Desemprego cai a 5,2% e atinge menor nível para o trimestre desde 2012

Desemprego cai a 5,2% e atinge menor nível para o trimestre desde 2012

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A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,2% no terceiro trimestre de 2026, o menor resultado já registrado para esse período desde o início da série histórica, em 2012. No trimestre anterior, encerrado em junho, o índice estava em 5,4%. Em igual período de 2025, havia alcançado 5,6%.

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua.

O levantamento aponta que 5,6 milhões de pessoas estavam desocupadas no país entre julho e setembro. O número representa uma redução de 234 mil pessoas, ou 4%, em relação ao trimestre anterior. Na comparação anual, a queda foi de 417 mil pessoas, equivalente a 6,9%.

Número de trabalhadores ocupados bate recorde

A população ocupada chegou a 103,6 milhões de pessoas, o maior contingente da série histórica. O resultado representa crescimento de 0,6% em relação ao trimestre anterior, com acréscimo de 581 mil trabalhadores. Na comparação com o mesmo período de 2025, houve aumento de 1,2 milhão de pessoas, ou 1,2%.

O nível de ocupação, indicador que representa a proporção de pessoas ocupadas em relação à população em idade de trabalhar, também atingiu recorde, chegando a 59%.

Informalidade permanece em 37,5%

Apesar dos resultados positivos na ocupação, a informalidade apresentou leve aumento. A taxa ficou em 37,5% da população ocupada, o equivalente a 38,8 milhões de trabalhadores.

No trimestre anterior, o índice era de 37,4%, com 38,6 milhões de pessoas nessa condição. No terceiro trimestre de 2025, a taxa havia sido de 37,8%.

Rendimento médio chega a R$ 3.790

O rendimento real habitual de todos os trabalhos ficou em R$ 3.790. O valor permaneceu estável em relação ao trimestre anterior, mas apresentou crescimento de 3,6% na comparação anual, com acréscimo de R$ 131.

Já a massa de rendimento real habitual, que reúne os ganhos dos trabalhadores, alcançou R$ 387,5 bilhões, o maior valor da série histórica. O indicador cresceu 1,5% no trimestre, com aumento de R$ 5,6 bilhões, e 4,7% em um ano, o equivalente a R$ 17,5 bilhões.

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Foto: Marcelo Camargo/ABR

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