Farmácia 24h de Cajamar dispara e entrega quase meio milhão de remédios em um mês

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Em apenas um mês de operação ininterrupta, a farmácia pública Nossa Farma 24h registrou uma demanda expressiva: foram 16.670 receitas atendidas e 477.548 medicamentos entregues à população. O volume elevado evidencia a procura por acesso contínuo a tratamentos, especialmente fora do horário comercial.

Aberta 24 horas por dia, a unidade funcionou cerca de 720 horas ao longo de 30 dias, oferecendo atendimento sem interrupções. O modelo tem ampliado a disponibilidade de medicamentos em períodos críticos, como madrugadas, fins de semana e feriados — momentos em que a oferta de serviços de saúde costuma ser reduzida.

Os números indicam que a iniciativa tem contribuído diretamente para a continuidade de tratamentos médicos, evitando interrupções por falta de acesso a remédios. A alta procura também revela uma demanda reprimida por atendimento farmacêutico em horários alternativos.

Além de facilitar o acesso, o funcionamento integral reduz a pressão sobre outros pontos da rede de saúde, ao descentralizar a retirada de medicamentos e ampliar as opções para a população.

Com o desempenho registrado no primeiro mês, a tendência é de consolidação do serviço como um dos principais canais de atendimento farmacêutico contínuo, especialmente para quem depende do sistema público e precisa de suporte fora do horário convencional.

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UBS da Aldeia de Barueri amplia horário e passa a atender até 19h

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A Unidade Básica de Saúde (UBS) da Aldeia de Barueri, em Barueri, passou a funcionar em horário ampliado a partir desta segunda-feira (30). O atendimento, que antes se encerrava às 17h, agora será estendido até as 19h.

O anúncio foi feito nas redes sociais pelo prefeito Beto Piteri, ao lado do secretário de Saúde, Milton Monti, e do vereador Leandrinho Dantas, responsável pela indicação que solicitou a ampliação do horário de funcionamento da unidade.

De acordo com a administração municipal, a mudança busca atender ao crescimento acelerado da região. Tradicionalmente composta por casas, a Aldeia de Barueri vem passando por um processo de verticalização, com aumento significativo de prédios residenciais e, consequentemente, da demanda por serviços de saúde.

A unidade, oficialmente denominada UBS José Francisco Caiaba, está localizada na Avenida da Aldeia e é referência no atendimento de saúde da região. Após passar por reforma, o espaço conta com 13 consultórios e estrutura completa de atenção primária.

Atualmente, a UBS oferece serviços de clínica geral, pediatria, ginecologia, odontologia, vacinação e exames, além de outras especialidades como enfermagem, psiquiatria e psicologia. Entre os serviços disponíveis estão coleta de exames laboratoriais, coleta de Papanicolau, curativos, dispensação de medicamentos, inalação, administração de medicação e vacinação.

Segundo a Prefeitura de Barueri, a unidade realiza, em média, mais de 7 mil atendimentos por mês, consolidando-se como um dos principais equipamentos de saúde da cidade.

A expectativa é de que a ampliação do horário contribua para melhorar ainda mais o acesso da população aos serviços, especialmente diante do crescimento do bairro e da alta demanda por atendimentos.

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Cajamar inicia proteção inédita contra vírus que causa bronquiolite em bebês

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A Prefeitura de Cajamar começou a aplicar um anticorpo de alta eficácia para proteger bebês contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), principal causador de bronquiolite e uma das maiores ameaças à saúde infantil nos primeiros meses de vida.

A nova estratégia utiliza o nirsevimabe, um anticorpo monoclonal indicado especialmente para reduzir casos graves da doença. A medida mira, sobretudo, crianças com maior risco de complicações, grupo que concentra a maior parte das internações durante períodos de circulação intensa do vírus.

Têm prioridade na aplicação bebês prematuros — nascidos com até 36 semanas e 6 dias de gestação — e crianças de até 2 anos que apresentam condições clínicas específicas. Entre elas estão doenças pulmonares crônicas associadas à prematuridade, cardiopatias congênitas, síndrome de Down e imunodeficiências severas.

A administração do medicamento segue protocolos definidos pelo Ministério da Saúde e é feita nas unidades de saúde da cidade, após avaliação das equipes médicas. O acesso depende de encaminhamento e enquadramento nos critérios estabelecidos.

Na prática, a iniciativa busca diminuir a pressão sobre o sistema de saúde, evitando hospitalizações e quadros mais graves, especialmente em épocas do ano em que as infecções respiratórias aumentam — cenário comum em todo o país.

A orientação da Secretaria de Saúde é que pais e responsáveis procurem a unidade de referência para verificar se a criança atende aos requisitos e pode receber a proteção.

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Psoríase e Hepcidina: o que a imunologia realmente mostra sobre causa e consequência – por Dr. Javier Carbajal

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Nos últimos anos, passaram a circular informações sugerindo que a hepcidina seria a causa da psoríase ou até mesmo a chave para resolver a doença. Essa interpretação simplifica um processo imunológico complexo e pode gerar confusões. Para compreender o tema, é importante analisar o papel real desse hormônio e sua relação com a inflamação.

Produzida principalmente pelo fígado, a hepcidina regula o metabolismo do ferro. Em estados inflamatórios, sua produção aumenta como mecanismo de defesa: ao reduzir o ferro circulante, o corpo dificulta a proliferação de microrganismos (arresto do ferro). Esse aumento ocorre em diversas condições e não indica que o hormônio seja o gatilho da doença.

A psoríase é uma doença inflamatória crônica e sistêmica que afeta de 2% a 3% da população mundial. Seu eixo central envolve as interleucinas 17 e 23, além da ativação inadequada das células T. Essa desregulação acelera a renovação da pele: o ciclo que levaria um mês ocorre em poucos dias, gerando as placas descamativas características.

Embora a inflamação sistêmica da psoríase possa estimular a hepcidina, esse aumento é uma consequência, e não a origem do problema. Na medicina, é vital não confundir associação com causalidade. Como os bombeiros em um incêndio, a hepcidina está presente no local, mas não é quem inicia o fogo.

Além do fígado, a hepcidina é produzida em tecidos como macrófagos e queratinócitos, exercendo funções locais sem protagonismo na regulação da doença. O avanço científico mostra que a psoríase resulta de uma interação entre genética, imunidade e ambiente (estresse, infecções e metabolismo).

O caráter sistêmico é reforçado pelo fato de que até 30% dos pacientes desenvolvem artrite psoriásica. Além disso, alterações imunológicas associadas, como deficiências de anticorpos, mostram que a patologia vai além da pele.

O tratamento evoluiu drasticamente. Além de fototerapia e imunossupressores, os medicamentos biológicos hoje focam em alvos específicos (IL-17 e IL-23). Como a resposta varia entre indivíduos, a compreensão do perfil imunológico de cada paciente é fundamental para personalizar a estratégia médica.

Informação de qualidade é essencial para evitar interpretações simplistas. A psoríase não pode ser explicada por um único marcador. Trata-se de uma doença imunomediada complexa, que exige avaliação médica criteriosa e abordagem individualizada. Esse entendimento permite direcionar melhor o tratamento e contribuir para a qualidade de vida dos pacientes.


Dr. Javier Ricardo Carbajal Lizárraga – IMUNOLOGISTA – RQE 21798 – CRM-SP 92607 – Formado pela USP e Sociedade Brasileira de Alergia e Imunologia. Médico Consultor em Imunologia e Alergia de Crianças e Adultos na Rede de Hospitais São Camilo; Diretor da Clínica de Alergia e Imunologia – Dr. Javier Carbajal; Membro da Sociedade Brasileira de Alergia e Imunologia ASBAI; Membro da Academia Europeia de Alergia e Imunologia Clínica EAACI; Membro da Sociedad Latinoamericana de Immunodeficiencias LASID; Membro da Clinical Immunology Society CIS. – A Clínica de Alergia e Imunologia Dr. Javier Carbajal é referência em São Paulo por sua orientação voltada ao diagnóstico e tratamento de Doenças Imunológicas Complexas, como Imunodeficiências Primárias, Alergias de difícil controle, Dermatite Atópica Severa, Urticária e Angioedema, Reações Adversas a Fármacos, Doenças Autoimunes e Autoinflamatórias


Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Hora de S. Paulo.

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Estação Itapevi terá vacinação contra gripe neste sábado (28)

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A estação Itapevi, da Linha 8-Diamante, recebe neste sábado (28) uma ação de vacinação contra a influenza, promovida pela ViaMobilidade, concessionária responsável pela operação ferroviária. A iniciativa ocorre das 8h às 15h e busca facilitar o acesso da população à imunização durante a rotina de deslocamentos.

A ação é realizada com apoio do Instituto Motiva, por meio do Programa Caminhos para a Saúde, em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde. Profissionais estarão no local para aplicar as doses e orientar os passageiros sobre a importância da prevenção.

A vacinação contra a gripe é considerada uma das principais estratégias para reduzir casos graves da doença e evitar complicações, especialmente entre idosos, crianças e pessoas com comorbidades. A expectativa é ampliar a cobertura vacinal ao levar o serviço para dentro das estações, locais de grande circulação diária.

De acordo com a concessionária, a iniciativa reforça a proposta de integrar mobilidade urbana e serviços essenciais. Em uma edição anterior da ação, realizada em janeiro, mais de 450 pessoas foram imunizadas.

A ViaMobilidade afirma que pretende ampliar ações semelhantes, com foco em facilitar o acesso da população à saúde preventiva e incentivar a vacinação em ambientes de fácil alcance.

Serviço
Vacinação contra influenza – Estação Itapevi (Linha 8-Diamante)
Data: sábado, 28 de março
Horário: das 8h às 15h
Local: Estação Itapevi – Linha 8-Diamante

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Barueri intensifica busca por tuberculose nas UBSs após alta de casos

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A Prefeitura de Barueri iniciou, no dia 17 de março, uma mobilização para ampliar o diagnóstico precoce da tuberculose em toda a cidade. A ação, conduzida pela Secretaria de Saúde, segue até 31 de março e ocorre em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs), com foco na identificação rápida de casos e início imediato do tratamento, oferecido gratuitamente pelo sistema público.

A estratégia faz parte da Vigilância Epidemiológica do município e concentra, em apenas 15 dias, uma meta equivalente ao esperado para um mês inteiro de atendimentos. A estimativa considera que cerca de 1% da população apresente sintomas respiratórios ao longo do ano. Durante o período, as equipes das UBSs foram orientadas a intensificar a triagem de pacientes com sinais suspeitos da doença.

A busca ativa prioriza pessoas com sintomas clássicos de tuberculose, como tosse persistente por três semanas ou mais — com ou sem catarro —, febre, principalmente no período da tarde, sudorese noturna intensa e perda de peso sem causa aparente. Outros sinais incluem falta de apetite, cansaço excessivo e dor no peito.

A recomendação é que qualquer pessoa com esses sintomas procure a unidade de saúde mais próxima. O diagnóstico precoce é considerado fundamental para interromper a cadeia de transmissão e aumentar as chances de cura. A Secretaria de Saúde reforça que a doença tem tratamento eficaz, mas exige adesão rigorosa ao acompanhamento médico.

A campanha também tem caráter educativo e alerta a população para não ignorar os sinais iniciais. “Você tem tosse há três semanas ou mais? Não ignore esse sinal”, destaca a orientação divulgada pela prefeitura.

Casos em alta e cenário de atenção

Atualmente, Barueri registra 111 pessoas em tratamento para tuberculose. Nos últimos anos, o município acompanha uma tendência de crescimento gradual nos casos, em linha com o cenário nacional. Em 2020, foram 108 registros, número que caiu para 102 em 2021, período marcado por subnotificação e dificuldades de acesso aos serviços de saúde durante a pandemia.

A partir de 2022, os casos voltaram a subir: foram 139 naquele ano, 116 em 2023, 170 em 2024 e 189 em 2025. Segundo a Secretaria de Saúde, o aumento está relacionado a fatores como atrasos no diagnóstico durante a pandemia, vulnerabilidades sociais e maior número de pessoas imunocomprometidas.

Dados detalhados mostram que, em 2024, o município realizou 3.028 exames na busca ativa, com 170 casos confirmados e 123 pacientes curados. Já em 2025, foram 2.838 exames, 189 casos registrados e 54 curas confirmadas, além de 76 pacientes ainda em tratamento.

Referência regional no combate

Apesar do avanço recente dos casos, Barueri é considerada referência no enfrentamento da tuberculose. A cidade mantém uma rede estruturada com 21 UBSs capacitadas para diagnóstico e acompanhamento, além de uma unidade especializada para casos mais complexos.

O município também investe na capacitação contínua dos profissionais de saúde, com reuniões periódicas para discussão de casos e suporte técnico. As ações de conscientização incluem o Programa Saúde na Escola (PSE), que leva informações sobre prevenção e sintomas aos estudantes.

A estratégia de busca ativa, considerada um dos principais diferenciais, permite identificar precocemente novos casos e reduzir a transmissão. O conjunto de medidas está alinhado às metas da Organização Mundial da Saúde (OMS), que prevê a eliminação da tuberculose como problema de saúde pública até 2030.

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Foto: Lourivaldo Fio/PMB

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Anvisa determina apreensão de azeite San Olivetto

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou nesta segunda-feira (16) a apreensão do azeite de oliva extravirgem San Olivetto, da empresa Agro Industria e Cerealista Norte Paraná Ltda.

Publicada no Diário Oficial da União (DOU), a resolução proíbe ainda a comercialização, a distribuição, a fabricação, a importação, a propaganda e o uso do produto.

Em nota, a agência informou que a origem deste azeite é desconhecida. “O rótulo indica como importadora a Agro Indústria e Cerealista Norte Paraná Ltda. A empresa, no entanto, está com CNPJ suspenso por inconsistência cadastral desde 22/5/2025”.

“Já a distribuidora, a empresa Comercial Alimentícia e Cerealista Capixaba Ltda, está com CNPJ baixado por encerramento desde novembro de 2024”, completou a Anvisa.

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Foto: Divulgação/ANVISA

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São Paulo tem primeiro caso de sarampo em 2026

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Um bebê de seis meses, uma menina, é a primeira pessoa a contrair sarampo em São Paulo, segundo informa a Secretaria de Estado da Saúde paulista. A bebe, que não foi vacinada, esteve na Bolívia em janeiro deste ano.

O caso foi registrado em fevereiro e confirmado por exames laboratoriais.

Em 2025 o estado de São Paulo teve dois casos importados de sarampo.

O governo do estado reforça que a melhor maneira de evitar ser contagiado pela doença é através da vacinação. A vacina contra o sarampo integra o Calendário Nacional de Vacinação e a primeira dose deve ser ministrada aos 12 meses de idade. A segunda dose deve ser dada aos 15 meses.

Também é necessário se vacinar entre os 5 e 29 anos, com duas doses no intervalo mínimo de 30 dias. Pessoas entre 30 e 59 anos devem tomar uma nova dose.

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Fonte: Ag. Brasil | Foto: Marcelo Camargo/Ag. Brasil

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Barueri promove Semana da Imunização com mobilizações nas ruas e caminhada no Parque Dom José

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A Prefeitura de Barueri realiza, entre os dias 16 e 20 de março de 2026, a Semana Municipal de Sensibilização pela Imunização. A iniciativa, organizada pela Secretaria Municipal de Saúde, tem como objetivo reforçar a importância da vacinação e conscientizar a população sobre o papel dos imunizantes na prevenção de doenças.

A mobilização também busca valorizar os profissionais que atuam nas salas de vacinação do município. A ação está prevista na Lei Municipal 3.132/2025, que institui o Dia Municipal pela Vacinação e Defesa dos Trabalhadores da Saúde, celebrado em 20 de março.

Segundo a prefeitura, a semana será marcada por atividades educativas e institucionais envolvendo gestores, profissionais da saúde e a comunidade. A programação inclui homenagens, mobilizações em pontos da cidade, encontro técnico sobre imunização e uma caminhada aberta ao público.

As atividades começam na segunda-feira (16) com ações de valorização dos profissionais da imunização, divulgadas nas redes sociais da prefeitura.

Na terça-feira (17), ocorre a abertura oficial da semana na Câmara Municipal de Barueri, com a apresentação institucional do evento e ações de sensibilização sobre o Dia Municipal da Imunização.

Já na quarta-feira (18), equipes da Secretaria de Saúde promovem uma mobilização educativa em semáforos da cidade, com a participação do personagem Zé Gotinha e sua família. A ação busca orientar motoristas e pedestres sobre a importância de manter a vacinação em dia.

No período da manhã, as equipes estarão no Centro de Barueri, no semáforo do Boulevard entre as lojas Drogasil e Tunoda, das 9h30 às 10h30. Em seguida, das 11h às 12h, a mobilização ocorre na Avenida Brigadeiro Manoel Rodrigues Jordão, no Jardim Silveira, próximo à Escola Professora Alayde Domingues Couto.

À tarde, das 16h às 17h, a ação segue para dois pontos: Alphaville, na Alameda Rio Negro, entre as lojas Drogasil e Lavoisier, e na Rua da Prata, no Jardim dos Camargos, próximo à escola Day Care.

Na quinta-feira (19), a programação inclui o Encontro Municipal de Imunização, voltado à formação de servidores da Secretaria de Saúde. O evento acontece das 8h às 17h e terá como tema “Imunização nos tempos atuais”. A atividade reunirá profissionais de saúde, gestores municipais e representantes regionais e federais para discutir estratégias que ampliem a cobertura vacinal.

O encerramento da semana será na sexta-feira (20) com a caminhada “Todo dia é dia de vacina”, no Parque Dom José, localizado na Rua Ângela Mirella, 500, no Jardim Maria Tereza. A atividade ocorre das 16h às 17h30 e terá participação aberta ao público mediante inscrição prévia.

Durante todo o período da mobilização, as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de Barueri permanecerão abertas para atualização da caderneta de vacinação e aplicação de imunizantes de rotina.

Ação anterior reforçou campanha

A Semana Municipal de Sensibilização pela Imunização dá continuidade a uma estratégia iniciada em 7 de fevereiro, quando a Secretaria de Saúde promoveu uma ação voltada ao aumento da cobertura vacinal contra febre amarela e sarampo.

Na ocasião, foram aplicadas vacinas contra febre amarela, tríplice viral — que protege contra sarampo, caxumba e rubéola — e tetra viral, que também inclui proteção contra varicela.

A mobilização contou com a participação de todas as Unidades Básicas de Saúde da cidade e com um posto volante instalado na Fundação Instituto de Educação de Barueri (Fieb), na unidade Alphaville.

De acordo com a prefeitura, a iniciativa teve como objetivo ampliar a conscientização da população sobre a importância da vacinação e preparar o município para a realização da Semana Municipal de Imunização.

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Foto: Ana Guice/PMB

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Veneno de sapo da Amazônia pode virar arma contra superbactérias, diz Butantan

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Um estudo conduzido pelo Instituto Butantan identificou substâncias no veneno do sapo-cururu amazônico (Rhaebo guttatus) que podem ajudar no combate a bactérias resistentes a antibióticos. A pesquisa descreveu as proteínas presentes na secreção do animal e apontou peptídeos — fragmentos de proteínas — com potencial atividade antimicrobiana.

Os resultados foram publicados na revista científica Toxicon e contaram com a colaboração de pesquisadores da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e do Centro de Estudos em Biomoléculas Aplicadas à Saúde da Fiocruz, em Rondônia, responsável por fornecer as amostras do veneno.

De acordo com o biomédico Daniel Pimenta, coordenador do estudo e pesquisador do Laboratório de Ecologia e Evolução do Butantan, a busca por novas moléculas na natureza é estratégica diante do aumento da resistência antimicrobiana.

O trabalho foi coordenado pelo pesquisador Daniel Pimenta, atualmente do Laboratório de Ecologia e Evolução do Butantan.
Foto: Divulgação/GESP

“Em um contexto de resistência antimicrobiana, a busca por novos compostos antibióticos na natureza é uma estratégia importante para o desenvolvimento futuro de fármacos capazes de combater bactérias resistentes”, afirmou o pesquisador.

Nos sapos, o veneno é armazenado em glândulas localizadas na pele e funciona como um mecanismo de defesa. A secreção atua tanto contra predadores quanto contra microrganismos presentes no ambiente, como vírus, bactérias e fungos. Por isso, a composição do veneno de anfíbios costuma reunir substâncias com diferentes efeitos biológicos, incluindo propriedades antibacterianas e antivirais.

A análise revelou que vários peptídeos identificados podem ter atividade antimicrobiana. A conclusão foi obtida a partir de análises estruturais e funcionais feitas por ferramentas computacionais, método conhecido como estudo in silico, que permite prever o papel biológico de moléculas.

Outra descoberta considerada inesperada foi a identificação da proteína BASP1 no veneno do sapo. Até então, essa substância nunca havia sido registrada em venenos de anuros — grupo que inclui sapos, rãs e pererecas — e costuma ser encontrada no sistema nervoso de humanos e outros animais.

A hipótese dos pesquisadores é que a BASP1 possa estar relacionada ao processo de contração e regeneração das glândulas da pele do animal, que passam por um processo inflamatório natural quando o veneno é liberado.

Além disso, foram identificadas proteínas associadas à contração muscular, ao estresse oxidativo e à imunidade do sapo-cururu.

Para chegar aos resultados, os cientistas realizaram uma análise proteômica do veneno, técnica que permite identificar proteínas em misturas complexas de moléculas. O primeiro passo foi transformar a secreção viscosa do animal em uma solução homogênea para possibilitar a análise em equipamentos de laboratório.

Em seguida, os compostos foram separados por cromatografia líquida e analisados em um espectrômetro de massas, equipamento capaz de identificar individualmente as moléculas presentes na amostra.

Segundo Daniel Pimenta, além do potencial terapêutico, o estudo também amplia o conhecimento sobre a biologia da espécie amazônica, ainda pouco investigada pela ciência. Os resultados indicam ainda semelhanças entre o veneno do Rhaebo guttatus e o de outras espécies de sapo-cururu, como Rhinella icterica, do sudeste do Brasil, e Rhinella marina, espécie introduzida na Austrália.

Pesquisas anteriores sobre o mesmo animal já haviam revelado um comportamento incomum: o sapo é capaz de ejetar veneno pelas glândulas localizadas atrás dos olhos quando se sente ameaçado. O fenômeno foi descrito pela primeira vez em estudo publicado em 2011 na revista Amphibia-Reptilia.

A pesquisa recebeu financiamento da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP).

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Foto Destaque:  Carlos Jared/Divulgação/GESP

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