado pela entidade, em 2040 haverá um professor de até 24 anos para cada seis docentes com 60 anos ou mais.

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Foto: Vitaly Gariev/Unsplah

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Uma homenagem aos Professores – por Dra. Vera Resende

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Quem é o professor na vida de cada um de nós? E na vida dos seus filhos?

Ao compararmos as experiências escolares de diferentes gerações, percebemos uma imensa lacuna entre o período anterior às redes sociais e o atual.

As histórias que ouvíamos sobre a escola nos faziam sonhar com ela. Hoje, infelizmente, escola e professores tornaram-se, muitas vezes, alvos de críticas e desconfiança, reflexos das mesmas fragilidades que afetam toda a sociedade.

Sem a intenção de atribuir à tecnologia a culpa exclusiva pelo enfraquecimento das relações entre professor e aluno, é possível reconhecer que o uso inadequado das redes sociais tem alterado a maneira como a sociedade enxerga o papel da escola e de seus educadores.

Perdeu-se, em parte, o sentido profundo da relação professor/aluno, que antes era tecida por sonhos, expectativas, medos e descobertas levadas nas mochilas no primeiro dia de aula. A escola era percebida como um organismo vivo, um espaço que acolhia a diversidade de habilidades, limites, possibilidades e histórias de vida. Seu propósito ia além do aprendizado teórico: era um ambiente de convivência humana, respeito, pertencimento e inclusão.

A imagem da escola como espaço de crescimento e de relações saudáveis precisa ser resgatada. Como pais e como alunos, precisamos enxergá-la novamente como um lugar vivo, que pulsa e transforma. Só assim poderemos nos reconectar com o melhor de nós, despertando o desejo genuíno de viver em sociedade.

Enquanto adultos, quando levamos nossos filhos à escola, levamos também uma parte de nós mesmos: o sonho de crescer, aprender, descobrir e evoluir. Carregamos conosco a esperança de que nossas aspirações individuais possam contribuir para uma sociedade mais justa e consciente.

Que possamos, portanto, retomar o diálogo, as trocas saudáveis e o respeito mútuo. Que a tecnologia seja usada para aproximar, enriquecer o aprendizado e fortalecer a construção de um mundo mais humano, seguro e tolerante.


Dra. Vera Resende – Psicóloga clínica (CRP 06-2353), mestre e doutora em Psicologia Clínica pela PUC-SP. Com sólida trajetória acadêmica, foi professora e supervisora de estágio clínico na Unesp, ministrou aulas na pós-graduação, orientou teses, integrou grupos de pesquisa e coordenou cursos de especialização e extensão. Atuou no Instituto Sedes Sapientiae, participando de seminários e publicações na área de psicanálise da criança. Atualmente, mantém consultório próprio, oferecendo atendimentos, supervisão clínica e aperfeiçoamento para psicólogos iniciantes.


Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Zero Hora Digital.

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Menos de 40% dos alunos valorizam professores, aponta pesquisa do MEC

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Uma pesquisa realizada pelo Ministério da Educação (MEC) revelou que menos de 40% dos alunos dos anos finais do ensino fundamental valorizam seus professores. O levantamento, que ouviu mais de 2 milhões de estudantes de 21 mil escolas públicas em todo o Brasil, foi realizado em parceria com o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), a União dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e o Itaú Social.

Alerta para a qualidade da educação

Os resultados da pesquisa acendem um alerta para gestores e especialistas em educação. O distanciamento entre alunos e professores pode comprometer a qualidade da aprendizagem e a permanência dos estudantes nas escolas. A pesquisa buscou entender a opinião dos alunos sobre diversos aspectos da vida escolar, incluindo a importância dos professores na formação pessoal e acadêmica.

Os dados mostram que a percepção dos alunos sobre a escola varia conforme a série. Estudantes do 8º e 9º anos tendem a ter uma visão menos positiva da escola em comparação aos alunos do 6º e 7º anos. Essa diferença de percepção pode estar relacionada a fatores como a pressão acadêmica e as mudanças na adolescência.

Confiança nas relações escolares

Outro dado relevante da pesquisa indica que 75% dos alunos do 6º e 7º anos confiam em pelo menos um adulto na escola. No entanto, esse número cai para 45% entre os estudantes do 8º e 9º anos. Essa diminuição na confiança pode refletir um ambiente escolar menos acolhedor para os alunos mais velhos, o que pode impactar diretamente sua motivação e engajamento.

A valorização dos professores também apresenta uma queda significativa. Enquanto 39% dos alunos do 6º e 7º anos afirmam respeitar e valorizar seus docentes, apenas 26% dos alunos do 8º e 9º anos compartilham dessa opinião. Essa realidade evidencia os desafios enfrentados na construção de uma relação saudável entre alunos e educadores.

Caminhos para a valorização

Diante desses dados, é essencial que gestores e educadores reflitam sobre estratégias para melhorar a relação entre alunos e professores. A promoção de um ambiente escolar mais inclusivo e a valorização do trabalho docente são fundamentais para reverter esse quadro. Programas de formação continuada para professores e ações que incentivem a participação dos alunos nas decisões escolares podem ser caminhos viáveis.

A pesquisa destaca a importância de ouvir a voz dos estudantes para aprimorar a educação e garantir que todos se sintam valorizados no ambiente escolar. A construção de uma relação de respeito e confiança é crucial para o desenvolvimento educacional e emocional dos alunos.


Foto: GESP

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Inscrições em processo seletivo para professores do Ensino Médio técnico são prorrogadas até 28 de agosto

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As inscrições no processo seletivo simplificado para professores do Ensino Médio técnico foram prorrogadas até 28 de agosto. Com a ampliação do prazo, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) também adiou para 2 de novembro a aplicação das provas objetivas e discursivas. O cadastro é online no site da Fundação Getúlio Vargas (FGV): https://conhecimento.fgv.br/concursos/seducsp25. 

São até 5 mil vagas para profissionais com diplomas de cursos de bacharelado, tecnólogos e licenciados ou especialistas com experiência comprovada no mercado que queiram atuar como docentes nos cursos do itinerário de formação técnico e profissional no ano de 2026. 

A contratação é por tempo determinado e a remuneração é de R$ 5.565,00 para carga de 40 horas semanais, com possibilidade de jornada proporcional. O edital completo está publicado no Diário Oficial do Estado.

Há oportunidades nos seis eixos de cursos ofertados nas escolas da rede estadual: gestão e negócios (administração, logística e vendas), saúde (enfermagem e farmácia), tecnologia da informação (ciência de dados e desenvolvimento de sistemas e robótica), recursos naturais (agronegócio), turismo, hospitalidade e lazer (hospedagem) e controle e processos industriais (eletrônica).

LEIA TAMBÉM:

Provas objetiva, discursiva e prática

O processo seletivo simplificado é organizado em quatro etapas composta por prova objetiva, prova discursiva, prova prática (vídeoaula de 5 a 7 minutos) e avaliação de títulos. Os candidatos têm entre 2 e 30 de setembro para enviar à banca os vídeos da prova prática.

Os profissionais devem escolher, no momento da inscrição, até duas diretorias de ensino para fins de contratação, além de um ou dois eixos de prova — desde que os horários não coincidam.

Os aprovados no processo seletivo serão designados para escolas das 91 Unidades Regionais de Ensino e contarão com o apoio pedagógico da Seduc-SP, que fornecerá planejamento, formação e material estruturado para todas as aulas dos cursos.

Processo seletivo para temporários FGV e Vunesp

As inscrições para o atual processo organizado pela FGV são exclusivas para candidatos interessados em atuar, em caráter temporário, no itinerário de formação técnico e profissional do Ensino Médio. Quem fez a seleção em 2023 e 2024 e não assinou contrato deve participar desse novo processo. Caso tenha participado das edições de 2023 ou 2024 e mantenha vínculo ativo em 2025, não é preciso participar dessa nova edição. 

Caso o interesse seja por classes do Ensino Fundamental (anos iniciais e anos finais) ou em aulas da formação geral básica (FGB) e itinerários de exatas e humanas do Ensino Médio, o processo para cadastro de reserva de temporários é realizado todos os anos pela Fundação Vunesp. O prazo de seleção para o ano letivo de 2026 foi encerrado em junho e as provas serão em agosto.

Candidatos que forem aprovados nos dois concursos podem assumir os cargos, desde que haja vagas e consiga conciliar os dois contratos. 


Fonte/foto: GESP

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Alesp aprova reajuste para equiparar salários de professores ao piso nacional

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A Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) aprovou por unanimidade, na terça-feira (1º), um reajuste salarial para uma parcela dos professores da rede estadual, com o objetivo de equiparar os vencimentos-base ao Piso Salarial Nacional do Magistério, fixado em R$ 4.867,77 para jornada de 40 horas semanais.

A medida foi viabilizada por meio do Projeto de Lei Complementar 26/2025, articulado pela deputada Professora Bebel (PT) em diálogo com o Governo do Estado. Segundo a parlamentar, aproximadamente 100 mil docentes serão beneficiados com o reajuste. “Vamos valorizar o que conseguimos e continuar lutando pelo que ainda falta”, declarou Bebel.

Em junho, o Legislativo já havia aprovado um aumento de 5% para os servidores do Executivo paulista, incluindo o magistério. No entanto, parte dos professores continuaria recebendo abaixo do piso nacional, reajustado em 6,27% em janeiro deste ano, o que motivou a nova correção salarial.

O presidente da Alesp, André do Prado (PL), elogiou a atuação da deputada e destacou a importância do diálogo. “A deputada Bebel mostrou a necessidade de manter o debate aberto para atender causas justas e necessárias”, afirmou.

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Foto: Rawpixel

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Prova para professores da rede estadual de SP garante aumento salarial de 10,5%

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A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) definiu o calendário de inscrições para a prova de promoção do Quadro do Magistério (QM). O processo é aberto a 120 mil docentes do Ensino Fundamental e Médio, supervisores de ensino, diretores de escola, assistentes de diretor e coordenadores pedagógicos titulares de cargo nos anos de 2018, 2019, 2020, 2021, 2022 e 2023. A última edição da avaliação que garante aos servidores da rede estadual de ensino aprovados a progressão de faixa e aumento salarial foi realizada em 2017. 

“A valorização do professor é um dos pilares desta gestão, que está comprometida em investir sempre mais nesses profissionais, seja pela formação, pelo investimento em infraestrutura para proporcionar ambientes mais acolhedores e adequados para o educar e pelo aumento na remuneração”, afirma o secretário da Educação Renato Feder.

De acordo com a portaria publicada na edição de 4 de outubro do Diário Oficial do Estado, o período de cadastro e de aplicação das provas é dividido por ano. Assim, o primeiro processo é destinado a profissionais que cumprem os requisitos referente a 2018. Para esse grupo as inscrições seguem abertas até 10 de outubro e o exame está agendado para 25 de janeiro de 2025. As inscrições são on-line no endereço http://portalnet.educacao.sp.gov.br. Veja o calendário completo abaixo.

Os educadores que forem promovidos e mudarem de faixa, seja qual for, terão um acréscimo de 10,5% no salário base, de acordo com o nível. 

Pré-requisitos dos candidatos

Para participar da prova de promoção, o servidor do Quadro do Magistério precisa ter cumprido o intervalo de quatro anos ou 1.460 dias na faixa inicial e de três anos ou 1.095 dias nas faixas subsequentes, no cargo ou na função atividade docente que concorre à promoção; ter atuado em uma mesma unidade de ensino ou administrativa há pelo menos 80% do tempo fixado como interstício para a promoção a que concorre e somado, no mínimo, 2.496 pontos, para promoção da faixa 1 para 2 e, ao menos, 1.872 pontos nas faixas subsequentes. No que se refere ao tempo de permanência não serão consideradas as transferências e remoções ocorridas a critério da administração. 

Por se tratar de um período longo (de 2018 a 2023) o candidato tem mais de uma chance para alcançar a promoção. Aqueles que não obtiverem a nota mínima em 2018 podem se inscrever novamente nas avaliações seguintes. Já os aprovados em 2018 estão aptos a concorrer na prova referente a 2021 e 2022, uma vez que o intervalo mínimo entre uma avaliação e outra é de três e quatro anos. A mesma regra vale para os demais períodos. 

No caso dos docentes, o processo é válido para professores dos anos iniciais do Ensino Fundamental (1º ao 5º ano) e dos anos finais do Ensino Fundamental e do Ensino Médio nas disciplinas de: língua portuguesa, inglês, espanhol, arte, educação física, matemática, ciências físicas e biológicas, biologia, física, química, história, geografia, filosofia, sociologia e psicologia; e da atuação na Educação Especial. 

Conteúdo da prova e aplicação

O processo de promoção é composto por uma prova objetiva sobre Formação Pedagógica e sobre Formação Específica por campo de atuação. As referências bibliográficas e legislação prevista na avaliação foram publicadas no Diário Oficial do Estado e já estão disponíveis para consulta aqui.

A prova será aplicada nos 77 municípios-sedes das 91 Diretorias de Ensino. Os servidores serão convocados por meio de Edital de Convocação publicado, com antecedência mínima de cinco dias.

Calendário provas de promoção

Ano de referênciaPeríodo de inscrições Data da prova
201804/10/2024 a 10/10/202426/01/2025
201905/11/2024 a 12/11/202423/02/2025
202003/12/2024 a 10/12/202423/03/2025
202107/01/2025 a 13/01/202526/04/2025
202204/02/2025 a 10/02/202525/05/2025
202306/03/2025 a 12/03/202522/06/2025

Leia também: Mais de 34 milhões de eleitores votam e decidem futuro das cidades paulistas


Fonte: Governo de SP

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Governo propõe a servidores da educação reajuste de 9% em 2025

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O governo federal apresentou, nesta sexta-feira (19), proposta de reestruturação da carreira dos servidores técnico-administrativos de universidades e institutos federais. As categorias estão em greve em boa parte do país. Pela proposta, será concedido aos servidores reajuste de 9%, a partir de janeiro de 2025, e de 3,5%, em maio de 2026. A informação foi divulgada pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI).

A proposta foi apresentada na sede do MGI, em Brasília, durante a quarta reunião da Mesa Específica e Temporária que debate a reestruturação da carreira.

Para 2024, o governo já havia formalizado, para todos os servidores federais, proposta de reajuste no auxílio-alimentação, que passaria de R$ 658 para R$ 1 mil (51,9% a mais), de aumento de 51% nos recursos destinados à assistência à saúde suplementar (auxílio-saúde) e de acréscimo na assistência pré-escolar (auxílio-creche), de R$ 321 para R$ 484,90.

Segundo o ministério, se forem considerados o aumento nos benefícios e o reajuste de 9% concedido no ano passado, além da proposta feita nesta sexta-feira, os técnicos teriam um reajuste médio global de mais de 20% para a carreira.

De acordo com o MGI, a proposta apresentada nesta sexta-feira inclui ainda a verticalização das carreiras “com uma matriz única com 19 padrões; a diminuição do interstício da progressão por mérito de 18 para 12 meses; a mudança no tempo decorrido até o topo das carreiras, que passa a ser de 18 anos”.

Servidores

Os servidores técnico-administrativos da área de educação classificaram de “irrisória e decepcionante” a proposta apresentada pelo governo federal. Segundo o Sindicato Nacional dos Servidores da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe), as negociações pela manhã foram dedicadas à carreira dos técnicos. Na parte da tarde, segundo ele, a mesa de negociação trataria da carreira dos docentes.

Além de reivindicar, inicialmente, uma recomposição salarial que varia de 22,71% a 34,32%, dependendo da categoria, os servidores pedem a reestruturação das carreiras da área técnico-administrativa e de docentes; a revogação de “todas as normas que prejudicam a educação federal aprovadas nos governos Temer e Bolsonaro”, bem como a recomposição do orçamento e o reajuste imediato dos auxílios e bolsas dos estudantes.

De acordo com o Sinasefe, a tendência é que a greve continue, pois o termo apresentado pelo governo, até o momento, não recompõe salários nem reestrutura as carreiras. “A proposta do governo foi de um reajuste de 9% para janeiro de 2025 e 3,5% para maio de 2026 . Isso significa a manutenção do congelamento salarial para 2024”, avalia o sindicato.

A decisão dos servidores da área de educação será oficializada após consulta às assembleias locais e apresentação durante a plenária nacional, ainda a ser convocada.

Leia também: Semana da Saúde na Escola conta com palestras e gincanas nos colégios municipais de Santana de Parnaíba


Fonte: Ag. Brasil – Foto: Rawpixel

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Audiência Pública na Alesp discute atribuição de aulas a professores do Estado

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O número de professores temporários sem aulas atribuídas na abertura do ano letivo paulista motivou uma audiência pública, realizada na última quinta-feira (22) na Alesp, a pedido da deputada estadual Professora Bebel (PT).

Conforme o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado (Apeoesp), o impasse que afetou milhares de docentes ocorreu em virtude de mudanças feitas pela Secretaria de Educação (Seduc) nas regras de inscrição e classificação do processo anual de atribuição de classes e aulas. “Uma equação perversa: professor sem aula e aluno sem professor”, lamentou Fábio de Moraes, presidente do sindicato.

A deputada Bebel criticou o Governo paulista pelo que entende ser uma terceirização do processo. “Deixou ao largo centenas de diretorias de ensino que faziam as atribuições de aulas com todo um conhecimento para centralizar, fazer online, sem a fiscalização dos interessados”, declarou a parlamentar do PT.

Na visão do advogado da Apeoesp, César Pimentel, as inovações da Seduc reúnem dois instrumentos jurídicos diferentes no mesmo ato para selecionar professores temporários. “Fazer a contratação não significa fazer a atribuição. São coisas diversas. Não se pode confundir um processo com o outro”, comentou Pimentel.

O assessor-técnico Thiago Soares, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), lembrou que 47,7% dos professores paulistas possuem vínculo funcional temporário, cujos contratos iniciais duram três anos. Soares acredita que os vínculos precarizados na carreira docente paulista podem impactar tanto o quesito da atribuição de classes e aulas quanto a continuidade pedagógica. “Esses elementos de volatilidade afetam projetos pedagógicos a longo prazo de pensar a qualidade de educação”, destacou.

Leia também: Plenário da Alesp aprova urgência a projeto de lei de autoria da deputada Bruna Furlan


Fonte/Foto: Alesp

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Educação de SP abre pré-cadastro para professores de ensino técnico; Salário de até R$ 5,3 mil

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A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) está com pré-cadastro aberto para professores interessados em atuar em classes do Itinerário de Formação Técnica Profissional.

O processo é válido para profissionais graduados e/ou que possuam notório saber com comprovada experiência nas áreas dos cursos. A inscrição é online e vai até 5 de fevereiro no site Ensino Médio Paulista.

Em 2024, mais de 1.000 unidades da rede estadual vão oferecer nove opções de cursos no Ensino Médio: Administração, Agronegócio, Ciência de Dados, Desenvolvimento de Sistemas, Enfermagem, Farmácia, Hospedagem, Logística e Vendas. Há vagas nas 91 Diretorias de Ensino.

A remuneração dos selecionados será de R$ 5,3 mil para jornada presencial de 40 horas semanais e de R$ 3,3 mil para jornada presencial de 25 horas semanais. As oportunidades variam de acordo com a demanda de cada região e disponibilidade de horários e locais dos candidatos.

Para a atuação em sala de aula, a Secretaria da Educação fornecerá material didático dos cursos com aulas, exercícios, atividades práticas e também Formações Pedagógicas e Técnicas para garantir o suporte necessário e a adaptação do professor na rede.

Leia também: Após 10 anos de fortes investimentos em educação: Santana de Parnaíba alcança marca de 31 colégios construídos


Fonte/Foto: Governo de SP

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