Sarampo chega a 40 casos em SP; 90% estão na capital

0 0
Read Time:2 Minute, 27 Second

Balanço atualizado nesta quinta-feira (1º) aponta 36 casos na cidade de São Paulo; 30 dos registros estaduais envolveram pessoas sem vacinação ou com esquema incompleto.

O Estado de São Paulo chegou a 40 casos de sarampo confirmados em 2026, segundo balanço atualizado nesta quinta-feira (1º) pela Secretaria de Estado da Saúde (SES-SP). A capital concentra 36 registros, o equivalente a 90% do total.

O levantamento do Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo (CVE-SP) aponta ainda dois casos em São Bernardo do Campo, um em Guarulhos e um em Santo André.

Entre os novos registros detalhados pela vigilância estão dois homens, de 18 e 21 anos, e uma bebê de 1 ano, todos moradores da capital. Os casos estão relacionados a cadeias de transmissão identificadas e acompanhadas desde junho.

Segundo o monitoramento das equipes municipais e estaduais, há uma tendência de redução da transmissão. Em Guarulhos e São Bernardo do Campo, a vigilância acompanha a possibilidade de encerramento das cadeias de transmissão associadas aos casos registrados.

Vacinação preocupa autoridades

Um dos pontos que chamam atenção no balanço é a situação vacinal dos pacientes. Dos 40 casos registrados em 2026, 30 envolveram pessoas sem histórico de vacinação ou com o esquema contra o sarampo incompleto.

A Secretaria de Estado da Saúde reforça que a vacinação é a principal forma de prevenção contra a doença. A proteção é feita por meio da vacina tríplice viral, que também protege contra caxumba e rubéola.

O imunizante é oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) dos 645 municípios paulistas.

Quem deve tomar a vacina?

Crianças

  • 12 meses: primeira dose;
  • 15 meses: segunda dose.

De 15 meses a 29 anos

É necessário ter as duas doses registradas, respeitando o intervalo mínimo de 30 dias entre elas.

De 30 a 59 anos

É necessário ter pelo menos uma dose registrada na caderneta de vacinação.

Trabalhadores da saúde

Devem ter duas doses da vacina, independentemente da idade.

Bebês podem receber a chamada dose zero

Nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, pode ser indicada uma dose adicional da vacina para bebês de 6 meses a 11 meses e 29 dias, conforme avaliação das equipes de vigilância.

A chamada dose zero pode ser recomendada para crianças dessa faixa etária que tiveram contato com pessoas com suspeita ou confirmação de sarampo.

Essa dose, porém, não substitui as doses previstas no calendário de vacinação. Mesmo que a criança receba a dose zero antes de completar 1 ano, deverá tomar normalmente a primeira dose aos 12 meses e a segunda aos 15 meses.

Distribuição dos casos

LocalCasos em 2026
São Paulo36
São Bernardo do Campo2
Guarulhos1
Santo André1
Total40

A Secretaria mantém o acompanhamento das cadeias de transmissão e reforça a importância de manter a vacinação atualizada. O CVE também mantém orientações específicas para vigilância e resposta aos casos suspeitos de sarampo no Estado.

ÚLTIMAS NOTÍCIAS


Foto: Paulo Pinto/ABR

Happy
Happy
0 %
Sad
Sad
0 %
Excited
Excited
0 %
Sleepy
Sleepy
0 %
Angry
Angry
0 %
Surprise
Surprise
0 %

Governo pede inclusão de canetas emagrecedoras no SUS

0 0
Read Time:2 Minute, 54 Second

Pedido foi protocolado na Conitec nesta quinta-feira (24); Ministério cita queda de 70% nos preços e aumento da concorrência entre os medicamentos GLP-1.

O Ministério da Saúde protocolou nesta quinta-feira (24) na Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) um pedido para avaliar a inclusão das chamadas canetas emagrecedoras, medicamentos da classe GLP-1, no SUS.

O pedido ainda não significa que os medicamentos passarão a ser distribuídos gratuitamente pela rede pública. A proposta será analisada pela Conitec, órgão responsável por avaliar tecnologias em saúde e emitir recomendação sobre sua incorporação ao sistema.

Segundo o Ministério da Saúde, a prevalência da obesidade no Brasil passou de 11,8% em 2006 para 25,7% em 2024. Para a pasta, o avanço da doença aumenta a necessidade de acompanhamento e tratamento de longo prazo, com possíveis impactos sobre a mortalidade, a qualidade de vida e os gastos do sistema de saúde.

O governo também argumenta que houve uma mudança no cenário econômico dos medicamentos. De acordo com o Ministério da Saúde, a ampliação da concorrência provocou uma redução de 70% nos preços das canetas emagrecedoras no Brasil em menos de um ano.

O que mudou desde a análise anterior

A nova solicitação ocorre depois de uma análise anterior da Conitec sobre medicamentos da classe. Em 2025, a comissão recomendou a não incorporação da liraglutida para o tratamento de pacientes com obesidade e diabetes mellitus tipo 2.

No caso da semaglutida para uma indicação específica de pacientes com obesidade grave e doença cardiovascular, a Conitec também havia emitido recomendação inicial pela não incorporação.

Agora, o Ministério da Saúde sustenta que o cenário de preços e de oferta mudou. A pasta solicita a avaliação de medicamentos à base de semaglutida ou liraglutida, princípios ativos sem proteção de patente, segundo o governo.

Critérios deverão definir quem terá acesso

Caso a incorporação seja aprovada, o tratamento não deverá ser disponibilizado indistintamente para qualquer pessoa com excesso de peso.

O Ministério da Saúde afirma que uma eventual incorporação será acompanhada de critérios clínicos para definir os pacientes que poderão receber os medicamentos. A proposta é concentrar o tratamento nos casos em que o controle da obesidade possa produzir benefícios relevantes para a saúde, reduzir complicações ou evitar procedimentos de maior complexidade.

O governo também cita uma diretriz da Organização Mundial da Saúde (OMS) publicada no fim de 2025 sobre o uso de terapias baseadas em GLP-1 para o tratamento de longo prazo da obesidade. A organização destaca a necessidade de ampliar o acesso de forma equitativa e preparar os sistemas de saúde para a utilização desses medicamentos.

Brasil amplia oferta de medicamentos GLP-1

Segundo o Ministério da Saúde, 25 canetas emagrecedoras já foram registradas no país, sendo 14 delas em 2026. A expansão inclui medicamentos produzidos no Brasil e versões genéricas.

A estratégia de ampliação da concorrência também vem sendo acompanhada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Em julho, a agência aprovou cinco novos medicamentos à base de semaglutida.

Paralelamente, o Ministério da Saúde mantém um estudo com 250 pacientes do SUS com obesidade grave ou associada a outras morbidades. A pesquisa avalia o uso de semaglutida em pessoas que estão na fila para cirurgia bariátrica e deve ajudar a definir como o tratamento pode ser utilizado na rede pública.

A análise da Conitec será a próxima etapa para definir se os medicamentos poderão, de fato, ser incorporados ao SUS.

ÚLTIMAS NOTÍCIAS


Foto: Rafa Neddemeyer/ABR

Happy
Happy
0 %
Sad
Sad
0 %
Excited
Excited
0 %
Sleepy
Sleepy
0 %
Angry
Angry
0 %
Surprise
Surprise
0 %

SP já soma 347 casos de leptospirose em 2026; veja como se proteger

0 0
Read Time:1 Minute, 33 Second

Contato com água ou lama contaminadas pode transmitir a doença; febre e dor muscular após enchentes estão entre os sinais de alerta.

O Estado de São Paulo confirmou 347 casos de leptospirose entre janeiro e agosto de 2026, segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde (SES-SP). O número representa o balanço dos oito primeiros meses do ano. Em todo 2025, foram registrados 451 casos.

Entre as regionais de vigilância, São Paulo concentra o maior número de registros neste ano, com 93 casos. Mogi das Cruzes e Campinas aparecem na sequência, com 34 casos cada, seguidas por Santos, com 33.

A leptospirose é uma doença causada por bactérias presentes na urina de animais infectados, principalmente ratos. O risco aumenta durante enchentes porque a água e a lama podem estar contaminadas.

A infecção pode ocorrer quando esse material entra em contato com ferimentos ou mucosas. A exposição prolongada da pele também pode representar risco.

Quais são os sintomas

Os principais sintomas da leptospirose incluem:

  • febre;
  • dor de cabeça;
  • falta de apetite;
  • náuseas;
  • vômitos;
  • dor muscular.

Em quadros graves, a doença pode provocar pele e olhos amarelados, insuficiência renal, hemorragias e dificuldade para respirar.

Como evitar a infecção

A principal orientação é evitar o contato com água e lama de enchentes. Quando isso não for possível, a recomendação é utilizar botas e luvas impermeáveis e proteger cortes e arranhões.

Também é importante manter o lixo bem acondicionado, armazenar alimentos corretamente e manter caixas-d’água limpas e vedadas. Essas medidas ajudam a reduzir a presença de roedores.

Quem apresentar sintomas depois de ter contato com água ou lama de enchente deve procurar uma unidade de saúde e informar ao profissional de saúde sobre a exposição.

A informação sobre o contato com água de enchente é importante para auxiliar na avaliação do caso e na condução do atendimento.

ÚLTIMAS NOTÍCIAS


Foto: Divulgação/GESP

Happy
Happy
0 %
Sad
Sad
0 %
Excited
Excited
0 %
Sleepy
Sleepy
0 %
Angry
Angry
0 %
Surprise
Surprise
0 %

Obesidade triplica no Brasil e já atinge 27,7% dos adultos

0 0
Read Time:2 Minute, 55 Second

Estudo do Global Burden of Disease aponta que a taxa passou de 7,8% para 27,7% entre 1990 e 2023; excesso de peso chegou a 66,8%.

A prevalência de obesidade entre adultos brasileiros com 25 anos ou mais mais do que triplicou entre 1990 e 2023, passando de 7,8% para 27,7%, segundo estudo da série Global Burden of Disease (GBD) publicado neste mês pela revista The Lancet.

O levantamento aponta que o Brasil teve o maior crescimento da prevalência de obesidade entre os 17 países latino-americanos analisados.

Quando são considerados conjuntamente sobrepeso e obesidade, classificados como excesso de peso, o avanço também é expressivo. A proporção passou de 40,3% em 1990 para 66,8% em 2023. Isso significa que cerca de dois em cada três brasileiros com 25 anos ou mais estavam acima do peso considerado adequado para a altura naquele ano.

Na comparação com outros países da América Latina, Brasil e Colômbia apresentaram o maior crescimento da parcela da população com excesso de peso, de 69%, enquanto a média da região foi de 47% no período analisado.

Mudança no padrão alimentar

Para Deborah Carvalho Malta, pesquisadora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e uma das autoras do estudo, a evolução está relacionada a mudanças no padrão alimentar e na prática de atividades físicas.

O Brasil passou, nas últimas décadas, por uma transição nutricional marcada pela redução da desnutrição, ao mesmo tempo em que aumentou a presença de alimentos de menor qualidade nutricional na alimentação da população.

Segundo a pesquisadora, alimentos ultraprocessados ganharam espaço em substituição a opções consideradas mais saudáveis. Entre os fatores apontados estão o preço, a facilidade de preparo e a ampla publicidade desses produtos.

Ela também cita mudanças no consumo de alimentos tradicionais, como o feijão, fonte de proteínas, fibras, vitaminas e minerais.

Além da alimentação, o aumento do sedentarismo é apontado como outro fator relacionado ao avanço do excesso de peso. A maior exposição a celulares, computadores e televisão também está associada à redução da prática de atividades físicas.

Impactos começam ainda na infância

O avanço da obesidade preocupa especialmente quando o excesso de peso começa durante a infância. Segundo Malta, crianças com obesidade apresentam maior predisposição para permanecer com o problema na vida adulta e desenvolver doenças crônicas.

O excesso de peso está associado a enfermidades como doenças cardiovasculares, renais e osteomusculares, além de diferentes tipos de câncer. A pesquisadora também chama atenção para possíveis impactos sobre a autoestima e o bem-estar psicológico.

Por isso, a prevenção precisa começar ainda nos primeiros anos de vida, com incentivo à alimentação adequada, atividade física e hábitos saudáveis.

Entre as medidas defendidas pela pesquisadora estão políticas de estímulo ao consumo de alimentos saudáveis, mudanças na tributação de produtos ultraprocessados e ações de promoção da alimentação adequada nas escolas.

O incentivo ao aleitamento materno e a oferta de alimentos saudáveis na merenda escolar também são apontados como medidas importantes para enfrentar o avanço do excesso de peso.

O que os números mostram

Em 1990, a obesidade atingia 7,8% dos brasileiros com 25 anos ou mais.

Em 2023, o índice chegou a 27,7%.

No mesmo período, a prevalência de excesso de peso, que reúne sobrepeso e obesidade, passou de 40,3% para 66,8%.

Os números mostram uma mudança significativa no perfil nutricional da população brasileira ao longo de três décadas e colocam o avanço da obesidade entre os principais desafios de saúde pública do país.

ÚLTIMAS NOTÍCIAS


Imagem: Gerada por IA

Happy
Happy
0 %
Sad
Sad
0 %
Excited
Excited
0 %
Sleepy
Sleepy
0 %
Angry
Angry
0 %
Surprise
Surprise
0 %

Barueri aprova atendimento humanizado com dentistas para neurodivergentes

0 0
Read Time:1 Minute, 31 Second

Medida prevê treinamento de profissionais e adaptações para atender pessoas com autismo, TDAH, deficiência e outras condições.

A Câmara Municipal de Barueri aprovou, na terça-feira (22), a criação de um protocolo para tornar mais humanizado e adaptado o atendimento de pessoas neurodivergentes e com deficiência nos serviços de dentista da rede pública.

O Projeto de Lei 56/2026, de autoria do vereador Edmilson Dimi (PL), estabelece que a estrutura dos consultórios e a forma de atendimento considerem as características individuais de cada paciente. A proposta inclui aspectos sensoriais, comportamentais, cognitivos e de comunicação.

Entre os públicos contemplados estão pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), Transtorno Opositivo Desafiador (TOD), síndromes e transtornos do neurodesenvolvimento, além de pessoas com deficiência intelectual, física, sensorial ou múltipla.

O texto também prevê a inclusão de outras condições que possam demandar atendimento odontológico diferenciado ou adaptações específicas.

A proposta estabelece ainda que os profissionais envolvidos no atendimento recebam treinamento e orientação para compreender as necessidades dos pacientes e adequar a condução dos procedimentos.

Segundo o autor do projeto, a medida busca reduzir as dificuldades enfrentadas por alguns pacientes durante consultas odontológicas, especialmente diante de estímulos comuns em consultórios.

Entre os exemplos citados estão o barulho dos equipamentos, iluminação, cheiros, contato físico, movimentação de pessoas e procedimentos desconhecidos.

“Muitos desses pacientes têm hipersensibilidade ou dificuldade de adaptação a determinados estímulos presentes no ambiente de um consultório de dentista”, afirmou Edmilson Dimi ao justificar a proposta.

A iniciativa segue uma sequência de projetos relacionados à inclusão e ao atendimento de pessoas neurodivergentes que passaram pela Câmara de Barueri em 2026. Em agosto, por exemplo, o Legislativo aprovou proposta para disponibilizar horários com menor estímulo sensorial nos serviços públicos municipais, também de autoria de Edmilson Dimi.

ÚLTIMAS NOTÍCIAS


Foto: Marco Miatelo/CMB

Happy
Happy
0 %
Sad
Sad
0 %
Excited
Excited
0 %
Sleepy
Sleepy
0 %
Angry
Angry
0 %
Surprise
Surprise
0 %

Santana de Parnaíba chega a zero em mortalidade materna

0 0
Read Time:2 Minute, 18 Second

Município também registrou a menor taxa histórica de mortalidade infantil, com 5,18 óbitos por mil nascidos vivos; programa Mãe Parnaibana atua desde 2013.

Santana de Parnaíba registrou Razão de Mortalidade Materna igual a zero em 2025, segundo dados compilados pelo município a partir de informações do Ministério da Saúde. O indicador, que era de 101,37 mortes para cada 100 mil nascidos vivos em 2013, chegou a 0,00 no ano passado.

No mesmo período, a cidade atingiu a menor taxa de mortalidade infantil de sua série histórica: 5,18 óbitos por mil nascidos vivos. O dado também consta na base de indicadores do IBGE para 2025.

A evolução dos indicadores ocorre após a criação, em 2013, do programa Mãe Parnaibana, voltado ao acompanhamento das gestantes e dos recém-nascidos na rede municipal. Segundo a Prefeitura, o programa já alcançou mais de 15 mil famílias e reúne ações de acompanhamento pré-natal, assistência multidisciplinar e orientações durante a gestação e após o nascimento.

Em 2013, quando o programa foi criado, a taxa de mortalidade infantil do município era de 12,2 óbitos por mil nascidos vivos. Em 2025, o índice caiu para 5,18, uma redução de aproximadamente 58% no período.

Comparação regional

O índice de 2025 também ficou abaixo dos números apresentados no material para outros municípios da região Oeste da Grande São Paulo com mais de 100 mil habitantes, como Carapicuíba (11,63), Barueri (7,47), Osasco (13,1), Jandira (8,94), Itapevi (13,81) e Cajamar (6,18).

Na mortalidade materna, Santana de Parnaíba também já havia obtido destaque no Ranking de Competitividade dos Municípios do Centro de Liderança Pública (CLP). Na edição de 2020, o município recebeu nota 100 no indicador de combate à mortalidade materna, aparecendo na primeira posição nacional nesse quesito, conforme o material divulgado sobre o ranking.

O Ranking de Competitividade dos Municípios é uma série produzida pelo CLP desde 2020 e utiliza indicadores para comparar municípios brasileiros. O próprio CLP mantém as bases históricas e relatórios técnicos das diferentes edições.

Mãe Parnaibana

Criado em 2013, o programa municipal tem entre seus objetivos ampliar a assistência à mulher durante a gestação, facilitar o acesso à rede pública de saúde e acompanhar mãe e bebê durante o ciclo gravídico-puerperal.

Entre as ações estão o acompanhamento pré-natal e atividades multidisciplinares, com suporte obstétrico, nutricional, odontológico e psicológico. O programa também prevê a entrega de enxoval às participantes que cumprem os critérios estabelecidos pela Prefeitura.

Os dados de mortalidade utilizados pelo Ministério da Saúde são produzidos a partir de sistemas oficiais de informação. O Ministério informa que as estatísticas de mortalidade são coletadas pelas secretarias de Saúde, passam por processos de qualificação e são consolidadas pelo DataSUS.

ÚLTIMAS NOTÍCIAS


Foto: Fabiano Martins/PMSP

Happy
Happy
0 %
Sad
Sad
0 %
Excited
Excited
0 %
Sleepy
Sleepy
0 %
Angry
Angry
0 %
Surprise
Surprise
0 %

SUS testa caneta emagrecedora em pacientes com obesidade grave

0 0
Read Time:3 Minute, 29 Second

Estudo acompanha 250 pacientes com obesidade grave ou associada a outras doenças para avaliar se a semaglutida pode reduzir a necessidade de cirurgia e outros riscos à saúde.

Enquanto o debate sobre a chegada das chamadas “canetas emagrecedoras” ao Sistema Único de Saúde (SUS) ganha espaço, o Ministério da Saúde iniciou uma etapa que pode ser decisiva para definir como esses medicamentos serão utilizados na rede pública.

Desde junho, o Grupo Hospitalar Conceição (GHC), em Porto Alegre, acompanha pacientes com obesidade grave ou associada a outras doenças que têm indicação para cirurgia bariátrica. O estudo, chamado Real-Bari, utiliza semaglutida, um dos medicamentos da classe dos agonistas do receptor GLP-1, e deve acompanhar cerca de 250 pacientes.

A principal questão é saber se o tratamento medicamentoso consegue produzir uma resposta clínica suficiente para mudar a trajetória de parte desses pacientes, inclusive aqueles que estão na fila para a cirurgia bariátrica.

O estudo também pretende avaliar aspectos clínicos, operacionais e econômicos do tratamento para verificar como uma eventual utilização desses medicamentos poderia ser aplicada na realidade do SUS. Os primeiros resultados mais amplos são esperados para 2027.

Primeiro paciente perdeu 6 kg

O Ministério da Saúde apresentou o caso do primeiro paciente que recebeu a semaglutida dentro do protocolo do GHC. Segundo o ministro Alexandre Padilha, o paciente estava na fila para cirurgia bariátrica e perdeu 6 quilos, além de apresentar redução da circunferência abdominal.

O ministro também relatou que o paciente afirmou ter mudado hábitos de vida, passando a realizar mais atividades físicas. O resultado, porém, é uma observação inicial e não representa, isoladamente, a conclusão do estudo.

O acompanhamento de 250 pessoas permitirá avaliar os efeitos do tratamento de maneira mais ampla e estabelecer critérios para o acompanhamento médico dos pacientes.

O que o SUS está tentando descobrir

A estratégia não se resume à perda de peso.

Entre os pontos que serão avaliados estão a possibilidade de controlar casos graves de obesidade, reduzir a necessidade de cirurgia bariátrica e verificar eventuais impactos sobre outras condições associadas à obesidade.

O Ministério da Saúde também aponta que o estudo avaliará aspectos econômicos e operacionais. Isso é relevante porque a eventual oferta em escala nacional depende não apenas da eficácia clínica, mas também de critérios de indicação, acompanhamento e sustentabilidade para o sistema público.

Canetas ainda não são oferecidas de forma ampla pelo SUS

Apesar dos anúncios sobre a preparação da oferta, as canetas à base de GLP-1 ainda não fazem parte de uma distribuição ampla e regular pelo SUS.

Em julho, o Ministério da Saúde informou que a semaglutida ainda estava sob análise da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec). Naquele momento, a pasta destacou que os medicamentos da classe ainda não eram oferecidos pelo SUS de forma geral.

A Conitec já analisou anteriormente uma proposta específica para utilização da semaglutida em pacientes com obesidade grau II e III, sem diabetes, com 45 anos ou mais e doença cardiovascular estabelecida. A recomendação publicada em 2025 foi pela não incorporação para aquela indicação específica.

Isso significa que a experiência atualmente conduzida pelo GHC é especialmente relevante para a discussão sobre quais pacientes poderão ser beneficiados e em quais condições caso a tecnologia venha a ser incorporada ao SUS.

Produção nacional também entra na estratégia

Paralelamente ao estudo clínico, o governo federal trabalha para ampliar a oferta de medicamentos da classe GLP-1 no mercado brasileiro.

Segundo o Ministério da Saúde, a estratégia estimulou empresas a apresentar projetos para produção nacional de canetas com esses princípios ativos. A pasta afirma que a entrada de novos produtos contribuiu para aumentar a concorrência e já resultou em medicamentos registrados com preços até 70% menores.

A redução dos preços é considerada pelo governo um dos fatores necessários para ampliar o acesso e viabilizar uma eventual incorporação desses medicamentos ao sistema público.

Por enquanto, portanto, a principal notícia não é apenas que as chamadas canetas emagrecedoras poderão chegar ao SUS. O que está em teste é uma nova estratégia para tratar pacientes com obesidade grave e avaliar se, em determinados casos, o medicamento pode evitar ou adiar uma cirurgia bariátrica.

ÚLTIMAS NOTÍCIAS


Foto: Fernando Frazão/ABR

Happy
Happy
0 %
Sad
Sad
0 %
Excited
Excited
0 %
Sleepy
Sleepy
0 %
Angry
Angry
0 %
Surprise
Surprise
0 %

Santo André amplia vacinação de bebês após caso de sarampo

0 0
Read Time:1 Minute, 47 Second

Dose zero da tríplice viral passa a ser aplicada em crianças de 6 a 11 meses e 29 dias; São Paulo já soma 36 casos confirmados neste ano.

Bebês de 6 a 11 meses e 29 dias que vivem em Santo André, no ABC Paulista, passam a receber a chamada dose zero da vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola.

A estratégia foi adotada após a confirmação de um caso de sarampo no município e tem como objetivo ampliar a proteção de uma faixa etária mais vulnerável às complicações da doença.

A medida ocorre em meio ao aumento de casos de sarampo no Estado de São Paulo. Até o momento, são 36 casos confirmados em 2026, sendo 32 na capital, dois em São Bernardo do Campo, um em Guarulhos e um em Santo André.

Dose não substitui vacinação de rotina

A dose aplicada aos bebês menores de 1 ano é uma estratégia adicional de proteção e não substitui as doses previstas no Calendário Nacional de Vacinação.

A orientação de vigilância epidemiológica prevê a aplicação da tríplice viral em crianças de 6 meses a 11 meses e 29 dias em situações de bloqueio vacinal. Nesses casos, a dose não é considerada válida para o esquema de rotina, sendo necessário seguir posteriormente o calendário regular.

Na vacinação de rotina, a tríplice viral faz parte da proteção oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A Prefeitura de Santo André também orienta que responsáveis levem a carteira de vacinação da criança ao procurar uma unidade de saúde.

Sarampo exige atenção

O sarampo é uma doença altamente transmissível e pode provocar complicações, principalmente em crianças pequenas. A ampliação temporária da vacinação busca reduzir o risco de transmissão após a identificação de um caso no município.

A estratégia adotada em Santo André também ocorre em um momento de atenção para a circulação da doença no Estado, com registros concentrados principalmente na capital paulista.

Para os pais e responsáveis, a recomendação é manter a carteira de vacinação atualizada e procurar uma unidade de saúde para receber orientação sobre a estratégia adotada no município.

ÚLTIMAS NOTÍCIAS


Foto: Tomaz Silva/ABR

Happy
Happy
0 %
Sad
Sad
0 %
Excited
Excited
0 %
Sleepy
Sleepy
0 %
Angry
Angry
0 %
Surprise
Surprise
0 %

Bets chegam cada vez mais cedo à vida dos jovens

0 0
Read Time:4 Minute, 45 Second

Relatos de grupos de apoio incluem adolescentes de 14 anos; pesquisas apontam início precoce das apostas e impactos sobre endividamento e educação.

As apostas online estão chegando cada vez mais cedo à vida dos jovens e já levam adolescentes a procurar ajuda para tentar interromper o comportamento compulsivo. Segundo Luiz Carlos, integrante da irmandade Jogadores Anônimos, há relatos de pessoas de 14 anos que chegaram ao grupo acompanhadas por profissionais de saúde.

“Hoje quem chega à irmandade é muito jovem. Já chegou até de 14 anos acompanhado pelo psiquiatra. Mas chegam jovens de 15, 16, 19, 20 anos, até 30, 35 anos”, relata.

O avanço das apostas pelo celular facilita o acesso às plataformas e amplia a exposição de crianças e adolescentes. Dados citados pela Agência Brasil apontam que uma em cada cinco pessoas no mundo começa a apostar online até os 11 anos. A partir dos 12 anos, o percentual chega a 78%, segundo dados do Unicef de 2021.

No Brasil, uma pesquisa divulgada neste ano pela Frente Parlamentar Mista de Educação, com 1.912 estudantes dos ensinos fundamental e médio, indicou que 9,5% fizeram a primeira aposta aos 11 anos. Entre os alunos do terceiro ano do ensino médio entrevistados, quase metade afirmou já ter feito apostas.

Quando a aposta passa a controlar a rotina

A história de Gustavo Pereira mostra como o problema pode evoluir. Aos 24 anos, ele conta que começou a apostar online aos 18 e, ao longo de seis anos, perdeu cerca de R$ 500 mil.

Segundo Gustavo, houve momentos em que conseguiu transformar R$ 10 mil em centenas de milhares de reais, mas também perdeu os valores acumulados. Com o tempo, afirma que passou a perder a dimensão do dinheiro e a pensar cada vez mais nas apostas.

“Eu dormia pensando em apostar e acordava pensando em apostar”, relata.

Atualmente, Gustavo diz estar há cerca de dois meses sem apostar e tenta reconstruir a vida trabalhando com a venda de café nas ruas de Lages, em Santa Catarina. Ele também mantém um perfil nas redes sociais no qual compartilha a rotina de trabalho e a tentativa de evitar recaídas.

A psicóloga Mariana Kehl, membro da Sociedade Brasileira de Psicologia, explica que adolescentes são mais vulneráveis a estímulos relacionados à recompensa porque as estruturas cerebrais responsáveis pelo controle dos impulsos e pela avaliação de riscos ainda estão em desenvolvimento.

“O adolescente sente intensamente o prazer de ganhar uma aposta, mas ele, em contrapartida, ainda não dispõe do aparato para frear o impulso da aposta seguinte”, afirma.

O cassino dentro do celular

Para quem acompanha o problema há décadas, a principal mudança está na facilidade de acesso.

Luiz Carlos, de 71 anos, conta que começou a jogar na década de 1980, quando frequentava estabelecimentos com máquinas de videopôquer. Segundo ele, era necessário sair de casa para jogar.

Hoje, afirma, o cenário é diferente: “Você carrega um cassino dentro do seu bolso”.

A avaliação é compartilhada por outros frequentadores dos Jogadores Anônimos. Carla Xavier, Rogério e Rodrigo relatam períodos de afastamento das apostas, mas também descrevem as consequências financeiras provocadas pela compulsão.

Carla afirma que o grupo tem recebido pessoas já profundamente endividadas e em situações de grande sofrimento. Segundo ela, o acesso permanente às plataformas fez esse tipo de situação crescer.

Apostas também afetam orçamento e estudos

O impacto das bets não aparece apenas nos relatos de dependência. Um relatório do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT) citado no levantamento aponta que pelo menos 24 milhões de brasileiros apostaram em bets em 2024, e quase metade ficou endividada.

Para o diretor do IBICT, Tiago Braga, a aposta online não deve ser tratada como investimento, mas como gasto. Segundo ele, quanto mais recursos são destinados às apostas, menor é a disponibilidade de dinheiro para despesas e projetos pessoais.

Os reflexos também chegam à educação. Pesquisa da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES) apontou que 34% dos entrevistados disseram que precisariam deixar de gastar com apostas para conseguir iniciar uma graduação em 2026.

Entre estudantes que já estavam no ensino superior, 14% afirmaram ter atrasado mensalidades ou trancado o curso por causa dos gastos com bets. Outros 34% disseram ter deixado de investir em cursos, idiomas ou outras formas de aprendizado.

O diretor-geral da ABMES, Paulo Chanan, afirma que os dados não permitem generalizar o comportamento dos jovens, mas mostram que, para uma parcela dos entrevistados, o dinheiro destinado às apostas interfere em decisões relacionadas à educação.

Menores de 18 anos não podem apostar

O ambiente digital também passou a ter novas regras de proteção para crianças e adolescentes. O Estatuto Digital da Criança e do Adolescente, conhecido como ECA Digital, entrou em vigor em março de 2026 e estabeleceu novas medidas para ampliar a proteção de menores no ambiente virtual.

Entre as regras está a proibição de apostas online para menores de 18 anos. O texto também prevê mecanismos de verificação de idade e amplia as responsabilidades relacionadas à proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital.

O advogado especialista em direito digital Felipe Moreira destaca que a mudança busca superar o modelo anterior, no qual a confirmação da idade podia depender apenas da informação digitada pelo próprio usuário.

A psicóloga Mariana Kehl também chama atenção para a publicidade feita por influenciadores. Segundo ela, quando uma aposta é apresentada por uma pessoa acompanhada diariamente pelo jovem, a mensagem pode ser percebida mais como recomendação do que como publicidade tradicional.

O desafio, portanto, envolve mais do que impedir o acesso de menores às plataformas. Os relatos e pesquisas citados apontam para uma questão que envolve educação financeira, saúde, comportamento, regulação e prevenção.

ÚLTIMAS NOTÍCIAS


Foto: Joédson Alves/ABR

Happy
Happy
0 %
Sad
Sad
0 %
Excited
Excited
0 %
Sleepy
Sleepy
0 %
Angry
Angry
0 %
Surprise
Surprise
0 %

Curativo líquido da Unicamp pode reduzir tempo de cicatrização

0 0
Read Time:2 Minute, 43 Second

Tecnologia forma uma película transparente sobre a ferida em até 45 segundos e reduziu aproximadamente pela metade o tempo de cicatrização em testes pré-clínicos, segundo pesquisadores.

Pesquisadores da Faculdade de Engenharia Química (FEQ) da Unicamp desenvolveram um curativo líquido que forma uma película transparente sobre a ferida em até 45 segundos. A tecnologia foi criada para proteger o local lesionado sem a necessidade de gaze, esparadrapo ou outros materiais convencionais.

Segundo os pesquisadores, ensaios pré-clínicos realizados em animais indicaram uma redução de aproximadamente 50% no tempo de cicatrização em comparação com curativos tradicionais.

O material é aplicado diretamente sobre a região lesionada e, após a secagem, forma uma película que acompanha os movimentos da pele. A proposta pode ser especialmente útil em áreas de articulação, como cotovelos e joelhos, onde curativos convencionais podem causar atrito ou limitar os movimentos.

A tecnologia foi desenvolvida sob coordenação do professor Rubens Maciel Filho, com participação dos pesquisadores André Luiz Jardini Munhoz, Ana Flávia Pattaro e Maria Ingrid Rocha Barbosa Schiavon.

Curativo seca em até 45 segundos

Um dos desafios enfrentados durante o desenvolvimento foi encontrar uma forma de transformar o polímero utilizado na tecnologia em uma solução líquida sem recorrer a solventes tóxicos.

De acordo com os pesquisadores, a solução desenvolvida utiliza um sistema de solventes de origem renovável e não tóxico. Depois de aplicada sobre a pele, a solução seca em até 45 segundos e forma uma estrutura tridimensional que serve como suporte para a regeneração das células.

O polímero também é metabolizado naturalmente pelo organismo, segundo a equipe responsável pelo desenvolvimento. Com isso, não seria necessário retirar manualmente o curativo após sua aplicação.

Outra característica é a resistência à água. A película formada permite que a região seja molhada durante o banho sem a necessidade de retirar ou substituir o material.

Por ser transparente, o curativo também permite acompanhar visualmente a evolução da ferida sem remover a proteção.

Tecnologia ainda passa por etapas regulatórias

A pesquisa foi licenciada exclusivamente para a Dermbio Biotech, empresa criada a partir de pesquisas desenvolvidas na Unicamp. O processo de licenciamento contou com o suporte da Agência de Inovação Inova Unicamp.

A tecnologia já passou por ensaios pré-clínicos in vivo realizados em parceria com a Faculdade de Medicina de Jundiaí (FMJ). Segundo os pesquisadores, os testes indicaram redução de aproximadamente metade do tempo de cicatrização em comparação com os curativos tradicionais.

O produto, porém, ainda não está disponível comercialmente. A Dermbio Biotech trabalha atualmente no avanço das etapas regulatórias exigidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e na estruturação comercial da tecnologia.

Aplicação também pode chegar a animais

Os pesquisadores identificaram ainda potencial de utilização do curativo no tratamento de ferimentos em animais. A proposta considera dificuldades comuns nos tratamentos convencionais, como a retirada de ataduras e o contato dos animais com a área lesionada.

A aplicação prevista é semelhante à planejada para uso humano, com formação de uma película aderente e resistente à água.

Além do tratamento de feridas, o grupo avalia outras possibilidades para a tecnologia, incluindo aplicações em dermocosméticos, recobrimento de implantes e próteses e sistemas de liberação controlada de medicamentos.

O desenvolvimento recebeu financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

ÚLTIMAS NOTÍCIAS


Foto: Divulgação/GESP

Happy
Happy
0 %
Sad
Sad
0 %
Excited
Excited
0 %
Sleepy
Sleepy
0 %
Angry
Angry
0 %
Surprise
Surprise
0 %
1 2 3 … 74
erro: