Datafolha: Lula tem 46% e Flávio, 44% no 2º turno

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 46% das intenções de voto contra 44% do senador Flávio Bolsonaro (PL) em uma eventual disputa de segundo turno para a Presidência da República, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (11).

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A diferença de dois pontos percentuais está dentro da margem de erro do levantamento, que é de dois pontos para mais ou para menos. Na prática, os candidatos estão em situação de empate técnico nesse cenário.

Os números são os mesmos da pesquisa anterior, divulgada em 3 de setembro. Na segunda quinzena de agosto, Lula tinha 47% e Flávio Bolsonaro, 43%, uma diferença de quatro pontos.

O levantamento foi encomendado pela Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo.

Em outros cenários de segundo turno, Lula também aparece à frente. Contra Ronaldo Caiado (PSD), o presidente tem 46% contra 41%. Diante de Romeu Zema (Novo), Lula registra 48% contra 39%.

Na simulação com Renan Santos (Missão), Lula aparece com 48% e o adversário, com 37%. Já no cenário testado pela primeira vez com o escritor Augusto Cury (Avante), o presidente tem 45% contra 43% do candidato.

Em todos os cenários, a diferença entre os candidatos varia de dois a nove pontos percentuais.

Primeiro turno

Na simulação de primeiro turno sem Pablo Marçal (PRTB), Lula aparece com 39% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registra 35%.

Augusto Cury tem 6%, seguido por Ronaldo Caiado, com 4%; Renan Santos, com 3%; e Romeu Zema, com 2%. Samara Martins (UP), Rui Costa Pimenta (PCO), Clariana Barão (DC) e Edmilson Costa (PCB) aparecem com 1% cada.

Nesse cenário, 6% afirmam que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 4% estão indecisos.

O Datafolha também testou um cenário que inclui Pablo Marçal, que, segundo a pesquisa, está inelegível. A Justiça Eleitoral ainda deverá decidir sobre a possibilidade de sua candidatura.

Rejeição

A pesquisa mostra ainda uma disputa equilibrada na rejeição. Lula e Flávio Bolsonaro aparecem com 46% cada entre os eleitores que afirmam que não votariam neles de jeito nenhum no primeiro turno.

Na sequência aparecem Renan Santos, com 17%; Romeu Zema, com 16%; Ronaldo Caiado, com 14%; Rui Costa Pimenta, com 11%; e Augusto Cury, com 10%.

Segundo o Datafolha, 75% dos eleitores afirmam estar totalmente decididos sobre seu voto para presidente, enquanto 25% ainda admitem a possibilidade de mudar de escolha.

Pesquisa

O Datafolha ouviu 2.002 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 8 e 10 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01833/2026.

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Fotos: Ricardo Stuckert/PR e Valdemar Barreto/Ag. Senado | Montagem: Hora SP

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Moraes se declara impedido de votar liberdade de Bolsonaro

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Ministro é relator do inquérito que levou o ex-presidente à prisão; Cármen Lúcia e Zanin já votaram contra o habeas corpus

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), declarou-se impedido de votar no julgamento de um habeas corpus que pede a liberdade do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A análise ocorre na Primeira Turma da Corte e, até o momento, tem dois votos contra o recurso.

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Moraes ficou fora da votação por ser relator do inquérito que resultou na prisão de Bolsonaro. Com o impedimento, o julgamento prossegue sem a participação do ministro, enquanto o pedido é analisado em plenário virtual.

A relatora do caso, ministra Cármen Lúcia, votou contra o habeas corpus. O ministro Cristiano Zanin acompanhou o entendimento e também rejeitou o pedido, formando o placar de 2 a 0 pela manutenção da decisão questionada. O ministro Flávio Dino ainda precisa apresentar seu voto.

O julgamento virtual permanece aberto até 14 de setembro. Nesse formato, os ministros depositam seus votos no sistema eletrônico, sem a realização de uma sessão com debates entre os integrantes do colegiado.

O habeas corpus foi apresentado por Claudio Leme Cavalheiro, que não integra a equipe de defesa de Bolsonaro. Em seu voto, Cármen Lúcia considerou que o pedido não poderia ser utilizado para contestar decisões tomadas por um ministro ou pelo próprio plenário do STF, além de destacar que a defesa constituída do ex-presidente não reconheceu a iniciativa.

Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária desde março, após receber alta médica. A medida foi concedida inicialmente por 90 dias para recuperação de um quadro de broncopneumonia e posteriormente mantida pelo STF.

O ex-presidente foi condenado pelo STF a 27 anos e três meses de prisão pelos crimes relacionados à tentativa de golpe de Estado. A condenação inclui organização criminosa armada, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado ao patrimônio público e deterioração de patrimônio tombado.

A decisão que estabeleceu a pena foi tomada pela Primeira Turma do Supremo, que formou maioria pela condenação de Bolsonaro. O ministro Luiz Fux divergiu dos demais integrantes do colegiado e votou pela absolvição, conforme o histórico do julgamento apresentado no processo.

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Foto: Bruno Peres/Ag. Brasil

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SP recebe 132 mil pedidos de voto temporário nas eleições

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Mais de 132 mil eleitoras e eleitores solicitaram transferência temporária para votar no Estado de São Paulo durante o primeiro turno das Eleições 2026. Desse total, cerca de 72 mil pedidos foram feitos na modalidade de voto em trânsito, que representa aproximadamente 55% das solicitações.

No segundo turno, caso seja necessário, São Paulo recebeu cerca de 130 mil pedidos de transferência temporária, sendo aproximadamente 71 mil para voto em trânsito.

As Eleições 2026 estão marcadas para 4 de outubro, com eventual segundo turno em 25 de outubro. A votação ocorrerá das 8h às 17h, pelo horário de Brasília.

O voto em trânsito permite que o eleitor vote fora de seu domicílio eleitoral quando estiver em outra cidade no dia da eleição. No entanto, quem solicitou a modalidade não poderá votar na seção eleitoral de origem.

A transferência temporária pode ocorrer para capitais e municípios com mais de 100 mil eleitores. Também é possível escolher cidades diferentes para o primeiro e o segundo turno.

O que muda para quem pediu voto em trânsito

Quem solicitou a transferência dentro do próprio Estado de São Paulo poderá votar para todos os cargos em disputa. No primeiro turno, aproximadamente 32 mil eleitores paulistas estão nessa situação.

Já quem solicitou a transferência para São Paulo vindo de outro Estado poderá votar somente para presidente da República.

Se o eleitor habilitado para o voto em trânsito não puder comparecer ao local escolhido no dia da votação, deverá apresentar justificativa pela ausência. Não é necessário solicitar posteriormente o retorno do título à seção de origem: a alteração ocorrerá automaticamente.

O prazo para solicitar a transferência temporária terminou em 20 de agosto.

Como consultar o novo local de votação

Quem alterou temporariamente o local de votação pode consultar o endereço da nova seção eleitoral pelo Autoatendimento Eleitoral ou pelo aplicativo e-Título, disponibilizado gratuitamente pela Justiça Eleitoral.

No Autoatendimento, a consulta está disponível na opção “Onde Votar”, dentro do menu “Consultas”. No e-Título, a função aparece na aba “Onde votar”, localizada na parte inferior da tela.

Além do voto em trânsito, a transferência temporária também pode ser solicitada em situações específicas, como por pessoas convocadas para trabalhar nas eleições, eleitores com deficiência ou mobilidade reduzida, indígenas e quilombolas, pessoas em situação de rua, servidores da Justiça Eleitoral, militares em serviço e presos provisórios.

São Paulo concentra 21,4% do eleitorado brasileiro

São Paulo é o maior colégio eleitoral do país, com mais de 34 milhões de eleitores aptos a votar, o equivalente a aproximadamente 21,4% do eleitorado nacional.

Para as eleições deste ano, o Estado terá 103.841 seções eleitorais, distribuídas em mais de 11 mil locais de votação nos 645 municípios paulistas.

A organização do pleito ficará a cargo das 393 zonas eleitorais do Estado. Do total de seções, 36.638 são consideradas acessíveis, com estrutura sem escadas ou com acesso por rampas e elevadores.

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Foto: Alejandro Zambrana/TSE

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TSE confirma Marçal na disputa presidencial, mas sob recurso

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TSE homologa Marçal, mesmo com inelegibilidade até 2032

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) homologou nesta sexta-feira (4) o registro das 13 candidaturas à Presidência da República nas eleições de 2026, incluindo a de Pablo Marçal (PRTB). A confirmação ocorre mesmo com o empresário considerado inelegível pela Justiça Eleitoral até 2032.

A situação de Marçal, que vinha sendo apontado em diferentes reportagens como fora da disputa presidencial, é mais complexa. O candidato poderá participar da eleição com o registro sub judice, enquanto a Justiça Eleitoral analisa os recursos apresentados por sua defesa.

Marçal foi condenado pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) a oito anos de inelegibilidade por uso indevido dos meios de comunicação durante a campanha à Prefeitura de São Paulo, em 2024. A decisão está relacionada ao chamado “concurso de cortes”, estratégia que envolvia a produção e disseminação de trechos de vídeos do então candidato nas redes sociais.

A condenação foi mantida pelo TRE-SP em dezembro de 2025, por 4 votos a 3, e posteriormente os recursos apresentados pela defesa tiveram novos desdobramentos na Justiça Eleitoral paulista. A defesa tenta levar a discussão ao TSE.

O que significa estar sub judice

A confirmação do registro não significa que a condenação que tornou Marçal inelegível tenha sido anulada. Na prática, a candidatura permanece sob análise judicial e poderá sofrer alterações caso uma decisão definitiva impeça o empresário de disputar o cargo.

De acordo com as regras eleitorais, candidatos com registro sub judice podem realizar atos de campanha enquanto não houver decisão definitiva sobre a candidatura. Isso inclui pedir votos, participar da propaganda eleitoral e ter o nome mantido na urna eletrônica durante a tramitação do processo.

A situação de Marçal ganhou ainda mais atenção em agosto, quando o próprio TSE havia determinado, em decisão liminar, que ele não poderia utilizar recursos públicos de campanha nem realizar propaganda eleitoral gratuita até a análise do mérito do registro. Na ocasião, a Corte ressaltou que aquela decisão não representava antecipação do julgamento definitivo da candidatura.

Treze candidatos na disputa

Com a homologação dos registros, a eleição presidencial de 2026 terá 13 candidatos. Além de Pablo Marçal, estão na disputa:

  • Augusto Cury (Avante), número 70;
  • Clariana Barão (DC), número 27;
  • Edmilson Costa (PCB), número 21;
  • Flávio Bolsonaro (PL), número 22;
  • Hertz Dias (PSTU), número 16;
  • Luiz Inácio Lula da Silva (PT), número 13;
  • Renan Santos (Missão), número 14;
  • Romeu Zema (Novo), número 30;
  • Ronaldo Caiado (PSD), número 55;
  • Rui Costa Pimenta (PCO), número 29;
  • Samara Martins (UP), número 80;
  • Veterinário Wilson Grassi (Democrata), número 35.

Os registros de seis chapas já haviam sido validados pelo TSE em sessão virtual realizada em 2 de setembro. Na ocasião, a Corte aprovou as candidaturas de Lula, Flávio Bolsonaro, Samara Martins, Romeu Zema, Hertz Dias e Edmilson Costa. Os outros sete registros, entre eles o de Marçal, aguardavam análise.

A situação jurídica de Pablo Marçal, portanto, ainda pode sofrer alterações ao longo do processo eleitoral. A homologação do registro permite que ele esteja na disputa neste momento, mas não representa uma decisão que tenha afastado a inelegibilidade determinada anteriormente pelo TRE-SP.

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Foto: Arquivo/Reprodução/Instagram

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Renan Santos vai recorrer contra suspensão de propaganda eleitoral

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Candidato também teve repasses do Fundo Eleitoral suspensos e foi impedido de participar de debates; medidas valem até decisão final do TSE.

A campanha do candidato à Presidência da República Renan Santos, do Missão, informou nesta segunda-feira (31) que pretende protocolar um pedido de liminar contra a decisão do ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que suspendeu a propaganda eleitoral do candidato na internet.

Segundo Renan, a medida representa uma ação que classificou como autoritária. A defesa também sustenta que a campanha não teve direito ao contraditório e à ampla defesa.

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Decisão suspende propaganda e Fundo Eleitoral

Além da suspensão da propaganda eleitoral na internet, a decisão de Toffoli determinou a suspensão dos repasses do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) destinados ao candidato.

Renan Santos também ficou impedido de participar de debates realizados em televisão, rádio e podcasts.

As medidas têm caráter provisório e permanecem em vigor até uma decisão final do TSE sobre o caso.

Segundo a decisão, o partido Missão não informou à Justiça Eleitoral, dentro do prazo previsto, todos os perfis utilizados para propaganda do candidato nas redes sociais.

De acordo com Toffoli, 16 perfis vinculados a Renan Santos foram informados ao TSE 12 dias após o período de registro da candidatura.

As regras eleitorais para propaganda na internet determinam que candidatos e partidos comuniquem à Justiça Eleitoral os perfis oficiais que serão utilizados durante a campanha.

Defesa prepara recurso

O partido deverá apresentar recurso ao presidente do TSE, ministro Nunes Marques, na tentativa de suspender os efeitos da decisão.

O advogado Arthur Rollo, que representa Renan Santos, afirmou que a medida praticamente paralisa a campanha ao restringir as formas de comunicação do candidato.

Segundo o defensor, o curto período de uma campanha eleitoral torna especialmente relevante a suspensão das atividades de propaganda.

A defesa também questiona a ausência de contraditório antes da adoção das medidas.

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Congresso pode votar fim da escala 6×1 e outras pautas nesta semana

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Câmara e Senado concentram votações antes das eleições, com propostas sobre jornada de trabalho, compras internacionais, aplicativos, segurança e Orçamento de 2027.

O Congresso Nacional terá uma semana de votações com cinco temas de grande repercussão social na pauta. Entre eles estão o fim da escala de trabalho 6×1, a chamada “taxa das blusinhas”, medidas para trabalhadores de aplicativos, a PEC da Segurança Pública e o Orçamento da União para 2027.

As propostas fazem parte do esforço concentrado da Câmara dos Deputados e do Senado antes das eleições de outubro.

Fim da escala 6×1

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê mudanças na jornada de trabalho deve ser analisada na quarta-feira (2) pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.

O relator, senador Omar Aziz (PSD-AM), apresentou parecer favorável e rejeitou as 12 emendas apresentadas ao texto.

A proposta prevê dois dias de repouso semanal remunerado, sendo um deles preferencialmente aos domingos, e estabelece que o salário não poderá ser reduzido em razão da diminuição da jornada.

Se aprovada, a jornada máxima passaria de 44 para 42 horas semanais dois meses após a promulgação da PEC. Um ano depois, seria reduzida definitivamente para 40 horas semanais.

Depois da CCJ, o texto ainda precisará ser aprovado em dois turnos pelo Plenário do Senado, com pelo menos 49 votos favoráveis em cada votação.

Taxa das blusinhas

A chamada “taxa das blusinhas”, que trata do imposto de importação sobre compras internacionais de até US$ 50, também está entre os assuntos que podem avançar nesta semana.

A comissão mista responsável pela Medida Provisória se reúne nesta segunda-feira (31), às 16h. A relatora, senadora Leila Barros (PDT-DF), deve apresentar seu parecer, com expectativa de votação.

A medida provisória perde a validade em 8 de setembro.

Se aprovada pela comissão, ainda precisará passar pelos plenários da Câmara e do Senado.

Mototaxistas e entregadores

A Câmara dos Deputados também inicia a semana com votação prevista para esta segunda-feira (31), às 18h.

Entre as medidas provisórias em discussão estão propostas relacionadas aos mototaxistas e profissionais de motofrete, além de uma linha de financiamento para entregadores comprarem motocicletas e bicicletas elétricas.

Os deputados também podem analisar propostas relacionadas a incentivos fiscais para doações destinadas à atenção oncológica e à saúde da pessoa com deficiência, além da Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica e do Plano Nacional de Cultura.

PEC da Segurança Pública

No Senado, a PEC da Segurança Pública está entre as prioridades da Comissão de Constituição e Justiça.

A proposta prevê mudanças na integração entre as forças de segurança, no compartilhamento de informações e nas regras de financiamento do setor.

Também estão na agenda dos senadores o Redata, que prevê incentivos para instalação de data centers no Brasil, e o marco dos minerais críticos e estratégicos.

Orçamento de 2027

Além das votações, o Congresso deve receber nesta semana o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027.

O documento apresenta as estimativas de receitas e despesas da União para o próximo ano e abre uma nova rodada de negociações entre governo e parlamentares sobre metas fiscais, políticas públicas e investimentos federais.

Depois de recebido, o projeto será analisado pela Comissão Mista de Orçamento antes de seguir para votação no Congresso Nacional.

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Foto: Lula Marques/Ag. Brasil

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Barueri e região recebem R$ 12,8 bilhões em investimentos para ampliar o saneamento

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Recursos serão destinados a dez municípios até 2029, com previsão de 419 km de novas redes de água, 918 km de redes de esgoto e 190 estações elevatórias.

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Dez municípios da região oeste da Grande São Paulo terão R$ 12,83 bilhões em investimentos em saneamento até 2029. Os recursos da Sabesp serão destinados à ampliação e modernização dos sistemas de abastecimento de água e coleta e tratamento de esgoto.

O planejamento envolve Barueri, Carapicuíba, Cotia, Itapevi, Jandira, Osasco, Pirapora do Bom Jesus, Santana de Parnaíba, Taboão da Serra e Vargem Grande Paulista.

Do total previsto, R$ 2,39 bilhões já foram investidos entre 2023 e o primeiro trimestre de 2026. Para o período de 2026 a 2029, estão previstos outros R$ 10,44 bilhões.

Mais de 1,3 mil quilômetros de redes

O planejamento prevê a implantação de aproximadamente 419 quilômetros de redes de abastecimento de água e 918 quilômetros de redes de esgotamento sanitário.

Também estão previstas 190 Estações Elevatórias de Esgoto, duas Estações de Tratamento de Esgoto, três Estações de Tratamento de Água e cinco estações elevatórias de água tratada.

Segundo o planejamento apresentado pela companhia, o conjunto de obras busca ampliar a capacidade dos sistemas e avançar na universalização dos serviços de saneamento nos municípios atendidos.

Barueri concentra maior investimento

Entre as dez cidades, Barueri terá o maior volume de recursos previstos até 2029, com R$ 6,56 bilhões.

Na sequência aparecem:

  • Cotia: R$ 2,54 bilhões
  • Osasco: R$ 852,2 milhões
  • Santana de Parnaíba: R$ 738,7 milhões
  • Carapicuíba: R$ 715,3 milhões
  • Itapevi: R$ 563,5 milhões
  • Taboão da Serra: R$ 381,7 milhões
  • Jandira: R$ 297 milhões
  • Vargem Grande Paulista: R$ 138,4 milhões
  • Pirapora do Bom Jesus: R$ 55,8 milhões

Obras já estão em andamento

Entre as intervenções em execução estão a implantação de unidades de ultrafiltração em Carapicuíba, a ampliação da Estação de Tratamento de Água do Baixo Cotia, em Barueri, e o retrofit da Estação de Tratamento de Esgoto de Barueri.

Também estão previstas obras de ampliação do sistema de esgotamento sanitário em Osasco e Itapevi, incluindo intervenções do Integra Tietê, além da expansão dos sistemas de abastecimento de água de Santana de Parnaíba e Pirapora do Bom Jesus.

Há ainda obras de esgotamento sanitário em Jandira, Vargem Grande Paulista e Taboão da Serra.

Expansão do atendimento

Segundo os dados apresentados, a expansão dos sistemas já incorporou mais de 390,6 mil pessoas ao tratamento de esgoto na região desde 2024. A coleta de esgoto alcançou cerca de 240 mil pessoas, enquanto 203,2 mil novos moradores passaram a ser atendidos pelo abastecimento de água.

O novo modelo de investimentos também elevou o aporte médio anual por habitante de R$ 102,24 para R$ 753,27, aumento de 636,76% em relação ao contrato anterior.

A Sabesp também informou avanço nas tarifas destinadas à população de menor renda. O número de pessoas beneficiadas pelas Tarifas Social e Vulnerável passou de aproximadamente 228 mil, em junho de 2024, para 484,2 mil em junho de 2026.

Os investimentos foram apresentados durante uma edição do Sabesp Presente, que reuniu representantes dos dez municípios para discutir obras, investimentos e metas de saneamento na região.

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Foto: Rovena Rosa/Ag. Brasil

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Junho Vermelho ganha força nacional; Barueri já tem lei sobre doação de sangue

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Lei nº 15.491/2026 prevê campanhas educativas e ações para ampliar os estoques de sangue; município já instituiu o Junho Vermelho em 2017

O mês de junho passará a integrar oficialmente o calendário nacional de ações de incentivo à doação de sangue. A medida foi estabelecida pela Lei nº 15.491/2026, que prevê campanhas educativas e iniciativas voltadas ao aumento dos estoques nos hemocentros de todo o país.

Entre as ações previstas está a produção de materiais de conscientização sobre a importância da doação regular de sangue. A legislação também prevê a possibilidade de iluminação de prédios públicos na cor vermelha durante o período.

As iniciativas deverão ser desenvolvidas de forma articulada entre União, estados, Distrito Federal e municípios, respeitando a disponibilidade orçamentária e as diretrizes do Ministério da Saúde.

O objetivo é ampliar a conscientização da população sobre a necessidade de manter os estoques de sangue em níveis adequados para atender pacientes que precisam de transfusões em tratamentos médicos, cirurgias, emergências e outras situações.

Barueri já possui lei para o Junho Vermelho

Em Barueri, a campanha Junho Vermelho já faz parte do calendário municipal desde 2017.

A iniciativa foi instituída pela Lei Municipal nº 2.499, de autoria do vereador Wilson Zuffa, com o objetivo de promover ações de conscientização e mobilização em torno da importância da doação de sangue.

Durante o mês de junho, campanhas educativas são realizadas no município, além de ações de mobilização da população. Prédios públicos também recebem iluminação especial na cor vermelha como forma de chamar a atenção para a causa.

Com a nova legislação nacional, as campanhas de incentivo à doação de sangue passam a contar com uma previsão específica para o desenvolvimento de ações em todo o país.

Onde doar sangue em Barueri

Para quem deseja se tornar doador, Barueri conta com um posto de coleta de referência ligado à Fundação Pró-Sangue.

O local fica na Rua Guilhermina Carril Loureiro, nº 44, ao lado do Pronto-Socorro Central, dentro da estrutura de atendimento do município.

A doação de sangue é fundamental para manter os estoques utilizados no atendimento de pacientes submetidos a tratamentos, cirurgias e situações de emergência.

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Foto: Marco Miatelo/CMB

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TRE-SP mantém inelegibilidade de Pablo Marçal até 2032

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Decisão do presidente do TRE-SP inadmitiu recurso especial eleitoral do ex-candidato à Prefeitura de São Paulo e manteve multa de R$ 420 mil

O presidente do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), José Antonio Encinas Manfré, decidiu inadmitir um recurso especial eleitoral apresentado por Pablo Marçal, mantendo a decisão que o tornou inelegível até 2032.

A decisão foi proferida na última sexta-feira (21) e também mantém a multa de R$ 420 mil aplicada ao empresário e ex-candidato à Prefeitura de São Paulo.

Marçal foi condenado por uso indevido dos meios de comunicação durante a campanha eleitoral de 2024.

Na mesma decisão, o presidente do TRE-SP também negou um recurso apresentado pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) contra parte do julgamento anterior.

O recurso questionava o trecho da decisão colegiada que havia afastado a condenação de Marçal por captação e gastos ilícitos de recursos e abuso de poder econômico.

Ao analisar o caso, foi mantido o entendimento de que os elementos reunidos no processo permitem reconhecer o uso indevido dos meios de comunicação, mas não seriam suficientes para sustentar uma condenação por abuso de poder econômico.

Com a decisão, permanece válida a condenação que estabelece a inelegibilidade de Pablo Marçal até 2032 e a multa de R$ 420 mil.

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Foto: Reprodução/Instagram/@pablomarcal1

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Prazo para pedir voto em trânsito termina nesta quinta-feira

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Eleitores que estarão viajando nos dias 4 e 25 de outubro podem solicitar a mudança temporária do local de votação até o dia 20

Os eleitores que estarão fora de seu domicílio eleitoral durante o primeiro turno das eleições de 2026, marcado para o dia 4 de outubro, têm até esta quinta-feira (20) para solicitar o voto em trânsito.

O prazo também vale para quem pretende votar fora de sua cidade em um eventual segundo turno, marcado para 25 de outubro.

O voto em trânsito permite que o eleitor solicite temporariamente a transferência do local de votação para outro município habilitado pela Justiça Eleitoral durante o período das eleições.

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Para os eleitores que já possuem biometria cadastrada, o pedido pode ser feito por meio do autoatendimento da Justiça Eleitoral. No caso do Rio de Janeiro, o serviço também está disponível pelo site do Tribunal Regional Eleitoral do estado.

Durante a solicitação online, é necessário realizar a validação facial por meio do aplicativo e-Título.

O requerimento também pode ser feito presencialmente nas unidades de atendimento ao eleitor, mediante a apresentação de um documento oficial com foto.

O que é possível votar?

O eleitor que solicitar o voto em trânsito para outro município dentro do mesmo estado onde possui domicílio eleitoral poderá votar em todos os cargos em disputa.

Isso inclui:

  • deputado federal;
  • deputado estadual;
  • senadores;
  • governador;
  • presidente da República.

Já quem solicitar o voto em trânsito em outro estado poderá votar apenas para presidente da República.

Municípios precisam ter mais de 100 mil eleitores

A votação em trânsito está disponível na capital e em municípios com pelo menos 100 mil eleitores aptos, conforme as regras divulgadas pela Justiça Eleitoral.

No estado do Rio de Janeiro, além da capital, estão habilitados municípios como Duque de Caxias, São Gonçalo, Nova Iguaçu, São João de Meriti, Campos dos Goytacazes, Belford Roxo, Niterói, Volta Redonda, Petrópolis, Macaé, Magé, Itaboraí, Cabo Frio, Maricá, Angra dos Reis, Nova Friburgo, Barra Mansa, Teresópolis, Mesquita, Nilópolis, Queimados, Araruama, Rio das Ostras e Itaguaí.

Assim, o eleitor fluminense que estiver viajando poderá votar para todos os cargos apenas se escolher uma das cidades habilitadas dentro do próprio estado.

Quem optar por votar em outro estado terá o voto restrito à eleição para presidente da República.

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Foto: Fernando Frazão/Ag. Brasil

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