Aprovação de Tarcísio cresce em SP e chega a 45%, aponta Datafolha

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A avaliação do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), apresentou melhora e agora é considerada ótima ou boa por 45% dos paulistas, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta semana. No levantamento anterior, realizado em abril de 2025, o índice era de 41%.

De acordo com o estudo, 31% classificam o governo como regular (eram 33% no levantamento anterior), enquanto 20% consideram a gestão ruim ou péssima, ante 22% anteriormente. Outros 4% não souberam opinar.

A pesquisa foi realizada entre os dias 3 e 5 de março, com 1.608 entrevistas em 71 municípios do estado de São Paulo, envolvendo pessoas com 16 anos ou mais. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com 95% de nível de confiança. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob os números BR-06798/2026 e SP-04136/2026.

Comparação com gestões anteriores

Considerando os últimos 12 anos, a avaliação positiva de Tarcísio é igual ou superior à de governadores anteriores no mesmo período de mandato, dentro da margem de erro.

Em abril de 2022, o então governador João Doria tinha 23% de avaliação ótima ou boa. Já Geraldo Alckmin registrava 36% em abril de 2018 e 41% em junho de 2014, durante seu governo anterior.

Por outro lado, o desempenho atual de Tarcísio ainda fica abaixo de avaliações registradas em mandatos anteriores no estado. Alckmin tinha 66% de ótimo ou bom em abril de 2006, enquanto José Serra alcançava 55% em março de 2010.

Diferenças entre grupos

A pesquisa também aponta diferenças relevantes na percepção da gestão entre diferentes perfis de eleitores.

A avaliação positiva é maior entre homens (49%), em comparação com 42% entre mulheres. O índice também cresce entre pessoas com 60 anos ou mais (59%), enquanto cai para 27% entre jovens de 16 a 24 anos.

Entre os menos escolarizados, a avaliação positiva chega a 54%, contra 43% entre os mais instruídos. No recorte regional, moradores do interior registram 49% de aprovação, enquanto na Região Metropolitana de São Paulo o índice é de 41%.

Entre categorias profissionais, a aprovação é mais alta entre empresários (67%), enquanto cai para 19% entre funcionários públicos.

Já a avaliação ruim ou péssima é maior entre mais instruídos (29%), pessoas com renda familiar entre cinco e dez salários mínimos (31%), funcionários públicos (41%) e moradores da Região Metropolitana de São Paulo (27%).

Aprovação do trabalho

Quando questionados diretamente sobre o trabalho do governador, 64% dos entrevistados disseram aprovar a gestão, ante 61% em abril de 2025. Já 30% afirmaram desaprovar, contra 33% no levantamento anterior, enquanto 6% não souberam responder.

Associação política

O levantamento também mediu como os eleitores identificam o posicionamento político de Tarcísio. Para 69% dos entrevistados, o governador é aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Outros 10% afirmam que ele é aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enquanto 1% considera que ele é aliado de ambos. Já 3% dizem que ele não é aliado de nenhum dos dois, e 17% não souberam responder.

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Foto: Pablo Jacob/GESP

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Alesp aprova nova divisão do saneamento em SP e reduz regionais de 4 para 2

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A Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo aprovou, nesta terça-feira (3), por 53 votos a 14, o projeto que altera a regionalização da política de saneamento básico no estado. A proposta do Executivo concentra os serviços de abastecimento de água e esgoto dos 645 municípios paulistas em duas Unidades Regionais de Saneamento Básico (Uraes). Atualmente, são quatro.

Segundo o governo estadual, a medida busca adequar a estrutura regional às metas de universalização previstas no Novo Marco do Saneamento, que estabelece prazos para ampliar o acesso à água potável e à coleta e tratamento de esgoto em todo o país.

De acordo com a justificativa do Projeto de Lei 1083/2025, as unidades regionais 2, 3 e 4, criadas pela Lei 17.383/2021, não foram implementadas conforme previsto após quatro anos da aprovação. Com isso, o texto aprovado redefine o modelo e fixa apenas duas Uraes no estado.

Pelo novo desenho, a Urae-1 ficará responsável pelos 371 municípios atendidos pela Sabesp. Já a Urae-2 será reestruturada para contemplar os outros 274 municípios paulistas. O projeto também determina que os municípios que integrarão a nova Urae-2 deverão formalizar adesão.

A proposta autoriza ainda a criação de Subunidades Regionais de Saneamento Básico (Sub-Uraes), que poderão ser delimitadas com base em critérios técnicos e hidrográficos.

Durante a tramitação, quatro emendas parlamentares foram incorporadas ao texto. Relator da proposta no Congresso de Comissões, o deputado Oseias de Madureira (PSD) afirmou que as alterações garantem mais transparência ao projeto.

Entre as mudanças, foi incluído artigo que obriga as Uraes e Sub-Uraes a publicarem anualmente relatório com metas de universalização, tarifas praticadas, investimentos realizados e previstos, além de indicadores de qualidade e desempenho dos serviços.

Outra emenda estabelece que a criação de Sub-Uraes deverá considerar, além de critérios técnicos e financeiros, aspectos sociais e ambientais, como vulnerabilidade hídrica, risco climático e capacidade de adaptação dos municípios a eventos extremos.

O projeto foi debatido em audiência pública, no Congresso de Comissões e em Plenário. Parlamentares da base governista defenderam a reestruturação. “A realidade mostra isso. São medidas que vêm dando resultado”, afirmou o deputado Barros Munhoz (PSDB).

Já deputados da oposição criticaram a redução das regionais, argumentando que a mudança pode concentrar excessivamente a governança e enfraquecer a participação social. “O projeto concentra o poder de decisão nos comitês das Uraes e essa forma sobrepõe os comitês de bacias hidrográficas e a participação e o controle social”, disse a deputada Marina Helou (Rede).

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Foto: Rodrigo Costa/Alesp

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TSE proíbe uso de IA para sugerir voto e veta posts manipulados às vésperas da eleição

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou nesta segunda-feira (2) um conjunto de regras que disciplinam o uso de inteligência artificial nas eleições gerais de outubro. As normas valem para candidatos e partidos e passam a integrar as resoluções que vão orientar o pleito.

Por unanimidade, os ministros proibiram a publicação, nas redes sociais, de conteúdos manipulados com imagem ou voz de candidatos e pessoas públicas no período de 72 horas antes da votação e nas 24 horas posteriores ao encerramento do pleito. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro.

A Corte também vetou que provedores de ferramentas de IA ofereçam, mesmo quando solicitados pelos usuários, sugestões de candidatos em quem votar. A medida busca evitar interferências algorítmicas na livre escolha do eleitor.

No mesmo pacote de resoluções, o tribunal reforçou o combate à misoginia digital. Ficam proibidas montagens envolvendo candidatas, bem como a divulgação de fotos e vídeos com nudez ou conteúdo pornográfico com finalidade eleitoral.

O TSE reiterou ainda que provedores de internet podem ser responsabilizados pela Justiça caso não removam perfis falsos e publicações ilegais após determinação judicial. A responsabilização já está prevista na legislação, mas foi reafirmada nas novas regras.

As decisões fazem parte do conjunto de resoluções que disciplinam a disputa em que serão escolhidos presidente da República, governadores, senadores, deputados federais, estaduais e distritais.

Liberdade de expressão

Ao mesmo tempo, os ministros adotaram medidas para evitar episódios de censura registrados em eleições anteriores. Ficou assegurado que, durante o período de pré-campanha, manifestações espontâneas de conteúdo político poderão ocorrer em ambientes universitários, escolas e espaços ligados a movimentos sociais.

Também foi garantido aos candidatos o direito de realizar panfletagem em ruas, parques e praças, desde que não haja prejuízo à circulação de pessoas.

Na semana passada, o tribunal já havia aprovado outras sete resoluções relacionadas ao processo eleitoral. Entre os temas tratados estão regras para divulgação de pesquisas eleitorais, transporte de eleitores, arrecadação de recursos, prestação de contas e atualizações no cadastro eleitoral.

Com as novas normas, o TSE busca adaptar a legislação eleitoral ao avanço das tecnologias digitais e estabelecer parâmetros mais claros para o uso de inteligência artificial no debate político.

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Foto: Marcelo Camargo/Ag. Brasil

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Na Alesp, Bruna Furlan lidera debate sobre futuro da formação médica em SP

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A deputada estadual Bruna Furlan (PSDB) presidiu, nesta quinta-feira (26), o Fórum Paulista de Ensino e Qualidade da Assistência Médica, realizado na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp). O encontro marcou o lançamento da versão impressa do estudo Demografia Médica do Estado de São Paulo, elaborado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) em parceria com a Associação Paulista de Medicina (APM) e o governo estadual.

Na abertura, Bruna, que preside a Comissão de Saúde da Casa, afirmou que o fórum surgiu a partir de debates sobre carreira médica e interiorização do atendimento. Segundo ela, o espaço amplia a discussão sobre formação e distribuição de profissionais no estado.

Coordenador do levantamento, o professor Mário Scheffer informou que São Paulo reúne cerca de 200 mil médicos em atividade. Pela primeira vez, nenhuma região do estado tem menos de dois médicos por mil habitantes. Apesar disso, a desigualdade regional persiste: 50,6% dos profissionais estão concentrados na Grande São Paulo.

O estudo também aponta que aproximadamente 80 mil médicos atuam sem especialidade. Para Scheffer, o dado reforça a necessidade de ampliar investimentos em residência médica e qualificação profissional.

Embora São Paulo concentre 30% dos residentes do país, cerca de 20% das vagas credenciadas não são implantadas ou permanecem ociosas. O pesquisador atribuiu o problema a falhas estruturais e à insuficiência de financiamento.

O perfil da categoria também mudou. Pela primeira vez, a medicina paulista passa a ser majoritariamente feminina. Além disso, 35,4% dos médicos têm até 35 anos, indicando renovação geracional e maior diversidade socioeconômica.

No painel sobre graduação, o presidente da APM, Antonio José Gonçalves, criticou a expansão de cursos privados. Segundo ele, enquanto as vagas públicas permaneceram estáveis na última década, as particulares saltaram de 2.200 para quase 10 mil. O dirigente classificou o movimento como “mercantilização do ensino médico”.

Como medida para elevar a qualidade da formação, Gonçalves defendeu a aprovação do exame de proficiência em tramitação no Senado Federal. A proposta também foi apoiada por representantes do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo e da Associação Médica Brasileira, que cobraram critérios técnicos e afastamento de disputas político-partidárias.

Parlamentares presentes reforçaram a necessidade de políticas públicas voltadas à fixação de especialistas no interior e à responsabilização de instituições com desempenho insatisfatório. Já o secretário-executivo da Saúde paulista, José Luiz Gomes do Amaral, atribuiu parte da ociosidade das vagas de residência à falta de recursos e defendeu bolsas vinculadas a programas reconhecidos por sociedades médicas.

O fórum reuniu representantes do Legislativo, Executivo e entidades médicas para discutir caminhos para aprimorar a formação e a distribuição de médicos no estado mais populoso do país.

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Foto: Bruna Sampaio/Alesp

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AtlasIntel: Lula e Flávio Bolsonaro empatam pela 1ª vez em eventual 2º turno

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro aparecem tecnicamente empatados em um eventual segundo turno da eleição presidencial, segundo pesquisa da AtlasIntel encomendada pela Bloomberg News e divulgada na quarta-feira.

De acordo com o levantamento, Flávio teria 46,3% das intenções de voto, enquanto Lula soma 46,2%. É a primeira vez que os dois figuram em empate desde que o senador oficializou sua entrada na disputa.

Filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre pena de 27 anos de prisão por planejar uma tentativa de golpe após a derrota na eleição de 2022, Flávio reduziu a desvantagem registrada em dezembro. À época, Lula liderava por 53% a 41%. Em janeiro, o presidente ainda aparecia à frente, com 49% contra 45%.

A pesquisa indica que a vantagem de Lula diminuiu às vésperas da votação, em um cenário de polarização semelhante ao das últimas eleições.

O levantamento também aponta divisão equilibrada do eleitorado sobre qual candidato teria melhor desempenho em temas centrais. Lula tem priorizado propostas econômicas, como novas faixas de isenção do Imposto de Renda para trabalhadores que recebem até R$ 5 mil por mês e um plano para reduzir a jornada semanal de trabalho. Ainda assim, não apresenta vantagem clara sobre Flávio na avaliação de quem conduziria melhor a economia.

Já o senador tem defendido medidas mais rígidas na área de segurança pública, tema apontado por parte significativa dos brasileiros como uma das principais preocupações. Mesmo assim, o estudo aponta empate estatístico também nesse quesito.

Em um cenário de primeiro turno, Lula aparece com 45% das intenções de voto, contra 40% de Flávio. O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, e o governador do Paraná, Ratinho Jr., registram cerca de 4% cada. O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, alcança aproximadamente 5% quando incluído na simulação.

A AtlasIntel entrevistou 4.986 brasileiros entre os dias 19 e 24 de fevereiro. A margem de erro é de um ponto percentual.

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Foto: Reprodução/Ag. Senado

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Câmara aprova projeto antifacção e deve votar PEC da Segurança na próxima semana

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A Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei antifacção (PL 5582/25), considerado pelo presidente da Casa, Hugo Motta, como a “medida mais dura de enfrentamento ao crime organizado do país”. O texto foi aprovado em Plenário e segue agora para sanção.

Segundo Motta, a proposta representa um avanço no endurecimento das regras contra organizações criminosas. Ele afirmou que há uma cobrança da sociedade por respostas mais firmes do Estado diante da expansão do crime organizado nos últimos anos.

“Estamos organizando o Estado para enfrentar um crime que também se organizou”, declarou o presidente da Câmara ao comentar a aprovação da matéria.

O relator do projeto foi o deputado Guilherme Derrite (PP-SP). De acordo com Motta, a escolha se deu pelo histórico do parlamentar na área de segurança pública e pela defesa de medidas mais rígidas no combate às facções criminosas. A proposta recebeu apoio de secretários estaduais de Segurança Pública, além de associações de procuradores de Justiça e delegados.

Além do projeto antifacção, Motta anunciou que a Câmara deve votar na próxima quarta-feira (4) a Proposta de Emenda à Constituição da Segurança Pública (PEC 18/25). A expectativa é que a comissão especial responsável pela análise do texto convoque sessão na terça-feira (3), para que a matéria seja incluída na pauta do Plenário no dia seguinte.

A PEC 18/25 cria o Sistema Único de Segurança Pública, com o objetivo de integrar as ações da União e dos estados no enfrentamento ao crime organizado. A proposta é considerada pela presidência da Casa como uma medida estruturante para aprimorar a coordenação das políticas de segurança no país.

Com a aprovação do projeto antifacção e a iminente votação da PEC, a Câmara concentra esforços em pautas relacionadas ao combate ao crime organizado e à reestruturação do sistema de segurança pública.

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Foto: Bruno Spada/Agência Câmara de Notícias.

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Alesp avança em projeto que amplia programa habitacional para guardas e agentes de trânsito

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A Comissão de Habitação, Desenvolvimento e Reforma Urbana da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) aprovou, nesta terça-feira (24), o Projeto de Lei 972/2025, que inclui guardas municipais e agentes de trânsito no programa habitacional destinado a profissionais da Segurança Pública. A proposta altera a Lei Estadual 18.025/2024, que instituiu a política no estado.

De autoria dos deputados Dr. Jorge do Carmo (PT) e Fábio Faria de Sá (Podemos), o texto busca estender o benefício a categorias que atuam diretamente na proteção urbana e na organização do tráfego. Segundo os parlamentares, esses profissionais enfrentam riscos diários e, muitas vezes, comprometem parte significativa da renda com despesas de moradia.

Na mesma reunião, o colegiado aprovou o PL 104/2025, de Carlos Giannazi (Psol), que prevê a inclusão dos servidores da Fundação Centro de Atendimento Socioeducativo ao Adolescente (Casa) no mesmo programa habitacional. Assim como o projeto anterior, a proposta altera dispositivo da legislação vigente para assegurar o acesso ao benefício.

Audiência pública e requerimentos

Os deputados também aprovaram requerimento para a realização de audiência pública sobre o projeto “Nova Centralidade Urbana Lajeado”, na Zona Leste da capital paulista. A iniciativa prevê intervenções que podem impactar moradias de cerca de 140 famílias.

Devem participar representantes da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), da Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana e Obras, da SPTrans e da Cohab-SP. A audiência será realizada no CEU Lajeado, em data ainda a ser definida.

Outro requerimento aprovado prevê o envio de ofício a Diogo Soares, diretor vice-presidente da Cohab, solicitando informações sobre o planejamento para atendimento de famílias que serão removidas da faixa de domínio ferroviária com a reativação do ramal entre Tupã e Panorama, no trecho que passa por Junqueirópolis.

Novos programas habitacionais

A comissão ainda deu aval ao PL 319/2024, de Rômulo Fernandes (PT), e ao PL 805/2024, de Luiz Claudio Marcolino (PT). As propostas autorizam o Poder Executivo a instituir os programas Crédito Habitacional para Vítimas de Violência Doméstica e A Casa é Sua no estado.

Durante a reunião, o presidente da comissão, deputado Rafael Saraiva (União), informou a atualização da subcomissão de políticas públicas para áreas de risco, presidida por Dr. Jorge do Carmo. O deputado Eduardo Suplicy (PT) passa a integrar o grupo no lugar de Simão Pedro.

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Foto: Ana Guice/PMB

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Setor supermercadista pede revisão na devolução do ICMS em reunião com Kassab

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Em reunião realizada na sede da Associação Paulista de Supermercados (APAS), em São Paulo, o presidente da entidade, Erlon Ortega, solicitou ao secretário de Governo e Relações Institucionais do Estado, Gilberto Kassab, a revisão do modelo de devolução do ICMS pago em duplicidade após mudanças no sistema tributário que entraram em vigor em janeiro deste ano.

A proposta apresentada pela APAS é que o ressarcimento ao setor supermercadista seja feito em seis parcelas, e não em 24, como previsto inicialmente pelo governo estadual. Segundo a entidade, o formato atual pode provocar desequilíbrios financeiros, especialmente entre pequenas e médias redes.

De acordo com Ortega, foram apresentados dados técnicos e planilhas com exemplos reais que apontam aumento expressivo do ICMS referente ao mês de janeiro. Para a associação, a antecipação do reembolso contribuiria para aliviar o fluxo de caixa das empresas e permitir um reequilíbrio financeiro mais rápido do setor.

Em 2026, passou a valer uma mudança no regime de substituição tributária do ICMS em São Paulo. No modelo anterior, havia retenção antecipada do imposto sobre as mercadorias. Com o fim dessa sistemática, fornecedores e importadores deixaram de recolher previamente o tributo para toda a cadeia, o que resultou em pagamentos duplicados em alguns casos.

Durante o encontro, a APAS também alertou para o risco de aumento de preços ao consumidor caso a redução de impostos obtida anteriormente pela indústria não seja refletida no valor final dos produtos comercializados nos supermercados.

A entidade ainda destacou o trabalho desenvolvido pela Secretaria da Justiça e Cidadania do Estado de São Paulo e pela Fundação Procon-SP, especialmente nas ações de orientação ao setor. No ano passado, APAS e Procon-SP lançaram uma cartilha sobre o Código de Defesa do Consumidor, voltada à qualificação de equipes, organização das lojas e adoção de boas práticas no atendimento ao público.

Ao final da reunião, foram discutidos cenários políticos nos âmbitos estadual e nacional. Segundo Ortega, o secretário demonstrou disposição para avançar na agenda do setor e atuar como interlocutor junto ao governo estadual para o encaminhamento das demandas apresentadas.

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Foto: Edu Leporo/Divulgação/APAS

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Desfile com homenagem a Lula na Sapucaí gera reação política e vira alvo de ações no TSE

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O desfile da escola Acadêmicos de Niterói em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro, provocou forte reação política e já é alvo de questionamentos na Tribunal Superior Eleitoral. O caso dividiu aliados e opositores do governo e reacendeu o debate sobre os limites entre manifestação cultural e propaganda eleitoral.

Parlamentares da oposição afirmam que a apresentação pode configurar propaganda antecipada e crime eleitoral. Partidos anunciaram nesta segunda-feira (16) que vão judicializar o episódio. Já há um processo em análise no TSE para apurar eventual irregularidade, com multa prevista entre R$ 5 mil e R$ 25 mil, conforme a legislação eleitoral.

O partido Novo informou ainda que pretende pedir a inelegibilidade de Lula por suposto abuso de poder político e econômico, sob a alegação de que recursos públicos teriam sido utilizados para promover a imagem do presidente. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, declarou que irá protocolar ação contra o que classificou como “crimes do PT na Sapucaí com dinheiro público”.

Integrantes do governo e do PT rejeitam qualquer irregularidade. O presidente nacional do partido, Edinho Silva, afirmou que a oposição tenta judicializar uma manifestação cultural e acusou adversários de tentar censurar o carnaval. Segundo ele, o desfile foi uma “grande manifestação popular” que animou o público.

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, também negou ilegalidade eleitoral. Para ele, a legislação é clara ao considerar irregular apenas o pedido explícito de voto ou o abuso de poder econômico. “Estão tentando achar pelo em ovo. É uma forçação de barra”, afirmou.

Entre as manifestações favoráveis ao desfile, o ex-presidente Michel Temer (MDB) disse não ver sentido em exigir rigor histórico de um desfile carnavalesco. Ele lembrou que foi satirizado pela Paraíso do Tuiuti em 2018 e defendeu a tradição da sátira política no carnaval. O ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, afirmou nas redes sociais que a Sapucaí presenciou “a história viva passando pela avenida”. Já o senador Humberto Costa (PT) destacou a narrativa da trajetória de um “nordestino que dedicou a vida ao povo”.

Do lado contrário, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) criticou o desfile ao comentar um carro alegórico e afirmou que Lula foi preso por corrupção. O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho, declarou que transformar o desfile em “palanque político” afronta a ética e o equilíbrio democrático. Já o deputado federal Coronel Zucco (PL-RS) afirmou que o enredo e a presença do presidente criam indícios que merecem apuração pela Justiça Eleitoral.

A controvérsia deve seguir em debate nos tribunais nos próximos dias, enquanto o episódio amplia a polarização política em torno do carnaval e de manifestações culturais de grande alcance nacional.

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Foto: Repordução/Facebook/Acadêmicos de Niterói

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Encontro entre Baleia Rossi e Tarcísio de Freitas consolida aliança do MDB em São Paulo

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A disputa pelo apoio do MDB em São Paulo ganhou novos contornos após uma reunião realizada nesta segunda-feira (9) entre o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o presidente nacional do MDB, Baleia Rossi. Segundo interlocutores ouvidos nos bastidores, o encontro teve como objetivo consolidar a aliança entre as duas siglas para a disputa eleitoral no estado.

A movimentação ocorre em meio a articulações do governo federal para o Senado. De acordo com apuração da CNN Brasil, a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB), deve ser indicada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para concorrer a uma vaga ao Senado por São Paulo, como um nome identificado com o campo da esquerda.

Para viabilizar essa candidatura, porém, Tebet teria de deixar o MDB. O partido está fechado com o governador Tarcísio de Freitas e, segundo fontes, não há interferência direta do Palácio do Planalto nas decisões da legenda em São Paulo.

Após o encontro, Baleia Rossi usou as redes sociais para sinalizar a continuidade da aliança com o atual governador. “Estive ontem à noite com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Falamos sobre o cenário eleitoral no Brasil e em São Paulo, onde o MDB vai reforçar sua parceria firmada há quatro anos, que foi marcada por lealdade e respeito mútuo”, escreveu o dirigente.

A reunião aconteceu no mesmo dia em que Tarcísio deixou de comparecer a duas agendas oficiais do presidente Lula e do vice-presidente Geraldo Alckmin em São Paulo, gesto interpretado por aliados como mais um indicativo do distanciamento político entre o governador e o governo federal.

Nos bastidores, a avaliação é de que o alinhamento entre MDB e Republicanos em São Paulo fortalece o projeto eleitoral de Tarcísio e dificulta uma eventual candidatura de Simone Tebet ao Senado pelo partido. O cenário ainda depende das definições formais das legendas e do avanço das negociações nacionais, mas sinaliza um rearranjo relevante no tabuleiro político paulista.

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Foto: Reprodução/Instagram/@baleia.rossi | *Matéria com informações da CNN Brasil

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