Festas de fim de ano: veja como evitar a ressaca e cuidar da saúde

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Mal-estar, dor de cabeça e sede são alguns sintomas causados pelo consumo excessivo de álcool

As festas de fim de ano são momentos de celebração, alegria e, muitas vezes, de exageros na comida e na bebida. Sabemos que o álcool pode ser um “companheiro” presente nessas ocasiões, mas também é o principal culpado pela tão temida ressaca do dia seguinte. Em caso de qualquer sintoma mais forte, procure atendimento médico na Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima de sua residência. Os endereços podem ser consultados na plataforma Busca Saúde.

A ressaca é a combinação de sintomas físicos e mentais experimentados no dia seguinte a um episódio de consumo de álcool, levando ao surgimento de sintomas como dor de cabeça, sensibilidade ao som e à luz, enjoo, dores no corpo, boca seca e sede. Isso ocorre devido à desidratação que a bebida alcoólica causa no organismo, além da sobrecarga no fígado, órgão que tem a função de eliminar o álcool do sangue.

O consumo de álcool está associado a diversos problemas para a saúde. O chamado “beber pesado episódico” é definido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como o consumo de 60 gramas ou mais de álcool puro em uma única ocasião. Em termos práticos, isso corresponde aproximadamente a quatro ou mais doses para mulheres e a cinco ou mais doses para homens. Esse padrão de consumo está relacionado ao risco aumentado de envolvimento em acidentes e violências, apagões de memória, overdose e desenvolvimento de dependência.

Para reduzir os danos, se escolher beber, é indicado tomar alguns cuidados ao longo do dia para ajudar o organismo a restabelecer o equilíbrio natural:

Intercale com água e beba devagar
O álcool é diurético, ou seja, aumenta a perda de líquidos pelo organismo, o que contribui para a desidratação — um dos principais fatores da ressaca. O recomendado é alternar o consumo de bebidas alcoólicas com água e também beber bastante água no dia seguinte, para recuperar a hidratação.

  • Antes de beber: beba bastante água ao longo do dia;
  • Durante a festa: alterne entre bebidas alcoólicas e água; para cada copo de álcool, beba pelo menos um copo de água;
  • Depois: antes de dormir, tente beber um ou dois copos de água para ajudar na hidratação.

De acordo com o Ministério da Saúde (MS), a quantidade de água que uma pessoa deve beber diariamente varia conforme fatores como peso corporal e temperatura ambiente. Porém, o indicado é ingerir cerca de dois litros de água por dia.

Aposte em bebidas não alcoólicas atraentes
Intercalar bebidas alcoólicas com opções não alcoólicas, como águas aromatizadas ou mocktails (coquetéis sem álcool), é uma ótima forma de aproveitar sem exagerar. Além disso, essa alternância ajuda a reduzir o consumo de álcool e melhora a hidratação.

Nunca beba de estômago vazio
O álcool é absorvido mais rapidamente quando o estômago está vazio, o que intensifica seus efeitos e pode causar mais ressaca no dia seguinte. Por isso, alimente-se bem antes e durante o consumo.

Inclua refeições ricas em proteínas e gorduras saudáveis (como carnes magras, abacate ou nozes), pois ajudam a retardar a absorção do álcool.

Evite alimentos muito gordurosos durante a festa, já que podem piorar os sintomas de mal-estar.

Vitamina B e antioxidantes são aliados
O consumo de álcool pode esgotar as reservas de vitaminas do complexo B e de antioxidantes no organismo. Antes da festa, invista em alimentos ricos nesses nutrientes, como ovos, carnes magras e cereais integrais (vitamina B) e frutas cítricas, frutos vermelhos e vegetais verdes-escuros (antioxidantes).

Limite de doses
Se escolher beber, respeite o limite de doses:

Mulheres: até 1 dose por dia; nunca ultrapassar 3 doses em uma única ocasião;
Homens: até 2 doses por dia; nunca ultrapassar 4 doses em uma única ocasião.

Em caso de exagero
Se você acabou exagerando, cuide-se no dia seguinte:

  • Hidrate-se bem com água, chás ou bebidas isotônicas, para repor os eletrólitos;
  • Invista em alimentos leves e de fácil digestão, como frutas, sopas e caldos;
  • Um bom descanso também ajuda o corpo a se recuperar mais rapidamente.

Em caso de qualquer sintoma mais forte, procure atendimento médico na Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima de sua residência. Os endereços podem ser consultados na plataforma Busca Saúde.

Mais dicas

  • Tenha dias livres de álcool;
  • Nunca beba e dirija;
  • Lembre-se: para um estilo de vida mais saudável, quanto menos álcool, melhor.

Fonte: Pref. de SP | Foto: Marcelo Camargo/Ag. Brasil

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SP alerta para importância da vacinação contra sarampo durante a temporada de cruzeiros no litoral paulista

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A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) emitiu um alerta aos serviços de saúde, autoridades portuárias e viajantes diante do aumento do risco de reintrodução do sarampo durante a temporada de cruzeiros 2025/2026 no litoral paulista. A medida considera a circulação internacional do vírus e a intensa movimentação de passageiros e tripulantes de diferentes nacionalidades.

A temporada de cruzeiros, iniciada em 26 de outubro de 2025, segue até 19 de abril de 2026. De acordo com a CLIA Brasil, mais de 670 mil viajantes devem embarcar em roteiros pelo país.

Em 2024, o Brasil reconquistou a certificação de eliminação do sarampo. No entanto, em 2025, já foram registrados 38 casos importados ou relacionados à importação no país, incluindo dois casos confirmados no estado de São Paulo até dezembro. Atualmente, há surtos ativos da doença em diversas regiões do mundo, o que exige vigilância contínua e atenção à situação vacinal da população.

O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa, transmitida pelo ar, especialmente em ambientes fechados e com grande circulação de pessoas, como navios de cruzeiro. Os principais sintomas incluem febre alta, tosse, coriza, conjuntivite e manchas avermelhadas na pele, que geralmente surgem entre sete e 14 dias após a exposição.

A SES-SP orienta que pessoas que planejam viajar, inclusive em cruzeiros marítimos ou participar de eventos de grande porte, verifiquem a caderneta de vacinação e garantam o esquema completo da vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), preferencialmente com pelo menos 15 dias de antecedência da viagem. A imunização é a principal forma de prevenção da doença.

A Pasta também reforça a adoção de medidas de higiene durante as viagens, entre elas:

  • Cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir;

  • Lavar as mãos com frequência com água e sabão, ou então utilizar álcool em gel;

  • Não compartilhar copos, talheres e alimentos;

  • Procurar não levar as mãos à boca ou aos olhos;

  • Evitar aglomerações ou locais pouco arejados;

  • Manter os ambientes frequentados sempre limpos e ventilados;

  • Evitar contato próximo com pessoas doentes.

    No retorno, caso surjam sintomas suspeitos até 30 dias após a viagem, como febre, manchas avermelhadas pelo corpo, acompanhadas de tosse ou coriza ou conjuntivite, a orientação é procurar imediatamente um serviço de saúde, informar o histórico de deslocamento e evitar a circulação em locais públicos.

Para os profissionais de saúde, a Secretaria destaca que o sarampo é uma doença de notificação compulsória imediata. Casos suspeitos devem ser comunicados à vigilância epidemiológica em até 24 horas, para adoção rápida das medidas de bloqueio e prevenção.

A SES-SP segue atuando de forma integrada com os municípios e demais órgãos envolvidos para proteger a população e evitar a reintrodução do sarampo no estado.


Fonte/foto: GESP

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Câncer de pele: veja o passo a passo para identificar sinais suspeitos

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A incidência de câncer de pele no Brasil em 2025 deve alcançar 704 mil casos, segundo projeção do Instituto Nacional do Câncer (Inca). Trata-se do tipo de câncer mais frequente no país, somando carcinomas e melanomas. A alta prevalência reforça a importância da prevenção contínua e da observação cuidadosa. Especialistas do Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE) de São Paulo alertam: qualquer ferida que não cicatriza em até quatro semanas deve ser investigada.

São três diferentes tipos de câncer de pele: carcinoma basocelular, caracterizado como uma ferida que não cicatriza por mais de quatro semanas, é o tipo mais comum; carcinoma espinocelular é aquela casquinha que sangra, uma área mais áspera ou uma verruga que cresce rapidamente; e o melanoma, o tipo mais agressivo, caracterizado por uma pinta nova ou que muda de tamanho, forma e cor.

“Muitas vezes o melanoma começa como uma mancha, uma pinta que muda de cor, tamanho e forma, ou uma ferida que demora mais do que o normal para cicatrizar. É um sinal que foge ao padrão das demais pintas e manchas e é ignorado pela maioria das pessoas”, explica a dermatologista Bethânia Cavalli, responsável pelo Ambulatório de Oncologia Cutânea do HSPE.

A forma mais simples e eficaz para identificar esses sinais, segundo a médica, é seguir a regra ‘ABCDE’. Essa sopa de letrinhas é um autoexame fácil, que segue cinco critérios: A – assimetria; B – bordas; C – cor; D – diâmetro; E – evolução. “Ao notar características, como uma pinta com bordas irregulares, com diferentes cores e que se modifica rapidamente, uma lesão maior do que 6 mm, é fundamental procurar um especialista para um diagnóstico mais assertivo”, orienta.

O básico que salva

Diferentemente do que muitos acreditam, a proteção da pele deve ser feita o ano todo e desde os primeiros meses de vida. Afinal, um dos principais fatores de risco é a exposição solar acumulada ao longo da vida sem se proteger adequadamente. As principais dicas são:

• Use protetor solar diariamente, inclusive em dias chuvosos ou nublados;
• Invista em chapéu, boné, roupas com proteção contra raios UVA e UVB e óculos de sol;
• Evite ambientes abertos, com sol direto, das 10h às 16h;
• Retoque a proteção a cada duas horas, principalmente após entrar em piscina ou mar;
• Orelha, pescoço, nuca, couro cabeludo e pés também precisam de proteção.

“O primeiro passo é ter um olhar atento sobre o próprio corpo. Pessoas de pele e olhos claros, com história familiar de câncer de pele e com exposição solar intensa, devem ter cuidado redobrado e consultar o dermatologista pelo menos uma vez ao ano”, orienta.

Tecnologia a favor da saúde

No Ambulatório de Oncologia Cutânea do HSPE, os pacientes contam com infraestrutura e alta tecnologia. Pacientes que apresentam fator de risco alto para o câncer de pele passam por uma avaliação criteriosa e são submetidos à dermatoscopia digital.

“Esse aparelho tem uma lente de aumento, que nos ajuda a identificar lesões suspeitas e toda a estrutura da pele do paciente. Com ele, podemos avaliar com mais segurança e eficácia para chegar a um diagnóstico rápido e mais preciso”, finaliza.

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Fonte/Foto: GESP

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Lei garante prioridade no atendimento a pacientes com fibromialgia na rede pública de Barueri

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Moradores de Barueri que convivem com fibromialgia estão mais próximos de ter atendimento prioritário na rede pública municipal. A Câmara aprovou, no dia 9 de dezembro de 2025, a criação da Política Municipal de Proteção dos Direitos da Pessoa com Fibromialgia, que assegura preferência no atendimento, em moldes semelhantes aos concedidos a pessoas com deficiência.

A medida está prevista no Projeto de Lei nº 095/2025, de autoria do vereador Clayton Silva da Saúde (União Brasil). O texto estabelece que pacientes diagnosticados com fibromialgia terão direito a atendimento mais ágil, acompanhamento multidisciplinar e acesso facilitado a informações sobre os serviços públicos disponíveis para o tratamento da condição.

A fibromialgia é uma síndrome crônica caracterizada por dores generalizadas pelo corpo, fadiga intensa e sensibilidade aumentada ao toque. Sem cura conhecida, a doença exige acompanhamento contínuo, com foco no controle dos sintomas e na melhoria da qualidade de vida dos pacientes.

Segundo o autor do projeto, a iniciativa busca corrigir uma lacuna histórica no atendimento a esse público. “Essas pessoas enfrentam dor diária e, muitas vezes, não encontram acolhimento adequado. Garantir prioridade no atendimento é uma forma de respeito e de proteção aos seus direitos”, afirmou o vereador durante a tramitação da proposta.

Além da prioridade no atendimento, a lei incentiva a Prefeitura a firmar parcerias com instituições públicas e privadas para ampliar a rede de cuidado, promover ações educativas e qualificar os profissionais que atuam diretamente com pacientes diagnosticados com fibromialgia.

Após a aprovação pelo Legislativo, a nova política segue agora para sanção do prefeito. Caso seja sancionada, a lei prevê um prazo de até 90 dias para entrar em vigor, período em que as unidades de saúde deverão se adaptar às novas regras e ajustar os fluxos de atendimento para garantir a efetivação do direito.

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Foto: Ana Guice/PMB

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Complexo de Saúde de Cajamar inicia atendimentos com câmaras hiperbáricas

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Os novos equipamentos tem como intuito ampliar as possibilidades de tratamento especializado e trazem mais segurança e qualidade no cuidado aos pacientes

A Prefeitura de Cajamar realizou, nesta quinta-feira (18), a inauguração oficial com início dos atendimentos com oxigenoterapia hiperbárica no Complexo de Saúde do município. A nova estrutura representa um avanço significativo na oferta de tratamentos especializados, incorporando tecnologia de ponta à rede municipal de saúde.

As câmaras hiperbáricas irão atender pacientes com feridas de difícil cicatrização, queimaduras, pós-operatórios e quadros clínicos mais graves, como úlceras por pressão e pé diabético. A oxigenoterapia hiperbárica é uma terapêutica reconhecida por acelerar a cicatrização e a recuperação dos tecidos, contribuindo diretamente para a evolução clínica dos pacientes e para a redução de complicações.

O acesso ao tratamento será feito por meio de encaminhamento dos próprios serviços municipais de saúde, como Hospital, UPA e Unidades Básicas. Após avaliação médica inicial, os pacientes que apresentarem indicação clínica iniciarão as sessões de oxigenoterapia, seguindo protocolos técnicos definidos pela equipe especializada.

Com a implantação do ambulatório de Feridas e das câmaras hiperbáricas, Cajamar passa a oferecer gratuitamente serviço inédito no município e região, ampliando a resolutividade da rede municipal, qualificando o atendimento e fortalecendo as ações de saúde realizadas no Complexo de Saúde do município.

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Fonte/foto: PMC

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Mais brincadeira, menos tela: confira dicas para uma infância saudável

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Se o mundo se transformou com a internet, redes sociais e a massificação dos dispositivos móveis, a infância também. Em uma era hiper conectada, o contato com a natureza, as brincadeiras ao ar livre e o tempo longe das telas já aparecem como prescrição médica.

Com 29 anos de prática em consultório, Renata Aniceto, membro do Departamento Científico de Pediatria Ambulatorial da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), destaca que já prescreve em suas orientações, além de alimentação saudável e vacinação, tempo de convívio entre pais e filhos.  

“Eu quero que no final de semana vocês tenham duas horas de brincadeiras no parque, de vivências em casa, que levem as crianças para cozinhar, para fazer jogos de tabuleiro. É um retrocesso. Essa geração de pais não sabe como brincar com os filhos porque eles já vêm de uma fase conectada com as telas”, alerta. 

Ela conta que observou uma mudança comportamental gigantesca, principalmente com a entrada das telas, do celular e do tablet no cotidiano das famílias. 

“Houve uma desconexão entre pais e filhos. Porque não só as crianças estão mais tempo em tela, os pais também. No consultório, passaram a chegar muito mais alterações como ansiedade e depressão, quadros que nós nem estudávamos na nossa formação [em pediatria] e hoje precisamos lidar. É um momento muito conectado e desconectado ao mesmo tempo, com essa desconexão humana”, diz a pediatra. 

Angela Uchoa Branco, professora do Departamento de Psicologia Escolar e do Desenvolvimento da Universidade de Brasília (UnB), reforça a importância das brincadeiras presenciais, face a face com outras crianças e adultos. Para as mais velhas, recomenda jogos como os de tabuleiro.  

“Jogos e brincadeiras livres são fundamentais para o desenvolvimento da criança. Contação de histórias dialogadas, ler para a criança antes de dormir, deixar livrinhos infantis disponíveis para desenvolver a criatividade e o gosto pela leitura. E, sempre que possível, levar a criança para brincar ao ar livre e conviver com a natureza”, afirma Angela. 

Para este Dia das Crianças, a Agência Brasil conversou com médicos, psicólogos e especialistas para reunir dicas para uma infância mais saudável. Confira: 

Mais brincadeira, menos tela 

Rio de Janeiro (RJ), 27/08/2025 – Alunos jogam futebol durante intervalo no Ginásio Experimental Olímpico Reverendo Martin Luther King, na Praça da Bandeira, no Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ) – Alunos jogam futebol durante intervalo no Ginásio Experimental Olímpico Reverendo Martin Luther King, no Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Se no passado a infância era marcada pelas brincadeiras de rua e o tempo livre, hoje se mistura com as telas do celular, notificações e interações online. Renata destaca que, para além da perda nas interações e do convívio, o excesso de telas pode prejudicar também o desenvolvimento do cérebro e da cognição.  

“O excesso de telas vai estimular áreas que não são tão primordiais e pode levar à perda de habilidades, como foco, atenção, memória, resolução de problemas. São gerações que estão tendo mais dificuldade na comunicação e na aprendizagem. Além disso, se eu mexo menos o corpo, então haverá maior incidência de obesidade”, explica. 

No ano passado, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) atualizou as orientações sobre o tempo de telas adequado para cada faixa etária. 

  • De 0 a 2 anos: sem telas, mesmo que passivamente; 
  • De 2 a 5 anos: uma hora por dia, com supervisão dos pais ou responsáveis; 
  • De 6 a 10 anos: uma a duas horas por dia, no máximo, e sempre com supervisão; 
  • Entre 11 e 18 anos: de duas a três horas por dia, e nunca deixar “virar a noite”. 

A diretora executiva da ONG Vaga Lume, Lia Jamra, que há 25 anos atua com educação nos nove estados da Amazônia Legal, ressalta a importância do incentivo à leitura, em oposição ao digital.  

“É muito importante pais e cuidadores terem iniciativa de ler para a criança para ajudar a sair da tela. A leitura traz um impacto socioemocional muito grande na formação de repertório, visão de mundo, possibilidade de sonhar. A infância na Amazônia é mais saudável. Várias brincadeiras fora de casa fazem parte da rotina dessa criança, como um mergulho no rio”, diz Lia. 

Sono 

Brasília (DF) 28/01/2025 - Os irmãos Clara Santana (10) e Pedro Santana (13), são vistos com celular na mão embaixo de um cobertor.
Uma a cada 3 crianças tem perfil aberto em redes, alerta pesquisa
Dados foram divulgados nesta terça pela Unico e Instituto Locomotiva
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
Excesso de telas pode prejudicar qualidade do sono das crianças . Foto: Joédson Alves/Agência Brasil 

O sono de qualidade é um dos pilares fundamentais para o bom desenvolvimento infantil. O descanso adequado está diretamente ligado ao desenvolvimento físico, cognitivo e emocional. Também nesse aspecto, Renata aponta que as telas podem atuar como vilãs da saúde das crianças; 

“Se usar telas no período noturno, fica com a luz da tela no meu cérebro mais tempo, o que diminui a produção de melatonina, hormônio responsável pela indução inicial do sono. Assim, a criança  vai ter mais dificuldade para pegar no sono e despertares noturnos mais frequentes”, destaca. 

A médica explica que o sono não é só para descansar, mas trata-se de um período em que processos neurológicos acontecem. 

“A fixação de aprendizados adquiridos durante o dia é feita nesse período noturno. Muitos hormônios são secretados durante a noite, como o hormônio do crescimento, os hormônios controladores de fome e saciedade, que podem impactar no apetite e ganho de peso”, afirma. 

Diálogo 

A professora da UnB, Angela Uchoa, também destaca a importância de estabelecer diálogos respeitosos para promover uma educação que estabeleça limites, mas que reforce a autoestima dos pequenos, sem punições físicas.  

“É necessário sempre escolher o momento certo para conversar e estabelecer limites, dialogando. Devemos ter tolerância zero para agressões, mas manter uma atitude respeitosa e dando exemplo de como se deve agir quando algo nos desagrada. Respeito gera respeito, é necessário demonstrar afeto para que a criança se sinta amada e elogiar aquilo que ela sabe fazer bem. Isso fortalece a sua autoestima, essencial para seu pleno desenvolvimento como ser humano” completa a professor da UnB. 

Alimentação 

Brasília-DF, 10.11.2023, A Diversas frutas, legumes e verduras que são vendidos diariamente na Centrais de Abastecimento do Distrito Federal, a CEASA-DF. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Frutas devem estar presente na alimentação desde o primeiro ano de vida. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil 

Aos 6 meses de vida, quando os primeiros dentinhos em geral aparecem, o bebê inicia a chamada introdução alimentar. A fase é considerada primordial na formação dos futuros hábitos alimentares da criança, destaca a professora Diana Barbosa Cunha, do Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). 

Ela destaca que hábitos ruins na infância podem manter-se ao longo da vida, tornando-se fator de risco para o desenvolvimento de doenças crônicas como as cardíacas, hipertensão arterial, diabetes tipo 2, entre outras. 

 “Essa fase deve ser tranquila, pensando que o objetivo da introdução alimentar é que o bebê conheça os alimentos. Nessa fase, o leito materno ainda é o alimento mais importante. A recomendação é que a introdução alimentar se inicie aos 6 meses e a gente espera que, aos 2 anos, a criança esteja plenamente adaptada à alimentação da família”, diz a professora. 

Diana destaca que é muito importante que a família esteja se alimentando de forma adequada, dando o exemplo, tendo como base os alimentos minimamente processados, como cereais, leguminosas, carnes, frutas.  

“Deve-se restringir o consumo de alimentos ultraprocessados. É fundamental estimular a autonomia da criança escolhendo as opções saudáveis que o responsável vai apresentar. Levar as crianças para a feira para ela escolher os alimentos. Levar a criança para o preparo dos alimentos como lavá-los, cortá-los. Isso favorece a relação com a alimentação”, conclui a professora. 

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Fonte: Ag. Brasil | Foto: Marcelo Camargo/Ag. Brasil

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Estado de São Paulo confirma segundo caso de sarampo em 2025

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O estado de São Paulo registrou o segundo caso de sarampo este ano. Segundo a Secretaria Estadual da Saúde, o paciente é um homem de 27 anos, morador da capital paulista, não vacinado e que havia viajado recentemente ao exterior. Segundo a pasta, ele já recebeu atendimento médico e teve alta.

O outro caso havia sido identificado em abril deste ano, também em um morador da capital paulista.

Entre janeiro e novembro deste ano, 37 casos de sarampo foram confirmados em todo o Brasil, segundo informações do Ministério da Saúde. Todos estes casos foram importados, ou seja, adquiridos em viagens, sem transmissão local do vírus.

O número de casos de sarampo vem se intensificando neste ano na região das Américas. Até o dia 7 de novembro de 2025, segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), foram confirmados 12.596 casos de sarampo em dez países das Américas, com 28 óbitos, a maior parte deles registrados no México.

De acordo com a Opas, essa transmissão tem afetado principalmente comunidades com baixa cobertura vacinal: 89% dos casos ocorreram em pessoas não vacinadas ou com status vacinal desconhecido.

Sarampo e vacinação

O sarampo é uma doença infecciosa altamente contagiosa e que já foi uma das principais causas de mortalidade infantil no mundo. A transmissão do vírus ocorre de pessoa a pessoa, por via aérea, seja ao tossir, espirrar, falar ou respirar.

A doença é tão contagioso que um paciente infectado pode transmiti-la para 90% das pessoas próximas e que não estejam imunes. Por isso, a vacinação contra o sarampo é extremamente importante. A imunização é a principal forma de prevenção contra a doença.

Os principais sintomas do sarampo são manchas vermelhas no corpo e febre alta, acima de 38,5 graus, acompanhada de tosse, conjuntivite, nariz escorrendo ou mal-estar intenso. Os casos podem evoluir para complicações graves podendo causar diarreia intensa, infecções de ouvido, cegueira, pneumonia e encefalite (inflamação do cérebro). Algumas dessas complicações podem ser fatais.

Certificado

Em 2016, o Brasil havia recebido a certificação da eliminação do vírus que causa o sarampo. Segundo o Ministério da Saúde, nos anos de 2016 e 2017 não foram confirmados casos da doença, no entanto, em 2018, com o grande fluxo migratório associado às baixas coberturas vacinais, o vírus voltou a circular. Em 2019, o Brasil perdeu a certificação de “país livre do vírus do sarampo”, com o registro de mais de 21,7 mil casos.

Em junho de 2022, o país registrou o último caso endêmico de sarampo, no Amapá. Com isso, em novembro do ano passado, a Opas voltou a certificar o Brasil como livre da circulação do vírus, mesmo com o registro de casos importados da doença. Isso ocorreu porque o país conseguiu demonstrar que não houve transmissão do vírus do sarampo em território nacional por pelo menos um ano.

Em novembro passado, com a alta circulação do vírus, a Opas anunciou que a região das Américas perdeu a verificação de área livre da transmissão endêmica do sarampo. Apesar disso, o Ministério da Saúde informou que o Brasil ainda mantém a sua certificação internacional de país livre da circulação do vírus.

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Foto: Fernando Frazão/Ag. Brasil

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Barueri mantém aberto posto fixo para vacinar cães e gatos contra raiva até 19 de dezembro

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A Secretaria de Saúde de Barueri está mantendo em operação, até 19 de dezembro, um posto fixo de vacinação contra a raiva para cães e gatos. A estrutura, administrada pelo Departamento Técnico de Controle de Zoonoses (DTCZ), funciona às segundas, quartas e sextas-feiras, das 9h às 11h e das 13h às 15h30, na Rua Anhanguera, 200, Vila São Francisco, próximo à estação Barueri da ViaMobilidade. O atendimento regular será retomado em 5 de janeiro de 2026.

Podem ser imunizados animais a partir de três meses de idade, desde que estejam saudáveis. Pets doentes, em tratamento, em recuperação de cirurgias ou fêmeas prenhas não devem receber a vacina. O atendimento é por ordem de chegada e limitado a 75 doses diárias. No momento da aplicação, o tutor deve entregar o termo de autorização — também disponível para download no portal da Prefeitura.

Para maior segurança, cães devem ser conduzidos por adultos capazes de contê-los. Animais bravos ou com histórico de agressividade precisam usar focinheira, especialmente pit bulls, rottweilers e mastins napolitanos, conforme exige a Lei Estadual 11.531/2003. Já os gatos devem ser transportados em caixas adequadas, a fim de evitar fugas, já que o local fica próximo à linha de trem e a uma avenida movimentada.

A vacinação anual é a forma mais eficaz de prevenir a raiva, doença fatal que pode ser transmitida a humanos por mordidas ou arranhões de animais infectados. Tutores que tiverem dúvidas podem buscar orientação diretamente no posto fixo ou pelos telefones (11) 4198-0424 e (11) 4198-5679.

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Foto: Arquivo/PMB

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Hospital Municipal Santa Ana amplia atendimento e passa a oferecer exames eletivos 100% pelo SUS

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O Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana (HMSA), inaugurado há menos de um mês em Santana de Parnaíba, começou a realizar exames eletivos totalmente custeados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A ampliação entrou em operação na primeira quinzena de dezembro e marca um novo estágio de funcionamento da unidade, considerada um dos maiores investimentos recentes da cidade em saúde pública.

Nesta etapa, o HMSA passou a ofertar exames como endoscopia digestiva alta e nasofibrolaringoscopia. De forma progressiva, também foram incorporados ao fluxo eletivo procedimentos que já vinham sendo realizados na emergência, incluindo ultrassonografia, tomografia, radiografia (raio-x), eletrocardiograma, cardiotocografia, além de análises laboratoriais e exames anatomopatológicos.

Com estrutura moderna, leitos de média complexidade e equipamentos de última geração, o Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana foi projetado para ampliar a capacidade assistencial de Santana de Parnaíba, desafogando outras unidades do município e garantindo atendimento integral em diversas especialidades. O equipamento de saúde funciona como referência tanto para atendimentos materno-infantis quanto para diagnósticos avançados, com capacidade instalada para acelerar resultados e melhorar o fluxo de pacientes.

A liberação dos exames eletivos representa um passo importante na consolidação do hospital como polo de assistência regional. Segundo a administração municipal, o objetivo é ampliar gradualmente a oferta de procedimentos para reduzir filas, garantir diagnósticos mais rápidos e fortalecer o cuidado preventivo.

Vale destacar que todos os serviços oferecidos são 100% SUS, sem qualquer custo ao cidadão. O HMSA, segundo o governo municipal, reafirma seu compromisso com uma saúde pública de qualidade e acessível, expandindo o atendimento em um momento estratégico para o sistema de saúde local.

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Foto: Reprodução/Redes Sociais/PMSP

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Uso de canetas emagrecedoras sem prescrição acende alerta em estudo da USP

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Um estudo internacional liderado por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) acendeu um sinal de alerta sobre o uso crescente de medicamentos conhecidos como “canetas emagrecedoras” por pessoas sem indicação clínica. A pesquisa, publicada na revista científica Obesity, aponta a falta de evidências sobre a segurança e a eficácia desses fármacos quando utilizados por indivíduos que não têm obesidade nem diabetes tipo 2.

O trabalho foi conduzido por especialistas da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) e da Faculdade de Saúde Pública (FSP-USP), em parceria com universidades dos Estados Unidos, Dinamarca e Japão. A análise vai além dos efeitos biológicos e examina impactos sociais, culturais, emocionais e comportamentais associados ao uso desses medicamentos fora das recomendações médicas.

Segundo o estudo, os agonistas de GLP-1 — substâncias que atuam no controle do apetite, da saciedade e da glicose — passaram a ser vistos não apenas como tratamentos de saúde, mas também como ferramentas de modificação estética. Esse deslocamento de função tem sido impulsionado principalmente pelas redes sociais, onde influenciadores e celebridades difundem a ideia de que emagrecer é sinônimo de sucesso e autocuidado.

Os pesquisadores classificam o fenômeno como uma “medicalização da magreza”. Embora o uso off-label — emprego de medicamentos fora das indicações da bula — seja permitido em situações específicas e sob rigoroso acompanhamento médico, o estudo aponta que isso nem sempre ocorre na prática. “As narrativas digitais apresentam essas drogas como soluções rápidas, sem expor riscos ou limites, o que pressiona pessoas sem necessidade clínica a recorrerem ao medicamento”, afirma a professora Fernanda Scagliusi, da FMUSP, primeira autora do artigo.

Outro ponto de preocupação é a velocidade com que o consumo cresce em comparação à produção de evidências científicas. De acordo com o professor Bruno Gualano, presidente do Centro de Medicina do Estilo de Vida da FMUSP, ainda não há dados suficientes sobre os efeitos psicológicos e de longo prazo desse uso em pessoas sem obesidade. Entre os possíveis impactos estão alterações no comportamento alimentar, dependência emocional, medo de reganho de peso e mudanças na relação com o corpo.

O estudo também identificou diferenças culturais na adoção dessas práticas. No Brasil, o uso está fortemente ligado a padrões estéticos influenciados por gênero, raça e classe social. Nos Estados Unidos, prevalece o discurso de responsabilidade individual e produtividade. Já no Japão, o debate se aproxima mais da vigilância em saúde, enquanto na Dinamarca aparece associado a maior confiança nas instituições e no controle regulatório.

Para os autores, o fenômeno é global, mas exige respostas adaptadas a cada contexto. “Não existe uma explicação única. Cada país revela como saúde, cultura e mercado se misturam nesse novo uso das canetas emagrecedoras”, conclui Scagliusi.

O artigo completo está disponível na revista científica Obesity.

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Foto: Reprodução/Freepik

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